
Lucas Vaz
Sinopse: A substituição das sensações naturais pelas artificiais.
De início me levaram os ventos, mas não liguei.
Tive preferência pelo ar gelado,
Quarto sem barulho.
Logo após, levaram-me os amigos da fazenda, mas não liguei.
Era coisa de criança brincar com animais,
Preferia as farras dos colegas.
Também levaram os rios, mas não liguei.
Lá, a água era sempre fria,
Comecei a gostar do regular:
Mudar conforme as estações.
O gelado, quando quente.
O morno, quando fresco.
O quente, quando gelado.
Por último, me tiraram a terra, foi aí que eu me liguei.
Nada me restara, tudo se tornou artificial.
A água não é mais minha,
Os ventos não são mais meus,
A terra definha.
Qualquer antigo amigo já morreu.
Mas quando, para respirar, começaram a cobrar
Um tal de ligar e desligar,
Eu não liguei.
AS INFIDAS IRMÃS
João Antônio Salmito
Sinopse: Evolução e destruição - o epiteto disforme e paradoxal que resume a história da humanidade. Vale a pena desmatar 10 árvores para construir um prédio? Vale a pena implantar uma estrada com asfalto num solo seco, que suplica por água? O que é evolução?
Entre as duas infindas irmãs
A destruição que não se ausenta e a evolução que se acalenta
As correntezas do capital riscam o mapa
A riqueza da Terra se vê esgotada
A natureza arde feito pele queimada
Sábio é quem ouve a voz desse chão
O mato antes verde, hoje é cinzento
O que antes era terra, agora é cimento
Icebergs gigantes começam a vagar
Talvez a ilha que amo venha a afundar
O alvorecer de um ciclo que ruge
Coincide com nossa jornada desigual
Na ausência da consciência primeira
O avanço cego, frio e brutal
Subjuga a raiz de um bem essencial
Escolha seu lado, entre na trincheira
Remoldar a natureza em busca da pseudo-evolução
Ou reformular pensamentos que parecem delírios
A alquimia da resposta repousa no equilíbrio
Genuinamente humanos, com seus acertos e vícios
RESISTÊNCIA
Karine Dias Oliveira
Sinopse: O meio ambiente clama por socorro e demonstra a exigência de mudanças urgentes!
O meio ambiente também se cansa
Dos dias que não se entendem
Daqueles que não se sensibilizam
Com o cantar dos pássaros inocentes
Com as águas que desbravam as nascentes
Com as manhãs verdes... reluzentes!
Por isso, tanto clamor
Pra que o homem ameaçador
Não seja um arrebatador
Pois, é o maior dependente
Do que a natureza fornece sem rancor
Como um afago do beija-flor!
É preciso haver uma mudança
Senão, o verde será apenas uma lembrança!
TERRA DO AMOR
Francisco Araújo do Nascimento Filho
Sinopse: Um poema escrito de forma simples e verdadeira.
Eu piso na terra
Mas é com todo respeito
Da terra nasce uma flor
E olhando para ela
Surge o verdadeiro amor
NOVA SEMENTE
Viviane Sitniewski
Sinopse: O poema aborda o tema "Meio Ambiente" por meio de uma progressão temporal (passado, presente e futuro), crítica social e chamado à ação.
Uma vez...
Árvore frondosa,
Flores campestres,
Mata verdejante,
Águas cristalinas,
Céu azul,
Terra fértil.
Certo dia...
Progresso chegou,
Deserto espalhou,
Ganância brotou.
Tudo ficou desordenado:
Ar poluído,
Água contaminada,
Solo degradado,
Bicho em extinção.
Hoje vozes pedem socorro:
“Salvem o meio ambiente!”
É hora de ação:
Propagar luz e cura nesse sertão,
Conscientizar as crianças,
Plantar uma nova semente:
De cuidado e de sustentabilidade.
Doces palavras,
Que precisam brotar do coração da gente,
Virar lavras de raízes resistentes,
Para um futuro de esperança.
.
TERRA VIVA Flávia Almeida
Sinopse: Este poema evoca a beleza e a fragilidade da Terra, contrastando a exuberância natural com os danos causados pela ação humana. Ele clama por um despertar da consciência, convidando a ações de cuidado e preservação para restaurar a saúde do planeta e garantir um futuro verde para as próximas gerações.
Na vastidão azul do nosso lar celeste,
Um eco se propaga, um grito que persiste.
A Terra, outrora verde, agora em tom agreste,
Clama por cuidado, um abraço que a assiste.
Em cada gota d'água, um lamento se revela,
Nos rios poluídos, a vida se esvai.
Nos mares de plástico, a esperança se congela,
E a fauna marinha, em agonia, se vai.
Mas há mãos que se erguem, em gestos de ternura,
Plantando sementes, colhendo o amanhã.
Reciclando o passado, em busca de cura,
E energias limpas, que o futuro entranham.
Cada passo pequeno, um gigante avanço,
Na luta incessante por um planeta são.
Reduzir, reutilizar, um mantra que alcança,
E conscientizar, a nossa missão.
Que a chama da esperança nunca se apague,
E em cada coração, a mudança floresça.
Pois juntos, em união, a Terra se refaz,
E um futuro mais verde, em nós, prevaleça.
AMOR À MÃE NATUREZA
JR Amorim
Sinopse: Este poema evoca a beleza e a fragilidade da Terra, contrastando a exuberância natural com os danos causados pela ação humana. Ele clama por um despertar da consciência, convidando a ações de cuidado e preservação para restaurar a saúde do planeta e garantir um futuro verde para as próximas gerações.
Natureza, Natureza...
Tanta beleza e perfeição
Na mão que te criou!
Olho em volta dessa imensa vastidão
E vejo um universo prenhe de vida,
Explodindo de emoção.
Mas tu, ó homem, não entendes
O significado de tanta exatidão
E procuras a lógica das coisas
Trilhando a via da destruição.
Por que será que justamente tu, ó homem,
“Animal racional”,
Não consegues compreender
O efeito monstruoso do teu mal?
Será que é preciso ser “bicho feroz”,
Pra entender que a Natureza
É a mãe de todos nós?
Ou tu preferes ser
Aquele filho órfão que não tem mãe
Pra lhe ensinar a viver?
Para e pensa um pouco
No que está pra acontecer;
Senão, mais breve do que pensas,
Voltarás ao pó da terra que te viu nascer.
Mas ainda é tempo de plantar
A semente do amanhã,
Que das entranhas da terra irá brotar
E produzirá o fruto de tua redenção:
Amor à mãe Natureza,
Que falta em teu coração!
Poema escrito por
Lucas Vaz
João Antônio Salmito
Karine Dias Oliveira
Francisco Araújo do Nascimento Filho
Viviane Sitniewski
Flávia Almeida
JR Amorim
CAL - Comissão de Autores Literários
Agnes Izumi Nagashima
Gisela Peçanha
Paulo Mendes Guerreiro Filho
Pedro Panhoca da Silva
Rossidê Rodrigues Machado
Telma Marya
Bruno Olsen
Esta é uma obra de ficção virtual sem fins lucrativos. Qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.
REALIZAÇÃO

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