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Relações Perigosas - Capítulo 29

Novela de Felipe Porto
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VALE A PENA LER DE NOVO: RELAÇÕES PERIGOSAS
 
     
 
 
     
  NO CAPÍTULO ANTERIOR DE "RELAÇÕES PERIGOSAS":
 

Heloísa — (Impaciente) Então fala logo o que você quer.

Regina — Sabia que eu fui demitida da clínica que eu tava trabalhando?

Heloísa — E eu com isso? Eu não sou INSS, minha filha! Tá desempregada, então vai procurar um desses esses órgãos.

Regina — Você tem tudo a ver com isso. Eles me demitiram porque descobriram que eu cobrava por fora pra manter pessoas que não precisavam ficar lá... Como a sua mãe.

Heloísa — Deixa a minha mãe sair, é descoberta pela chefia... (Desdenha) Logo se vê que você é uma incompetente.

Regina — (Reage) Sem gracinha. Nós duas estamos juntos nessa e eu quero a sua ajuda.

Heloísa — (Surpresa) A minha? Não vai não.

Regina — Ah vai sim! Ou você me dá uma boa grana ou então eu conto pra todo mundo que você me pagou pra deixar a sua mãe presa naquela clínica.

Na tensão de Heloísa.


...


Marcelo — Eu fiquei sabendo que você não fez nada pra tirar a Luísa da cadeia. (Pausa) Por que você não fez o que eu te mandei?

Otávio fica confuso, sem saber o que falar.

Marcelo — Anda, Otávio! Eu exijo uma explicação pra isso!

Otávio — (Procura palavras) É... Eu... Não ia adiantar nada entrar com um habeas corpus, Marcelo. O juiz não ia dar.

Marcelo — Então cabia a você encontrar uma outra solução pra tirar a Luísa de lá. E não ficar aí sem fazer nada, mentindo pra mim.

Otávio — Não foi minha intenção, Marcelo. Eu achei que/

Marcelo — (Corta) Você não tinha que achar nada. Você tinha que ter feito o que eu tinha te pedido. Eu acredito na inocência da Luísa e ela precisa sair da cadeia.

Otávio — O juiz vai negar, mas eu posso entrar com um pedido de soltura.

Marcelo — (Se levanta) Não, Otávio. Toda a confiança que eu tinha em você foi quebrada. Não quero mais que você cuide desse caso... Aliás, eu vou precisar rever se vou continuar querendo que você trabalhe comigo.


...


Otávio
 — Eu não vou levar a culpa por uma coisa que eu não fiz.

Marcelo — Como é que é?

Otávio — Eu não fiz nada pra tirar ela da cadeia, porque a sua mulher veio aqui me pedir pra deixar ela presa.

Em Marcelo incrédulo.


...

Bianca em pé diante de um homem engravatado. Ela assina uma folha, entrega a ele. O homem entrega para Bianca um envelope e sai. Bianca abre o envelope e reage surpresa ao visualizar o conteúdo.

Música: Instrumental Suspense. [Até o Encerramento].

Bianca fica pálida. Giancarlo entra.

Giancarlo — Bianca, a sua sugestão de mandar a/

Giancarlo percebe a preocupação de Bianca.

Giancarlo — Tá tudo bem, filha? Você tá pálida.

Nervosa, Bianca não consegue responder. Giancarlo olha para o papel que está nas mãos dela.

Giancarlo — O que é isso?

Bianca entrega o papel para Giancarlo, que após ler, fica surpreso.

Giancarlo — (Surpreso) É isso mesmo que tá escrito aqui?

Bianca faz uma longa pausa, até que por fim responde:

Bianca — Sim, pai... A justiça vai voltar a investigar a morte do Coimbra.

Em Bianca transtornada. Fade Out.

 
     
 
     
     
     

CAPÍTULO 29
 
     
 

CENA 01. giacomelli exportações. sala de bianca. Interior. Dia.

Continuação da última cena do capítulo anterior.

Giancarlo com o papel em mãos, diante de Bianca, ainda incrédula.

Giancarlo — Mas eu pensei que essa história do Eduardo tivesse se resolvido há anos.

Bianca — Eu também, pai. Eu também.

Bianca se levanta e toma os papel das mãos de Giancarlo.

Giancarlo — Vai sair?

Bianca — Sim. Preciso resolver alguns problemas.

Giancarlo — Tem a ver com essa notificação?

Bianca — Não. (Tom) E pai, me faz um favor: Não fala nada disso pra Milena.

Giancarlo — Por quê?

Bianca — Porque não. Eu to te pedindo.

Bianca sai. Giancarlo fica ali, pensativo.

CENA 02. escritório de otávio. sala de otávio. Interior. Dia.

Continuação da cena 22 do capítulo anterior. Marcelo diante de Otávio.

