Desígnios: Capítulo 34 - WebTV - Compartilhar leitura está em nosso DNA

O que Procura?

HOT 3!

Desígnios: Capítulo 34

Novela de Débora Costa
Compartilhe:



DESÍGNIOS - CAPÍTULO 34

 

Cena 1/Int./Mansão Monteiro Diniz/Escritório/Dia.

Dia do Casamento de Elisa e Álvaro.

Roberto, Clara, o juiz, Celso, Berta, Maya e Benício estão reunidos. Álvaro entra, está feliz.

Álvaro

(sorri irônico) A minha nova família... É bom ver vocês.

ROBERTO

(sério) Não estamos aqui por você e sim por Elisa.

BENÍCIO

Pois é... Não tive como negar ser o padrinho dela.

MAYA

(raiva) Nem eu.

BERTA

Você sabe que por amor a Elisa somos obrigados a te aturar.

CLARA

(séria) Como vê Álvaro... Você nunca fará parte dessa família.

CELSO

É... Dá pra ver o quanto você é amado Álvaro.

ÁLVARO

(sorri) Não estou nem aí... O importante é que vou me casar com a Elisa.

Elisa entra. Álvaro se aproxima dela para dar um beijo, Elisa vira o rosto. 

ELISA

(sorri) Calma meu amor, já disse que quero um momento especial a sós com você.

ÁLVARO

(sorri) Tem razão.

JUIZ

Podemos começar?

ELISA

(respira fundo, sorri) Podemos.

JUIZ

Estamos reunidos para celebrar a união de Elisa Monteiro Diniz e Álvaro Alencar. O casamento representa a escolha de duas pessoas que decidem compartilhar a vida, os sonhos e as responsabilidades que virão pela frente. Elisa e Álvaro, diante de mim e das testemunhas aqui presentes, pergunto: é de livre e espontânea vontade que vocês desejam se unir em matrimônio?

A tensão é palpável, Todos se olham aflitos e preocupados.

ELISA

(firme) Sim.

ÁLVARO

(sorri) Sim.

JUIZ

Álvaro, você aceita Elisa como sua esposa, prometendo respeitá-la, amá-la e compartilhar com ela os caminhos que a vida lhes reservar?

ÁLVARO

(vitorioso) Aceito.

JUIZ

Elisa, você aceita Álvaro como seu marido, prometendo respeitá-lo e compartilhar com ele os caminhos que a vida lhes reservar?

ELISA

(sorri um pouco) Aceito.

O juiz coloca os documentos sobre a mesa.

JUIZ

Peço agora que os noivos assinem o termo de casamento.

Álvaro assina primeiro. Em seguida, entrega a caneta para Elisa. Celso coloca na mesa o documento de cessão de poderes do grupo Monteiro Diniz.

ELISA

(firme, sorrindo) Como você me prometeu meu amor, vamos assinar juntos agora.

ÁLVARO

(confiante) Claro, já disse que você pode confiar em mim.

Elisa e Álvaro se olham cumplices, todos observam. Elisa e Álvaro assinam ao mesmo tempo. Celso pega o documento de cessão de poderes.

ÁLVARO

Está feito meu amor. Agora tudo volta para as mãos de Roberto e nós estamos casados. (sorri).

ELISA

(encara Álvaro com raiva) Eu não me casaria com você por nada no mundo.

Todos encaram Álvaro com desprezo.

ÁLVARO

(sem entender) Nós acabamos de nos casar Elisa.

Elisa rasga o termo de casamento olhando nos olhos de Álvaro, joga os pedaços nele.

ELISA

(as lagrimas escorem por raiva) Tudo isso aqui foi encenação Álvaro, manipulado... Igual você fez a vida inteira!

ÁLVARO

(o semblante muda, começa a entender) Você... Armou para mim? Para que eu devolvesse o grupo Monteiro Diniz para o seu pai?

CELSO

(sério) É além disso Álvaro...

Celso coloca o áudio da gravação de Álvaro confessando que matou Bruno. Álvaro fica imóvel, sem reação.

ELISA

(chorando) Eu sempre me senti culpada pela morte do Bruno porque (tom alto) você me acusava! E você é o assassino do Bruno!

Elisa dá um tapa no rosto de Álvaro. António Sérgio entra. 

ELISA

(chorando) Tudo que eu te falei sobre odiar o Bruno era mentira... Foi tudo para o seu ego inflar e você confessar... E você fez.

ÁLVARO

(raiva) Ninguém pode provar.

CELSO

Já provamos Álvaro... Sua confissão foi fundamental... E tenho os resultados da autopsia, a nota da compra do veneno comprado por você.

ÁLVARO

(alterado) Isso não vai ficar assim!

DELEGADO (JUIZ)

O senhor tem toda a razão... (se aproxima de Álvaro, o algema) não vai ficar assim porque eu não sou juiz, sou delegado... Álvaro Monteiro Diniz, o senhor está preso por homicídio qualificado, cometido por motivo torpe, mediante envenenamento, contra seu próprio irmão, Bruno Monteiro Diniz. Também está sendo preso pela prática de fraude e falsidade ideológica, por ter induzido Roberto Monteiro Diniz a assinar documentos sem conhecimento do verdadeiro conteúdo, transferindo ilegalmente para o seu nome bens e patrimônio pertencentes à família Monteiro Diniz.

Elisa chora de raiva e alívio, António Sérgio a abraça a consolando. 

ÁLVARO

(raiva, tom alto) Não! Eu sou inocente! Tio faz alguma coisa!

CELSO

(triste) Eu já fiz Álvaro... Justiça pelo Bruno e pelo meu amigo Roberto. E isso está me doendo muito por se tratar de você.

ROBERTO

(encara Álvaro) Eu espero que você apodreça na cadeia.

ÁLVARO

(as lagrimas escorrem, altivo) E eu quero que você se dane.

O delegado vai levando Álvaro, ele para, encara Elisa e António Sérgio.

ÁLVARO

(para Elisa. Raiva) Confiei em você e você me enganou.

ELISA

(encara Álvaro, altiva) Não, Álvaro. (pausa) Eu apenas aprendi a jogar o jogo que você me ensinou... (fria) O troféu é meu.

O delegado leva Álvaro, todos ficam emocionados, aliviados, Roberto abraça Elisa.

ROBERTO

Acabou meu amor. Agora tudo volta ao normal.

ELISA

(emocionada) Finalmente papai.

CLARA

(feliz, emocionada) você foi muito corajosa minha filha!

BENÍCIO

(sorri) Pena que não pude gravar esse momento, a cara do Álvaro foi impagável.

MAYA

Agora ele vai passar uns bons anos na cadeia.

BERTA

(feliz) E longe de nós.

ANTÓNIO SÉRGIO

E agora, Elisa, podemos ser felizes sem nos preocuparmos com ele.

ELISA

(aliviada) Finalmente... Liberdade e paz.

Todos se abraçam, aliviados e felizes.

Corta Para:

Cena 2/Ext./Mais Tarde/Rua/Dia.

António Sérgio e Elisa descem do carro. Elisa olha em volta. Vê que a rua é residencial, com mansões luxuosas.

ELISA

António Sérgio... Você não disse que queria me levar em um lugar?

ANTÓNIO SÉRGIO

Sim, é por isso que estamos aqui.

ELISA

(sem entender) E o que estamos fazendo aqui?

ANTÓNIO SÉRGIO

(sorri) Porque aquela ali… (aponta para a mansão) é a minha nova casa.

ELISA

(surpresa, sorri) Mesmo?

ANTÓNIO SÉRGIO

Sim, e quero que conheças uma pessoa. Vamos entrar?

ELISA

(sorri) Vamos.

António Sérgio e Elisa entram na mansão.

Corta Para:

Cena 3/Int./Mansão Castro Figueroa/Sala/Dia.

António Sérgio e Elisa entram.

ANTÓNIO SÉRGIO

Comprei esta casa há alguns dias. Está um pouco vazia porque não sei como vais querer decorá-la.

ELISA

(olhando a sala, gostando, sorri) Só por essa sala eu imagino os outros cômodos e/... (pensativa) Você disse que não sabe como eu vou querer decorar?

ANTÓNIO SÉRGIO

(sorri) Disse… Esta casa, Elisa, é nossa. Aqui vamos começar uma vida nova e feliz.

Elisa sorri emocionada, beija António Sérgio.

ELISA

Meu amor, eu achei essa mansão incrível e ainda nem vi ela toda, mas você sabe que para me agradar não precisa disso tudo.

ANTÓNIO SÉRGIO

(sorri) Eu sei, e é por isso que vou dar-te tudo o que mereces, meu amor.

António Sérgio e Elisa se beijam. Maria Alice vem correndo do jardim, a babá vem em seguida.

BABÁ

(sorri, ofegante) Desculpe seu António Sérgio, ela ouviu o senhor e veio correndo.

António Sérgio pega Maria Alice no colo.

ANTÓNIO SÉRGIO

Não faz mal, podes ir tratar das tuas coisas. Eu fico com ela.

BABÁ

(sorri) Com licença.

A babá sai.

ANTÓNIO SÉRGIO

Elisa… Esta é a pessoa que quero apresentar-te. Esta é a Maria Alice, a minha filha. (pausa) Maria Alice, esta é a Elisa, a minha noiva.

ELISA

(sorri afetuosa, gostando de Maria Alice) Oi Maria Alice, é um prazer conhecer você. Seu pai já me falou muito de você sabia?

MARIA ALICE

(simpática) Ele também me falou de ti e mostrou-me uma fotografia. És ainda mais bonita pessoalmente.

ELISA

(acha graça) Obrigada! Você também é muito linda.

MARIA ALICE

(fala no ouvido de António Sérgio, tom baixo mas dá para Elisa ouvir) Quando casares com a Elisa, ela vai ser a minha mãe?

ANTÓNIO SÉRGIO

(acha graça, fala em tom de segredo) Vai, sim.

ELISA

(para Maria Alice em tom de segredo) E eu vou adorar ser mãe de menina tão linda como você.

Maria Alice abraça Elisa. António Sérgio coloca Maria no chão.

ANTÓNIO SÉRGIO

Maria Alice, que achas de irmos tomar um gelado?

MARIA ALICE

(empolgada) Eu quero!

ANTÓNIO SÉRGIO

Então vai avisar a ama

Maria Alice sai correndo.

ELISA

(sorri) Ela é uma graça.

ANTÓNIO SÉRGIO

(um pouco chateado) Sim… E fico a imaginar o quanto ela sofreu, fechada naquele colégio interno, sozinha, por causa da Manuela.

ELISA

(lamentando) Verdade... (sorri) Mas já passou e nós vamos fazer ela esquecer de tudo de ruim que viveu.

ANTÓNIO SÉRGIO

(sorri) Sou um homem de sorte, Elisa… Encontrei uma mulher como tu. Amo-te.

Elisa e António Sérgio se beijam.

Corta Para:

Cena 4/Int./Portugal – Lisboa/Sala/Dia.

Manuela está sentada no chão no meio da sala, pensativa, olhar distante e frio. Santiago entra.

SANTIAGO

A senhora mandou chamar-me?

MANUELA

(irritada) Não faças perguntas idiotas, Santiago. É claro que mandei chamar-te.

SANTIAGO

(sem jeito) Desculpe, senhora Manuela. O que deseja?

MANUELA

Quero uma passagem para o Brasil para hoje. 

SANTIAGO

A senhora vai atrás do António Sérgio, mesmo depois de tudo o que ele fez?

MANUELA

És mesmo um imbecil incompetente… (fria, com raiva) Acabei de saber pela internet que o Álvaro foi preso. A brasileira foi inteligente e armou para ele e, com isso, eles não se casaram, como aquele cretino me garantiu que aconteceria. (altiva) Então, vou resolver isto, Santiago. António Sérgio tirou-me tudo… E agora vou tirar-lhe a Elisa para sempre.

SANTIAGO

Senhora Manuela, eu não acho que—

MANUELA

(tom alto, desiquilibrada) Faz imediatamente o que mandei!

SANTIAGO

Sim, senhora.

Santiago sai. Manuela pega o celular, olha uma foto de Elisa, começa a riscar a foto por um aplicativo, risca todo o rosto de Elisa.

MANUELA

(ódio) O teu velório vai ser de caixão fechado, sua maldita!

Corta Para:

Cena 5/Int./Dia Seguinte/Brasil – São Paulo/Padaria Camões/Dia.

Estela entra cheia de sacolas, Manuel se aproxima.

MANUEL

Boa tarde, dona Estela.

ESTELA

(sorri) Boa tarde Manuel. A Sol está?

MANUEL

Está, sim. Vou chamá-la.

Manuel entra na cozinha. Dante se aproxima.

DANTE

(sorri) Oi mamãe.

ESTELA

Oi meu filho. Olha só, não resisti, fui até o shopping e comprei umas coisas para o meu netinho.

DANTE

Mãe a gente falou para você esperar porque ainda não sabemos o sexo do bebê.

ESTELA

(sorri) Não se preocupe, comprei tudo unissex.

Sol se aproxima, Estela fica feliz, a abraça.

ESTELA

Minha querida! Como vai?

SOL

(sorri) Bem dona Estela.

ESTELA

(sorri) Olha só quanta coisa eu comprei para o meu netinho.

SOL

Estou vendo, (para Dante) pelo jeito nossa casa vai ter que ter um quarto só para as coisas que nosso filho ganha da avó, Dante.

DANTE

(acha graça) Com certeza meu amor.

Estela começa a mostrar as coisas que comprou para o bebê, está empolgada.

Corta Para:

Cena 6/Ext./Pista de corrida/Dia.

Benício está vestindo um macacão de piloto, Lívia se aproxima o surpreendendo, Benício fica feliz, abraça Lívia.

BENÍCIO

(animado) Lívia! Que surpresa!

LÍVIA

(sorri) Você não achou que eu iria perder a sua primeira corrida né.

BENÍCIO

(sorri) Agora tenho certeza que vou vencer.

LÍVIA

E eu não vim sozinha não... Olha lá.

Lívia aponta para a arquibancada, Benício vê Clara, Roberto e Maya, que acenam empolgados para ele, Benício acena de volta, beija Lívia. 

BENÍCIO

(feliz) Que coisa boa meu amor. Agora sim tenho certeza que saber que vocês estão torcendo por mim vai me dar muita força.

LÍVIA

Então vai lá Beny, arrasa com eles!

Lívia vai se sentar, Benício coloca o capacete entra no carro. Ele está empolgado, feliz. Os corredores começam a acelerar os carros que estão parados. Chega a hora da corrida, a bandeira é balançada. Benício dá a partida e sai em alta velocidade, feliz, comemorando.

Corta Para:

Cena 7/Int./Mansão Monteiro Diniz/Sala/Dia.

Elisa desce as escadas, Malu se aproxima.

MALU

Elisa você vai ver Beny na corrida?

ELISA

Eu queria muito Malu, mas eu preciso me encontrar com um comprador de artes. Ele viu os meus quadros, adorou e quer falar comigo pessoalmente para comprar alguns. (sorri).

MALU

(feliz) Que coisa boa Elisa! Tá ficando famosa hein.

ELISA

(acha graça) Não é para tanto Malu. Até logo.

Elisa sai.

Corta Para:

Cena 8/Ext./Rua./Dia.

Elisa estaciona o carro em uma rua. Desce do carro, olha para um prédio que aparentemente está abandonado, estranha, pega o celular.

ELISA

Que estranho... O endereço é esse, mas... Não está com cara de prédio comercial.

Manuela se aproxima por trás de Elisa sem que ela perceba, encosta um revólver na cintura de Elisa.

MANUELA

(tom baixo) A brasileira é pontual... Vamos entrar.

ELISA

(assustada) Manuela, o que/

MANUELA

(aperta o revólver com força na cintura de Elisa, tom de raiva) Cala-te! E faz exatamente o que te mandei.

Elisa e Manuela entram no prédio.

Corta Para:

Cena 9/Int./Prédio/Sala comercial/Dia.

Elisa e Manuela entram. Manuela segura o braço de Elisa com força, a leva até uma cadeira a obriga a sentar, a ponta o revólver para ela. 

MANUELA

(raiva, altiva) Por tua causa, a minha vida transformou-se num inferno! E agora, brasileira… (pausa, num tom frio e cruel) vou mandar-te para lá!

Elisa está apavorada. Manuela encara Elisa com ódio e insanidade.


Novela escrita por
Débora Costa

Releitura da Novela
Antônio Maria de
Geraldo Vietri

Revisão de Texto
Eduardo Gouvêa

Elenco
Elisa
António Sérgio
Álvaro
Maya
Roberto
Clara
Manuela
Gonçalo
Benício
Lívia
Dante
Sol
Manuel
Leonor
Berta
Gustavo
Malu
Diana
Bruno (in memoriam)

Núcleo
Entretenimento em Foco

Trilha Sonora
Canção do Mar - Dulce Pontes

Produção
Bruno Olsen


Esta é uma obra de ficção virtual sem fins lucrativos. Qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.



REALIZAÇÃO

Copyright © 2026 - WebTV
www.redewtv.com
Todos os direitos reservados
Proibida a cópia ou a reprodução


Compartilhe:
Next
This is the most recent post.
Previous
Postagem mais antiga

Capítulos de Desígnios

Desígnios

No Ar

Novela

Novelas

Comentários:

0 comentários: