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Passos da Paixão - Capítulo 12

Novela de Édy Dutra
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PASSOS DA PAIXÃO - CAPÍTULO 12

 
 
 
 
 
 
NO CAPÍTULO ANTERIOR:
 

REPÓRTER: - O acidente entre dois carros deixou três pessoas feridas. O acidente foi provocado quando este homem, que está sendo retirado deste veículo, invadiu a pista contrária e atingiu o outro carro, onde um casal estava.

A TV filma o socorro retirando o corpo de Júlio do carro. Sílvia e Laerte ficam chocados.

LAERTE: - Mas é o Júlio!

SÍLVIA: - Meu Deus!

REPÓRTER: - E nós acabamos de receber a informação de que, o motorista do outro veículo, identificado como Gustavo Caetano, não resistiu aos ferimentos e morreu. Os feridos estão sendo levados para o hospital São Marcos.

Sílvia e Laerte se mostram incrédulos.

SÍLVIA (aflita): - Laerte, o Júlio causou esse acidente horrível! Eu vou até o hospital, saber como ele está!

LAERTE: - Não, Silvinha, fique aqui. Você está muito nervosa. Deixa que eu vou até lá.

SÍLVIA: - Me avise de qualquer coisa, por favor!

Laerte sai apressado, enquanto Sílvia fica apreensiva.

...

ROSANA: - Cala a boca, deixa eu pensar... É isso! O Mauro vai ficar feliz em ser pai, mas infelizmente, a criança morrerá no parto. E aí você fica com ela e tudo se ajeita.

SÍLVIA: - Que forma mais horrível de decidir o futuro de um ser tão frágil, indefeso...

ROSANA: - É a única solução, Silvinha, para que todos saiam bem nessa história. Mas isso não será assim, de graça, tão fácil.

SÍLVIA: - Como assim?

ROSANA: - Eu te dou a criança. Mas em troca, você irá me dar a coleção do amor e todos os croquis e ajudas que eu precisar daqui pra frente para as criações da GF.

SÍLVIA (incrédula): - Como é que é?

ROSANA: - É pegar ou largar, Sílvia. Aceita criar o filho do seu grande amor em troca de me servir eternamente?

Rosana pressiona Sílvia.

 

 

 

 

CENA 01. CASA ROSANA. INT. NOITE. 

Continuação do capítulo anterior. Rosana faz proposta para Sílvia.

SÍLVIA: - Eu não posso acreditar que você está me pedindo isso, Rosana.

ROSANA: - Ai, Silvinha! Deixa de lenga lenga... Decida logo! Aceita criar a criança em troca de me servir, com seus desenhos e tudo o que eu precisar para ser a grande estilista deste país?

Sílvia fica pensativa, olhando Rosana.

ROSANA: - Vamos logo!

SÍLVIA: - Vamos até a minha casa.

CENA 02. CASA SÍLVIA. INT. NOITE.

Sílvia entrega os desenhos da coleção do amor para Rosana, que fica impressionada.

ROSANA: - São lindos! E agora... São meus!

SÍLVIA: - Mas você vai me prometer que vai cuidar e muito bem dessa criança durante a gestação!

ROSANA: - Claro, pode deixar. Vou tomar todos os cuidados necessários. Até porque, terei estrutura pra isso.

Rosana abraça Sílvia.

ROSANA: - Ai, amiga, muito obrigada pela força. Agora sim, unidas mais do que nunca nessa vida. (se afasta)

SÍLVIA: - Eu nem acredito que estou fazendo isso.

ROSANA: - Nem pense em dar pra trás, Sílvia! Senão você já sabe o que eu faço com essa criança!

SÍLVIA: - Pode deixar, ninguém vai ficar sabendo.

ROSANA: - Nem o idiota do Júlio.

SÍLVIA: - Não fale assim. Ele é o mais inocente nessa história toda.

ROSANA: - Ele é o fracassado da história toda, Silvinha... Pois bem, agora que eu já tenho o que quero, vou voltar pra minha casa, dar um jeito nesse corte aqui na sobrancelha, porque amanhã mesmo eu irei apresentar esses desenhos pro Mauro.

