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Relações Perigosas - Capítulo 13

Novela de Felipe Porto
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VALE A PENA LER DE NOVO: RELAÇÕES PERIGOSAS
 
     
 
 
     
  NO CAPÍTULO ANTERIOR DE "RELAÇÕES PERIGOSAS":

Bianca
 — Eu omiti uma informação em uma época que você não tinha idade nem maturidade pra compreender o que tava acontecendo. Seu pai foi sim assassinado, mas como eu ia explicar pra você quando isso aconteceu? Se coloca no meu lugar./

Milena — Se coloca no meu lugar você! Há muito tempo que eu não sou mais criança. Você deveria ter me falado sobre isso!/


...

Bianca
 — Envolver o nome da exportadora em um caso de homicídio seria o nosso fim. E nessa mesma época a Ana Carolina Mascarenhas tinha acabado de quebrar o contrato conosco. A gente não poderia arriscar.

Milena — Vocês deixaram a morte do meu pai em pune pra salvar a empresa?

Rogério — (Pondera) Calma, Milena. Eles devem ter alguma explicação pra isso.

Milena — Eu até poderia esperar uma atitude dessas da minha mãe... Mas de você vô? Você apoiou essa loucura?

Giancarlo — As coisas não são tão simples, meu bem. Na época eu apoiei sim, mas hoje eu não faria isso.

Bianca — Mas agora é tarde demais. Não adianta ficar se remoendo pelo que já passou. Esquece essa história, Milena. Ela só vai trazer mais sofrimento pra todos nós.


...
 

Bianca sobe as escadas.

Rogério — Seu Giancarlo. Que história é essa que o Coimbra foi assassinado? Ele não tinha caído por acidente de uma janela.

Giancarlo — Foi empurrado por alguém que tentou assaltar a exportadora. Uma longa história.

...

Milena — (Se aproxima) Provavelmente alguém subornou o juiz pra que o caso do assassinato dele fosse arquivado. A minha mãe disse que foi pra evitar um escândalo, mas eu tenho minhas dúvidas que seja só isso.

Luísa — (Olha para Milena) E por que você acha que eu sei de alguma coisa?

Milena — Por que vocês eram amigos. Eram próximos.

Luísa — (Ríspida) Mas eu não sei de nada. Vocês perderam tempo vindo aqui.


...

Luísa
 — Eu só vou dar um conselho pros dois: Esqueçam essa história, vocês tão entrando num caminho obscuro demais.

Milena — Então a senhora sabe o que aconteceu?

Luísa — Esqueçam isso... Ou então vocês é que vão acabar caindo de uma janela.

Marcelo e Milena se olham surpresos.

Milena — O que a senhora quer dizer com isso?

Luísa — Que vocês fazem perguntas demais. (Pausa) A sugestão foi dada, agora cabe a vocês aceitar ou não.


...
 

Bianca — Eu não sei o que a gente deve fazer, Gregório. Isso tudo me pegou muito de surpresa. A gente precisa pensar pra não agir de forma errada.

Gregório — Eu fico de olho no Marcelo e você fica de olho na sua filha. Qualquer coisa...

Bianca — Qualquer coisa a gente age.

...

Bernardo — Tentaram me matar.

Leandro — Isso é óbvio. O assaltante tentou te matar.

Bernardo — Não! A Heloísa!

Leandro — (Não entende) A Helô? (Tom) Cara, tá tudo bem com você? (Brinca) Já sei! Te deram morfina pra aliviar a dor, né? Dizem que esse negócio deixa a gente meio doidão.

Bernardo  — Eu não to louco, Leandro! To falando sério! A Heloísa não tá morta! Ela tá viva e fazendo todo mundo acreditar que ela é a Clara!

Em Leandro surpreso.

 
     
 
     
     
     

CAPÍTULO 13
 
     
 

CENA 01. hospital. quarto. Interior. Noite.

Continuação da última cena do capítulo anterior.

Leandro não acredita no que acaba de escutar.

Leandro — Cê tá brincando comigo, né?

Bernardo — Olha pra minha cara de que tá brincado!

Leandro — Explica isso direito.

Bernardo — Quem desapareceu naquele acidente do iate foi a Clara e não a Helô.

Leandro — (Ri) Tá louco, cara? Por que a Helô faria um troço desses?

Bernardo — Porque ela ta apaixonada pelo Marcelo, porque ela é louca, sei lá... Logo depois que passou aquela confusão toda, eu me dei conta que quem tava lá era a Heloísa e não a Clara. Aí ela passou a me ajudar, se é que você me entende.

Leandro — Entendo... Aí você acha que ela se cansou e resolveu te matar. Não é um pouco de exagero não?

Bernardo — Leandro! Eu vi ela conversando com o mesmo pivetinho que me deu a facada. (Tom) Achei que ela devia tá comprando alguma droga, sabe como é. Mas não! Ela tava pagando ele pra me matar.

Leandro — É muita informação de uma vez só... Mas por que você resolveu contar isso pra mim agora?

Bernardo — Porque se ela tentou me matar, como eu acho que tentou. Ela vai tentar de novo e eu preciso que alguém fique do meu lado.

Leandro — Ela é sua irmã...

Bernardo — Ela nega, mas eu ainda tenho minhas dúvidas se não foi ela que matou a Clara.

Leandro — Você acha que ela seria capaz disso?

