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Boletim Virtual 13x04: Entrevista com Luciana Fernandes

Boletim Virtual 13x04
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NA EDIÇÃO DE HOJE DO BOLETIM VIRTUAL:

- A escrita acaba me protegendo em momentos em que eu sinto a raiva e a melancolia querendo derrubar o meu navio num mar semi desconhecido, diz Luciana Fernandes no Diário do Autor
- No Entrelinhas, "Como o cotidiano pode servir como inspiração para a escrita"
- As últimas notícias no Giro Virtual com Ritinha.



  BOLETIM VIRTUAL - 13x04
 (DOMINGO, 25 DE JANEIRO DE 2026)

 


FIQUE POR DENTRO DAS ÚLTIMAS NOTÍCIAS DO MV - por RITINHA

RITINHA: Oieee, meus amores, minhas divas, meus tudo! Tudo bom, tudo lindo, tudo equilibrado (ou fingindo que tá)? A titia chegou, meu bem, trazendo aquele resumão babadeiro do MV, com direito a fofoca, emoção e surtos leves.

Vem cá, puxa a cadeira, senta do meu ladinho e vamos comentar tudooo. 




PAUSA

Gigi, o Gabo começou o ano em ritmo de descanso. O boss seguiu com as atividades na WebTV até o dia 9 de janeiro, quando gravou, pela manhã, junto com Ritinha, a edição do Jornal Online, que foi ao ar no dia 11.

No mesmo dia, ele deu uma pausa nos trabalhos, retornando apenas no dia 20 de janeiro, um descanso mais do que merecido.

Durante esse período, as atualizações continuaram normalmente e houve movimentação nas redes sociais com as chamadas das estreias do mês.


MÃOS À OBRA

E quando voltou… voltou com tudo, viu?

O boss Gabo retornou às atividades intercalando jornalismo, entretenimento e, claro, muita dramaturgia.

O autor está mergulhado na escrita da nova temporada de Estações da Vida, em parceria com Diogo de Castro, e também de A Marca do Primogênito, ao lado de Anderson Silva e Marcos Vinícius. É texto, é roteiro, é entrega. Vem temporada forte por aí, meus amores. As chamadas das obras chegam em breve na tela da WebTV.



PREMIAÇÃO

No dia 18 de janeiro aconteceu o Prêmio Gêneros 2025, organizado pelo Portal Felipa, aquele evento que movimentou o WhatsApp e reuniu o público num grupo super reservado para a premiação. O público acompanhou, comentou, surtou um pouco e claro, esperou os resultados. E vamos aos destaques, meus amores: Produção do Ano foi "Eu Te Trouxe Flores", de Leo Cardz, da OnTV, que fez bonito na temporada. Revelação do Ano ficou com Dave Soto, que garantiu seu espaço com "A Rainha da Ambição", na webtvplay. Melhor Literário foi para a trilogia "À Dom Ortega", da webtvplay, que conquistou seu reconhecimento. No fim, foi uma noite de prêmio, conversa, emoção e aquele close básico que não pode faltar.


NOVA EMISSORA

Amoreees, o Portal Felipa tá se expandindo e a Carta Aberta deixa de ser só festival pra se consolidar como web emissora e plataforma fixa de criação. Antes evento, agora é produção contínua de histórias autorais. Pra marcar essa nova fase, vem aí o reality O Plot, focado em roteiro e criatividade. O programa nasce como vitrine de talentos e cartão de visitas do canal. Dali vai sair a primeira grande novela ou série que vai definir essa nova etapa.

BATE-REBATE:

• A votação do Trophy Ranable tá oficialmente aberta!...
•... As obras da Ranable Webs entram agora numa votação interna, exclusiva pros grupos de leitura autores da emissora.
Sócio do Amor, webnovela de Edney Matias, estreia dia 26 de janeiro no Estúdio Webs. • A terceira temporada da antologia Lendas Urbanas: E se forem reais? chega em fevereiro na WebTV.
RITINHA: Chegamos ao fim, meus amores. Beijinhos de luz e até já.



COMO O COTIDIANO PODE SERVIR COMO INSPIRAÇÃO PARA A ESCRITA - por RITINHA

RITINHA: 
Menina, vamos acabar logo com essa fantasia de que escrever depende de ter uma vida fora do comum, porque isso é mentira. Ninguém precisa viver grandes romances, enfrentar dramas espetaculares ou passar por acontecimentos extraordinários para ter o que dizer. A maior parte da nossa história acontece na rotina, nos dias que começam iguais, nas obrigações que não dão trégua, nas conversas atravessadas, no cansaço acumulado e na tentativa diária de continuar funcionando como se estivesse tudo sob controle. É justamente nesse cenário aparentemente comum que nasce uma das maiores fontes de inspiração para quem escreve.

O cotidiano é o espaço onde a vida acontece de verdade. É no trabalho, na rua, em casa, no transporte, nas filas, nas reuniões longas demais e nos encontros rápidos demais que as pessoas mostram quem realmente são. Uma conversa escutada por acaso pode revelar mais sobre alguém do que um discurso inteiro. Um comentário feito sem pensar pode virar reflexão. Um pequeno conflito pode render páginas. Uma situação desconfortável pode virar análise. Nada disso parece importante no momento, mas tudo se transforma quando é observado com atenção.

Muitas vezes, a inspiração surge de situações mínimas. De um dia em que nada dá certo. De um atraso que gera estresse. De um ambiente pesado que muda o humor. De uma cobrança injusta. De uma expectativa frustrada. De uma promessa que não foi cumprida. De um elogio inesperado. De uma ajuda silenciosa. Essas experiências não viram texto porque são grandiosas, mas porque provocam sentimento. E onde existe sentimento, existe material para escrever.

A rotina também ensina a perceber padrões. Com o tempo, começa-se a notar como certas situações se repetem, como as pessoas reagem sempre do mesmo jeito, como os mesmos conflitos retornam, como determinados comportamentos se mantêm. Esse olhar mais atento transforma o dia a dia em laboratório. A escrita passa a nascer da observação: por que isso sempre acontece? Por que isso sempre me afeta? Por que as pessoas agem assim? Por que eu reajo dessa forma?

Até os momentos aparentemente vazios oferecem inspiração. O tempo no transporte, a espera em uma fila, o silêncio em casa no fim do dia, a caminhada sem pressa, tudo isso vira espaço para pensamento. É nesses intervalos que muitas ideias surgem, que lembranças aparecem, que reflexões se organizam. A mente aproveita o vazio para criar.

Além disso, o cotidiano ensina disciplina. Mostra que escrever não pode depender apenas de dias perfeitos. Ensina a transformar qualquer situação em ponto de partida, qualquer experiência em provocação criativa. Mesmo nos dias cansativos, mesmo nos dias sem graça, sempre existe algo a ser observado, interpretado e transformado em texto.

Quando se entende isso, deixa-se de procurar inspiração fora e começa-se a encontrá-la dentro da própria vida. Percebe-se que todo dia oferece histórias, ideias, perguntas e conflitos. Basta estar disposto a olhar com atenção, sentir com honestidade e refletir com coragem.

No fim, o cotidiano não limita a escrita. Ele sustenta, alimenta, provoca e inspira. É nele que nascem os temas, as vozes, as opiniões e as narrativas. Viver, por si só, já é o maior exercício criativo que existe. Eu fico por aqui. Beijinhos.


A ESCRITA ACABA ME PROTEGENDO EM MOMENTOS EM QUE EU SINTO A RAIVA E A MELANCOLIA QUERENDO DERRUBAR O MEU NAVIO NUM MAR SEMI DESCONHECIDO, diz LUCIANA FERNANDES

Ela mora no Amazonas em Manaus e descobriu o mundo virtual por meio do grupo de WhatsApp “Web Novelas Fake”, onde ajudava na administração e teve contato com autores e leitores. Foi nesse ambiente que Luciana Fernandes conheceu melhor o MV e, posteriormente, descobriu outras plataformas, como o Megapro e as webemissoras.

Ao longo do tempo, publicou o conto “Tudo que eu queria”, inspirado em uma canção de Billie Eilish. Em seguida, assinou a primeira temporada da fanfic da novela Caros Amigos Ricos, entitulada O Príncipe e o Plebeu, também no Megapro. Na Rajax, lançou os contos Marjorie, inspirado na canção “Little Talks”, do Of Monsters and Men, e Encontre. Aqui na WebTV, vai publicar o conto “Ametista”, inspirado na canção “Saturn”, de Sleeping at Last. Atualmente, faz parte da equipe do novo portal de notícias do mv, o Portal MV em Ação.

Para Fernandes, a escrita é uma terapia, um vício, sua principal forma de expressão, uma aliada, um muro, uma ponte e uma arte em seu cotidiano. Luciana, seja bem-vinda ao Diário do Autor.



LUCIANA: Oi, gente, e muito obrigada, Gabo! É um prazer estar compartilhando palavras por aqui e de ter seu convite! 

GABO: Lu, quando você descobriu o MV através do grupo Web Novelas Fake, o que mais te encantou naquele primeiro contato?

LUCIANA: O que me encantou foi a troca de opiniões e experiências entre escritores e leitores pelo grupo. A esse ponto, eu já tinha participado de comunidades de escritores no Orkut, eu sou nos dias de hoje parte de uma comunidade numa outra rede social e eu era uma menina de Wattpad. Então, conversar com escritores e leitores é algo que eu gostava, a própria WNF e era acostumada a fazer. Lembro que naquele tempo, sob convite do Keller (que participava do grupo) e outras pessoas, alguns membros do MV conversavam sobre assuntos de rotina e de opiniões e no meio disso de obras da chamada comunidade Mundo Virtual.

GABO: A música é uma fonte constante nas suas histórias. O que acontece quando uma canção se transforma em personagem, conflito e narrativa?

LUCIANA: Desde muito nova, a música é um fator que pode me influenciar a ficar alegre, triste, dançante, quieta… Mas algumas acabam pegando mais na minha cabeça, que é praticamente um monte de casas de histórias e personagens na maior bagunça. Quando acontece de uma canção me balançar e esse movimento parece querer me pedir contar uma história, hoje em dia eu preciso ter um grande autocontrole quando as ideias querem se derrapar fora do meu cérebro. É algo que me policio melhor esses últimos anos, devido ao meu hábito de atropelar uma história incompleta com o começo de outra. Mas isso é nos dias de hoje, em que eu já anoto a ideia básica da cena ou enredo ou personagem. Esse movimento foi o que gerou, lembro, “Marjorie” e também que me incentivou a fazer a fanfiction “O Príncipe e o Plebeu” enquanto eu estava acompanhando a história “Caros Amigos Ricos” de Vitor Abou. No caso de “Marjorie”, a escrita fluiu livre e não creio que houve uma preparação. A história parecia se criar sozinha pela minha mente e minha digitação, com a ajuda da melodia e da letra de “Little Talks” de Of Monsters and Men. “Marjorie” era um nome que eu tinha simpatia, por eu ter a Marjorie Estiano como dreamcast de outra personagem. O conflito de se ver em si ou em outra pessoa o processo de loucura era algo que eu flertava desde jovenzinha, Gabo. Se você perceber lendo a letra, “Little Talks”, mesmo com um ritmo animado, tem as letras contando uma história bastante triste.


Banner de Marjorie, conto literário escrito por Luciana Fernandes

GABO: Você já definiu a escrita como terapia, muro e ponte. Em que momentos ela te protege do mundo e em quais ela te obriga a se expor?

LUCIANA: Gabo, a escrita acaba me protegendo em momentos em que eu sinto a raiva e a melancolia querendo derrubar o meu navio num mar semi desconhecido. Isso também era muito presente na minha infância e na minha adolescência, mas não sumiu na Luciana adulta. A escrita acabou sendo um escapismo durante boa parte de minha vida, embora, desde mais ou menos 2014, eu tenho refletido sobre a escrita como uma fortaleza, um muro, e eu tenha me enxergado para ser mais consciente dessa proteção e que isso, como terapia, não traga desequilíbrio. Há anos e anos atrás, bem antes da pandemia, a escrita era onde eu colocava o meu coração. Hoje em dia, com um propósito de vida modificado, eu tenho mais consideração pelas minhas outras áreas de existência. Tem momentos em que eu vi que era necessário ou que eu poderia expor alguma coisa, o que me inspirou a tentar, um tempo depois de escrever “Marjorie”, “Encontre”. Nesse conto, a gente acompanha uma jovem moça em tempo de pandemia e ela perder uma amizade nesse tempo. Quando meu coração avisa que quer expressar e falar para o mundo, eu não impeço, mas já me preocupo em não machucar e de serem palavras mais pensadas.

GABO: Existe algum texto seu que nasceu em um momento de fragilidade emocional e que hoje representa uma superação pessoal?

LUCIANA: Creio que esse texto foi “Ametista”, Gabo. Teve um momento em que eu ainda me vi numa jornada existencial particular. Me senti mais frágil emocionalmente por querer me encontrar melhor e por perceber de forma mais clara coisas que eu tinha feito que eu não queria mais repetir. Aquele momento em que você não se enxerga total como boa pessoa e se quer ver com sinceridade. “Saturn”, canção de Sleeping at Last, é uma canção que eu acho bonita, assim como outras canções e canções desse projeto. Então, Gabo, eu acabei dando essa vazão e contei a história sobre a amizade entre um pai e um filho, como é nas letras da canção, e me lembrei de uma cor que eu já tinha visto no céu de Manaus, a cor roxa, que me lembrava o cristal ametista. 

GABO: Entre “Tudo que eu queria”, “O Príncipe e o Plebeu”, “Marjorie”, “Encontre” e “Ametista”, qual dessas histórias você considera a mais importante da sua trajetória até agora e por quê? Existe alguma outra, talvez ainda guardada, que também tenha um valor especial pra você?

LUCIANA: Como conseguir escolher uma? Haha, eu gosto de todas essas histórias. “Tudo que eu queria” penso em algum dia expandir a história para contar a história dos irmãos gêmeos que se veem com segunda chance pra felicidade após serem adotados. “O Príncipe e o Plebeu” eu escrevi por diversão e também porque os meninos no tempo do grupo WNF gostavam de acompanhar a história. Inclusive, eu mudei o rumo de um detalhe e outro porque “Caros Amigos Ricos” guardou um plot twist que eu não esperava. Eu ouvia a versão de “Scarborough Fair” de AURORA (canção que era a abertura da novela da Globo “Deus Salve O Rei”, inspirada por “Game of Thrones”) para construir a história que, até hoje, não foi concluída. “Ametista” eu também gosto, como eu acho bonita o laço de amizade que o narrador e seu pai tinham e seus interesses por astronomia. “Encontre” acredito que brilharia melhor se eu tivesse lapidado melhor o enredo e a narrativa, mas, mesmo assim, eu curti ler a história, a última vez foi nesse ano. Mas creio que, até então, o posto de mais importante tenha sido “Marjorie”, Gabo. Foi uma das histórias que eu acredito que lapidei melhor, segundo a opinião de leitores e também público. Todas as histórias que eu guardo a ideia considero importantes, mas, Gabo, dessas que eu ainda aguardo escrever, no momento são três. 

GABO: Ao passar por diferentes plataformas como Megapro, Rajax, WebTV e ONTV, o que cada uma ensinou sobre maturidade, profissionalismo e criação coletiva?

LUCIANA: Pela megapro, pus em minha mente, Gabo, ainda que eu tenha até os dias de hoje muita dificuldade com isso (sério!), que eu poderia melhorar minhas histórias na questão de entrega aos leitores, melhorar no sentido de se utilizar de elementos e ferramentas de narrativa que não subestimem os leitores. Pela megapro, a primeira por onde eu passei, algo que evoluiu foi a noção de enxergar e prestar atenção melhor no meu público. Acredito que isso ajuda em um escritor em sua maturidade, no profissionalismo e na criação coletiva. Por lá e também pela Rajax, a gente acaba vendo nossa história, pelo menos assim eu enxerguei, como não só sua e do leitor, mas também um produto da webemissora. Pela Rajax, segunda emissora, aponto que aprendi a ter respeito por diferenças e em saber que não há nada de errado em admirar outras pessoas e autores, além dessa ideia da história ser uma criação ao coletivo. Já a WebTV, que eu já acompanhei e depus em outras oportunidades, percebo muito essa aura de coletivo. Um cuidado com autores diferentes e também um cuidado com os conteúdos e de respeitar as demais obras. Por observar a ONTV, para onde eu enviei a fanfiction “O Príncipe e o Plebeu” e que eu também curto bastante, fica comigo o sentimento da atividade como autor ser ao mesmo tempo divertido, que eu posso transmitir com colegas meus e que a gente precisa ficar atento a esse movimento de escrita. Gosto das 4, 2 delas não estando continuadas em 2026.

GABO: No reality Raça, você precisou sair completamente da zona de conforto. Qual foi o maior medo que enfrentou durante a competição?

LUCIANA: Tive um grande medo de não conseguir dar conta dos desafios no começo e, por isso, eu acabei me surpreendendo no processo da competição.

GABO: Como foi lidar emocionalmente com avaliações, comparações e expectativas quando sua escrita estava sendo julgada publicamente?

LUCIANA: Foi bem interessante, Gabo, haha. Tem detalhes da minha escrita que eu já era ciente por conversas com amigos e colegas escritores e leitores. Na competição, meu motivo de participar era o de participar e de ter uma experiência no meio do reality show. Eu tenho memória de peixinho e até peço desculpas pra quem acompanhou a competição, mas eu esqueci alguns detalhes das avaliações haha Mas foi uma porta para mim, quem nunca tinha feito roteiro em vida mesmo, de ter um olhar no segmento de histórias em roteiro e não somente em histórias em segmento literário. Eu tinha em mente em não querer prejudicar amigos e colegas meus dentro da competição, ainda que alguns podiam não sentir afinidade comigo, o que é natural e normal na sociedade. Como eu não tinha muita a intenção inicial de ganhar, eu acabei me surpreendendo em ficar no terceiro lugar na competição e, mesmo não ter ganho, eu gostei da experiência e fiquei bem grata ao Everton Brandão.

GABO: Nas trocas com outros autores do MV, que tipo de aprendizado você considera mais valioso e que não se aprende em cursos formais?

LUCIANA: Hmm, Gabo, acredito que seja empatia e respeito. No MV, um autor não está sozinho. Você pode crescer sem empatia e respeito, mas quando você libera suas obras ou ajuda no processo criativo de obras em uma comunidade, você é um agente de mudança. Você é enxergado, visto e observado. Mas suas obras podem mudar a visão de uma pessoa. Podem ser uma arma ou um remédio. E, ainda que a gente possa ficar competitivo, vejo que é valioso saber abraçar os mais recentes e os menos experientes. Não estou falando que sou um exemplo de empatia e respeito. Meu aprendizado como autora é contínuo haha

GABO: Você participou da oficina de roteiro da Megapro. Como funcionava esse processo na prática, como eram as trocas, os desafios e o que essa experiência mudou na sua forma de escrever?

LUCIANA: A gente fazia reuniões por videochamada. Era a primeira turma, eu acho, que era orientada com autores que tenho respeito mesmo agora, que é o Vitor Abou e o João Carvalho, e a meta era entregarmos um material em roteiro para a megapro, que promovia a oficina. Eu fui chamada, segundo o que tem em minha cabeça, após o Raça. Nesse processo da oficina, participou também o autor João Monteiro. Era uma oficina básica de roteiro e os meninos iam atrás do conteúdo, de roteiros para exibir como exemplos, a gente observava cenas de obras já lançadas e sobre noções básicas no trabalho de roteirista e sobre narrativas. Pela memória, era uma reunião por semana. A gente precisava pôr em prática o que a gente aprendia na oficina, mas eu não consegui colocar para a frente um roteiro como obra final do processo. Mas lembro que eu gostei pra caramba, Gabo, da oficina que eu participei. Eu me lembrei dessa oficina quando eu fui pra uma atividade de introdução de roteiro em Manaus e no ano passado. Estou me devendo planejar, escrever e lançar um roteiro. Passei a ter mais apreciação pela área de roteiro, como eu conhecia mais a produção literária. Eu não percebi o que possa ter modificado no meu modo de escrever nessa época, como escrever em grande parte para mim é algo mais voltado pra a intuição.

GABO: O Portal MV em Ação vem se consolidando como uma espécie de imprensa do MV, reunindo vários autores e projetos. Como surgiu e como você avalia a importância desse espaço para dar visibilidade e credibilidade ao movimento?

LUCIANA:  Surgiu de uma inquietação com o MV de 2025 em um grupo informal de WhatsApp com autores e leitores. Lembro que o pessoal do grupo encaminhou a conversa “poxa, que triste, o MV parece que tá na maior crise!” para “caara, quero mais que fique assim em crise não, temos que fazer alguma coisa!” e, no meio disso, acredito que foi o Melqui que indicou que seria bom um movimento pelo jornalismo. Nesse tempo, o pessoal sentiu muita falta da Felipinha e do Prêmio Gêneros 2025. Creio que esses questionamentos, que você, Gabo, chegou a pôr em uma entrevista que eu participei pela WebTV com o Ezel e Failon, também chegou a levantar. Acho que os portais são super importantes para o MV se autoincentivar. As pessoas mais novas, as pessoas mais antigas… Então se foi dado o parto ao Portal MV em Ação com essa noção e também de não se considerar o melhor portal de jornalismo do MV brasileiro. E sempre digo que esse portal possui 12 co-ADMS, eu sendo a manda-chuva de nada haha

GABO: Que impacto você acredita que o Portal MV em Ação pode ter no futuro do MV e na valorização dos autores?

LUCIANA: Acredito que isso anime a comunidade que a gente tem e o cerne dela, que são os autores. Sem autores, não tem MV. É um trabalho que eu, como pessoa, não acredito que consigamos sozinhos como portal, então eu fiquei bem alegre com a volta de mais movimento ainda em 2026. Anúncio de outras novidades no Jornalismo, a Felipinha retornando e até balanços no MV concentrado nas comunidades de YouTube que eu passei a conhecer ano passado. Creio que o movimento de agito da comunidade vá gerar outros frutos ainda este ano.

GABO: Entre a dramaturgia e o jornalismo, que são áreas que dialogam com o seu trabalho, em qual você se sente mais realizada hoje e por quê? O que cada uma desperta de diferente em você como criadora?

LUCIANA: Como criadora, a dramaturgia ainda tô engatinhando, com sinceridade. Já tentei engatar várias vezes roteiros, mas ainda não consegui começar e ter material para de fato. Sou uma pessoa que me vejo mais no literário, mas não significa que vocês não verão algum roteiro meu pelo MV. Acho que sou uma jornalista ok, Gabo. Eu tive formação acadêmica nessa área, eu sei, mas creio que sou uma jornalista ok, não muito ruim, mas não muito boa haha Como alguém no jornalismo, acho muito legal conseguirmos divulgar um pouco o movimento da comunidade e suas obras e emissoras. Conversando como jornalista do MV com as pessoas, a gente vê o como a comunidade e a escrita criativa importam pra os grupos e as pessoas. Então, eu me vejo realizada no jornalismo do MV e é bem legal estar num portal com outras onze pessoas com suas próprias experiências, vivências e dons. A dramaturgia quero ver após acabar a parte literária de minha história atual, Surpresa de Natal. A dramaturgia eu não tenho como medir, embora eu me veja inspirada na área pelos k-dramas, alguns filmes e outros produtos audiovisuais. Mas o jornalismo me desperta curiosidade e de ver outras histórias, mesmo aquelas nos bastidores.

GABO: Quando você olha para tudo o que construiu até aqui, qual é o próximo capítulo que deseja escrever para sua vida e para sua carreira?

LUCIANA: Acredito que eu vá ter uma produtividade menor em escritos, mas não nula, até a conclusão de minha segunda graduação, que é o curso de Enfermagem. Em 2026, é provável vocês me verem mais offline do que online no MV. Tenho a meta de terminar os dois livros que compõem a história Surpresa de Natal e os lapidar como história. Meu estilo de escrita puxa um pouco pra fanfic e pra anime haha Creio que 2026 é um capítulo de afiar minhas gemas preciosas, estudar para Enfermagem e também, talvez, fazer outros contos, poemas e histórias curtas.

GABO: Quem é Luciana fora do mundo virtual?

LUCIANA: Uma mulher fã de animes e Studio Ghibli, que quer voltar a desenhar e a escrever enquanto se mantém, como adulta, preocupada com a área de Saúde, oportunidades de aprendizado e empregabilidade. E que pode vir a ser insuportável a nível de pentelha haha

GABO: Lu, chegou a hora do nosso bate-bola, o jogo rápido. Preparada?

LUCIANA: Bora, Gabo!

BATE-BOLA:

MUNDO VIRTUAL: Oportunidade
ESCREVER: Um barco
LER: Habilidade necessária
CONTO: História
FANFIC: Um começo
JORNALISMO: Dois lados da moeda
MEGAPRO: Nostálgica
RAJAX: Saudosa
ONTV: Boa
WEBTV: Antiga
PORTAL MV EM AÇÃO: Projeto coletivo
FRASE: Somos aprendizes até na morte
LUCIANA POR LUCIANA: Curiosa, dorme bastante e esforçada.

GABO: Deixamos um espaço para as considerações finais.

LUCIANA: Foi um prazer estar em uma entrevista aqui, Gabo. Agradeço pelo convite e desejo a todos  um ótimo mês, um bom MV e que tenhamos boas oportunidades de crescimento. E que consigamos boas histórias!

GABO: Obrigado, Lu, por contar a sua história no Diário do Autor. O BV fica por aqui. Voltamos na próxima edição. Até lá. Abraço virtual.

 

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