Rosana sorri para Sílvia, que fica séria, encarando-a. Rosana sai.

SÍLVIA: - Meu Deus... Que loucura é essa que eu estou fazendo?...

CENA 03. TRANSIÇÃO DO TEMPO. AMANHECER / HOSPITAL. QUARTO JÚLIO. INT. DIA.

Imagens do Rio ao amanhecer. Corta para o quarto de Júlio no hospital. Júlio acorda na cama. Laerte está no quarto, levanta-se da cadeira, se aproxima do amigo.

JÚLIO: - Laerte!

LAERTE: - Calma rapaz, você precisa repousar.

JÚLIO: - Como você sabe que eu estava aqui? Aliás, como é que eu vim parar aqui?

LAERTE: - Apareceu na TV o acidente. Eu fiquei esperando você sair da emergência, até a sua entrada aqui no quarto. Me deixaram ficar.

JÚLIO: - Nossa, eu não lembro de nada.

LAERTE: - Foi horrível, Júlio... Como é que você pode, sempre tão prudente, causar uma tragédia dessas, cara? Teve até morte!

JÚLIO (surpreso): - Como é que é?

LAERTE: - Eu não acreditei quando eu vi na televisão...

JÚLIO: - Mas eu não causei acidente nenhum, Laerte.

LAERTE: - Como não? Era o seu carro, Júlio, da empresa.

JÚLIO: - Mas eu não estava no volante.

LAERTE: - Como assim? Quem estava dirigindo o carro então? Apenas você estava no carro quando o socorro chegou.

JÚLIO: - Não... Quem estava dirigindo o carro foi (pausa)

Neste instante, alguém bate à porta e entra. O médico, acompanhado de dois oficiais da polícia chegam ao quarto. Laerte e Júlio se olham.

MÉDICO: - Bom dia, Júlio.

JÚLIO: - Bom dia, doutor.

MÉDICO: - Como você passou bem a noite e teve uma boa recuperação do acidente, já pode ter alta do hospital.

POLICIAL 01: - Mas você não vai pra casa não.

LAERTE: - Por que não?

POLICIAL 02: - Júlio Ribeiro, o senhor será levado para a penitenciária, como medida de prisão preventiva pelo acidente que resultou na morte do empresário Gustavo Caetano.

Júlio fica apreensivo.

LAERTE: - Mas não podem levar ele assim!

JÚLIO: - Eu não tive culpa no acidente, eu juro!

POLICIAL 02: - Isso o senhor poderá dizer diante do juiz.

Júlio se mostra aflito com a situação, enquanto um dos policiais, o algema.

CENA 04. CEMITÉRIO. EXT. DIA.

Um enorme gramado, com algumas sepulturas. CAM está em plano aberto, mostrando um grupo reunido ao longe. Enterro Gustavo. Poucas pessoas presentes.

O caixão vai sendo enterrado. Marília chora muito, sendo consolada por Ivan. Ilza e Cristóvão estão próximos. Amália um pouco mais atrás, junto com Bruno.

AMÁLIA: - Pobre Gustavo, nem família tinha.

BRUNO: - Perdeu os pais ainda cedo. Ficou com toda grana...

AMÁLIA: - Parece que ele deixou um testamento.

BRUNO: - Sim, eu fiquei sabendo. Só vou esperar a leitura para ir embora.

AMÁLIA: - Como assim, ir embora? Não vai lutar pelo seu amor? Agora que o Gustavo se foi, não há mais nada para impedir (pausa)

BRUNO: - Por favor, Amália. A situação é muito triste... E outra, tem uma coisa que impede eu e a Marília de ficarmos juntos. O coração dela. Está fechado pra mim. Ainda mais agora... O Gustavo ainda vai ficar guardado com ela por um bom tempo.

Ilza e Cristóvão conversam.

ILZA: - A Marília precisa ser forte agora.

CRISTÓVÃO: - Ela é forte, Ilza. Vai superar. Com tempo, mas vai.

ILZA: - Tão nova e com um peso desses na vida...

CRISTÓVÃO: - Estaremos juntos para ajudá-la no que precisar. Pode ter certeza.

Ivan consola Marília.

IVAN: - Ai amiga, não sei nem o que dizer...

MARÍLIA: - E eu não sei como vai ser a minha vida daqui pra frente, Ivan. Eu amava tanto o Gustavo... Você vai comigo na leitura do testamento?

IVAN: - Claro, vou sim. Eu vou estar sempre do seu lado, ta?

Os dois se abraçam.

CENA 05. ESCRITÓRIO GF. SALA MAURO. INT. DIA.

Os desenhos da coleção do amor estão espalhados na mesa de Mauro. Ele olha impressionado a beleza dos croquis. Rosana em volta.

ROSANA: - E então, o que achou?

MAURO: - São... Perfeitos!

Rosana sorri, feliz.

MAURO: - De onde você tirou inspiração para fazer algo tão lindo, Rosana?

ROSANA: - Ai, Mauro... A coleção é sobre o amor. Então eu pensei na gente e coloquei no papel... Lógico, tem algumas coisas que eu trouxe da experiência da minha vida... Mas foi pensando na gente, no nosso amor, que eu consegui desenhar tudo isso.

MAURO: - São lindos, meu amor. Lindos!

Mauro abraça Rosana e a beija, calorosamente.

ROSANA: - Que bom que gostou, meu amor! Estou tão feliz!

MAURO: - Então eu quero aproveitar que você está feliz para te deixar ainda mais feliz!

ROSANA: - É mesmo?

MAURO: - Quero te fazer um convite...

ROSANA: - Fala logo o que é! Estou curiosa!

MAURO: - Eu quero que você venha morar comigo, na minha casa. Nós vamos nos casar, mas eu já quero curtir essa união com você agora, morando junto... Lá em casa tem espaço pra você criar, relaxar, viver melhor. E ainda ficar mais perto de mim.

ROSANA: - Esse convite é irrecusável, Mauro! É claro que eu aceito! Eu te amo tanto!

Mauro abraça Rosana fortemente. Ela com expressão gananciosa.

CENA 06. PENITENCIÁRIA. EXT. DIA.

O carro da polícia para em frente à penitenciária. O policial sai do banco da frente, abre a porta de trás do carro. Júlio desce do veículo, algemado com as mãos nas costas. Ele observa a fachada da penitenciária.

JÚLIO: - Por quanto tempo eu vou ficar aí?

POLICIAL: - Vai depender se você é culpado não.

JÚLIO: - Eu sou inocente.

POLICIAL: - Você e todos os outros que estão lá dentro... Vamos.

Júlio é levado para dentro da prisão.

CENA 07. MANSÃO LINHARES. SALA DE ESTAR. INT. / EXT. DIA.

Maria Helena, Estér e Orestes conversam.

ORESTES: Há essa hora, o Fernando e a Raquel já devem estar embarcando.

MARIA HELENA: - Queria tanto ter ido com eles... Me despedir, desejar boa viagem.

ORESTES: - Não foi porque não quis. A Valquíria foi.

MARIA HELENA: - Olha a minha cara de ficar andando com aquela desequilibrada.

ESTÉR: - Talvez duas desequilibradas achariam o equilíbrio, não acha?

MARIA HELENA: - Eu acho que você anda muito abusada pro meu gosto, sabia?

ORESTES: - Ei, ei! Sem discussões... Estér vamos pra empresa. Em breve teus projetos estarão sendo lançados e a gente precisa trabalhar e muito bem neles.

ESTÉR: - Vamos sim, papai.

Estér sai na frente, sem nem se despedir de Maria Helena.

MARIA HELENA: - Viu só como ela me trata? Eu que sempre dei carinho pra ela.

ORESTES: - Mas não deu amor, Maria Helena.

MARIA HELENA: - Aí você exige demais de mim.

Orestes sai. Maria Helena fica sozinha na sala.

MARIA HELENA: - Impossível amar o vestígio da traição. Impossível.

Do lado de fora, Estér e Orestes caminham em direção ao carro da família.

ORESTES: - Estér seja mais respeitosa com sua mãe.

ESTÉR: - Ela não é minha mãe e o senhor sabe muito bem disso.

ORESTES: - Eu sei sim, mas foi ela que criou você. Esse clima de desarmonia não é legal pra ninguém.

ESTÉR: - Eu só acho, papai, que eu também mereço ser respeitada. Eu sou tratada como uma estranha dentro dessa casa só porque eu (pausa)

ORESTES: - Não, minha filha, não é verdade.

ESTÉR: - É sim... Se não é você e o Fernando me dando força, eu nem sei o que seria de mim...

ORESTES: - Eu sempre te darei todo o apoio que você precisar, pode ter certeza. Você é uma filha de ouro.

CENA 08. AEROPORTO. SAGUÃO. INT. DIA.

Bruno está em uma das cabines de telefone, falando com Amália. (conversa alternada entre eles)

BRUNO: - Meu voo é daqui a pouco...

AMÁLIA: - Eu ainda acho uma loucura você ir embora assim. Bruno, a Marília está rica!

BRUNO: - Mas isso não mudaria nada, Amália. Ela ainda tem ódio de mim, sei lá... Eu fiquei feliz, muito feliz por ela ter herdado todo o dinheiro do Gustavo, milhões e milhões. A vida de vocês vai dar um salto incrível. Eu consegui ficar com um bom dinheiro também com esse testamento. Por isso que eu estou indo embora, pra poder reorganizar a minha vida.

AMÁLIA: - Quanto tempo você pretende ficar em Londres?

BRUNO: - O tempo que eu precisar. E acho que não será pouco não...

Num outro ponto do saguão, Raquel e Fernando aguardam o embarque, junto com Valquíria.

VALQUÍRIA: - Aproveitem bem o friozinho de Londres! E não deixem de trazer umas lembrancinhas da realeza pra mim, ok?

RAQUEL: - Pode deixar, Val. Tenho tudo anotadinho na minha agenda.

FERNANDO: - E você, dona Valquíria, comporte-se aqui no Brasil, hein?

VALQUÍRIA: - Pode deixar, Fernando. Não vou deixar ninguém mais me fazer de boba. Vou me dedicar à pintura. Vai que eu me torne uma artista famosa? (ri)

RAQUEL: - Quando eu voltar, e lógico, depois que nosso filho nascer, eu quero tocar em frente o projeto do casarão. Estou louca pra ver minha escola de dança pronta!

VALQUÍRIA: - Mas antes disso tudo, você não pretende saber o sexo do bebê não?

FERNANDO: - Eu também estou morrendo de curiosidade!

RAQUEL: - Calma, vocês dois! (risos) Só vou saber na hora do parto. Por enquanto, enxoval branco, amarelo e verdinho...

Eles riem.

VALQUÍRIA (abraçando os dois): - Façam boa viagem, queridos! E mandem notícias sempre!

CAM abre o plano, os três abraçados, felizes, em meio ao aeroporto bem movimentado.

CENA 09. TRANSIÇÃO DO TEMPO. ANOITECER / APTO ADÔNIS. INT. NOITE.

Imagens do Rio de Janeiro ao anoitecer. Corta para o apto de Adônis. O local não é grande. Está um tanto bagunçado, com roupas espalhadas pela sala, garrafas de cerveja também. Adônis vem saindo da cozinha com um pote de pipocas, senta-se no sofá.

ADÔNIS: - Daqui a pouco começa o filme. Não posso perder.

Neste instante, a campainha toca.

ADÔNIS: - Justo agora?!

Adônis se levanta, vai até a porta. Ao abrir, fica surpreso ao ver uma moça (morena, cabelos compridos, estatura mediana, pele clara) com uma criança recém nascida nos braços e uma mala.

