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Relações Perigosas - Capítulo 26

Novela de Felipe Porto
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VALE A PENA LER DE NOVO: RELAÇÕES PERIGOSAS
 
     
 
 
     
  NO CAPÍTULO ANTERIOR DE "RELAÇÕES PERIGOSAS":

Perceu
 — Duas pessoas vieram visitar a sua mãe.

Heloísa — Eu e o Bernardo, o meu irmão.

Perceu — Não. Além de vocês.

Heloísa — Você tem os nomes aí?

Perceu — Tenho.

Perceu pega um papel.

Perceu — Anotei aqui: Rogério Maciel o outro eu não consegui anotar o nome, é alguma coisa Duarte.

Heloísa — (Pensativa) Rogério Maciel... Esse nome não me é estranho... (Lembra) Ah! Claro! É o padrasto daquela vadia da Milena. (Tom) Mas de onde eles se conhecem? (Lembra) Sim, do tal atropelamento. (Pra Perceu) E esse não sei o que Duarte? Como ele é?

Perceu — Branco, alto, cabelos levemente grisalhos.

Heloísa — (Irônica) Nossa, você é ótimo em retrato falado, hein? (Pensativa) Por que será que o Rogério tá vindo visitar a mãe? Será que eles viraram amiguinhos? (Sorri) Ou será que tá rolando algo mais?

Heloísa dá uma gargalhada.

...

Marcelo — Ela é diferente do resto das salas. Ela tem essa mesa especial pra colocar pranchetas dos seus desenhos e etc. Tem mais iluminação também.

Heloísa — Ela é ótima.

Batidas na porta. Leandro entra.

Marcelo — Leandro?

Música: Instrumental Suspense.

Leandro — Vim dar as boas vindas pra Clara.

Leandro se aproxima de Heloísa.

Leandro — E desejar sorte no inicio desse novo projeto. (Sorri/Irônico) Tenho certeza que ela vai fazer um ótimo trabalho.

Discretamente, Heloísa olha com raiva para Leandro. O celular de Marcelo toca. Ele se afasta um pouco e atende.

Marcelo — (Cel) Alô?


...
 

Instrumental continua. Milena dirige enquanto fala ao celular.

Milena — (Cel) Marcelo, aquele seu amigo, o Jardel, me ligo. Ele conseguiu achar o juiz que arquivou o processo da morte do meu pai. Isso, eu to indo pra lá agora. Acho que agora a gente resolve essa história de uma vez por todas.

Em Milena decidida.

 
     
 
     
     
     

CAPÍTULO 26
 
     
 

CENA 01. barão do alambique. sala de heloísa. Interior. Dia.

Continuação da sequência da última cena do capítulo anterior.

Marcelo ao celular, sai da sala. Heloísa e Leandro se olham.

Heloísa — Você tá cheio de gracinha, né?

Leandro — (Sorri) Que? Não gostou?

Heloísa — Não! Eu vou precisar da sua ajuda aqui.

CENA 02. barão do alambique. antessala. Interior. Dia.

Marcelo sai da sala de Heloísa, falando ao celular.

Marcelo — (Cel) O Jardel localizou o juiz?! Me diz o endereço que eu também to indo praí.

CENA 03. CARRO DE GIANCARLO. ambiente. Interior. Dia.

Milena dirige, enquanto fala ao celular.

Milena — (Cel) Não precisa. Eu peguei o carro do meu avô emprestado e já to indo pra lá.

CENA 04. barão do alambique. antessala. Interior. Dia.

Marcelo ao celular.

Marcelo — (Cel) Tudo bem, mas me mantém informado.

Marcelo desliga, preocupado.

CENA 05. barão do alambique. sala de heloísa. Interior. Dia.

Heloísa e Leandro.

Leandro — Eu te ajudar? Mas eu não sei fazer esses desenhos aí.

Heloísa — Nem eu. E você sabe muito bem disso.

Leandro — Ninguém mandou você inventar mais essa mentira.

Heloísa — E bem que você podia ter convencido o Marcelo a contratar outra pessoa pra desenhar a merda dessas embalagens.

Leandro — O quê?! E deixar de ter essa diversão gratuita que é ver você toda perdida?

Heloísa — Então você fez isso de propósito?

Leandro — Claro que não... Clarinha. Até porque não fui eu quem deu a ideia de te chamar. Não gostou, reclama com o seu marido.

Heloísa — Já vi que eu não vou poder contar com você.

Leandro — Calma, não precisa ser tão radical. Eu vou te ajudar sim. Até porque eu preciso cumprir a minha cota anual de caridade.

CENA 06. giacomelli exportações. sala de giancarlo. Interior. Dia.

Rosa entra e vai até Giancarlo.

Rosa — Pois não, doutor Giancarlo.

Giancarlo — Chama a Bianca. Eu preciso falar com ela.

Rosa — A dona Bianca não tá na empresa.

Giancarlo — Não?

Rosa — O senhor deseja mais alguma coisa?

Giancarlo — Não, Rosa. Obrigado.

Rosa sai da sala.

CENA 07. barão do alambique. antessala. Interior. Dia.

Marcelo vai até Adelaide.

Marcelo — Dona Adelaide. O meu tio não tá na Barão?

Adelaide — Não passou por aqui.

Tarsila entra, vindo do elevador, mexendo no celular.

Marcelo — (Aborda) Tia.

Tarsila — (Se assusta) Ui. Tava distraída. Oi Marcelo.

Marcelo — Oi tia. O tio veio com você?

Tarsila — Não. Ele saiu de casa bem antes de mim. (Pausa) Ele não chegou ainda?

Marcelo — Não.

Tarsila — (Pensativa) Estranho isso... Muito estranho, como diria Dalto.

Marcelo — Quem é Dalto?

Tarsila — Um cantor aí. Não conhece a música? (Canta) Hummm, mas seu um dia eu chegar muito estranho...

Marcelo — É... Não, mas enfim.

Tarsila — Adoro essa música. (Canta) Tantas vezes eu quis ficar solto, como se fosse uma lua a brincar no seu rosto. (Fala) Nesse agudo eu sempre desafino. (Canta/Desafinando no agudo) Cuida bem de miiim!

Marcelo — (Meio constrangido) Então... Será que aconteceu alguma coisa?

Tarsila — (Séria) Pro próprio bem dele, é melhor que tenha acontecido mesmo.

Tarsila caminha em direção à sua sala e entra. Marcelo fica ali, confuso.

CENA 08. rio de janeiro. ambiente. Exterior. Dia.

Música: Muito Estranho – Dalto.

Stock-shot de pontos turísticos do Rio de Janeiro, indicando passagem de algumas horas.

CENA 09. casa de ana carolina. jardim. Exterior. Dia.

[Música fade out]. Karina e Samuel caminham pelo jardim.

Samuel — Hoje não vai ter a chata da mulher do Marcelo pra incomodar.

Karina — A Clara não tá?

Samuel — Não. Parece que ela tá trabalhando na Barão ou algo assim.

Karina — Ah é. Acho que eu ouvi falarem alguma coisa lá em casa. (Tom) Você não gosta dela, né?

Samuel — Não. Aquela mulher é insuportável. É boa só na frente do Marcelo. Com os empregados ela é pior que um carrasco.

Karina — Nossa. Ela parecia ser legal.

Samuel — Só parecia, mesmo. E agora que ela e o Marcelo tão meio que brigados, ela tá ficando ainda pior.

Karina — Ela e o primo brigaram, é? Por quê?

Samuel — (Brinca) Você é curiosa, hein?

Karina — Qual o problema?

Samuel — Nenhum. Não sei por quê.

Karina — Arrumou os livros?

Samuel — Sim. Já to com eles.

Karina — Eu sou uma negação em matemática. Por que você não escolheu outra pessoa pra fazer o trabalho?

Música: Coração de Papelão - Jairzinho e Simony

Samuel — Por que eu gosto de você. (Pausa/ Pigarreia) Digo, de fazer os trabalhos com você.

Karina — (Sorri) Eu também.

Samuel — Vou ali pegar as coisa. Já volto.

Samuel vai para os fundos da casa. Karina fica ali, caminhando pelo jardim. [Música off].

CENA 10. barão do alambique. antessala. Interior. Dia.

Gregório entra, vindo do elevador. Passa por Adelaide.

Gregório — Dona Adelaide. Boa tarde. Algum recado pra mim?

Adelaide — Não. O Dr. Marcelo tava procurando pelo senhor pela manhã.

Gregório — Certo. Então manda ele ir para a minha sala, por favor.

Adelaide — Pois não.

Tarsila sai da sua sala e barra Gregório.

Tarsila  — Posso saber onde o senhor se meteu durante toda a manhã?

Em Gregório, sem saber o que responder.

CENA 11. shopping. praça de alimentação. Interior. Dia.

Música: Say You Say Me - Lionel Richie.

Giovanna e Jardel se beijam, em um trecho menos movimentado.

Jardel — Tava morrendo de saudades de você, da sua boca, de tudo seu.

Giovanna — Eu também tava morrendo de saudade de você.

Jardel — Aquilo que você falou no telefone é sério?

Giovanna — O quê? Do fim de semana na serra? É claro!

Jardel — Mas na sua casa com o Otávio?

Giovanna — Qual é o problema?

Jardel — Sei lá. Acho meio arriscado.

Giovanna — Besteira. Ninguém vai naquela casa há anos. Eu mesma nem lembrava da existência dela.

Jardel — Estranho você ter uma casa na serra e não lembrar dela.

Giovanna — É que eu jurava que o Otávio já tinha vendido ela. Mas há alguns dias ele me disse que não tinha. (Sorri) É a nossa chance de aproveitar ela.

Jardel — (Sorri) Já to até imaginado, nós dois juntinhos, abraçadinhos, naquele clima da serra fazendo amor dia e noite.

Giovanna — Tá safadinho, hein?

Jardel — Eu vou fazer você nunca mais esquecer esse final de semana.

Giovanna — Tenho certeza.

Jardel — Quando vai ser?

Giovanna — Nesse mesmo. Pode ser?

Jardel — (Sorri) Pode.

Os dois se beijam. [Música off].

CENA 12. barão do alambique. antessala. Interior. Dia.

Tarsila diante de Gregório, esperando uma resposta.

Gregório — Resolver uns problemas.

Tarsila — Posso saber que tipo de problemas?

Gregório — De interesse da Barão.

Marcelo sai da sua sala. Gregório vê.

Gregório — Marcelo! Queria falar comigo?

Marcelo — Sim, tio. A gente pode conversar agora?

Gregório — Podemos sim. (Para Tarsila) Depois a gente conversa, Tarsila.

Gregório e Marcelo entram na sala de Gregório.

CENA 13. barão do alambique. sala de gregório. Interior. Dia.

Gregório senta em sua cadeira e Marcelo senta diante do tio.

Gregório — Sobre o que você queria falar comigo, Marcelo?

Marcelo — Sobre a proposta que você me fez.

Gregório se inclina para frente, na expectativa.

Gregório — Ah é? E aí? O que você decidiu?

Marcelo faz uma pausa. Gregório ansioso.

Marcelo — Eu aceito. Aceito transformar a Barão do Alambique em uma empresa de capital aberto.

Gregório sorri, satisfeito.

Gregório — (Feliz) Sábia decisão, meu sobrinho. A Barão vai crescer muito mais com isso.

Marcelo — Tomara mesmo.

Gregório se levanta.

Gregório — Me dá um abraço.

Marcelo se levanta e abraço Gregório.

Gregório — Fico feliz que você já esteja sabendo o que é melhor pra empresa.

Marcelo — Isso também é meu, né?

Gregório — Claro! E quanto mais rápido você aprender as coisas, mais rápido você vai saber comandar a Barão.

Marcelo — É isso que eu quero, tio.

Gregório — Marcelo, no futuro, você pensa em presidir a Barão?

Marcelo — Nunca pensei nisso. Acho que não to preparado pra isso... E além do mais, você ta presidindo a empresa muito bem.

Gregório — Obrigado, Marcelo. E sem falsa modéstia, comigo no comando, a Barão só tende a prosperar.

Marcelo — (Sorri) Tenho certeza que sim.

O celular de Marcelo toca e ele atende.

Marcelo — (Cel) Alô?

CENA 14. carro de giancarlo. ambiente. Interior. Dia.

Carro em movimento. Milena dirige enquanto fala ao celular. Ela tem um semblante preocupado.

Milena — (Cel) Marcelo, você tá ocupado?

Marcelo — (Off) Um pouco. Por quê? Aconteceu alguma coisa?

Milena — (Cel) Aconteceu.

CENA 15. barão do alambique. sala de gregório. Interior. Dia.

Marcelo ao celular. Gregório o observa.

Milena — (Off) Será que a gente pode se encontrar naquela gafieira da Tijuca?

Marcelo — (Cel) Acho que pode sim. A gente se encontra lá.

Marcelo desliga.

Gregório — Tudo certo?

Marcelo — Sim, mas eu vou ter que sair. (Tom) O meu recado já foi dado. Pode começar com o processo todo.

Gregório — Vou começar sim.

Marcelo sai. Em Gregório vitorioso.

CENA 16. barão do alambique. sala de leandro. Interior. Dia.

Gregório comemora, diante de Leandro. Conversa já iniciada.

Leandro — (Incrédulo) Você acha mesmo que e esse seu plano vai dar certo, pai?

Gregório — Tem tudo pra dar certo, Leandro! Nós colocamos parte das ações no mercado, eu mesmo compro e fico no comando disso tudo. Aí ninguém vai conseguir me tirar daqui.

Leandro — Você já parou pra pensar na possibilidade que o plano pode dar errado?

Gregório — Você puxou à quem esse pessimismo todo? À mim é que não foi.

Leandro — Mas já pensou?

Gregório — Não. Até porque isso não vai acontecer. Meu plano é perfeito.

Leandro — Autoconfiança demais também é perigoso. Não era você que vivia me dizendo pra fazer as coisas com cautela.

Gregório — Mas eu to fazendo. Esperei tempo demais pra executar esse plano. Pra ficar com a Barão ou era isso ou era matar o Marcelo.

Leandro — Eu sou bem mais a segunda opção.

Gregório — Mas não é a melhor. Você diz isso porque tá com dor de corno.

Leandro — Não é porque você é meu pai que você vai ficar me esculachando.

Gregório — Não tá mais aqui quem falou. (Tom/Sorri) Agora só falta o Marcelo decidir voltar pro meio do mato e sumir de uma vez por todas das nossas vidas... Isso seria a glória!

Leandro concorda.

CENA 17. GAFIEIRA. ambiente. Interior. Dia.

Marcelo conversa com Seu Coisinha. Milena mais afastada num canto, semblante sério.

Marcelo — Desculpa avisar em cima da hora, Seu Coisinha.

Seu Coisinha — Sem problemas, Marcelo. Hoje não tinha ensaio mesmo. Podem usar tranquilos.

Marcelo — Obrigado. Depois eu vou até a sua casa pra gente conversar.

Seu Coisinha — Vou tá te esperando.

Seu Coisinha sai do salão. Marcelo se aproxima de Milena.

Música: Instrumental Suspense.

Marcelo — E então Milena? Você encontrou o juiz?

Milena — (Serena) Sim.

Marcelo — Você falou com ele?

Milena — Não.

Marcelo — (Surpreso) Como não falou? Você não foi atrás dele?

Milena — Fui, mas é que...

Marcelo — É que o quê? O quê aconteceu, Milena? Fala.

Milena — Quanto eu cheguei na casa desse tal juiz, eu encontrei várias pessoas perto da casa.

Marcelo — Algum tipo de festa? Evento?

Milena — Não.

Milena faz uma pausa, ainda em choque.

Milena — Ele tava morto.

Marcelo — (Surpreso) Morto? Como?

Milena — Ele caiu de uma das janelas do último andar da casa dele.

Na surpresa de Marcelo. [Instrumental off].

CENA 18. CASA DE GREGÓRIO. SALA. Interior. Dia.

Tarsila no sofá, folheando uma revista. Karina entra da rua, afoita.

Karina — Mãe! Mãe! Mãe!

Tarsila — Tá chamando três vezes por quê? Quer pedir música no Fantástico?

Karina — Não. To querendo falar com o pai. Ele tá em casa?

Tarsila — Deve tá chegando da Barão logo logo. Eu vim mais cedo e/

Tarsila para de falar ao ver Gregório entrando da rua.

Tarsila — Ó o dito cujo.

Karina — (Indo até Gregório) Pai, queria falar com você.

Gregório — Quê?

Karina — Nossa que seco. Eu venho aqui dizer que descobri uma parada na casa do primo e é assim que você responde?

Gregório — Desculpa. Tive um dia cheio na Barão.

Tarsila — Metade do dia, né? Porque pela manhã você não apareceu lá.

Gregório — Quê que é Tarsila? Eu te coloquei na Barão pra deixar de ser funcionária fantasma e não pra ficar me vigiando.

Tarsila — Você não gosta de ser vigiado, é? Tá fazendo alguma coisa errada?

Karina — (Interrompe) Ei! Dá pra deixar essa discussão psicodélica pra depois? Eu to tentando falar!

Gregório — Isso, Karina. Fala. (Curioso) O que você descobriu.

Karina — Há boatos que o primo e a mulher tão brigados.

Gregório — (Interessado) Ah é? Sabe por quê?

Karina — Não... Não seria mais fácil você mesmo perguntar pra ele?

Gregório — E vou dizer o quê? Que mandei você fuçar a vida dele e quero saber por que ele brigou com a mulher?

Tarsila — Certo que a culpa é dele.

Karina — Você sabe o motivo, mãe?

Tarsila — Não. Mas a culpa é sempre do homem, filha. Aprende isso.

Gregório — Tarsila. Não se mete.

Tarsila — Só to falando a verdade.

Gregório passa a mão na cabeça de Karina.

Gregório — Bom trabalho.

Karina tira a mão de Gregório de sua cabeça.

Karina — (Brava) Para com isso. Não sou cachorrinho pra você passar a mão quando faz uma coisa certa. (Tom) Mas fala aí. O que uma briga de casal interessa pra você?

Gregório — Por nada... (Pensa) E eu acho que já sei qual é o motivo da briga.

Tarsila — (Curiosa) E qual é?

Gregório — (Desconversa) Eu vou pro escritório.

Gregório vai para o escritório.

Tarsila — Mal chegou da Barão e já vai se enfurnar no escritório? Que tara por trabalho que esse homem tem!

CENA 19. gafieira. ambiente. Interior. Dia.

Marcelo ainda em choque com o que Milena disse.

Marcelo — Caiu de uma janela? Igual ao...

Milena — (Completa) Igual ao meu pai.

Silêncio.

Marcelo — Você acha que isso é uma coincidência?

Milena — Eu não sei o que achar, Marcelo. Eu só sei que essa história tá muito estranha. (Tom) Mais alguém sabia que você tinha contratado esse jornalista pra investigar o paradeiro do juiz?

Marcelo — Não. Eu não falei pra ninguém. E você?

