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Norton Bates: Capítulo 02

Microssérie de Marco Souza e Tina Welch
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VALE A PENA LER DE NOVO: NORTON BATES - CAPÍTULO 02

CENA 01 - INT. QUARTO DO HOTEL. DIA
 
PAUL desperta e pega na cabeceira seu relógio de pulso.
 
CENA 02 - INT. BANHEIRO. NOITE
 
PAUL diante do espelho olha seu reflexo por instantes. Abre a bica e passa a lavar o rosto.
 
CENA 03 - INT. BOX DO BANHEIRO. NOITE
 
Debaixo da ducha, PAUL está completamente entregue ao banho.
 
CENA 04 - INT. QUARTO DO HOTEL. NOITE
 
PAUL está de roupão, enxugando seus cabelos com a toalha.
 
Ouve baterem na porta e vai abrir. Se depara com FULLER lançando-lhe um olhar preocupado.
 
PAUL: O que você quer aqui?
 
FULLER: Precisa vir comigo.
 
CENA 05 - EXT. RUA DA RESIDÊNCIA DE SCOTT E MARGARETH. NOITE
 
Curiosos no local. Os paramédicos saem da casa carregando os corpos cobertos do casal.
 
PAUL e FULLER surgem e se aproxima de um dos PARAMÉDICOS
 
PAUL: O que aconteceu?
 
PARAMÉDICO: O senhor é parente das vítimas?
 
PAUL: Só um amigo.
 
PARAMÉDICO: A vizinhança ouviu barulhos e gritos. Arrombaram a porta e encontraram o corpo do marido perto da escada e da mulher lá em cima, no quarto do casal.
 
PAUL curioso descobre o corpo de MARGARETH. Apesar de intacto, ela está de olhos arregalados e seus braços estão numa posição de quem está tentando se defender de algo.
 
PAUL: O que será que a matou?
 
PARAMÉDICO: Deve ter sido um ataque cardíaco. Só não consigo entender porque o corpo está nesta posição. O do marido foi encontrado na sala. Seu pescoço está quebrado. Deve ter corrido para pedir ajuda e se desequilibrou ao descer as escadas.
 
FULLER tem um insight. Segura PAUL com firmeza.
 
FULLER: Os cães são perigosos! Não era isso que Margareth repetia o tempo todo? Isso explica o que aconteceu e principalmente a posição do corpo, foram atacados por eles.
 
PAUL: Isso não faz sentido. Eles não possuíam cães em casa.
 
FULLER: Não entendeu ainda o que acontece aqui? Os pesadelos já começaram a se manifestar.
 
PAUL fica confuso.
 
PAUL: Não está falando coisa com coisa!
 
FULLER: Não quer aceitar o que é fato!
 
PAUL (Se soltando dele): Para com isso! Está querendo me convencer a todo custo de que esta cidade é fantasmagórica! Isso que aconteceu com eles deve ter uma explicação racional.
 
FULLER: Está querendo mesmo se enganar, não é?
 
FULLER o agarra firmemente.
 
FULLER: Não se engane, Paul, isso não vai parar!
 
PAUL se irrita. Se solta de FULLER e se afasta.
 
Mais adiante, na porta de uma casa, vendo de longe os acontecimentos, está BENJAMIN GRAY, um senhor de seus 60 anos, expressão desolada. Entra em casa e fecha a porta.
 
CENA 06 - INT. RESIDÊNCIA DE BENJAMIM/SALA. NOITE
 
BENJAMIM entra e caminha até o Buffet onde existem garrafas de bebidas variadas. Ele pega uma garrafa de conhaque, um copo e se serve com uma boa dose da bebida.
 
Neste momento, olha para a sua esquerda e vê no mesmo buffet, um porta-retrato com a foto já antiga de uma menina de seus treze anos, muito bonita e sorridente. Os olhos de BENJAMIM se enchem de lágrimas.
 
ELE se aproxima e contempla a foto por instantes.
 
Olha para a mão que segura a bebida e passa a expressar ódio. Arremessa o copo contra a parede e pega o porta-retrato.
 
Passa a chorar copiosamente enquanto se abraça à foto e assim permanece.
 
FADE OUT

FADE IN
 
CENA 07 - INT. LANCHONETE. DIA
 
DAVID entra no local e logo olha para a JOVEM LOIRA que está limpando uma das mesas. ELE se embui de coragem e se aproxima.
 
DAVID: Oi...
 
A JOVEM LOIRA interrompe o que fazia. Dá um sorriso para DAVID.
 
JOVEM LOIRA: Oi... Não esteve aqui ontem?
 
DAVID: Estive sim.
 
JOVEM LOIRA: Meu nome é Jenny.
 
DAVID: Sou o David. Prazer em... Te Conhecer.
 
JENNY limpa a mão em seu avental e estende para DAVID.
 
Os dois se cumprimentam.
 
JENNY percebe que ele a tocou de um jeito especial. Lança um lindo sorriso.
 
JENNY: Senta.
 
DAVID senta.
 
JENNY senta também em frente a ele. Permanece sorridente.
 
DAVID: Olha... Sei que é seu horário de trabalho. Não quero te prejudicar. Se quiser me deixar aqui sozinho eu não me importo.
 
JENNY: De jeito nenhum.
 
PAUL entra e avista DAVID. Se aproxima de sua mesa.
 
PAUL: Posso falar com você?
 
JENNY olha para PAUL e expressa para DAVID que não gostou da interrupção. Se levanta e volta a trabalhar.
 
DAVID: Do que se trata?
 
PAUL senta-se em frente a ELE.
 
PAUL: Meu nome é Paul Stanley. Sou novo aqui na cidade. Preciso te fazer algumas perguntas.
 
DAVID: E se eu não quiser responder?
 
PAUL: Espero que entenda a razão de minha preocupação. Preciso saber um pouco mais sobre esta cidade. Soube que assim como eu, você está aqui por recomendação médica.
 
DAVID: E daí?
 
PAUL: Por favor, me responda.
 
DAVID: Esta cidade é a cura, senhor Stanley.
 
DAVID olha inspirado para JENNY limpando outra mesa. ELA interrompe ao olhar para ELE e novamente lhe sorri.
 
PAUL: Soube o que aconteceu com o casal Scott e Margareth?
 
DAVID: Nem quis saber. Estou aqui pra ter paz.
 
PAUL: E nem acha estranho que este casal tenha vindo aqui em busca da mesma coisa que nós e de repente acabem daquele jeito?
 
DAVID: Fuller tem sido uma péssima influência pra você e não está se dando conta disso.
 
PAUL: Ele me disse que ninguém jamais sai de Norton Bates. Só estou tentando entender o que esta cidade realmente é.
 
DAVID: Fuller é louco! Disse a mesma coisa quando desembarquei aqui. Ele é caso perdido. Nunca vai encontrar a cura. E se continuar dando ouvidos ao que ele disser, vai acabar não encontrando a sua também!
 
DAVID sai do recinto. PAUL permanece na mesa. Expressão preocupada.
 
CENA 08 - INT. RESIDÊNCIA DE BENJAMIM/SALA. DIA
 
BENJAMIM está recostado no sofá dormindo. Segura uma garrafa de whisky já pela metade, mostrando que foi ele quem a bebeu.
 
A voz de uma jovem cantando uma música infantil, o faz despertar assustado. ELE percebe que o som está vindo da cozinha. Expressa surpresa.
 
BENJAMIM: Kate?!
 
BENJAMIN se levanta ainda um pouco sem reflexo, pelo consumo da bebida. Continua ouvindo a menina cantando na cozinha. Vai sorrateiro até lá.
 
CENA 09 - INT. RESIDÊNCIA DE BENJAMIN/COZINHA. DIA
 
BENJAMIM surge com expressão assustada. A cantoria cessa e não há ninguém no local. Passa a ouvir baterem na porta. Vai atender.
 
CENA 10 - INT. RESIDÊNCIA DE BENJAMIN/SALA. DIA
 
BENJAMIM abre a porta. Se depara com FULLER.
 
BENJAMIN: O que quer?
 
FULLER: Não vai me convidar pra entrar, Benjamin?
 
BENJAMIN titubeia. Resolve abrir a porta. FULLER entra e vê a garrafa de whisky na mesinha de centro.
 
FULLER: Já devia ter se livrado desse vício.
 
BENJAMIN: Me diga logo o quer comigo.
 
FULLER: Viu o que aconteceu com o casal Bermam?
 
BENJAMIN: Isso é com a polícia.
 
