
Eliomar Olavo Casagrande
Sinopse: Questionamento filosófico da finalidade do homem, neste caso relacionado a utilização da natureza.
Por que desmatas?
_ Oras,
Para construir.
Por que matas,
Se nem oras,
Nem constróis?
O FILHO PREMIUM E O FILHO PRÓDIGO DA MÃE NATUREZA
Gildeu Andrade dos Santos
Sinopse: Enquanto o meio ambiente interage entre si para conservar a natureza, o homem a destrói.
Eu sou filho premium da Mãe Natureza,
Eu povoo a terra, povoo mar e ar.
Mas há um filho pródigo que pisa o solo,
Extingue a biota, polui ar e mar.
E eu, como filho, um dos mais queridos,
A minha mãezinha estou sempre a ajudar.
Nos lindos jardins, planto muitas flores,
Rosas de todas as cores para perfumar o ar.
Nos seus belos pomares, planto árvores de frutos,
E há frutos íngremes e adocicados, demais.
Em suas planícies, planto árvores de sombra,
Ervas rasteiras e alguns seringais.
Nos seus altos montes, planto o açafrão,
Eu planto a lacca; para ao mundo pintar.
Eu sou o filho premium: a chuva, o vento,
A luz e o tempo, sol, solo, rio e mar.
Eu sou o bicho no mato, sou pássaro no ninho,
Sou o microrganismo e o peixe da água salutar.
Eu sou filho premium da Mãe Natureza,
A qual o ser humano insiste em maltratar.
ADMIRADORES DA SELVA
Coelho de Moraes
Sinopse: Uma abordagem lírica de quem a vê a Natureza como irmã e rima.
Pretensões e contradições
remontam aos tempos da colônia
Hoje dormitam sob ideias modernas
tomadas / cegamente / por um gênio selvagem
a mata olha a cidade que acorda e
olha a cidade que dorme
A mata excede / faz uma obra / segue seu tempo
A selva se torna historiadora de futuros
A selva é memorialista
transmutada em cronista dos tempos e de sua gente
Mas que sei eu dessa gente
se moro longe e vejo a selva como um espelho?
Sei que a história é ressurreição
Sei que a mata / quando se inscreve na paisagem
se torna velha / mudando de lugar
Envelhece com os lavradores e com as pintadas
Torna a história em geada e tratores
Eclode em graneis e sertanistas
Explode em brilhos sobre a terra tempestuosa e calma a um tempo
Desenha sua paragem nas paredes da colônia
A cidade reflete a mata
A selva reflete a cidade
Sem oblações à raça
não se deve passar ao largo das matas
nem ao longo de seus moirões e clareiras
nem ao lado dos rios monumentos
sem oblações à raça
uma raça de verdes trançados /
inscrita entre o braço das gentes
através da memória / do envelhecimento /
e das semeaduras movediças
MEIO AMBIENTE
Chagas Luz
Sinopse: O poema trata de conceito, degradação, gestão racional e sustentabilidade do meio ambiente.
Chagas Luz
Sinopse: O poema trata de conceito, degradação, gestão racional e sustentabilidade do meio ambiente.
Ofertório de vida no planeta
Na verde selva ou árido deserto
Nos lagos, fartos rios e céu violeta
Universo anedótico e liberto
Coreografia coerente em cançoneta
Sítio da natureza descoberto
Folhagem desabando em melodia
Viventes que na brisa acaricia
Longe o cuidado, homem arruína o sagrado
Aves param o cantar e abrigo quer o mar
Eco penoso soa e porvir, asfixiado
Gestão racional é forma de amar
Proteção é o jeito acreditado
Sustentabilidade é mudar
Unir consciência e práticas de ações
É fauna e flora às novas gerações
O CAJUEIRO
Deutério
Sinopse: Poema que relata a trajetória de um cajueiro como símbolo de amor, sacrifício e resiliência. Apesar de sua fragilidade física, a árvore sustentou a vida ao seu redor, acolhendo seres vivos e deixando um legado imortal de inspiração e equilíbrio para a natureza e humanidade.
Sob o céu azul e o tapete de algodão, ergueu-se a guardiã na infinita missão.
Fraca no corpo, mas na alma gigante, sacrifício e amor, brilhavam no semblante.
Em seus galhos frágeis, um lar brotou, insetos e famílias, a vida ela sustentou.
Nem aos cupins negava acolhida, pois em sua essência fluía só vida.
Deu frutos pequenos, mas cheios de calor, partilhou a existência com paz e fervor.
Testemunha de chuvas, queimadas e dor, amou tudo e todos, sem qualquer rancor.
Não se perpetuou em sementes ou raiz, mas foi a força que serviu com matiz.
Subiram nela os irmãos e os pais, risos e histórias que não se vão jamais.
Na copa mostrava um mundo sem igual, o abrigo perfeito para o sonho imortal.
Mesmo em lágrimas ou secura fatal, ela permaneceu, serena e colossal.
Chegou o temporal, sua última batalha, a seiva final ergueu-se como muralha.
O sacrifício em honra se eternizou, e um legado de vida no solo deixou.
"Vivam, cresçam e floresçam, pois nisso há vida, pois nisso há bênção”.
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ARARASAo Gosto dos Anjos
Sinopse: Um casal de araras só se desfaz na morte.
Nunca vi duas araras se desunirem
se desgrudarem
se desbicarem!
Nem mesmo com alguém lhes atirando a pedra do meio do caminho!
Fossem araras azuis-grandes ou azuis-de-lear
araras-canindé
araras-canga
araras-vermelhas-grandes
ou as grandiosas esportistas Maracanãs
verdinhas como o gramado do Mário Filho
de tantas e tantas decisões
para geraldinos e arquibaldos
para adeptos dos camarotes e das numeradas
aqui ao lado do meu trabalho
Araras são parceiros para a vida inteira,
o que a galinha é para o galo,
mas o galo não é para a galinha
E é ela que vive a ciscar????
Araras espalham beleza
como riscos coloridos no céu azul do sol
como flechas dos guaranis em busca do sagrado alimento
Elas bicam as jabuticabas dos olhos de Iracema
dando-lhe as carícias selvagens e doces
que o homem não lhe soube dar
SALVEMOS O CÓRREGO PIEDADINHA
Sandra Nunes
Sinopse: O poema é um apelo lírico e ambiental em defesa do córrego Piedadinha. Com uma linguagem poética e emotiva, o córrego é personificado, dando-lhe voz para expressar sua dor diante do descaso humano. A obra denuncia o esquecimento e a degradação da natureza, ao mesmo tempo em que convoca a união e a responsabilidade coletiva para preservar esse bem natural.
Em silêncio, ele canta
Nas pedras, nas margens, nas folhas que dançam,
O córrego Piedadinha, tão pequeno, tão forte,
Sua voz ecoa, pedindo socorro, chamando a sorte.
No ventre da terra, seu fio de vida
Corre sereno, escondido, esquecido.
Mas sua nascente, clara e sagrada,
Chora com dor de ser maltratada.
As raízes clamam, o solo implora,
A água pede socorro agora.
Cada gota que escorre, cada riacho que nasce,
É a alma da terra, é a vida que faz-se.
Unidos, irmãos, de mãos estendidas,
Vamos salvar suas águas perdidas.
Cuidar do que é nosso, preservar o que resta,
Para que o futuro floresça em festa.
Piedadinha, que seja eterno o seu cantar,
Que brotem sempre as águas do lugar,
Que sua nascente seja vida, seja amor,
Que nosso cuidado seja seu novo esplendor.
Poema escrito por
Eliomar Olavo Casagrande
Gildeu Andrade dos Santos
Coelho de Moraes
Chagas Luz
Deutério
Ao Gosto dos Anjos
Sandra Nunes
CAL - Comissão de Autores Literários
Agnes Izumi Nagashima
Gisela Peçanha
Paulo Mendes Guerreiro Filho
Pedro Panhoca da Silva
Rossidê Rodrigues Machado
Telma Marya
Bruno Olsen
Esta é uma obra de ficção virtual sem fins lucrativos. Qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.
REALIZAÇÃO

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