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Relações Perigosas - Capítulo 31

Novela de Felipe Porto
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VALE A PENA LER DE NOVO: RELAÇÕES PERIGOSAS
 
     
 
 
     
  NO CAPÍTULO ANTERIOR DE "RELAÇÕES PERIGOSAS":

Bianca vem da sala de jantar.

Bianca — Pois não?

Música: Instrumental Suspense.

Bianca vê Wagner, que sorri.

Bianca — (Surpresa) Wagner?

Wagner — Bianca Giacomelli! Há quantos anos a gente não se via, não é mesmo?

Na surpresa de Bianca.

...

Instrumental continua. Heloísa sentada na cadeira de Leandro, sorrindo. Leandro abre a porta abruptamente.

Leandro — (Fechando a porta) O que você tá fazendo aqui?

Heloísa — Queria te pedir um favor, mas como eu tava meio entediada de te esperar, resolvi fuçar as suas coisas.

Leandro — (Firme) Com que direito você mexeu nelas?

Heloísa se levanta e encara Leandro.

Heloísa — Eu já sei de tudo, Leandro. É você quem tá com o vídeo que mostra eu matando a Clara. (Alto) Eu sei que essa não é a única cópia, então e dá o vídeo original agora ou/

Leandro — (Corta) Ou então o quê? Você também vai me matar?

Na tensão entre os dois. Fade Out.

 
     
 
     
     
     

CAPÍTULO 31
 
     
 

CENA 01. barão do alambique. sala de leandro. Interior. Dia.

Continuação da última cena do capítulo anterior.

Heloísa e Leandro se encaram, muita tensão.

Heloísa — Dá vontade de te matar sim, mas eu não vou fazer isso sem antes ter a merda desse vídeo nas minhas mãos. Anda! Dá logo!

Leandro dá um sorriso irônico.

Leandro — Você acha que é simples assim, gata? Me diz por que eu deveria te dar ele? Pra você me matar a pauladas igual você fez com a sua irmã? (Tom) Aliás, que cenas chocantes aquelas, hein? Eu sabia que você não era nenhum anjo, mas matar a própria irmã com uma barra de ferro e depois desovar o corpo no mar como se nada tivesse acontecido? Isso é querer tirar o posto do diabo de chefe do inferno.

Heloísa — Não vem querer dar uma de bonzinho. Você já deve ter feito coisas muito sujas.

Leandro — Mas a minha irmã ou qualquer outro membro da minha família continua bem vivo.

Heloísa — Eu não to aqui pra discutir o seu amor pela sua família. Eu matei a Clara e mataria de novo, se você quer saber.

Leandro — À mim pouco me interessa. (Tom) Agora me diz uma coisa: isso tudo foi por causa do Marcelo? (Ri) Já tinha ouvido falar de mulheres que tinham feito loucuras por homens, mas tipo essa?

Heloísa — Não foi só pelo Marcelo. Foi pela minha mãe, por todos os anos que aquela monga levou a melhor. Você acha, Leandro que eu ia deixar aquela cretina ficar com um cara gato e gostoso como o Marcelo?

Leandro — Esses atributos ficam por sua conta.

Heloísa — (Rancorosa) Ela sempre foi a queridinha da tia Ana, a menina doce e amável, o exemplo a ser seguido... E eu? Eu sempre fui a preterida, aquela que só veio ao mundo pra gerar discórdia.

Leandro — (Irônico) Você é uma vítima da sociedade, não é mesmo?

Heloísa — Não debocha, Leandro, que a minha vontade é de pegar o primeiro objeto que eu ver na frente e acertar na sua cabeça.

Leandro — Tudo bem, continua.

Heloísa — O Marcelo foi a gota d’água de anos e anos vendo a Clara ser a favorita em tudo. Eu não podia deixar que ela ficasse com o Marcelo também.

Leandro — Então você só ficou com o Marcelo por inveja da sua irmã?

Heloísa — Eu seria hipócrita em dizer que eu amei o Marcelo desde a primeira vez que eu vi ele. Senti uma atração forte, um desejo louco, tesão sabe? O nosso primeiro encontro foi intenso na cama e depois só de imaginar ele, eu já ficava em chamas.

Leandro — E não tinha como apagar esse fogo num chuveiro? Com outro homem? Tinha que fazer o que você fez?

Heloísa — Não! Tinha que ser o Marcelo! Eu queria o Marcelo! Não era justo a Clara ficar com ele! Eu sou mil vezes melhor do que ela! Eu! Eu que tinha que ficar com ele!

Heloísa respira fundo.

Heloísa — O pior de tudo foi escutar a rejeição dele. Escutar ele dizendo que amava aquela vadia e que nunca ia ficar comigo. (Pausa) Foi aí que eu vi que eu só ia conseguir ficar com o Marcelo se eu tirasse a Clara do meu caminho, e mesmo assim correria o risco do Marcelo não me querer.

Leandro — Foi aí que você teve a ideia de matar a Clara e tomar o lugar dela? Porque só assim o Marcelo ia ficar com você.

Heloísa — Isso mesmo. Matar a Clara e me passar por ela era e única forma de eu ficar com o Marcelo.

Leandro — E você não acha que se arriscou de mais esse tempo todo? Você mesmo disse que não ama o Marcelo.

Heloísa — Não amava! No início eu só quis ele pra ter o prazer de ficar com algo que era da pessoa que sempre me tirou tudo, que foi o centro das atenções por ser queridinha, meiguinha, um amor de menina. Enquanto eu era o demônio.

Leandro — Você tem muita raiva da sua irmã, hein?

Heloísa — Ela teve o destino que mereceu. E eu? Eu fiquei como o que sempre deveria ser meu: o Marcelo. (Pausa) O tempo foi passando e eu fui me apaixonando cada vez mais por ele, e hoje eu sinto que não conseguiria viver sem ele. É por isso que eu vou fazer de tudo pra afastar ele da Milena.

Heloísa enxuga uma lágrima.

Leandro — Você que não se atreva a fazer com a Milena o mesmo que você fez com a Clara.

Heloísa — Ela que não se atreva a se meter no meu caminho. (Tom) A gente desviou muito do foco. Cadê os vídeos?

Leandro — Na nuvem e na internet.

Heloísa — (Surpresa) Quê?

Leandro — Calma. Tá na internet, mas não foi postado ainda.

Heloísa — Explica isso.

Leandro — Eu programei o seu vídeo pra ser postado na internet em 48 horas. Então a cada dois dias eu vou lá, reprogramo a postagem do vídeo e assim vou fazendo eternamente. (Pausa) Então, Heloísa, nem pense em fazer alguma coisa comigo, caso contrário, em dois dias todo mundo vai ficar sabendo que você matou a própria irmã.

Na tensão de Heloísa.

CENA 02. casa de giancarlo. sala. Interior. Dia.

Continuação da cena 28 do capítulo anterior.

Bianca dá um sorriso amarelo para Wagner, vai até ele o o cumprimenta com um beijo e um abraço.

Bianca — Wagner, eu não sabia que você tava no Brasil.

Wagner — Não diz o ditado que o bom filho a casa torna? Então! Voltei!

Bianca — Se você tivesse me avisado que iria vir, eu teria me preparado melhor pra receber a sua visita.

Wagner — Bobagem, Bianca. Nós já somos íntimos pra você ficar de cerimônia.

Bianca — É que depois de tantos anos...

Wagner — É, muitos anos mesmo. (Tom) Mas eu trabalhei durante anos na Exportadora. Poderia ter subido muito mais lá dentro se não tivesse/

Bianca — (Corta) Se você não tivesse decidido seguir carreira no exterior, né? E sabe que eu sempre achei a sua decisão muito sabia.

Wagner — (Sorri) Claro. Dessa escolha eu não me arrependo... Já de outras...

Bianca incomodada com a presença de Wagner. O clima é cortado por Giancarlo entrando da sala de jantar.

Giancarlo — (Vendo Wagner) Não acredito! Wagner, é você mesmo?

Wagner — Dr. Giancarlo! Que prazer rever o senhor!

Os dois se abraçam.

Giancarlo — O que você faz por aqui?

Wagner — Cheguei no Brasil ontem, vim ver meus filhos e aproveitei pra visitar velhos amigos.

Giancarlo — Ah que bom que você veio.

Milena vem da sala de jantar.

Giancarlo — (Chama) Milena, vem cá. Você se lembra do Wagner?

Milena — (Se aproxima) Claro!  Você é o pai do Bernardo e das gêmeas, né?

Milena e Wagner se cumprimentam.

Wagner — Isso mesmo. (Tom) Meu Deus, como você cresceu! A última vez que eu te vi acho que você tinha uns 12 anos.

Giancarlo — O Wagner trabalhou durante anos na Exportadora e foi um dos melhores executivos que a gente teve. E mesmo assim, decidiu nos abandonar.

Wagner — Não fala assim, dr. Giancarlo. Eu não abandonei a Exportadora. Só busquei novas experiências.

Giancarlo — Nunca entendi por que. Você tinha tudo pra subir muito mais lá dentro.

Wagner discretamente olha pra Bianca.

Wagner — Às vezes a gente precisa passar por mudanças, para o nosso próprio bem.

Yasmin entra da sala de jantar e vai até Milena.

Yasmin — Milena, eu já vou indo. (Dá um beijo em Milena). Boa viagem.

Milena — (Sorri) Obrigada. E deixa de ser mal educada, cumprimenta a visita.

Yasmin — (Vai até Wagner) Ah desculpa! Tudo bem?

Wagner e Yasmin se cumprimentam.

Bianca — Essa é minha outra filha. Do segundo casamento.

Wagner — Que menina linda.

Yasmin — Obrigada.

Wagner — Aliás, as suas duas filhas são lindas. Parabéns Bianca.

Bianca — Obrigada... E acho que você já reviu toda a família.

Wagner — E o seu segundo marido? Eu não vi ele.

Rogério — (Off/Fora de plano) Estou aqui.

Wagner vira em direção à voz e vê Rogério, se aproximando dele. Os dois se cumprimentam.

Wagner — Desculpa, mas como é o seu nome mesmo?

Rogério — Rogério.

Yasmin — Pai, será que a gente já pode ir indo? Se não eu vou me atrasar.

Rogério — Claro, filha. (Para Wagner) Foi um prazer conhecer você. Volte mais vezes.

Wagner — Com certeza eu vou voltar.

Giancarlo — Espera que eu também já vou indo pra Exportadora. (Para Wagner) Volte mesmo, Wagner. Você sempre vai ser muito bem-vindo.

Wagner — Obrigado, dr. Giancarlo. Eu tenho muita estima pelo senhor.

Giancarlo sorri e junto de Rogério e Yasmin, sai para a rua.

Milena — Se vocês me derem licença, eu vou subir. Tenho que ver se tá tudo ok com as minhas malas.

Wagner — Vai viajar?

Milena — Sim, to indo pra Dubai. Implantar um novo projeto da Exportadora.

Wagner — Boa viagem, então.

Milena — Obrigada. Licença.

Milena sobe as escadas. Wagner olha para Bianca.

Wagner — Negócios em Dubai? A Exportadora tá crescendo cada vez mais, hein?

Bianca — (Ríspida) Chega de teatrinho. Diz logo o que você veio fazer aqui.

Closes alternados. Tensão.

CENA 03. casa de ana carolina. sala. Interior. Dia.

Marcelo e Rudá entram da sala de jantar.

Rudá — Espera aí que eu já volto.

Rudá volta para a sala de jantar. Marcelo fica um tempo esperando até que Rudá volta carregando a foto de Alcides, Ana Carolina e Marcelo (criança) no tamanho de um quadro grande e emoldurada.

Marcelo — Você ampliou e emoldurou a foto como eu te pedi?

Rudá — Sim. Tá aí.

Marcelo — (Olhando para o quadro) Ficou lindo.

Rudá — Vai pendurar onde?

Marcelo — Não sei. (Aponta) Acho que naquela parede, em baixo daquela mesinha. (Tom) Você faz isso pra mim?

Rudá — Com certeza. Quando você chegar, o quadro vai tá pendurado.

Emocionado, Marcelo olha para o quadro.

Marcelo — Vai ser tão bom ter vocês comigo.

Marcelo sorri e entrega o quadro para Rudá.

CENA 04. barão do alambique. sala de leandro. Interior. Dia.

Continuação de cena 01. Heloísa e Leandro.

Heloísa — Você não vai publicar esse vídeo.

Leandro — Não vou mesmo. Até porque, por enquanto, é melhor eu manter esse vídeo nas minhas mãos... (Ri) Esse vídeo e você, né?

Heloísa — Tá querendo fazer chantagem? Tudo bem... O que você quer?

Leandro — Por enquanto? Só que você mantenha esse seu casamento com o Marcelo. Eu quero ele longe da Milena.

Heloísa — E eu quero ela longe dele. Quanto a isso, estamos de acordo.

Leandro — Perfeito, o resto a gente vai acertando depois.

Heloísa — Agora que a chantagem já foi feita, eu preciso de um favor seu.

Leandro — Fala.

Heloísa — Será que você teria como me conseguir uma arma?

Leandro dá uma risada.

Leandro — Arma pra quê? Pra me matar?

Heloísa — Matar sim, mas não você.

Leandro — Até teria, mas eu não sei se posso confiar em você.

Heloísa — Não pode mesmo, mas como você mesmo disse: se eu te matar a droga desse vídeo cai na internet.

Leandro — Nisso você tem razão. (Tom) Tudo bem, até o final do dia eu te consigo uma. Tem preferência por modelo?

Heloísa — Uma bem eficaz.

Leandro — (Aponta para a porta) Agora se você me der licença.

Heloísa vai sair, mas volta.

Heloísa — Antes me explica uma outra coisa. Quando eu fui até a seguradora, me disseram que a Clara tinha pego o vídeo.

Leandro dá um sorriso sarcástico.

Leandro — Tudo isso foi pra te deixar mais confusa, sempre fui eu.

Heloísa — Mas como você conseguiu?

Leandro — O dinheiro compra tudo, Heloísa. Você sabe disso. Com dinheiro eu consegui o material das câmeras de segurança e ainda consegui que um funcionário modificasse as anotações e colocasse o nome da Clara no lugar do meu. Eu sabia que uma hora você iria descobrir esse vídeo e iria querer pegar ele. (Pausa) Eu daria tudo pra ver a sua cara na hora que escutou o nome da Clara.

Heloísa — Quase tive um colapso.

