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Avant Premiere: 4x02 - Contos Literários Verão e Outono

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AVANT PREMIRE APRESENTA:
CONTOS LITERÁRIOS




SINOPSE

Drama, Romance, Suspense, Comédia. As melhores histórias, os melhores contos, os melhores filmes você encontra aqui na WebTV.





GABO: Boa noite, Mundo Virtual. Os Contos Literários seguem a todo vapor. A partir do dia 12 de fevereiro vamos conhecer mais 15 histórias, com vários gêneros e que serão exibidas entre fevereiro e junho.



Os contos serão exibidos quinzenalmente no Cine Virtual e nos feriados nacionais no Feriadão WebTV. 
 
Fique com a gente o Avant Premiere: Contos Literários está no ar:



ENTREVISTA COM O AUTOR

Conto: O Meu Pé de Tomate
Autor: Francisco Alonso
Sinopse: Quando a ambição, a ganância desenfreada e a falta de fé sobrepujam a razão, tudo vira pó. Mas o poder superior, por mais que o ser humano seja mesquinho, sempre lhe oferece outra oportunidade.

GABO: Francisco, qual foi a inspiração para criar o conto "O Meu Pé de Tomate"?


FRANCISCO:
Um pé de tomate que tinha em casa e um dia uma ventania o derrubou, o que me deixou muito triste. 


GABO:
O que o público pode esperar da história? 


FRANCISCO:
O público pode esperar muita emoção, mistério e uma grande lição de vida.


GABO:
É a primeira vez que você escreve sobre o gênero abordado no conto?


FRANCISCO:
Meus contos e livros sempre deixam uma grande lição de vida.


GABO:
Qual foi o maior desafio ao escrever o conto?

FRANCISCO: Eu não tenho desafios para escrever. escrever, para mim, é como respirar.

GABO: Quais são suas expectativas para a estreia do conto?

FRANCISCO: Minhas expectativas são que o publico goste do conto e que sirva
para complementar suas vidas.

GABO: Se fosse para definir o conto em uma palavra, qual seria?

FRANCISCO: Posso definir: a ambição nem sempre é boa companheira.

GABO: Deixe uma mensagem para o público.

FRANCISCO: Que o público goste do conto, que nem tudo está perdido em nossa vida. que devemos ter ter fé. sempre.


Conto: O Caso do Arroz
Autora: J. Brandão
Sinopse: Voltando do mercado depois de discutir com uma atendente carrancuda, uma senhorinha faladeira é abordada por um assaltante numa ruela na Av. Santiago em São Paulo. Mas aquele não era o dia do assaltante.

GABO: J. Brandão, qual foi a inspiração para criar o conto "O Caso do Arroz"?


J. BRANDÃO:
Me inspirei no preço do arroz. Imaginei uma senhorinha reclamando. Sem dúvida, seria eu mais velha.


GABO:
O que o público pode esperar da história?


J. BRANDÃO:
O público pode esperar uma história engraçada (risos)


GABO: 
É a primeira vez que você escreve sobre o gênero abordado no conto?


J. BRANDÃO: 
Sim. Primeira vez. Eu não costumo escrever no gênero humor. Em geral, eu escrevo suspense ou terror. Essa foi uma tentativa e gostei do resultado.


GABO:
 Qual foi o maior desafio ao escrever o conto?


J. BRANDÃO:
 Na realidade, eu não tive exatamente um desafio. A história me veio e eu escrevi. Só me preocupei se realmente ficaria interessante, se prenderia o leitor e se seria cômico.


GABO:
 Quais são suas expectativas para a estreia do conto?


J. BRANDÃO: 
Minhas expectativas são pequenas. Sendo bem honesta só o fato de a análise de vocês considerar que o meu conto vale a pena ser lido, já me deixa bem motivada a continuar escrevendo.


GABO:
 Se fosse para definir o conto em uma palavra, qual seria?


J. BRANDÃO:
 Brincalhão.


GABO: 
Deixe uma mensagem para o público.


J. BRANDÃO: 
Espero que se divirtam. Quem pode ser mais engraçada que uma senhorinha revoltada e faladeira?!

Conto: O Amigo da Onça
Autora: Roseli Biage
Sinopse: 
Amigo da Onça é a prova viva de que as revelações de um amigo pode te elevar a condição de heroína ou bandida em poucos minutos.

GABO: Rosei, qual foi a inspiração para criar o conto "O Amigo da Onça"?

ROSELI: Sempre me inspiro em Fernando Sabino. Um escritor que tinha a dose certa nos textos de humor.

GABO: O que o público pode esperar da história?

ROSELI: O público pode esperar diversão. É um texto despretensioso. Quem já não passou por 'uma saia justa' na vida?

GABO: É a primeira vez que você escreve sobre o gênero abordado no conto?

ROSELI: Não. Quase toda a minha produção é de humor. Eu escrevo humor e gosto muito. O livro que estou escrevendo também segue por esse gênero. Retrata a construção do malandro carioca. 

GABO: Qual foi o maior desafio ao escrever o conto?

ROSELI: O desafio é o perfeccionismo. Você lê e relê muitas vezes e vai corrigindo aqui e ali. Tudo em um texto tem uma função, até mesmo a contemplação de um canteiro de rosas. E esses elementos são fundamentais no tempo e espaço da narrativa.

GABO: Quais são suas expectativas para a estreia do conto?

ROSELI: Crio projetos culturais e estou sempre nos bastidores. É uma alegria mostrar minha produção literária. 

GABO: Se fosse para definir o conto em uma palavra, qual seria?

ROSELI: Sagaz

GABO: Deixe uma mensagem para o público.

ROSELI: Amigo da onça é um termo bem empregado no humor, mas nunca na vida... Se não for o seu caso, convite expresso para ler o conto. 

Conto: O Mergulho Raso Demais
Autora: Flávia Ferreira
Sinopse: 
Nicole reencontra seu grande amor da juventude após 20 anos. Um encontro marcado de sentimentos, lembranças e emoções.

GABO: Flávia, qual foi a inspiração para criar o conto "O Mergulho Raso Demais"?

FLÁVIA: Os amores eternos da juventude.

GABO: O que o público pode esperar da história?

FLÁVIA: Uma reflexão sobre uma história de amor que aparentemente não deu certo.

GABO: É a primeira vez que você escreve sobre o gênero abordado no conto?

FLÁVIA: Sim.

GABO: Qual foi o maior desafio ao escrever o conto?

FLÁVIA: Romper as barreiras emocionais superficiais.

GABO: Quais são suas expectativas para a estreia do conto?

FLÁVIA: As melhores possíveis, que alcance um grande número de leitores.

GABO: Se fosse para definir o conto em uma palavra, qual seria?

FLÁVIA: Amor.

GABO: Deixe uma mensagem para o público.

FLÁVIA: Queridos leitores, esse conto é um convite para um mergulho mais profundo em um reencontro de um forte amor, repleta de sentimentos antagônicos e reflexões. Afinal, será que o amor eterno existe no raso? 

Conto: O Chão da Praça
Autora: Bia Niebas
Sinopse: Conceição uma garota tímida amiga de Cristina,  e como era sempre "vela", em uma noite despretensiosa conhece Romeu, que a convida para uma praça e  a magia acontece.

GABO: Bia, qual foi a inspiração para criar o conto "O Chão da Praça"?
.
BIA: Minha inspiração foi o público juvenil, que idealiza seu primeiro beijo.

GABO: O que o público pode esperar da história?

BIA: O público pode esperar uma história  leve e engraçada,  e que também mostra o lado bom das coisas ruins.

GABO:  É a primeira vez que você escreve sobre o gênero abordado no conto?

BIA: É a primeira vez que publico minhas histórias.

GABO: Qual foi o maior desafio ao escrever o conto?

BIA: O maior desafio de escrever é fazer o leitor imaginar cada trecho da história, para que ela se torne real no imaginário.

GABO: Quais são suas expectativas para a estreia do conto?

BIA: A expectativa é promover alegria  e lembranças boas.

GABO: Se fosse para definir o conto em uma palavra, qual seria?

BIA: Positividade.

GABO: Deixe uma mensagem para o público.

BIA: Prezado Público, venha ler o conto "O chão da Praça" se divertir e relembrar de todas as aventuras da primeira vez, e perceber que tudo tem um lado um bom.



Conto: Quarto para 2
Autor: Edgar Henrique
Sinopse: 
Matthew e Rick não eram amigos, tampouco poderiam dizer que possuíam muitas coisas em comum, mas o que tinham fora o suficiente para levar o primeiro até a casa do segundo. Rick imaginara, quando Matthew aceitou o convite, que teriam uma noite de sexo e diversão, porém, na medida em que conversavam e se conheciam melhor, ambos perceberam que aquilo não ocorreria, mas certamente não seria uma noite chata.

Matthew precisava de mais do que sexo com Rick, e talvez Rick também conseguisse aprender algo com o garoto inexperiente que levara para casa àquela noite."

GABO: Edgar, qual foi a inspiração para criar o conto "Quarto para 2"?

EDGAR: Uma série e um filme. Acredito que todo lgbt+ deveria ter o que um dos personagens tem nessa história, então resolvi criar algo que seria ideal nesse momento da vida.

GABO: O que o público pode esperar da história?

EDGAR: Um momento de reflexão.

GABO: É a primeira vez que você escreve sobre o gênero abordado no conto?

EDGAR: Não, estou constantemente escrevendo sobre tal gênero. Acho a representatividade importante.

GABO: Qual foi o maior desafio ao escrever o conto?

EDGAR: Nenhum, na verdade. Eu sabia o que queria, então foi sentar e começar a escrever, começar a tentar passar uma mensagem.

GABO: Quais são suas expectativas para a estreia do conto?

EDGAR: Espero que muitas pessoas possam lê-lo e se identificar com ele.

GABO: Se fosse para definir o conto em uma palavra, qual seria?

EDGAR: Refletiva.

GABO: Deixe uma mensagem para o público.

EDGAR: Espero que você que leia possa aprender um pouco com os protagonistas assim como eu aprendi ao dar vida a eles.



Conto: As Cordas
Autor: Gon
Sinopse: A Gralha esboça a vida de quatro mulheres de 88 anos que vivem na casa lilás e, num período de quarentena, passam a rediscutir a vida, sob a ideia e a interpretação de um tecido que amordaça os corpos. Além disso, há uma corda que se prende aos ossos dos corpos para manipula-los. Qual será o reflexo comportamental de todo esse mecanismo social e de como essas mulheres convidam a sair e entrar de portas e labirintos de uma outra ideia de vida, é a tônica desse conto filosófico. Brinco, é mais que uma gralha, ele é a manifestação do hiato humano.

GABO: Gon, qual foi a inspiração para criar o conto "As Cordas"?

GON: como estudioso da filosofia, precisava romper as barreiras da abordagem étnica afrodescendente das minhas obras literárias e invadir o universo de gênero. A prova disso é que todo meu estudo sobre o indivíduo afrodescendente está todo centrado na figura social do homem, e ainda não colhi os dados necessários para começar a falar dessa mulher negra na sociedade. Nisso, ficcionar sobre a vida das personagens responde a inúmeras inquietações filosóficas sobre o comportamento das mesmas na sociedade, até porque, ficção e realidade não estão dissociados, basta observar, por exemplo, as escravas brancas na Europa.

GABO: O que o público pode esperar da história?

GON: Sem dúvida um olhar intrigante sobre a presença ideológica de uma “mão” que controla nossas vontades. A obra convida a entender as vontades, sem categoriza-las, mas, evidenciando-as. E nisso, o personagem brinco assume a forma de alter ego da humanidade, ouvindo sem poder entender e muito menos fazer algo de prático.

GABO: É a primeira vez que você escreve sobre o gênero abordado no conto?

GON: Não! Tenho 22 obras literárias e uma delas se chama Larva no Divã, onde quatro bailarinas são enviadas ao manicómio por serem e pensarem a vida de forma diferente. Nisso elas presenciam um fenômeno que transforma toda a humanidade em casulos, sendo que “alguns” evoluem para larvas e nascem como um ser renovado. O detalhe é que esses seres
renovados são todas mulheres.

GABO: Qual foi o maior desafio ao escrever o conto?

GON: Fugir de citação teórica e deixar a caneta fluir com a naturalidade de um diálogo de começo de manhã. Um diálogo culto, mas, ainda assim, é um diálogo e desabafo das mulheres para aquela gralha que podia falar com elas, ou seja, responder a elas o que a humanidade nunca responderá.

GABO: Quais são suas expectativas para a estreia do conto?

GON: Muito boas, pois, ele tem um público alvo juvenil (escolas) e adulto muito bem delineado, tanto é, que nossa companha de Dança Moderna já está a dois meses fazendo preparação de corpo para gravar oito cenas dessa obra literária. Sou diretor de uma Companhia de Dança onde nossa especialidade é produzir espetáculos pedagógicos, voltados para discussões de sala de aula. Esse conto é um excelente material para trabalhos de discussão de gênero em sala de aula.

GABO: Se fosse para definir o conto em uma palavra, qual seria?

GON: Revelador.

GABO: Deixe uma mensagem para o público.

