
Cena 1/Int./Mansão Monteiro Diniz/Quarto de António
Sérgio/Noite.
Cont. Imediata do capítulo anterior.
António Sérgio está com raiva depois de ter atendido
o celular de Elisa e Manuela é quem está fazendo a ligação. António Sérgio, vai
até a porta do banheiro, ouve o chuveiro ligado, se afasta.
ANTÓNIO
SÉRGIO
(tom baixo,
raiva) Como conseguiste o contacto da Elisa?
MANUELA
(V.O) Foi aí
mesmo, uma tal de Malu/
ANTÓNIO
SÉRGIO
(olha para
trás, está preocupado. Raiva, tom baixo) Presta bem atenção ao que te vou
dizer! Se continuares a atormentar-me, se voltares a tentar falar com a Elisa,
mando bloquear todos os teus cartões e todas as tuas contas. Fui claro?
MANUELA
(V.O) Até
quando vais continuar a fazer-te passar por subordinado?
António Sérgio, percebe que o chuveiro foi
desligado.
ANTÓNIO
SÉRGIO
(tom baixo,
raiva) Isso não te diz respeito! Não te atrevas a voltar a ligar, ou podes
dizer adeus às tuas contas bancárias!
António Sérgio desliga o celular, apressado ele
exclui o número de Manuela. Elisa e Benício que está com uma toalha em volta da
cintura, saem do banheiro.
ELISA
(para
António Sérgio) Quem me ligou?
ANTÓNIO
SÉRGIO
Ninguém…
foi engano. (muda de assunto) O menino Benício já está melhor?
Benício se joga na cama de António Sérgio.
BENÍCIO
Não... O
menino Benício está péssimo... Vomitei no seu box, minha cabeça está doendo e a
Elisa achou boa ideia me enfiar debaixo da água gelada... Explica pra ela que
isso não ajuda em nada.
ANTÓNIO
SÉRGIO
Acho que é
melhor ele passar a noite aqui. Quando acordar amanhã, arranjo maneira de todos
acreditarem que se levantou cedo.
ELISA
Tudo bem.
(sorri para António Sérgio) Eu já vou, preciso ver como meu pai está. Boa noite
e obrigada pela ajuda com o Beny.
ANTÓNIO
SÉRGIO
(sorri) Não
tens de agradecer, meu amor. Até amanhã.
Elisa e António Sérgio se beijam.
BENICIO
(voz lenta)
Eu já estou me sentindo mal e vocês com essa melação toda vão me deixar pior.
ELISA
(acha
graça) Bem feito pra você, quem mandou encher a cara.
Elisa sai. Benício começa a sentir um cheiro
especifico, vai procurando, sente o cheiro do travesseiro de António Sérgio.
BENÍCIO
Cara...
Você é o único motorista que eu conheço que usa Creed Aventus.
ANTÓNIO
SÉRGIO
(disfarça)
Não é o perfume original, é uma imitação...
BENÍCIO
(ri) Agora
que tô falido vou ter que comprar essas imitações também.
ANTÓNIO
SÉRGIO
O menino
não está falido. Agora chega de conversa. Vou dar-te um copo de água e depois
tentas dormir.
BENÍCIO
Tá bom
príncipe do volante que usa um perfume mais caro que o meu. (ri debochado, muda
a expressão, fica sério) Portuga... Tô enjoado de novo.
ANTÓNIO
SÉRGIO
Então vai
para a casa de banho. Passa lá a noite, se for preciso, mas não vomites em cima
das minhas coisas, nem à minha frente.
Benício se levanta rapidamente, corre para o
banheiro.
Corta Para:
Cena 2/Int./Apartamento de Álvaro/Sala/Noite.
Diana está sentada no sofá, pensativa. Álvaro entra.
ÁLVARO
(irritado)
Está difícil fazer aquele bando de imbecil entender que quem manda agora sou
eu... Vou ter que demitir muita gente.
DIANA
E quando eu
vou começar a trabalhar com você?
ÁLVARO
(sorri um
pouco) Você já trabalha Diana... Seu trabalho é me fazer ficar nas nuvens. (se
senta ao lado de Diana) Então... Já descobriu o que essa tal Manuela tem com o
motorista?
DIANA
(pensativa)
Álvaro... Esquece a Elisa. Você já conseguiu o que queria. Tem o Grupo Monteiro
Diniz, tem dinheiro... Vamos viver a nossa vida. Deixa a Elisa seguir a dela.
ÁLVARO
(sério) Você
é realmente muito burra, Diana. O que eu mais quero é a Elisa. Ela é o meu
troféu, já te disse isso. Eu mereço uma mulher como ela. Nem o Bruno ficou com
ela. Esse desgraçado desse português também não vai conseguir. Elisa e eu
estamos ligados pelo destino. Ela é minha.
DIANA
(sentida, disfarça) Ela não está nem aí para você.
ÁLVARO
Quando ela
cair em si vai ver que eu sou o homem ideal para ela... E chega desse assunto,
me diz logo o que descobriu sobre a Manuela.
DIANA
(altiva) Não
descobri muita coisa, ela realmente é uma duquesa porque se casou com um
duque... Dono de uma multinacional. Mas não encontrei ligação com o Sérgio.
Álvaro se levanta.
ÁLVARO
Continue
pesquisando. Eu vou tomar banho.
Álvaro sai.
DIANA
(séria,
raiva) Elisa já encontrou o homem ideal Álvaro... O herdeiro do império Castro
Figueroa. (sorri maldosa).
Corta Para:
Cena 3/Int./Dia Seguinte/Mansão Monteiro
Diniz/Cozinha/Dia.
Lívia está tomando café da manhã, Benício entra pela
entrada de serviço, Lívia o ignora.
BENÍCIO
Bom dia
Lívia. Meus pais estão na sala de jantar?
LÍVIA
(seca) Não
sei.
BENÍCIO
(estranha)
Está tudo bem?
LÍVIA
Está.
BENÍCIO
Não
parece...
LÍVIA
Benício eu
tenho mais o que fazer do que perder o meu tempo falando com você. (se levanta)
Vou estudar.
BENÍCIO
O que eu te
fiz?
LÍVIA
(irritada)
Nada, você não me fez nada. Eu que sou idiota por achar que você pode deixar de
ser um mimadinho birrento.
BENÍCIO
Lívia...
Você sabe que eu sempre odiei trabalhar na padaria, eu tava de saco cheio e
também... Isso que o Álvaro fez, a situação que está a minha família... Minha
cabeça encheu, precisei beber.
LÍVIA
(irritada)
Só você age assim, não vejo suas irmãs e nem seus pais enchendo a cara. E eu te
pergunto: Beber resolveu alguma coisa?
BENÍCIO
Não preciso
levar sermão, ainda mais de você.
LÍVIA
E eu como
disse não vou perder o meu tempo com você.
Lívia sai. Benício fica pensativo, Berta entra.
BERTA
Bom dia
Beny. Que bom que você está aqui, seu pai quer fazer uma reunião com a família
e os empregados depois do café da manhã.
BENÍCIO
Tá... Eu
preciso de um café bem forte Berta, vou esperar na sala de jantar.
Benício sai.
Corta Para:
Cena 4/Int./Lisboa – Portugal/Palácio Castro
Figueroa/Sala.
Gonçalo entra, Manuela se aproxima.
MANUELA
Já percebi…
O teu amigo está zangado porque eu quis falar com a amante dele.
GONÇALO
A Elisa não
é amante do António Sérgio. É a mulher que ele ama. Eles namoram.
MANUELA
(sorri
debochada) Não sejas ridículo, cão fiel… Tu sabes que o António Sérgio é louco
por mim e que, mais cedo ou mais tarde, vai esquecer essa brasileira sem graça
e voltar para os meus braços.
GONÇALO
Senhora
Manuela, não disponho de muito tempo. Vim buscar alguns pertences que o António
Sérgio me pediu. Ele informou que, devido ao seu comportamento, ficará sem as
obras de arte.
MANUELA
(pensativa)
Não… daqui não sai nada.
GONÇALO
Isso não
lhe diz respeito. A decisão cabe ao dono da propriedade e da herança que os
pais dele lhe deixaram.
MANUELA
(altiva) Eu
proponho uma troca. Entrego-lhe algo que o António Sérgio deseja muito… a
escova de cabelo da Maria Alice. Dessa forma, ele poderá fazer o teste de ADN e
confirmar de uma vez por todas que ela é sua filha.
GONÇALO
(sorri
entendendo) Então a senhora tem mesmo a certeza do resultado… Caso contrário,
não estaria a fazer esta proposta.
MANUELA
(sorri) A
Maria Alice é filha dele. Temos uma ligação que essa brasileira nunca será
capaz de apagar.
GONÇALO
Muito bem,
senhora Manuela… Eu levarei a escova da Maria Alice.
MANUELA
(altiva,
sorri) Ótimo. E diga ao seu amigo que não tenciono falar com a Elisa… pelo
menos, não por enquanto
Corta Para:
Cena 5/Int./São Paulo –
Brasil/Mansão Monteiro Diniz/Sala/Dia.
Estão reunidos na sala: Maya, Benício, Elisa (estão
sentados no sofá), Roberto, Clara (e=estão em pé), Estela, Dante (sentados nas
poltronas), Berta, Gustavo, Malu, Arlindo e Antônio Sérgio (estão em pé). Celso
entra.
CELSO
Bom dia,
desculpa a demora.
ROBERTO
Não tem
problema, estava esperando por você para começar a reunião. Acho que todos aqui
sabem o que vou falar... (chateado) A nossa situação financeira, nossos bens...
As coisas que estão em poder de Álvaro.
CLARA
Vida...
Você sabe que nós vamos sair dessa situação.
ESTELA
Desce dessa
nuvem Clara. Como vamos sair dessa situação?
ROBERTO
Do mesmo
jeito que consegui tudo que tenho, trabalhando... Comecei com um mercado
pequeno e construí uma rede de supermercados.
ESTELA
Você está muito otimista meu irmão, nessa altura da vida está pensando em recomeçar.
ROBERTO
Não vejo
porque não Estela.
ELISA
Papai tem
razão. Eu também posso ajudar. Tenho duas contas no banco: uma minha e outra
que o Bruno abriu quando íamos nos casar. Além disso, segui o conselho do
Sérgio. Conversei com o dono de uma galeria de arte, ele gostou de alguns dos
meus quadros e vai expô-los.
MAYA
E eu que
sempre fazia presença vip sem cobrar, já consegui algumas pagas e também vou
fazer algumas divulgações nas minhas redes sociais.
BENÍCIO
(pensativo)
Todo mundo aqui sabe que eu odeio trabalhar naquela padaria, não é a minha...
Mas eu também posso arrumar alguma coisa para fazer, mas tem que ser alguma
coisa que realmente vou gostar de fazer.
DANTE
Eu gosto de
trabalhar na padaria e agora que voltei para a casa posso ajudar em alguma
coisa.
CLARA
(sorri) E
eu vida sou muito boa em fazer decoração, posso trabalhar nisso.
ROBERTO
(com
vontade de chorar) Não era o que eu queria... Vocês são tudo para mim meus
amores, sinto muito por não poder dar a vida que vocês merecem. (chora).
CLARA
(com pena
de Roberto, acaricia o rosto dele) Não vida, não chora. Nós te amamos e sabemos
que tudo vai voltar ao normal.
ANTÓNIO
SÉRGIO
Senhor
Roberto… permite-me falar?
ROBERTO
Claro que
pode Sérgio.
ANTÓNIO
SÉRGIO
(toma
coragem) Acho muito bonita a forma como vocês são unidos, como estão sempre uns
pelos outros… E eu quero ajudar-vos.
Elisa sorri um pouco olhando António Sérgio, que
retribui.
ESTELA
Essa é
boa... E vai ajudar em que? Pagando a gasolina?
ANTÓNIO
SÉRGIO
(sorri
sarcástico) Não... Pagando a hipoteca da casa.
Clara, Celso, Benício, Dante, Malu, Berta, Arlindo e
Maya ficam surpresos. Elisa se levanta.
ESTELA
(debochada)
Rapaz está na mesma nuvem que Clara?
ANTÓNIO
SÉRGIO
(sorri) Mais
uma vez, a senhora está enganada.
ROBERTO
(tentando
entender) Sérgio... Eu agradeço sua intenção, mas não vejo como você pode pagar
a hipoteca dessa casa.
ANTÓNIO
SÉRGIO
Posso, sim…
Senhor Roberto… perante todos os presentes, quero finalmente revelar a verdade.
O meu nome é António Sérgio Castro Figueroa. Sou o herdeiro e atual CEO da
multinacional Castro Figueroa. Vim para o Brasil à procura de um recomeço…
porque já não conseguia suportar tudo o que estava a acontecer na minha vida.
BENÍCIO
(debochado,
ri) E daí você resolveu ser o príncipe do volante.
ANTÓNIO
SÉRGIO
(sorri) Não
sou príncipe Benício... Sou um duque.
ESTELA
(espantada)
Isso só pode ser mentira.
ANTÓNIO
SÉRGIO
Não é, pode
pesquisar se quiser. Estou a dizer a verdade.
MAYA
(encara
António Sérgio) Toda ela?
ANTÓNIO
SÉRGIO
Sim menina Maya.
ROBERTO
Isso é
inacreditável... Eu nunca poderia imaginar uma coisa dessas.
ANTÓNIO
SÉRGIO
(sorri) Agora,
senhor Roberto, acredita que tenho condições para pagar a hipoteca da casa?
ROBERTO
Acredito...
Mas não posso aceitar... Não assim, aceito como empréstimo.
ANTÓNIO
SÉRGIO
Não,
senhor. Aceite isto como um presente. Diante de tudo o que vocês significam
para mim, é muito pouco. Só lhe peço que ninguém revele ao Álvaro a minha
verdadeira identidade. Enquanto ele continuar a ver-me apenas como um
motorista, vai continuar a subestimar-me… e essa pode ser a nossa maior
vantagem.
CLARA
Por que?
ANTÓNIO
SÉRGIO
Porque eu
não quero que ele vos faça mal… nem a vocês, nem à Elisa." (olha para
Elisa) "E agora podemos contar a novidade, meu amor
ROBERTO
(sem
entender) Que história é essa de meu amor?
Álvaro entra, não é visto por ninguém.
ELISA
(sorri)
António Sérgio e eu... Vamos nos casar.
Todos ficam felizes, menos Maya que fica incomodada.
Álvaro se aproxima.
ÁLVARO
(frio,
irônico) Então vocês vão se casar...
Todos surpresos olham para Álvaro.
ÁLVARO
(sorri
maldoso) Meus parabéns... Mas gostaria de saber onde vocês não vão morar.
(pausa) Porque aqui eu tenho certeza que não vai ser... (sério) Vim cobrar a
promissória. O prazo terminou agora.
Todos ficam perplexos com a ameaça de Álvaro. António Sérgio e Álvaro se encaram.
Novela escrita por
Débora Costa
Releitura da Novela
Antônio Maria de Geraldo Vietri
Revisão de Texto
Eduardo Gouvêa
Elenco
Elisa
António Sérgio
Álvaro
Maya
Roberto
Clara
Manuela
Gonçalo
Benício
Lívia
Dante
Sol
Manuel
Leonor
Berta
Gustavo
Malu
Diana
Bruno (in memoriam)
Núcleo
Entretenimento em Foco
Trilha Sonora
Canção do Mar - Dulce Pontes
Produção
Bruno Olsen
Esta é uma obra de ficção virtual sem fins lucrativos. Qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.
REALIZAÇÃO
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