Cena 1/Int./Mansão Monteiro Diniz/Escritório/Dia.
Dia do Casamento de Elisa e Álvaro.
Roberto, Clara, o juiz, Celso, Berta, Maya e Benício
estão reunidos. Álvaro entra, está feliz.
Álvaro
(sorri
irônico) A minha nova família... É bom ver vocês.
ROBERTO
(sério) Não
estamos aqui por você e sim por Elisa.
BENÍCIO
Pois é...
Não tive como negar ser o padrinho dela.
MAYA
(raiva) Nem
eu.
BERTA
Você sabe
que por amor a Elisa somos obrigados a te aturar.
CLARA
(séria)
Como vê Álvaro... Você nunca fará parte dessa família.
CELSO
É... Dá pra
ver o quanto você é amado Álvaro.
ÁLVARO
(sorri) Não
estou nem aí... O importante é que vou me casar com a Elisa.
Elisa entra. Álvaro se aproxima dela para dar um beijo, Elisa vira o rosto.
ELISA
(sorri)
Calma meu amor, já disse que quero um momento especial a sós com você.
ÁLVARO
(sorri) Tem
razão.
JUIZ
Podemos
começar?
ELISA
(respira
fundo, sorri) Podemos.
JUIZ
Estamos
reunidos para celebrar a união de Elisa Monteiro Diniz e Álvaro Alencar. O
casamento representa a escolha de duas pessoas que decidem compartilhar a vida,
os sonhos e as responsabilidades que virão pela frente. Elisa e Álvaro, diante
de mim e das testemunhas aqui presentes, pergunto: é de livre e espontânea
vontade que vocês desejam se unir em matrimônio?
A tensão é palpável, Todos se olham aflitos e
preocupados.
ELISA
(firme)
Sim.
ÁLVARO
(sorri)
Sim.
JUIZ
Álvaro,
você aceita Elisa como sua esposa, prometendo respeitá-la, amá-la e
compartilhar com ela os caminhos que a vida lhes reservar?
ÁLVARO
(vitorioso)
Aceito.
JUIZ
Elisa, você
aceita Álvaro como seu marido, prometendo respeitá-lo e compartilhar com ele os
caminhos que a vida lhes reservar?
ELISA
(sorri um
pouco) Aceito.
O juiz coloca os documentos sobre a mesa.
JUIZ
Peço agora
que os noivos assinem o termo de casamento.
Álvaro assina primeiro. Em seguida,
entrega a caneta para Elisa. Celso coloca na mesa o documento de cessão de
poderes do grupo Monteiro Diniz.
ELISA
(firme,
sorrindo) Como você me prometeu meu amor, vamos assinar juntos agora.
ÁLVARO
(confiante)
Claro, já disse que você pode confiar em mim.
Elisa e Álvaro se olham cumplices, todos observam.
Elisa e Álvaro assinam ao mesmo tempo. Celso pega o documento de cessão de
poderes.
ÁLVARO
Está feito meu amor. Agora tudo volta para as mãos de Roberto e nós estamos casados. (sorri).
ELISA
(encara
Álvaro com raiva) Eu não me casaria com você por nada no mundo.
Todos encaram Álvaro com desprezo.
ÁLVARO
(sem
entender) Nós acabamos de nos casar Elisa.
Elisa rasga o termo de casamento olhando nos olhos
de Álvaro, joga os pedaços nele.
ELISA
(as
lagrimas escorem por raiva) Tudo isso aqui foi encenação Álvaro, manipulado...
Igual você fez a vida inteira!
ÁLVARO
(o
semblante muda, começa a entender) Você... Armou para mim? Para que eu
devolvesse o grupo Monteiro Diniz para o seu pai?
CELSO
(sério) É
além disso Álvaro...
Celso coloca o áudio da gravação de Álvaro
confessando que matou Bruno. Álvaro fica imóvel, sem reação.
ELISA
(chorando)
Eu sempre me senti culpada pela morte do Bruno porque (tom alto) você me
acusava! E você é o assassino do Bruno!
Elisa dá um tapa no rosto de Álvaro. António Sérgio entra.
ELISA
(chorando)
Tudo que eu te falei sobre odiar o Bruno era mentira... Foi tudo para o seu ego
inflar e você confessar... E você fez.
ÁLVARO
(raiva)
Ninguém pode provar.
CELSO
Já provamos
Álvaro... Sua confissão foi fundamental... E tenho os resultados da autopsia, a
nota da compra do veneno comprado por você.
