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Desígnios: Capítulo 20

Novela de Débora Costa
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DESÍGNIOS - CAPÍTULO 20

 

Cena 1/Int./ Mansão Monteiro Diniz/Sala/Noite.

Elisa, Maya, Benício, Estela, Dante, Clara, Álvaro, estão reunidos, Elisa encara Álvaro.

ELISA

Álvaro, eu não sei do que mais você é capaz de fazer para nos atingir, mas eu duvido muito que meu pai iria hipotecar esta casa.

ÁLVARO

Não acredita? Pergunta para ele.

CLARA

(pensativa, preocupada) Ele não está bem... Mas eu sei que, infelizmente, é verdade. Roberto precisou colocar nossa casa como garantia de uma dívida.

ÁLVARO

(sorri maldoso) Exato. Eu quero que ele participe da nossa conversa.

CLARA

Roberto não se lembra o que aconteceu... A decepção de ser roubado por você foi tão grande, que ele entrou em estado de choque.

ÁLVARO

(sorri maldoso) Roberto sempre foi fraco.

BENÍCIO

(raiva) Fala assim do meu pai, de novo, que eu quebro a sua cara!

ÁLVARO

(debochado) o bebezinho da família está valente.

Benício vai para cima de Álvaro, Dante o segura.

DANTE

Calma Beny, não vale a pena.

ÁLVARO

(debochado) Isso, ouve esse encostado, aliás... Eu tenho umas coisas para falar para vocês, que estão atravessadas faz tempo... Estela é uma mulherzinha soberba, que vive às custas do irmão, porque não tem onde cair morta. Maya é uma vadia mimada. (sorri maldoso para Clara) E você, é uma imbecil, que vive dentro da própria bolha, fútil... (desprezo) Odeio vocês.

ELISA

(altiva) E eu, Álvaro... O que vai dizer?

ÁLVARO

(olhar frio) Você... O que eu penso sobre você, vou dizer agora, e aproveito para responder a uma pergunta que deve estar na cabeça de todos... “Por que eu dei um golpe em vocês?” Mas, para isso, está faltando uma pessoa... Sérgio.

Elisa muda a expressão, fica preocupada.

ELISA

Não sei o que Sérgio tem a ver com o que está acontecendo aqui.

ÁLVARO

Vai lá chamar ele, que você vai ver.

CLARA

Não... Já chega disso. Vai embora, Álvaro.

ÁLVARO

Eu só vou depois que esclarecer as coisas.

CLARA

A sua falta de caráter e dignidade já esclarecem as coisas.

ÁLVARO

(impaciente) Não é o momento para você tentar dar lição de moral. Vá chamar o motorista.

Sérgio entra, encara Álvaro.

SÉRGIO

Estou aqui.

ÁLVARO

(encara Sérgio, olhar frio) Ótimo... Você é o motivo disso tudo estar acontecendo, mas... (Álvaro segura Elisa pelo braço, a coloca no meio da sala) Eu quero os dois aqui... Um ao lado do outro.

Sérgio se aproxima de Elisa, tira a mão de Álvaro do braço dela. Elisa está aflita.

SÉRGIO

(raiva) Se te atreveres a tocar na Elisa, outra vez/

ÁLVARO

(sorri) Não venha com ameaças. Agora, eu vou falar... Chamem o Roberto.

CLARA

(nervosa) Eu já falei que ele não se lembra o que aconteceu! E ele está dormindo, porque dei um calmante para ele!

ÁLVARO

Tudo bem... Depois eu falo com ele... Agora... (pega o celular) eu tenho, aqui, uma prova do que vou falar. (encara Elisa) Você terminou nosso noivado por causa do motorista... Você me traiu e, agora, vai ter que arcas com as consequências.

Elisa entende que Álvaro vai colocar a culpa nela, se sente acuada, fica com vontade de chorar, aflita, segura a mão de Sérgio, que percebe que tem algo errado.