Bernardo — Eu tinha dado o benefício da dúvida pra ela, mas agora... Não sei. (Tom) Eu só te peço que, por enquanto, não fale nada do que você sabe pra ela.

Leandro — Como você quiser.

Bernardo — O que ela me fez vai ter volta.

No ar de mistério de Bernardo.

CENA 02. casa de gregório. quarto de gregório e tarsila. Interior. Noite.

Gregório recostado na cama mexendo no celular. Tarsila circulando pelo quarto.

Tarsila — Aquela família tinha que se benzer, você não acha Gregório?

Gregório — (Olha pra ela) Do que você tá falando?

Tarsila — Da facada que o Bernardo levou. Em pouco tempo já teve uma morte, uma internação e uma tentativa de assassinato naquela família.

Gregório — Que assassinato, Tarsila?! Aquilo foi só um assalto. Quem é que ia querer matar o Bernardo?

Tarsila — Sei lá, mas que eles tão precisado fazer um trabalho pra descarregar aquela família, isso eles tão.

Gregório — To pouco me lixando pra obsessão na família dos outros. A minha tem um obsessor bem vivo e prestes a destruir a minha vida.

Tarsila — Tá falando do nosso sobrinho?

Gregório — To falando da alma penada do nosso sobrinho sim. Voltou dos mortos pra atormentar.

Tarsila — E o que tá te incomodando dessa vez?

Gregório — Além do fato dele tá vivo?

Tarsila — (Repreende) Credo, Gregório!

Gregório — Não vai demorar e ele vai tá lá na Barão querendo participar dos negócios.

Tarsila — Mas é do direito dele.

Gregório — Infelizmente, Tarsila. Ele tem grande parte das ações e um grande poder na hora de tomar as decisões da empresa. Mas o pior de tudo é que eu não consigo imaginar o que ele vai fazer com tanto poder.

Tarsila — Ele vai ficar do seu lado. Você é tio dele.

Gregório — Mas tem aquela praga do Otávio, que aposto, tá fazendo a minha caveira pro Marcelo. (Pausa) Se ele não ficar do meu lado, a coisa vai ficar feia.

Tarsila — A menos que você consiga ter a maioria das ações da Barão.

Gregório — Isso é impossível, Tarsila. Eu e ele temos os mesmos 50%.

Tarsila — Você sempre foi tão safo. Pode muito bem dar um jeito de virar esse jogo.

Tarsila entra no banheiro da suíte e deixa Gregório pensando no que ela disse.

CENA 03. hospital. quarto. Interior. Noite.

Bernardo no leito. Leandro ao seu lado. Tempo e entram Heloísa e Marcelo. Heloísa abraça Bernardo.

Heloísa — (Finge) Que susto você nos deu, Bernardo.

Marcelo — Tá tudo bem com você?

Bernardo — Tá sim. O maloqueiro filho da puta que tentou me matar não tinha boa pontaria. A facada não atingiu nenhum órgão vital.

Heloísa — Fico feliz em saber que você tá bem, maninho.

Bernardo — (Levemente irônico) Tenho certeza disso.

Leandro — Marcelo, vamos ali tomar um café. Deixar os dois conversando.

Marcelo concorda e sai com Leandro. Bernardo fica encarando Heloísa.

Bernardo — (Sério) Acho que ia conseguir se livrar de mim, né sua cretina?

Heloísa — (Surpresa) Isso é jeito de falar comigo? Eu sou sua irmã!

Bernardo — Você é uma ordinária que tentou me mata!

Heloísa — Não sei de onde você tirou isso.

Bernardo — Cala a boca, Heloísa! (Põe a mão no ferimento) Ai... (Tom) Eu vi você falando com o pivete que me deu a facada. Você dando dinheiro pra ele!

Heloísa — Eu.../

Bernardo — Você tava com medo que eu contasse alguma coisa pro Marcelo e acabasse com esse seu plano doido.

Heloísa — Bernardo, me escuta.

Bernardo — Eu não vou escutar nada, Heloísa. E não pense que me matando você vai conseguir guardar de vez esse segredo. Tem mais gente que pode te desmascarar.

Heloísa — Não vem com ameaça pra cima de mim. Quem pode? A mãe? Ela tá bem trancada naquela clínica. E o pai há anos que não aparece por aqui. Então, Bernardo, não vem querer botar banca pra cima de mim.

Bernardo — Você tentou me matar como matou a Clara?

Heloísa — Eu não matei ela! Quantas vezes eu vou ter que dizer isso?

Bernardo — A mesma quantidade de vezes que você vai depositar uma bela quantia na minha conta: Inúmeras.

Heloísa — Você quer mesmo continuar com isso?

Bernardo — Quero. Esse assalto me deixou traumatizado.

Heloísa — Eu não sou psiquiatra.

Bernardo — Mas dinheiro também resolve o meu problema.

Heloísa — Tá bom. Se é assim que você quer...

Bernardo — Você não vai consegui se livrar de mim, Helo.

Marcelo entra no quarto. Heloísa se assusta.

Heloísa — Que susto você me deu, Marcelo.

Marcelo — Por quê? Aconteceu alguma coisa?

Bernardo — Não aconteceu nada, cunhadinho... To com um pouco de dor...

Marcelo — Como é que você vai se recuperar morando sozinho?

Bernardo — Ah, eu dou um jeito! Me viro muito bem sozinho.

Marcelo — Nada disso. (Para Heloísa) Clara, a gente não pode deixar o seu irmão sozinho depois de tudo o que aconteceu com ele. Ele precisa de cuidados.