ADÔNIS: - Cláudia?!

CLÁUDIA (entrando): - Finalmente eu te encontrei, Adônis.

ADÔNIS (fecha a porta): - Mas o que você está fazendo aqui?!

CLÁUDIA: – Tu achou mesmo que eu nunca mais ia te encontrar é? Canalha!

ADÔNIS: - Calma, Cláudia, eu posso explicar (pausa)

CLÁUDIA: - Mas tu é um baita de um medroso, Adônis! Me engravidou, saiu fugido de Porto Alegre pra cá. Teus pais estão por conta contigo! Não honrou o compromisso de macho!

ADÔNIS: - Nada a ver uma coisa com a outra!... Eu ia voltar pra trazer você e o menino comigo, Cláudia. Até deixei um dinheiro pra você se virar enquanto eu estava aqui ainda...

CLÁUDIA: - Ia voltar quando? Na próxima reencarnação?... Mas tu vê como é a vida! Eu te poupei de voltar lá pro frio do Rio Grande e vim eu mesma aqui pra te entregar um presente.

Cláudia coloca o bebê nos braços de Adônis.

CLÁUDIA: - Eu conheci um cara legal, que quer me dar uma vida boa, ao contrário de ti e dos teus pais que nem vão muito com a minha cara. Mas eu não posso levar o guri junto.

ADÔNIS: - Mas, eu...

CLÁUDIA: - Tu vai ter que cuidar do guri pra mim, Adônis. O filho é teu também.

ADÔNIS: - Cláudia, eu não posso! Tenho muitos compromissos, trabalho, e (pausa)

CLÁUDIA (interrompe): - Pensasse nisso antes de ter um filho. A culpa não é só minha, tchê! E outra, eu também quero mudar de vida.

ADÔNIS: - E como eu vou amamentar essa criança?

CLÁUDIA: - Mas bah, Adônis... Aqui tem tudo que a criança precisa. Mamadeira, chocalho, fralda... Até bico pra ele chupar quando sentir falta. O banho tem que ser com água morna e ele só dorme com a barriga pra baixo.

ADÔNIS: - Anota num caderninho pra mim?

CLÁUDIA: - Com o tempo você aprende.

Cláudia beija a cabeça do bebê.

CLÁUDIA: - Seja feliz, meu filho. A mamãe vai buscar a felicidade dela.

Cláudia vai saindo.

ADÔNIS: - Ei! Qual o nome do garoto?!

CLÁUDIA (vira-se): - Diogo. Nome do meu falecido pai.

Cláudia vai embora, sem olhar para trás. Adônis fica parado, com Diogo nos braços, sem reação. Ele olha para a criança, que dorme, tranquila.

ADÔNIS: - Não posso acreditar... Agora somos eu e você, Diogo... Que loucura!

CENA 10. PENITENCIÁRIA. SALA DE VISITAS. INT. NOITE.

Júlio chega à sala de visitas, trazido por um policial. Ele encontra Sílvia, que o olha consternada. Júlio se aproxima, senta-se à mesa junto com Sílvia.

SÍLVIA: - Júlio...

JÚLIO: - Silvinha, o que você está fazendo aqui?

SÍLVIA: - O Laerte me contou. Eu não poderia deixar de vir aqui saber como você está.

JÚLIO: - Estou bem, na medida do possível. Não é o lugar dos sonhos.

SÍLVIA: - Mas você logo logo vai sair daí.

JÚLIO: - Não sei não, Silvinha... Eu fui vítima de uma armação, tenho certeza. Não era eu que estava dirigindo aquele carro. Não era.

SÍLVIA: - Eu sei, Júlio, mas (pausa)

JÚLIO: - Sabe? Sabe como?

SÍLVIA: - Eu... eu...

JÚLIO: - A Rosana... Eu vou acabar com aquela desgraçada! Você vai ver! Eu vou dizer toda verdade! Ela vai pagar pelo o que fez!

SÍLVIA: - Não, Júlio... Não faça isso!