Milena — Eu meio que deixei escapar pra minha irmã, mas tirando isso...

Marcelo — Me conta como tudo aconteceu na casa do juiz.

Em Milena pensativa. / Fusão para:

CENA 20. rua. frente casa do juiz. ambiente. Exterior. Dia.

Início do Flashback. Milena estaciona o carro perto da casa do juiz. Milena desce do carro.

Milena — (Off) Eu fui até o endereço que o tal Jardel me passou. Parece que o juiz já tinha se aposentado há alguns anos. Ele tava morando longe, pra lá do Recreio.

Milena se aproxima da frente da casa do juiz e vê movimentação de ambulância e vizinhos em torno da casa.

Milena — (Off) Cheguei lá. Foi aí que eu vi que tinha algo errado acontecendo.

Milena se aproxima de uma mulher (65 anos, cabelos grisalhos e bem vestida) que está próxima da ambulância. A mulher chora.

Milena — Desculpa incomodar, mas é aqui que mora Nicolau Cardoso?

Mulher — Era sim. Você conhecia ele?

Milena — Não. Mas era por quê? Ele se mudou??

Mulher — Ele tá morto.

Milena fica chocada.

Milena — Quando isso?

Mulher — Questão de uma hora. Ele sofreu um acidente, caiu de uma das janelas da casa.

Milena desnorteada.

Mulher — Depois que ele fez uma cirurgia na perna, ele passou a usar bengala, tava com o equilíbrio meio debilitado, mas eu nunca pensei que uma coisa dessas pudesse acontecer.

Milena — (Pensativa) Ele caiu igual meu pai.

Mulher — Desculpa, mas quem é a senhora?

Milena — Alguém que queria conversar sobre um dos casos que ele trabalhou.

Mulher — Foram tantos. Ele foi juiz por mais de 30 anos.

Milena — A senhora tava em casa no momento do acidente?

Mulher — Não. Eu tinha dado uma saidinha. Só tava ele e a empregada.

Milena — E essa empregada não viu nada?

Mulher — Nada o quê?

Milena — Sei lá. Alguma movimentação estranha.

Mulher — Não viu. A casa é muito grande. (Tom) Com licença, eu preciso tomar as providencias pro enterro.

A mulher se afasta. Milena fica ali, perplexa.

Marcelo  — (Off) É muita coincidência ele morrer da mesma forma que o seu pai morreu, você não acha?

Milena — (Off) Acho!

Fim do Flashback. / Fusão para:

CENA 21. gafieira. ambiente. Interior. Dia.

Marcelo e Milena conversando.

Milena — Mas quem teria feito isso?

Na tensão dos dois.

CENA 22. ap de otávio. sala. Interior. Dia.

Juliana entra da rua e vê Otávio em pé no meio da sala, como o tablet na mão. Ele a encara.

Juliana — Pai? Você em casa uma hora dessas? (Brinca) Pegou fogo no escritório?

Otávio — (Sério) Não. Mas quem se queimou aqui foi você.

Juliana — (Não entende) Oi?

Otávio vira o tablet e mostra o vídeo intimo de Juliana, pausado.

Otávio — Você não tem vergonha não?

Em Juliana sem chão.

CENA 23. casa de gregório. sala. Interior. Dia.

Karina sentada no sofá, mexendo no celular. Tarsila desce as escadas.

Tarsila — Filha. Você viu o seu pai por aí? Procurei pela casa toda e nada dele.

Karina — Não vejo ele faz um tempão.

Tarsila — Não é possível! O Gregório sumiu de novo? Mas quem ele tá pensando que é? O Houdini? David Copperfield? O Mr. M pra ficar aparecendo e desaparecendo assim do nada?

CENA 24. HOTEL. BAR. Interior. Dia.

Bianca e Gregório sentados à mesa. Bebem um drink.

Gregório — Você gosta de viver perigosamente, né Bianca?

Bianca — (Sorri) Por que você diz isso?

Gregório — Você ainda pergunta?! Foi por pouco que a sua filha não se encontra com o Nicolau.

Bianca — Mas a gente deu o nosso jeitinho, não deu?

Gregório — A gente sempre dá. Mas isso tá ficando arriscado demais. Você tem que dar um jeito de conter a sua filha.

Bianca — Ah Gregório! Até parece que a culpa é só dela! Se não fosse o seu sobrinho a reaparecer do nada e resolver dar uma de Sherlock Holmes, nada disso estaria acontecer. (Enfática) Cabia a você afastar ele de tudo e não conseguiu!

Gregório — Isso não é tão fácil quanto você pensa. Ele é jogo duro! Quer porque quer saber porque o pai sumiu com ele.

Bianca revira os olhos, entediada.

Bianca — To me cansando dessa história. Essa que é a verdade.

Gregório — Então pode tratar de dar uma injeção de animo porque esse enredo ainda vai render vários capítulos.

Bianca — Pelo menos com a morte desse juiz, espero que a Milena sossegue um pouco.

Gregório — Duvido muito. Ainda mais com a proximidade que ela tá tendo com o Marcelo.

Bianca — Isso é uma coisa que eu não entendo: esses dois tão próximos demais pro meu gosto.

Gregório — (Surpreso) Sério que você não sabe?

Bianca — Sabe do quê?

Gregório — A sua filha e o Marcelo tão tendo um caso.

Na surpresa de Bianca.

CENA 25. gafieira. ambiente. Interior. Dia.

Milena e Marcelo um diante do outro.

Marcelo — Não sei quem pode ter feito uma coisa dessas.

Milena — (Desolada) Eu não to acreditando nisso, Marcelo! A gente roda, roda, roda e não sai do lugar! Quando a gente encontra algo, uma pista que pode nos dar algumas respostas, acaba acontecendo isso.

Marcelo se aproxima de Milena e a abraça.

Música: Pede a Ela – Tim Maia. [Até o Encerramento].

Marcelo — Você precisa ter paciência.

Milena — Eu to tendo paciência demais, Marcelo. Mas parece que tudo que a gente faz é inútil.

Marcelo — Não é! O que a gente não pode fazer, é desistir.

Milena — É o que eu quase to pensando em fazer.

Marcelo — Mas eu não vou deixar. Nós vamos juntos descobrir o que aconteceu. Tanto com o seu pai quanto com o meu.

Milena sorri.

Milena — Obrigada pelo apoio, Marcelo.

Marcelo também sorri. Marcelo beija Milena. Ela se deixa levar pelo beijo por um tempo, mas acaba o afastando.

Marcelo — Que foi?

Milena — Que foi que eu não quero beijar você.

Marcelo — Não quer?

Milena — Não posso. A gente tá brigado, esqueceu?

Marcelo — (Sorri) Esquecei sim. To com amnésia.

Marcelo puxa Milena e a beija novamente. Ela o empurra de leve.

Milena — Para!

Marcelo — Deixa de bobagem, Milena. A gente não tem motivos pra brigar.

Milena — (Inconformada) Ah não?!

Marcelo — Não! Quantas vezes eu vou ter que te dizer que eu te amo!

Milena — Ama, mas ainda tá com a Clara.

Marcelo — De novo essa história?

Milena — Sim! De novo! E a minha vontade era de continuar com essa história num looping infinito! Repetindo, repetindo e repetindo! (Calma) Mas eu não vou fazer isso, Marcelo. Eu só vou te pedir uma coisa.

Marcelo — O quê?

Milena — Só volta a me procurar depois que você pedir a separação pra Clara.

Marcelo — Milena/

Milena — (Corta/Sutil) E não demora. Eu não vou ficar a vida toda esperando por você.

Milena pega a bolsa e vai embora. Em Marcelo abalado. Fade Out.

 
     

 

     



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