
CENA 01 - INT. QUARTO DO
HOTEL. DIA
PAUL desperta e pega na cabeceira seu relógio de pulso.
CENA 02 - INT. BANHEIRO. NOITE
PAUL diante do espelho olha seu reflexo por instantes.
Abre a bica e passa a lavar o rosto.
CENA 03 - INT. BOX DO BANHEIRO. NOITE
Debaixo da ducha, PAUL está completamente entregue ao
banho.
CENA 04 - INT. QUARTO DO HOTEL. NOITE
PAUL está de roupão, enxugando seus cabelos com a
toalha.
Ouve baterem na porta e vai abrir. Se depara com FULLER
lançando-lhe um olhar preocupado.
PAUL: O que você quer aqui?
FULLER: Precisa vir comigo.
CENA 05 - EXT. RUA DA RESIDÊNCIA DE SCOTT E
MARGARETH. NOITE
Curiosos no local. Os paramédicos saem da casa
carregando os corpos cobertos do casal.
PAUL e FULLER surgem e se aproxima de um dos PARAMÉDICOS
PAUL: O que aconteceu?
PARAMÉDICO: O senhor é parente das vítimas?
PAUL: Só um amigo.
PARAMÉDICO: A vizinhança ouviu barulhos e gritos.
Arrombaram a porta e encontraram o corpo do marido perto
da escada e da mulher lá em cima, no quarto do casal.
PAUL curioso descobre o corpo de MARGARETH. Apesar de
intacto, ela está de olhos arregalados e seus braços
estão numa posição de quem está tentando se defender de
algo.
PAUL: O que será que a matou?
PARAMÉDICO: Deve ter sido um ataque cardíaco. Só
não consigo entender porque o corpo está nesta posição.
O do marido foi encontrado na sala. Seu pescoço está
quebrado. Deve ter corrido para pedir ajuda e se
desequilibrou ao descer as escadas.
FULLER tem um insight. Segura PAUL com firmeza.
FULLER: Os cães são perigosos! Não era isso que
Margareth repetia o tempo todo? Isso explica o que
aconteceu e principalmente a posição do corpo, foram
atacados por eles.
PAUL: Isso não faz sentido. Eles não possuíam
cães em casa.
FULLER: Não entendeu ainda o que acontece aqui?
Os pesadelos já começaram a se manifestar.
PAUL fica confuso.
PAUL: Não está falando coisa com coisa!
FULLER: Não quer aceitar o que é fato!
PAUL (Se soltando dele): Para com isso! Está
querendo me convencer a todo custo de que esta cidade é
fantasmagórica! Isso que aconteceu com eles deve ter uma
explicação racional.
FULLER: Está querendo mesmo se enganar, não é?
FULLER o agarra firmemente.
FULLER: Não se engane, Paul, isso não vai parar!
PAUL se irrita. Se solta de FULLER e se afasta.
Mais adiante, na porta de uma casa, vendo de longe os
acontecimentos, está BENJAMIN GRAY, um senhor de seus 60
anos, expressão desolada. Entra em casa e fecha a porta.
CENA 06 - INT. RESIDÊNCIA DE BENJAMIM/SALA. NOITE
BENJAMIM entra e caminha até o Buffet onde existem
garrafas de bebidas variadas. Ele pega uma garrafa de
conhaque, um copo e se serve com uma boa dose da bebida.
Neste momento, olha para a sua esquerda e vê no mesmo
buffet, um porta-retrato com a foto já antiga de uma
menina de seus treze anos, muito bonita e sorridente. Os
olhos de BENJAMIM se enchem de lágrimas.
ELE se aproxima e contempla a foto por instantes.
Olha para a mão que segura a bebida e passa a expressar
ódio. Arremessa o copo contra a parede e pega o
porta-retrato.
Passa a chorar copiosamente enquanto se abraça à foto e
assim permanece.
FADE OUT
FADE IN
CENA 07 - INT. LANCHONETE. DIA
DAVID entra no local e logo olha para a JOVEM LOIRA que
está limpando uma das mesas. ELE se embui de coragem e
se aproxima.
DAVID: Oi...
A JOVEM LOIRA interrompe o que fazia. Dá um sorriso para
DAVID.
JOVEM LOIRA: Oi... Não esteve aqui ontem?
DAVID: Estive sim.
JOVEM LOIRA: Meu nome é Jenny.
DAVID: Sou o David. Prazer em... Te Conhecer.
JENNY limpa a mão em seu avental e estende para DAVID.
Os dois se cumprimentam.
JENNY percebe que ele a tocou de um jeito especial.
Lança um lindo sorriso.
JENNY: Senta.
DAVID senta.
JENNY senta também em frente a ele. Permanece
sorridente.
DAVID: Olha... Sei que é seu horário de trabalho.
Não quero te prejudicar. Se quiser me deixar aqui
sozinho eu não me importo.
JENNY: De jeito nenhum.
PAUL entra e avista DAVID. Se aproxima de sua mesa.
PAUL: Posso falar com você?
JENNY olha para PAUL e expressa para DAVID que não
gostou da interrupção. Se levanta e volta a trabalhar.
DAVID: Do que se trata?
PAUL senta-se em frente a ELE.
PAUL: Meu nome é Paul Stanley. Sou novo aqui na
cidade. Preciso te fazer algumas perguntas.
DAVID: E se eu não quiser responder?
PAUL: Espero que entenda a razão de minha
preocupação. Preciso saber um pouco mais sobre esta
cidade. Soube que assim como eu, você está aqui por
recomendação médica.
DAVID: E daí?
PAUL: Por favor, me responda.
DAVID: Esta cidade é a cura, senhor Stanley.
DAVID olha inspirado para JENNY limpando outra mesa. ELA
interrompe ao olhar para ELE e novamente lhe sorri.
PAUL: Soube o que aconteceu com o casal Scott e
Margareth?
DAVID: Nem quis saber. Estou aqui pra ter paz.
PAUL: E nem acha estranho que este casal tenha
vindo aqui em busca da mesma coisa que nós e de repente
acabem daquele jeito?
DAVID: Fuller tem sido uma péssima influência pra
você e não está se dando conta disso.
PAUL: Ele me disse que ninguém jamais sai de
Norton Bates. Só estou tentando entender o que esta
cidade realmente é.
DAVID: Fuller é louco! Disse a mesma coisa quando
desembarquei aqui. Ele é caso perdido. Nunca vai
encontrar a cura. E se continuar dando ouvidos ao que
ele disser, vai acabar não encontrando a sua também!
DAVID sai do recinto. PAUL permanece na mesa. Expressão
preocupada.
CENA 08 - INT. RESIDÊNCIA DE BENJAMIM/SALA. DIA
BENJAMIM está recostado no sofá dormindo. Segura uma
garrafa de whisky já pela metade, mostrando que foi ele
quem a bebeu.
A voz de uma jovem cantando uma música infantil, o faz
despertar assustado. ELE percebe que o som está vindo da
cozinha. Expressa surpresa.
BENJAMIM: Kate?!
BENJAMIN se levanta ainda um pouco sem reflexo, pelo
consumo da bebida. Continua ouvindo a menina cantando na
cozinha. Vai sorrateiro até lá.
CENA 09 - INT. RESIDÊNCIA DE BENJAMIN/COZINHA. DIA
BENJAMIM surge com expressão assustada. A cantoria cessa
e não há ninguém no local. Passa a ouvir baterem na
porta. Vai atender.
CENA 10 - INT. RESIDÊNCIA DE BENJAMIN/SALA. DIA
BENJAMIM abre a porta. Se depara com FULLER.
BENJAMIN: O que quer?
FULLER: Não vai me convidar pra entrar, Benjamin?
BENJAMIN titubeia. Resolve abrir a porta. FULLER entra e
vê a garrafa de whisky na mesinha de centro.
FULLER: Já devia ter se livrado desse vício.
BENJAMIN: Me diga logo o quer comigo.
FULLER: Viu o que aconteceu com o casal Bermam?
BENJAMIN: Isso é com a polícia.
FULLER: Sabe que não existe policiamento aqui em
Norton Bates. Como eles mesmos definem: “É uma cidade
calma demais”. E de qualquer forma de nada a polícia
poderia resolver neste caso. Scott e Margareth foram
devorados por aquilo que mais os assombrava. (Passa a
falar como se fosse MARGARETH) “Os Cães são perigosos!”
(Volta a usar sua voz) Lembra que ela repetia isso pra
cidade toda ouvir?
BENJAMIN: Sabe porque estou aqui. Já paguei pelo
meu erro e quero aproveitar os anos de vida que me
restam para tentar me livrar da culpa que me atormenta.
FULLER: Precisa entender que não vai ser aqui que
isso vai acabar. Antes, algo terrível pode te acontecer.
BENJAMIN: Francamente não sei qual seu real
interesse em nos afugentar daqui. Mas eu não vou embora.
Talvez nunca mais.
FULLER: Talvez esteja certo, Benjamin. Mas tinha
o dever de te avisar que nossos pesadelos estão
começando a se manifestar de uma forma aterrorizante.
BENJAMIN vai até a porta e abre para expulsar FULLER.
BENJAMIN: Seu tempo acabou!
FULLER o encara com firmeza.
FULLER: Pelo menos, pense a respeito. Temos que
descobrir o que acontece aqui.
FULLER se retira enquanto BENJAMIN bate a porta com
força e se mantém pensativo.
CENA 11 - EXT. PORTA DA LANCHONETE. NOITE
DAVID surge no local e olha a porta da lanchonete
arreada até a metade. Pensa por instantes e entra.
CENA 12 - INT. LANCHONETE. NOITE
As mesas estão todas vazias. JENNY está limpando uma
delas e avista DAVID. Sorri para ELE.
JENNY (Surpresa): David?!
DAVID se aproxima.
DAVID: Oi.
JENNY: Já estamos fechando.
DAVID: É eu... Eu sei...
JENNY o encara como se aguardasse ELE prosseguir. DAVID
se engasga nas palavras. Tenta soltar algo mas se
contém.
JENNY: É impressão minha ou tá tentando me falar
alguma coisa?
DAVID: Bem... Na verdade... Eu... Gostaria de
saber se posso te acompanhar até sua casa.
JENNY abre um sorriso meigo.
JENNY: Claro. Por que não? Já terminei aqui. Vou
só tirar o uniforme e pegar minha bolsa.
JENNY vai para os fundos. DAVID sorri feliz enquanto a
aguarda.
CENA 13 - EXT. RUA . NOITE
DAVID e JENNY caminham na calçada enquanto conversam.
DAVID: Notei que você ficou chateada, quando
hoje, de manhã, aquele cara, Paul Stanley foi até a mesa
em que estávamos...
JENNY: Ele interrompeu nossa conversa...
DAVID: Sujeito esquisito. Ele e o tal de Fuller
ficam questionando a tranquilidade da cidade. Inventam
coisas que não existem.
JENNY: Como assim?
DAVID: Ficam dizendo que Norton Bates não é o que
parece. Stanley chegou ao ponto de perguntar se eu já
tentei sair daqui. Coisa mais sem sentido.
JENNY: Olha... Vivo aqui há bastante tempo. E
posso te garantir que não existe melhor lugar pra se
viver.
DAVID: Dizem que o casal de idosos que estavam
passando uma temporada aqui, foram encontrados mortos.
Paul e Fuller acham as circunstâncias misteriosas.
JENNY: Eram idosos, David, e além do mais, é
sempre assim: As pessoas vem de fora pra cá com seus
problemas e no final das contas, a culpa é do local.
DAVID: Acho que você tem razão.
DAVID e JENNY continuam a caminhada.
CENA 14 - INT. BAR. NOITE
PAUL está no balcão. Um coquetel de frutas lhe é
servido. ELE bebe um gole considerável e se vira para o
garçom.
PAUL: Conhece John Fuller?
O GARÇOM faz um ar de desdém antes de responder.
GARÇOM: E quem nesta cidade não conhece este cara
esquisito.
PAUL: Ele esteve aqui hoje?
GARÇOM: Não. Hoje não apareceu. Depois do senhor
não apareceu mais ninguém novo na cidade pra ele tentar
assombrar. Com certeza está dando um tempo.
PAUL volta a beber do coquetel. Ao seu lado, uma mulher
RUIVA, jovem e bonita senta-se do seu lado e acende um
cigarro. PAUL continua do mesmo modo. Pensativo. A RUIVA
primeiro olha para ELE de rabo-de-olho. Em seguida
resolve investir.
RUIVA: Pensou muito sobre aquela noite?
PAUL se surpreende.
PAUL: Desculpe mas... Nos conhecemos?
A RUIVA lhe sorri. Passa a fazer uma expressão sacana.
RUIVA: Até aquela noite, eu pensava que sim...
Mas depois do que aconteceu.
A RUIVA passa a deixar sua mão direita a mostra. Começa
a acariciar o anel que estava usando. Ele possui o
formato de uma serpente. PAUL fica intrigado com o que
vê. A RUIVA se afasta e caminha para se retirar. PAUL
ainda intrigado, paga a conta e resolve ir atrás dela.
CENA 15 - EXT. ENTRADA DO BAR. NOITE
PAUL surge afoito. Olha para um lado e para o outro e
não vê para onde a misteriosa RUIVA foi. Seu celular
toca. PAUL olha no visor e novamente ele indica que o
aparelho está fora de área. Mas continua tocando. PAUL
resolve atender. Surge a mesma VOZ SINISTRA que falou
com ele no quarto do hotel.
VOZ SINISTRA: Não se esqueça quem você é...
PAUL: Quem tá falando? Que brincadeira é essa?
Surge ao fundo uma música de acordes estranhos.
PAUL olha para o outro lado da calçada. Vê um HOMEM
CALVO de seus sessenta anos trajando um jaleco branco
com um celular no ouvido olhando para ELE. O HOMEM CALVO
põe o celular no bolso e começa a caminhar.
PAUL atravessa a rua na tentativa de alcançá-lo.
O HOMEM CALVO passa a caminhar em passos acelerados no
intuito de não ser alcançado.
PAUL aperta os passos, se aproxima do HOMEM CALVO pelas
costas e o segura. Quando o HOMEM CALVO se vira para
ELE...
CENA 16 - INT. BAR . NOITE
...PAUL desperta. Está assustado e vê que ainda estava
no balcão. O coquetel de frutas está na mão do GARÇOM
que o observa assustado.
GARÇOM: O senhor está bem? Estou lhe chamando faz
tempo...
PAUL olha desconcertado para o GARÇOM.
PAUL: Desculpe. Acho que acabei pegando no sono
aqui mesmo.
PAUL pega o coquetel e bebe um gole. Fica atônito.
CENA 17 - INT. HOTEL / QUARTO DE PAUL. NOITE
PAUL acabou de arrumar as malas. Expressão angustiada.
Pega as malas e sai do quarto.
CENA 18 - INT. HOTEL / PORTARIA. NOITE
PAUL está diante do RECEPCIONISTA. Entrega a chave e
abre a carteira para pagar a conta.
RECEPCIONISTA: Por que está saindo da cidade?
PAUL interrompe seu gesto.
PAUL: Não me adaptei.
RECEPCIONISTA: Isto me parece pouco provável,
senhor...
PAUL: Pode ser pra vocês que já se acostumaram
com a ideia de conviver numa cidade de tipos e
acontecimentos estranhos.
PAUL retira de vez o dinheiro da carteira e entrega para
o RECEPCIONISTA. Quando dá as costas e se aproxima da
porta, o RECEPCIONISTA mais uma vez o intercede.
RECEPCIONISTA: Não devia ter dado ouvidos ao
Fuller...
PAUL interrompe sua caminhada. Se vira novamente para o
RECEPCIONISTA.
PAUL: Parece que a antipatia dele por esta cidade
é algo recíproco, não é?
PAUL lhe dá novamente as costas e se retira.
CENA 19 - INT. RODOVIÁRIA DE NORTON BATES. NOITE
Um táxi chega ao local. PAUL sai de seu interior e
caminha até a fila do guichê.
CENA 20 - INT. SALA DA RESIDÊNCIA DE BENJAMIN. NOITE
BENJAMIN está cochilando, espalhado no sofá. Segura na
sua mão direita o porta-retrato com a foto de KATE e na
outra uma garrafa de conhaque já vazia.
Surge a voz de uma menina lhe chamando de pai.
BENJAMIN desperta assustado. Deixa o porta-retrato cair
de sua mão. Ao pegá-lo, verifica que o vidro que protege
a foto se quebrou.
Surge a voz de KATE cantando a mesma música que BENJAMIN
ouviu vindo da cozinha. ELE olha para o local e mais uma
vez se surpreende.
CENA 21 - INT. RODOVIÁRIA. NOITE
PAUL continua na fila do guichê. Só há uma pessoa na sua
frente. Chega a sua vez.
O BILHETEIRO ignora PAUL. Retira a placa com o horário
do próximo ônibus.
PAUL se surpreende.
PAUL: O que houve?
BILHETEIRO: Não temos mais passagens, senhor.
Este é o último ônibus de hoje.
PAUL: Isso é alguma brincadeira? Não são nem onze
horas! Pensei que o último ônibus fosse à meia-noite.
BILHETEIRO: A partir de hoje, senhor, o último
ônibus parte de Norton Bates às 11 horas. E este já está
lotado.
PAUL: Escute: Eu preciso voltar pra minha cidade.
Ainda hoje!
BILHETEIRO: Eu lamento senhor...
PAUL fica perturbado. Sem saber o que fazer. Vê que o
taxi que o levou até lá continua no mesmo lugar. Tem uma
ideia. PAUL se aproxima do táxi e fala com o CHOFER DO
TAXI.
PAUL: Amigo... Preciso sair da cidade mas as
passagens se esgotaram.
CHOFER DO TAXI: Onde quer chegar?
PAUL: Exatamente o que entendeu. Quero que me
leve embora daqui.
CHOFER: Só pode estar brincando! Sabe quantos
quilômetros vou ter que rodar?
PAUL: Pago a ida, a volta e ainda seu combustível
se me tirar daqui.
O CHOFER pensa por instantes.
CHOFER DO TAXI: Tá... Entra aqui...
PAUL: Ótimo...
PAUL entra no veículo.
CENA 22 - INT. RESIDÊNCIA DE BENJAMIN/CORREDOR. NOITE
BENJAMIN caminha sorrateiro para a cozinha enquanto
continua ouvindo a voz cantarolando a música.
CENA 23 - INT. RESIDÊNCIA DE BENJAMIN/COZINHA. NOITE
BENJAMIN surge e olha surpreso para a direção da pia.
KATE está de costas, cortando algo na pia.
BENJAMIN se emociona. Lágrimas nos olhos.
BENJAMIN: Kate! Você voltou!
KATE para de cantarolar e interrompe o que estava
fazendo. Mantém-se de costas e passa a ouvir BENJAMIN.
BENJAMIN: Desejei tanto que isso acontecesse. Por
todos estes anos... Te pedir perdão pelo que te fiz
naquela noite...
BENJAMIN continua caminhando na direção de KATE até
conseguir tocar em seu ombro.
BENJAMIN: Filha... Perdoe o seu pai...
KATE num gesto rápido, se vira. Sua aparência é de um
zumbi. Amostra ameaçadora o facão que usava para cortar
os legumes na pia.
KATE: Tarde demais, papai!
BENJAMIN se apavora com o que vê. Corre desesperado para
a sala.
CENA 24 - INT. RESIDÊNCIA DE BENJAMIN/SALA. NOITE
BENJAMIN surge correndo até a porta. A destranca com
desespero e ao abrir, vê que o zumbi de KATE já está lá,
ameaçadora com o facão na mão. BENJAMIN resolve correr
para os fundos mas acaba se desequilibrando e cai.
KATE vai com tudo pra cima dele e o esfaqueia várias
vezes enquanto o grito de BENJAMIN ecoa pelo ambiente.
FADE OUT
autores
Marco Souza e Tina Welch
elenco
Kevin McKidd como Paul Stanley
Joe Pantoliano como John Fuller
Michael Gambon como Scott Berman
Judi Dench como Margareth Berman
Jared Padalecki como David Burton
Mark Boone Junior como Benjamin Gray
Bryce Dallas Howard como Jenny
trilha sonora
Insomnia - Epica
produção
Bruno Olsen
Cristina Ravela
Esta é uma obra de ficção virtual sem fins lucrativos. Qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.
REALIZAÇÃO
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