ATENÇÃO: As imagens de artistas utilizadas no vídeo de abertura e na arte de divulgação deste capítulo possuem caráter meramente ilustrativo, sendo usadas apenas para representar os personagens e a narrativa, sem fins lucrativos ou vínculo oficial com os artistas citados.

CENA 01. APARTAMENTO DE DANIELA. SALA. INTERIOR.
DIA.
CONTINUAÇÃO DO CAPÍTULO ANTERIOR. DANIELA CHORA NOS BRAÇOS DE PETER.
SONOPLASTIA: PATIENCE – THAT TAKE.
PETER: Fica calma, Dani. Eu estou aqui.
Não precisa chorar.
DANIELA: Estou tão mal, Peter. Tão mal, meu amigo. Me
abraça.
PETER: Abraço sim.
DANIELA: Ademar acabou com os meus
sonhos. Com todo o amor que sentia por ele. Por que ele
fez isso comigo? Por quê?
PETER
FECHA A PORTA E SENTA-SE NO SOFÁ COM ELA.
PETER: Eu fiquei sabendo por alto. Mas
o que aconteceu de verdade?
DANIELA: Eu tinha saído para procurar o Tavinho, meu filho. Deixei Ademar me esperando. E foi ai que quando eu voltei... A sua namorada/
PETER: (ESTRANHA) A Melissa?
DANIELA: Sim. Ela me avisou que viu o
Ademar ir para a rua ao lado com a Evelyn. E quando eu
cheguei lá estavam os dois aos beijos.
PETER: Que estranho a Melissa ter te
avisado que viu o Ademar.
DANIELA: Ela fez até bem. Pelo menos eu
descobri tudo. Fui enganada mais uma vez. Foi isso que
aconteceu. Eu não quero nem mais ouvir falar no nome
daquele cafajeste.
PETER: Pois seus problemas acabaram.
(RI) Aceita sair comigo?
DANIELA: Ah, Peter... Não estou a fim
de nada hoje. Nem fui trabalhar.
PETER: Pois eu não aceito um NÃO! Já
tenho uma maneira de melhorar o seu dia. E você vai
adorar. Põe um sorriso nesse rosto lindo.
DANIELA SORRI, AINDA TRISTE. PETER ALISA O ROSTO DELA.
PETER: Vamos?
DANIELA: Onde é esse lugar que você
pretende me levar?
PETER: Aceita sair comigo, sem rumo,
sem saber pra onde está indo?
DANIELA: (PENSA UM POUCO) Acho melhor não.
PETER
LEVANTA.
PETER: Você vai adorar. Eu sei que vai.
DANIELA LEVANTA TAMBÉM.
DANIELA: Tá bom. Vou acreditar em você.
Só espera eu me arrumar. Tá bem?
PETER: Vai lá. Só não demora muito.
DANIELA VAI PARA O QUARTO. CLOSE EM PETER, FELIZ DA
VIDA.
CENA 02. LAPA. PRAÇA CENTRAL. EXTERIOR. DIA.
CONTINUAÇÃO DA CENA 26 DO CAPÍTULO ANTERIOR. DARINHO,
DAVIDSON E GABRIELA CONVERSAM.
GABRIELA: E então Darinho. Eu tava
pensando em como a gente pode se vingar da Tatiana. Eu
tenho os horários dela aqui/
DAVIDSON: (CORTA) Sim... E daí? O que
isso tem a ver?
GABRIELA: Cala a boca. Eu to falando
com o Darinho, não com você.
DARINHO: Para de me enrolar. Eu vou
perguntar pela ultima vez: Como você vai se vingar da
Tatiana?
GABRIELA: Calma! Eu to pensando!
(PAUSA) Eu pensei em colocar drogas na bolsa dela, não
sei.
DARINHO: Nada mal. Gostei da idéia... E
com as drogas na bolsa da Tatiana, a gente avisa a
polícia. Perfeito.
DAVIDSON: Seria melhor esperar o
momento certo pra colocar o plano em prática. Sei lá,
tipo uma festa ou algo do tipo.
GABRIELA: (RI) Até que você não é tão
inútil assim. Teve uma idéia boa.
DARINHO: Então é certo? Você vai me
ajudar na vingança contra a Tatiana?