GON: Convidamos de antemão a ler o conto nas plataformas da WEBTV e assistir ao espetáculo, o qual conduzirá os leitores a elaborarem outras interpretações e considerações sobre tudo o que leram. Manifesto aqui o convite à Webtv para publicar esse conto no formato audiobook, pois, como autor e produtor de Arte-Educação devo atender ao público especial visual ou auditivo com minhas produções artísticas. 



Conto: O Combativo
Autor: Eduardo Canesin
Sinopse: 
Um idoso decide se tornar um combatente do crime, após a "trágica" morte de sua esposa (por causas naturais). O problema é que, com 87 anos, essa não será uma tarefa fácil.

GABO: Eduardo, qual foi a inspiração para criar o conto "O  Combativo"?

EDUARDO: 
Este conto surgiu do mesmo modo que minhas histórias costumam surgir: estava sentado no trabalho, entediado, quando pensei no conceito que o nortearia - no caso em questão, um “herói” idoso que tentaria combater o crime.

O que me inspirou nessa criação foi a ideia de dar protagonismo a outros personagens, que não os tradicionais heróis de um modelo já padronizado: jovens com histórias trágicas, super poderes, vilões e vitória no final.

Nesse sentido, apesar de todos os absurdos, a história é bem real: não há um inimigo, nada de binarismos do tipo bem versus mal. O personagem está praticamente senil, dificilmente conseguiria fazer algo muito heroico - e, ainda assim, ele faz, mas de um jeito que qualquer um de nós poderia fazer. Isso é ser herói.


GABO: O que o público pode esperar da história?


EDUARDO: 
O público pode esperar um enredo repleto de humor e paródia, mas sem cair no pastelão. O que pretendo é apenas mostrar o absurdo que está por trás de cada premissa de cada conto de super-heróis. E, ao mesmo tempo, o público pode esperar por um desfecho emocionante (pelo menos eu achei emocionante quando o escrevi). Acima de tudo, o conto é uma obra de esperança.

GABO:  É a primeira vez que você escreve sobre o gênero abordado no conto?

EDUARDO: 
Não, na verdade, o gênero meio que tem se tornado minha marca literária. Quando comecei a escrever e a publicar contos em coletâneas, focava em obras mais existencialistas e pesadas. Um dia, percebi que não era esse tipo de obra que gostaria de escrever. Foi aí que comecei a criar histórias focadas no humor absurdo, que pretendem nos fazer rir e, ao mesmo tempo, pensar. Em 2020 publiquei de forma independente um romance que tem muito do espírito desse conto, ao mostrar o cômico por trás do super-heroísmo. Se chama A nova e fantástica vida de Astrogildo Arantes e tem como protagonista um herói obeso que precisa impedir o fim do mundo.

GABO: Qual foi o maior desafio ao escrever o conto?

EDUARDO: 
O grande desafio foi tornar o conto fluído. Minha grande preocupação, em tudo que escrevo, é a de tornar a prosa clara, de forma que todos possam entender (para não cair em um pedantismo de criar obras herméticas que só uns poucos conseguiriam acessar). Ao mesmo tempo, não pode ser uma obra pobre, que não faça refletir, que não tenha muito vocabulário. É sempre um exercício trabalhoso atingir esse ponto de equilíbrio.

GABO: Quais são suas expectativas para a estreia do conto?

EDUARDO: 
Estou muito ansioso e contente. Até então, meus textos foram publicados ou de forma independente ou por pequenas editoras, nunca estrearam em outras mídias, como uma WebTV. É uma grande oportunidade de divulgar meu trabalho, um baita incentivo à literatura nacional.

GABO: Se fosse para definir o conto em uma palavra, qual seria?

EDUARDO: 
Esperança.

GABO: Deixe uma mensagem para o público.

EDUARDO: 
Sempre que for possível, apoiem a literatura independente nacional. Há muita coisa boa sendo criada por aí, mas é muito difícil competir com autores estrangeiros ou com grandes editoras, já que possuem muitos meios de divulgação. O autor independente faz um trabalho de formiguinha, atingindo uma pessoa por vez. Ainda assim, vale a pena. É gratificante quando sentimos que, com nossa obra, tocamos outra pessoa, fazendo-a rir, se emocionar e pensar. Nesse sentido, aos que acompanharem meu conto, O Combativo, adoraria saber o que acharam dele. 

Conto: Quase-Ficção
Autora: Adriana Oliveira
Sinopse: O conto narra a história de uma personagem que viveu muito tempo acuada pelo alcoolismo do pai. Vivências duras e dolorosas marcam sua trajetória, afetando sua vida social e amorosa. Ela amadurece, vira mulher e hoje quer se expressar com integralidade; brilhando para todos os lados.

GABO: Adriana, qual foi a inspiração para criar o conto "Quase-Ficção"?

ADRIANA: A história é verídica e auto-biográfica, baseada - maior parte dela -  em uma dura época de minha vida. 

GABO:   O que o público pode esperar da história?

ADRIANA: Além de um contexto denso e quase-trágico, o público pode esperar uma narrativa que aborda a superação, o perdão e a aceitação. A crisálida se transmuta, brilha e voa. A antena, posicionada no chão, aduba as árvores, real e ficcionais.  

GABO:  É a primeira vez que você escreve sobre o gênero abordado no conto?

ADRIANA: Sim. Este é um processo de auto-aceitação de minha própria história e tentativa de traduzi-la em Ficção. 

GABO: Qual foi o maior desafio ao escrever o conto?

ADRIANA: Traduzir memórias dolorosas (e obliteradas) em auto-ficção. 

GABO: Quais são suas expectativas para a estreia do conto?

ADRIANA: Seguir, com autenticidade e força.

“Brilhar para sempre,/brilhar como um farol,/brilhar com brilho eterno./Gente é para brilhar/que tudo mais vá para o inferno./Este é o meu slogan/ e o do Sol.” Vladimir Maiakóviski

GABO: Se fosse para definir o conto em uma palavra, qual seria?

ADRIANA: Eu definiria o conto em duas palavras: Superação (do ponto de vista da história) e Auto-Aceitação (do ponto de vista da autora). 

GABO:
 Deixe uma mensagem para o público. (Nesta resposta você pode convidar o público a acompanhar o conto)

ADRIANA: Convido a todos a entrarem nesta história de dor, superação e Amor! Venham comigo!
 

Conto: Ledo Engano
Autor: Selva
Sinopse: 
Uma onda de paráfrases e citações marcam o contracheque do ministro da cultura. Frases elaboradas e um cenário histórico revelam a face primitiva da leitura do brasileiro. Um resgate em busca da identidade nacional se faz presente além da metafísica. Naus e canetas se revelam ao longo do texto, e a moralidade na boca do ministro. Estará o brasileiro pronto para navegar em um Ledo Engano?

 

GABO: Selva, qual foi a inspiração para criar o conto "Ledo Engano"?

 

SELVA: A insatisfação de ver qualquer um que olhe o Brasil diferente, o Brasil com o auge do passado, da estética, da beleza natural ser censurado. São correntes cotidianas, algo do tipo Muro de Berlim que não se pode passar para o outro lado; existe uma patrula do cancelamento pronta para agir contra aqueles que pensam diferente. E não estou falando de nazismo, comunismo, sim da liberdade, de se olhar para o que éramos e o que nos tornamos. É mais fácil exaltar um artista pós-moderno decadente que olhar para José de Alencar e agradecer pelas fotografias em livros como O Guarani.

 

GABO: O que o público pode esperar da história?

 

SELVA: Um colírio para quem deseja ver além do que se espera e uma pimenta para quem deseja confronto.

 

GABO: É a primeira vez que você escreve sobre o gênero abordado no conto?

 

SELVA: Não.

 

GABO: Qual foi o maior desafio ao escrever o conto?

 

SELVA: Tentar revelar que a fala dos personagens não estão associadas a momentos históricos de perseguição. Que o momento é outro, é de resgate. De olhar para o Brasil,ver o que somos, para onde andamos, mas , principalmente, de tentar mostrar como era o Brasil, quem representava o solo, a nação. Não se ouve mais falar dos sabiás e das palmeiras.

 

GABO: Quais são suas expectativas para a estreia do conto?

 

SELVA: Espero que o leitor receba de maneira crítica e prazerosa, que não seja militante pelo fim do Brasil. Que tentem se lembrar de Jorge Amado (Ideologia é uma bosta). Que possam olhar para o texto e ver o que de fato tem ali, sem preparar os gritos e passeatas contra Golçanves, Alencar, Machado.

 

GABO: Se fosse para definir o conto em uma palavra, qual seria?

 

SELVA: Resgate.

 

GABO: Deixe uma mensagem para o público

 

SELVA: Não há presente, nem futuro sem passado. Conhece-te a ti mesmo antes de tornar quem tu és.

Conto: A Enfermeira Condenada
Autora: Kátia Surreal
Sinopse: 
Margot é uma dedicada enfermeira. Seu sonho era ser mãe, mas a vida lhe tornou estéril. Ocorre que um misterioso paciente com ELA surge na trama, podendo mudar a rota de sua vida. Leia e descubra. 

GABO: Kátia, qual foi a inspiração para criar o conto "A Enfermeira Condenada"?

KÁTIA SURREAL: Minha irmã Cristina é enfermeira. Certa vez, ela me contou uma história de um paciente que teria feito pacto com o diabo. Mas foi uma história completamente diferente da que escrevi. Minha irmã nunca presenciou nada sobrenatural com ele, apenas soube que o homem havia se tornado rico por conta do ritual macabro. Inclusive, eu busquei saber com ela alguns nomes de objetos do ramo da enfermagem para compor o conto, como "jelco", por exemplo. Fora isso, sempre gostei muito de histórias fantásticas que envolvem o diabo. Meu pai também já me contou algumas lendas. Minhas principais referências literárias são: "As lendas do diabo", dos Irmãos Grimm, e o conto "Aventura incompreensível atestada por toda uma província", do livro "O corno de si mesmo e outras historietas", de Marquês de Sade. No cinema e na TV, gostei muito dos filmes "A profecia" (1976), "O advogado do diabo" (1997), "Constantini" (2005) e a telenovela "Vamp" (1992). 

GABO: O que o público pode esperar da história?

KÁTIA SURREAL: O Diabo é popularmente conhecido por atrair vítimas que se rendem pelas suas fragilidades e por suas vontades impensadas. Quando o indivíduo está equilibrado e guiado pela razão, dificilmente será pego pelo tinhoso. Sendo assim, creio que para além do contato com uma experiência literária envolvendo uma atmosfera sobrenatural de origem popular, a reflexão sobre o comportamento humano é bastante cabível em "A enfermeira condenada". 

GABO: É a primeira vez que você escreve sobre o gênero abordado no conto?

KÁTIA SURREAL: Não é a primeira vez que escrevo um conto fantástico, nem tampouco é a primeira vez que escrevo uma trama envolvendo o diabo, mas esta é primeira oportunidade de publicação de um conto com este personagem lendário e de que tanto gosto de sua presença na ficção e nas lendas populares. A outra história que compus sobre o diabo está engavetada. Quiçá, um dia... 

GABO: Qual foi o maior desafio ao escrever o conto?

KÁTIA SURREAL: O maior desafio foi criar um enredo novo, mas respeitando algumas características popularmente conhecidas do diabo. Em síntese, buscar o equilíbrio entre a inovação e o necessário cliché sobre o diabo foi o maior desafio na composição.

GABO: Quais são suas expectativas para a estreia do conto?

KÁTIA SURREAL: Espero que todos que tiverem contato apreciem o texto. Não estou tão preocupada com o número de leitores, mas sim com a possibilidade de encontrar pessoa(s) que se identifique(m) com o conto e que este lhe(s) proporcione(m) reflexões.

GABO: Se fosse para definir o conto em uma palavra, qual seria?

KÁTIA SURREAL: Descontrole

GABO: Deixe uma mensagem para o público.

KÁTIA SURREAL: Repetirei aqui a fala do narrador do conto "Aventura incompreensível atestada por toda uma província", de Marquês de Sade, inspirada de uma famosa frase de William Shakespeare: "não entendo como os mundos flutuam no espaço; podem assim  haver coisas também na Terra que eu não entenda." (SADE, Marquês de. In: O corno de si mesmo e outras historietas. L&PM POCKET, 2012; p. 17)...


Conto: Baratas
Autor: Ney Doyle
Sinopse: 
Um novo ataque de vírus faz a Terra mudar o comportamento. Pessoas viram estátuas e cachorros começam a falar e, dependendo da transmissão, falam em francês. O conto se passa numa ilha movimentada do litoral baiano, onde Baguera, a labradora, pretende aprender cada vez mais. Para isto, precisa conhecimento. E para ter conhecimento, preciosa não ter medo. O simples medo de uma barata já transforma o ser humano em estátua.

GABO: Ney, qual foi a inspiração para criar o conto "Baratas"?

NEY: Uma cadela labradora que tive comigo durante algum tempo e que me alegrou a vida numa ilha chamada Morro de São Paulo (BA), durante a pandemia da Coronavírus.

GABO: O que o público pode esperar da história?

NEY: Que outras doenças virão, mais complicadas e a necessidade de nossa adaptação ao novo mundo.

GABO: É a primeira vez que você escreve sobre o gênero abordado no conto?

NEY: Sim. A pandemia acabou me deixando um pouco solitário, e o cão foi meu guia.

GABO: Qual foi o maior desafio ao escrever o conto?

NEY: Torná-lo emotivo, esperançoso e sequencial.

GABO: Quais são suas expectativas para a estreia do conto?

NEY: Estou muito ansioso. Sei que esta época de pandemia foi muito propícia a novos escritores. Muitos foram os amigos que publicaram algo durante a quarentena forçada.

GABO: Se fosse para definir o conto em uma palavra, qual seria?

NEY: Medo!

GABO:
 Deixe uma mensagem para o público.

NEY: Devemos pensar um pouco mais em soluções para uma vida melhor para todos, ao invés de confrontarmos um ao outro sem nenhuma necessidade. Cada um pode ter sua vida própria, mas todos dependemos de todos.


Conto:
LAMRON
Autora: Luma Rodrigues
Sinopse: Norma sai de casa para mais um dia de trabalho, quando descobre que os mortos caem como a chuva.

GABO: Luma, qual foi a inspiração para criar o conto "LAMRON"?

LUMA
: A banalização da morte pela pandemia de Covid-19 me fez imaginar Norma, uma mulher que passa a viver uma realidade paralela que passou a se tornar normal, embora absurda e terrível. Comecei a escrever este conto após a leitura do livro "Assim na terra como embaixo da terra", da autora Ana Paula Maia, minha autora preferida e principal referência.

GABO: O que o público pode esperar da história?

LUMA: 
O público encontrará no conto questões sociais como a banalização da vida, da morte e do horror, a desumanização da classe operária na relação patrão-empregado, a normalização da quantidade de mortos anualmente no Brasil, a alienação e negacionismo da burguesia, a tentativa de uma manutenção da normalidade para preservar a economia e o sistema capitalista mesmo durante tragédias e catástrofes de dimensões distópicas.

GABO: É a primeira vez que você escreve sobre o gênero abordado no conto?

LUMANão é a primeira vez que escrevo horror; busco sempre visualizar tragédias e situações que ocorrem no mundo real para escrever histórias de terror e distopias, porque acredito que mesmo a ficção de gênero horror não consegue superar a realidade.

GABO: Qual foi o maior desafio ao escrever o conto?

LUMAUm dos maiores desafios foi escrever de modo que a metáfora não se tornasse clichê, bem como tornar compreensível que houve a passagem de um período de tempo extenso que mudou a relação da protagonista com o fenômeno que a traumatizou.

GABO: Quais são suas expectativas para a estreia do conto?

LUMAEspero que o conto possa impactar os leitores sobre a brutalidade presente no momento que vivemos, que não pode ser normalizada. Espero também, a partir de uma maior visibilidade do conto, conseguir parcerias para transformá-lo em um curta-metragem de animação.

GABO: Se fosse para definir o conto em uma palavra, qual seria?

LUMADesumanização.

GABO: Deixe uma mensagem para o público.

LUMA: Ao terminar de ler o conto, busque refletir sobre o título, que traz o convite do texto à uma reflexão sobre valores básicos que estão invertidos.



Conto: O Retrato
Autora: Raquel Catunda
Sinopse: 
Amor e solidão figuram a busca de um Eu que clama por permanência em um  período histórico de instabilidade política e isolamento mental.

GABO: Raquel, qual foi a inspiração para criar o conto "O Retrato"?

RAQUEL: O Retrato foi inspirado na solidão, no afeto que se foi, mas se mantém presente e na memória de um Eu, que já não é.

GABO: O que o público pode esperar da história?

RAQUEL: Em O Retrato o público pode esperar adentrar em três esferas narrativas: a primeira, que está relacionada a um romance trágico, desenvolvido em uma ambientação histórica comum em políticas totalitárias; a segunda, que revela os desvendamentos de uma psique adoecida pela solidão, pelo medo e pela memória; por último, as questões existenciais entorno Eu e seus contínuos processos de ressignificação. Desse modo, as possibilidades de intercessão entre a arte literária e o nosso próprio entendimento sobre a vida comungam com um desfecho narrativo surpreendente. 

GABO:  É a primeira vez que você escreve sobre o gênero abordado no conto?

RAQUEL: Gosto muito de escrever textos narrativos. Me dá muito prazer transformar certos entendimentos sobre a vida em uma possibilidade tão concreta e tão rica quanto o texto literário.  Logo, as narrativas psíquicas, como a de O Retrato, ampliam bastante as minhas possibilidades simbólicas na hora de narrar, por isso, me sinto muito confortável em desbravar esses caminhos.

GABO: Qual foi o maior desafio ao escrever o conto?

