Passos da Paixão - Capítulo 32 - WebTV - Compartilhar leitura está em nosso DNA

O que Procura?

HOT 3!

Passos da Paixão - Capítulo 32

Novela de Édy Dutra
Compartilhe:
Troque a Fonte Aqui


PASSOS DA PAIXÃO - CAPÍTULO 32
NO CAPÍTULO ANTERIOR:
LAERTE: - O que foi, senhora?
A tal mulher entra na casa, empurrando Laerte, que se surpreende.
LAERTE: - O que é isso?!
A senhora tira a peruca. É Rosana.
LAERTE: - Rosana?!
ROSANA: - Você precisa me ajudar, Laerte. É caso de vida ou morte.
Os dois ficam a se olhar.


 
 


 
CENA 01. CASA LAERTE. INT. NOITE. 
Continuação do capítulo anterior. Laerte se surpreende com a chegada de Rosana. 
LAERTE: - O que você está fazendo aqui?
ROSANA: - Eu preciso de ajuda, Laerte. Por favor!
LAERTE: - Mas isso era certo que iria acontecer. Eu vi no noticiário. A polícia ta na tua cola.
ROSANA: - E por que você acha que eu bolei esse disfarce todo? Já fiz isso premeditando. Só não sabia que seria tão rápido. A Silvinha conseguiu fazer a cabeça do Mauro. Eu ainda tinha chances de conquistar ele.
LAERTE (ri, debochado): - Você achava mesmo que o Mauro voltaria pra você? Acorda, Rosana! Depois do que você aprontou com ele, a última coisa que ele quer é ficar do teu lado.
ROSANA: - Eu tinha as minhas armas...
LAERTE: - A sua única arma agora é ficar bem caladinha, quietinha no seu canto. Qualquer vacilo, a polícia te pega e aí, tchauzinho...
ROSANA: - Ah, mas eu não desisto assim tão fácil, Laerte.
LAERTE: - E vai fazer o quê? Forçar o Mauro a ficar com você?
ROSANA: - Não. Eu vou é fazer aqueles que me prejudicaram pagar por tudo. A começar pela Sílvia e pelo Júlio. 
Laerte se surpreende com a firmeza, e frieza, com que Rosana se expressa. 
CENA 02. CENTRO DE EVENTOS ÁUREA CALÇADOS. INT. NOITE. 
O desfile de lançamento da coleção termina, com Estér vindo à frente das modelos, sendo aplaudida por todos no salão. 
A banda volta a tocar a música ambiente e os convidados curtem a festa. 
SÍLVIA: - Estér, que sapatos lindos!
ESTÉR: - Gostaram mesmo?
TEREZA: - Eu fiquei encantada! Tem cada um!
ESTÉR: - Lá no camarim, deixei um par de presente para cada uma de vocês, em agradecimento ao apoio hoje.
SÍLVIA (surpresa): - É mesmo?! Nossa, obrigada!
ESTÉR: - Fiquem à vontade! Curtam a festa! 
Estér se afasta e é abordada por Maria Helena. 
ESTÉR: - Veio me dar os parabéns?
MARIA HELENA: - Só vim dizer o quanto você estava ridícula encerrando o desfile.
ESTÉR: - Como eu não pensei nisso antes. Seria um milagre ouvir um elogio vindo da sua boca.
MARIA HELENA: - Não pense que só porque hoje é um dia de festa, seu pai vai te perdoar pelo o que você fez, está ouvindo? Para aquela casa você não volta, Estér.
ESTÉR: - Veremos. 
Estér sai. Maria Helena a observa. Num outro ponto, Guilherme ajuda Durval no bufê, quando Marcinha se aproxima. 
MARCINHA: - Oi!
GUILHERME: - Olá! Precisa de alguma coisa?
MARCINHA: - Nada não... Apenas dei oi.
GUILHERME: - Ah, sim...
MARCINHA: - Na verdade, eu vi você longe e fiquei curiosa pra perguntar... Você é modelo?
GUILHERME: - Eu? Não... Estou apenas trabalhando aqui no bufê, ajudando meu pai. Não sirvo pra essas coisas de modelo não.
MARCINHA: - Mas nunca pensou mesmo? Nem um pouquinho? Você é tão bonito. Deve fazer sucesso por aí.
GUILHERME: - Não sei se sou tão bonito assim... Bem, minha namorada não reclama de nada.
MARCINHA: - Ela é muito sortuda... 
Guilherme percebe o clima e tenta disfarçar. 
GUILHERME: - Você tem certeza que não quer nada do bufê?
MARCINHA: - Estou sendo tão inconveniente assim?
GUILHERME: - Não, mas acontece que meu pai vai me ver conversando aqui e pode brigar comigo e (pausa)
MARCINHA: - Seu pai não vai brigar com você. Até porque, acho que ele não se importaria de ver o filho dele conversando com a filha do presidente da empresa.
GUILHERME: - Seu pai é aquele homem que estava falando na passarela antes?
MARCINHA: - Ele mesmo, Fernando Linhares. E eu me chamo Márcia. Mas pode me chamar de Marcinha.
GUILHERME: - Eu me chamo Guilherme.
MARCINHA: - Então, Guilherme, acho que não há motivos para a gente não se falar, certo? Eu já andei por muitos lugares aqui no Rio, dentro e fora do país. Eu sei quando um rapaz é bonito o bastante para fazer sucesso como modelo.
GUILHERME: - Pois então, eu não posso seguir uma carreira dessas, eu sou muito tímido.
MARCINHA (acaricia o braço dele): - Eu posso te ajudar, se quiser... Posso fazer você se soltar um pouco mais. 
Guilherme, delicadamente, se afasta de Marcinha. 
GUILHERME: - Agradeço a sua solidariedade, mas eu preciso trabalhar e... Vou pensar no que você me disse. Mas acredito que minha namorada pode me ajudar melhor a me soltar. Com licença. 
Guilherme se afasta. Marcinha o observa. 
MARCINHA: - Puxa, Marcinha... Investiu pesado demais. 
Na mesa, Bruno e Marília estão sentados. 
MARÍLIA: - Eu vou falar com a Sílvia e com a Tereza, volto logo.
BRUNO: - Claro. Eu vou ver os sapatos no estande. 
Os dois se levantam, cada um segue para um lado. Quando Bruno chega ao espaço onde sapatos estão à mostra, Raquel o aborda. 
RAQUEL: - Você não tem vergonha não?
BRUNO: - Raquel? Está falando comigo?
RAQUEL: - E qual o outro cara de pau que está aqui nesta festa?...
BRUNO: - Posso saber o motivo de tanta hostilidade com a minha pessoa?
RAQUEL: - Você destratou a Valquíria e acha que está tudo bem? E o pior, está acompanhado por outra mulher na festa!
BRUNO: - Eu e a Marília somos apenas amigos. E você não tem nada que se meter na minha relação com a Valquíria.
RAQUEL: - Apenas amigos é? Sei... Você não me engana, Bruno. Aposto que nem a Marília sabe que você e a Valquíria estão juntos. Ou estavam.
BRUNO: - Raquel, por que você não vai lá cuidar do seu maridinho patético, que fica morrendo de ciúmes quando vê você e o Fernando juntos e me deixa em paz, hein?
RAQUEL: - Você não poderia ter feito isso com a Valquíria. Não poderia! Ela está sofrendo!
BRUNO: - Ela está precisando é se tratar. Valquíria está louca.
RAQUEL: - Você está deixando ela assim.
BRUNO: - E você já está enchendo o meu saco. Vai cuidar da sua vida. 
Bruno se afasta. Raquel procura se controlar. Enquanto isso, Marília, Tereza e Sílvia conversam. 
MARÍLIA: - As modelos ficaram ainda mais lindas com as roupas!
SÍLVIA: - Tereza arrasou!
TEREZA: - Ai gente foi na correria, mas até me surpreendi com o resultado também. Ficou lindo demais! 
Fernando se aproxima delas. 
FERNANDO: - Ficou lindo mesmo, Tereza! Parabéns e obrigado! A CarioLinda deu show junto com a Áurea e com a Classic Models.
TEREZA: - Obrigada, Fernando. Você sempre muito gentil.
SÍLVIA: - Tereza vamos lá ao camarim ver os sapatos que ganhamos!
TEREZA: - Vamos sim! Com licença! 
Sílvia e Tereza se afastam. Marília vai saindo, quando Fernando a segura pelo braço, delicado. 
FERNANDO: - Marília espera.
Os dois trocam olhares.
FERNANDO: - Você está linda.
MARÍLIA: - Você também.
FERNANDO: - Eu já falei que estou feliz por ver você aqui, não falei?
MARÍLIA: - Falou sim... (risos)
FERNANDO: - Mas eu ficaria ainda mais feliz em ter você comigo, do meu lado.
MARÍLIA: - Fernando, eu não posso.
FERNANDO: - Está noiva, não é? Meu pai falou.
MARÍLIA: - A nossa história acabou.
FERNANDO: - Você sabe que não, Marília. A nossa história ainda não acabou. E nem vai acabar. Eu não consigo te esquecer, mesmo depois de todo esse tempo.
MARÍLIA: - Fernando, por favor!...
FERNANDO: - Duvido que você não pense em mim. Nem que seja por um segundo, Marília. 
Os dois trocam olhares, profundos. Se aproximam aos poucos, ficando cara a cara, prestes a se beijar. 
MARÍLIA: - Eu não posso mais... 
Marília se afasta e sai, um tanto apressada. Fernando pensa em ir atrás dela, mas hesita. 
Enquanto isso, na porta do salão, Valquíria vai indo embora. Maquiagem borrada, de chorar. Raquel se aproxima dela. 
RAQUEL: - Valquíria!
VALQUÍRIA: - Eu vou pra casa, Raquel. Impossível ficar aqui nesta festa.
RAQUEL: - O Bruno não merece você, Val! Larga esse cara de vez!
VALQUÍRIA: - Eu vou pensar, amiga.
RAQUEL: - Não quer uma carona? Eu te deixo em casa.
