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Relações Perigosas - Capítulo 33

Novela de Felipe Porto
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  NO CAPÍTULO ANTERIOR DE "RELAÇÕES PERIGOSAS":

Marcelo continua chorando.

Bernardo — Marcelo, o que tá te doendo mais? A mentira da Heloísa ou a morte da Clara?

Marcelo — Não sei. A dor que eu to sentindo no peito é tão forte... É como se todas as dores do mundo estivessem apertando aqui dentro do meu coração... Tudo que eu vivi, tudo que eu planejei, foi tudo em vão. A mulher que eu amava tá morta e uma louca fez dos meus sentimentos um brinquedo.

Marcelo em silêncio, olha para o mar.

Marcelo — Bem que eu achei que ela tava meio mudada. Tinha umas reações explosivas que não combinavam com a Clara. A minha Clara nunca ia fazer algumas coisas que ela fazia. Eu não entendi o porquê, mas agora eu entendo: Ela era uma impostora. (Tom) Por que ela fez isso, Bernardo?

Bernardo — Diz ela que foi por amor à você.

Marcelo — Amor?! Um amor doentio, que engana, que fere os outros? Esse amor eu não quero pra mim.

Bernardo — O que você vai fazer agora?

Marcelo — Eu queria que uma cratera se abrisse no chão pra eu entrar e sumir pra sempre.

Marcelo chora sentado na areia. Bernardo senta ao seu lado e o abraça.

...

Heloísa entra.

Heloísa — Amor, cheguei!

Heloísa olha em volta do quarto e não vê ninguém.

Heloísa — Marcelo?

Heloísa sai do quarto.

...

Heloísa desce as escadas.

Heloísa — Marcelo? Onde você tá?

Rudá entra da cozinha.

Rudá — Dona Clara, o Marcelo saiu.

Heloísa — (Surpresa) Como assim saiu?!

Rudá — Saiu com o seu irmão.

Heloísa — (Intrigada) O que o Bernardo queria aqui?

Rudá — Não sei.

Heloísa — Tá bem, pode ir dormir.

Rudá volta para a cozinha.

Heloísa — Que assunto o Bernardo tem com o Marcelo? (Sorri) Aposto que ele tá se querendo se aproximar do Marcelo pra me provocar... Cretino.

Heloísa pega o celular e leva até o ouvido.

 
     
 
     
     
     

CAPÍTULO 33
 
     
 

CENA 01. praia. ambiente. Exterior. Noite.

Marcelo e Bernardo sentados na areia, olhando para o mar.

Marcelo — (Sereno) Agora parece que nada mais faz sentido na minha vida.

Bernardo — Não fala assim, cara! As coisas vão mudar... Já estão mudando.

O celular de Marcelo toca, ele o tira do bolso e olha no visor.

Marcelo — É ela.

Hesitante, Marcelo olha para Bernardo. Tempo e Marcelo atende.

Heloísa — (Off) Alô, Marcelo?

Em Marcelo com o celular no ouvido, em silêncio.

CENA 02. casa de giancarlo. quarto de bianca e rogério. Interior. Noite.

Bianca deitada, lendo um livro. Rogério entra do banheiro da suíte.

Rogério — Bianca.

Bianca — Hummm?

Rogério — Quando as investigações da morte do Coimbra foram reabertas?

Bianca revira os olhos e abaixa o livro.

Bianca — (Olha para Rogério) Por que todo esse interesse pelo caso agora? Vai querer estudar ele?

Rogério — Não. Foi só uma pergunta... Curiosidade.

Bianca — Acho que há algumas semanas.

Rogério — Então foi antes da Milena viajar pra Dubai.

Bianca — Foi, Rogério. Foi antes.

Rogério — E por que você não contou pra ela?

Bianca — Ah você sabe como a Milena é! Aposto que isso ia fazer ela desistir da viagem.

Rogério — Mas era direito dela saber de tudo.

Bianca — Eu sei, Rogério. Mas não ia mudar nada se ela soubesse ou não. As coisas estão fora do alcance dela... Fora do nosso alcance, aliás.

CENA 03. praia. ambiente. Exterior. Noite.

Abre em Marcelo com o telefone no ouvido.

Heloísa — (Off) Marcelo? Você tá aí?

Marcelo se levanta, Bernardo faz o mesmo. Marcelo abre a boca como se fosse falar, mas rapidamente desliga o celular. Marcelo dá um grito e atira o celular na areia.