JÚLIO: - Ela falou a verdade pra você, não é?! Então, Silvinha! Você pode me tirar daqui! Daqui de dentro eu praticamente não tenho voz (coloca a mão sobre a mão de Silva), mas se você me ajudar, eu...

Sílvia tira sua mão da mão de Júlio, que se mostra surpreso. (sobe instrumental “Doce Castigo” – Nana Caymmi)

SÍLVIA: - Não, Júlio. Eu não posso te ajudar.

JÚLIO: - Mas por quê? Sílvia, você sabe a verdade. Eu não estava dirigindo aquele carro. Você precisa me tirar daqui! Eu não tenho nem advogado!

SÍLVIA (emocionada): - Eu sinto muito, Júlio, mas eu não posso. Não me pede isso, por favor. Pelo bem de um futuro que está por vir.

JÚLIO: - Do que você está falando?

SÍLVIA: - Você ainda vai me agradecer por isso.

JÚLIO: - Te agradecer? Te agradecer por me deixar apodrecer na cadeia quando eu mais precisei de você? Te agradecer por me negar ajuda, por ficar do lado de uma assassina?

SÍLVIA: - Não fale assim comigo, por favor...

JÚLIO: - Já chega. Eu pensei que você fosse uma pessoa boa, Sílvia. Mas pelo visto, está do lado do mal. (levanta-se)

SÍLVIA (levanta-se): - Não, Júlio! Eu estou do seu lado, sempre vou estar.

JÚLIO: - Por favor, Silvinha. Vai embora. E se possível, não volte mais.

Júlio sai da sala. Sílvia fica entristecida. (fade out instrumental “Doce Castigo” – Nana Caymmi)

CENA 11. CASA MAURO. INT. NOITE.

Mauro e Rosana chegam a casa dele. Leocádia os recepciona na sala. Rosana entra, se faz de simpática. Mauro traz as malas delas.

ROSANA: - Dona Leocádia! Que prazer em rever a senhora!

LEOCÁDIA: - Que bom, Rosana... Seja bem vinda em minha casa. Agora, pra ficar.

ROSANA: - O Mauro me fez esse convite irresistível...  E depois eu estive pensando... Se nós vamos nos casar, não tem porque não conviver juntos desde agora.

MAURO: - Eu vou levar essas malas pra cima.

Mauro sai.

ROSANA: - E Celeste, onde está aquela princesa?

LEOCÁDIA: - Está lá no quarto dela, fazendo a lição de casa.

ROSANA: - Vai ser ótimo acompanhar o crescimento dela. É uma menina adorável.

LEOCÁDIA: - Minha filha é um verdadeiro anjo pra mim e para o Mauro.

ROSANA: - Será pra mim também, pode ter certeza... É tão bom poder vir pra cá.

LEOCÁDIA: - É mesmo. É bom fazer esse teste pra saber se vai dar certo ou não.

ROSANA (firme): - Vai dar certo sim. Já está dando... Prova disso é o bebê que eu estou esperando.

Neste instante, Mauro retorna para a sala, surpreso.

LEOCÁDIA (surpresa): - Como é?

MAURO: - Rosana, você...

ROSANA: - Sim, meu amor... Eu estou grávida!

Mauro se emociona, abraça Rosana. Leocádia dá um sorriso amarelo.

MAURO: - Meu amor! Que notícia ótima!

ROSANA: - Eu queria contar depois, num momento mais propício, mas não consegui me segurar. Eu estou muito feliz, Mauro.

MAURO: - Eu também, Rosana! Grávida!... Eu vou ser papai! Estou tão feliz!

ROSANA: - Que bom, meu amor... (encara Leocádia) a senhora não me parece tão feliz, dona Leocádia. Não gostou da novidade?

LEOCÁDIA: - Impressão sua, Rosana. Eu apenas fui pega de surpresa... Não estava esperando ser avó assim, de repente! (ri, disfarçando)

MAURO: - Vamos comemorar! Vou pegar champanhe na cozinha.