Marcelo — (Chocado) Você tá me dizendo que a Clara pediu pra você deixar a própria mãe na cadeia?

Otávio — E ainda disse que eu ia ter ela como aliada, caso fizesse isso.

Marcelo — (Incrédulo) Mentira sua. A Clara nunca faria uma coisa dessas com a própria mãe.

Otávio — Isso é o que você acha, Marcelo.

Marcelo — Você já me mentiu com essa história da Luísa. Por que eu deveria acreditar agora?

Otávio — Eu menti a mando da sua mulher. (Tom) Olha Marcelo. Eu não tenho como fazer você acreditar que eu esteja falando a verdade, mas que motivos eu teria pra inventar isso?

Marcelo — Pra me jogar contra a minha mulher.

Otávio — A troco de que? Isso vai fazer você mudar e ideia em relação à mim?

Marcelo pensa um pouco.

Marcelo — Não. Independente disso, você mentiu pra mim. Vai ser difícil você continuar trabalhando pra mim.

Otávio — Então. Eu to te falando isso, pra você abrir o olho. A Clara não é nenhuma santa.

Marcelo fica um tempo parado, atordoado.

Otávio — To mesmo demitido?

Marcelo — Com toda certeza.

Marcelo sai da sala. Otávio suspira aliviado.

Otávio — (Triunfante) Eu cai, mas levei aquela ordinária junto comigo.

CENA 03. casa de giancarlo. sala. Interior. Dia.

Continuação da cena 20 do capítulo anterior. Milena e Leandro um diante do outro. Yasmin mais afastada, sentada no sofá.

Milena — A gente não tem nada o que conversar.

Leandro — Milena, por favor.

Yasmin — Que parte do que ela disse você não entendeu?

Milena olha para Yasmin e suspira.

Milena — Dá uma licencinha?

Yasmin se levanta do sofá e sobe as escadas. Milena encara Leandro.

Milena — Eu achei que a gente já tivesse falado tudo um pro outro?

Leandro — Você sabe que não, Milena. Você tava de cabeça quente naquela época. Agora as coisas esfriaram.

Milena — Esfriaram sim, mas o que fez comigo não tem perdão.

Leandro — Eu sei e me arrependo muito disso.

Milena — Arrependimentos não adiantam de nada.

Leandro — Serve sim. Pra eu me martirizar todo dia por ter perdido uma mulher como você.

Leandro vai tocar no rosto de Milena, mas ela impede.

Milena — Não faz isso.

Leandro — Você ainda tem ódio de mim?

Milena faz uma breve pausa, até que responde.

Milena — Eu não guardo ódio de você, Leandro. Não guardo nada.

Leandro — Então dá uma nova chance pra mim! Pra gente!

Milena — Isso não é possível.

Leandro — Por quê? Já tem outro na jogada?

Milena — Não! E mesmo que tivesse, você não tem nada que ver. A minha vida sentimental não te diz mais respeito.

Leandro — Eu te amo.

Milena — Eu também te amei. E não foi pouco! Você que tratou de jogar todo o meu amor por você fora.

Leandro — Aceita pelo menos as minhas desculpas, por todo sofrimento que eu te fiz passar.

Milena — Aceito, Leandro. Se isso faz você se sentir mais feliz, eu aceito.

Leandro — O que me faria mais feliz é ter você de volta.

Milena — Mas isso não dá.

Leandro — Uma pena. (Tom) Mas você já não tá com raiva de mim e isso já é um começo. Com o tempo eu vou te convencer que eu mudei.

Milena — Mudou mesmo? Eu vi o que você fez com aquela garota. Pra que jogar o vídeo dela na internet? Isso não se faz!

Leandro — Não fui eu, Milena. Eu juro!

Milena — Pra mim você não tem que jurar nada, Leandro. Você não faz mais parte da minha vida.

Leandro — Eu queria tanto voltar à fazer parte.

Milena — Não alimente falsas esperanças. (Tom) Se você não tem mais nada pra falar, por favor.

E aponta para a porta de saída. Leandro caminha até a porta, a abre, mas volta até Milena e a beija de surpresa. No beijo dos dois.

CENA 04. bar da região portuária. ambiente. Interior. Dia.

Continuação da cena 21 do capítulo anterior. Heloísa e Regina.

Heloísa — (Reage) Você tá me chantageando?

Regina — Chantagem é uma palavra muito forte, você não acha? (Sorri) Mas sim, to te chantageado.

Heloísa — Você é muito abusada, mesmo/

Regina — (Corta) Olha aqui, dona Clara. Eu não vim aqui pra saber o que você acha de mim. Eu quero o meu dinheiro.

Heloísa — Eu já disse que não vou dar nada.

Regina — E você quer que todo mundo saiba que você internou a sua mãe naquela clínica sem necessidade? Que você mandou a gente dopar ela? Quer que eu conte tudo isso?

Heloísa fica em silêncio, tensa.

Regina — Foi o que eu imaginei. (Tom) Amanhã no final da tarde.

Heloísa — Quanto?

Regina — Quanto vale o meu silêncio? Pensa com carinho, porque se eu achar que é pouco, eu vou pedir mais.

Regina levanta da mesa e vai embora. Em Heloísa com muito ódio.

CENA 05. casa de giancarlo. sala. Interior. Dia.

Abre em Leandro beijando Milena. Tempo e Milena o empurra.

Milena — Não faz mais isso.

Leandro — Pra você nunca esquecer que eu ainda te amo.

Leandro sai da casa. Em Milena desconcertada.

CENA 06. carro de marcelo. ambiente. Interior. Dia.

Marcelo dirigindo o carro em movimento.

Marcelo — (Pensativo) Isso só pode ser invenção do Otávio. A Clara não seria capaz de fazer uma coisa dessas... Ou seria?

O celular de Marcelo toca, ele encosta o carro e atende.

Marcelo — (Cel) Leandro?

Leandro — (Off) Fala primo! Tudo tranquilo? É o seguinte...

CENA 07. carro de leandro. ambiente. Interior. Dia.

Leandro dirigindo o carro em movimento, enquanto fala ao celular.

Leandro — (Cel) Lembra daquela nossa viagem pra conhecer os canaviais da Barão e todo o processo de fabricação das nossas cachaças?

Marcelo — (Off) Sei sim. O quê que tem?

Leandro — (Cel) A gente vai pra lá amanhã! Não é ótimo?

CENA 08. carro de marcelo. ambiente. Interior. Dia.

Marcelo ao celular.

Marcelo — (Cel) Mas assim, de repente?

Leandro — (Cel) Tem que ser agora, se não depois a cana vai ser cortada e não vai ter como ver os canaviais.

Marcelo — (Off) Tudo bem. Se tiver mesmo que ser amanhã, eu vou. (Tom) Quanto tempo a gente vai ficar lá?

Leandro — (Cel) Um, dois dias no máximo.

Marcelo — (Off) Vou arrumar minha mala quando chegar em casa.

Leandro — (Cel) Prefeito. Amanhã de manhã eu passo lá e a gente vai juntos pegar o jatinho.

Leandro desliga o celular.

Leandro — (Sombrio) Escolhe uma roupa bem bonita pro dia da sua morte.

CENA 09. rio de janeiro. ambiente. Exterior. Noite.

Stock-shot do Rio de Janeiro ao anoitecer.

CENA 10. casa de ana carolina. quarto de marcelo. Interior. noite.

Heloísa está vestindo uma lingerie sensual. Se olha no espelho.

Heloísa — Duvido que o Marcelo resista a mim vestida desse jeito.

Marcelo entra. Heloísa sobe em cima da cama e se mostra.

Heloísa — (sensual) Amor, olha só a surpresinha que eu preparei pra você.

Marcelo — (Sério) Desce daí.

Heloísa — (Desce da cama) Não gostou da lingerie?

Marcelo — O Otávio disse que você mandou ele deixar a Luísa na cadeia. É verdade isso?

Na tensão de Heloísa.

CENA 11. hotel. bar. Interior. Noite.

Bianca e Gregório sentados à mesa.

Gregório — O que de tão urgente você tinha pra falar comigo? Sai correndo.

Bianca — A polícia vai voltar com as investigações sobre a morte do Coimbra.

Gregório — (Surpreso) Mas a troco de quê?

Bianca — Não faço ideia, Gregório. A única coisa que eu sei é que eu to ficando muito nervosa com isso.

Gregório — Calma, Bianca. A gente não pode perder o controle da situação a essa altura do campeonato.

Bianca — Eu tenho a impressão que a gente perdeu o controle de tudo há muito tempo. Melhor! A gente perdeu o controle no momento em que o infeliz do seu sobrinho reapareceu. (Tom) Se eu pudesse voltar no tempo, eu daria um tiro nele ainda criança. Nos pouparia de todo esse martírio.

Gregório — Mas o tempo não volta e a gente precisa focar no futuro. Descobrir por que essas investigações foram reabertas depois de tanto tempo.

Bianca — Sim, você tem razão. Eu vou ter que ir até a delegacia, lá o delegado responsável pelo caso vai saber me dizer o que tá acontecendo.

Gregório — Quando é que você vai?

Bianca — Não lembro. Fiquei tão nervosa que acabei nem vendo a data direito.

Gregório — Mais alguém sabe disso?

Bianca — Meu pai. Ele tava na exportadora quando eu recebi o oficial de justiça. Mas o mais importante é que a Milena não fique sabendo de nada, porque se não ela vai querer fuçar ainda mais nessa história. (Pausa) Ela precisa ir pra Dubai o mais rápido possível.