Bernardo — Relaxa, Marcelo. Eu não sou criança, consigo me virar.

Heloísa — O Marcelo tá certo. A gente vai contratar uma enfermeira pra cuidar da sua recuperação. (Pra Marcelo) Né amor?

Marcelo — Não. Vamos fazer melhor: Você vai passar uma temporada morando lá em casa.

Na surpresa de Heloísa.

CENA 04. hospital. sala de espera. Interior. Noite.

Leandro circulando pelo local. Fala sozinho.

Leandro — Quer dizer que a Heloísa tava se passando pela irmã esse tempo todo? Enganou todo mundo, até se casou com o Marcelo no lugar da outra... (Ri) Safada!

O celular de Leandro toca e ele atende.

Leandro — (Cel) Oi, amor... Pois é, to no hospital sim... Tá tudo bem, foi mais o susto. A facada não pegou nenhum órgão. (Brinca) O assaltante era ruim de mira... Tá bom, eu te mando notícias. (E desliga).

CENA 05. hospital. quarto. Interior. Noite.

Continuação da cena 03. Bernardo sorri para Heloísa, que ainda está surpresa com o que Marcelo falou.

Heloísa — Morar com a gente?

Marcelo — Você não vai querer que o seu irmão fique sozinho no estado que ele está, né?

Bernardo — É, Clara. Acho que o Marcelo tá certo...

Marcelo — Além do mais é só por um tempo. Depois que se recuperar, ele pode ir embora. (Pra Bernardo) Você sabe quando recebe alta?

Bernardo — Espero que logo. (Com dor) Ainda tá doendo um pouco, mas eu não aguento mais ficar nessa cama... Detesto o cheiro de hospital.

Marcelo — Você não vai precisar ficar aqui por muito tempo... Eu acho... Vou procurar algum médico.

Marcelo vai saindo.

Heloísa — (Se adianta) Eu vou junto.

E ela sai junto com Marcelo.

CENA 06. hospital. sala de espera. Interior. Noite.

Leandro vê Heloísa e Marcelo se aproximando e se levanta.

Marcelo — (Pra Leandro) Você sabe qual foi o médico que atendeu o Bernardo.

Leandro — Não faço ideia.

Marcelo — Vou tentar descobrir.

Marcelo sai para um outro setor do hospital. Leandro fica encarando Heloísa.

Leandro — (Off) Será que ela é mesmo a Helô? É muita cara de pau mesmo ficar enganando todo mundo... O Bernardo tava achando que a morte da Clara foi um acidente, mas eu duvido... A Helô é bem capaz de matar, mesmo... Isso, se essa história dela não for a Clara for verdade mesmo.

Heloísa — (Superior) Quê que tá me olhando? Perdeu alguma coisa aqui?

Leandro — Nada. Tava pensando umas coisas aqui.

Heloísa revira os olhos e se afasta de Leandro.

Leandro — (Baixo) É a Heloísa sim! A Clara nunca ia ter uma reação dessas... Por mais que ela tente disfarçar, o espírito arrogante dela sempre vai falar mais alto.

Leandro dá um sorriso sádico.

Música: Chasing Pirates – Norah Jones.

CENA 07. rio de janeiro. ambiente. Exterior. Noite/dia.

Stock-shot da cidade do Rio de Janeiro, indicando a passagem de alguns dias. O último take é o da frente da casa de Giancarlo, de dia.

CENA 08. casa de giancarlo. sala. Interior. Dia.

Bianca coordenando os empregados, que estão ajeitando a sala para a festa de noivado. Empregados circulam, carregando objetos, arrumando e decorando o local. Dentre os empregados estão Divinéia e Cleusa.

Música: Chasing Pirates – Norah Jones. [Fade out].

Bianca — Agilidade! Vocês todos parecem umas lesmas! Eu não to pagando uma fortuna pra vocês pra essa festa ficar igual a cara de vocês.

Cleusa — (Sussurra para Divinéia) Não sei que fortuna é essa que ela tá falando...

Bianca — Cleusa, em vez de ficar de conversinha, presta atenção no seu trabalho.

Cleusa — Mas meu trabalho não é organizar eventos, dona Bianca.

Bianca — Você quer ser demitida, sua incompetente?

Cleusa — Não senhora! Deus me livre!

Bianca — Então hoje essa vai ser uma das suas funções.

Bianca vai até um homem que está com um arranjo de flores.

Bianca — Não! Essas flores não! Troca! Será que vocês não conseguem fazer nada direito?

Bianca sai para a rua com o homem das flores.

Cleusa — (Para Divinéia) Ô mulherzinha nojenta.

Divinéia — Não compra briga com a dona Bianca. Você sabe como ela é.

Cleusa — Sei sim, Divinéia. (Pausa) Tomara que essa cobra morra engasgada com um dos canapés da festa.

CENA 09. casa de gregório. quarto de gregório e tarsila. Interior. Dia.

Tarsila e Gregório. Tarsila tirando os brincos.

Gregório — Pra que horas ficou marcada a festa?

Tarsila — Oito horas. (Tom) Só de pensar que eu vou ter que ficar no mesmo ambiente que a Bianca, já me desanima.

Gregório — Não começa, Tarsila. É o noivado do nosso filho. Você sabe o quanto isso é importante pra gente. Nem o lucro da nossa parte da Barão tá conseguindo cobrir o nosso rombo financeiro.