SÉRGIO

(para Álvaro) Não achas que já causaste problemas suficientes a esta família?

ÁLVARO

(altivo) Você é meu subordinado, me deve respeito, portanto, não ouse me enfrentar assim.

SÉRGIO

(encara Álvaro, com raiva) Respeito?... Tu não mereces respeito. És digno de pena.

Álvaro fica com raiva, no celular, clica em um vídeo, vira o celular para todos verem. No vídeo, Elisa e Sérgio estão se beijando na saída do restaurante.

ÁLVARO

Como disse... Elisa me traiu com o Sérgio. Ela me trocou por esse motoristazinho. (encara Elisa, de forma cruel) Então, eu fiz Roberto assinar documentos legítimos que passavam tudo, Elisa... Tudo da sua família, para mim. Você é a culpada pela ruína da sua amada família.

Elisa tampa os ouvidos, chora.

ELISA

Você não vai conseguir entrar na minha cabeça, como sempre fez! Você não tem controle sobre mim, Álvaro!

ÁLVARO

(tom alto) Tenho! Tenho o controle de tudo.

ESTELA

(inconformada) Eu não acredito, Elisa... Não acredito que, por sua causa, por você ter se envolvido com esse... (desprezo) motorista, perdemos tudo.

Elisa desaba, se senta no chão, chora, está envergonhada. Sérgio se abaixa, a consola.

BENÍCIO

Tia... Com todo respeito... Cala a boca! Não faça como ele. Eu sabia que Elisa estava com o Sérgio e até ajudei. Sabe por quê? Porque eu vi que ela estava feliz... Eu amo minha irmã e fiquei feliz por ela, também.

MAYA

Eu também sabia... No começo, eu fiquei com raiva, porque Sérgio escolheu a Elisa e não quis ficar comigo mas, depois, Berta abriu meus olhos e me fez lembrar o quanto Elisa me protegeu e me amou... Eu, também, vi Elisa feliz... E não quis destruir isso.

DANTE

Eu não sabia, mas estava na cara que Sérgio gostava da Elisa.

Elisa se levanta, está visivelmente arrasada.

ELISA

(encara Álvaro) Você não me deu o direito de contar para a minha família o que estou vivendo com Sérgio... Você distorceu tudo, como sempre faz.

ÁLVARO

(frio) Não distorci nada.

ELISA

Nós conversamos e eu te falei que nunca te amei! Que nunca tivemos amor, um pelo outro, e a prova é esta... Se você me amasse, não faria tudo isso que está fazendo!

ÁLVARO

Não, minha querida... Porque agora é que vem a parte boa.

ELISA

(inconformada) Que parte boa tem nisso?

ÁLVARO

Eu devolvo tudo, agora, mesmo... Se você me pedir perdão e reatar nosso noivado. (sorri maldoso) Está em suas mãos, Elisa... O que me diz?

Elisa olha imediatamente para Sérgio, não sabe o que fazer.

SÉRGIO

(se contendo, encara Álvaro) Já disseste tudo o que tinhas a dizer. Agora, podes ir-te embora.

 

ÁLVARO

(sorri) Não tive a minha resposta.

CLARA

(firme) E nem vai ter! Sabe, Álvaro, quando eu tive a ideia de juntar você com Elisa, foi para que ela não sofresse pela morte do Bruno... Queria a minha filha de volta, como sempre foi... Alegre, criativa, viva... Nunca achei que iria me arrepender, porque eu vi em você a solução... Mas estava completamente enganada e cega! Nunca enxerguei quem você realmente é... Agora, estou vendo e, de certa forma, me assusta. (pausa) Mas a Elisa que eu queria voltou, mas... não por sua causa... Voltou por causa do Sérgio... Agora, vejo tudo, com clareza... Não importa se ele é rico ou pobre... É ele quem faz a minha filha feliz, e isso basta. Elisa não volta para você, nem hoje... e nem nunca... Agora, sai daqui, porque, como você se revelou um monstro, eu posso virar outro para defender minha filha... minha família!

ÁLVARO

(raiva, debochado) Quem diria... A mulherzinha fútil está querendo colocar as garras de fora. Mas a pergunta não foi para você, foi para Elisa. (encara Elisa) O que decide...? Reata o noivado e eu devolvo tudo, agora, mesmo.

ELISA

(raiva, encara Álvaro) Eu prefiro morar na rua do que me casar com você.

Álvaro segura o braço de Elisa com força, Sérgio afasta Álvaro de Elisa, dá um soco no rosto dele, Álvaro cai no chão.

SÉRGIO

(raiva, ofegante) Eu avisei-te para não tocares na Elisa! Agora quem dá as ordens sou eu! Queres sair daqui pelo teu pé, ou ser levado daqui?

Álvaro se levanta, limpa o sangue que está escorrendo do canto da boca, sorri maldoso, chupa o sangue que ficou em seu dedo, encara Sérgio.

ÁLVARO

Me aguarde, motorista... Vai ter volta. (encara Elisa) A decisão ainda está em suas mãos.

Álvaro sai, Elisa abraça Sérgio, chora. Clara se aproxima de Elisa.

CLARA

Elisa... Não chora, está tudo bem, e você não é culpada de nada.

ESTELA

Claro que é! Você não ouviu o que o Álvaro disse?

CLARA

(nervosa) Estela, sai daqui, ou Álvaro não será o único a apanhar, hoje.

DANTE

Vamos subir, mamãe, para de colocar lenha na fogueira.

Dante e Estela sobem as escadas.

SÉRGIO

Dona Clara… lamento muito que a senhora tenha descoberto as coisas desta forma. Nós íamos contar-lhe, mas o Álvaro adiantou-se…

CLARA

Tudo bem, Sérgio... De certa forma, eu desconfiava, mas achei que era coisa da minha cabeça.

ELISA

(triste) Eu não poderia imaginar que Álvaro fosse capaz de fazer uma coisa dessas... Eu... Eu sinto muito. As coisas entre Sérgio e eu aconteceram de forma natural. Eu não sabia que podia amar alguém, novamente.

CLARA

(sorri, enxuga as lágrimas de Elisa) Não se desculpe, Elisa, e não chore. Eu não quero ver ninguém chorar. Estou orgulhosa de vocês, que defenderam a Elisa.

BENÍCIO

(chateado) Não tem como não sentir o baque do que esse cara fez com a gente...

MAYA

(raiva) Ele é um desgraçado.

CLARA

Ele tem nome e todos nós sempre vamos falar de Álvaro pelo nome porque, assim, vamos mostrar que não temos medo dele. E não quero ninguém triste; vamos todos sorrir. Se nós estivermos juntos e felizes, vamos nos reerguer.

SÉRGIO

(sorri um pouco) É exactamente assim que as coisas devem ser. Tenho a certeza de que, quando o senhor Roberto recuperar a memória, trará uma solução. Podem contar comigo para ajudar no que for preciso.

CLARA

(sorri) Muito obrigada, Sérgio! Venham aqui, meus filhos...

Clara abre os braços. Benício, Maya e Elisa a abraçam, Sérgio observa.

CLARA

Sérgio... Você também. (sorri).

Sérgio sorri, um pouco tímido, se junta ao abraço.

CLARA

(fecha os olhos) Nós vamos conseguir passar por isso... Juntos.

Corta Para:

Cena 2/Int./Mansão Monteiro Diniz/Cozinha/Noite.

Malu, Berta, Lívia, Gustavo e Arlindo estão reunidos, sentados à mesa.

MALU

(chateada) Deus me livre... Esse Álvaro é um demônio.

ARLINDO

(nervoso) Eu quase entrei na sala para expulsar ele daqui a ponta pés! Mas, como não me chamaram, fiquei na minha.

GUSTAVO

(triste) Eu não sei como Álvaro fez isso sem que eu percebesse... Até ontem, estava tudo certo.

LÍVIA

Com certeza, ele já vinha agindo, Gustavo. Um golpe como esse não se planeja da noite para o dia.

BERTA

(triste, preocupada) Álvaro fez isso para atingir a Elisa... Claro que ele deveria estar de olho na fortuna, faz tempo.

MALU

E o seu Roberto, que ficou leso, e não lembra de nadinha do que aconteceu.

Benício entra.

BENÍCIO

Berta, minha mãe pediu para preparar o chá calmante que você faz, e servir na sala.

BERTA

(se levanta) Claro, vou fazer e Malu já vai servir.

Benício vai saindo, Lívia se levanta.

LÍVIA

Beny... Eu sinto muito por tudo isso que está acontecendo. Se precisar de alguma coisa, pode contar comigo.

BENÍCIO

(sorri um pouco, gostando) Valeu, Lívia... Embora eu esteja sempre rodeado de pessoas, sei que não são meus amigos de verdade e que não posso contar com eles... Mas sei que posso contar sempre com Dante e você... Obrigado!

Benício sai, Lívia sorri.

MALU

(sorri) Que fofinhos vocês.

LÍVIA

(sem jeito) Para com isso, Malu, não tem nada de fofinho aqui, não. Você ouviu que o Beny falou... Somos amigos.

MALU

É... Sérgio também era amigo da Elisa e, agora, eles são Super Amigos.

ARLINDO

Maluzinha, quer parar de se meter na vida dos outros?! Deixa a menina. E, depois que você servir o chá, vai se arrumar pra gente sair.

MALU

Que sair, o quê? Você ficou surdo? Não ouviu que a casa tá caindo em cima da cabeça de todo mundo, e quer sair?!

ARLINDO

Quero. A casa tá caindo pro lado deles, não do meu.

MALU

(séria, irritada) Se continuar falando besteira, a sua casa, também, vai cair.

BERTA

Malu... Espera na sala de jantar, que já vou levar o chá. E você, Arlindo, vai fazer o seu trabalho, vai... Lá fora!

ARLINDO

Tô indo. E vai se arrumar, hein, Malu. Já comprei os ingressos do show.

Arlindo sai, Malu vai para a sala de jantar.

Corta Para:

Cena 3/Int./Apartamento de Álvaro/Quarto/Noite.

Álvaro está se olhando no espelho, Diana entra.

DIANA

Eu acho que você se precipitou, Álvaro... Não deveria ter ido na casa dos Monteiro Diniz.

ÁLVARO

Essa casa vai ser minha, em poucos dias. Além disso, eu quis deixar bem claro para a Elisa que, se quiser, ela pode mudar o jogo... Basta reatar o noivado comigo.

DIANA

(pensativa, séria) Você gosta dela, Álvaro... Eu sou uma idiota, mesmo! Nem sei porque ainda estou aqui.

ÁLVARO

Que você é idiota, eu sei. Agora, sobre a Elisa... (pausa) Não vou perder o meu troféu; ela é minha!

DIANA

Acorda, ela nunca amou você! Ela amava o Bruno e, agora, ama o tal do Sérgio. 

ÁLVARO

Cala a boca e presta atenção no que você vai fazer para me ajudar a descobrir algum podre do português. 

DIANA

E se ele não tiver algum podre? Vai fazer o quê? Criar um?

ÁLVARO

Ah, mas ele tem... Uma vez, a Maya me disse que ele não fala muito sobre a vida pessoal e nem porque veio para o Brasil, mas ela tinha a certeza de que era por causa de uma mulher... Manuela.

DIANA

(curiosa) E o que essa Manuela é dele?

ÁLVARO

É isso o que você vai descobrir. Eu encontrei os dados da contratação do Sérgio e lá tem o endereço de onde ele morava... Fica em cima de uma padaria. Você vai até lá, amanhã, e vai sondar. Diga que o conheceu quando chamou um carro por aplicativo. Inventa alguma coisa e tenta saber quem é Manuela.

DIANA

(sorri maldosa) Pode deixar que eu vou lá, sim.

ÁLVARO

(frio) Eu vou desmascarar o herói português.

Corta Para:

Cena 4/Int./Mais Tarde/Mansão Monteiro Diniz/Quarto de Sérgio/Noite.

Sérgio está sentado na cama, pensativo. Elisa entra, Sérgio se levanta.

SÉRGIO

(ansioso) Que bom que estás aqui, meu amor.

ELISA

Eu vim saber como você está porque, depois de tudo o que aconteceu, não tivemos tempo para conversar... Está tudo bem?

SÉRGIO

(confuso) Está... Mais ou menos.

ELISA

Espera... Está tudo bem, ou não?

Sérgio segura a mão de Elisa, a puxando para se sentar na cama. Os dois se sentam.

SÉRGIO

Não era assim que eu planeava fazer isto, mas tenho de o fazer agora...

ELISA

O quê, meu amor? Não me assuste!

SÉRGIO

(olhando Elisa nos olhos) Elisa… pode parecer loucura, mas… tenho a certeza de que és a mulher com quem quero passar o resto da minha vida.

Elisa fica surpresa.

SÉRGIO

Elisa… queres casar comigo?

Sérgio pega uma caixinha de joias do bolso, abre. Dentro tem um anel simples. Elisa fica emocionada.

ELISA

(sorri emocionada) Só você para me fazer ficar feliz, enquanto o mundo desaba.

SÉRGIO

(sorri, está ansioso) Aceitas casar-te comigo?

ELISA

(sorri) Aceito, Sérgio. Eu também te amo e tenho a certeza de que você é o homem com quem quero dividir toda a vida.

Elisa e Sérgio se beijam.

SÉRGIO

(sorri, está feliz) Nesse momento, fizeste-me o homem mais feliz do mundo. Sabes por quê? Porque me amas pelo que eu sou, por mim...

ELISA

Você sempre diz isso, mas... Por quê, Sérgio?

SÉRGIO

(preocupado, sério) Porque agora chegou a hora de te dizer uma coisa...

Sérgio pega, de cima da cômoda, outra caixinha de joias, abre. Elisa fica espantada ao ver o anel de Safira.

ELISA

Meu Deus... Sérgio... De quem é este anel?

SÉRGIO

Este anel faz parte do património da família.

ELISA

(sem entender) De qual família?

SÉRGIO

(toma coragem) Da minha, Elisa! Este anel... pertenceu à... à minha mãe... A duquesa Amália Castro Figueroa.

ELISA

(sorri, sem acreditar) Olha só... Não é momento para brincadeiras, Sérgio. Se você está tentando me fazer rir/

ANTÓNIO SÉRGIO

Eu não sou motorista em Portugal, Elisa… Apenas, aqui, porque… em Portugal… (um pouco altivo) o meu verdadeiro nome é António Sérgio Castro Figueroa, herdeiro da multinacional Castro Figueroa e, agora, depois do falecimento do meu pai, herdei, também, o título de Duque…

Elisa está olhando, incrédula, para António Sérgio, que está apreensivo.


Novela escrita por
Débora Costa

Releitura da Novela
Antônio Maria de
Geraldo Vietri

Revisão de Texto
Eduardo Gouvêa

Elenco
Elisa
António Sérgio
Álvaro
Maya
Roberto
Clara
Manuela
Gonçalo
Benício
Lívia
Dante
Sol
Manuel
Leonor
Berta
Gustavo
Malu
Diana
Bruno (in memoriam)

Núcleo
Entretenimento em Foco

Trilha Sonora
Canção do Mar - Dulce Pontes

Produção
Bruno Olsen


Esta é uma obra de ficção virtual sem fins lucrativos. Qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.



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