
Cena 1/Int./Restaurante/Dia.
Cont. imediata do capítulo anterior.
Celso e Diana estão sentados frente a frente.
CELSO
(perplexo)
Diana de onde você tirou uma coisa dessas?
DIANA
Não estou
inventando Celso, foi o próprio Álvaro quem me falou... Bruno descobriu que ele
estava desviando dinheiro do grupo Monteiro Diniz e ia colocar a boca no
trombone, naquela noite Bruno saiu para contar o que estava acontecendo para a
Elisa, mas Álvaro sugeriu um brinde e deu para o irmão champanhe envenenado, no
caminho Bruno se sentiu mal e sofreu o acidente de carro.
CELSO
(chocado,
triste) Isso é monstruoso demais...
DIANA
Sim... E é
por isso que eu tenho medo do Álvaro e faço tudo o que ele me pede.
CELSO
(pensativo,
triste) Isso não vai ficar assim... Vou até o fim com essa história e deixar
Álvaro nas mãos da justiça.
DIANA
(medo) Você não pode falar nada ou ele vai saber que eu contei.
CELSO
(segura a
mão dela) Fica tranquila. Não vou citar o teu nome. Primeiro preciso encontrar
provas que justifiquem a reabertura do caso. Se conseguirmos demonstrar que a
morte do Bruno pode não ter sido um acidente, vou pedir a exumação do corpo e
farei tudo dentro da lei.
DIANA
(assustada)
Tomara que você consiga... Porque, se Álvaro descobrir que eu abri a boca, eu
não sei do que ele é capaz.
Celso segura a mão de Diana a olha nos olhos.
CELSO
Fique
tranquila, ele não vai saber que você me contou.
Diana fica preocupada.
Corta Para:
Cena 2/Int./Mais tarde – Mansão Monteiro
Diniz/Quarto de António Sérgio/Dia.
António Sérgio está tirando o uniforme de motorista,
alguém bate na porta, ele veste uma camisa, abre a porta, Clara entra.
CLARA
(séria) Eu
preciso falar com você.
ANTÓNIO
SÉRGIO
(preocupado)
Aconteceu alguma coisa?
CLARA
(o encara)
Aconteceu... Maya me contou tudo sobre a Manuela, sua esposa.
António Sérgio fecha os olhos não acreditando, olha
para Clara.
ANTÓNIO
SÉRGIO
Dona Clara,
eu não sou casado com Manuela.
CLARA
Ela ligou
aqui para casa e queria contar a verdade para Elisa... Você já entrou nessa
casa escondendo quem realmente é... Não seria difícil esconder uma esposa.
ANTÓNIO
SÉRGIO
(olha nos
olhos de Clara, tom firme, contendo o choro) Dona Clara, a Elisa é o amor da
minha vida, e a Manuela é o meu pesadelo. É uma história que ainda não estou
preparado para contar, mas dou-lhe a minha palavra de que não sou casado com a
Manuela. Ela quer destruir a minha vida, mas não vai conseguir.
CLARA
(pensativa)
Elisa já sofreu demais por causa da morte do Bruno, não quero que ela sofra por
perder um amor novamente... Por que eu devo acreditar em você? Por que não devo
sair daqui e contar tudo para ela agora mesmo?
ANTÓNIO
SÉRGIO
(as
lagrimas escorrem) Porque a senhora vai destruir duas vidas… a da Elisa e a
minha. Eu nem sei do que sou capaz se essa desgraçada da Manuela conseguir
separar-me da Elisa. Dona Clara, peço-lhe um voto de confiança, estou a
dizer-lhe a verdade. Não sou, nem nunca fui, casado com a Manuela. Ela casou
com o meu pai… e desde então acha que pode controlar a minha vida, mas não
pode. Eu vim cá para recomeçar e é isso que estou a fazer. Por favor… não conte
essa mentira à Elisa.
CLARA
(pensativa)
Tudo bem... Não vou contar a suposta mentira... Mas você vai ter que contar a
verdade para a Elisa e se você não fizer isso, eu vou contar o que Maya me
contou.
ANTÓNIO
SÉRGIO
(chateado) Está
bem… vou contar… mas ainda preciso de ganhar coragem.
