The Circus - 2x12



2x12
 
 
 

CENA 1. PENITENCIÁRIA DE SEATTLE. ÁREA DE RECREAÇÃO. EXT. DIA. 

Maureen sentada na arquibancada, de cabeça baixa, chorando muito. Uma presa se aproxima de Maureen e senta-se do lado dela.

PRESA – Problemas, gatinha?

MAUREEN – (SECA AS LÁGRIMAS) Não é nada não. Apenas coisas lá de fora.

PRESA – Deve ser por causa da mulher que veio lhe visitar ontem. Eu a vi, quem era?

MAUREEN – Alguém que eu não via a muito tempo.

PRESA – Olha, eu tenho uma proposta para te fazer. Eu e umas amigas estamos montando um plano de fuga a alguns meses, vamos fugir hoje. Se quiser, pode ir junto.

MAUREEN – (ASSUSTADA) Mas e se formos pegas?

PRESA – Aí você corre sem olhar para trás. E então, fecha com a gente?

Maureen pensa por alguns instantes e se enche de coragem.

MAUREEN – Feito!

Close em Maureen.

CENA 2. CASA DOS MANSON. SALA. INT. DIA.

Campainha toca. Sally sai da cozinha e passa por John, que está no sofá lendo jornal. Ela abre a porta e recebe Catherine.

SALLY – (SURPRESA) Catherine Mayer?

CATHERINE – Bom dia senhora Manson. Podemos conversar?

SALLY – (NERVOSA) Claro! Entra, fique a vontade.

Catherine entra e John se levanta, para cumprimentá-la.

JOHN – Como vai?

CATHERINE – Muito bem.

SALLY – Vamos sentar?

Os três se sentam no sofá. Catherine encara o casal, que se dá as mãos, nervosos.

SALLY – Alguma coisa aconteceu Catherine?

CATHERINE – Aconteceu sim Sally. Na realidade, vem acontecendo a muito e muito tempo.

JOHN – Então fale! Estamos curiosos.

CATHERINE – Algum de vocês sabe quem é Rachel Manson?

Sally olha para John, chocada, que fica sem o que dizer. Close em Catherine. A imagem escurece.

 
 
     


 

2x12 - PÂNICO (SEASON FINALE)
 
     

CENA 3. CASA DOS MANSON. SALA. INT. DIA.

Sally baixa a cabeça e começa a chorar. John a consola. Catherine na frente deles.

CATHERINE – Nenhum de vocês respondeu a minha pergunta. Quem é Rachel Manson?

SALLY – (TENSA) Pare com essas perguntas! Você não sabe de nada! Você pensa que sabe de alguma coisa, mas é uma tola!

CATHERINE – O que eu sei Sally, é que você vem mentindo a muitos e muitos anos e, por culpa da sua mentira, CeCe Reynolds e todas as outras pessoas foram culpadas.

SALLY – (SE LEVANTA) Não me culpe dessa maneira!

JOHN – Sally, calma!

CATHERINE – (SE LEVANTA) Por que você nunca contou a ninguém que tinha uma outra filha, chamada Rachel Manson? Hum? Por que você nunca contou a ninguém que Amanda tinha uma irmã gêmea?

SALLY – A história é mais terrível do que imagina. (SUSPIRA) É um filme de terror.

CATHERINE – Você precisa me contar Sally! Por favor! Nós precisamos parar isso de uma vez por todas!

JOHN – (PARA SALLY) Chega de mentir Sally, fale a verdade.

SALLY – Ok, eu vou contar! Você venceu!

CATHERINE – (SE SENTA) Estou pronta para ouvir.

SALLY – Você está certa. Amanda realmente tem uma irmâ gêmea. Ou melhor, tinha.

CATHERINE – Tinha?

SALLY – Rachel morreu algum tempo. Esta é a verdade.

CATHERINE – Eu ainda não consigo entender.

JOHN – Vamos voltar ao passado, você vai entender tudo.

SALLY – Eu e John vivíamos em Storybrooke e, depois de muitas tentativas, eu finalmente engravidei e dei a luz a duas meninas gêmeas. A uma, chamei de Amanda, outra de Rachel. (SORRI) Elas eram lindas, porém de personalidades diferentes. Amanda sempre fora mais corajosa, mais intempestiva. Já Rachel, sempre foi mais fria, mais má que a irmã. O terror começou quando, um belo dia na escola, Rachel roubou uma de minhas facas e assassinou uma amiga a facadas.

CATHERINE – Eu li sobre isso. Crime bárbaro.

SALLY – Nós ficamos completamente chocados com a atitude de Rachel e tivemos de interná-la com 5 anos num hospício. Relutamos de inicio a aceitar que nossa filha era uma psicopata, mas com o tempo percebemos que ela precisava de ajuda.

CATHERINE – E como isso tudo chegou ao que está acontecendo hoje?

SALLY – Eu passei mais de 10 anos visitando Rachel no hospício, toda a semana, a fim de ficar ao lado dela. Mas Amanda não, Amanda odiava a irmã, não gostava de visitar ela. Quando as duas completaram 18 anos, Amanda foi até o hospício visitar Rachel e foi aí que tudo aconteceu... Eu só descobri depois, mas... Rachel havia bolado um plano para trocar de lugar com a irmã. Fez com que Amanda ficasse internada feito ela e fugiu, como a irmã.

CATHERINE – (PENSA) Então quem morreu assassinada por Monica Prescott foi Rachel, não Amanda!

SALLY – Exatamente. Nossa filha achou que poderia ter a vida de Amanda, mas acabou herdando seus segredos. Morreu na própria armadilha.

CATHERINE – E quando vocês descobriram a troca das gêmeas?

