Cena 1/Int./ Mansão Monteiro Diniz/Sala/Noite.
Elisa, Maya, Benício, Estela, Dante, Clara, Álvaro,
estão reunidos, Elisa encara Álvaro.
ELISA
Álvaro, eu
não sei do que mais você é capaz de fazer para nos atingir, mas eu duvido muito
que meu pai iria hipotecar esta casa.
ÁLVARO
Não
acredita? Pergunta para ele.
CLARA
(pensativa,
preocupada) Ele não está bem... Mas eu sei que, infelizmente, é verdade.
Roberto precisou colocar nossa casa como garantia de uma dívida.
ÁLVARO
(sorri
maldoso) Exato. Eu quero que ele participe da nossa conversa.
CLARA
Roberto não
se lembra o que aconteceu... A decepção de ser roubado por você foi tão grande,
que ele entrou em estado de choque.
ÁLVARO
(sorri
maldoso) Roberto sempre foi fraco.
BENÍCIO
(raiva)
Fala assim do meu pai, de novo, que eu quebro a sua cara!
ÁLVARO
(debochado)
o bebezinho da família está valente.
Benício vai para cima de Álvaro, Dante o segura.
DANTE
Calma Beny,
não vale a pena.
ÁLVARO
(debochado)
Isso, ouve esse encostado, aliás... Eu tenho umas coisas para falar para vocês,
que estão atravessadas faz tempo... Estela é uma mulherzinha soberba, que vive às
custas do irmão, porque não tem onde cair morta. Maya é uma vadia mimada. (sorri
maldoso para Clara) E você, é uma imbecil, que vive dentro da própria bolha,
fútil... (desprezo) Odeio vocês.
ELISA
(altiva) E
eu, Álvaro... O que vai dizer?
ÁLVARO
(olhar
frio) Você... O que eu penso sobre você, vou dizer agora, e aproveito para
responder a uma pergunta que deve estar na cabeça de todos... “Por que eu dei
um golpe em vocês?” Mas, para isso, está faltando uma pessoa... Sérgio.
Elisa muda a expressão, fica preocupada.
ELISA
Não sei o
que Sérgio tem a ver com o que está acontecendo aqui.
ÁLVARO
Vai lá
chamar ele, que você vai ver.
CLARA
Não... Já
chega disso. Vai embora, Álvaro.
ÁLVARO
Eu só vou
depois que esclarecer as coisas.
CLARA
A sua falta
de caráter e dignidade já esclarecem as coisas.
ÁLVARO
(impaciente)
Não é o momento para você tentar dar lição de moral. Vá chamar o motorista.
Sérgio entra, encara Álvaro.
SÉRGIO
Estou aqui.
ÁLVARO
(encara
Sérgio, olhar frio) Ótimo... Você é o motivo disso tudo estar acontecendo,
mas... (Álvaro segura Elisa pelo braço, a coloca no meio da sala) Eu quero os
dois aqui... Um ao lado do outro.
Sérgio se aproxima de Elisa, tira a mão de Álvaro do
braço dela. Elisa está aflita.
SÉRGIO
(raiva) Se
te atreveres a tocar na Elisa, outra vez/
ÁLVARO
(sorri) Não
venha com ameaças. Agora, eu vou falar... Chamem o Roberto.
CLARA
(nervosa) Eu já falei que ele não se lembra o que aconteceu! E ele está dormindo, porque dei um calmante para ele!
ÁLVARO
Tudo bem...
Depois eu falo com ele... Agora... (pega o celular) eu tenho, aqui, uma prova
do que vou falar. (encara Elisa) Você terminou nosso noivado por causa do
motorista... Você me traiu e, agora, vai ter que arcas com as consequências.
Elisa entende que Álvaro vai colocar a culpa nela,
se sente acuada, fica com vontade de chorar, aflita, segura a mão de Sérgio, que
percebe que tem algo errado.
SÉRGIO
(para
Álvaro) Não achas que já causaste problemas suficientes a esta família?
ÁLVARO
(altivo)
Você é meu subordinado, me deve respeito, portanto, não ouse me enfrentar
assim.
SÉRGIO
(encara
Álvaro, com raiva) Respeito?... Tu não mereces respeito. És digno de pena.
Álvaro fica com raiva, no celular, clica em um
vídeo, vira o celular para todos verem. No vídeo, Elisa e Sérgio estão se
beijando na saída do restaurante.
ÁLVARO
Como
disse... Elisa me traiu com o Sérgio. Ela me trocou por esse motoristazinho.
(encara Elisa, de forma cruel) Então, eu fiz Roberto assinar documentos
legítimos que passavam tudo, Elisa... Tudo da sua família, para mim. Você é a
culpada pela ruína da sua amada família.
Elisa tampa os ouvidos, chora.
ELISA
Você não
vai conseguir entrar na minha cabeça, como sempre fez! Você não tem controle
sobre mim, Álvaro!
ÁLVARO
(tom alto)
Tenho! Tenho o controle de tudo.
ESTELA
(inconformada)
Eu não acredito, Elisa... Não acredito que, por sua causa, por você ter se
envolvido com esse... (desprezo) motorista, perdemos tudo.
Elisa desaba, se senta no chão, chora, está
envergonhada. Sérgio se abaixa, a consola.
BENÍCIO
Tia... Com
todo respeito... Cala a boca! Não faça como ele. Eu sabia que Elisa estava com
o Sérgio e até ajudei. Sabe por quê? Porque eu vi que ela estava feliz... Eu
amo minha irmã e fiquei feliz por ela, também.
MAYA
Eu também
sabia... No começo, eu fiquei com raiva, porque Sérgio escolheu a Elisa e não
quis ficar comigo mas, depois, Berta abriu meus olhos e me fez lembrar o quanto
Elisa me protegeu e me amou... Eu, também, vi Elisa feliz... E não quis
destruir isso.
DANTE
Eu não
sabia, mas estava na cara que Sérgio gostava da Elisa.
Elisa se levanta, está visivelmente arrasada.
ELISA
(encara
Álvaro) Você não me deu o direito de contar para a minha família o que estou
vivendo com Sérgio... Você distorceu tudo, como sempre faz.
ÁLVARO
(frio) Não
distorci nada.
ELISA
Nós
conversamos e eu te falei que nunca te amei! Que nunca tivemos amor, um pelo
outro, e a prova é esta... Se você me amasse, não faria tudo isso que está
fazendo!
ÁLVARO
Não, minha
querida... Porque agora é que vem a parte boa.
ELISA
(inconformada)
Que parte boa tem nisso?
ÁLVARO
Eu devolvo
tudo, agora, mesmo... Se você me pedir perdão e reatar nosso noivado. (sorri
maldoso) Está em suas mãos, Elisa... O que me diz?
Elisa olha imediatamente para Sérgio, não sabe o que
fazer.
SÉRGIO
(se
contendo, encara Álvaro) Já disseste tudo o que tinhas a dizer. Agora, podes
ir-te embora.
ÁLVARO
(sorri) Não
tive a minha resposta.
CLARA
(firme) E
nem vai ter! Sabe, Álvaro, quando eu tive a ideia de juntar você com Elisa, foi
para que ela não sofresse pela morte do Bruno... Queria a minha filha de volta,
como sempre foi... Alegre, criativa, viva... Nunca achei que iria me arrepender,
porque eu vi em você a solução... Mas estava completamente enganada e cega! Nunca
enxerguei quem você realmente é... Agora, estou vendo e, de certa forma, me
assusta. (pausa) Mas a Elisa que eu queria voltou, mas... não por sua causa...
Voltou por causa do Sérgio... Agora, vejo tudo, com clareza... Não importa se
ele é rico ou pobre... É ele quem faz a minha filha feliz, e isso basta. Elisa
não volta para você, nem hoje... e nem nunca... Agora, sai daqui, porque, como
você se revelou um monstro, eu posso virar outro para defender minha filha...
minha família!
ÁLVARO
(raiva,
debochado) Quem diria... A mulherzinha fútil está querendo colocar as garras de
fora. Mas a pergunta não foi para você, foi para Elisa. (encara Elisa) O que
decide...? Reata o noivado e eu devolvo tudo, agora, mesmo.
ELISA
(raiva,
encara Álvaro) Eu prefiro morar na rua do que me casar com você.
Álvaro segura o braço de Elisa com força, Sérgio
afasta Álvaro de Elisa, dá um soco no rosto dele, Álvaro cai no chão.
SÉRGIO
(raiva,
ofegante) Eu avisei-te para não tocares na Elisa! Agora quem dá as ordens sou
eu! Queres sair daqui pelo teu pé, ou ser levado daqui?
Álvaro se levanta, limpa o sangue que está
escorrendo do canto da boca, sorri maldoso, chupa o sangue que ficou em seu
dedo, encara Sérgio.
ÁLVARO
Me aguarde,
motorista... Vai ter volta. (encara Elisa) A decisão ainda está em suas mãos.
Álvaro sai, Elisa abraça Sérgio, chora. Clara se
aproxima de Elisa.
CLARA
Elisa...
Não chora, está tudo bem, e você não é culpada de nada.
ESTELA
Claro que
é! Você não ouviu o que o Álvaro disse?
CLARA
(nervosa)
Estela, sai daqui, ou Álvaro não será o único a apanhar, hoje.
DANTE
Vamos subir,
mamãe, para de colocar lenha na fogueira.
Dante e Estela sobem as escadas.
SÉRGIO
Dona Clara…
lamento muito que a senhora tenha descoberto as coisas desta forma. Nós íamos
contar-lhe, mas o Álvaro adiantou-se…
CLARA
Tudo bem,
Sérgio... De certa forma, eu desconfiava, mas achei que era coisa da minha
cabeça.
ELISA
(triste) Eu
não poderia imaginar que Álvaro fosse capaz de fazer uma coisa dessas... Eu...
Eu sinto muito. As coisas entre Sérgio e eu aconteceram de forma natural. Eu
não sabia que podia amar alguém, novamente.
CLARA
(sorri,
enxuga as lágrimas de Elisa) Não se desculpe, Elisa, e não chore. Eu não quero
ver ninguém chorar. Estou orgulhosa de vocês, que defenderam a Elisa.
BENÍCIO
(chateado)
Não tem como não sentir o baque do que esse cara fez com a gente...
MAYA
(raiva) Ele
é um desgraçado.
CLARA
Ele tem
nome e todos nós sempre vamos falar de Álvaro pelo nome porque, assim, vamos
mostrar que não temos medo dele. E não quero ninguém triste; vamos todos sorrir.
Se nós estivermos juntos e felizes, vamos nos reerguer.
SÉRGIO
(sorri um
pouco) É exactamente assim que as coisas devem ser. Tenho a certeza de que,
quando o senhor Roberto recuperar a memória, trará uma solução. Podem contar
comigo para ajudar no que for preciso.
CLARA
(sorri) Muito
obrigada, Sérgio! Venham aqui, meus filhos...
Clara abre os braços. Benício, Maya e Elisa a
abraçam, Sérgio observa.
CLARA
Sérgio...
Você também. (sorri).
Sérgio sorri, um pouco tímido, se junta ao abraço.
CLARA
(fecha os
olhos) Nós vamos conseguir passar por isso... Juntos.
Corta Para:
Cena 2/Int./Mansão Monteiro Diniz/Cozinha/Noite.
Malu, Berta, Lívia, Gustavo e Arlindo estão
reunidos, sentados à mesa.
MALU
(chateada)
Deus me livre... Esse Álvaro é um demônio.
ARLINDO
(nervoso)
Eu quase entrei na sala para expulsar ele daqui a ponta pés! Mas, como não me
chamaram, fiquei na minha.
GUSTAVO
(triste) Eu não sei como Álvaro fez isso sem que eu percebesse... Até ontem, estava tudo certo.
LÍVIA
Com certeza,
ele já vinha agindo, Gustavo. Um golpe como esse não se planeja da noite para o
dia.
BERTA
(triste,
preocupada) Álvaro fez isso para atingir a Elisa... Claro que ele deveria estar
de olho na fortuna, faz tempo.
MALU
E o seu
Roberto, que ficou leso, e não lembra de nadinha do que aconteceu.
Benício entra.
BENÍCIO
Berta,
minha mãe pediu para preparar o chá calmante que você faz, e servir na sala.
BERTA
(se
levanta) Claro, vou fazer e Malu já vai servir.
Benício vai saindo, Lívia se levanta.
LÍVIA
Beny... Eu
sinto muito por tudo isso que está acontecendo. Se precisar de alguma coisa,
pode contar comigo.
BENÍCIO
(sorri um
pouco, gostando) Valeu, Lívia... Embora eu esteja sempre rodeado de pessoas,
sei que não são meus amigos de verdade e que não posso contar com eles... Mas
sei que posso contar sempre com Dante e você... Obrigado!
Benício sai, Lívia sorri.
MALU
(sorri) Que
fofinhos vocês.
LÍVIA
(sem jeito)
Para com isso, Malu, não tem nada de fofinho aqui, não. Você ouviu que o Beny
falou... Somos amigos.
MALU
É... Sérgio
também era amigo da Elisa e, agora, eles são Super Amigos.
ARLINDO
Maluzinha,
quer parar de se meter na vida dos outros?! Deixa a menina. E, depois que você
servir o chá, vai se arrumar pra gente sair.
MALU
Que sair, o
quê? Você ficou surdo? Não ouviu que a casa tá caindo em cima da cabeça de todo
mundo, e quer sair?!
ARLINDO
Quero. A
casa tá caindo pro lado deles, não do meu.
MALU
(séria,
irritada) Se continuar falando besteira, a sua casa, também, vai cair.
BERTA
Malu...
Espera na sala de jantar, que já vou levar o chá. E você, Arlindo, vai fazer o
seu trabalho, vai... Lá fora!
ARLINDO
Tô indo. E
vai se arrumar, hein, Malu. Já comprei os ingressos do show.
Arlindo sai, Malu vai para a sala de jantar.
Corta Para:
Cena 3/Int./Apartamento de Álvaro/Quarto/Noite.
Álvaro está se olhando no espelho, Diana entra.
DIANA
Eu acho que
você se precipitou, Álvaro... Não deveria ter ido na casa dos Monteiro Diniz.
ÁLVARO
Essa casa
vai ser minha, em poucos dias. Além disso, eu quis deixar bem claro para a
Elisa que, se quiser, ela pode mudar o jogo... Basta reatar o noivado comigo.
DIANA
(pensativa,
séria) Você gosta dela, Álvaro... Eu sou uma idiota, mesmo! Nem sei porque
ainda estou aqui.
ÁLVARO
Que você é
idiota, eu sei. Agora, sobre a Elisa... (pausa) Não vou perder o meu troféu;
ela é minha!
DIANA
Acorda, ela nunca amou você! Ela amava o Bruno e, agora, ama o tal do Sérgio.
ÁLVARO
Cala a boca
e presta atenção no que você vai fazer para me ajudar a descobrir algum podre
do português.
DIANA
E se ele
não tiver algum podre? Vai fazer o quê? Criar um?
ÁLVARO
Ah, mas ele
tem... Uma vez, a Maya me disse que ele não fala muito sobre a vida pessoal e
nem porque veio para o Brasil, mas ela tinha a certeza de que era por causa de
uma mulher... Manuela.
DIANA
(curiosa) E
o que essa Manuela é dele?
ÁLVARO
É isso o que
você vai descobrir. Eu encontrei os dados da contratação do Sérgio e lá tem o
endereço de onde ele morava... Fica em cima de uma padaria. Você vai até lá,
amanhã, e vai sondar. Diga que o conheceu quando chamou um carro por
aplicativo. Inventa alguma coisa e tenta saber quem é Manuela.
DIANA
(sorri
maldosa) Pode deixar que eu vou lá, sim.
ÁLVARO
(frio) Eu
vou desmascarar o herói português.
Corta Para:
Cena 4/Int./Mais Tarde/Mansão Monteiro Diniz/Quarto
de Sérgio/Noite.
Sérgio está sentado na cama, pensativo. Elisa entra,
Sérgio se levanta.
SÉRGIO
(ansioso) Que
bom que estás aqui, meu amor.
ELISA
Eu vim
saber como você está porque, depois de tudo o que aconteceu, não tivemos tempo
para conversar... Está tudo bem?
SÉRGIO
(confuso)
Está... Mais ou menos.
ELISA
Espera...
Está tudo bem, ou não?
Sérgio segura a mão de Elisa, a puxando para se
sentar na cama. Os dois se sentam.
SÉRGIO
Não era
assim que eu planeava fazer isto, mas tenho de o fazer agora...
ELISA
O quê, meu
amor? Não me assuste!
SÉRGIO
(olhando
Elisa nos olhos) Elisa… pode parecer loucura, mas… tenho a certeza de que és a
mulher com quem quero passar o resto da minha vida.
Elisa fica surpresa.
SÉRGIO
Elisa…
queres casar comigo?
Sérgio pega uma caixinha de joias do bolso, abre. Dentro
tem um anel simples. Elisa fica emocionada.
ELISA
(sorri
emocionada) Só você para me fazer ficar feliz, enquanto o mundo desaba.
SÉRGIO
(sorri,
está ansioso) Aceitas casar-te comigo?
ELISA
(sorri)
Aceito, Sérgio. Eu também te amo e tenho a certeza de que você é o homem com
quem quero dividir toda a vida.
Elisa e Sérgio se beijam.
SÉRGIO
(sorri,
está feliz) Nesse momento, fizeste-me o homem mais feliz do mundo. Sabes por quê?
Porque me amas pelo que eu sou, por mim...
ELISA
Você sempre
diz isso, mas... Por quê, Sérgio?
SÉRGIO
(preocupado,
sério) Porque agora chegou a hora de te dizer uma coisa...
Sérgio pega, de cima da cômoda, outra caixinha de
joias, abre. Elisa fica espantada ao ver o anel de Safira.
ELISA
Meu Deus...
Sérgio... De quem é este anel?
SÉRGIO
Este anel
faz parte do património da família.
ELISA
(sem
entender) De qual família?
SÉRGIO
(toma
coragem) Da minha, Elisa! Este anel... pertenceu à... à minha mãe... A duquesa
Amália Castro Figueroa.
ELISA
(sorri, sem
acreditar) Olha só... Não é momento para brincadeiras, Sérgio. Se você está
tentando me fazer rir/
ANTÓNIO
SÉRGIO
Eu não sou
motorista em Portugal, Elisa… Apenas, aqui, porque… em Portugal… (um pouco
altivo) o meu verdadeiro nome é António Sérgio Castro Figueroa, herdeiro da
multinacional Castro Figueroa e, agora, depois do falecimento do meu pai,
herdei, também, o título de Duque…
Elisa está olhando, incrédula, para António Sérgio, que está apreensivo.
Novela escrita por
Débora Costa
Releitura da Novela
Antônio Maria de Geraldo Vietri
Revisão de Texto
Eduardo Gouvêa
Elenco
Elisa
António Sérgio
Álvaro
Maya
Roberto
Clara
Manuela
Gonçalo
Benício
Lívia
Dante
Sol
Manuel
Leonor
Berta
Gustavo
Malu
Diana
Bruno (in memoriam)
Núcleo
Entretenimento em Foco
Trilha Sonora
Canção do Mar - Dulce Pontes
Produção
Bruno Olsen
Esta é uma obra de ficção virtual sem fins lucrativos. Qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.
REALIZAÇÃO
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