Tarsila — Da nossa família só restou essa casa e o nome. (Ri) Quem diria que aquela vadia da Bianca ia ser a nossa esperança. (Tom) Vou até tomar um Plasil ante da festa pra não ter enjoo quando olhar pra cara dela.

Gregório — Eu já te pedi...

Tarsila — Você vai adorar ver o seu casinho, né? Safado.

Gregório — Pelo amor de Deus, Tarsila! Isso aconteceu há muitos anos. Vai ficar jogando na minha cara isso pra sempre?

Tarsila — Não sei porque eu te perdoei.

Gregório — Me perdoou porque me ama.

Gregório puxa Tarsila e a beija.

Tarsila — (Se afasta) Para, Gregório.

Gregório — Você sempre fica assim quando o assunto é ela.

Tarsila — Sim. E sempre vai ser essa a minha reação... Sorte do Leandro que a Milena é muito diferente da piranha da mãe.

Gregório — Vai tomar o teu banho, vai.

Tarsila — (Indo) Vou sim. (Pára e olha Gregório) Se eu descobrir que você alguma vez voltou a se encontrar com a Bianca: eu te mato.

Gregório — (Mente) Eu nunca mais me encontrei com ela, meu amor.

Tarsila entra no banheiro da suíte. Ficamos em Gregório, pensativo.

CENA 10. casa de ana carolina. quarto de marcelo. Interior. Dia.

Marcelo diante do espelho, se arrumando para a festa, colocando uma gravata. Heloísa entra no quarto.

Heloísa — Marcelo, você/

Heloísa percebe que Marcelo está se arrumando.

Marcelo — Eu o que?

Heloísa não fala nada, apenas fica observando Marcelo.

Marcelo — Que foi? Tá me olhando assim por quê? Até parece que nunca me viu?

Heloísa — (Ri) Em trajes de gala, eu nunca te vi mesmo. (Puxa Marcelo) Vem cá. Você tá muito gostoso vestido assim, sabia?

Marcelo — (Ri) É? Eu to me sentindo muito estranho com essa roupa de pinguim.

Heloísa — (Dando beijos) Então começa a se acostumar, porque quando você passar a frequentar a Barão vai assim que você vai se vestir.

Marcelo — Isso você tem razão...

Heloísa — (Lembra) Ah! Eu ia te perguntar uma coisa, mas aí te vi todo gato e acabei esquecendo: Você viu o Bernardo? Perguntei pra toda criadagem e ninguém sabe.

Marcelo — Eu vi ele saindo de manhã, depois não vi mais.

Heloísa — (Desconfiada) Que estranho.

CENA 11. casa de giancarlo. quarto de milena. Interior. Dia.

Milena se maquiando, já está com o vestido de festa. Tempo e Yasmin entra.

Yasmin — A mãe tá enlouquecida lá em baixo com os preparativos da festa.

Milena — (Sorri) Ela tá sempre enlouquecida.

Yasmin — E você tá ficando linda. (Tom) Tá feliz, não tá?

Milena — (Sorri) Mais do que nunca.

Yasmin — E eu fico feliz por você. (Pausa) Vou lá pro meu quarto me arrumar também.

Milena — Isso, vai.

Yasmin sai do quarto.

CENA 12. rio de janeiro. ambiente. Exterior. Noite.

Música: Another sad love song – Toni Braxton.

Stock-short da cidade do Rio de Janeiro.

Música: [Fade out].

CENA 13. casa de ana carolina. sala. Interior. Noite.

Marcelo e Heloísa com roupa de festa, prontos para sair.

Marcelo — Nada do Bernardo?

Heloísa — Me mandou uma mensagem agora há pouco. Disse que vai chegar na festa mais tarde.

Marcelo — Sabe onde ele foi?

Heloísa — Não faço ideia. Vamos?

Marcelo e Heloísa saem para a rua.

CENA 14. casa de giancarlo. corredor segundo andar. Interior. Noite.

Milena já arrumada, caminha pelo corredor em direção às escadas. Rogério vem no sentido oposto.

Rogério — Você tá aí, Milena? Os convidados já tão chegando.

Milena — Eu sei. Acabei me atrasando um pouco. O Leandro já chegou?

Rogério — Ainda não. Daqui a pouco deve tá aí.

Milena — Ótimo... Vamos descer?

Rogério concorda e os dois vão caminhando em direção à escada, até que Milena para. Rogério faz o mesmo.

Milena — Rogério...

Rogério — Fala.

Milena — Você trabalhava na exportadora quando o meu pai morreu?

Rogério — Trabalhava... Mas por que esse assunto agora?

Milena — É que a Luísa falou uma coisa pra mim e pro Marcelo, que me deixou um pouco intrigada.

Rogério — Que Luísa?

Milena — A mãe do Bernardo. (Tom) Vem comigo.

Milena leva Rogério para o seu quarto.

CENA 15. casa de giancarlo. quarto de milena. Interior. Noite.

Milena e Rogério. Conversa já iniciada.

Rogério — (Intrigado) Ela falou isso?

Milena — (Repete) Esqueçam isso, ou são vocês que vão acabar caindo de uma janela... (Suspira) Sinceramente eu não sei o que ela quis dizer com isso.

Rogério — Talvez que seu pai tenha morrido nas mãos de alguém conhecido.

Milena — Conhecido meu?

Rogério — Ou conhecido dele. Eu sempre acreditei na história que saiu na imprensa, Milena. Que o Coimbra tinha caído daquela janela por acidente.

Milena — Mas não foi! Alguém empurrou ele! Tem um processo arquivado na justiça! (Pausa) Eu não entendo porque a mãe escondeu isso durante tanto tempo.

Rogério — Acho que seria ironia da minha parte dizer que foi pra te proteger.

Milena — É claro que não foi, Rogério. (Tom) Sabe aquela história de: o teu passado te condena?... A Bianca esconde alguma coisa, pode apostar.

Em Milena intrigada.

CENA 16. casa de giancarlo. sala. Interior. Noite.

Música ambiente. Casa arrumada para a festa. Bianca, Giancarlo, Yasmin e alguns empregados por ali. Gregório, Tarsila, Leandro e Karina entram da rua. Bianca vai recebê-los.

Leandro — (Pra Bianca) Oi Bianca. Tudo bem? Cadê a Milena?

Bianca — Já tá descendo. Sabe como é mulher: demora pra se arrumar.

Leandro — Sei bem como é.

Bianca — Fique a vontade. A festa também é sua.

Leandro se afasta de todos.

Gregório — (Pra Bianca) A decoração tá muito bonita.

Bianca — Obrigada, Gregório.

Gregório percebe o clima tenso entre Bianca e Tarsila.

Gregório — Vou ali pegar um drink porque hoje a noite promete.

Gregório se afasta. Bianca sorri para Tarsila.

Bianca — E você Tarsila? Quase nunca aparece. É bom te ver.

Bianca e Tarsila trocam beijos no rosto.

Tarsila — (Cochicha para Bianca) Pena que eu não posso dizer o mesmo... Piranha.

Bianca não se abala e sorri novamente.

Tarsila — A festa tá luxuosa mesmo... Bonita.

Bianca — Obrigada. Eu fiquei muito honrada do Leandro e da Milena terem escolhido a nossa casa pra fazer a festa.

Karina — Até porque falidos do jeito que a nossa família tá, a gente não ia ter grana pra bancar uma fes/

Tarsila tampa a boca de Karina.

Tarsila — (Baixo) Se não quiser ficar de castigo pelos próximos vinte anos, é melhor você calar a boca.

Tarsila enxota Karina, que vai até Yasmin.

Tarsila — (Pra Bianca/Cínica) Se a digníssima dama me permitir, eu vou ficar com o meu marido. Apesar disso ser um noivado, tem algumas mulheres que gostam de homens casados por aqui.

Bianca — (Cínica) A casa é sua, querida.

Tarsila vai até Gregório, que toma um drink. Bianca discretamente observa os dois.

Milena desce as escadas e vai até Leandro.

Milena — (O beija) Meu amor.

Leandro — (Sorri) Você tá linda.

Milena — Olha lá o seu primo chegando. Vamos lá.

Milena e Leandro vão até Marcelo e Heloísa.

Marcelo — Parabéns, primo.

Leandro — Obrigado, Marcelo.

Marcelo — Já marcaram a data do casamento?

Leandro — A gente ainda tá em dúvidas. E tem que ver quando tem data disponível na igreja.

Marcelo — Mas não é só falar com o padre?

Heloísa — Amor, é que aqui as coisas não são tão simples como na sua cidadezinha.

Milena — A Clara tem razão. Tem igrejas que a fila é de espera é bem grandinha.

Novos convidados vão chegando.

Milena — Licença. Tem gente chegando.

Heloísa — Vai lá...

Milena e Leandro vão receber os novos convidados.

Heloísa — To achando estranho esse sumiço do Bernardo. Será que ele não vai aparecer na festa de noivado do melhor amigo?

Marcelo — Esquece o seu irmão. Ele deve tá chegando daqui a pouco.

Rogério, ao lado de Bianca, percebe que ela está olhando para Tarsila.

Rogério — Por que você olha tanto pra Tarsila.

Bianca — Nada. Achei o vestido dela muito bonito... Invejinha do bem.

Rogério — Sei...

Em Bianca olhando para Tarsila. Música ambiente off.

CENA 17. taxi. ambiente. Interior. Noite.

Bernardo no banco de trás de um táxi em movimento. Ele fala ao celular.

Bernardo — (Cel) E aí, Leandro. Já to chegando na festa... Sim, já ta tudo no esquema... (Ri) Vai ter sim.

Em Bernardo.

CENA 18. casa de giancarlo. sala. Interior. Noite.

Música ambiente. Mais pessoas estão na sala, além daquelas da cena 16. Rogério conversa com Marcelo.

Rogério — Eu tava conversando com a Milena sobre a visita de vocês pra mãe do Bernardo.

Marcelo — E a gente achando que isso ia servir pra deixar as coisas um pouco mais claras... Só serviu pra deixar tudo mais confuso.

Rogério — Já tentou falar com o seu tio?

Marcelo — Ele também diz não saber de nada. Sem a Luísa e sem o meu tio pra me darem uma luz, eu sinceramente não sei que caminho seguir, Rogério.

Rogério — As únicas pessoas que poderiam explicar pra você os motivos que fizerem seu pai sumir como você, era ele e a sua mãe. Mas infelizmente eles estão mortos.

Bernardo entra da rua. Leandro vai até ele.

Bernardo — Demorei?

Leandro — Não. Daqui a pouco vai rolar o pedido formal.

Milena se aproxima dos dois.

Milena — (Pra Leandro) Amor, não quer fazer logo o pedido?

Leandro — (Pra Bernardo) Não disse? (Pra Milena) Vamos.

Bernardo — (Pra Milena) Parabéns, Milena.

Milena — (Sorri) Obrigada!

Música ambiente off. Leandro e Milena vão para o meio da sala.

Leandro — Gente, eu peço um pouco da atenção de vocês.

Todos os convidados vão parando de falar e se voltam para Milena e Leandro.

Leandro — Eu sei que é chato escutar gente discursando em festa, mas eu juro que vou ser bem breve. Bem breve. (Pra Milena) Milena, há quantos anos a gente se conhece? Muitos, né? Quando a gente começou a se conhecer melhor, eu não imaginava que a nossa história ia ir tão longe. Mas sabe por que ela foi? Porque você é uma mulher maravilhosa e tenho certeza que vai ser a única que vai me fazer feliz. (Pausa) Bom... Essa seria a hora que eu ajoelharia, mas você sabe que eu acho isso extremamente piegas. E isso também não vai diminuir o imenso amor que eu sinto por você. Enfim...

Leandro tira do bolso uma caixinha e a abre, mostrando o anel de noivado.

Leandro — Milena, você quer casar comigo?

Milena — (Sorri/ Emocionada) É claro que sim!

Leandro coloca o anel no dedo de Milena e os dois se beijam apaixonadamente. Todos os convidados em seus grupinhos aplaudem os noivos: Marcelo e Rogério, Giancarlo, Bernardo e Bianca, Tarsila e Gregório, Yasmin e Karina, e Heloísa sozinha.

Milena — Eu queria aproveitar que tá todo mundo prestando atenção e queria falar algumas coisas.

Leandro se afasta de Milena e vai discretamente para perto de Heloísa.

Milena — Como muitos daqui sabem, eu perdi o meu pai muito cedo e uma pessoa que tá aqui fez muito bem o papel dele. Meu vô Giancarlo. (Chama Giancarlo) Vô, vem cá.

Giancarlo se aproxima de Milena.

Giancarlo — (Não entende) O que você tá fazendo, Milena?

Milena — Você sabe o quanto você é especial pra mim, não sabe?

Giancarlo — É claro, que sei querida. Você também é muito especial pra mim.

Milena — Na falta de um pai pra me levar no altar, eu quero que você faça isso.

Giancarlo — Você quer que eu te leve até o altar?

Milena — Você aceita?

Giancarlo — (Sorri/Emocionado) Aceito... Você não sabe como eu fico feliz em receber esse convite.

Milena — Pode ter certeza que só você poderia fazer isso.

Milena e Giancarlo se abraçam, muito emocionados. Todos os convidados aplaudem. Leandro se aproxima mais de Heloísa.

Leandro — Que cena emocionante, você não acha?

Heloísa — (Olha para Leandro) Muito.

Heloísa volta a olhar para Milena e Giancarlo se abraçando, não dando bola para Leandro.

Leandro — Agora eu fiquei com uma curiosidade... Você ficou emocionada assim quando viu a Clara morrer afogada?

Música: Instrumental suspense

Heloísa se surpreende com o que Leandro diz e o encara. Leandro dá um sorriso sínico. Heloísa com os olhos arregalados, rapidamente desvia o olhar para Milena e Giancarlo. Leandro faz o mesmo.

Leandro — Pode ficar tranquila que por enquanto o seu segredo tá bem guardado comigo... Mas vai se preparando, porque uma coisa eu garanto: pra você as surpresas dessa noite tão só começando.

Na Tensão de Heloísa. Heloísa segue em choque com o que acabou de escutar de Leandro. Tempo até que por fim responde.

Heloísa — (Baixo) Eu não sei do que você tá falando.

Leandro — (Sorri) Claro que não sabe... Eu também não sei de nada... Igualzinho os políticos lá de Brasília... Aproveita a festa.

Leandro vai se afastar, mas Heloísa o segura pelo braço.

Heloísa — (Baixo) Espera. O que você quis dizer com: as surpresas dessa noite tão só começando?

Leandro — A paciência é uma virtude... Clarinha.

Leandro vai caminhando em direção a Milena e Giancarlo, que não estão mais se abraçando. Heloísa fica ali, nervosa. Marcelo se aproxima dela.

Marcelo — Tá tudo bem, meu amor.

Heloísa — Vai lá pegar uma bebida pra gente. Minha taça tá vazia.

Marcelo pega a taça de Heloísa e se afasta em busca de um garçom. Heloísa vai até Bernardo.

Heloísa — (Furiosa/Baixo) Qual é a tua?! Por que você contou tudo pro Leandro, seu imbecil?!

Bernardo — (Baixo) Ninguém mandou você tentar me matar. Agora aguenta as consequências, maninha.

Bernardo se afasta de Heloísa.

Heloísa - Eu mesma devia ter te dado aquela facada nele.

Leandro ao lado de Milena, discretamente observa Heloísa e esboça um sorriso. Milena percebe o sorriso.

Milena — E esse risinho aí?

Leandro — Felicidade de tá do seu lado, gatinha.

Milena sorri e Leandro a beija.

Cortes descontínuos: Todos os convidados parabenizam Leandro e Milena. Os últimos a cumprimentarem são Marcelo e Heloísa. Marcelo felicita Milena. Tensa, Heloísa troca olhares com Leandro, que sorri irônico.

CENA 19. ap de otávio. sala. Interior. Noite.

Giovanna mexe no tablet, Otávio ao seu lado.

Otávio — Agora deve ta acontecendo a festa de noivado do filho do Gregório.

Giovanna — Que Gregório? O tio do Marcelo?

Otávio — Ele mesmo.

Giovanna — E como você sabe? Vocês nunca se deram.

Otávio — O Marcelo comentou comigo uma vez que eu fui conversar com ele.

Giovanna — (Tom) Vai ter uma exposição do Portinari amanhã, vamos?

Otávio — Exposição? Eu tenho mais o que fazer, to cheio de trabalho lá no escritório.

Giovanna — Finalzinho da tarde, vamos.

Otávio — Não insiste, Giovanna. Você sabe que eu detesto esse tipo de programa. Chama alguma colega sua da loja.

Em Giovanna contrariada.

CENA 20. casa de giancarlo. sala. Interior. Noite.

O número de convidados já diminuiu. Marcelo se despede de Milena. Heloísa mais afastada, perto da porta.

Marcelo — Mais uma vez parabéns. Espero que vocês sejam muito felizes.

Milena — (Sorri) A gente vai ser sim. Obrigada por ter vindo. Você e a Clara.

Leandro conversa com Bernardo.

Leandro — Vai ser hoje?

Bernardo — Não, mas amanhã de manhã a minha irmãzinha vai ter uma grande surpresa.

Leandro — (Ri) Eu queria tanto ver a cara dela.

Marcelo se aproxima.

Marcelo — Leandro, a gente já ta indo.

Leandro — Vai lá. Valeu por ter vindo. Quando quiser pode aparecer.

Marcelo — (Pra Bernardo) Vai com a gente?

Bernardo — Sim. (Aperta a mão de Leandro) Parabéns brother.

Marcelo, Heloísa e Bernardo saem para a rua. Em Leandro com um sorriso irônico.

Corta para Tarsila e Karina.

Tarsila — Você viu o seu pai por aí?

Karina — Não.

Tarsila — Então vai procurar ele.

Karina se afasta de Tarsila e vai procurar Gregório.

CENA 21. casa de giancarlo. corredor segundo andar. Interior. noite.

Bianca caminha sozinha com uma taça de champanhe na mão. Tempo e Gregório surge diante dela.

Bianca — O que você tá fazendo aqui?

Gregório — Eu vi que você subiu e aí não resisti.

Bianca — Não resistiu à que?

Gregório — A ter a chance de ficar sozinho com você.

Música: Chasing Pirates – Norah Jones.

Gregório tira a taça das mãos de Bianca e coloca em cima de alguma mesinha. Gregório acaricia o rosto de Bianca.

Bianca — Para com isso, Gregório.

Gregório — Você não quer?

Gregório beija o pescoço de Bianca. Ela se arrepia.

Bianca — O que eu não quero é confusão. A casa tá cheia de gente.

Gregório — E daí? Ta todo mundo distraído lá em baixo. Nós dois queremos a mesma coisa... Ou não?

Bianca se rende ao beijo de Gregório. Música off.

CENA 22. casa de giancarlo. sala. Interior. Noite.

Alguns convidados já estão indo embora. Gregório se aproxima de Tarsila.

Tarsila — Onde você estava?

Gregório — Banheiro. Posso?

Tarsila — Vamos embora? A festa já ta acabando mesmo.

Gregório — Vamos.

Tarsila — E a dona da casa cadê?

Gregório — Não sei. Faz tempo que eu não vejo a Bianca. Vamos nos despedir do Leandro e da Milena.

CENA 23. rio de janeiro. ambiente. Exterior. Dia.

Música: Chasing Pirates – Norah Jones.

Stock-shot do Rio de Janeiro ao amanhecer. O último take é da frente da casa de Gregório. Música off.

CENA 24. casa de gregório. sala de jantar. Interior. Dia.

Mesa do café posta. Tarsila e Karina tomando o café. Tempo e Gregório aparece sorridente e beija Tarsila.

Gregório — (Feliz) Bom dia! Bom dia!

Tarsila — Qual é o motivo dessa felicidade toda?

Gregório — (Senta) Por você, Tarsila.

Tarsila — (Não entende) Por mim?

Gregório — Por você ter sido um amor na festa de noivado do Leandro e não ter ficado de implicância com a Bianca.

Tarsila — Ah por favor, Gregório! Com tantos anos de casado, você deveria saber que eu sei muito bem manter a classe nesse tipo de evento. Por mais que a Bianca seja uma/

Gregório interrompe Tarsila com uma tosse forçada e olha para Karina. Tarsila entende e se cala.

Karina — (Se mete) Por que você iria implicar com a tia Bianca, mãe?

Tarsila — Seu pai tá brincando, Karina. Acordou piadista.

Leandro entra na sala de jantar.

Leandro — Bom dia família. (E senta).

Karina — Ué, você não ia dormir com a Milena?

Leandro — Eu não tenho que dar satisfações da minha vida pra você, pirralha.

Karina — Nossa! Quanto ódio nesse coração! Pensei que o noivado fosse te deixar mais doce.

Leandro — (Revira os olhos) Não tinha uma época que criança não sentava com os adultos à mesa? Que tinham o mesmo direito que os cachorros? Bem que ela poderia voltar, né?

Karina — Ah que comentário ridículo. (Vai se levantar) Vou pegar um incenso pra tirar essa vibração baixa que você trouxe.