RAQUEL: Colocar as ideias no papel! Às vezes sinto que a história acontece e os personagens já existem e tem as suas próprias vontades e devir. Assim, a narrativa se desenvolve sozinha na minha mente, através da escrita vou pintando o mundo da maneira que o percebo e também vou construindo os caminhos para que o leitor sozinho possa desvendar os entendimentos sobre aquela e a nossa realidade.

GABO: Quais são suas expectativas para a estreia do conto?

RAQUEL: Ah! Conversar sobre ele. Acho que a parte boa de publicar um texto é justamente compartilhar com outras pessoas a mesma ideia. Só assim é possível acessar novos entendimentos, relacionar realidades e, por fim, se reconstruir. Esse processo todo é um barato. É muito bom ser lida.  

GABO: Se fosse para definir o conto em uma palavra, qual seria?

RAQUEL: Retrato.

GABO: Deixe uma mensagem para o público.

RAQUEL: Convido vocês a lerem O Retrato, uma história que se repete, e se repete, no nosso presente e passado histórico, da mesma forma que já aconteceu e tornará a acontecer também dentro de você. Vamos falar sobre essa e tantas outras histórias que conversam sobre a vida.


 

Conto: A Camisola Prodigiosa
Autora: Kátia Surreal
Sinopse: 
Este é um conto duma camisola que tem uma longa trajetória histórica, da qual as pessoas desconhecem e, por isso, se assustam com ela. É que a camisola ganha dimensões humanas, desde a sua origem na fazenda, as suas vivências na fábrica e passando por várias situações em lojas e com os seus proprietários da vez. Trata-se dum sinistro processo fetichista e fantasmagórico dum produto mercadológico, que ganhou vida e deseja muito falar contigo.

GABO: Qual foi a inspiração para criar o conto?

KÁTIA SURREAL: O capítulo sobre fetiche da mercadoria, da obra O capital, de Karl Marx.

GABO: O que o público pode esperar da história?

KÁTIA SURREAL: Espero que o leitor amplie o seu campo de visão crítica em relação ao mecanismo de alienação e exploração do trabalho humano no contexto do capitalismo. Isso está bastante subjetivo no texto, assim como, de fato, acontece na lógica sistemática em que vivemos, em que o sujeito torna-se enfeitiçado pelo produto final por não conhecer todas etapas de produção da mercadoria.

GABO: É a primeira vez que você escreve sobre o gênero abordado no conto?

KÁTIA SURREAL: Eu tenho alguns contos do gênero realismo mágico, mas este é o mais importante de todos, sem dúvidas.

GABO: Qual foi o maior desafio ao escrever o conto?

KÁTIA SURREAL: O maior desafio foi a construção de uma experiência ficcional a partir dos estudos de Karl Marx, tornando uma categoria extremamente abstrata em algo concreto.

GABO: Quais são suas expectativas para a estreia do conto?

KÁTIA SURREAL: Não é preciso ter lido Karl Marx para compreender o conto, embora eu ficaria bastante feliz que o leitor se sentisse interessado em ler. Espero que compreenda, ao menos, a complexidade que é a trajetória de uma mercadoria, em suas várias etapas de transformação e alienação.

GABO: Se fosse para definir o conto em uma palavra, qual seria?

KÁTIA SURREAL Personificação.

GABO: Deixe uma mensagem para o público.

KÁTIA SURREAL: Não é fácil compreender o mundo, mas extremamente necessário para transformá-lo. Acredito que a literatura tenha esse poder de transformação pessoal em termos de tomada de consciência para, assim, alcançarmos a tão sonhada transformação social. Sendo assim, a literatura é um caminho e eu te convido, leitor, a adentrar por esta via tão feérica e essencial para a vida e o mundo. Boa leitura!



GABO: Galera, a partir do dia 12 de fevereiro, vamos acompanhar 15 novas histórias aqui na tela da WebTV. Não percam. Boa noite.


https://1.bp.blogspot.com/-Dfu2UEb725M/W4CJq5apqsI/AAAAAAAACvQ/LQGMF383Rq4ftcLTXAoQgwGLYHpbSO_AQCLcBGAs/s1600/credito_avantpremiete.jpg
 

  apresentação
Gabo

convidados
Adriana Oliveira
Bia Niebas
Chico Alonso
Edgar Henrique
Eduardo Canesin
Flávia Ferreira
Gon
J. Brandão
Kátia Surreal
Luma Rodrigues
Ney Doyle
Raquel Catunda
Roseli Biage
Selva

direção
Gabo Olsen


entretenimento
contatoredewtv@gmail.com

 
REALIZAÇÃO


  

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