VALQUÍRIA: - Não precisa. Eu pego um táxi aqui. Fica, vai curtir a festa. Seu marido, sua filha, estão te esperando. Eu vou ficar bem, não se preocupa. 
Valquíria vai embora, sob o olhar consternado de Raquel. 
CENA 03. BÚZIOS. POUSADA. QUARTO. INT. NOITE. 
Renato e Ivan chegam ao quarto da pousada, com malas e sacolas.
RENATO: - O lugar não é cinco estrelas, mas é muito bonito.
IVAN: - E o quarto parece bem confortável... E eu não estou aqui buscando luxo não.
RENATO: - O bom é que é perto do mar...
IVAN: - Amanhã vamos curtir a praia né? Pegar umas ondas.
RENATO: - Você sabe surfar?
IVAN: - Eu não, mas vi que lá na recepção a gente pode se inscrever para fazer aula. Eles têm instrutores de surf aqui.
RENATO: - Eu não levo jeito pra coisa. Prefiro ficar só observando.
IVAN: - Então eu vou ficar com você, do seu lado. Te observando. 
Os dois se abraçam, carinhosos. 
IVAN: - Vamos pro banho?
RENATO: - Eu e você?
IVAN: - Só nós dois... 
Ivan pega Renato pela mão e o leva para o banheiro.
CENA 04. CASA LAERTE. INT. NOITE.
Laerte coloca a mesa para o jantar. Rosana sai do banho, vestida, com a toalha enrolada nos cabelos.
LAERTE: - Está servido o jantar.
ROSANA: - E o que temos? Risoto de camarão ou paella uruguaia?
LAERTE: - Nem uma coisa nem outra. Esqueça seu mundo de luxo, Rosana. Hoje o jantar é revirado do Laerte.
ROSANA: - Só o nome já me deixa com o estômago embrulhado!...
LAERTE: - É o que tem pra comer hoje. Só vou fazer mercado amanhã.
ROSANA: - Vai fazer mercado com que dinheiro, Laerte?
LAERTE: - Minhas economias. Não é muita coisa, mas dá pra me virar.
ROSANA: - Incompetência sua. Se fosse esperto, amarrava logo a Silvinha e continuava vivendo escorado nela. Mas não, deixou ela escapar.
LAERTE: - Você acha que é fácil? Sílvia está apaixonada pelo Júlio, cega de amores.
ROSANA: - A gente precisa fazer alguma coisa pra abalar essa felicidade nojenta deles!
LAERTE: - Fazer o que? Não há nada pra ser feito, Rosana...
ROSANA: - Acho que agora eu descobri porque a Sílvia te abandonou. Você é um fracassado, Laerte. Tem espírito de derrotado impregnado nesse corpo! Age como fracassado, pensa como fracassado. Meu Deus! Para de ser assim! A gente não pode desistir nunca! 
Laerte se cala. 
ROSANA: - Você está com raiva do Júlio por ele ter tirado o seu lugar junto da Sílvia, não está?
LAERTE: - Estou.
ROSANA: - Está chateado com a Sílvia porque ela não te valorizou durante todos esses anos, não está?
LAERTE: - Sim, eu estou.
ROSANA: - Então! O Júlio só me trouxe problemas à vida inteira. E a Sílvia me traiu, acabando com a minha felicidade. Eu e você temos contas para acertar com aqueles dois. Acho que está na hora da gente começar a ir pra cima. De verdade.
LAERTE: - E o que você está pensando em fazer?
ROSANA: - Ainda não sei. Eu só sei que a gente precisa atingir os dois, juntos. Se vamos separá-los ou não, eu não sei. Mas que eles vão sofrer nas nossas mãos, isso vão... Eu quero ver lágrimas, quero ver choro, tristeza, Laerte! 
Rosana ri, maligna. Laerte a observa, pensativo.
CENA 05. CASA JANICE E ALCEU. QUARTO. INT. NOITE.
Alceu deitado na cama. Janice se preparando para deitar.
ALCEU: - Até quando será que a Melissa vai ficar sem falar com a Silvinha?
JANICE: - Não sei, Alceu. Ela está irredutível.
ALCEU: - Poxa, a Silvinha fez de tudo para dar do bom e do melhor para ela. E agora recebe ingratidão em troca?
JANICE: - A gente não pode julgar, Alceu. Coitada da menina também, descobrir de uma hora pra outra que sua mãe não é sua mãe verdadeira, que sua mãe biológica nunca quis olhar para a sua cara... E que sua mãe de criação, sabia disso e nunca quis revelar nada...
ALCEU: - Essa Rosana vou te contar viu? Ela nunca foi flor que se cheire... Ela sempre de nariz em pé.
JANICE (deita-se ao lado de Alceu): - E bandida! Tá sendo procurada por vários crimes. Até pelo incêndio no galpão da CarioLinda.
ALCEU: - Por um lado até foi bom ela não ter ficado com a Melissa. Imagina o que essa garota iria sofrer ao lado dessa mulher?
JANICE: - Por isso que eu agradeço a Deus todos os dias pela nossa família ser feliz, unida. Karina é uma moça exemplar, de boa educação. Não fica se expondo, é respeitada.
ALCEU: - Temos um grande tesouro. Espero que um dia a Sílvia e o Júlio também consigam ser assim, uma família feliz, junto com a Melissa. 
CENA 06. CENTRO DE EVENTOS ÁUREA CALÇADOS. INT. NOITE. 
Diogo está num canto, próximo da parede, bebendo um drink e observando a festa. Maria Helena se aproxima dele, discreta. 
MARIA HELENA: - Bebendo é?
DIOGO: - Só para descontrair um pouco.
MARIA HELENA: - Eu também estou a fim de descontrair, só não com bebida. E sim com você.
DIOGO (sacana): - Tá com vontade é?
MARIA HELENA: - Controle-se, garoto... Na minha casa, esqueceu? Na minha casa.
DIOGO: - Pode deixar que eu não esqueci não. Embora eu ache arriscado.
MARIA HELENA: - Nem pense em não ir. 
Maria Helena se afasta. De longe, Estér estava a observar a conversa dos dois, junto com Bia. 
ESTÉR: - Não pode ser verdade... Acho que eles estão juntos mesmo, Bia.
BIA: - Aquela troca de olhares não engana.
ESTÉR: - Mas a troco de quê o Diogo estaria com a Maria Helena? Como amante!
BIA: - Alguma coisa tem, Estér.
ESTÉR: - E eu vou descobrir. Essa cobra vai ficar mansinha na minha mão, Bia. A Maria Helena vai tombar. 
Em outro ponto do salão, Durval, Tereza e Sílvia conversam.
DURVAL: - Meninas apareçam lá no restaurante mais vezes!
SÍLVIA: - Pode deixar, Durval, que iremos sim.
DURVAL: - Tereza nem vou convidar mais. Às vezes ela esquece que tem um amigo que a adora lá.
TEREZA: - Ai, Durval, eu não esqueço não. Mas agora são muitos compromissos, com a volta da CarioLinda...
DURVAL: - E o namorico com o Mauro.
SÍLVIA: - Namorico com o Mauro? Que história é essa, Tereza, que eu não sei? (risos)
TEREZA: - Mauro! Tá melhor que programa de fofocas, hein!
DURVAL: - Pensa que eu não vejo os olhares? As mãos umas sobre as outras? Os selinhos de despedida...
SÍLVIA: - Até selinho?! É namoro!
TEREZA: - A Heloísa deve saber que você fica cuidando da vida dos clientes! (risos)
DURVAL: - Namorando ou não, eu quero te ver mais vezes por lá, Tereza. Vá mesmo.
TEREZA: - Irei sim, meu amigo. Mas agora eu vou mesmo é para casa. Vamos Sílvia?
SÍLVIA: - Vamos sim! Durval, ótimo rever você!
DURVAL: - Boa noite, meninas! Até a próxima! 
Sílvia e Tereza se afastam. 
SÍLVIA: - Pode me contar tudinho sobre esse seu namorico com o Mauro!
TEREZA: - Menina, nem eu sei contar direito! Foi tão de repente que quando eu vi, já estava envolvida! (risos)
As duas saem, passam pela mesa de Raquel e Adônis.
RAQUEL: - A Valquíria foi embora tão abalada... Tudo por culpa daquele sem vergonha!
ADÔNIS: - Calma, Raquel... Em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher.
RAQUEL: - Mas a Valquíria é minha amiga, poxa. Ela está sofrendo por causa dele.
ADÔNIS: - Você conhece muito bem a Valquíria. Ela está sofrendo agora, mas é capaz de perdoar o Bruno de novo. 
Enquanto isso, Fernando conversa com Orestes e Tarso. 
FERNANDO: - Deu tudo certo, pai! Conseguimos fazer uma grande festa! Os comentários são os melhores possíveis!
ORESTES: - Graças a Deus, meu filho, fizemos um grande trabalho realmente. A nova coleção da Áurea Calçados já é sucesso desde já!
TARSO: - A Sandra já viu inúmeros pares para comprar.
FERNANDO: - Sim! Geórgia já recebeu diversos pedidos de encomendas especiais. E os empresários italianos que estavam aqui também gostaram muito. Acho que vai mais uma leva dos nossos produtos para a Europa.
ORESTES: - Isso merece um brinde! Vamos comemorar! 
Os três sorriem. 
Num outro ponto, Geórgia e Fábio conversam. 
FÁBIO: - Então, quando eu vejo você novamente?
GEÓRGIA: - Não sei... A gente se encontra por aí, nas esquinas da vida.
FÁBIO: - Nossa, que jeito mais fajuto de dizer que não quer mais me ver.
GEÓRGIA: - Eu não disse isso!
FÁBIO: - Então você quer me ver mais vezes?
GEÓRGIA: - Sim! Quero dizer, como amigo, é claro.
FÁBIO: - Tudo bem, eu aceito. (risos)
GEÓRGIA: - Então, boa noite!
FÁBIO: - Já vai?
GEÓRGIA: - Estou morta de cansada! Pensa que organizar uma festa dessas é fácil?
FÁBIO: - Sei que não é... Aceita uma carona?
GEÓRGIA: - Não, obrigada, eu vou de táxi.
FÁBIO: - Vai gastar com táxi tendo um carro disponível pra você, de graça?
GEÓRGIA: - Eu sei bem o que estou fazendo, senhor Fábio. No final das contas, esse carro pode não sair tão de graça assim. (risos) Até a próxima! 
Geórgia sorri e se afasta. Fábio a observa, encantado. 
Em sua mesa, Marília e Bruno conversam. 
BRUNO: - Você está quieta demais.
MARÍLIA: - Não é nada não.
BRUNO: - É o Fernando, não é?
MARÍLIA: - O quê?
BRUNO: - Fernando. A presença dele ainda mexe com você.
MARÍLIA: - Por favor, Bruno, eu não quero falar sobre isso não, ta?
BRUNO: - Tudo bem, não vamos falar sobre isso não... até porque, nós estamos noivos e logo mais iremos casar. O Fernando já é passado na sua vida.
MARÍLIA: - Vamos embora? Estou louca pra chegar em casa.
BRUNO: - Vamos sim. 
CAM abre plano geral do salão. Ainda há pessoas na festa, que vai terminando aos poucos. 
CENA 07. CASA MAURO. ESCRITÓRIO. INT. NOITE.
Mauro está sentado numa das poltronas do escritório, lendo um livro, quando Leocádia entra no local.
MAURO: - Acordada ainda, mamãe?
LEOCÁDIA: - Eu desci para tomar um copo d’água, vi a luz acesa do escritório... Sem sono?
MAURO: - Resolvi vir ler um pouco, pensar na vida.
LEOCÁDIA: - Pensar na vida... E chegou a alguma conclusão?
MAURO: - Que Deus escreve certo por linhas tortas... Embora o que eu tenha vivido com a Rosana me trouxe inúmeras desilusões, ao mesmo tempo, me aproximou de pessoas tão especiais, como a Silvinha. E agora a Tereza.
LEOCÁDIA: - É mesmo. Mas você já conhecia a Tereza, há anos.
MAURO: - Mas não dessa forma como está sendo agora, mamãe. A gente não ta namorando, mas também não estamos sozinhos, entende?
LEOCÁDIA: - É a fase do “estamos nos conhecendo melhor”. (risos) Ai, meu filho... Como é bom ver você e a sua irmã bem, se encaminhando na vida.
MAURO: - Eu já estou bem encaminhado, mamãe. E há um bom tempo.
LEOCÁDIA: - Eu falo no sentido de ter alguém do lado, Mauro... Você agora está conhecendo a Tereza, que ao meu ver, é uma mulher muito querida, respeitada e honesta. A Celeste está seguindo o tratamento dela. O Guilherme dá o maior apoio, está sempre junto, incentivando ela. Até pra faculdade ela já voltou.
MAURO: - Um verdadeiro progresso!
LEOCÁDIA: - E para uma mãe, tudo o que ela mais quer na vida, é ver os filhos progredindo, felizes. E eu estou muito feliz com vocês, Mauro. Muito. 
Mauro se levanta, abraça Leocádia. (sobe trilha “Cuidando de Você” – Luiz Melodia) 
MAURO: - Eu também estou feliz com você do meu lado, mamãe. E garanto que a Celeste também.
LEOCÁDIA: - Vocês são os meus tesouros, nunca vou abandoná-los. Nunca. 
(fade in trilha “Cuidando de Você” – Luiz Melodia) 
CENA 08. TRANSIÇÃO DO TEMPO. AMANHECER / CASA SÍLVIA. INT. DIA. 
Imagens do Rio de Janeiro ao amanhecer. Mostra a orla de Copacabana, as pessoas caminhando pelo calçadão, deitadas na areia. Mostra o bondinho do Pão de Açúcar, o morro da Urca. (fade out trilha “Cuidando de Você” – Luiz Melodia)
Corta para a casa de Sílvia. Sílvia abre a porta de casa. Janice chega com Melissa. Júlio está na sala também. 
SÍLVIA (surpresa/feliz): - Filha!
JANICE (entrando): - Com licença, Silvinha... Como vai, Júlio?
JÚLIO: - Tudo bem, Janice.
SÍLVIA (a Melissa): - Como você está filha?
MELISSA: - Tudo bem.
JANICE: - Durante esse tempo em que a Melissa ficou lá em casa, nós conversamos muito. E hoje eu fiquei surpresa quando ela me pediu para vir aqui com ela. Acho que ela pensou melhor sobre essa história toda e quer falar com vocês. 
Sílvia e Júlio trocam olhares. 
JÚLIO: - Eu fico feliz, Melissa.
JANICE: - Bem, eu preciso voltar lá para o bar. Espero que vocês tenham uma boa conversa.
MELISSA: - Obrigada pelo apoio, Janice.
JANICE: - Conheço você desde pequenina, Melissa. Te considero como uma filha também. Só me interessa a felicidade de você e da sua família. 
Janice abraça Melissa e sai. Sílvia fecha a porta e se aproxima de Melissa. 
SÍLVIA: - Então, filha... Você pensou melhor em tudo isso?
MELISSA: - Pensei. Eu fiquei muito confusa com tudo que aconteceu... Eu confesso que não entendia as suas brigas com a Rosana, aquela desconfiança. Depois, a própria Rosana despejou tudo em cima de mim, uma verdade que me causou dor. Muita dor.
JÚLIO: - Eu posso imaginar o quanto você ficou mexida em saber de toda essa história. Eu também fiquei sem saber o que fazer quando soube que você era a filha que eu pensava que nunca existiu.
MELISSA: - É triste saber que você foi enganada, durante a sua vida toda. Mas depois, eu pensei melhor e entendi que a Silvinha não me enganou. Ela apenas quis me proteger... Eu realmente entendi que a Rosana nunca quis nada comigo. Eu nunca fui importante para ela, nunca. Tanto é que nós viajamos juntas, trabalhamos juntas e ela nunca demonstrou uma aproximação mais carinhosa se quer!
SÍLVIA: - Ela não saberia ser mãe, Melissa. Nunca soube. Até porque, ser mãe não é para qualquer mulher. Todas podem ter filhos, mas nem todas serão mães de verdade.
MELISSA: - Agora eu entendo, Silvinha, todo o esforço que você e o Laerte tiveram para me criar, me dar educação, me mostrar o quanto é importante o respeito, a dignidade... Nós não tínhamos o sangue, mas éramos uma família sim. 
Sílvia está emocionada. Júlio segura sua mão. 
MELISSA: - Eu errei muito também. Fiz coisas que não devia. E estou arrependida. Eu fiquei com ódio de você, Sílvia. Desejei não ter o seu sangue, Júlio. Queria que vocês dois sumissem da minha vida para sempre!... Mas depois que a poeira baixou, eu conversando com a Janice, percebi que eu estava errada! Que eu jamais poderia fazer isso com vocês.
JÚLIO: - A gente te entende, filha.
MELISSA: - Você, Sílvia, me criou, com todo amor e carinho. Você Júlio, foi tão vítima quanto eu nessa história. Não seria justo a gente recomeçar a nova vida com esse nó no meio... (ajoelha-se) Por isso que eu tomei coragem para vir aqui e pedir perdão para vocês, por tudo o que fiz de errado, por tudo o que eu disse... (emociona-se) E eu também quero dizer que... Vai ser uma felicidade enorme para mim, poder chamá-los de pai e mãe daqui pra frente. 
Júlio e Sílvia, visivelmente emocionados, ajoelham-se junto de Melissa e a abraçam. Os três choram, emocionados, ao mesmo tempo sorridentes, felizes. 
SÍLVIA: - Não precisa pedir perdão, minha filha, por nada! Nós te amamos! Muito! 
Os três se levantam e seguem abraços, felizes.
CENA 09. APTO VALQUÍRIA. INT. DIA.
Valquíria chega à sala, vinda do quarto. Bruno está dormindo no sofá. Valquíria vai para a cozinha, retorna com um copo d’água e joga em Bruno, que se acorda no susto.
BRUNO: - O que você está fazendo?!
VALQUÍRIA: - Dando o bom dia que você merece, canalha.
BRUNO: - Levantou com o pé esquerdo, é?
VALQUÍRIA: - E você queria que eu ficasse como, Bruno? Feliz ao ver você e aquela sem graça da Marília juntos e não fizesse nada? Você acha que eu sou trouxa é?
BRUNO (levantando-se): - Se eu disser a verdade, a gente nunca mais se fala... 
Valquíria se avança em Bruno, que se defende, empurrando-a, fazendo Valquíria cair no sofá. 
VALQUÍRIA: - Cachorro! Eu faço tudo por você e é assim que você me trata, Bruno?
BRUNO: - Simples, Valquíria. Se você está achando ruim a nossa relação, o meu tratamento com você, a gente se separa, pronto.
VALQUÍRIA (levanta-se): - Separar? Você está falando sério?
BRUNO: - Estou.
VALQUÍRIA: - Você quer se separar de mim é isso?!
BRUNO: - Quero. Você está achando tudo ruim, está reclamando. Melhor cada um seguir o seu rumo. Assim ninguém se chateia.
VALQUÍRIA (aflita): - Não, Bruno. Mas as coisas não podem ser resolvidas assim!
BRUNO: - Ah não?
VALQUÍRIA: - Não... Você é o meu namorado, nós temos uma história, lembra? Paris, Roma, Berlim, Amsterdã, Dublin!... A gente não pode terminar assim!...
BRUNO: - Pode, Valquíria. A gente pode terminar e você sabe disso. Já terminamos uma vez, lembra?
VALQUÍRIA: - Mas logo depois voltamos.
BRUNO (grita): - Eu voltei por pena de você!... Você foi baixa, tentando se matar.
VALQUÍRIA: - Eu não saberia viver sem você, Bruno. E faria tudo de novo se isso acontecesse.