Na tensão de Bianca.

CENA 12. casa de giancarlo. quarto de yasmin. Interior. Noite.

Abre em Yasmin, deitada de bruços na cama, escrevendo em um caderno. Escutam-se batidas na porta e Rogério entra.

Rogério — Licença, filha. Tá ocupada?

Yasmin — Um pouco. To resolvendo uns problemas de matemática. Minha cabeça já tá rodando com tanto número. (Tom) Será que você não consegue me ajudar?

Rogério — Sou de humanas e péssimo em matemática.

Yasmin — Então vai ver isso é genético.

Rogério — Quer que eu volte depois?

Yasmin — (Larga o lápis) Não. Pode falar.

Rogério — Você sabe me dizer se a Milena tá com novo namorado?

Surpresa, Yasmin rapidamente se senta na cama.

Yasmin — (Surpresa) Você também?

Rogério — Eu também o quê, Yasmin?

Yasmin — Com essas perguntas sobre a vida amorosa da Milena!

Rogério — (Curioso) Quem mais perguntou sobre isso?

Yasmin — A mãe! Esses dias mesmo, veio com essa mesma pergunta. (Tom) Ela não foi tão direta, mas foi praticamente a mesma: se a Milena tava com alguém.

Rogério — (Intrigado) Que estranho isso.

Yasmin — É. Não to entendendo esse interesse repentino de vocês pela vida amorosa dela. (Pausa) Tá acontecendo alguma coisa?

Rogério — Não, filha. É que... Deixa pra lá.

Rogério se levanta e sai do quarto. Em Yasmin confusa.

CENA 13. casa de ana carolina. quarto de marcelo. Interior. Noite.

Continuação da cena 10. Heloísa em choque e Marcelo esperando uma resposta.

Heloísa — (Gagueja) É o quê?! Quem falou um absurdo desses?!

Marcelo — O Otávio... É verdade isso?

Heloísa — É verdade sim. Eu mandei ele fazer isso porque eu queria ver a minha mãe mofando na cadeia.

Marcelo — (Surpreso) Então você fez isso mesmo?

Heloísa — Claro que não, Marcelo! Escuta o que você tá dizendo! Você acha mesmo que eu seria capaz de fazer uma coisa dessas?

Marcelo — Não sei, Clara. O Otávio disse que/

Heloísa — (Corta) O Otávio disse? (Irônica) Então quer dizer que se o Otávio falar que a terra é plana, você vai acreditar?!

Marcelo — Não! O que eu quis dizer é que/

Heloísa — O que você quis dizer é que você não confia em mim. (Tom) O que você acha, Marcelo? Que eu sou uma farsante? Que eu to te enganando esse tempo todo?

Marcelo — Nunca pensei isso. Eu só queria escutar o seu lado da história!

Heloísa — Que lado?! Você já veio cheio de cobranças, como se eu fosse a vilã dessa história!

Marcelo — Não foi isso que aconteceu! Eu só queria saber sobre uma história que me contaram.

Heloísa — Mas nem deveria! Uma história absurda dessas! Em quem você vai acreditar, Marcelo? Em mim que sou sua mulher ou em um advogado?

Heloísa se aproxima de Marcelo e olha nos olhos dele.

Heloísa — Amor... Eu não sou a minha irmã. Era ela que mentia, enganava, que passava por cima dos outros pra conseguir o que queria. (Tom) Lembra como ela te enganou quando vocês se conheceram.

Marcelo — (Incomodado) Não vamos falar nisso, Clara.

Heloísa — Tudo bem, desculpa. Mas eu fico muito chateada em saber que você desconfia de mim. Eu faço de tudo pra manter o nosso casamento em harmonia, mesmo sabendo que você teve uma aventurazinha com aquela outra lá/

Marcelo — (Corta) Não fala da Milena.

Heloísa — E nem você do Otávio. Aquele lá tava te enganando e resolveu jogar a culpa em cima de mim pra se safar. Me usou como bode expiatório e me admira muito que você tenha acreditado nesse conto da carochinha que ele te falou.

Marcelo — Eu fiquei meio confuso. Desculpa se eu te magoei.

Heloísa — (Sorri) Esquece isso, a gente pode fazer uma coisa muito melhor do que ficar chateado.

Música: Eu Sou Egoísta – Pitty.

Heloísa alisa a lingerie e olha para Marcelo de forma sensual.

Marcelo — Acho que não tá no clima.

Heloísa — Claro que tá. Eu to pegando fogo.

Heloísa beija Marcelo com intensidade e vai tirando a camisa dele.

Heloísa — (No ouvido dele) Hoje eu vou fazer tudo o que você quiser. Tu-do.

Heloísa olha para Marcelo e dá um sorriso safado. Marcelo também sorri, tira a calça e empurra Heloísa na cama. Marcelo deita sobre Heloísa e vai beijando o corpo dela.