SALLY – Somente depois que Monica acabou sendo internada. Mas foi tarde demais. Amanda já não era a mesma pessoa. Com tamanhas doses de remédios, ela acabou ficando louca igual a irmã, e sedenta de vingança. Um belo dia acabou fugindo do hospício assassinando uma das enfermeiras.

CATHERINE – (SALTA) Esse foi o crime que CeCe viu!

SALLY – E agora achamos que ela está aí, solta, assassinando todas essas pessoas por pura vingança. Não sabemos a real motivação, mas queremos que Amanda seja pega o quanto antes. Você precisa nos ajudar Catherine.

CATHERINE – E eu vou Sally. Finalmente as coisas estão se encaixando na minha cabeça... Se CeCe sempre mentiu, então ela não viu absolutamente crime algum, falou apenas para se gabar. Alguém presenciou o crime e contou a CeCe, que usou a história ao seu próximo favor. Mas a pergunta é, quem?

CENA 4. MANSÃO DOS ARMSTRONG. QUARTO DE MADISON. INT. DIA.

Madison sentada em sua cama na companhia de Billie Dean.

BILLIE DEAN – Você queria me ver, querida?

MADISON – Eu preciso falar com você, sobre tudo que está acontecendo. Eu não agüento mais, você precisa me ajudar.

BILLIE DEAN – E eu vou te ajudar, querida. Só quero que coloque em sua cabeça que você não é a culpada, e sim a vítima. A vítima de um terrível espírito obsessor.

MADISON – Mas que espírito? Por que?

BILLIE DEAN – Espíritos obsessores se apóiam em pessoas que possam ter alguma relação com sua morte. Ou alguma resposta que eles precisem. Você já teve alguma relação com Amanda Manson?

MADISON – (BAIXA A CABEÇA) Já.

BILLIE DEAN – Me conte, Madison.

MADISON – Eu acho que o motivo da CeCe ter sido morta é por minha culpa, apenas minha.

BILLIE DEAN – O que você fez de tão ruim Madison?

MADISON – Eu presenciei um assassinato.

Billie Dean olha espantada para Madison.

CENA 5. PENITENCIÁRIA. REFEITÓRIO. INT. DIA.

As presidiárias almoçando, sentadas em mesas dispostas pelo local. Maureen está sentada na frente da presa da cena 1. Elas se encaram e a presa faz sinal positivo para Maureen. Maureen dá um grito e joga o prato de comida na cara dela. Todas as outras presas ficam alvoroçadas e Maureen começa uma briga com a presa 1 no chão do refeitório. Quando duas carcereiras surgem para apartar a briga, Maureen retira um canivete da calça e lhe crava no pescoço. A presa que estava brigando com Maureen quebra o pescoço da outra carcereira.

MAUREEN – (GRITA) E o que fazemos agora?

PRESA – Tem um túnel no corredor do lado, a gente tem que correr!

Maureen concorda e elas saem correndo, e logo outras carcereiras chegam para segurar o restante das presas.

CENA 9. PENITENCIÁRIA. CORREDOR. INT. DIA.

Começa a soar um alto alarme. Maureen e a presa correndo pelo corredor e chegam até uma entrada de ar.

PRESA – Nós precisamos ser rápidas, elas chegarão aqui a qualquer momento!

MAUREEN – Certo.

PRESA – Eu vou primeiro!

MAUREEN – Me desculpe, mas só tem lugar para uma de nós.

Maureen dá um soco na presa, que desmaia. A mocinha puxa a tampa da saída de ar, entra e fecha.

CENA 6. PENITENCIÁRIA. FUNDOS. EXT. DIA.

Maureen dá um chute numa saída de ar e salta de lá de cima, caindo minha montanha de lixo. Ela olha para os lados e sai correndo, se embrenhando na Floresta.

CENA 7. FLORESTA DE ENDLESS TOWN. INT. DIA.

Maureen corre, rápida, sempre olhando para trás a fim de ver se não está sendo seguida. É quando ela pisa numa armadilha que se amarra em seu pé e a ergue de cabeça para baixo. Maureen começa a gritar, é quando o palhaço assassino sai de dentro dos arbustos e se aproxima dela. A tela escurece.

CENA 8. CASEBRE NA FLORESTA. INT. DIA.

Maureen vai acordando devagar e demora a entender onde ela está. Um choro de criança chama sua atenção. Quando volta à si, percebe que está amarrada a uma maca hospitalar. Ela olha para o lado e vê uma mulher loira, segurando uma criança no colo, contra a janela.

MAUREEN – (MURMURA) Christopher?

AMANDA – Você finalmente acordou...

Amanda se vira para Maureen, que leva um choque ao vê-la. Amanda larga Christopher no berço e se aproxima de Maureen.

AMANDA – Deixe-me adivinhar: você achava que eu estava morta, não é?

MAUREEN – (ASSUSTADA) Não pode ser verdade... você, viva? Eu fui no seu velório Amanda! Eu chorei a sua morte!

AMANDA – Eu estou viva Maureen. Viva!

MAUREEN – (SORRI) Eu não acredito! Você não sabe o quanto eu fico feliz, Amanda. Você era minha amiga!

AMANDA – Não, você está mentindo. Você é uma falsa, Maureen! Se eu pirei, se eu... se eu matei pessoas foi por sua culpa.

MAUREEN – (NÃO ENTENDE) Minha culpa?

AMANDA – Eu só me tornei o palhaço assassino para me vingar de você, por que eu sabia que na realidade o motivo da minha derrocada era você.

MAUREEN – Você precisa me explicar como sobreviveu... eu realmente não entendo.

AMANDA – É uma história longa e complicada envolvendo eu e minha irmã gêmea, Rachel. A moça que foi morta pela sua mãe era ela, não eu.

