
A câmera de segurança grava o interior
da agência bancária,
na área onde ficam
quatro caixas eletrônicos. No canto superior
direito tem a marcação
da data, seguida
pelo horário: é dia 21/05/2017. Às 02:20:44 a porta de
vidro é estilhaçada. Dois homens vestindo roupas pretas e capuzes entram; eles
carregam mochilas e barras de metal. Logo, eles começam a danificar o local por
onde é retirado dinheiro dos caixas usando as barras de ferro. Depois de destruírem os dois
primeiros caixas eletrônicos partem para os outros dois restantes. Muito
rapidamente, as aberturas já estão bastante danificadas, podendo ser colocados
os explosivos em duas das máquinas. O relógio marca 02:23:28 quando os dois homens, simultaneamente, acendem os
explosivos e correm para o lado de fora da agência. Às 02:23:40 ocorrem as
explosões; sobe muita poeira e, logo que baixa, os homens já estão de volta ao interior
da agência, colocando novos explosivos nas máquinas restantes – o
relógio marca 02:24:26. Executam
o mesmo procedimento e às 02:24:40, ocorre as explosões dos outros dois caixas eletrônicos.
Novamente, o local fica temporariamente invisível. Mas é só a poeira baixar, e
os homens estão novamente dentro da agência; são 02:25:03 quando eles reviram
o interior dos caixas eletrônicos usando lanternas de cabeça. Parte do
forro do teto está pendurado sustentado por arames, há estilhaços e todo tipo de sujeira e destroços no chão. Às
02:37:17 os homens desaparecem do ângulo de filmagem
da câmera de segurança.
No interior da delegacia, sete homens fardados
estão abaixados na sala escura. Do lado de fora se ouve
gritos e tiros. Todos estão apreensivos e apavorados. Logo, novos ruídos de
veículos são ouvidos, como ocorrera pouco antes. Novamente, a delegacia é
atingida por rajadas de tiros. Os policiais procuram se esconder embaixo de
mesas e atrás de armários, enquanto novos buracos são feitos nas paredes e
quebram computadores, televisão e o quadro com a fotografia do governador.
Do lado de fora, quatro veículos estão parados em
frente ao posto policial; homens gritam enquanto atiram na direção da delegacia
e para o alto. Dezesseis homens portam armamento pesado: escopetas, fuzis,
espingardas e revólveres.
Logo, todos entram nos veículos e saem em disparada. Com os veículos em alta velocidade pelas ruas da cidade – ora asfaltadas, ora pavimentadas com paralelepípedos –, eles atiram para o alto e gritam, causando terror entre os moradores. Com pouco tempo já estão numa estrada de terra. Os quatro veículos seguem pela escuridão, levantando poeira que são vistas pelos faróis dos veículos seguintes.
Na cidade, o silêncio da madrugada retorna. As
primeiras portas se abrem e moradores
curiosos colocam suas cabeças para fora. Vizinhos um pouco mais tranquilos socorrem
os que passam mal. A movimentação passa a ser intensa. Um homem corre com uma idosa no colo; alguém abre a porta do carro que está em frente à casa. Ele coloca a velha
senhora no banco de passageiros, corre para o outro lado, entra, liga o veículo e arranca rapidamente com destino ao hospital da cidade.
Os policiais aparecem em frente ao Banco Federal, onde são cercados por moradores incrédulos com o que acabara de ocorrer na cidade. Vários curiosos filmam com seus celulares o estrago feito pelo bando de criminosos.

NOVELA ESCRITA POR:
Marcelo Caronesi
ELENCO
Donato
Genivaldo
João Delmiro
Neuza
Delegado Nogueira
Judite
Comandante Couto
Artur Vieira
Raul Delmiro
Cabo Jonas
TRILHA SONORA
Forró Esferográfico - Cabruera
DIREÇÃO
Carlos Mota
PRODUÇÃO
Bruno Olsen
Esta é uma obra de ficção virtual sem fins lucrativos. Qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.
REALIZAÇÃO
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