Leandro — Não tem com que se preocupar. Com a raiva que você deu aquelas pauladas nela, é impossível ela tá viva.

Heloísa — Também acho. Desde quando você tá com esse vídeo?

Leandro — Peguei logo depois que descobri que você era você.

Leandro aponta para a porta. Heloísa sai. Leandro senta em sua cadeira e sorri, satisfeito.

CENA 05. casa de giancarlo. sala. Interior. Dia.

Continuação da cena 02. Bianca e Wagner. Wagner por fim responde.

Wagner — Eu vim visitar velhos amigos. Quem costuma fazer teatro aqui é você... Você e o Gregório... Teatro pro Alcides, pro Coimbra, teatro pro seu pai.

Bianca — (Nervosa) O que você quer aqui? É mais dinheiro que você quer?

Wagner — Não, Bianca. Eu não quero dinheiro, não quero nada. Só vim mesmo te visitar.

Bianca — A visita já foi feita, agora pode ir embora.

Wagner — Eu ia pedir pra você avisar pro Gregório que eu to no Brasil, mas com toda a certeza você vai correndo ligar pra ele.

Bianca vai até a porta da rua e a abre.

Wagner — Aliás, vocês ainda tem um caso ou já acabou?

Bianca parada na porta, não responde. Wagner caminha em direção à porta e antes de sair, olha para Bianca.

Wagner — Esse seu novo marido... Simpático ele. Espero que não tenha o mesmo destino do Coimbra. (Sorri) Bom te rever.

Wagner sai e Bianca bate a porta.

Bianca — Desgraçado! Voltou só pra me atormentar.

Bianca pega o seu celular e caminha para um canto da sala.

Bianca — (Cel) Gregório, ele tá no Brasil.

Gregório — (Off) Ele quem?

Bianca — O Wagner.

CENA 06. barão do alambique. sala de gregório. Interior. Dia.

Gregório falando ao celular.

Gregório — Quando isso?

Bianca — (Off) Ele apareceu aqui em casa. Eu to muito nervosa.

Gregório — Calma, Bianca, não precisa ficar nervosa. Ele falou alguma coisa sobre/

CENA 07. casa de giancarlo. sala. Interior. Dia.

Bianca ao celular.

Bianca — (Cel/Corta) Não. Não falou nada, mas lembra que ele é a única pessoa que pode nos atrapalhar.

Gregório — (Off) Lembro sim, mas você precisa manter a calma.

Bianca — (Cel) Vou tentar. (Tom) Hoje eu vou até a delegacia, acho que o delegado vai querer conversar sobre a reabertura das investigações da morte do Coimbra. Depois eu te conto como foi.

Bianca desliga o celular. Nela preocupada.

CENA 08. delegacia. sala de vistas. Interior. Dia.

Abre em Luísa, surpresa, diante de Wagner. Conversa já iniciada.

Luísa — Quando você chegou no Brasil?

Wagner — Ontem. To lá na sua casa com o Bernardo.

Luísa — To surpresa com você por aqui.

Wagner — Você, os nossos filhos, a Bianca, não sei por que todo mundo fica surpreso quando eu apareço. Até parece que eu sou um fantasma.

Luísa — Pra Bianca você é um fantasma que pode assombrar ela.

Wagner — Bobagem isso. Eu não vim pro Brasil pra assombrar ninguém.

Luísa — Então quer dizer que você foi visitar a Bianca?

Wagner — Fiz sim, apesar de tudo que ela fez... De ter sido a culpada, junto com o Gregório pelo fim do nosso casamento.

Luísa — (Corta) Não, Wagner. Os únicos culpados pelo fim do nosso casamento foram você e eu. Eu por não ter sido emocionalmente forte o suficiente, e você por ter se deixado levar pela ganância. Eles indicaram pra você um caminho torto, mas você só seguiu nele porque quis.

Wagner — Você tá certa. Eu não posso me eximir dessa culpa. Talvez hoje eu teria feito tudo diferente.

Luísa — Infelizmente o tempo não volta e arrependimentos não vão mudar o que aconteceu.

Wagner — Eu sei, Luísa. Você acha que eu não me sinto culpado pelo que aconteceu?

Luísa — Pode ter certeza que você não é o único.

Wagner — É, mas vamos mudar de assunto. Como nossos filhos tão bonitos, né? Só a Clarinha que eu achei um pouco diferente. Deve ser o casamento.

Luísa — (Perplexa) Não acredito que você não notou nada.

Wagner — Do que você tá falando?

Luísa — Meu Deus, é muita displicência pra uma pessoa só. (Pausa) Aquela lá, não é a Clara e sim a Heloísa.

Wagner — (Surpreso) O quê?

Luísa — Ela tá se passando pela irmã pra ficar com o Marcelo.

Wagner em choque.

Wagner — Bem que eu achei ela estranha... Diferente.

Luísa — Outra pessoa.

Wagner — A Helô nunca foi santa, mas fazer isso? (Se levanta) Eu vou falar com ela agora mesmo.

Luísa — Toma cuidado, Wagner. Eu também enfrentei ela e acabei aqui.

Wagner — Foi ela que te colocou aqui?!

Wagner sai da sala, indignado. Em Luísa, apreensiva.

CENA 09. galeão. saguão. Interior. Dia.

Música: Another Sad Love Song - Toni Braxton.

Milena no balcão da companhia aérea, fazendo o check-in. Cortes descontínuos de Milena falando com a atendente e despachando as malas. Milena pega uma bagagem de mão e vai se afastando do balcão, rumo ao portão de embarque. Milena entrega a sua passagem para um outro funcionário e entra na sala de embarque. [Música off].

CENA 10. BARÃO DO ALAMBIQUE. SALA DE HELOÍSA. Interior. Dia.

Heloísa ao telefone.

Heloísa — (Tel) Quem? Meu pai? Pode mandar entrar.

Heloísa desliga o telefone. Tempo e Wagner entra. A porta é fechada.

Heloísa — Pai? Veio conhecer a Barão?

Wagner — Não. A Barão eu conheço há muito anos. Eu vim falar que eu já sei de tudo.

Heloísa — De tudo o quê?

Wagner — Não se faz de desentendida. Eu sei que você não é a Clara.

Na tensão de Heloísa.

CENA 11. delegacia. sala do delegado. Interior. Dia.

Nogueira cumprimenta Bianca e ambos se sentam.

Nogueira — Então dona Bianca. A senhora sabe por que tá aqui, não?

Bianca — Por causa da reabertura das investigações da morte do Eduardo, meu primeiro marido.

Nogueira — Exatamente.

Bianca — Eu não entendi, por que depois de tantos anos, a polícia resolveu reabrir o caso. Encontraram novas provas?

Nogueira — A corregedoria abriu uma investigação contra o falecido juiz Nicolau Cardoso, o mesmo que foi o responsável pelo arquivamento do processo da morte do seu marido.

Bianca — Sim e o quê que tem?

Nogueira — Tem que foram encontrados alguns indícios que dizem que o juiz Nicolau recebeu suborno pra arquivar não só o caso do seu marido, mas como de vários outros.

Bianca tenta esconder o nervosismo e finge surpresa.

Bianca — (Surpresa) Suborno? Mas que fez isso?

Nogueira — Isso é o que nós estamos investigando. (Tom) Eu tava olhando os autos do processo e vi algo muito estranho. O caso foi arquivado por falta de provas que comprovassem o assassinato, no entanto foi encontrado no corpo do seu marido, algumas substâncias... A senhora saberia me dizer se o seu marido usava algum tipo de droga?

Bianca — Não sei. Talvez... Faz tantos anos que ele morreu...

Nogueira — Sim, mas esse tipo de coisa a gente não esquece.

Bianca — (Tom) Desculpa, mas isso é um interrogatório? Porque se não, eu teria trazido um advogado.

Nogueira — De forma alguma. Desculpa se lhe pareceu isso. É só uma conversa pra esclarecer alguns pontos.

Nogueira continua falando em off.

CENA 12. rua. ambiente. exterior. Dia.

Jardel caminhando pela calçada, passa pelo carro de Otávio que está parado na sinaleira. Otávio dentro do carro, fala ao celular, quando vê Jardel.

Otávio — (Cel) Eu vou precisar desligar. Depois eu te ligo, pode ser? Abraço.

Otávio desliga o celular, desce do carro e vai até Jardel.

Otávio — Que bom que eu te encontrei.

Otávio dá um soco em Jardel, que cai no chão. Jardel põe a mão na boca e vê que ela está sangrando.

Jardel — Você tá maluco?

Otávio — Quem você pensa que é pra roubar a minha mulher de mim?!

Jardel se levanta e encara Otávio.

Jardel — Eu não roubei nada de ninguém. A Giovanna não era sua há muito tempo.

Otávio — Então você se aproximou de mim pra isso?

Jardel — Claro que não. A minha história com a Giovanna aconteceu. Foi você que me convidou pra ir atrás do Marcelo e depois dar um golpe nele, mas você não conseguiu fazer isso.

Otávio — Aí você resolveu dar um golpe em mim.

Jardel — Não, eu só to tentando fazer a Giovanna feliz. Ela é uma mulher incrível e não merece ficar ao seu lado.

Otávio — E ela merece quem? Você?

Jardel — Com certeza, Otávio. Eu quase fui pelo mesmo caminho que você, mas eu consegui sair dele a tempo. E tudo isso graças a Giovanna.

Alguns motoristas buzinam e Otávio vê que o seu carro está trancando o trânsito.

Otávio — Vocês estão crentes que vão ser um casalzinho feliz.

Jardel — Feliz não... Muito feliz.

Otávio — (Sorri irônico) Isso é o que nós vamos ver.

Otávio entra no seu carro e arranca. Em Jardel com a mão no seu ferimento.

CENA 13. barão do alambique. sala de heloísa. Interior. Dia.

Continuação da cena 10. Heloísa tensa, diante de Wagner.

Wagner — Como você tem coragem de enganar todo mundo assim?

Heloísa — Calma, pai. Eu posso explicar/

Wagner — (Corta) Não Heloísa! O que você fez não tem explicação! Você tá fingindo ser a sua irmã! Isso é errado! Mais que errado: isso é crime! Você pode ser presa por falsidade ideológica, você sabia?

Heloísa — Sabia, mas deixa eu te explicar, por favor.

Wagner — Fala.

Heloísa — Eu não fiz nada de caso pensado, quando a Clara caiu no mar, eu juro que eu queria fazer de tudo pra salvar ela, mas foi impossível. O mar tava muito agitado e se eu tentasse alguma coisa, eu também ia acabar morrendo.

Wagner — Então você deixou que a sua irmã morresse pra/

Heloísa — (Corta) Eu não deixei ninguém morrer! Foi um acidente!

Wagner — Acidente ou não, nada justifica você ter se passado pela sua irmã.

Heloísa — Eu fiz isso por amor!

Wagner — Amor? Não vem com essa, Heloísa. Amor algum justifica o que você fez.

Heloísa — Essa era a única forma de eu ficar com o Marcelo. Eu amo ele, mas ele ama a Clara. Ele ia sofrer muito se soubesse da morte dela.

Wagner — E pra evitar o sofrimento dele, você fingiu ser a Clara? Você fez isso por pena?

Heloísa — Não! Já disse que fiz porque eu amo o Marcelo. Mesmo com a Clara morta ele não ia me querer, então essa foi a única saída.

Wagner — O que você fez tá muito errado, filha. Você precisa contar pro Marcelo que você não é a Clara.

Heloísa se aproxima de Wagner.

Heloísa — Por favor, pai! Não fala nada pra ele! Eu te imploro.

Wagner — Não precisa perder seu tempo implorando. Eu não vou contar nada, até porque eu mal conheço ele. Quem garante que ele iria acreditar em mim? Quem deve contar isso é você. (Tom) Não se esqueça que é impossível enganar todo mundo o tempo todo... Uma hora a verdade vai vir à tona. Pensa nisso.

Wagner sai da sala e deixa Heloísa com muita tensão.

CENA 14. barão do alambique. sala de leandro. Interior. Dia.

Leandro e Gregório. Conversa já iniciada.

Gregório — (Surpreso) Você o quê?!!!

Leandro — Isso mesmo que você ouviu. Eu levei o Marcelo pro meio dos canaviais e dei um tiro nas costas dele.

Gregório — Você tá completamente louco!

Leandro — Se não fosse a merda daquele colete, agora ele estaria morto e todos os nossos problemas estariam resolvidos.

Gregório — Os meus sim, mas os seus estariam apenas começando. Ou você acha que ninguém iria descobrir?

Leandro — Ta tendo conflito de terra naquela região? Iam colocar a culpa nisso.

Gregório — Sorte sua que o Marcelo não quis investigar mais a fundo essa história de bala perdida.

Leandro — Eu ainda não consigo acreditar que ele tava usando um colete.

Gregório — E eu que você fez isso. (Tom) Vou voltar pra minha sala. É muita novidade pra minha cabeça.

Gregório sai da sala.

CENA 15. barão do alambique. antessala. Interior. Dia.

Adelaide trabalhando em sua mesa. Wagner esperando o elevador, vê Gregório saindo da sala de Leandro. Wagner vai até Gregório.

Wagner — Gregório! Há quanto tempo!

Gregório — Wagner! Que surpresa você por aqui!

Wagner — Você não sabia que eu tava no Brasil?

Gregório — Sabia sim, mas não imaginava ver você aqui.

Wagner — Vim fazer uma visitinha pra minha filha.

Gregório — Ah sim, a Clara tá desenvolvendo o design das embalagens de um novo lançamento da Barão.

Wagner — Que bom, agora eu tenho que ir. Assuntos urgentes pra resolver.

Wagner sai entrar no elevador, mas Gregório o impede.

Gregório — Wagner, espera. Será que a gente pode conversar um pouco?

Wagner — Não dá. Mas eu vou te dizer a mesma coisa que eu disse pra Bianca: Não precisa se preocupar que o segredo de vocês tá bem guardado. Eu não vim pro Brasil com a intensão de atormentar ninguém... Até mais.

Wagner entra no elevador. Gregório segue em direção à sua sala.

Adelaide — Dr. Gregório/

Gregório — (Entrando na sala) Agora não.

Adelaide — Grosso.

CENA 16. rio de janeiro. ambiente. Exterior. Dia.

Música: Meu Novo Mundo - Charlie Brown Jr.

Stock-shot das praias, ruas e avenidas do Rio de Janeiro. [Música off].

CENA 17. ap de luísa. sala. Interior. Dia.

Wagner entra da rua. A sala está vazia.

Wagner — Bernardo! Você tá em casa?!

Bernardo vem do seu quarto.

Bernardo — To aqui.

Wagner — Por que você não me disse que a Helô tava se passando pela Clara.

Bernardo — Então você descobriu?

Wagner — Descobri sim! E me admira muito você tá compactuando com essa mentira toda.

Bernardo — Eu pensei em contar, mas ela e o Marcelo pareciam estar felizes. E além do mais, ela me deu uma boa recompensa pra ficar de boca fechada.

Wagner — Você chantageou a sua irmã pra ficar de boca fechada?

Bernardo — O meu crime é o pior de todos.

Wagner — Não é questão de qual crime ser pior, Bernardo! A questão é que você tá compactuando com algo errado.

Bernardo — Mas quem cometeu o erro foi ela! A culpa é dela!

Wagner — O erro é dela e a culpa também! Mas você não pode se eximir da sua parcela de culpa.

Bernardo — Quem tem que se sentir culpado é ela e não eu.

Wagner — Eu também pensava isso, filho.

Bernardo — (Não entende) Do que você tá falando?

Wagner — Eu to falando que eu já pensei como você. Mas dinheiro nenhum no mundo vale o peso de carregar e compactuar com uma grande mentira. No passado eu fiz o mesmo que você: não fiz, mas omiti algo que acabou prejudicando muita gente. Se eu pudesse voltar no tempo eu teria feito diferente. Eu não posso voltar, mas você ainda tem tempo de fazer a coisa certa: conta toda a verdade pro Marcelo. Se a sua irmã não vai fazer isso, você pode fazer... Não cometa o mesmo erro que eu ou um dia você vai se arrepender... Talvez não hoje, talvez não amanhã, mas muito em breve. E pelo resto da sua vida.

Wagner vai em direção aos quartos.

Bernardo — Casablanca, não é?

Wagner — (Para) Sim, mas isso que você tá vivendo não é um filme e sim vida real.

Wagner sai da sala e deixa Bernardo pensativo.

CENA 18. barão do alambique. sala de heloísa. Interior. Dia.

Leandro entra, fecha a porta e vai até Heloísa.

Heloísa — Sem bater?

Leandro — Pra quem acabou de invadir a minha sala, você não tá com muita moral pra falar alguma coisa. Mas enfim, trouxe nessa pasta o que você pediu.

Heloísa — (Feliz) A arma?

Leandro — Isso.

Leandro coloca a pasta sobre a mesa e a abre, mostrando uma pistola. Heloísa pega a pistola.

Leandro — É uma semi automática 9 milímetros.

Heloísa — Perfeita. Tá carregada?

Leandro — Não. Não sou louco de dar uma arma carregada pra você. Mas a munição ta aqui.

Leandro pega de dentro da pasta algumas balas para a pistola e coloca em cima da mesa.

Leandro — Aqui tem umas seis. Se você for boa de mira, só vai precisar de uma.

Heloísa pega a pistola e aponta para uma direção qualquer.

Heloísa — Pode deixar que eu não vou errar.

Leandro — Quem vai ser a vítima, posso saber?

Heloísa — Não, mas fica tranquilo que não é a sua amada.

Leandro — Com certeza não. A Milena tá embarcado pra Dubai.

Heloísa — É mesmo? Que ótimo, tomara que ela seja atingida por um homem bomba lá.

Leandro — Vê se aproveita esse tempo que a Milena tá distante pra prender o Marcelo à você ainda mais.

Heloísa — Pode deixar que assim que eu resolver esse meu probleminha, eu vou focar minhas energias nele. (Tom) Obrigada pela arma, mas se você puder me dar licença. Tenho que fazer uma ligação.

Leandro — Claro, boa sorte.

Leandro sai da sala. Heloísa pega o celular.

Heloísa — (Cel) Dra. Regina? Podemos marcar o nosso encontro, já to com o dinheiro em mãos.

Heloísa sorri e olha para a pistola que segura com a outra mão.

CENA 19. barão do alambique. sala de gregório. Interior. Dia.

Gregório trabalhando. Marcelo entra.

Marcelo — Chamou, tio?

Gregório — Sim, Marcelo. Parte das ações da Barão vão entrar no mercado a partir de amanhã.

Marcelo — Isso significa?

Gregório — Significa que muito em breve nós não vamos ser os únicos acionistas da empresa. Ainda vamos mandar porque vamos ter a maioria, mas um ou vários sócios vão fazer parte dela.

Marcelo — Tudo bem, se for pro bem da empresa.

Gregório — Eu vou precisar que você assine esses papéis também, já que você também é sócio.

Marcelo — Claro.

Gregório entrega uma caneta para Marcelo, que assina alguns papéis.

Gregório — Obrigado. Era isso.

Marcelo sai da sala.

Gregório — (Sorri) Em breve parte das suas ações vão ser minhas.

Em Gregório sorrindo.

Música: Chasing Pirates - Norah Jones.

CENA 20. rio de janeiro. ambiente. Exterior. Noite.

Música continua. Stock-shot do Rio de Janeiro à noite. Luzes iluminam as ruas e avenidas da cidade. O último take é o da frente da casa de Giancarlo.

CENA 21. casa de giancarlo. sala. Interior. noite.

Giancarlo em pé, tomando um whisky. Bianca entra da rua. [Música fade out].

Giancarlo — Você ficou fora a tarde toda. Demorou tanto assim na delegacia?

Bianca — Não, lá até que foi rápido. Eu que resolvi fazer outras coisas também.

Giancarlo — Então me conta como foi.

Bianca — Ah o delegado responsável pelo caso fez algumas perguntas, mas nada de mais.

Giancarlo — E por que o caso foi reaberto?

Bianca — Informações que não batem no processo, essas coisas.

Rogério — (Off/Fora de plano) Então quer dizer que as investigações sobre a morte do seu primeiro marido foi reaberta?

Bianca vê Rogério, parado na porta de entrada. Closes alternados em Giancarlo, Rogério e Bianca.

CENA 22. casa de ana carolina. quarto de marcelo. Interior. Noite.

Heloísa diante do espelho, passando um batom.

Heloísa — (Sorri) Como você tá bonita hoje, Clarinha. Céu estrelado, uma ótima noite pra matar, não é mesmo?

Marcelo entra e vê Heloísa.

Marcelo — Vai sair?

Heloísa — Sim, amor. Tenho algumas pendências pra resolver.

Marcelo — Mas há essa hora?             

Heloísa — É inadiável. Acho que não precisa me esperar pro jantar.

Heloísa joga um beijo para Marcelo, pega a sua bolsa e sai. Em Marcelo.

CENA 23. ap de luísa. cozinha. Interior. Noite.

Música: Instrumental Suspense.

Bernardo tomando um copo de água, pensativo. Inserir trecho do áudio da cena 17.

Wagner — (Off) Você ainda tem tempo de fazer a coisa certa: conta toda a verdade pro Marcelo. Se a sua irmão não vai fazer isso, você pode fazer... Não cometa o mesmo erro que eu ou um dia você vai se arrepender... Talvez não hoje, talvez não amanhã, mas muito em breve. E pelo resto da sua vida.

Bernardo — (Decidido) É pai, você tá certo. Eu não posso ficar encobrindo a mentira da Heloísa pra sempre.

Bernardo coloca o copo na pia e sai da cozinha.

CENA 24. região portuária. cais. Exterior. Noite.

Instrumental continua. Local vazio e pouco iluminado. Alguns navios cargueiros estão atracados no cais. Heloísa caminha carregando a sua bolsa, ela olha para os lados, muito tensa. Tempo e ela avista ao longe, Regina. Heloísa caminha até Regina.

Regina — Pontual você.

Heloísa — Eu disse que vinha.

Regina — Ótimo, então cadê o meu dinheiro?

Heloísa — Tá aqui.

Heloísa tira da bolsa a pistola e aponta pra Regina, que dá um sorriso nervoso.

Regina — Você tá pensando em me matar? Tem mais gente que sabe que eu vim aqui.

Heloísa — (Ri) Tem nada, você tá blefando.

Regina — Eu vou gritar!

Heloísa — Pode gritar! Quem vai te ouvir? Um bando de pivetinho que mora aqui? Você deveria ter ficado quietinha no seu canto.

Regina — (Nervosa) Você não pode me matar. Vão acabar descobrindo!

Heloísa — (Dá uma risada) Não vão, não! Eu matei a minha irmã, joguei o corpo no mar e nunca ninguém descobriu. Com você vai ser o mesmo e a culpa vai cair num desses marginais que tão por aí. A sua morte vai virar estatística.

Com muita tensão, Regina encara para Heloísa. Regina corre e Heloísa dá um tiro nas costas dela. Regina cai de bruços no chão. Lentamente Heloísa caminha até ela, aponta a arma para a cabeça de Regina e dispara mais três tiros.

CENA 25. casa de ana carolina. escritório. Interior. Noite.

Instrumental continua. Bernardo por ali. Marcelo entra e fecha a porta

Marcelo — Bernardo. Fiquei surpreso quando disseram que você tava aqui. Se você veio ver a sua irmã, perdeu a viagem. Ela não tá.

Bernardo — É bom que ela não esteja, porque a conversa que eu quero ter com você é muito delicada.

Marcelo — Aconteceu alguma coisa?

Bernardo — Aconteceu sim, Marcelo. Aconteceu que eu não posso continuar compactuando com uma mentira dessas. Tá na mais do que na hora de você saber quem é a mulher com quem você se casou.

Marcelo — Eu não to entendendo. Do que você tá falando?

Bernardo — O que eu quero te dizer é que quem morreu naquele acidente no iate, não foi a Heloísa e sim a Clara.

No choque de Marcelo. Fade Out.

 
     

 

     



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