MAUREEN – (PASMA) Você tem uma gêmea?

AMANDA – E foi naquele hospício, internada no lugar dela, que eu comecei a planejar tudo... Eu sabia que sua mãe queria me matar... Então eu fugi, eu fugi tão longe, mas fui encontrada por uma enfermeira. (ENGOLE A SECO) Foi meu primeiro assassinato.

MAUREEN – (COM MEDO) O que você planejava, Amanda?

AMANDA – (ALTO) Me vingar de você! Por isso eu matei a CeCe naquela festa! Ela havia testemunhado o meu crime contra a enfermeira... a morte dela foi um jeito de lembrar a você que o palhaço estava de volta.

MAUREEN – Por que eu sou a motivação disso tudo? Me diz? POR QUE?

AMANDA – (GRITA) Por que o seu pai me molestava, sua idiota! ESSA É A VERDADE! Eu passei 5 anos da minha vida sendo abusada sexualmente por aquele monstro chamado Jimmy Prescott!

MAUREEN – (PASMA) Meu pai...

AMANDA – (COMEÇA A CHORAR) A sua família ela.. ela é podre! Ela... acabou com a minha vida.

MAUREEN – Então é vingança que você quer?

AMANDA – (SE VIRA) Já estamos no último capítulo da nossa história, ou melhor, da sua história. (PEGA UM FACÃO) Eu vou te matar.

MAUREEN – (GRITA) Não!

AMANDA – Mas antes eu vou torturar você.

CENA 9. CASA DOS RILEY. SALA DE ESTAR. INT. DIA.

Dewey em cima de uma escada no centro da sala, trocando uma lâmpada. Henry o ajuda alcançando a lâmpada nova. Hannah sai da cozinha.

HANNAH – Que ótimo ver sogro e genro trabalhando juntos, muito bem... Acho que estarei muito bem arranjada quando nosso filho nascer, Henry.

HENRY – (SORRI) Mal posso esperar para ter mais um filho.

HANNAH – Sabe que eu sinto que será uma menina?

DEWEY – (DESCE DA ESCADA) E como sabe?

HANNAH – Já ouviu falar que mães sempre sabem de tudo? Então, eu sei, é uma coisa maluca de se entender.

Henry beija Hannah. Catherine entra na sala afoita, chamando a atenção deles.

CATHERINE – Pelo amor de Deus! Aconteceu uma catástrofe!

DEWEY – (ASSUSTADO) O que houve?

CATHERINE – Houve uma rebelião terrível na penitenciária da cidade, mais de 100 presas acabaram sendo mortas.

HENRY – (SALTA) E Maureen?

CATHERINE – Maureen fugiu, ela fugiu!

Nisso, o telefone da casa toca. Catherine avança o aparelho e atende.

CATHERINE – (TELEFONE) Alô?

MAUREEN – (EM OFF) Catherine...

CATHERINE – (TELEFONE) Maureen?!

HANNAH – Pergunte onde ela está!

CATHERINE – Querida, onde você está? Você não podia ter fugido daquele jeito, venha para casa.

AMANDA – (EM OFF) Cale a boca Catherine, ela é minha agora.

CATHERINE – (PÕE A MÃO NO PEITO) Jesus...

AMANDA – (EM OFF) Eu apenas liguei para avisar que a matarei com minhas próprias mãos. Eu farei vingança Catherine, e vocês a ouvirão gritar por socorro.

CATHERINE – (GRITA) Por favor não faça nada! Amanda!

Mas a ligação cai. Catherine desliga o telefone, preocupada.

HANNAH – Quem era?

CATHERINE – Vocês não vão acreditar mas... mas é verdade. Amanda Manson está viva.

HENRY – (PASMO) O que? Como pode?

CATHERINE – É uma longe história! O que acontece é que ela seqüestrou a Maureen e está em posse dela! Disse que vai matá-la.

HANNAH – Precisamos fazer alguma coisa! Precisamos salvar a minha irmã!

CATHERINE – Eu ouvi ruídos de água batendo em pedras no fundo da ligação, elas estão em algum lugar da Floresta! Temos que ir até lá.

HENRY – Eu vou!

HANNAH – E eu também, afinal preciso assegurar que minha irmã escape ilesa.

DEWEY – Hannah, você está grávida! Por favor, fique!

HANNAH – Eu vou sim papai, eu sei me cuidar.

CATHERINE – Bom, então vamos! Temos que ter pressa! Estamos correndo contra o relógio!

Quando eles vão sair, o celular de Catherine toca. Eles se olham com medo e ela atende.

CATHERINE – (CELULAR) Sim? (SURPRESA) Billie Dean?

CENA 10. CASEBRE NA FLORESTA. INT. DIA.

Amanda coloca o celular no bolso. Maureen se debate tentando sair.

AMANDA – Você só vai se machucar tentando sair daí, Maureen.

MAUREEN – Você não pode fazer nada! Os meus amigos virão até mim, eles irão me salvar!

AMANDA – E é isso mesmo que eu quero. Uma grande festa na floresta! Não soa repetitivo pra você, Maureen? Eu ouvi falar por aí... um ano atrás, lembra? Quando você matou a Bianca? (RI) Sabe que eu até gostei de você ter matado aquela vagabunda chinfrim? E veja só, agora nós duas estamos vivas e ela, morta.

MAUREEN – Você é completamente insana!

AMANDA – E você ainda não viu nada!

Amanda pega um facão e sai do casebre. Maureen fica ali sozinha, muito nervosa.

CENA 11. FLORESTA ESTADUAL DE ENDLESS TOWN. CLAREIRA. EXT. DIA.

Catherine estaciona seu carro próximo da mata fechada. Ela, Henry e Hannah descem e observam o local em volta.

HENRY – Tem uma trilha aqui perto que leva para um riacho, acho que pode ser lá que elas estão.

CATHERINE – (CONCORDA) Nós vamos até lá. (TIRA UMA ARMA DA CINTURA) Eu vou na frente.

HANNAH – (SURPRESA) Você tem uma arma, é isso?

CATHERINE – Estamos lidando com uma assassina, esqueceram? Agora vamos, o tempo pode ser precioso.

HANNAH – (SE BATE) Os mosquitos já descobriram que estou aqui.

HENRY – Ninguém mandou você vir! Vamos!

Hannah concorda, irritada, e eles se embrenham na floresta. Longe dali, Amanda os observa atrás de arbustos.

CENA 12. MANSÃO DOS ARMSTRONG. SALA DE ESTAR. INT. DIA.

Tripp e Viola descem a escadaria conversando.

TRIPP – Você fez o que?

VIOLA – A joguei pra longe daqui. Tripp, eu estava cansada de Kirby, não suportei a chantagem e mandei que ela fosse embora.

TRIPP – Você ficou maluca? Esqueceu que ela sabe de todos os nossos segredos?

VIOLA – Daremos um jeito nisso. Precisamos tirar o corpo de lá antes que seja tarde demais.

LUCAS – (EM OFF) Que corpo?

VIOLA – (SE VIRA ASSUSTADA) Lucas?

TRIPP – Sua mãe estava apenas brincando meu filho.

LUCAS – Ela não parecia estar brincando. Eu quero saber o motivo por que Kirby levou meu filho e que história é essa de corpo.

TRIP – Lucas/...

VIOLA – (CORTA) Chega Tripp, chega de segredos. Acho que é melhor que ele saiba da verdade.

LUCAS – Que verdade?

VIOLA – Sobre sua irmã.

Lucas olha sem entender para Viola e Tripp. Logo, ouvem-se batidas fortes na porta.

ADRIAN – (EM OFF) Abram! É a polícia! Temos um mandato de busca!

CENA 13. MANSÃO DOS ARMSTRONG. JARDIM. EXT. DIA.

A polícia escavando em todo o jardim da casa. Ao fundo, Viola, Tripp e Lucas observam atrás da fita amarela.

TRIPP – Nós estamos muito encrencados.

VIOLA – Não se preocupe Tripp, eles não encontrarão nada.

TRIPP – (ESPANTADO) Que diabos você fez?

VIOLA – Ontem a noite eu simplesmente me livrei de qualquer prova que nos levasse até Allegra.

LUCAS – Mamãe, por favor.

VIOLA – (AGARRA NO BRAÇO DE TRIPP) Acho que poderemos ser uma família novamente, Tripp. O medo todo já passou.

TRIPP – Você acha que pode me perdoar pelo que fiz?

VIOLA – Serei obrigada a fazer isso.

Viola dá um selinho em Tripp e entra na mansão. Tripp e Lucas ficam observando as escavações da polícia.

CENA 14. FLORESTA ESTADUAL DE ENDLESS TOWN. MATA. INT. DIA.

Catherine, Henry e Hannah caminham. Já cansada, Hannah senta-se em uma pedra.

HANNAH – Eu preciso descansar, estou farta.

HENRY – (PARA) Hannah, não podemos parar, levante-se, por favor.

HANNAH – (SE LEVANTA) Eu vou voltar Henry, esperarei no carro, continuem sem mim.

HENRY – (OLHA PARA OS LADOS) Onde está a Catherine?

HANNAH – (ASSUSTADA) Oh meu Deus, nos perdemos de Catherine?

HENRY – (ESBRAVEJA) Droga! Vamos andando, ela deve estar mais para frente.

Corta para outro ponto da floresta. Catherine caminha com sua arma em punhos e, quando olha para trás, vê que está sozinha.

CATHERINE – (ESTRANHA) Para onde eles foram? Que merda!

Ela sai em outra direção. Corta para Henry e Hannah caminhando juntos pela mata fechada, a procura de Catherine.

HENRY – Ela já deve estar longe. Viu o que você fez Hannah? Agora estamos perdidos nesse lugar enorme!

HANNAH – Calma, nós vamos achá-la, ou ela nos achará. Catherine tem meio que super poderes, está no lugar mais improvável na hora mais improvável ainda.

HENRY – É que eu me preocupo com você! Você está grávida.

HANNAH – (PÕE A MÃO NA BARRIGA) É, eu estou.

HENRY – Você não me parece muito feliz.

HANNAH – Posso te fazer uma pergunta, Henry?

HENRY – É claro.

HANNAH – Você sente alguma coisa pela Maureen? Eu digo, você está comigo, mas já esteve com ela e teve um filho com ela.

HENRY – A Maureen está com o Lucas, Hannah. E eu estou com você, você que esteve sempre do meu lado naquele hospital. Não é suficiente?

Antes que Hannah possa responder, uma figura vestida de palhaço assassino sai do meio das árvores e surge na frente deles. Hannah dá um berro de horror e se agarra em Henry.

HENRY – Oh meu Deus, corre Hannah! Corre!

Desesperada, Hannah sai correndo junto do namorado. O palhaço retira um facão da cintura e corre atrás deles. Corta para Catherine chegando até a beira de um riacho e encontrando um pequeno casebre de madeira.

CATHERINE – Deve ser aqui... (VERIFICA AS BALAS) Vamos lá Catherine... Esse pode ser seu Pulitzer!

Ela engatilha a arma e caminha sem fazer barulho até os fundos do casebre. Corta para Henry e Hannah fugindo do palhaço assassino. Eles chegam até a beira de um precipício e vêem que a única maneira de fuga é ultrapassar uma ponte de ferro.

HENRY – Essa ponte são tem saída! O outro lado está bloqueado!

HANNAH – É a única chance! (OFEGANTE) Ele está se aproximando!

Henry e Hannah entram na ponte e correm até o outro lado, tentando abrir a grade de ferro para ultrapassar. O palhaço entra do outro lado da ponte. Hannah se vira e o encara, em choque.

CENA 15. CASEBRE NA FLORESTA. INT. DIA.

Catherine entra pela porta dos fundos e vê Christopher dentro de seu berço, dormindo. Ela adentra no casebre e encontra Maureen amarrada.

CATHERINE – Maureen!

MAUREEN – (NERVOSA) Catherine? Me ajuda Catherine! Ela vai me matar! Me ajuda!

CATHERINE – Calma, eu vou te desamarrar e a gente vai sair daqui, fica calma!

MAUREEN – Meu filho, ela machucou meu filho?

CATHERINE – Não! Onde ela está?

MAUREEN – Não sei, ela saiu, ela estava esperando por vocês.

CATHERINE – (PREOCUPADA) Henry e Hannah.

CENA 16. FLORESTA ESTADUAL DE ENDLESS TOWN. PONTE. INT. DIA.

O palhaço assassino se aproxima de Henry e Hannah. Vendo que não tem como sair do outro lado, Henry agarra um pedaço de ferro e ameaça o palhaço.

HENRY – Você acha que me mete medo, acha? Eu já enfrentei você antes, posso enfrentar mais uma vez!

HANNAH – (GRITA) Cuidado Henry!

Henry vai dando pequenos passos até o palhaço, que lentamente retira sua máscara e se revela para Henry. Henry vê Amanda e arregala os olhos, muito assustado. Ela aproveita a distração do rapaz e parte para cima dele com o facão. Henry acerta Amanda com uma porrada, mas ela se reergue, o chuta entre as pernas e segura pelas costas.

HANNAH – (BERRA) Não! Henry!

AMANDA – (FORTE) Suas últimas palavras?

HENRY – Você não vai vencer!

Amanda ergue seu facão e o enfia no pescoço de Henry. Hannah começa a berrar e chorar, sem acreditar no que está vendo. Amanda se aproxima da beira da ponte e empurra o corpo de Henry de lá de cima. Ela se vira para Hannah, que soluça de tanto chorar.

HANNAH – Você matou o amor da minha vida... Por que Amanda? Por que? Hum? Você não pode me matar!

AMANDA – (CHAMA COM O FACÃO) Vem aqui, vem Hannah!

Hannah vê, lá de cima, o corpo de Henry boiar na água e cruza as pernas para o lado de fora da grade da ponte, segurando-se com as mãos.

HANNAH – Você não vai me matar. Esse gosto você nunca vai ter.

E sem hesitar, Hannah se atira de lá de cima. Amanda se aproxima e vê seu corpo colidir com a água. Câmera foca nos corpos de Hannah e Henry boiando sob a água. Amanda limpa a lâmina de seu facão e vai embora.

CENA 17. CASEBRE NA FLORESTA. FUNDOS. EXT. DIA.

Catherine, Maureen e Christopher saem pelos fundos e a jornalista ergue sua arma, olhando para os lados a fim de ver se estão seguros.

CATHERINE – (SUSSURRA) Nós vamos precisar correr, essa maluca deve estar por perto e ainda temos que encontrar Henry e Hannah.

MAUREEN – (ABRAÇA CHRISTOPHER) Eu só quero proteger o Christopher.

CATHERINE – Vai dar tudo certo Maureen. Eu sei que vai. Nós já saímos de tanta coisa pior, até de dentro de um esgoto, lembra?

MAUREEN – (RI) É engraçado rir nesse momento, mas sim. Desde o momento em que você bateu na minha porta.

CATHERINE – Foram longos dias, não foram? Mas acho que valeu a pena. Sabe, hoje eu estou fazendo meu Pulitzer.

MAUREEN – Catherine, se tudo der errado, eu preciso te dizer o quanto te adoro e admiro ter como amiga. Mesmo. Eu verdadeiramente te amo.

CATHERINE – (EMOCIONADA) Eu também te amo.

E as duas se abraçam, emocionadas.

CATHERINE – (LIMPA AS LÁGRIMAS) Agora vamos, vamos passar por cima de mais essa.

Maureen concorda e elas saem caminhando devagar. É quando Amanda surge do outro lado da casa e pula sobre Catherine. Maureen dá um grito. A arma de Catherine cai da mão dela. Catherine e Amanda começam a travar uma briga forte. Amanda corta o braço da jornalista com o facão, mas Catherine dá um chute em seu rosto e o facão cai no chão. Catherine agarra o facão e vai esfaquear Amanda. Amanda segura as mãos dela e elas ficam lutando pela posse do facão. Maureen olha e vê em sua frente a arma de Catherine.

CATHERINE – (GRITA) Atira Maureen! Atira!

A câmera vai se aproximando do rosto de Maureen e ela começa a se lembrar...

Maureen vê o revólver no chão e o agarra com as duas mãos. Maureen aponta na direção de Bianca e Monica, mas treme muito a mão, nervosa.

BIANCA – (GRITA) Atira Maureen! Atira!

Em câmera lenta, Maureen puxa o gatilho e dispara o revólver. A câmera nos mostra a bala saindo do cano da arma e indo em direção a Bianca e Monica. Quando a bala atinge alguém, a ação volta ao normal. Maureen arregala os olhos. Bianca e Monica se olham, ambas sérias. Bianca então larga o machado e põe a mão próxima a barriga, onde a bala atirada por Maureen lhe atingiu. Monica deixa o machado cair.

BIANCA – (FERIDA) Maureen...

MAUREEN – (CHORA) Me desculpa Bianca... Eu não queria...

Bianca se vira para Monica e cai de joelhos no chão. Lágrimas de sangue caem por seus olhos e Bianca então desaba de bruços, morta, nos pés de Monica. Maureen se joga no chão, em prantos.

Maureen larga Christopher e pega o revólver. Ela se levanta e aponta o revólver na direção de Amanda e Catherine.

CATHERINE – Atira!

MAUREEN – (ENGATILHA) Não vou errar dessa vez.

E vira a mira da arma para Amanda, atirando no ombro da vilã. Amanda sente a dor da bala e cai no chão. Maureen baixa a arma, nervosa. Ofegante, Catherine tira algemas do bolso e prende as mãos de Amanda, que grita de dor.

CATHERINE – (PARA AMANDA) Acabou, queridinha.

MAUREEN – (DEIXA A ARMA CAIR) Eu consegui Catherine... Eu consegui...

CATHERINE – Bom trabalho!

Catherine se afasta e pega seu celular. Maureen fica ali, observando Amanda agonizar no chão. Close na mocinha.

CENA 18. HOSPITAL DE CARIDADE DE ENDLESS TOWN. QUARTO. INT. DIA.

Maureen sentada na enfermaria, sendo medicada. Catherine junto dela, com um curativo no braço..

MAUREEN – Onde está meu filho? Ele está bem? Eu preciso ver meu filho.

CATHERINE – Ele está bem Maureen, fique tranqüila, Dewey está cuidando bem dele.

MAUREEN – (PÕE AS MÃOS NO ROSTO) Oh meu Deus... E Amanda? Ela foi presa não foi Catherine?

CATHERINE – Amanda foi levada a um manicômio judicial, provavelmente ficará lá o resto da vida.

MAUREEN – Eu estou completamente chocada com a história das gêmeas. Quem poderia imaginar?

CATHERINE – É uma história triste, mas que teve final feliz.

MAUREEN – E quanto aos outros?

CATHERINE – (TRISTE) A polícia encontrou os corpos de Henry e Hannah  a algumas horas na barranca do rio. Não sobreviveram.

MAUREEN – (SE ENCHE DE LÁGRIMAS) Não... a minha irmã não Catherine! Por que Amanda teve que fazer isso? Ela destruiu com a minha vida! Ela acabou com tudo que eu tinha!

CATHERINE – (RESPIRA) Agora teremos que olhar para frente. Dewey também está desolado com a morte da filha.

MAUREEN – E quanto à mim?

CATHERINE – Você deverá voltar para a prisão assim que sair do hospital. A justiça retirou contra você as acusações dos crimes do palhaço, mas você ainda matou Lynn, portanto acabará tendo de pagar.

Lucas bate na porta e entra. Maureen se enche de alegria.

MAUREEN – Lucas?

CATHERINE – (SÉRIA) Vou deixá-los a sós. Vocês precisam conversar.

MAUREEN – Você não precisa sentir ódio de mim agora, Lucas. Eu sou inocente, eu sempre fui.

LUCAS – (PEGA NA MÃO DELA) Você não sabe o quanto eu me martirizei por ficar longe de você, nem imagina o quanto eu sofri por te amar.

MAUREEN – Henry, ele... (CHORA) Ele morreu.

LUCAS – Eu soube. Muito triste. Mas agora seremos só eu e você, como sempre fomos. Fique tranqüila, eu estou aqui.

E beija a testa da namorada.

CENA 19. CASA DOS RILEY. SALA. INT. DIA.

Catherine desce a escada trazendo sua mala de roupas, triste. Dewey sai da cozinha.

DEWEY – Pegou todas as suas coisas? Por favor, não esqueça nada para ter o pretexto de voltar.

CATHERINE – Não, estou com tudo.

DEWEY – (APONTA PARA A PORTA) Então por favor.

Catherine concorda e caminha até a porta. Quando vai sair, se vira para Dewey.

CATHERINE – Então será assim? Eu vou simplesmente embora sem você ao menos falar comigo e ouvir o meu lado?

DEWEY – (SE EMOCIONA) Eu estou cansado de ouvir Catherine, já não bastasse a morte da Monica e agora da Hannah, você ainda me trai com o primeiro que você pela frente. Por favor, vá apenas embora.

CATHERINE – Você precisa de mim! Eu te amo!

DEWEY – Não tenho tanta certeza assim.

CATHERINE – Ok, se queres assim, é assim que será. Mas eu não costumo dar segundas chances.

Catherine pega sua mala e sai da casa. Close em Dewey.

CENA 20. ENDLESS TOWN. CENAS PANORÂMICAS. EXT. DIA.

Sonoplastia: Apologize. Legenda: Seis Meses Depois... Stock shots da cidade de Endless Town. Plano geral de seus arranha-céus, parque municipal, a grande Floresta, as ruas e avenidas.

CENA 21. PENITENCIÁRIA. FRENTE. EXT. DIA.

Música continua. O portão principal da penitenciária se abre e Maureen sai, vestindo roupas simples, tampando o sol dos olhos. Do lado de fora lhe esperam Lucas com Christopher. Maureen começa a chorar e corre até eles, os abraçando. A câmera começa a rodar em torno do casal com o bebê e termina com Maureen beijando Lucas apaixonadamente.

CENA 22. MANSÃO DOS ARMSTRONG. EXT. DIA.

Plano geral da mansão da família Armstrong. A residência está com a pintura deteriorada, grama por cortar e bastante sujeira.

CENA 23. MANSÃO DOS ARMSTRONG. PISCINA. EXT. DIA.

