
Cena 1/Int./Mansão Monteiro Diniz/Sala/Dia.
Cont. Imediata do Capítulo anterior.
Clara, Elisa, António Sérgio, Maya, estão tensos
observando Roberto e Álvaro se encarando.
ROBERTO
(caindo em
si, decepcionado) Álvaro... Como você foi capaz de fazer uma coisa dessas
comigo? Com a minha família que sempre te tratou como se fizesse parte dela!
ÁLVARO
(frio, meio
sorriso) Não Roberto... Vocês me tratavam como um subordinado, aliás... Vocês
estenderam um tapete vermelho para o motorista e para mim não.
ROBERTO
(ficando
nervoso) Você não pode estar falando sério... Álvaro (pausa, tom alto) eu
sempre te tratei como um filho!
ÁLVARO
(impaciente)
Já chega de drama Roberto, está feito... Agora tudo pertence a mim. (sorri
maldoso) E pode procurar outra casa, porque agora a hipoteca dessa casa
pertence a mim, faltam poucos dias para a promissória vencer e você não tem
como pagar.
ANTÓNIO SÉRGIO
Tenha
calma, senhor Roberto! Não vale a pena!
ROBERTO
(raiva) Eu
vou matar esse desgraçado!
ÁLVARO
(ri
debochado) Vai nada... Você é fraco.
Roberto consegue se soltar de António Sérgio, volta
a agredir Álvaro, que revida. Clara fica desesperada.
CLARA
(tom alto)
Berta, chama o Arlindo! Rápido.
Clara e António Sérgio tentam conter Roberto, mas
não conseguem, a briga entre Álvaro e Roberto continua. Arlindo entra depressa
acompanhado por Malu e Berta. Arlindo consegue segurar e imobilizar Roberto.
ROBERTO
(ofegante,
nervoso) me solta Arlindo!
ARLINDO
Não senhor.
ELISA
(chorando,
nervosa) Álvaro vai embora!
ÁLVARO
(limpa o
sangue do canto da boca, sorri) Você que insistiu para eu vir, amor.
CLARA
(tom alto, nervosa) Sai daqui agora!
ARLINDO
Seguinte
171, se você não sair eu vou deixar o seu Roberto descer a porrada em você.
ÁLVARO
Eu vou...
(encara Roberto, altivo) Nada paga te ver assim... Vocês todos. (sorri) É um
prazer que nem os oitocentos milhões pagam.
Álvaro sai, Arlindo solta Roberto. Roberto está
muito ofegante, chora, está desesperado, cai de joelhos, coloca as mãos na
cabeça, Clara se ajoelha ao lado dele, tentando o consolar. Elisa e Maya
observam com pena, Elisa se sente culpada.
CLARA
(chorando)
Não fica assim vida... Tudo vai ficar bem, você vai ver.
ROBERTO
(chorando,
abraça Clara) Eu fui um imbecil Clarinha... Confiei nele...
Elisa triste, olha para António Sérgio que também
está com pena de Roberto.
Corta Para:
Cena 2/Ext./Casa do amigo de Benício/Piscina/Dia.
Está acontecendo uma festa. Tem muitos jovens,
alguns estão dançando, outros na piscina, outros bebendo, outros sentados
conversando. Benício visivelmente embriagado está dançando com algumas moças
enquanto bebe, Dante se aproxima.
DANTE
Beny, vamos
embora.
BENÍCIO
Se você
quiser pode ir, eu vou ficar mais. Tô esperando uma gata chegar.
DANTE
Beny é
sério, a gente saiu da padaria escondido, ninguém sabe que estamos aqui, você
está pra lá de bêbado já, se não voltarmos agora vamos arrumar problemas.
BENÍCIO
(irritado,
tom alto) Para de encher o saco Dante! Me deixa em paz! Quer ir para a casa
vai, mas eu já disse que não vou!
DANTE
(irritado)
É isso que você quer? Então tudo bem, não sou sua babá mesmo.
Dante sai irritado. Benício fica sério por alguns
instantes. Diana se aproxima.
DIANA
(sorri) Oi
Beny.
BENÍCIO
(sorri)
Achei que você não viria.
DIANA
E não ia
mesmo... Mas eu vivo trancada em casa, não me divirto, então resolvi passar
aqui.
BENÍCIO
Então vem
dançar comigo, vamos aproveitar a vida.
O garçom passa próximo de Benício e Diana. Benício
pega dois copos de bebida, entrega um a Diana. Os dois brindam. Benício bebe de
um gole só. Diana sorri discretamente ao perceber que ele está cada vez mais
embriagado. Em seguida, os dois seguem para a pista de dança.
Corta Para
Cena 3/Int./Mansão Monteiro Diniz/Sala/Dia.
Roberto e Clara estão sentados no sofá, Malu está
servindo chá para eles.
ROBERTO
(triste)
Malu eu preciso falar com você, aliás com todos os funcionários aqui de casa...
Não vou mais poder manter todos.
MALU
(preocupada)
Seu Roberto, o senhor vai me demitir?
ROBERTO
Você sabe
que todos nós amamos você, mas não posso pedir para você ficar e trabalhar de
graça... Nem você, nem Arlindo, nem Sérgio... O jardineiro, enfim, a única que
vai ficar será a Berta, ela disse que tem dinheiro para se manter.
MALU
(desesperada,
quase chorando) Eu também fico seu Roberto, o senhor sabe que a única família
que eu tenho é a sua. Eu também tenho um dinheiro guardado, não é muito, mas é
o suficiente para dar tempo do senhor dar a volta por cima, eu tenho muita fé
nisso. (chora) por favor, não me pede para ir embora.
Clara se levanta, abraça Malu.
CLARA
(se
contendo para não chorar) Não chora Malu, não fica assim.
ROBERTO
(triste, as
lagrimas escorrem) Malu você só sai dessa casa se quiser... Se quiser ir e
arrumar outro emprego pode ir, mas se quiser ficar/
MALU
(acelerada)
Quero! Claro que quero! Não me dá outro susto desse não seu Roberto.
ROBERTO
(sorri um
pouco) Está bem.
CLARA
Vai lá
dentro, enxuga esse rosto, toma um pouco do chá que a Berta fez e se acalma.
(sorri).
MALU
(sorri
enxugando as lágrimas) Tá bom... Eu amo vocês.
Malu sai. Roberto se levanta.
ROBERTO
Clarinha...
Eu não estou em condições por enquanto de pensar em uma solução, mas Malu está
certa... Nós vamos dar a volta por cima. Como eu não sei, mas vamos.
CLARA
(sorri) Eu
tenho certeza disso minha vida.
Clara e Roberto se abraçam.
Corta Para:
Cena 4/Int./Mansão Monteiro Diniz/Quarto de António
Sérgio/Dia.
António Sérgio está terminando de colocar seu
uniforme, Maya bate na porta, entra, o encara.
MAYA
(séria)
Sabe quem ligou aqui para a casa... António Sérgio?
ANTÓNIO
SÉRGIO
(surpreso)
Como sabes o meu nome?
MAYA
Por que a
pessoa que ligou falou.
ANTÓNIO
SÉRGIO
E quem foi
essa pessoa?
MAYA
(firme,
ênfase) A sua esposa... Manuela.
ANTÓNIO
SÉRGIO
(sério) A Manuela
não é minha esposa.
MAYA
(impaciente,
irritada) Conta outra porque essa não cola não. Uma coisa eu vou deixar bem
clara, não vou permitir que você engane a minha irmã, eu só vou esperar as
coisas se acalmarem e vou contar para ela que você é casado!
ANTÓNIO
SÉRGIO
(firme) Eu não sou casado, menina Maya. Não pode dizer uma mentira dessas à Elisa. Vai destruir tudo o que de bonito estamos a viver.
MAYA
Elisa já
sofreu demais por causa do Bruno e com o Álvaro, não vou permitir que ela sofra
por sua causa.
ANTÓNIO
SÉRGIO
Se falar,
estará a fazer exatamente aquilo que a Manuela quer… destruir o meu amor.
Menina Maya, não faz ideia do que a Manuela é capaz.
MAYA
Não sei em
que acreditar... Mas Manuela pareceu bem convincente.
ANTÓNIO
SÉRGIO
Esse
assunto diz-me respeito e só eu tenho o direito de contar essa história à
Elisa. Mas não é fácil para mim. Ainda assim… garanto-lhe que não sou casado
com a Manuela.
MAYA
(séria)
Isso eu vou descobrir.
Maya sai. António Sérgio fica com raiva, pega o
celular, faz uma ligação.
ANTÓNIO
SÉRGIO
(controlando
a raiva) Gonçalo, a Manuela descobriu onde estou. Telefonou para casa da Elisa
a dizer que é minha esposa. Quero que descubras imediatamente como é que ela
conseguiu essa informação. E avisa a Manuela… se continuar a tentar destruir a
minha vida, vou tirar-lhe tudo aquilo que ela mais valoriza: o poder… e o
dinheiro. Diz-lhe que não volte a entrar em contacto com ninguém daquela
família, ou terá de se haver comigo!
Corta Para:
Cena 5/Ext./Mais Tarde – Mansão Monteiro
Diniz/Jardim/Noite.
Elisa está sentada pensativa, António Sérgio se
aproxima, se senta ao lado dela.
ANTÓNIO
SÉRGIO
Posso ficar
aqui com contigo?
ELISA
(sorri um
pouco) Pode.
ANTÓNIO
SÉRGIO
Não gosto
de te ver assim, meu amor… Que te parece se sairmos um pouco?
ELISA
Hoje eu não
sou uma companhia Sérgio... António Sérgio.
ANTÓNIO
SÉRGIO
(sorri) Podes
tratar-me por Sérgio. Ainda não contei à tua família quem eu sou.
ELISA
(chateada)
Eu estou me sentindo culpada por tudo o que aconteceu aqui...
ANTÓNIO
SÉRGIO
Pois não devias, meu amor… é exatamente isso que o Álvaro quer: atingir-te.
ELISA
E
conseguiu...
Benício entra, está muito bêbado, tropeça, cai,
Elisa e António Sérgio se levantam preocupados, Elisa se aproxima de Benício o
ajudando a se levantar, Benício começa a rir.
ELISA
(preocupada)
Beny você está bem?
BENÍCIO
(ainda
rindo) Tô ótimo Elisa.
ANTÓNIO
SÉRGIO
Elisa, se o
Roberto vir o estado em que o Benício está, as coisas podem ficar ainda piores.
ELISA
Tem
razão... O que a gente faz?
ANTÓNIO
SÉRGIO
Vamos
levá-lo para o meu quarto, assim ninguém o vê.
BENÍCIO
Príncipe do
volante, presta atenção... Eu não durmo com macho. (ri alto).
ELISA
Fala baixo
Beny! Vem com a gente ou o papai é capaz de te mandar para fora do país.
BENÍCIO
(sério) A
gente tá sem grana Elisa... Papai não pode fazer nada.
ANTÓNIO
SÉRGIO
Vamos lá,
Benício… é para o teu bem.
BENÍCIO
Tá certo
portuga... (pensativo) aliás... Tô sabendo que você conhece uma duquesa hein.
(sorri) ... Manuela. (sorri malicioso).
ELISA
(estranha)
De onde você tirou isso Beny?
ANTÓNIO
SÉRGIO
(disfarça) Elisa,
ele está bêbado e a dizer disparates. Ajuda-me a levá-lo para o meu quarto.
Elisa e António Sérgio vão indo em direção ao quarto
de António Sérgio apoiando Benício para andar.
Corta Para:
Cena 6/Int./Mansão Monteiro Diniz/Escritório/Noite.
Celso e Roberto estão conversando.
CELSO
(chateado, pensativo) Roberto... Eu poderia entrar com uma ação pedindo a anulação de todos os atos praticados pelo Álvaro. Enquanto a Justiça analisa o caso, também tentaria conseguir uma decisão para impedir que ele venda ou transfira os bens e as empresas para terceiros. Mas preciso ser sincero... Não será uma batalha fácil e pode levar bastante tempo.
ROBERTO
(triste,
abatido) Eu sei Celso... E nós não temos tempo. Se a Justiça demorar, até lá o
Álvaro pode acabar com tudo o que eu construí durante uma vida inteira. (pausa,
desanimado) Eu assinei aqueles documentos... Fui eu quem colocou tudo nas mãos
dele. Talvez não haja mais nada a fazer. (respira fundo, recuperando a firmeza)
Não... Eu não vou entregar o legado da minha família sem lutar. Entre com essa
ação. Se ainda existir uma chance de recuperar o que é nosso, eu quero ir até o
fim.
CELSO
Claro,
farei tudo o que estiver ao meu alcance.
ROBERTO
Obrigado
por ficar do meu lado Celso, sei que Álvaro é como se fosse um filho pra você.
CELSO
(triste)
Sim... Mas o que ele fez foi asqueroso, não concordo e como advogado tenho que
estar do lado do que é justo.
Roberto concorda com Celso, os olhos se olham
pensativos.
Corta Para:
Cena 7/Int./Mansão Monteiro Diniz/Quarto de António
Sérgio/Noite.
António Sérgio está esperando Elisa terminar de ajudar Benício a tomar banho, o chuveiro está ligado.
ELISA
(V.O)
Sérgio, acho que o banho frio está ajudando o Beny a melhorar da bebedeira.
ANTÓNIO
SÉRGIO
(aliviado)
Que bom.
O celular de Elisa toca.
ELISA
(V.O)
Sérgio atende para mim por favor.
António Sérgio pega o celular de Elisa, fica imóvel
ao ver que o número na tela tem o código de área de Portugal, fica sério.
ANTÓNIO
SÉRGIO
Sim?...
MANUELA
(V.O,
sarcástica) Como vais, querido? Estás a divertir-te muito com a tua amante?
António Sérgio fica com raiva.
Novela escrita por
Débora Costa
Releitura da Novela
Antônio Maria de Geraldo Vietri
Revisão de Texto
Eduardo Gouvêa
Elenco
Elisa
António Sérgio
Álvaro
Maya
Roberto
Clara
Manuela
Gonçalo
Benício
Lívia
Dante
Sol
Manuel
Leonor
Berta
Gustavo
Malu
Diana
Bruno (in memoriam)
Núcleo
Entretenimento em Foco
Trilha Sonora
Canção do Mar - Dulce Pontes
Produção
Bruno Olsen
Esta é uma obra de ficção virtual sem fins lucrativos. Qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.
REALIZAÇÃO
Copyright © 2026 - WebTV
www.redewtv.com
Todos os direitos reservados
Proibida a cópia ou a reprodução




Comentários:
0 comentários: