
Cena 1- Sala da mansão dos Castro/ Int/ Dia.
Dalila: Eu vou ensinar essa minha mãe a mentir melhor.
Cena 2- Mansão dos Castro/ Quarto/ Int/ Dia.
Dalila entra no quarto e liga o som. O som no volume máximo, Dalila pula e dança em cima da cama.
Kaíke: O que é isso?
Catarina sobe depressa para o quarto da filha, Kaíke a segue.
Catarina: Dalila, o que é isso?
Dalila: Oie! E aí, colega, você curte rock?
Kaíke olha espantado e Catarina quase tem um infarto de tanta raiva.
Kaíke: O que está acontecendo aqui?
Catarina desliga o som.
Catarina: Não ligue pra ela. Já melhorou a dor de cabeça filha?
Dalila: Dor de cabeça? Eu estou tão bem hoje.
Catarina (sem graça): Seu namorado veio te ver.
Dalila: Eu já vi, e aí como vai?
Catarina: Vou deixá-los a sós.
Dalila: Mamãe! Isso é errado, você não sabe que as mocinhas iguais a mim não podem ficar sozinhas no quarto com um rapaz, não é culpa minha são as regras da sociedade.
Dalila sorri irônica.
Kaíke: É melhor eu ir embora, outro dia eu volto.
Dalila: Até logo então! Ah! Valeu pelas flores, mas eu sou alérgica.
Catarina sai furiosa e acompanha Kaíke até a porta.
Dalila: É melhor eu fugir antes que a minha mãe volte, e ela vai voltar furiosa comigo.
Dalila vai até a janela e se surpreende. A janela não abre.
Dalila: Que ódio! O que fizeram com a minha amiga cúmplice de fugas?
Jorge e Catarina entram no quarto.
Jorge: Precisamos falar com você!
Catarina: Ela me fez passar vergonha na frente do Kaíke Giardio! E se ele comentar com os amigos e se contar pra família?
Jorge: Por favor, Catarina... Você não pode fazer isso Dalila! Você está acabando com o nome da nossa família! Nunca tivemos um Castro como você!
Dalila: Que legal! Eu gosto de ser a exceção. É legal ser diferente.
Ela ri.
Jorge: Não estamos aqui pra ouvir suas besteiras! Quero que peça desculpas ao Kaíke, invente qualquer coisa, mas faça com que ele esqueça essa Dalila que ele viu hoje e que o decepcionou tanto.
Dalila: O decepcionou? Por quê? Eu não fiz nada demais.
Catarina: Já estamos por aqui com você!
Jorge: Felizmente tudo na minha vida deu certo, nasci em uma família de prestígio, tive grandes oportunidades, tenho grandes influências, tenho sua mãe que é uma excelente esposa, a única decepção da minha vida é você Dalila! Podia seguir o nosso exemplo, ser uma pessoa de bem.
Dalila: Seguir o exemplo de vocês? Nunca! Você pai só se preocupa com o nome da família, você mãe só se importa com essa maldita sociedade! São pessoas vazias que não fazem o que querem pra não desagradar os outros! Pessoas que nunca tiveram o prazer de sentir o vento tocando os cabelos, a liberdade de gritar que está feliz, de dançar e cantar até ficar cansada! Vocês não sabem o que é viver, viver livre independentemente do que os outros vão dizer!
Jorge (olha para Catarina): Você se acha uma grande filósofa, se acha muito capaz de fazer as coisas, pois então viva essa sua vida de liberdade, de independência.
Dalila (sorri): Viu? Não é à toa que eu disse tanta coisa. Até que enfim vocês entenderam que...
Jorge: Pois vá viver essa vida bem longe de nós!
Cena 3- Sala da mansão dos Castro / Int./ Dia.
Catarina: O que é isso Jorge? O que iram dizer nossos conhecidos quando souberem que você expulsou nossa filha de casa?
Jorge: Ela é a vergonha da nossa família! Não suporto sequer nem olhar para a Dalila! É bom que ela leve esse susto, quem sabe não muda pra melhor, assim como está não pode continuar.
Cena 4- Mansão dos Castros/ Cozinha/ Int./ Dia.
Dalila com a mochila nas costas, celular no bolso, pega uma maçã na geladeira da cozinha. Verifica se todas as suas joias de valor estão na mochila e principalmente o dinheiro que ela vinha guardando, olha pro relógio...
Dalila: Chegou a hora de ir. Vou ser muito feliz longe desses dois. Me tratam como se eu fosse um bicho do mato. Agora sim Dalila Castro você é livre pra fazer o que quer! Adeus casinha, nem de longe eu quero te ver de novo! Meus amigos, tenho certeza que os pais da Linda não vão me deixar vê-la, só resta eu não encontrar o Caio também.
Dalila sai batendo a porta com força.
Cena 5- Aeroporto da Cidade do México/ Int. Dia.
Dalila: Moça, você não tem uma passagem pra qualquer lugar dos Estados Unidos?
Mulher: Infelizmente o último voo que tínhamos acabou de sair.
Dalila: O que vocês têm então? Paris? Itália?
Mulher: Não, nós...
Dalila: Qualquer lugar da África? Poxa vida! Japão então! Qualquer lugar onde eu possa sumir desse país agora!
Mulher: Vai sair um voo agora para a cidade de Bogotá.
Dalila: Perfeito! Onde fica isso mesmo?
Mulher: Colômbia mocinha...
Dalila: Está ótimo! Me desculpe. Eu sempre odiei aula de Geografia!
Dalila compra a passagem.
Mulher: Pois se apresse, o voo já está saindo.
Dalila sai correndo com sua mochila.
Dalila: Me esperem! Não vão sem mim!
Dalila quase atropela um casal, deixa a bolsa cair no chão e suas roupas caem todas.
Dalila: Não estão vendo que eu estou com pressa! O povo desocupado que fica aparecendo no meu caminho!
Finalmente Dalila cata todas as roupas e entra no avião.
Dalila (pensa): É agora eu tenho que provar pra mim mesma que sou capaz! Ai que idiotice, eu me preocupar? Pense alto minha filha! Eu vou ser muito feliz. A única coisa que eu lamento é não ter encontrado os meus amigos pra me despedir. Mas eu sei que um dia eu voltarei a vê-los.
Dalila (grita): Agora sim eu sou livre!
Todos os passageiros olham pra ela com gestos de advertência.
Dalila: Perdão, não está mais aqui quem gritou.
Ela fecha os olhos e acaba dormindo.
minissérie de
Francyslaine Vicentini
elenco
Valentino Lanús como Leonardo
tema
Algo esta cambiando
intérprete
Julieta Venegas
produção
Bruno Olsen
Diogo de Castro
Renata Lopes
Esta é uma obra de ficção virtual sem fins lucrativos. Qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.
REALIZAÇÃO
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