BRUNO: - Pois saiba que se isso acontecer, eu não voltarei pra você. Nem para te socorrer como da última vez. 
Valquíria se agarra em Bruno, abraçando ele fortemente, visivelmente abalada.
VALQUÍRIA: - Não me deixa, Bruno, por favor!... Eu não vou reclamar de mais nada, nada! Eu amo você! Sou capaz de qualquer coisa para ter você do meu lado.
BRUNO: - Tudo bem, Val... Não vamos mais falar sobre isso. Agora me solta porque eu preciso tomar um banho, relaxar... 
Valquíria se afasta. Bruno sai. Valquíria fica pensativa.
CENA 10. BAR DO NOEL. INT. DIA. 
(sobe trilha “Feitiço da Vila” – Noel Rosa) Imagens do bar do Noel. Alceu está atendendo um cliente em uma das mesas, quando Sandra chega de surpresa no local. Alceu a vê vai até ela. 
ALCEU: - Dona Sandra, que surpresa boa!
SANDRA: - Por favor, Alceu! Dona Sandra não. Apenas Sandra.
ALCEU: - Como quiser, Sandra! (risos) Veio falar com a Karina?
SANDRA: - Na verdade, vim apenas visitar vocês. Adorei o bar, tenho vontade de vir sempre!
ALCEU: - Sente-se então! Vou trazer uma porção de bolinhos de bacalhau. Fiz a pouco, ainda estão quentinhos! 
Alceu se afasta. Neste instante, Karina vai passando toda produzida pelo bar e se surpreende ao ver Sandra. 
KARINA: - Sandra?
SANDRA: - Surpresa em me ver, Karina?
KARINA: - Confesso que estou. Ainda não entendi o que você, uma mulher tão fina, faz aqui neste bar em Vila Isabel.
SANDRA: - Eu gostei do bar da sua família, Karina. É um ambiente tão bacana, alegre.
KARINA: - Isso porque você não convive todos os dias com isso aqui...
SANDRA: - Está de saída?
KARINA: - Estou sim. Vou ao restaurante e depois à noite eu tenho aula, cursinho. Volto praticamente de madrugada.
SANDRA: - Sei... Aula, cursinho hoje. Vida corrida né?
KARINA: - Demais... 
Alceu chega trazendo os bolinhos. 
ALCEU: - Já vai sair filha?
KARINA: - Vou papai. Volto tarde. Avisa a mamãe.
ALCEU: - Está certo. Se cuida, Karina.
KARINA: - Pode deixar... Beijo Sandra, nos falamos melhor outra hora.
SANDRA: - Claro. Bom trabalho e... bons estudos. 
Karina sai. 
SANDRA: - Estudiosa a Karina, não é?
ALCEU: - Ela é uma moça muito esforçada. Quando pode, ajuda aqui no bar. Mas agora ela tão atarefada com o restaurante Prato Cheio e com esse curso. Ela chega a voltar de madrugada algumas vezes. Só rezo para que volte em segurança.
SANDRA: - De madrugada é? Nossa... 
Janice chega ao bar. 
JANICE: - Sandra! Como vai?
SANDRA: - Ótima Janice, ainda mais agora com esses bolinhos na minha frente!
JANICE: - Pode comer porque você não vai se arrepender! 
Os três seguem conversando, animados. (fade out trilha “Feitiço da Vila” – Noel Rosa) 
CENA 11. ESCRITÓRIO GF. INT. DIA. 
Reunião na GF. Mauro, Gilson, Vitinho e Duda, além de alguns outros diretores estão na sala. 
MAURO: - Eu sinto muito pela injustiça que cometemos com você, Duda. E agradeço ao Vitinho por ter ido atrás de você para que esse mal entendido seja esclarecido.
VITINHO: - Eu lembrei que a Duda e a Melissa brigavam muito e a Duda reclamava seus direitos... Eu fui atrás e vi que era verdade.
DUDA: - Eu e a Melissa éramos amigas. Mas ela me roubou e infelizmente atrapalhou a nossa amizade.
GILSON: - O importante é que agora você está aqui, ocupando o seu lugar de direito.
DUDA: - Eu me sinto muito honrada em fazer parte da equipe de criação da Gonzales Fashion. Eu sempre quis trabalhar numa grife de ponta e estou muito feliz em realizar o meu sonho.
MAURO: - Se você está feliz, nós também estamos por te receber, Duda. Bem-vinda. 
Os diretores, de pé, recebem Duda com aplausos. Ela sorri, feliz.
CENA 12. CASA MARÍLIA. QUARTO MARÍLIA. INT. DIA.
Marília dormindo em sua cama sonha agitada.
SONHO MARÍLIA.
Marília e Gustavo no carro. Ela vê outro carro vindo na direção deles.
MARÍLIA: - Gustavo, cuidado!
O outro carro se choca com o veículo de Marília e Gustavo, que capota na rodovia.
Dentro do carro, Marília acorda, um pouco zonza e vê, com olhar turvo, alguém se afastando. Ela tenta gritar por ajuda, mas não consegue.
Marília percebe a silhueta de uma mulher, loura, cabelos ondulados, se afastando do local, de forma apressada, um tanto aflita.
VOLTA À CENA.
Marília acorda, assustada.
MARÍLIA: - Esse acidente, de novo!
Ilza entra no quarto.
ILZA: - Marília! O que foi filha?
MARÍLIA: - Tive um pesadelo, mãe.
ILZA: - Ouvi o seu grito lá de baixo...
MARÍLIA: - Sonhei com o acidente, mãe. Da morte do Gustavo.
ILZA: - Depois de tanto tempo, filha.
MARÍLIA: - Mas agora parece que tem umas mensagens, umas visões... O Júlio foi preso como culpado pelo acidente, até porque só acharam o corpo dele no outro carro... Mas tinha outra pessoa, mãe.
ILZA: - Outra pessoa? Marília, você tem certeza?!
MARÍLIA: - Tenho mãe. Tinha outra mulher junto no acidente. Eu tentei chamar por ela, mas não consegui. Ela saiu apressada, parecia aflita, querendo fugir...
ILZA: - Marília, isso é muito sério, filha!
MARÍLIA: - Eu tenho certeza, mãe. O Júlio não estava sozinho. 
CENA 13. BÚZIOS. PRAIA. EXT. DIA. 
(sobe trilha “My Life” – Robin Thicke) Renato e Ivan curtem um belo dia de praia em Búzios. Sequência de imagens dos dois correndo pela areia, se banhando no mar, tirando fotos juntos. Clima romântico. 
CENA 14. CASA LAERTE. INT. DIA. 
(fade out trilha “My Life” – Robin Thicke)
Laerte conversa com Rosana. Ele mexendo nas caixas de ferramenta, enquanto ela sentada no sofá folheando uma revista, com enfado. 
ROSANA: - Não aguento mais ficar aqui dentro, escondida. Esse disfarce. Eu não nasci para ser morena!
LAERTE: - É só sair pra rua. Só não reclama se alguém se reconhecer.
ROSANA: - Eu queria era já voar no pescoço do Júlio e da Sílvia e acabar de vez com esses dois.
LAERTE: - Não era você que estava planejando tudo com calma? Agora já está querendo se avançar nos dois...
ROSANA: - Eu não tenho sangue de barata... E eu estou pensando num bom plano. Algo que atinja o Júlio e a Sílvia ao mesmo tempo... 
Rosana se levanta da cadeira num salto. Laerte se surpreende. 
ROSANA: - É isso!
LAERTE: - Isso o quê, mulher?
ROSANA: - Já sei como atingir o desgraçado do Júlio e a sonsa da Sílvia... Como eu não pensei nisso antes.
LAERTE: - Fala aí, qual o plano? Destruir a CarioLinda de novo? Sabotar um desfile?
ROSANA: - Não. A perda deles não será financeira, nem material. Será sentimental.
LAERTE: - Como assim?
ROSANA: - Vamos atacar a Melissa. 
Laerte se surpreende. Rosana com expressão severa, fria. 
CENA 15. CASA SÍLVIA. INT. DIA. 
Sílvia, Júlio e Melissa, quando a campainha toca. Melissa abre a porta.
MELISSA: - Sim?
Marília surge, acompanhada de Ilza.
MARÍLIA: - A Silvinha está?
MELISSA: - Está. Pode entrar. 
Marília e Ilza entram. 
SÍLVIA: - Marília! Que visita boa!
MARÍLIA: - Oi Júlio, oi Sílvia. Desculpa vir aqui sem avisar. A minha mãe que me aconselhou a fazer isso. Acontece que eu preciso ter uma conversa séria com vocês. Principalmente com você, Júlio.
JÚLIO: - Comigo?
MARÍLIA: - É sobre o acidente.
Júlio se surpreende.
SÍLVIA: - Melissa, você pode nos dar licença?
MELISSA: - Claro.
Melissa sai da sala.
SÍLVIA: - Vamos sentar, gente. 
Todos se sentam. 
JÚLIO: - E então, o que você tem para falar, Marília?
MARÍLIA: - Parece até coisa de gente louca, mas... Ultimamente eu tenho tido sonhos estranhos. Na verdade, tenho sonhado muito com o acidente...
ILZA: - Hoje eu até me assustei com o grito dela.
JÚLIO: - E então?
MARÍLIA: - Eu lembro que, logo depois da colisão, eu vi uma pessoa se afastando do local do acidente.
SÍLVIA: - Você viu?
MARÍLIA: - Até tentei chamar por essa pessoa, por socorro, mas não consegui.
JÚLIO: - Eu não estava sozinho lá mesmo.
MARÍLIA: - É isso que eu quero te perguntar, Júlio. Hoje eu sonhei de novo com o acidente e vi uma mulher loura, cabelos ondulados, saindo de perto dos carros. Ela estava assustada, aflita. Você se lembra de alguma coisa?

JÚLIO
: - Era a Rosana!


REALIZAÇÃO




Copyright © 2013 - WebTV
www.redewtv.com
Todos os direitos reservados
Proibida a cópia ou a reprodução
Compartilhe:

14 anos

Capítulos de Passos da Paixão

Drama

No Ar

Novelas

Passos da Paixão

Romance

Comentários:

0 comentários: