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Perfume - Capítulo 57

Novela de Luiz Gustavo
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CAPÍTULO 57 - JOGO DO PERDÃO
 
     
   
 

Marcos Ribeiro pede um tempo para a esposa, que permanece o aguardando dentro do carro na parte externa do palacete de Tomaz, aquela era uma noite maldita para o investigador que havia de se entregado aos prazeres da carne, seguindo direto para o poço dos traidores. O homem está sentado na cama, usando apenas um short jeans, não pode esconder a derrota na frente do melhor amigo. 

- No que você estava pensando, Tomaz? 
- Este é problema, não existia nada na minha mente além do corpo da Pamela, ela consegue me dominar por completo, como se fosse um simples fantoche, sabe? É estranho pensar desta maneira, Marcos? Eu pensava que finalmente estava livre desta mulher, só que com um simples estralar de dedos, ela conseguiu arruinar tudo que me acercava. 
- A culpa é somente dela então? Está completando trinta anos de idade, está na hora de assumir os próprios erros sozinhos sem precisar se esconder, os dois se jogaram nesta, ninguém manda em ninguém. 

Dos olhos do investigador as lágrimas descem pesadas, mas não capaz de limpar a sua alma e alinhar o coração, “Não existe prazer sem arrependimentos”, Tomaz disse essa frase quando se entregava a luxuria naquele ambiente algumas horas atrás para Pamela, enquanto fincava os lábios naquela pele macia e sedosa, agora não existe a libido, somente as consequência de uma escolha.  

- Nós iríamos casar.  
- Agora você deve saber qual é o próximo passo, acredito. 
- Será que um dia a Alice irá me perdoar? 
- Apenas o tempo é capaz de lhe dar uma resposta. 

A casa não está em ordem e certamente irá permanecer uma zona até a manhã seguinte, quando uma equipe de domésticos colocará tudo em seu devido lugar. O melhor amigo se despede, Tomaz fica deitado na cama junto com aquela culpa devastadora em torno do corpo, não iria conseguir dormir nas próximas horas. Ele se levanta pela primeira vez, andando em direção do toalete, aonde encheu a banheira com sais de banho, aonde se deita, os pensamentos deslancham no corpo de Alice Jones, mas deve se preparar psicologicamente, aquela mulher agora não passa de um sonho, Alice tem palavras, certamente irá ignorar aquele homem em qualquer lugar, inclusive no trabalho. Tomaz se joga embaixo da água, ficando por quase dois minutos, quando todas as imagens de seu destino apareceram em sua mente formando um flashback, ele ergueu-se, quase sufocado, esta é a sua autoflagelação. 

Estava de folga naqueles três dias que se sucederam. Pamela ligava ocasionalmente e mandava mensagens em todas as suas redes sociais, mas o investigador fazia questão de ignorar cada uma delas, assumiu a sua parte da culpa, mas não estava apaixonado pela dama. Tomaz toma coragem e tira o automóvel da garagem, estava na hora de encarar os comentários maldosos das pessoas e os olhares sórdidos, ele estaciona o carro próximo a um pequeno campo de futebol do centro de Arraial D’ Ajuda, saltando do veículo, seguindo em direção de uma escola particular, avistando de longe Kevin, aproximando-se do garoto que o ignora completamente, como se o varão não existisse adiante. 

Kevin está usando o uniforme do colégio e com uma mochila cheia de livros e cadernos nas costas, parece pouco pesado, pois o garoto mal consegue se equilibrar, a matriarca o buscava todas as tardes. Tomaz avança na dianteira do garoto, o fazendo parar.  

- Não faça isso comigo. – O investigador tenta se redimir. 
- Tomaz... 
- Você é praticamente um filho para mim. 
- Você que destruiu tudo, enganando a mamãe assim, pensou que ninguém iria saber? 

Um carro prata estaciona próximo do meio-fio, trata-se da mãe de um dos amiguinhos de Kevin, o garotinho abre a porta traseira e entra rapidamente, sem olhar para trás, para pelo menos se despedir daquele que seria um dia o seu “futuro patriarca”. Isto era esperado, mas Tomaz não sabia que doeria daquela maneira, o varão mantém-se parado enquanto os segundos se sucedem devagar, mas não pode se jogar na tempestade, ainda deve existir um ponto de equilíbrio para todo marasmo. O seu sangue estava se misturando com o álcool ao retornar para o seu palacete, lembrou-se de um objeto que Alice havia guardado em uma das gavetas do seu guarda-roupa, as chaves da garagem e da porta principal da casa dela. No jogo do perdão a humilhação é o único limite, precisa seguir adiante e partir da próxima etapa e última. A noite estava fria e calma, assim como o barulho das ondas. As chaves ainda eram as mesmas, certamente até hoje. Tudo permanece no devido lugar menos as imagens do investigador que havia sumido das fotos em todos os cômodos.

A delegada leva um tremendo susto quando saia do banheiro, com uma toalha enrolada em volta do corpo, se não tivesse reconhecido aquela face, certamente teria pegado uma arma e disparado naquele homem. É essa a sua vontade, mas falta a coragem. 

- Posso muito bem ligar para a polícia. 
- Desculpas ter entrando desta maneira, mas você havia esquecido aquela chave na minha gaveta. 
- E você acha que ainda tem o direito de invadir o meu lar? 
- Viveríamos um sonho. 
- Se não fosse por uma humilhação pública, não é mesmo? Não se esconda Tomaz, toma vergonha e assume os seus erros, se deseja ser feliz, case-se com a Claudia e não comigo, ela é a mulher da sua vida, não eu, não adiante se ajoelhar e implorar por perdão, se veio por isso, deu uma viagem perdida, agora se retire do meu quarto, da minha casa e principalmente do meu destino. 
- Isso é um adeus? 
- Com certeza não é um até breve. 

Tomaz precisa aceitar o sofrimento e romper os laços com o passado, mas precisa passar por todas as etapas, como sofrer em silêncio, chorar sozinho, seguindo pelas reflexões para que posteriormente consiga um recomeço. Seu telefone vibra algumas vezes no bolso, trata-se de uma mensagem de um amigo médico do hospital localizado em Porto Seguro: “Hey, Tom, tenho uma péssima notícia, sua nova namorada, a Claudia, foi encontrada com ferimentos leves no corpo, jogada dentro de um buraco, vem aqui agora, ela precisa de você...”

 
     

 

     

Inspirada na música Perfume de Britney Spears

autor:
Luiz Gustavo

personagens:
Levi Monteiro
Pamela Monteiro

Barbara Novak
Tomaz Brayton

Tony Federline
Amália Monteiro

Jonathan Sampaio
Miguel Xavier
Alice Jones

Olga Novak
Neide Alencar
Marcos Ribeiro

Evelyn
Hugo Rafael
Fagner Lima

Valentim

participações especiais:
Jake Fremont
Tyler
Claúdia Alencar

as crianças:
David Novak
Kevin Jones
Douglas

trilha sonora:
Summertime Sadness - Lana Del Rey (abertura)

colaboração:
Thiago Machado
Márcio Gabriel

agradecimentos:
Juliana Cordeiro
Victor Marçal
William Araújo
Rodrigo Ferreira

produção
Bruno Olsen
Cristin Ravela

Esta é uma obra de ficção virtual sem fins lucrativos. Qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.


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