FULLER: Sabe que não existe policiamento aqui em Norton Bates. Como eles mesmos definem: “É uma cidade calma demais”. E de qualquer forma de nada a polícia poderia resolver neste caso. Scott e Margareth foram devorados por aquilo que mais os assombrava. (Passa a falar como se fosse MARGARETH) “Os Cães são perigosos!” (Volta a usar sua voz) Lembra que ela repetia isso pra cidade toda ouvir?
 
BENJAMIN: Sabe porque estou aqui. Já paguei pelo meu erro e quero aproveitar os anos de vida que me restam para tentar me livrar da culpa que me atormenta.
 
FULLER: Precisa entender que não vai ser aqui que isso vai acabar. Antes, algo terrível pode te acontecer.
 
BENJAMIN: Francamente não sei qual seu real interesse em nos afugentar daqui. Mas eu não vou embora. Talvez nunca mais.
 
FULLER: Talvez esteja certo, Benjamin. Mas tinha o dever de te avisar que nossos pesadelos estão começando a se manifestar de uma forma aterrorizante.
 
BENJAMIN vai até a porta e abre para expulsar FULLER.
 
BENJAMIN: Seu tempo acabou!
 
FULLER o encara com firmeza.
 
FULLER: Pelo menos, pense a respeito. Temos que descobrir o que acontece aqui.
 
FULLER se retira enquanto BENJAMIN bate a porta com força e se mantém pensativo.
 
CENA 11 - EXT. PORTA DA LANCHONETE. NOITE
 
DAVID surge no local e olha a porta da lanchonete arreada até a metade. Pensa por instantes e entra.
 
CENA 12 - INT. LANCHONETE. NOITE
 
As mesas estão todas vazias. JENNY está limpando uma delas e avista DAVID. Sorri para ELE.
 
JENNY (Surpresa): David?!
 
DAVID se aproxima.
 
DAVID: Oi.
 
JENNY: Já estamos fechando.
 
DAVID: É eu... Eu sei...
 
JENNY o encara como se aguardasse ELE prosseguir. DAVID se engasga nas palavras. Tenta soltar algo mas se contém.
 
JENNY: É impressão minha ou tá tentando me falar alguma coisa?
 
DAVID: Bem... Na verdade... Eu... Gostaria de saber se posso te acompanhar até sua casa.
 
JENNY abre um sorriso meigo.
 
JENNY: Claro. Por que não? Já terminei aqui. Vou só tirar o uniforme e pegar minha bolsa.
 
JENNY vai para os fundos. DAVID sorri feliz enquanto a aguarda.
 
CENA 13 - EXT. RUA . NOITE
 
DAVID e JENNY caminham na calçada enquanto conversam.
 
DAVID: Notei que você ficou chateada, quando hoje, de manhã, aquele cara, Paul Stanley foi até a mesa em que estávamos...
 
JENNY: Ele interrompeu nossa conversa...
 
DAVID: Sujeito esquisito. Ele e o tal de Fuller ficam questionando a tranquilidade da cidade. Inventam coisas que não existem.
 
JENNY: Como assim?
 
DAVID: Ficam dizendo que Norton Bates não é o que parece. Stanley chegou ao ponto de perguntar se eu já tentei sair daqui. Coisa mais sem sentido.

JENNY: Olha... Vivo aqui há bastante tempo. E posso te garantir que não existe melhor lugar pra se viver.
 
DAVID: Dizem que o casal de idosos que estavam passando uma temporada aqui, foram encontrados mortos. Paul e Fuller acham as circunstâncias misteriosas.
 
JENNY: Eram idosos, David, e além do mais, é sempre assim: As pessoas vem de fora pra cá com seus problemas e no final das contas, a culpa é do local.
 
DAVID: Acho que você tem razão.
 
DAVID e JENNY continuam a caminhada.
 
CENA 14 - INT. BAR. NOITE
 
PAUL está no balcão. Um coquetel de frutas lhe é servido. ELE bebe um gole considerável e se vira para o garçom.
 
PAUL: Conhece John Fuller?
 
O GARÇOM faz um ar de desdém antes de responder.
 
GARÇOM: E quem nesta cidade não conhece este cara esquisito.
 
PAUL: Ele esteve aqui hoje?
 
GARÇOM: Não. Hoje não apareceu. Depois do senhor não apareceu mais ninguém novo na cidade pra ele tentar assombrar. Com certeza está dando um tempo.
 
PAUL volta a beber do coquetel. Ao seu lado, uma mulher RUIVA, jovem e bonita senta-se do seu lado e acende um cigarro. PAUL continua do mesmo modo. Pensativo. A RUIVA primeiro olha para ELE de rabo-de-olho. Em seguida resolve investir.
 
RUIVA: Pensou muito sobre aquela noite?
 
PAUL se surpreende.
 
PAUL: Desculpe mas... Nos conhecemos?
 
A RUIVA lhe sorri. Passa a fazer uma expressão sacana.
 
RUIVA: Até aquela noite, eu pensava que sim... Mas depois do que aconteceu.

A RUIVA passa a deixar sua mão direita a mostra. Começa a acariciar o anel que estava usando. Ele possui o formato de uma serpente. PAUL fica intrigado com o que vê. A RUIVA se afasta e caminha para se retirar. PAUL ainda intrigado, paga a conta e resolve ir atrás dela.
 
CENA 15 - EXT. ENTRADA DO BAR. NOITE
 
PAUL surge afoito. Olha para um lado e para o outro e não vê para onde a misteriosa RUIVA foi. Seu celular toca. PAUL olha no visor e novamente ele indica que o aparelho está fora de área. Mas continua tocando. PAUL resolve atender. Surge a mesma VOZ SINISTRA que falou com ele no quarto do hotel.
 
VOZ SINISTRA: Não se esqueça quem você é...
 
PAUL: Quem tá falando? Que brincadeira é essa?
 
Surge ao fundo uma música de acordes estranhos.
 
PAUL olha para o outro lado da calçada. Vê um HOMEM CALVO de seus sessenta anos trajando um jaleco branco com um celular no ouvido olhando para ELE. O HOMEM CALVO põe o celular no bolso e começa a caminhar.
 
PAUL atravessa a rua na tentativa de alcançá-lo.
 
O HOMEM CALVO passa a caminhar em passos acelerados no intuito de não ser alcançado.
 
PAUL aperta os passos, se aproxima do HOMEM CALVO pelas costas e o segura. Quando o HOMEM CALVO se vira para ELE...
 
CENA 16 - INT. BAR . NOITE
 
...PAUL desperta. Está assustado e vê que ainda estava no balcão. O coquetel de frutas está na mão do GARÇOM que o observa assustado.
 
GARÇOM: O senhor está bem? Estou lhe chamando faz tempo...
 
PAUL olha desconcertado para o GARÇOM.
 
PAUL: Desculpe. Acho que acabei pegando no sono aqui mesmo.
 
PAUL pega o coquetel e bebe um gole. Fica atônito.
 
CENA 17 - INT. HOTEL / QUARTO DE PAUL. NOITE
 
PAUL acabou de arrumar as malas. Expressão angustiada. Pega as malas e sai do quarto.
 
CENA 18 - INT. HOTEL / PORTARIA. NOITE
 
PAUL está diante do RECEPCIONISTA. Entrega a chave e abre a carteira para pagar a conta.
 
RECEPCIONISTA: Por que está saindo da cidade?
 
PAUL interrompe seu gesto.
 
PAUL: Não me adaptei.
 
RECEPCIONISTA: Isto me parece pouco provável, senhor...
 
PAUL: Pode ser pra vocês que já se acostumaram com a ideia de conviver numa cidade de tipos e acontecimentos estranhos.
 
PAUL retira de vez o dinheiro da carteira e entrega para o RECEPCIONISTA. Quando dá as costas e se aproxima da porta, o RECEPCIONISTA mais uma vez o intercede.
 
RECEPCIONISTA: Não devia ter dado ouvidos ao Fuller...
 
PAUL interrompe sua caminhada. Se vira novamente para o RECEPCIONISTA.
 
PAUL: Parece que a antipatia dele por esta cidade é algo recíproco, não é?
 
PAUL lhe dá novamente as costas e se retira.
 
CENA 19 - INT. RODOVIÁRIA DE NORTON BATES. NOITE
 
Um táxi chega ao local. PAUL sai de seu interior e caminha até a fila do guichê.
 
CENA 20 - INT. SALA DA RESIDÊNCIA DE BENJAMIN. NOITE
 
BENJAMIN está cochilando, espalhado no sofá. Segura na sua mão direita o porta-retrato com a foto de KATE e na outra uma garrafa de conhaque já vazia.
 
Surge a voz de uma menina lhe chamando de pai.
 
BENJAMIN desperta assustado. Deixa o porta-retrato cair de sua mão. Ao pegá-lo, verifica que o vidro que protege a foto se quebrou.
 
Surge a voz de KATE cantando a mesma música que BENJAMIN ouviu vindo da cozinha. ELE olha para o local e mais uma vez se surpreende.
 
CENA 21 - INT. RODOVIÁRIA. NOITE
 
PAUL continua na fila do guichê. Só há uma pessoa na sua frente. Chega a sua vez.
 
O BILHETEIRO ignora PAUL. Retira a placa com o horário do próximo ônibus.
 
PAUL se surpreende.
 
PAUL: O que houve?
 
BILHETEIRO: Não temos mais passagens, senhor. Este é o último ônibus de hoje.
 
PAUL: Isso é alguma brincadeira? Não são nem onze horas! Pensei que o último ônibus fosse à meia-noite.
 
BILHETEIRO: A partir de hoje, senhor, o último ônibus parte de Norton Bates às 11 horas. E este já está lotado.
 
PAUL: Escute: Eu preciso voltar pra minha cidade. Ainda hoje!
 
BILHETEIRO: Eu lamento senhor...
 
PAUL fica perturbado. Sem saber o que fazer. Vê que o taxi que o levou até lá continua no mesmo lugar. Tem uma ideia. PAUL se aproxima do táxi e fala com o CHOFER DO TAXI.
 
PAUL: Amigo... Preciso sair da cidade mas as passagens se esgotaram.
 
CHOFER DO TAXI: Onde quer chegar?
 
PAUL: Exatamente o que entendeu. Quero que me leve embora daqui.
 
CHOFER: Só pode estar brincando! Sabe quantos quilômetros vou ter que rodar?
 
PAUL: Pago a ida, a volta e ainda seu combustível se me tirar daqui.
 
O CHOFER pensa por instantes.
 
CHOFER DO TAXI: Tá... Entra aqui...
 
PAUL: Ótimo...
 
PAUL entra no veículo.
 
CENA 22 - INT. RESIDÊNCIA DE BENJAMIN/CORREDOR. NOITE
 
BENJAMIN caminha sorrateiro para a cozinha enquanto continua ouvindo a voz cantarolando a música.

CENA 23 - INT. RESIDÊNCIA DE BENJAMIN/COZINHA. NOITE
 
BENJAMIN surge e olha surpreso para a direção da pia.
 
KATE está de costas, cortando algo na pia.
 
BENJAMIN se emociona. Lágrimas nos olhos.
 
BENJAMIN: Kate! Você voltou!
 
KATE para de cantarolar e interrompe o que estava fazendo. Mantém-se de costas e passa a ouvir BENJAMIN.
 
BENJAMIN: Desejei tanto que isso acontecesse. Por todos estes anos... Te pedir perdão pelo que te fiz naquela noite...
 
BENJAMIN continua caminhando na direção de KATE até conseguir tocar em seu ombro.

BENJAMIN: Filha... Perdoe o seu pai...
 
KATE num gesto rápido, se vira. Sua aparência é de um zumbi. Amostra ameaçadora o facão que usava para cortar os legumes na pia.
 
KATE: Tarde demais, papai!
 
BENJAMIN se apavora com o que vê. Corre desesperado para a sala.
 
CENA 24 - INT. RESIDÊNCIA DE BENJAMIN/SALA. NOITE
 
BENJAMIN surge correndo até a porta. A destranca com desespero e ao abrir, vê que o zumbi de KATE já está lá, ameaçadora com o facão na mão. BENJAMIN resolve correr para os fundos mas acaba se desequilibrando e cai.
 
KATE vai com tudo pra cima dele e o esfaqueia várias vezes enquanto o grito de BENJAMIN ecoa pelo ambiente.
 
FADE OUT


autores
Marco Souza e Tina Welch

elenco
Kevin McKidd como Paul Stanley
Joe Pantoliano como John Fuller
Michael Gambon como Scott Berman
Judi Dench como Margareth Berman
Jared Padalecki como David Burton
Mark Boone Junior como Benjamin Gray
Bryce Dallas Howard como Jenny
 

trilha sonora

Insomnia - Epica
 

produção
Bruno Olsen
Cristina Ravela


Esta é uma obra de ficção virtual sem fins lucrativos. Qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.



REALIZAÇÃO

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