Bernardo — Calma, você fez bem em não falar com ela.

Marcelo — Eu queria, mas não consegui. A voz ficou presa.

Bernardo — Foi melhor assim.

Marcelo — Não sei como eu vou encarar aquela cretina. Eu vou chegar em casa e ela vai tá lá na maior cara de pau, se passando pela Clara.

Marcelo enxuga as lágrimas e dá um sorriso.

Marcelo — Bem que a Milena tentou me avisar que eu tava sendo feito de marionete. (Pausa/Tom) A Milena! Eu preciso falar com ela! Me desculpar! Meu Deus! Como eu fui injusto com ela!

Marcelo vai caminhando. Bernardo vai atrás.

Bernardo — Espera! Não adianta você ir atrás dela. A Milena tá viajando.

Marcelo — (Para de caminhar) Viajando? Foi pra onde?

Bernardo — Foi pra Dubai. E não sei quando ela volta.

Marcelo decepcionado, fica ali por uns instantes até que corre em direção ao mar e dá um mergulho.

CENA 04. casa de ana carolina. sala. Interior. Noite.

Música: Eu Sou Egoísta – Pitty.

Heloísa com o celular no ouvido. Tempo e desliga.

Heloísa — Não atende... Onde será que ele se meteu?

Em Heloísa intrigada.

CENA 05. rio de janeiro. ambiente. Exterior. Dia.

Música continua. Stock-shot de ruas e avenidas do Rio de Janeiro ao amanhecer. [Música off].

CENA 06. casa de ana carolina. sala de jantar. Interior. Dia.

Mesa do café posta. Heloísa entra, olha em volta e senta à mesa. Dolores entra da cozinha e coloca uma jarra de suco na mesa.

Dolores — Bom dia, dona Clara. Suco de Jabuticaba.

Heloísa — Hummm.... Tá... Viu, Dolores. E o Marcelo?

Dolores — Se a senhora que dormiu com ele não sabe, imagina eu!

Heloísa — Abusada você pra uma serviçal. (Tom) Ele não dormiu em casa. O Rudá falou que ele saiu com o meu irmão ontem à noite.

Dolores — Devem ter caído na esbornia. Normal isso.

Heloísa — Normal só se for pra você. (Se irrita) Ah sai daqui! Não sei porque eu insisto em pedir informação pra uns boçais que nem vocês. Sai!

De cara amarrada, Dolores volta para a cozinha. Heloísa serve o suco e se levanta.

Heloísa — Quer saber? Perdi a vontade de tomar o café. Vou pra Barão, vai ver o Marcelo tá lá.

Heloísa sai.

CENA 07. praia. ambiente. Exterior. Dia.

Marcelo e Bernardo sentados na areia. Algumas pessoas circulam pela praia e pelo calçadão.

Bernardo — Cara, a gente passou a noite toda aqui. Não quer voltar pra casa?

Marcelo — Se você quiser, pode ir.

Bernardo — Só se você for. Eu não vou te deixar sozinho nesse estado.

Marcelo — Só em pensar que ao voltar pra casa eu vou ter que encarar a Heloísa...

Bernardo — Uma hora isso vai ter que acontecer.

Marcelo procura algo nos bolso.

Bernardo — Tá procurando isso?

Bernardo mostra o celular. Marcelo pega.

Bernardo — Eu juntei quando você atirou ele no chão ontem.

Marcelo — Obrigado.

Marcelo tecla e leva o celular ao ouvido.

Marcelo — Rudá. Me diz uma coisa: a Hel/ (Pigarreia) A Clara tá em casa?

Rudá — (Off) Não, Marcelo. A dona Clara já foi pra Barão. Inclusive ela tava procurando por você. Estranhou que você não tenha dormindo em casa.

Marcelo — Tá bom. Obrigado.

Marcelo desliga o celular.

Marcelo — Aquela ordinária não tá em casa... Melhor assim.

Bernardo — Eu vou chamar um táxi e aí a gente vai pra sua casa, pode ser?

Marcelo — (Concorda) Pode.

Marcelo e Bernardo vão até o calçadão e fazem sinal para um táxi, que para. Os dois entram no táxi.

CENA 08. barão do alambique. antessala. Interior. Dia.

Adelaide trabalha em sua mesa. O elevador se abre e sai Heloísa.

Heloísa — O Marcelo tá aí?

Adelaide — Não senhora. O doutor Marcelo ainda não apareceu por aqui.

Heloísa — Mas será possível?! Onde será que ele se meteu?

Gregório sai do elevador e vai até Heloísa.

Gregório — Bom dia Clara.

Heloísa — Bom dia. Você viu o Marcelo?

Gregório — Hoje não. Aconteceu alguma coisa?

Heloísa — Não sei. Ontem ele saiu com o Bernardo e não voltou até agora.

Gregório — Saiu pra farra? Acho que isso não faz o estilo do Marcelo. Ainda mais sendo casado.

Heloísa — Não. Por isso mesmo que eu to preocupada. Poxa! Se eles queriam sair um pouco, tudo bem! Mas poderia ter me avisado. (Tom) Licença.

Heloísa entra na sua sala. Gregório sorri.

Gregório — (Baixo) Por mim ele pode continuar desaparecido... É, hoje o dia começou bem e parece que só vai melhorar.

Sorrindo, Gregório entra na sua sala.

CENA 09. casa de ana carolina. quarto de marcelo. Interior. Dia.

Bernardo sentado numa poltrona diante do espelho. Marcelo sai do banheiro, de terno e gravata.

Marcelo — Você ainda tá aí? Eu disse que você podia ir. Eu to bem... Quer dizer... Menos pior do que antes.

Bernardo — Você vai mesmo pra Barão? Cê sabe que a Helô pode tá lá.

Marcelo — Eu sei. Se ela não tá aqui, é quase certo que vai tá na Barão. Mas eu não vou conseguir fugir dela o tempo todo, Bernardo. Uma hora a gente vai ter que se enfrentar.

Bernardo — Você já sabe o que vai dizer pra ela?

Marcelo — Não sei... Não sei nem se eu vou conseguir falar alguma coisa quando eu olhar pra ela.

Bernardo dá um tapa no ombro de Marcelo.

Bernardo — (Incentiva) Coragem... E desculpa por ter escondido isso de você esse tempo todo.

Marcelo — Não tem problema. Você errou, mas pelo menos se arrependeu.

Bernardo — Precisou meu pai vir aqui pra eu conseguir enxergar o mal que eu tava fazendo sendo cúmplice dessa mentira.

Marcelo pega o celular e mexe nele.

Marcelo — Bernardo, foi você que me mandou essas mensagens?

Marcelo mostra o celular.

Bernardo — (Lê) Quem muito olha para trás, não consegue enxergar o que está bem diante dos seus olhos. (Tom) Não.

Marcelo — E essa?

Marcelo volta a mostrar o celular para Bernardo.

Bernardo — (Lê) Doppelgänger. (Tom) Eu conheço essa lenda. É a cópia de uma pessoa nos seus mínimos detalhes, não é? Uma copia onde o copiado não sabe da existência dela.

Marcelo — Mais ou menos isso.

Bernardo — É uma lenda germânica se eu não me engano, mas não, Marcelo. Não fui eu que te mandei isso. Por quê?

Marcelo — Por que eu recebi essas mensagens na época em que eu comecei a investigar o sumiço do meu pai e comecei também a ajudar a Milena a investigar a morte do pai dela. (Pausa) A parte que fala de olhar pra trás, tá se referindo à isso. Mas até agora eu nunca tinha entendido o que tava diante dos meus olhos e eu não enxergava e o que essa tal lenda do Doppelgänger tinha a ver com isso... Agora tá tudo claro: O Doppelgänger é a Heloísa e eu tão preocupado em descobrir o que aconteceu no passado, não consegui enxergar o que tava acontecendo na minha própria casa.

Breve silêncio.

Marcelo — Mas se não foi você quem mandou essas mensagens... (Tom) Quem mais sabia que a Heloísa tava se passando pela Clara?

Bernardo — Além de mim? A mãe, o pai que descobriu agora e...

Marcelo — E...?

Bernardo — Então, se lembra daquela facada que eu levei?

Marcelo — Num assalto. Lembro sim.

Bernardo — Eu tenho quase certeza que não foi assalto e sim uma armação da Heloísa pra me intimidar.

Marcelo — (Surpreso) O quê?! Ela também fez isso?!

Bernardo — Acho que fez. E por garantia e pra intimidar ela também, eu resolvi contar o segredo dela pra alguém.

Marcelo — Pra quem você contou?

Bernardo — Pro Leandro. Ele também sabia que a Clara na verdade era a Heloísa.

Marcelo — (Revoltado) Quer dizer que o meu próprio primo sabia que eu tava sendo enganado e não falou nada pra mim?

Bernardo — Parte da culpa é minha também. Eu pedi pra ele não falar nada.

Marcelo — Agora isso também faz sentido. Ele mandou essas mensagens pra me deixar intrigado e fazer eu esquecer dessas investigações.

Bernardo — Porque foi isso que aproximou você da Milena, não é?

Marcelo — É. (Tom) Bom, com o Leandro eu me entendo depois. Agora eu vou pra Barão.

Bernardo — E eu vou pra faculdade. Será que você pode me deixar em casa? Ainda vou me trocar antes de ir.

Marcelo — Posso sim. Eu só te peço uma coisa: não comenta com ninguém que eu já sei a verdade.

Bernardo — Por quê?

Marcelo — Faz o que eu to te pedindo.

Bernardo — Meu pai vai tava insistindo pra eu contar pra você.

Marcelo — Se você acha que ele vai manter o segredo, pode falar.

Bernardo — Ele vai entender sim.

Marcelo e Bernardo saem do quarto.

CENA 10. rio de janeiro. ambiente. Exterior. Dia.

Música: Another Sad Love Song - Toni Braxton.

Stock-shot dos principais pontos turísticos do Rio de Janeiro. O último take é o da fachada da Barão do Alambique. [Música off].

CENA 11. barão do alambique. sala de gregório. Interior. Dia.

Gregório mexe no computador, muito nervoso. Ele se levanta e caminha de um lado para o outro.

Gregório — Eu não to acreditando nisso. Só pode ser um pesadelo.

Gregório volta a olha para o computador, incrédulo. Tempo e pega o telefone.

Gregório — (Tel) Leandro, vem pra minha sala. (Alto) Não! Tem que ser agora!

Gregório desliga o telefone e volta a caminhar desnorteado. Leandro entra.

Leandro — Que foi? Por que todo esse desespero?

Gregório — Entra e fecha a porta.

Leandro fecha a porta e vai até Gregório que está diante do computador.

Gregório — (Aponta para a tela) Olha isso.

Leandro — (Olha/Surpreso) Não! Aconteceu o que eu to achando que aconteceu?

Gregório — Deu tudo errado, Leandro. Alguém comprou as ações da Barão antes de mim.

Na tensão de Gregório.

CENA 12. barão do alambique. antessala. Interior. Dia.

Adelaide trabalhando em sua mesa. O elevador se abre e Marcelo sai.

Marcelo — (Sério) Bom dia, dona Adelaide.

Adelaide — Bom dia, Doutor Marcelo.

Nisso, Tarsila sai de sua sala e vai até Marcelo.

Marcelo — Tia...

Tarsila — Nossa, Marcelo? Aconteceu alguma coisa? As suas vibrações tão péssimas hoje.

Marcelo — Tá mesmo, tia. Parece que tem uma nuvem negra na minha cabeça.

Tarsila — Que horror! E justo hoje que eu não trouxe uns incensos pra purificar o ar. (Tom) Mas pode deixar que eu roubo uns que a Karina tem malocado lá no quarto dela e trago amanhã. Faço uma purificação especial na sua sala.

Marcelo dá um leve sorriso.

Marcelo — Obrigado, tia. Acho que to precisando mesmo.

Marcelo entra na sua sala.

Tarsila — (Pra Adelaide) Vibração pesadíssima a dele. Acho que um incenso não vai ser o suficiente. Ele vai precisar é de uma sessão de descarrego.

CENA 13. barão do alambique. sala de marcelo. Interior. Dia.

Marcelo entra e dá de cara com Heloísa sentada em sua cadeira. Marcelo se surpreende ao vê-la ali. Os dois se encaram por um tempo.

Marcelo — (Sério) O que você tá fazendo aqui?

Heloísa  — (Se levanta) Acho que quem tem que fazer as perguntas aqui sou eu. Você saiu com o meu irmão ontem e só volta agora? O que ele queria com você?

Em Marcelo tentando conter sua raiva. Fade Out.

Música de Encerramento: Baby I'm Yours – Breakbot.

   

 

     



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