ÁLVARO
(alterado)
Isso não vai ficar assim!
DELEGADO
(JUIZ)
O senhor
tem toda a razão... (se aproxima de Álvaro, o algema) não vai ficar assim
porque eu não sou juiz, sou delegado... Álvaro Monteiro Diniz, o senhor está
preso por homicídio qualificado, cometido por motivo torpe, mediante
envenenamento, contra seu próprio irmão, Bruno Monteiro Diniz. Também está
sendo preso pela prática de fraude e falsidade ideológica, por ter induzido
Roberto Monteiro Diniz a assinar documentos sem conhecimento do verdadeiro
conteúdo, transferindo ilegalmente para o seu nome bens e patrimônio
pertencentes à família Monteiro Diniz.
Elisa chora de raiva e alívio, António Sérgio a abraça a consolando.
ÁLVARO
(raiva, tom
alto) Não! Eu sou inocente! Tio faz alguma coisa!
CELSO
(triste) Eu
já fiz Álvaro... Justiça pelo Bruno e pelo meu amigo Roberto. E isso está me
doendo muito por se tratar de você.
ROBERTO
(encara
Álvaro) Eu espero que você apodreça na cadeia.
ÁLVARO
(as
lagrimas escorrem, altivo) E eu quero que você se dane.
O delegado vai levando Álvaro, ele para, encara
Elisa e António Sérgio.
ÁLVARO
(para
Elisa. Raiva) Confiei em você e você me enganou.
ELISA
(encara
Álvaro, altiva) Não, Álvaro. (pausa) Eu apenas aprendi a jogar o jogo que você
me ensinou... (fria) O troféu é meu.
O delegado leva Álvaro, todos ficam emocionados,
aliviados, Roberto abraça Elisa.
ROBERTO
Acabou meu
amor. Agora tudo volta ao normal.
ELISA
(emocionada)
Finalmente papai.
CLARA
(feliz,
emocionada) você foi muito corajosa minha filha!
BENÍCIO
(sorri)
Pena que não pude gravar esse momento, a cara do Álvaro foi impagável.
MAYA
Agora ele
vai passar uns bons anos na cadeia.
BERTA
(feliz) E
longe de nós.
ANTÓNIO
SÉRGIO
E agora,
Elisa, podemos ser felizes sem nos preocuparmos com ele.
ELISA
(aliviada)
Finalmente... Liberdade e paz.
Todos se abraçam, aliviados e felizes.
Corta Para:
Cena 2/Ext./Mais Tarde/Rua/Dia.
António Sérgio e Elisa descem do carro. Elisa olha
em volta. Vê que a rua é residencial, com mansões luxuosas.
ELISA
António
Sérgio... Você não disse que queria me levar em um lugar?
ANTÓNIO
SÉRGIO
Sim, é por isso que estamos aqui.
ELISA
(sem
entender) E o que estamos fazendo aqui?
ANTÓNIO
SÉRGIO
(sorri) Porque
aquela ali… (aponta para a mansão) é a minha nova casa.
ELISA
(surpresa,
sorri) Mesmo?
ANTÓNIO
SÉRGIO
Sim, e
quero que conheças uma pessoa. Vamos entrar?
ELISA
(sorri)
Vamos.
António Sérgio e Elisa entram na mansão.
Corta Para:
Cena 3/Int./Mansão Castro Figueroa/Sala/Dia.
António Sérgio e Elisa entram.
ANTÓNIO
SÉRGIO
Comprei
esta casa há alguns dias. Está um pouco vazia porque não sei como vais querer
decorá-la.
ELISA
(olhando a
sala, gostando, sorri) Só por essa sala eu imagino os outros cômodos e/...
(pensativa) Você disse que não sabe como eu vou querer decorar?
ANTÓNIO
SÉRGIO
(sorri) Disse…
Esta casa, Elisa, é nossa. Aqui vamos começar uma vida nova e feliz.
Elisa sorri emocionada, beija António Sérgio.
ELISA
Meu amor,
eu achei essa mansão incrível e ainda nem vi ela toda, mas você sabe que para
me agradar não precisa disso tudo.
ANTÓNIO
SÉRGIO
(sorri) Eu
sei, e é por isso que vou dar-te tudo o que mereces, meu amor.
António Sérgio e Elisa se beijam. Maria Alice vem
correndo do jardim, a babá vem em seguida.
BABÁ
(sorri,
ofegante) Desculpe seu António Sérgio, ela ouviu o senhor e veio correndo.
António Sérgio pega Maria Alice no colo.
ANTÓNIO
SÉRGIO
Não faz
mal, podes ir tratar das tuas coisas. Eu fico com ela.
BABÁ
(sorri) Com
licença.
A babá sai.
ANTÓNIO
SÉRGIO
Elisa… Esta
é a pessoa que quero apresentar-te. Esta é a Maria Alice, a minha filha.
(pausa) Maria Alice, esta é a Elisa, a minha noiva.
ELISA
(sorri
afetuosa, gostando de Maria Alice) Oi Maria Alice, é um prazer conhecer você.
Seu pai já me falou muito de você sabia?
MARIA ALICE
(simpática)
Ele também me falou de ti e mostrou-me uma fotografia. És ainda mais bonita
pessoalmente.
ELISA
(acha
graça) Obrigada! Você também é muito linda.
MARIA ALICE
(fala no
ouvido de António Sérgio, tom baixo mas dá para Elisa ouvir) Quando casares com
a Elisa, ela vai ser a minha mãe?
ANTÓNIO
SÉRGIO
(acha
graça, fala em tom de segredo) Vai, sim.
ELISA
(para Maria
Alice em tom de segredo) E eu vou adorar ser mãe de menina tão linda como você.
Maria Alice abraça Elisa. António Sérgio coloca
Maria no chão.
ANTÓNIO
SÉRGIO
Maria
Alice, que achas de irmos tomar um gelado?
MARIA ALICE
(empolgada)
Eu quero!
ANTÓNIO
SÉRGIO
Então vai
avisar a ama
Maria Alice sai correndo.
ELISA
(sorri) Ela é uma graça.
ANTÓNIO
SÉRGIO
(um pouco
chateado) Sim… E fico a imaginar o quanto ela sofreu, fechada naquele colégio
interno, sozinha, por causa da Manuela.
ELISA
(lamentando)
Verdade... (sorri) Mas já passou e nós vamos fazer ela esquecer de tudo de ruim
que viveu.
ANTÓNIO
SÉRGIO
(sorri) Sou
um homem de sorte, Elisa… Encontrei uma mulher como tu. Amo-te.
Elisa e António Sérgio se beijam.
Corta Para:
Cena 4/Int./Portugal – Lisboa/Sala/Dia.
Manuela está sentada no chão no meio da sala,
pensativa, olhar distante e frio. Santiago entra.
SANTIAGO
A senhora
mandou chamar-me?
MANUELA
(irritada) Não
faças perguntas idiotas, Santiago. É claro que mandei chamar-te.
SANTIAGO
(sem jeito)
Desculpe, senhora Manuela. O que deseja?
MANUELA
Quero uma passagem para o Brasil para hoje.
SANTIAGO
A senhora
vai atrás do António Sérgio, mesmo depois de tudo o que ele fez?
MANUELA
És mesmo um
imbecil incompetente… (fria, com raiva) Acabei de saber pela internet que o
Álvaro foi preso. A brasileira foi inteligente e armou para ele e, com isso,
eles não se casaram, como aquele cretino me garantiu que aconteceria. (altiva)
Então, vou resolver isto, Santiago. António Sérgio tirou-me tudo… E agora vou
tirar-lhe a Elisa para sempre.
SANTIAGO
Senhora
Manuela, eu não acho que—
MANUELA
(tom alto,
desiquilibrada) Faz imediatamente o que mandei!
SANTIAGO
Sim,
senhora.
Santiago sai. Manuela pega o celular, olha uma foto
de Elisa, começa a riscar a foto por um aplicativo, risca todo o rosto de
Elisa.
MANUELA
(ódio) O
teu velório vai ser de caixão fechado, sua maldita!
Corta Para:
Cena 5/Int./Dia Seguinte/Brasil – São Paulo/Padaria
Camões/Dia.
Estela entra cheia de sacolas, Manuel se aproxima.
MANUEL
Boa tarde,
dona Estela.
ESTELA
(sorri) Boa
tarde Manuel. A Sol está?
MANUEL
Está, sim.
Vou chamá-la.
Manuel entra na cozinha. Dante se aproxima.
DANTE
(sorri) Oi
mamãe.
ESTELA
Oi meu
filho. Olha só, não resisti, fui até o shopping e comprei umas coisas para o
meu netinho.
DANTE
Mãe a gente
falou para você esperar porque ainda não sabemos o sexo do bebê.
ESTELA
(sorri) Não
se preocupe, comprei tudo unissex.
Sol se aproxima, Estela fica feliz, a abraça.
ESTELA
Minha
querida! Como vai?
SOL
(sorri) Bem
dona Estela.
ESTELA
(sorri) Olha só quanta coisa eu comprei para o meu netinho.
SOL
Estou
vendo, (para Dante) pelo jeito nossa casa vai ter que ter um quarto só para as
coisas que nosso filho ganha da avó, Dante.
DANTE
(acha
graça) Com certeza meu amor.
Estela começa a mostrar as coisas que comprou para o
bebê, está empolgada.
Corta Para:
Cena 6/Ext./Pista de corrida/Dia.
Benício está vestindo um macacão de piloto, Lívia se
aproxima o surpreendendo, Benício fica feliz, abraça Lívia.
BENÍCIO
(animado)
Lívia! Que surpresa!
LÍVIA
(sorri)
Você não achou que eu iria perder a sua primeira corrida né.
BENÍCIO
(sorri)
Agora tenho certeza que vou vencer.
LÍVIA
E eu não
vim sozinha não... Olha lá.
Lívia aponta para a arquibancada, Benício vê Clara, Roberto e Maya, que acenam empolgados para ele, Benício acena de volta, beija Lívia.
BENÍCIO
(feliz) Que
coisa boa meu amor. Agora sim tenho certeza que saber que vocês estão torcendo
por mim vai me dar muita força.
LÍVIA
Então vai
lá Beny, arrasa com eles!
Lívia vai se sentar, Benício coloca o capacete entra
no carro. Ele está empolgado, feliz. Os corredores começam a acelerar os carros
que estão parados. Chega a hora da corrida, a bandeira é balançada. Benício dá
a partida e sai em alta velocidade, feliz, comemorando.
Corta Para:
Cena 7/Int./Mansão Monteiro Diniz/Sala/Dia.
Elisa desce as escadas, Malu se aproxima.
MALU
Elisa você
vai ver Beny na corrida?
ELISA
Eu queria
muito Malu, mas eu preciso me encontrar com um comprador de artes. Ele viu os
meus quadros, adorou e quer falar comigo pessoalmente para comprar alguns.
(sorri).
MALU
(feliz) Que
coisa boa Elisa! Tá ficando famosa hein.
ELISA
(acha
graça) Não é para tanto Malu. Até logo.
Elisa sai.
Corta Para:
Cena 8/Ext./Rua./Dia.
Elisa estaciona o carro em uma rua. Desce do carro,
olha para um prédio que aparentemente está abandonado, estranha, pega o
celular.
ELISA
Que
estranho... O endereço é esse, mas... Não está com cara de prédio comercial.
Manuela se aproxima por trás de Elisa sem que ela
perceba, encosta um revólver na cintura de Elisa.
MANUELA
(tom baixo)
A brasileira é pontual... Vamos entrar.
ELISA
(assustada)
Manuela, o que/
MANUELA
(aperta o
revólver com força na cintura de Elisa, tom de raiva) Cala-te! E faz exatamente
o que te mandei.
Elisa e Manuela entram no prédio.
Corta Para:
Cena 9/Int./Prédio/Sala
comercial/Dia.
Elisa e Manuela entram. Manuela segura o braço de Elisa com força, a leva até uma cadeira a obriga a sentar, a ponta o revólver para ela.
MANUELA
(raiva,
altiva) Por tua causa, a minha vida transformou-se num inferno! E agora,
brasileira… (pausa, num tom frio e cruel) vou mandar-te para lá!
Elisa está apavorada. Manuela encara Elisa com ódio e insanidade.
Novela escrita por
Débora Costa
Releitura da Novela
Antônio Maria de Geraldo Vietri
Revisão de Texto
Eduardo Gouvêa
Elenco
Elisa
António Sérgio
Álvaro
Maya
Roberto
Clara
Manuela
Gonçalo
Benício
Lívia
Dante
Sol
Manuel
Leonor
Berta
Gustavo
Malu
Diana
Bruno (in memoriam)
Núcleo
Entretenimento em Foco
Trilha Sonora
Canção do Mar - Dulce Pontes
Produção
Bruno Olsen
Esta é uma obra de ficção virtual sem fins lucrativos. Qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.
REALIZAÇÃO
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