Viola deitada numa cadeira de praia, usando óculos escuros. Lucas, Maureen e Christopher aparecem.

LUCAS – Mãe?

VIOLA – (SE VIRA) Meu filho? (SORRI) Meu filho!

LUCAS – Como a senhora está, hum?

VIOLA – (ABRAÇA) Lucas, querido, quanto tempo que não lhe vejo? 6 meses? Esqueceu que tinha uma mãe?

LUCAS – Eu estive muito ocupado.

VIOLA – E Maureen... (PEGA NA MÃO DELA) Como vai, querida?

MAUREEN – Agora bem, dona Viola.

VIOLA – Vocês vieram para ficar comigo, é isso? Eu preciso da sua ajuda meu filho! Desde que seu pai me abandonou para ficar com Meredith Reynolds eu não durmo mais... a sua irmã ela... ela está descontrolada!

LUCAS – Viemos para dizer adeus.

VIOLA – (SURPRESA) Adeus?

LUCAS – Estamos voltando para Seattle ainda hoje, precisamos recuperar o tempo perdido.

MAUREEN – Eu espero que você termine bem, Viola.

VIOLA – Bom, se essa é a sua decisão... Eu não posso fazer nada a não ser desejar boa viagem.

LUCAS – (SORRI) Obrigado, mãe.

VIOLA – (PARA MAUREEN) E cuide bem do meu menino, ouviu Maureen? Ele é um garoto de ouro.

MAUREEN – Pode deixar comigo.

LUCAS – (BEIJA) Até mais, mãe.

VIOLA – (BEIJA) Até mais meu filho.

Lucas, Maureen e Christopher vão embora. Viola se vira para a câmera e vai se aproximando da tela.

VIOLA – Eu estou pronta para meu close, Mister Thompson...

E a câmera dá um close no rosto dela.

CENA 24. CARRO DE LUCAS. INT. DIA.

Lucas dirige o veículo, ao lado de Maureen. Christopher está sentado em sua cadeira no banco de trás. Maureen dá um largo sorriso e apóia o braço na porta do carro.

LUCAS – Fazia muito tempo que eu não via isso no seu rosto.

MAUREEN – Isso o que?

LUCAS – Esse sorriso lindo que só você sabe dar.

MAUREEN – (SUSPIRA) É que finalmente eu acho que posso voltar a ser feliz como eu era em Seattle, como eu era a 1 ano atrás... Eu me sinto livre, Lucas.

LUCAS – E você está livre. Todo o inferno passou, agora poderemos viver nossa vida com o nosso filho.

Maureen olha para trás e vê que Christopher já dormiu.

MAUREEN – Ashley me ligou, parece que ela e Tim alugaram um apartamento perto do nosso em Seattle, então, nos veremos todos os dias.

LUCAS – Que bela notícia, as coisas estão entrando nos eixos.

MAUREEN – (BAIXA A CABEÇA) Eu só lamento não ter conseguido dizer a Hannah tudo sobre ela. Minha irmã morreu sem receber meu pedido de desculpas.

LUCAS – Eu sei que é difícil pra você ter perdido a família da forma que perdeu, mas agora é bola pra frente, tenho certeza que onde a Hannah estiver ela vai estar te protegendo.

MAUREEN – (SE EMOCIONA) Eu sei que está.

Maureen olha pela janela e observa a cidade de Endless Town, muito emocionada.

LUCAS – Maureen, você me promete que nunca mais iremos voltar?

MAUREEN – (EMOCIONADA) Eu prometo.

Maureen passa a mão no rosto do namorado, que a beija. A mocinha encosta a cabeça no banco e a câmera se aproxima do vidro traseiro do carro, mostrando a cidade de Endless Town ser deixada para trás.

CENA 25. MANSÃO DOS ARMSTRONG. SALA. INT. DIA.

Billie Dean chega até a mansão e encontra a porta já aberta. Ela entra, olha tudo em volta e vê que os objetos permanecem intactos.

BILLIE DEAN – (ALTO) Viola? (OLHA PARA OS LADOS) Viola, você está aí?

Billie Dean segura no corrimão da escada para subir ao segundo andar e vê que sua mão está manchada de sangue. Billie Dean vê os rastros de sangue subindo pelo carpete e, nervosa, os segue.

CENA 26. MANSÃO DOS ARMSTRONG. CORREDOR. INT. DIA.

Sonoplastia: Twisted Nerve. Billie Dean caminha pelo corredor da mansão seguindo o rastro de sangue deixado no chão. Ela vê que as paredes também estão com marcas de mão e põe a mão no peito, muito nervosa. A vidente vê que o rastro de sangue segue pela porta do quarto de Madison.

CENA 27. MANSÃO DOS ARMSTRONG. QUARTO DE MADISON. INT. DIA.

Billie Dean entra no quarto da menina e a encontra de pé, séria, velando o corpo de Viola, assassinado com uma tesoura cravada no coração. Billie Dean se aproxima e olha, chocada, para o corpo de Viola.

MADISON – Ela estava berrando demais, tive que tomar uma atitude.

BILLIE DEAN – (NERVOSA) Oh meu Deus, Madison, o que foi que você fez?

E a câmera vai se aproximando do rosto sério e psicótico da menina.

CENA 28. APART HOTEL. QUARTO. INT. NOITE.

A TV está ligada. Está passando o filme de terror “Pânico 2”. Catherine sai do banheiro de roupão, secando os cabelos, e vê uma chamada perdida em seu celular. É de Adrian. Ela suspira, joga o celular em cima a cama e se senta para olhar o filme.

CATHERINE – (PEGA O CONTROLE) Havia me esquecido como esses filmes de terror são tão previsíveis. Homens também são previsíveis.

Catherine desliga a TV, pensa por um instante e se levanta. No que ela se levanta, a luz do apartamento cai. Nervosa, ela olha pela janela e vê que, lá fora, ainda há luz nos postes. Ela pega o telefone e liga para a portaria do prédio.

CATHERINE – (DISCA) Só me faltava essa... (PÕE NO OUVIDO) Alô?

Mas uma risada aguda do outro lado arrepia Catherine dos pés a cabeça. Ela larga o telefone, surpresa, e a câmera revela uma pessoa vestindo a fantasia do palhaço atrás dela. Quando Catherine se vira, não há mais ninguém lá. Ela vai até a cama e vê que seu celular desapareceu.

CATHERINE – (NÃO ENTENDE) Mas o que está acontecendo?

Catherine ouve um barulho de passos sob a madeira do chão do apartamento e, quando se vira, vê o palhaço assassino com uma faca nas mãos. Ele avança sob a jornalistas, que não tem tempo de fugir e nem gritar. O palhaço esfaqueia Catherine na barriga até que ela desabe no chão, morta. Lentamente, a câmera aproxima-se de Catherine. Em off, ecoa um grito feminino.

CENA 29. CASA DOS RILEY. QUARTO DE CASAL. INT. DIA.

Catherine dá um berro de horror e salta de sua cama. Ela está toda suada, de camisola, e não entende em que lugar está. Olha para o lado e vê Dewey dormindo, feito um anjo. Catherine põe as duas mãos na cabeça, olha para o fundo ambiente e vê um vestido de noiva pendurado. Um caminhão buzina do lado de fora. Alguns homens descem e começam a descarregar mesas e cadeiras. Sem entender, Catherine se levanta da cama e sai do quarto.

CENA 30. CASA DOS RILEY. COZINHA. INT. DIA.

Catherine entra na sala de sua casa e vê Hannah tomando café, na bancada da cozinha.

CATHERINE – (ASSUSTADA) Hannah?

HANNAH – Bom dia, Catherine. Acho que chegaram as mesas da sua festa de casamento.

CATHERINE – Minha festa de casamento?

HANNAH – (RI) O que houve com você Catherine? Acordou tão estranha! Hoje é o dia do seu casamento, esqueceu? Maureen chega hoje.

CATHERINE – Maureen...

HANNAH – Agora eu tenho que sair, preciso resolver uns negócios. Fui!

Hannah sai pela porta dos fundos. Catherine abre a geladeira e bebe um pouco de água, ainda perplexa. A campainha toca. Catherine vai até lá e atende. CeCe Reynolds está ali, segurando um dos livros dela.

CATHERINE – (SURPRESA) CeCe?

CECE – Catherine! Bom dia, querida! Vim aqui por que não podia deixar de agradecer pelo seu autógrafo do meu livro.

CATHERINE – Eu não estou entendendo nada... Você... (PENSA) Meu Deus...

Nisso, Dewey entra na cozinha, já vestido.

DEWEY – Levantou cedo, Catherine? Achei que sim, você se mexeu na cama a noite inteira, estava suando frio.

CATHERINE – Dewey... Que dia é hoje?

DEWEY – Dia do nosso casamento. Por que?

CATHERINE – (SÉRIA) Por que eu acho que já tenho a história para o meu próximo livro.

Dewey olha sorridente para Catherine. Catherine encara a câmera, ainda estupefata com tudo que acabou de descobrir. Super close no rosto de Catherine. A imagem escurece num baque.
 


SÉRIE DE:
Jota Pê 

ESTRELANDO:

CHRISTA B. ALLEN – Maureen Prescott
SARAH MICHELLE GELLAR – Catherine Riley
KEEGAN ALLEN – Henry Sheldon
ERIC WINTER – Lucas Armstrong
MICHELLE FORBES – Monica Prescott
RICHARD BURGI – Dewey Riley
ELIZABETH MCLAUGHLIN – Hannah Riley
LESLEY FERA – Viola Armstrong
DAVID JAMES ELLIOT – Tripp Armstrong
BAILEE MADISON – Madison Armstrong
ALEXIA FAST – Amanda Manson
BILLIE JOE ARMSTRONG – Cliff Holiday
JAMIE ANNE ALLMAN – Christina Martin

ELENCO RECORRENTE:

VANESSA RAY – Marilyn Becker
AIMEE TEEGARDEN – Ashley Becker
JACK DEPEW – Tim Allerton
SKYLER DAY – Lynn Wellington
BIANCA LAWSON – Tatum McCarthy
SHANE COFFEY – Jeremy Randall
ANDREA BOWEN – Allegra Drake
JOEL KINNAMAN – Adrian Rutherford
MEGHAN ORY – Ohana Rowland
NAYA RIVERA – Angelina de Los Reyes
RAMÓN FERNANDES – Mickey Hargensen
MACKINLEE WADDELL – Beverly Scott
MARISOL NICHOLS – Heather Murphy
ASHLEY JOHNSON – Kirby Carter
LIAM JAMES – Ian Carter

ATORES CONVIDADOS:

VICTORIA JUSTICE – CeCe Reynolds
LILY RABE – Billie Dean Treadwell
FELICITY HUFFMAN – Sally Manson
JOH BARROWMAN – John Manson

PARTICIPAÇÃO ESPECIAL:

HANNAH MURRAY – Bianca Campbell

MÚSICAS DO EPISÓDIO:

APOLOGIZE – OneRepublic ft. Timbaland
TWISTED NERVE – Bernard Herrmann
 

PRODUÇÃO:
Bruno Olsen
Rafael Oliveira


Esta é uma obra de ficção virtual sem fins lucrativos. Qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.


REALIZAÇÃO


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Proibida a cópia ou a reprodução

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