GABRIELA: É claro. Aquela vagabunda vai
ter o que merece.
GABRIELA E DARINHO APERTAM A MÃO FIRMANDO O COMPROMISSO.
CENA 03. CASA DE IRLANDA. QUARTO DE SABRINA.
INTERIOR. DIA.
SABRINA ESTÁ ARRUMADA. FRANCISCA SE APROXIMA.
FRANCISCA: Eu vou falar mais uma vez
com a Irlanda. Vamos ver se ela deixa você ir para a
rua.
SABRINA: (ALEGRE) Será que ela deixa?
FRANCISCA: Duvido muito, mas não custa
tentar não é mesmo? Além do mais, hoje ela acordou
alegre. Fica aqui e cruza os dedinhos.
FRANCISCA SAI DO QUARTO.
CENA 04. CASA DE IRLANDA. COZINHA. INTERIOR.
DIA.
IRLANDA ESTÁ TOMANDO CAFÉ. FRANCISCA ENTRA.
FRANCISCA: Eu achei que aquela boate do
Peter ia ser uma bela de uma porcaria, mais uma das
boates chinelo que tem espalhada pela cidade. (PAUSA) O
que você achou de lá?
IRLANDA: A boate é linda. Você perdeu
de ir, a festa de inauguração tava muito boa.
FRANCISCA SE SENTA.
FRANCISCA: Pelo jeito essa noite te
deixou feliz.
IRLANDA: Você acha?
FRANCISCA: Tenho certeza. Dá pra ver no
seu rosto. Eu vou sair com a Sabrina e/
IRLANDA: (CORTA) Mas nem morta! Eu não
quero que os vizinhos vejam ela.
FRANCISCA: Mas você não falou pra
algumas pessoas que era sua sobrinha que estava aqui em
casa? Então... Deixa a menina sair.
IRLANDA: Não, Francisca! Já pensou se
ela passa mal no meio da rua? Se ela tem uma convulsão?
Como é que eu fico? O que os vizinhos vão pensar? A
Sabrina não sai dessa casa, ouviu?
FRANCISCA: Pois os vizinhos vão
desconfiar, se não aparecer nenhuma sobrinha sua na
vizinhança.
IRLANDA SE LEVANTA IRRITADA.
IRLANDA: Isso é problema meu. Eu sei
ludibriar o povo, e além do mais, eu sou a mãe dela e
não quero que ela saia!
SABRINA ESTÁ NA PORTA OUVINDO TUDO.
SABRINA: Você tem vergonha de ter uma
filha com problemas mentais?
IRLANDA SE VIRA PARA SABRINA, SURPRESA. IRLANDA FICA SEM
AÇÃO.
CENA 05. FRENTE DO PRÉDIO DE DANIELA. EXTERIOR.
DIA.
DANIELA E PETER SAEM.
DANIELA: Não vai me dizer mesmo que
local misterioso é esse, não é?
PETER: Já falei que é segredo. Confia
em mim, Dani.
DANIELA: Vou confiar. Agora se for um
lugar chato eu te mato.
ELES
RIEM E ENTRAM NO CARRO.
CENA 06. CARRO DE PETER. INTERIOR. DIA.
DANIELA E PETER SE OLHAM.
PETER: Não tenha medo. Eu sei que você
é uma mulher que precisa estar sempre alegre.
Tristeza... Essa não é uma de suas características.
Então... Pé na estrada!
DANIELA: Me faz feliz hoje?
PETER: Farei!
CLOSE
EM DANIELA. POR FIM EM PETER. E SEGUEM CAMINHO.
CENA 07. HOSPITAL. QUARTO DE CATARINA. INTERIOR.
DIA.
CATARINA NA CAMA. TAVINHO, MARA E MARISINHA ENTRAM.
TAVINHO: Podemos entrar?
CATARINA: Claro, Tavinho. Que bom que
vocês chegaram eu não agüento mais essa comida de
hospital. Tudo tem gosto de plástico. (PRA MARA) Trouxe
a comida que eu te pedi escondida na bolsa?
MARA
TIRA DA BOLSA UM POTE COM STROGONOFFE.
MARA: Tá aqui dona Catarina. O
strogonoffe que a senhora pediu.
CATARINA: Ah perfeito. Passa para cá.
CATARINA PEGA O POTE.
MARISINHA: Como à senhora ta? Já ta com
uma aparência melhorzinha.
CATARINA: E to mesmo. To quase melhor,
pode ter certeza que eu vou sair desse hospital mais
linda do que nunca.
MARISINHA: O seu Everton tem vindo
aqui?
CATARINA: Veio. Não sai daqui um minuto
sequer. Ah ele é um namorado perfeito.
MARISINHA FAZ CARA DE INVEJA. MARA RI.
CATARINA: Você precisa arrumar um
namorado como o Everton.
MARISINHA: Namorar, eu? Não obrigada.
Eu gosto é de curtir a vida sem compromisso.
CATARINA: E a ingrata da minha filha
por onde anda? Saiu da cadeia e nem teve a dignidade de
visitar a mãe. (LAMENTA) Ah quando que eu iria imaginar
que a Daniela seria presa. Pena eu não ta lá pra ver ela
atrás das grades.
TAVINHO: O que é isso, vó! A senhora
não tem coração? Você não perdoa nem a própria filha.
CATARINA: A Daniela não sabe o que faz.
Ela é uma burra, uma completa idiota, ela deveria ter
ficado com o Ademar... Aquela tapada nem foi procurar o
Ademar quando ele tava cheio da grana. Eles deveriam
estar juntos desde aquela época, mas não sua mãe tem que
fazer sempre tudo errado. Olha Tavinho, a sua mãe pediu
pra ser um jegue e amarrou a carroça nas costas. Essa
burrice toda ela puxou do pai, aquele invertebrado
inútil.
CATARINA ABRE O POTE.
CATARINA: Cadê o garfo?
MARA
ENTREGA O GARFO PRA CATARINA QUE COMEÇA A COMER.
MARA: E então? Ta do seu agrado, dona
Catarina?
CATARINA: É... Falta um pouco de sal,
mas por enquanto ta bom. Um dia você chega à perfeição.
CATARINA VOLTA A COMER.
CENA 08. SÃO PAULO. GERAIS. EXTERIOR. DIA.
TOMADA DE SÃO PAULO. ÚLTIMO TAKE NA FRENTE DO SHOPPING GALERIA.
SONOPLASTIA: DANCING QUEEN – ABBA.
CENA 09. SHOPPING GALERIA. LOJA DE DANIELA.
INTERIOR. DIA.
TIARA,
RAISSA, DELSINHO E VIVIANE CONVERSANDO.
VIVIANE: Eu amei saber que essa
inauguração deu até o que falar. A Evelyn pegou até o
Ademar.
DELSINHO: Aí, amapôa. Como você é
imbecil. Só quer a desgraça dos outros. Como quer ver a
desgraça da Dani, sendo que ela foi quem mais te ajudou
nessa vida?
VIVIANE: Daniela nunca me ajudou. Isso
é uma mentira.
TIARA: Mentira é o que você está
falando. Daniela sempre foi boa contigo, sempre te
colocou nos planos que a gente fazia.
VIVIANE: Pelo o que eu sei, sempre
foram vocês duas, Tiara e Raissa, que pediam para ela me
encaixar em alguma coisa. Se dependesse dela eu estaria
desempregada até hoje.
RAISSA: Como é ingrata essa coisa. E
invejosa, porque na verdade queria ter alcançado tudo
que Dani alcançou com esforços.
VIVIANE: Eu estou farta de trabalhar
com pessoas como vocês.
DELSINHO: Nós que já cansamos de você.
VIVIANE: Vou trabalhar em um lugar que
todos gostem de mim e eu não precise ser humilhada como
sou aqui. Eu vou ao sex shop da Evelyn. Lá sim é lugar
de gente de nível como eu.
EVELYN
SAI. DELSINHO MORRE DE RIR.
DELSINHO: Eu ouvi essa cobra falar que
lá no antro da Evelyn é de gente do nível dela?
RAISSA: Ouviu sim. E pior que ela não
está errada! Lá é um ninho de cobras mesmo. Habitat
perfeito para as duas.
DELSINHO: Que venenosa, gente!
ELA
FINGE LIMPAR O VENENO NOS CANTOS DA BOCA.
CENA 10. SHOPPING GALERIA. SEX SHOP.
INTERIOR. DIA.
EVELYN E MARCELA CONVERSAM. LENINHA NO COLO DE MARCELA.
SONOPLASTIA: MEU SANGUE FERVE POR VOCÊ
– PATRÍCIA COELHO.
EVELYN: Sofri a pior humilhação de toda
a minha vida. Por causa daquela catraia do inferno eu
fui presa.
MARCELA: Você já sabe o que eu penso
disso tudo. Acho que você está indo longe demais com
essa vingança. Essa obsessão por Ademar já virou uma
doença.
EVELYN: Você está me chamando de
doente, é isso?
MARCELA: Não, Evelyn... É que parece
loucura sua.
EVELYN: Querida, pois saiba: eu quando
entro em um jogo é pra ganhar. E eu vou ganhar o coração
do Ademar de qualquer jeito. Pode apostar.
MARCELA: Não vou gastar meus últimos
centavos com essa aposta. Mas não duvido de nada que
venha de você, amiga.
EVELYN: É melhor não duvidar mesmo.
Porque é só dar tempo ao tempo que eu consigo tirar a
Daniela do lado de Ademar.
VIVIANE ENTRA JÁ DIZENDO:
VIVIANE: Você já conseguiu a primeira
parte, querida Evelyn.
EVELYN: (AGRESSIVA) O que você faz
aqui? Eu já disse que quando precisar de seus serviços
eu a chamo.
VIVIANE: Acho que devo relembrar:
sempre que tiver alguma coisa importante sobre a Daniela
ou o Ademar, venha me avisar, Viviane. (RI) Foi isso que
você me disse. Não lembra? Pois tenho uma novidade! Uma
bomba, onde a explosão quem causou foi você mesma.
EVELYN: Desembucha logo.
VIVIANE: Ademar e Daniela estão
separados. O caminho está livre.
EVELYN LEVANTA SORRIDENTE, VITORIOSA.
EVELYN: Tá vendo, Marcela? Eu consegui!
Consegui acabar com esse relacionamento água com açúcar.
CENA 11. FÁBRICA LA VITTA. CORREDOR DA PRODUÇÃO.
INTERIOR. DIA.
PEDRO
E RAFAEL CONVERSAM.
PEDRO: Ta cada vez mais difícil
trabalhar do lado do D’artagnan. Eu não agüento mais as
piadinhas que ele faz sobre a Quitéria.
RAFAEL: Não cai na pilha dele, Pedro.
Ele só faz isso pra te provocar.
PEDRO: Eu sei disso, mas vai chegar a
hora que eu vou explodir.
RAFAEL: Você tem que se controlar.
PEDRA: Se controlar porcaria nenhuma. A
minha vontade é da um murro na cara daquele filho da/
RAFAEL: (CORTA) Peraí. Meu celular
vibrou.
RAFAEL
OLHA PARA VISOR DO CELULAR E SORRI.
PEDRO: O que foi?
RAFAEL: É uma mensagem da Fabiane. A
gente marcou de se encontrar na frente da fabrica.
PEDRO: Você é louco.
RAFAEL: Louco de amor. Louco de amor
por ela. (SAINDO) Eu volto logo.
PEDRO: Toma cuidado.
TEMPO
E D’ARTAGNAN SE APROXIMA.
D’ARTAGNAN: Posso saber o que o senhor
está fazendo que não ta conferindo a produção.
PEDRO: Nada que seja da sua conta. Me
faz um favor? Fica longe de mim, fica longe daqui. Nesse
setor, eu que sou o chefe.
D’ARTAGNAN: (SORRI) Ta
bom. Como você quiser.
D’ARTAGNAN SAI.
CENA 12. FÁBRICA LA VITTA. SALA DE JAMAL.
INTERIOR. DIA.
RENATA
ENTREGA AS PASSAGENS PARA JAMAL.
RENATA: As passagens já tão compradas.
JAMAL: Eu vou avisar a Daniela, eu
preciso dela nessa viagem.
RENATA: Então aproveita enquanto a
Catarina ta no hospital.
JAMAL
PEGA TELEFONE E DISCA.
JAMAL: Ninguém atende na casa.
JAMAL
PASSA O TELEFONE PRA RENATA.
JAMAL: Liga pro Shopping Galeria.
RENATA
PEGA O TELEFONE E DISCA.
CENA 13. SHOPPING GALERIA. LOJA DE DANIELA.
INTERIOR. DIA.
RAÍSSA
AO TELEFONE. ELA FALA COM RENATA.
RENATA: (OFF) Raissa, por acaso a
Daniela ta por aí? Eu liguei pra casa e não tinha
ninguém.
RAÍSSA: Olha Renata, a Daniela não ta
aqui não. Ela ficou em casa.
RENATA: (OFF) Mas eu liguei pra lá e
não tinha ninguém. Enfim, se ela aparecer por aí diz que
o Jamal precisa falar com ela.
RAÍSSA: Pode deixar que eu falo. Beijo.
Tchau.
RAÍSSA
DESLIGA O TELEFONE. DIEGO ENTRA IRRITADO. RAÍSSA VAI ATÉ
DIEGO.
RAÍSSA: O que foi?
OS
DOIS SE BEIJAM.
DIEGO: Eu não aquento mais ser
destratado pelas peruas amigas da Evelyn. Principalmente
por aquela Marcela.
RAÍSSA: Calma, tenta se segurar. Os
dias daquelas vacas aqui estão contados.
EM
RAÍSSA.
CENA 14. PASTELARIA. COZINHA. INTERIOR. DIA.
SUZETE
FRITA PASTÉIS E CONVERSA COM YOLANDA.
SUZETE: O Ademar não deveria ter dado
ouvidos a Evelyn. Meu filho ta muito triste por a
Daniela não querer mais falar com ele.
YOLANDA: Eu to com um pressentimento
ruim em relação ao Breno, mas eu não sei o que é.
EM
YOLANDA PREOCUPADA.
CENA 15. EMPRESA DE ÔNIBUS. DIRETORIA. INTERIOR.
DIA.
O
DIRETOR ESTÁ SENTADO NA SUA MESA. BRENO ENTRA NA SALA.
BRENO: O senhor mandou me chamar?
DIRETOR: Mandei. Por favor, sente-se.
BRENO
SE SENTA.
DIRETOR: Então, Breno. A empresa ta
passando por muitas dificuldades financeiras. Estamos
sem verbas para a manutenção dos ônibus e principalmente
pra pagar os funcionários. Por isso nós estamos fazendo
alguns cortes na empresa. Algumas pessoas estão sendo
demitidas, e você vai ser uma delas.
BRENO: Mas eu não posso perder o meu
emprego! Eu preciso ajudar a minha família com as
despesas. Eu vou casar em breve! Eu não posso ficar
desempregado agora!
DIRETOR: Eu só lamento, Breno. Não há
nada que possa ser feito pra reverter essa situação.
BRENO
NÃO CONSEGUE SEGURAR O CHORO E SAI.
CENA 16. SALÃO DE QUITÉRIA. INTERIOR. DIA.
ABRE
NO SALÃO. TÂMIRES ESTÁ FAZENDO AS UNHAS DE UMA CLIENTE,
QUE SE DISTRAI LENDO UMA REVISTA COM A OUTRA MÃO.
CAROLINA E QUITÉRIA TAMBÉM ESTÃO ALI. DIÁLOGO JÁ
INICIADO.
CAROLINA: Sim, mas os enjôos ainda
continuam. É horrível!
QUITÉRIA: Isso é gravidez, filha. Já
falei, tem que procurar um médico, fazer exames. Acha
que é brincadeira? Não é, de qualquer maneira tem que
ter a certeza e se cuidar.
TÂMIRES CONCENTRADA NA CLIENTE, MAS ATENTA A CONVERSA.
TÂMIRES: Independência. Coisa que grávida não tem. Ainda bem que o Breno trabalha e ganha bem, né.
CAROLINA OLHANDO PELA JANELA, VÊ BRENO CORRENDO EM
DIREÇÃO A CASA DE YOLANDA. ELA SAI LIGEIRA ATRÁS DELE.
QUITÉRIA: Ué?
QUITÉRIA NÃO ENTENDE.