Tarsila — (Impede) Você não vai a lugar algum. Termina logo o seu café que você já tá atrasada pra aula. (Pra Leandro) E você, Leandro. Não cai na pilha dela.

Gregório — Filho, daqui a pouco eu to indo pra Barão. Vê se não se atrasa.

Leandro — Por quê? Tem alguma reunião?

Gregório — Não, mas sabe quem vai aparecer lá? Seu priminho Marcelo.

Leandro — Ih ferrou!

Gregório — É, agora não tem mais jeito. Ele vai entrar de vez na empresa.

CENA 25. casa de ana carolina. sala de jantar. Interior. Dia.

Marcelo e Heloísa à mesa conversando, enquanto tomam café.

Heloísa — Você vai mesmo pra Barão do Alambique hoje?

Marcelo — Sim, já passou da hora de eu ficar sabendo como funcionam as coisas na empresa que era dos meus pais.

Bernardo entra sorridente.

Bernardo — Que bom que vocês já tão aqui. Eu tenho uma surpresa pra vocês.

Heloísa — (Reage) Surpresa?

Bernardo — (Para Heloísa) Tenho certeza que você vai adorar.

Bernardo sai da sala de jantar. Marcelo e Heloísa se olham, intrigados. Tempo e Bernardo volta com Luísa.

Heloísa — (Surpresa) Mãe?! O que você tá fazendo aqui?

Na tensão de Heloísa.

CENA 26. casa de giancarlo. sala. Interior. Dia.

Rogério vem descendo as escadas. Cleusa se aproxima.

Rogério — To atrasadíssimo. (Para Cleusa) Cleusa, você viu a minha pasta?

Cleusa — Não, senhor. Será que/

Rogério — (Corta/Vê a pasta) Tá ali.

Rogério pega a pasta que está em cima do sofá. Bianca vem descendo as escadas.

Bianca — O pai já foi pra exportadora?

Cleusa — Dr. Giancarlo tá no escritório. (Tom) Dona Bianca, tá tendo vazamento na cozinha, acho melhor chamar o bombeiro antes que/

Bianca — (Corta) Pode chamar o Aquamen se quiser. Só não me incomoda com problemas domésticos.

Cleusa — Sim senhora. Com licença.

Cleusa vai para a cozinha.

Rogério — Na festa eu senti um clima estranho entre você e a Tarsila. Aconteceu alguma coisa?

Bianca — Aconteceu o que? Tá doido? Não sei de que clima estranho você tá falando.

Giancarlo — (Vem do escritório) Até porque não tem motivo algum pra ter desavença entre vocês, não é Bianca? Vocês tão virando praticamente da mesma família.

Séria, Bianca encara Giancarlo.

CENA 27. casa de ana carolina. sala de jantar. Interior. Dia.

Continuação da cena 25. Heloísa e Marcelo olham para Luísa. Bernardo sorri. Heloísa se levanta rapidamente e vai até Luísa.

Heloísa — Mãezinha, que bom que você pode sair daquela clínica. Senta aqui.

Heloísa faz com que Luísa sente em uma cadeira, mal deixando ela olhar para o seu rosto. Luísa fica de costas para Heloísa.

Heloísa — Você deve tá com fome, né? Toma um café aí que eu já volto. O Marcelo vai te fazer companhia.

Heloísa puxa Bernardo pelo braço.

Heloísa — E você vem comigo.

Heloísa e Bernardo saem. Marcelo e Luísa se olham.

Marcelo — A senhora chegou quando?

Luísa — Ontem à noite. O Bernardo foi me buscar lá na clínica.

CENA 28. casa de giancarlo. sala. Interior. Dia.

Continuação da cena 24. Bianca, Rogério e Giancarlo.

Bianca — Claro que não tem motivos, pai. Eu até simpatizo com a Tarsila.

Giancarlo — Percebe-se. To indo pro escritório. Vejo vocês lá.

Giancarlo sai para a rua. Yasmin desce as escadas.

Yasmin — Pai, me dá uma carona pra escola?

Rogério — Dou sim. Tá pronta? To saindo agora.

Yasmin — Bora. (Tom) Por que vocês dois não vão no mesmo carro? Depois ficam reclamando que o transito da cidade tá um caos.

Bianca — Não gosto de ficar dependendo de ninguém, Yasmin.

Yasmin — A natureza ia agradecer.

Bianca — E desde quando você é preocupada com natureza?

Rogério — Depois vocês continuam o debate ambiental. Vamos, filha.

Rogério e Yasmin saem para a rua. Em Bianca.

CENA 29. casa de ana carolina. escritório. Interior. Dia.

Heloísa fecha a porta do escritório. Bernardo dá um sorriso debochado.

Heloísa — (Furiosa) Tá louco?! Primeiro você conta pro Leandro e agora tira a mãe da clínica? O que você tá querendo? Me ferrar?

Bernardo — Exatamente.

Heloísa — Olha aqui!/

Bernardo interrompe Heloísa ao agarrar o seu pescoço e prensá-la contra a parede.

Bernardo — Cala a boca, sua vadia. Cê acha que eu engoli aquela história de você ter tentado me matar?

Heloísa — (Pausado) Eu não mandei matar você.

Bernardo — Sim, e foi só coincidência eu ter visto você conversar com o pivete que me esfaqueou né?

Heloísa — (Sem ar) Você tá me sufocando.

 
     

 

     



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