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Perfume - Capítulo 60

Novela de Luiz Gustavo
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CAPÍTULO 60 - VIDAS AMARGAS
 
     
   
  Pamela Monteiro descerra o par de esferas castanhas vagarosamente, sentindo uma leve ardência por causa da forte iluminação do ambiente. A primeira imagem qual consegue divisar é de uma parede distante que contém um pequeno armário, ao deslocar suas vistas para o lado esquerdo, as pernas longas e bem cilíndricas próximo da porta entra em seu campo visionar. A mulher havia sido encontrada em um buraco de cerca de três metros de profundidade em uma construção civil por alguns colaboradores. 

- Tomaz... 

Um sorriso brota no rosto feminino, apesar dos analgésicos fazendo efeito no corpo, ao menos estava salva do perigo de ser enterrada viva. 

- O que aconteceu contigo, Pamela? 

O boato havia espalhado como pavio no distrito de Porto Seguro. Existiam várias suposições possíveis que somente a vítima poderia confirmar a verdade, mas uma chamou a atenção de todos os curiosos, teria sido uma tentativa fracassada de suicídio? 

- Não recordo exatamente como fui parar naquele orifício, mas ontem passei o dia inteiro fazendo compras no shopping e posteriormente fui a um restaurante, aquele favorito da gente, lembra? Então depois de várias taças de champanhes, resolvi retornar para casa, mas não encontrava o veículo de maneira nenhuma, havia sumido daquela rua. 
- O encontramos no Augusto Borges, a mesma alameda do estabelecimento. 
- Isso não é possível. 
- Tem certeza que procurou direito? 
- Tomaz. Não estou ficando louca, acredite nas minhas palavras. 
- Eu acredito, apesar de tudo. 
- Não consegui ver ninguém, foi rápido demais. 
- O estranho mesmo é que nenhuma câmera de segurança estava funcionando nesta noite, muita coincidência ou uma grande sabotagem. Não tem ninguém na sua mente? 
- Talvez o assassino da Neide Alencar. 
- Sua mãe. 
- A mulher que me colocou no mundo, ela foi somente isso, colocou um fardo para a humanidade. 
- Não fale assim. 
- Foi isso que me tornei para cada pessoa que se aproxima. Um verdadeiro fardo. 

Tomaz estaria sendo errado em dar esperança para aquele romance? 
Ele não podia abandoná-la naquele momento, ainda sente um carinho por aquela mulher, por todos os momentos felizes que passaram um ao lado do outro, mesmo que na maioria das vezes, estivessem embaixo de lençóis, embrulhados no suor. Os médicos a liberaram naquele mesmo dia, apesar de ter sido colocada naquela escavação, a mulher guarda como lembrete do incidente apenas um galo na cabeça, algo positivo, sinal que nenhum vaso ou artéria se rompeu. 

Amália havia levado uma pequena mala com algumas roupas para que Claudia pudesse escolher qualquer uma delas. Ela coloca um vestido rodado com uma estampa florida feito de poliéster, que se adequa perfeitamente com as suas curvas, mas menos marcante que os seus modelos usados anteriormente, não combinavam com o corpo da dama, assim como aquelas sandálias sem salto. 

O automóvel do investigador está as aguardando do outro lado da alameda, elas atravessaram e entraram para que Tomaz pudesse dar a partida e retornar para Arraial D’ Ajuda, Pamela queria apenas chegar à morada da família e se deitar. Ela coloca uma pílula na garganta junto com a água, precisa de apenas alguns minutos de descanso, que se transformaram em dezenas deles, havia sido pega em um sono profundo e quando despertou, o irmão estava sentado ao seu lado, com uma feição de preocupado. 

- Que horas são? – Ela pergunta. 
- Cinco horas da tarde. 
- Era o que eu imaginava, o céu está tão alaranjado. – As janelas do cômodo estavam abertas para que ela pudesse divisar aquela miragem. 
- O que aconteceu minha querida? 
- Levi... – Era notória sua insatisfação com aquelas indagações. 
- Se quiser não precisa responder. 
- É isso que me dá raiva, sabia? 
- O quê? 
- É que pela primeira vez, não sei o que devo falar. 
- Não se lembra de nada? 
- Não. 

Pamela pega o celular do criado-mudo, tinha diversas notificações de mensagens e ligações de um mesmo número, o de Tomaz Brayon, ela estava tocando o seu coração novamente. Não estava sentindo muita fome, mas Amália praticamente a obrigou tomar uma vitamina e comer alguns biscoitos de polvilhos, não é recomendável e muito menos saudável ficar muito tempo sem se alimentar. Posteriormente, acaba por retornar ao segundo andar, ficando alguns minutos ao lado do sobrinho e da cunhada, em poucos dias o pequeno David irá completar o seu primeiro ano de vida, o primeiro de muitos. 

- Você não pensa em ter um filho? – A cronista pergunta. 
- Só falta encontrar o pai perfeito. 
- Não acha que ele está bem próximo e cuidando carinhosamente da sua vida? 
- O Tomaz? 

Pamela se faz de desentendida. 

- É obvio Claudia. 
- Seria um sonho, mas acredito que esta não seja a nossa realidade. 
- A realidade é a gente que escreve. 
- Pode ser, mas começamos um pouco mal, não acha? 
- Toda boa história tem um pouco de conflitos internos. 
- Mas a nossa tem mais que conflitos internos. 

Pamela escuta o barulho da campainha, deve ser Tomaz certamente, pois a matriarca fez questão de chamá-la. Ela desce as longas escadarias, o investigador está a aguardando na sala de estar, a dama o invita para um local apropriado para poderem dialogar, na praia, decerto ninguém escutaria os seus segredos. 

- Você não sente num pouco de culpa? – Ele indaga. 
- Por ter arruinado a minha própria vida? 
- Sim. E por qual motivo afinal? 
- Não é tão fácil de explicar, talvez você nunca me perdoasse. 
- Nós desculpamos tantas vezes. 
- E eu peço perdão novamente, me desculparia por toda a eternidade. 
- Você não precisa, só diga que me ama. 
- Eu te amo, eu preciso muito de você. 

Eles se abraçam primeiro, ela precisava daquele consolo, de sentir os braços fortes de Tomaz Brayton, a cobrir o seu corpo feito um cobertor, em seguida ambos os lábios se encontraram para um beijo digno de um filme romântico do Nicholas Sparks, enquanto o pôr do sol completa a imagem, como em um sonho selvagem. 

- Você ainda pensa na delegada? 
- Estaria aqui se pensasse nela? 
 
     

 

     

Inspirada na música Perfume de Britney Spears

autor:
Luiz Gustavo

personagens:
Levi Monteiro
Pamela Monteiro

Barbara Novak
Tomaz Brayton

Tony Federline
Amália Monteiro

Jonathan Sampaio
Miguel Xavier
Alice Jones

Olga Novak
Neide Alencar
Marcos Ribeiro

Evelyn
Hugo Rafael
Fagner Lima

Valentim

participações especiais:
Jake Fremont
Tyler
Claúdia Alencar

as crianças:
David Novak
Kevin Jones
Douglas

trilha sonora:
Summertime Sadness - Lana Del Rey (abertura)

colaboração:
Thiago Machado
Márcio Gabriel

agradecimentos:
Juliana Cordeiro
Victor Marçal
William Araújo
Rodrigo Ferreira

produção
Bruno Olsen
Cristin Ravela

Esta é uma obra de ficção virtual sem fins lucrativos. Qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.


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