CENA 14. rio de janeiro. ambiente. Exterior. Dia.

Música: Eu Sou Egoísta – Pitty.

Stock-shot do Rio de Janeiro ao amanhecer. [Música off].

CENA 15. casa de giancarlo. sala de jantar. Interior. Dia.

Giancarlo, Bianca, Milena, Rogério e Yasmin tomam café da manhã.

Giancarlo — Milena, já mandei comprarem a sua passagem pra Dubai.

Milena — (Surpresa) Já?! Que rápido!

Giancarlo — Algum problema?

Milena — Não, nenhum.

Giancarlo — É bom que esse projeto saia do papel e seja implantado no Oriente o quanto antes. To certo de que ele vai trazer muitos lucros pra exportadora.

Bianca — Eu também tenho, Milena.

Milena — (Brinca) Que milagre você fazer um elogio.

Bianca — (Séria) Para com isso. Eu posso não ser a mãe mais carinhosa do mundo, mas também não sou nenhuma megera. (Pausa) Fui eu quem disse pro seu avô que você deveria ir pra lá porque o projeto é seu.

Milena — Ele me falou. Obrigada pela confiança.

Yasmin — Pai, me dá uma carona pra aula?

Rogério — Não dá, filha. Eu tenho que passar num lugar antes de ir pra exportadora.

Bianca — Que lugar? Posso saber?

Rogério — (Se levantando) Resolver uns problemas. Não é isso que você sempre me diz?

Rogério sai do ambiente.

Yasmin — Podia ter passado o dia sem essa.

Bianca — Fica na sua se não eu corto o seu cartão de crédito.

Milena — (Pra Yasmin) Vem, gata. Eu te levo pra aula.

Yasmin — Com que carro se o seu foi destruído por um louco?

Milena — O seguro cobriu o prejuízo e já to com carro novo. Você não viu?

Yasmin — (Se levanta) Não. Então vamos lá que eu to atrasada.

Milena — (Se levanta) A gente se vê na exportadora.

Yasmin sai do ambiente e Milena vai atrás.

Bianca — (Pra Giancarlo) Onde será que o Rogério foi?

Giancarlo — Não sei, Bianca. Eu não sou rastreador pra ficar controlando os passos dele.

Em Bianca intrigada.

CENA 16. delegacia. sala de visitas. Interior. Dia.

Luísa entra e fecham a porta atrás dela. Ela vai até Rogério que está sentado.

Luísa — (Senta) Rogério. Que bom que você veio.

Rogério — Tá tudo bem com você?

Luísa — Vou levando.

Rogério — Você não sabe o que eu descobri: Dr. Otávio Assunção, o advogado do Marcelo, não tinha feito nada pra tentar tirar você daqui.

Luísa — (Surpresa) Não?! Mas o Marcelo não tinha pedido pra ele?

Rogério — Tinha, mas por motivos desconhecidos, ele não fez isso.

Luísa — To chocada.

Rogério — Eu também fiquei e contei tudo pro Marcelo. Ele disse que ia cobrar uma explicação do Dr. Otávio. (Tom) Talvez ele até venha aqui pra falar com você sobre o que aconteceu.

Luísa — Tanto faz. O que importa é eu sair daqui.

Rogério — Concordo. Mas também teve outra coisa que me trouxe até aqui: a Milena e o Marcelo.

Luísa — (Inclina o corpo) Você descobriu alguma coisa?

Rogério — Então... Eu perguntei pra minha filha, que é a única pessoa daquela casa que poderia saber se a Milena tá se envolvendo com alguém ou não.

Luísa — E aí? O que ela disse?

Rogério — Que não sabia de nada. Mas sabe o que me deixou mais intrigado?

Luísa — O quê?

Rogério — A Bianca tinha feito o mesmo tipo de pergunta pra Yasmin dias antes.

Luísa — E o que isso tem de estranho?

Rogério — A Bianca nunca foi de se preocupar com a vida amorosa de nenhuma das filhas.

Música: Instrumental Suspense.

Reação de Luísa preocupada.

Luísa — (Baixo) Ela sabe que tá acontecendo de novo e vai fazer de tudo pra impedir que eles fiquem juntos.

Rogério — (Não escuta) O que você disse?

Luísa — Nada. (Tom) Você acha que ela desconfia de algo?

Rogério — Talvez. Sinceramente eu não sei o que pensar. A Bianca esconde muitas coisas de mim.

Luísa — (Baixo) Mais do que você imagina. (Alto) Obrigada por ter vindo me dar essas informações, Rogério.

Rogério — (Sorri) Imagina, Luísa. No que você precisar você pode me chamar.

[Instrumental off].

CENA 18. casa de ana carolina. sala de jantar. Interior. Dia.

Marcelo toma café da manhã sozinho. Tempo, Heloísa entra e lhe dá um beijo.

Heloísa — (Sentando) Bom dia, acordou mais cedo hoje?

Marcelo — Sim. O Leandro vai passar aqui em casa daqui a pouco e nós vamos visitar a fábrica que faz das cachaças da Barão e os canaviais.

Heloísa — Onde isso? Por aqui?

Marcelo — Não. Interior de São Paulo parece.

Heloísa — E volta quando?

Marcelo — Acho que amanhã. Vai depender muito do que a gente tem conseguir fazer hoje.

Heloísa pega na mão de Marcelo.

Heloísa — Vão ser poucos dias, mas eu vou sentir saudades. (Pausa) Você também vai.

Marcelo vai falar, mas é interrompido por Leandro, que vem da sala.

Leandro — Primo! Com as malas prontas pra nossa viagem?

Marcelo — (Se levanta) Sim. Vou pegar a minha mala no quarto.

Marcelo sai e Leandro senta em seu lugar à mesa.

Leandro — (Irônico) Vai lá pegar... O cara é rico pra caramba, cheio de empregados e ainda vai pegar ele mesmo as malas. Tem gente que nasceu pra ser pobre mesmo.

Heloísa — E mesmo assim ele é mil vezes melhor do que você.

Leandro — Já experimentou pra falar com tanta certeza?

Heloísa — Não precisa. (Tom) Quer um suquinho? Laranja com estricnina... Você vai a-do-rar.

Leandro — (Sorri) To atrasado. Quem sabe uma próxima vez.

Silêncio. Leandro encara Heloísa e ela se incomoda.

Heloísa — (Irritada) Quê que é? Não tem mais nada pra fazer não?

Leandro — Não.

Heloísa — (Suspira) Então me diz uma coisa, Leandro: essa viagem pra essa fábrica aí foi pra enrolar o Marcelo e me dar mais um tempinho pra fazer aquelas malditas embalagens?

Leandro — Ei, calma! Você não tá com essa bola toda não. Eu não ia fazer uma viagem com ele só por causa disso. (Tom) Tudo bem que isso vai servir pra você ter mais um tempo pra enrolar ele, mas não é o principal motivo.

Heloísa — E qual é?

Leandro — Fazer ele conhecer todo o processo da indústria.

Heloísa revira os olhos e toma um gole do café. Marcelo entra.

Marcelo — To pronto. Vamos?

Leandro — (Se levanta) Clarinha, até mais ver.

Marcelo — Tchau, Clara. No máximo amanhã eu to de volta.

Heloísa — Ok, manda notícias.

Marcelo — Pode deixar.

Marcelo e Leandro saem. Em Heloísa tomando o seu café.

CENA 19. colégio são sebastião. corredor. Interior. Dia.

Alunos circulam pelo local. Yasmin e Juliana caminham e conversam.

Yasmin — Tenho uma prova chatíssima de matemática essa semana.

Juliana — Graças a Deus em uma dia dessa semana eu não tenho aula.

Yasmin — Por quê? Conselho?

Juliana — Não. Vai ter uma parada lá de visitar uma universidade pro pessoal do último ano fazer uma imersão na nossa provável futura profissão, saca?

Yasmin — Aham. E o que você pensou em fazer?

Juliana — Pensei em arquitetura.

CENA 20. jatinho. ambiente. Interior. Dia.

Leandro e Marcelo entram no jatinho e sentam em suas poltronas.

Leandro — Já viajou de jatinho antes?

Marcelo — Viajei de avião naquela vez que o Otávio e o Jardel me trouxeram pra cá. Mas num pequeno desse jeito, eu nunca tinha entrado.

Leandro — Esse jatinho é da Barão, quando você precisar ele vai estar à sua disposição.

Marcelo — Não, obrigado. Prefiro ir de ônibus.

Leandro — Ônibus? Ia demorar mais que o dobro do tempo.

Marcelo — Mas eu ia ficar mais tranquilo. Pode me chamar de caipira ou o que quiser, mas eu não boto fé num troço desses. Dá uma arrepiou, sabe?

O jatinho começa a fazer andar.

Leandro — Relaxa. As chances disso cair são mínimas.

Marcelo faz o sinal da cruz e segura forte na sua poltrona.

Marcelo — Deus de ouça.

Leandro vira o rosto para a janela.

Leandro — (Baixo) Se preocupa mais quando chegar lá em baixo, aí sim você vai ter motivos pra ter medo.

Em Leandro sombrio.

CENA 21. pista de voo. ambiente. Exterior. Dia.

O jatinho levanta voo e some entre as nuvens.

CENA 22. casa de ana carolina. quarto de marcelo. Interior. Dia.

Heloísa diante do espelho, passando um batom. Seu celular toca e ela atende.

Heloísa — (Cel) Alô?

Regina — (Off) Dona Clara, tudo bem com a senhora?

Heloísa — (Cel/Revira os olhos) O que você quer?

CENA 23. rua. ambiente. Exterior. Dia.

Regina fala de um telefone público.

Regina — (Tel) Só liguei pra te lembrar que nós temos um encontro marcado... Não vai faltar, se não quem vai sofrer as consequências vai ser você.

Heloísa — (Off) Eu não admito ameaças!/

Regina — (Tel/Firme) E eu não admito a sua ausência no nosso encontro. Te espero no local combinado.

Regina desliga o telefone, coloca um óculos escuro e sai caminhando.

CENA 24. fazenda da barão. pista de voo. Exterior. Dia.

O jatinho posa na pista de chão batido. Após o mesmo parar, Agenor (35 anos, moreno, cabelos curtos e um pouco suado) se aproxima do jatinho. Leandro e Marcelo saem de lá.

Leandro — Viu? Eu disse que ia ser rapidinho.

Marcelo — Pra mim durou uma eternidade.

Agenor — Dr. Leandro e Dr. Marcelo?

Leandro — Nós mesmos. Você é o...?

Agenor — Agenor. O pessoal lá do Rio falou que vocês tavam vindo pra cá visitar a fábrica e os canaviais.

Leandro — Isso mesmo. Você que vai nos acompanhar?

Agenor — Sim. Eu sou o gerente de produção e vou mostrar pra vocês como funciona o processo de fabricação das nossas cachaças.

Leandro — Vai mostrar pra ele. (Aponta pra Marcelo) Porque eu já conheço.

Agenor — Ótimo. Os senhores têm malas?

Leandro — Temos sim.

Agenor — A empresa reservou o melhor hotel da cidade, caso vocês pernoitem por aqui. Vamos?

Leandro e Marcelo concordam e seguem Agenor.

CENA 25. pousada. quarto. Interior. Dia.

Marcelo e Leandro largam suas malas em suas respectivas camas. Agenor por ali.

Agenor — Agora os senhores vão visitar a fábrica?

Leandro — Tava pensando em primeiro ir nos canaviais. O que você acha?

Agenor — Como vocês quiserem, eu vou chamar alguém pra acompanhar vocês lá dentro porque eu/

Leandro — (Corta) Não precisa. Eu conheço bem lá.

Agenor — O senhor tem certeza é que/

Leandro — (Corta) Tenho sim.

Marcelo — Eu vou no banheiro e aí a gente pode ir.

Marcelo entra no banheiro.

Agenor — Dr. Leandro. Só tome cuidado com a região que você vai andar nos canaviais. Nós tivemos alguns problemas com grileiros querendo invadir as terras.

Leandro — Eu fiquei sabendo, mas achei que tivesse tudo resolvido.

Agenor — Tá, mas se vocês ultrapassarem muito os limites dos canaviais, vocês podem acabar levando bala. Por isso é melhor alguém acompanhar.

Leandro — Não precisa.

Agenor — Então eu posso conseguir um colete à prova de balas pra vocês.

Leandro — Obrigado, mas não. (Tom) Pode nos esperar lá em baixo?

Agenor concorda e sai do quarto.

Leandro — (Resmunga) Cara chato.

Marcelo sai do banheiro, vestindo uma jaqueta de jeans.

Marcelo — Falou alguma coisa?

Leandro — Não. (Tom) Você não vai sentir calor com essa jaqueta?

Marcelo — (Ri) Não.

Leandro — Agora eu que vou no banheiro. Me espera aqui?

Marcelo concorda e Leandro entra no banheiro. Marcelo olha tudo ao redor.

Marcelo — Eu vou é esperar ele lá fora.

Marcelo sai do quarto.

CENA 26. região portuária. cais. Exterior. Dia.

Alguns navios atracados no porto, homens e maquinas trabalham carregando e descarregando os navios. Heloísa caminha pelo local com uma bolsa até avisar Regina.

Regina — (Sorri debochada) A senhora veio.

Heloísa — Depois desse convite irrecusável que você me fez? Não teria como não vir.

Regina — É bom que a gente pode sempre contar com as amigas.

Heloísa — Melhor ainda é quando os amigos somem pra bem longe.

Regina — Se você for generosa, eu sumo e não apreço nunca mais.

Heloísa — Assim espero, doutora.

Heloísa tira da bolsa um envelope grande e gordo e entrega para Regina. Ela pega, abre e ri.

Regina — Cê tá de brincando comigo?

Heloísa — Achou pouco? Isso é mais do que você merece. Você merecia ser atirada nesse rio com uma bala na testa.

Regina — (Reage) Não brinca comigo, garota. É esse o preço que você quer pagar pelo meu silêncio? Você não tem medo de ser desmascarada? Que todos saibam que essa pose de santa é tudo mentira?

Heloísa — (Por cima) E você? Não tem medo do que eu possa fazer com você?

Regina — Eu não tenho mais nada a perder. Ou você me consegue até hoje a noite uma quantia descente ou eu te entrego.

Regina dá as costas para Heloísa e sai caminhando. Em Heloísa furiosa.

CENA 27. ap de otávio. sala. Interior. Dia.

Giovanna caminha pela sala, nervosa. Otávio desce as escadas com sua pasta em mãos.

Otávio — Até de noite, Giovanna.

Giovanna — Espera, eu preciso falar com você.

Otávio — Agora não dá, eu to atrasado.

Otávio abre a porta.

Giovanna — (No impulso) Eu quero a separação.

Otávio para diante da porta aberta e encara Giovanna, incrédulo.

CENA 28. pousada. frente. Exterior. Dia.

Marcelo sozinho. Leandro sai da pousada e vai até Marcelo.

Leandro — Por que você não me esperou no quarto?

Marcelo — Aqui fora é mais agradável. Vamos?

Leandro — Vamos. Cadê o tal Agenor?

Marcelo — Tá no carro esperando a gente.

Leandro e Marcelo saem caminhando.

CENA 29. canaviais. ambiente. Exterior. Dia.

Marcelo e Leandro saem de dentro de um carro.

Marcelo — O Agenor não/

Leandro — (Corta) Não. Vamos só nós dois.

O carro vai embora e os dois começam a caminhar, entrando cada vez mais entre a plantação de cana. Marcelo olha tudo em volta, fascinado.

Leandro — É grande aqui, né?

Marcelo — Ô! Eu nunca vi tanta cana na minha vida.

Leandro — Os nossos canaviais são enormes, Marcelo. E mesmo assim não dá conta da produção de todas as nossas cachaças, por isso a gente também compra cana de outros fazendeiros.

Marcelo — Interessante. Têm quantos hectares essas terras, Leandro?

Leandro — Não faço ideia, mas tem muitos. (Tom) É aqui que tudo começa! Os boias-frias cortam a cana, mandam ela pra moagem e lá é extraído o caldo da cana. O bagaço é usado na caldeira e o caldo vai pro decantador pra eliminar as impurezas. Mas enfim, isso a gente vê quando formos pra fábrica.

Marcelo — E cadê esses boia-fria que cortam a cana? Não vi poucos deles por aqui.

Leandro — Devem tá cortando cana em outro lugar. (Tom) Meu celular tá tocando, continua caminhando que eu já te alcanço.

Marcelo — Tudo bem.

Música: Instrumental Suspense.

Leandro para e Marcelo segue caminhando. Leandro saca uma pistola das suas costas e mira em Marcelo que segue caminhando. Tempo em Leandro mirando em Marcelo.

Leandro  — (Baixo) Já que você gosta tanto de terra, eu vou te mandar pra baixo dela.

Leandro dispara um tiro nas costas de Marcelo que cai de bruços no chão.

CENA 30. hotel. bar. Interior. Dia.

Bianca e Gregório sentados à mesa, tomando um café. Escuta-se o barulho de um tiro e Bianca se arrepia.

Gregório — Que foi?

Bianca — Acho que ouvi tiro.

Gregório — Foi impressão sua.

Bianca — To nervosa com essa reabertura das investigações da morte do Coimbra.

Gregório — Não precisa se preocupar, Bianca.

Bianca — Eu tenho minhas dúvidas.

Gregório — Confia em mim. Alcides, Coimbra, Ana Carolina, todas as pessoas que poderiam nos prejudicar já estão mortas.

Bianca — Você tá esquecendo do Wagner. Esse tá bem vivo e pode nos complicar e muito.

Gregório — O Wagner sabe de muita coisa sim, mas esse aí é carta fora do baralho. Ele foi muito bem recompensado no passado e além do mais, tá fora do Brasil há anos! Não se dignou a vir nem quando a Heloísa, uma das filhas dele desapareceu naquele acidente com o iate.

Bianca — Tomara que você esteja certo.

Em Bianca preocupada. [Instrumental off].

CENA 31. ap de luísa. sala. Interior. Dia.

A campainha toca insistentemente. Bernardo vem do seu quarto, bufando.

Bernardo — Já to indo! Não pode esperar um pouco?!

Bernardo abre a porta e se surpreende.

Bernardo — (Surpreso) Você?

E então, revelamos Wagner (55 anos, magro, cabelos escuros e levemente calvo), parado na porta com uma mala aos seus pés.

Wagner — Que cara é essa? Depois de tanto tempo você não vai nem dar um abraço no seu pai?

Em Bernardo surpreso e em Wagner sorrindo. Fade Out.

Música de Encerramento: I'm Happy Just to Dance With You - The Beatles.

 
     

 

     



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