CENA 17. CASA DE YOLANDA. SALA. INTERIOR. DIA.
BRENO
ENTRA DESESPERADO. SENTA NO SOFÁ, DEITA A CABEÇA NAS
PERNAS. CAROLINA ENTRA EM SEGUIDA, FECHA A PORTA. SENTA
DO LADO DE BRENO. COLOCA AS MÃOS NAS COSTAS DELE, SUTIL.
ELE CHORA. ELA NÃO ENTENDE.
CAROLINA: (confusa) O que aconteceu?
BRENO: (desesperado) Eu não podia ter
perdido meu emprego!
CAROLINA: (surpresa) Você perdeu o
emprego? Como assim, que história é essa, Breno?!
BRENO
LEVANTA, FALA ALTO. ANDA POR TODO LADO. AJOELHA-SE PERTO
DE CAROLINA E A ABRAÇA.
BRENO: Me espirraram, já era!
CAROLINA: (maternal) Calma meu amor.
Logo você encontra outro, emprego pra quem quer não
falta! Eu te ajudo, eu te ajudo...
BRENO: Mas não é assim. Hoje em dia
eles pedem tudo! Nem a maldita graduação eu tenho.
CAROLINA: Breno. Sei que agora isso é
difícil, talvez seria a última coisa que você fosse
pensar. Mas isso que vou te falar, temos que pensar,
fazer e criar juntos!
BRENO: (curioso) Como assim?
CAROLINA: (ansiosa) Eu acho que tô
grávida. (T) Um fruto do nosso amor, aqui, dentro de
mim!
NA
REAÇÃO DE BRENO.
CENA 18.
SHOPPING GALERIA. SEX SHOP. INTERIOR.
DIA.
MARCELA E MELISSA ESTÃO CONVERSANDO. VIVINE E EVELYN EM
SEGUNDO PLANO.
MELISSA: E você nem sabe que o Peter
foi correndo atrás da Daniela!
MARbCELA: Mas como assim, os dois por
acaso já se conheciam?
MELISSA: Querida, eram ex-namorados e
tudo.
MARCELA: (pasma) Mentira?!
Ex-namorados? Isso sim pra mim é novidade, hein?!
MELISSA: (desconfortável) Tenho medo
que eles voltem, sabe? (alto) Mas isso tudo é culpa do
Arthur, ficou fazendo joguinho... Entregou tudo o que
aconteceu, né.
MARCELA: Mas ele ainda te procura por
acaso?
MELISSA: Não. Mas eu não me controlo
quando estou perto dele, é uma coisa que vem de dentro
sabe? Do âmago (ri) Não sei o que acontece quando tá
ali, na presença.
CORTA
PARA EVELYN E VIVIANE. AS PRIMEIRAS DUAS FICAM EM
SEGUNDO PLANO.
VIVIANE: Tô fazendo tudo que você me
pediu.
EVELYN: E não faz mais que sua
obrigação.
VIVIANE: Não agüento mais trabalhar
naquela loja. Aquele povo, ai... Não tem como você dar
um jeito de me empregar?...
EVELYN: (pensa/logo fala) Agradeça a
sua utilidade. Se não fosse isso eu nem pensaria no
caso. Mas sim, você tá dentro. Espero que com a mesma
eficiência.
VIVIANE VIBRA COM ÊNFASE.
VIVIANE: (feliz) Ai, não acredito!
Obrigada, obrigada mesmo.
EVELYN: Menos, né? Porque pra eu pensar
duas vezes não basta muito. Menos efusiva, 'óquei'?!
VIVIANE SE PONDERA.
CENA 19. SÃO PAULO. GERAIS. EXTERIOR. TARDE.
TOMADA VESPERTINA DE SÃO PAULO.
SONOPLASTIA: THE FEAR – LILY ALLEN.
CENA 20. CASA DE SIVUCA. SALA. INTERIOR. TARDE.
SIVUCA
CONVERSA COM DARINHO E DAVIDSON.
SIVUCA: Eu nem deveria receber vocês
aqui, depois de tudo o que aconteceu.
DARINHO: Por favor, deixa eu voltar a
treinar aqui. Eu não consigo viver sem o futebol.
DAVIDSON: É Sivuca, a gente mudou. A
gente não vai mais aprontar, a gente jura.
DARINHO: A gente só pede um voto de
confiança... Só isso.
EM
SIVUCA.
CENA 21. TUDO DE BÃO. INTERIOR. TARDE.
ELVIRA
FALA COM GEISA.
ELVIRA: E esse circo que ta chegando na
cidade.
GEISA: O que tem?
ELVIRA: Deve ser um grande lixo. Por
mim aquilo nem viria na cidade. Circo... Que coisa mais
idiota.
GEISA: Você fala do circo de um jeito.
Você não gosta do circo por quê?
ELVIRA: Palhaço. Eu tenho pavor de
palhaço. Eu nunca vi a Escolinha do Professor Raimundo
porque eu morria de medo do Carequinha.
GEISA: Que desculpa mais estranha essa
a sua, hein.
ELVIRA: Estranha por quê? Agora é algo
de outro mundo alguém ter medo de palhaço?
GEISA: Não, é que você, certa vez disse
que já foi circense.
ELVIRA: Eu nunca disse isso. Você deve
ter sonhado com isso. Vê se não vai ficar espalhando
essas asneiras por aí. Agora chispa daqui que eu tenho
mais o que fazer.
GEISA
SAI.
ELVIRA: Ninguém pode descobrir o meu
segredo.
EM
ELVIRA MEIO TENSA.
CENA 22. FRENTE DA PASTELARIA. EXTERIOR. TARDE.
O
CARRO DE SOM PASSA ANUNCIANDO, MAIS UMA VEZ, A CHEGADA
DO CIRCO LA MAGIC EM BREVE NO BAIRRO.
SUZETE: Tenho que evitar a chegada
deste circo aqui no bairro. O bairro não comporta um
circo daquele tamanho.
FABIANE: E a senhora já conhece o
circo?
SUZETE: Não.
FABIANE: Então como sabe o tamanho
dele?
SUZETE: Ah minha filha, só de imaginar,
já se sabe. Ainda trazendo animal selvagem... Ih, isso
não vai dar certo. Esse circo não pode chegar aqui.
(PAUSA) E você? Onde tava a tarde toda?
FABIANE: Eu?
SUZETE: Não, Nossa Senhora de
Aparecida. Claro que é você, menina. Onde você tava?
FABIANE: Fui ver um curso pra fazer.
Estou louca pra aprender inglês.
SUZETE: (DESCONFIADA) Sei... 'Tô mó
ligada em suas tretas'.
FABIANE RI SEM JEITO.
CENA 23. FÁBRICA LA VITTA. RECEPÇÃO. INTERIOR.
TARDE.
DART
VÊ RENATA E JAMAL INDO EM DIREÇÃO A OUTRO SETOR DA
FÁBRICA. ESPERA UM POUCO E ENTRA NA SALA DE JAMAL
ESCONDIDO.
CENA 24. FÁBRICA LA VITTA. SALA DE JAMAL.
INTERIOR. TARDE.
DART
ENTRA NA SALA DE JAMAL.
D’ARTAGNAN: Tenho que achar alguma
coisa, algum document que prove que esses dois são
cúmplices em alguma coisa. Sei que entre eles há muitos
segredos.
E DART
VAI MEXENDO NAS COISAS DE JAMAL. MEXE NAS GAVETAS,
ARMÁRIOS, ATÉ QUE ACHA UMA CARTA ANTIGA COM O NOME
ENDEREÇADA A EVELYN E A DANIELA, DE TEOBALDO.
D’ARTAGNAN: De Teobaldo para Evelyn e Daniela? Uma carta antiga...
ANALISA A CARTA. ELE OUVE UM BARULHO, ESCONDE A CARTA NO
BOLSO. VÊ QUE NÃO ENTRA NINGUÉM E SAI DA SALA.
CENA 25. APARTAMENTO DE DANIELA. SALA. INTERIOR.
TARDE.
MARISINHA SE AGARRA COM EVERTON.
MARISINHA: A dona Catarina recebe alta
hoje de tarde. É bom a gente aproveitar que a Daniela
saiu.
EVERTON: É claro que a gente vai
aproveitar. Eu vou dar tudo o que você quer, sua safada.
EVERTON DA UM TAPA NA BUNDA DE MARISINHA E VAI TIRANDO A
ROUPA DELA ALI MESMO.
CENA 26. CASA DE SIVUCA. SALA. INTERIOR. TARDE.
CONTINUAÇÃO DA CENA 20. SIVUCA, DARINHO E DAVIDSON.
SIVUCA: Vocês só voltam a treinar aqui
com uma condição.
DARINHO: Que condição é essa? Pode
falar.
SIVUCA: Vocês vão ter que provar que
são honestos.
DARINHO: Sem problemas.
DAVIDSON: É, a gente aceita.
CENA 27. CASA DE ANA BELA. SALA. INTERIOR.
TARDE.
ANA
BELA CHEGA EM CASA COM TATIANA E ENCONTRA ARTHUR.
ANA BELA: Oi Arthur.
ARTHUR: Oi Ana Bela, oi Tatiana.
TATIANA: Oi Arthur.
MELISSA DESCE AS ESCADAS.
MELISSA: Peter, é você?
ANA BELA: Ué! O Peter
não ta em casa?
ARTHUR: Ele saiu pela manhã e não
voltou.
TATIANA: Onde será que ele se meteu?!
ARTHUR: (OLHA PRA MELISSA) Consolar a
Daniela! Pois é, o Peter e a Daniela estão juntos uma
hora dessas.
MELISSA BUFA DE ÓDIO.
CENA 28. FAZENDA. DESCAMPADO. EXTERIOR. TARDE.
ABRIMOS EM UM CAVALO QUE VEM GALOPANDO NO HORIZONTE DAQUELE DESCAMPADO. A CÂMERA VAI SE APROXIMANDO E VEMOS PETER CONDUZINDO O ANIMAL, COM DANIELA NA GARUPA. ELES ESTÃO MUITO FELIZES. PETER PARA COM O CAVALO DEBAIXO DE UMA GRANDE ÁRVORE QUE DÁ SOMBRA. ELES DESCEM DO CAVALO. FICAM PERTO DE UMA GRANDE ÁRVORE. ELA SEMPRE SORRINDO.
SONOPLASTIA: ATÉ VOCÊ CHEGAR – TÂNIA
MARA.
DANIELA: (sorrindo) Adorei o nosso dia.
Foi mais que perfeito.
PETER
ESTÁ TRANSPIRANDO. TIRA A CAMISA. DANIELA FICA UM POUCO
SEM JEITO, TENTA DISFARÇAR.
PETER: Eu sinceramente não sabia mesmo
como fazer pra te alegrar, consegui pelo jeito?!
ALGUM
INSETO VOADOR VAI EM DIREÇÃO A DANIELA. ELA VAI ANDANDO
PRA TRÁS DEVAGAR, O INSETO VAI SE APROXIMANDO. ELA NÃO
VÊ A RAIZ EXPOSTA DA ÁRVORE E PRENDE O PÉ, CAINDO PRA
TRÁS. PETER VAI AMPARÁ-LA.
DANIELA: (encara Peter) Machuquei meu
pé por causa de um inseto inofensivo. Tá doendo, Peter!
PETER
COMEÇA A MASSAGEAR O PÉ DELA, SUTIL. ELA GOSTA.
PETER: Tá passando?
DANIELA: (relaxando) Tá, continua. Como
isso é bom.
ELE
CONTINUA. ELA FICA SEM JEITO E FAZ MENÇÃO PRA ELE PARAR.
FICAM OS DOIS SENTADOS NA GRAMA. ELE FAZ UM CARINHO NO
ROSTO DELA.
PETER: Você é linda, sabia?!
PETER
VAI SE APROXIMANDO VAGAROSAMENTE ATÉ QUE BEIJA DANIELA.
ELA RETRIBUI O BEIJO. CÂMERA VAI FOCANDO O BEIJO QUE VAI
FICANDO CADA VEZ MAIS INTENSO. SOBE A MÚSICA DO COMEÇO
DA CENA.
EFEITO: A
IMAGEM DO BEIJO DELES SE TRANSFORMA EM IMAGEM DE HQ.
“Os créditos sobem ao som de: Até você chegar –
Tânia Mara”

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