CLARA
O
importante é falar... Eu sei que você ama a Elisa e é só por isso que vou me
calar.
ANTÓNIO
SÉRGIO
Agradeço
muito, dona Clara.
CLARA
Espero não
me arrepender.
Corta Para:
Cena 3/Int./Portugal – Lisboa/Castelo Castro
Figueroa/Suíte de Manuela/Dia.
Manuela sai do banho, está vestindo um roupão
branco, se aproxima de penteadeira, pega um hidratante, coloca a perna em cima
do banco da penteadeira, passa hidratante nas pernas, nos braços e no pescoço.
Ela vai até o closet, tem muitas roupas, sapatos, bolsas, ela sorri admirando
tudo o que tem, escolhe um vestido, um sapato, uma bolsa, se veste em frente ao
espelho, abre uma gaveta que está cheia de joias, ela escolhe quais quer usar,
coloca as joias. Por fim escolhe óculos escuros, os coloca. Manuela se olha no
espelho e sorri maldosa gostando de se ver.
Cena 4/Ext./Portugal – Lisboa/Castelo Castro
Figueroa/Rua/Dia.
Santiago está parado em frente ao castelo em frente
a um carro, Manuela sai do castelo, se aproxima.
SANTIAGO
Boa tarde,
senhora Manuela.
MANUELA
(sorri) Excelente
tarde, Santiago… Sabes onde me vais levar?
SANTIAGO
Não...
Confesso que estou curioso.
MANUELA
(sorri
maldosa) Vamos buscar a minha certidão de casamento, a prova de que sou casada
com o António Sérgio.
SANTIAGO
(confuso)
Mas a senhora não é/
MANUELA
Cala essa
boca… (sorri maldosa) Agora vou ser… depois embarco para o Brasil, mostro a
certidão à brasileirinha e destruo o conto de fadas do António Sérgio. Quando
ela o abandonar… ele não terá para onde fugir. Vai voltar para mim. (sorri
vitoriosa).
Corta para:
Cena 5/Int./Brasil – São Paulo/Mansão Monteiro
Diniz/Cozinha/Dia.
Malu e Berta estão conversando, Lívia entra.
LÍVIA
Mamãe você
sabe onde o Gustavo foi?
BERTA
Ele foi
trabalhar Lívia.
LÍVIA
Eu achei
que ele iria sair do grupo depois do que o Álvaro fez.
BERTA
Seu Roberto
achou melhor ele ficar e assim contar o que acontece lá.
MALU
Essa é
boa... Certinho do jeito que é duvido o Gustavo conseguir ouvir qualquer
conversa, ele não leva jeito para fofoca não.
BERTA
Já você sim
né.
MALU
(sorri) Com
certeza.
Benício entra.
BENÍCIO
Malu a
Elisa quer falar com você, ela pediu para você ir até o quarto dela.
MALU
Tô indo.
(Sai)
LÍVIA
(para
Benício) Eu soube que você vai trabalhar... Parabéns Beny.
BENÍCIO
(sorri)
Isso virou o assunto do século pelo jeito.
LÍVIA
Claro, você
nunca quis saber de nada.
BENÍCIO
Ah quis
sim, mas tudo que eu gosto geral desaprova. (ri debochado) Mas falando sério...
Eu gosto de sotck car e acho que vou me dar bem.
BERTA
Eu também,
desde pequeno que você gosta dessas coisas, perdi as contas de quantos
carrinhos dona Clara comprou. Com licença meninos, vou ver como está o trabalho
no jardim. (sai).
BENÍCIO
E você? Já
começou a faculdade?
LÍVIA
Já... Eu
queria devolver o dinheiro para o seu pai, mas ele não quis, disse que era
importante para ele me ajudar nos estudos. (Observa que falta um botão na
camisa de Benício). Beny sua camisa está sem um botão.
BENÍCIO
Droga...
Não vi e pior que sai assim.
LÍVIA
(tom de
brincadeira) Que terrível deve ser isso... (sorri) Deixa que eu coloco um botão
aí.
BENÍCIO
(olhando
Lívia) Sério mesmo?
LÍVIA
Sim... Por
que?
BENÍCIO
Porque
nenhuma das meninas com que já saí falaria uma coisa assim e quem dirá fazer.
LÍVIA
Porque você
sempre saiu com um bando de frescas.
BENÍCIO
Não... Uma
vez eu fiquei com uma mulher incrível... Mas fui burro e ela me deixou.
LÍVIA
(sem jeito)
Beny/
Benício beija Lívia, ela tenta se afastar, mas acaba
retribuindo o beijo.
BENÍCIO
Lívia... Eu
gosto de você.
LÍVIA
De mim e de
todas as outras com quem você sai.
BENÍCIO
Não... Eu nem sei o nome da maioria... Estou falando sério Lívia... Eu quero ficar com você.
LÍVIA
(pensativa)
Beny... Eu também gosto de você, mas eu tenho medo... Você é muito volúvel e/
BENÍCIO
Me dá uma
chance, vou provar que posso ser melhor.
LÍVIA
Não... Mas
podemos tentar de um jeito diferente. Sem pressa. Se eu perceber que você
realmente mudou, aí eu te dou uma chance."
BENÍCIO
(sorri)
Feito... Mas eu quero outro beijo.
Benício e Lívia se beijam.
Corta Para:
Cena 6/Int./Apartamento de Álvaro/Sala/Dia.
Álvaro está sentado no sofá, Diana entra.
ÁLVARO
(sério)
Onde você estava?
DIANA
O que é?
Vai ficar me controlando agora?
ÁLVARO
Sim... Como
sempre fiz e reponde o que perguntei.
DIANA
Eu estava
no shopping Álvaro, satisfeito?
Diana vai indo em direção ao quarto, Álvaro se levanta rapidamente, se aproxima de Diana a segura forte pelos braços.
ÁLVARO
(raiva
contida) Não se atreva a me tratar assim entendeu?
DIANA
(assustada)
Álvaro você está me machucando!
ÁLVARO
(olhar
desequilibrado) É para machucar! (tom alto) Nunca mais me trate assim entendeu?
DIANA
(medo,
contendo o choro) Sim... Me desculpa Álvaro, eu fiquei chateada pelo modo que
você me tratou na frente do seu tio.
Álvaro se controla, solta Diana, arruma o cabelo, se
afasta dela.
ÁLVARO
Você não
foi chamada lá.
DIANA
(com a mão
no braço, se recuperando) Eu sei... Desculpa.
ÁLVARO
Vai se
arrumar, vamos jantar fora.
DIANA
Tudo bem...
Diana vai para o quarto.
Corta Para:
Cena 7/Int./Mais Tarde – restaurante/Noite.
António Sérgio e Elisa entram, vão até a mesa
reservada para eles, se sentam.
ELISA
Meu amor eu
adorei a sua escolha, aliás... Você sempre acerta, parece que sabe exatamente o
que vou gostar.
ANTÓNIO
SÉRGIO
(sorri) Como
dizia Fernando Pessoa: ‘O essencial é saber ver.’ E eu aprendi a ver-te, Elisa…
não apenas com os olhos, mas também com o coração.
ELISA
(sorri
apaixonada) Te amo.
ANTÓNIO
SÉRGIO
(sorri)
Também te amo.
Elisa e António Sérgio se beijam, Álvaro e Diana
entram, Álvaro vê Elisa e António Sérgio se beijando, fica com raiva, se
aproxima.
ÁLVARO
(sério,
sarcástico) Trazer o motorista aqui não é bom Elisa... Espero que o salário
dele seja suficiente para pagar a conta. (sorri frio).
Elisa fica séria, António Sérgio e Álvaro se encaram com raiva.
Novela escrita por
Débora Costa
Releitura da Novela
Antônio Maria de Geraldo Vietri
Revisão de Texto
Eduardo Gouvêa
Elenco
Elisa
António Sérgio
Álvaro
Maya
Roberto
Clara
Manuela
Gonçalo
Benício
Lívia
Dante
Sol
Manuel
Leonor
Berta
Gustavo
Malu
Diana
Bruno (in memoriam)
Núcleo
Entretenimento em Foco
Trilha Sonora
Canção do Mar - Dulce Pontes
Produção
Bruno Olsen
Esta é uma obra de ficção virtual sem fins lucrativos. Qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.
REALIZAÇÃO
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