Mauro sai. Rosana encara Leocádia.

ROSANA: - Agora sim, nada nem ninguém me separa do Mauro. (ri, cínica)

LEOCÁDIA: - A única pessoa que pode separar você do Mauro, é você mesma, Rosana... Pode ter certeza.

As duas ficam a se encarar. Mauro retorna, Rosana sorri, fingida. Mauro estoura a champanhe, serve Leocádia, Rosana e sua taça. Eles brindam. Mauro feliz, Rosana fingindo, encarando Leocádia, que não se mostra tão feliz com a situação.

CENA 12. CASA MARÍLIA. SALA. INT. NOITE.

Marília, Ilza, Amália, Ivan e Cristóvão conversam.

IVAN: - E agora, Marília, o que você vai fazer? Já que herdou todo o dinheiro do Gustavo...

MARÍLIA: - Pra ser sincera, Ivan, eu nem sei ainda.

AMÁLIA: - Dá um nó na cabeça da gente né, Ivan? Agora que nós estamos ricas, muita coisa vai mudar.

ILZA: - Ei, Amália! Menos, por favor. Nós não estamos ricas não.

AMÁLIA: - Como não, mamãe? A Marília ganhou todo o dinheiro do Gustavo! Grana alta! Dá pra fazer muita coisa e...

ILZA (interrompe): - Disse muito bem. A Marília ganhou o dinheiro. Não é seu, nem meu. É dela. Ela é que vai decidir o que fazer, se vai mudar ou não...

CRISTÓVÃO: - E é muito dinheiro mesmo. Tem que saber bem o que fazer, senão vai embora.

MARÍLIA: - Primeira coisa a fazer é mudar a nossa casa. Não dá mais pra gente ficar aqui. E outra, o Pedro vai crescer. Vamos precisar de espaço.

AMÁLIA: - Isso é verdade. Aqui ta tudo pequeno, não dá!...

Escuta-se o choro de um bebê.

AMÁLIA: - É o Pedro... (saindo)

MARÍLIA: - E depois, vou investir na minha profissão.

IVAN: - O que você vai fazer?

MARÍLIA: - Eu consegui vários convites pra desfilar no exterior, depois que eu participei do Rio Moda. Vou cumprir com esses compromissos. Depois, quando voltar, vou abrir minha agência.

ILZA: - Que ótimo, minha filha! Invista na área que você gosta e faz bem.

CRISTÓVÃO: - Muito sábio da sua parte, Marília. Tenho certeza que vai dar certo.

MARÍLIA: - E você, Ivan, vai estar comigo nessa. Te quero como fotógrafo oficial da minha agência.

IVAN: - Pode contar comigo com o que for!

CENA 13. RESTAURANTE PRATO CHEIO. INT. NOITE.

Tereza conversa com Durval.

TEREZA: - Então é isso, Durval. Estou levando a vida. Feliz, mas ainda na esperança de voltar para o meu condomínio de luxo.

DURVAL: - Que bom, Tereza! Fico feliz por você. Mas convenhamos, Vila Isabel não é tão ruim assim. Eu mesmo adoraria morar lá. Mas esse clima do Leblon, eu só encontro aqui.

TEREZA: - Eu estou gostando do bairro. Já fiz amigos lá. E se Deus quiser, consigo a minha casa... Estou começando a me adaptar à vida nova.

DURVAL: - E a CarioLinda? Vai continuar com a grife?

TEREZA: - Ainda bem que eu consegui fazer uma pequena economia, pra poder sobreviver, mas a grife vai ter que dar um tempo...

DURVAL: - E você vai viver do quê, mulher?

TEREZA: - Vou vender os pontos das lojas, que já rende uma grana. Depois eu me viro. Sempre tem uma cliente querendo um vestido para um evento especial, uma noiva, uma artista... Eu vou me virando. Igual você com seu filho. Falando nele, como vai o Guilherme?

DURVAL: - Guilherme já está bem melhor do que antes. Está superando a morte da mãe.

TEREZA: - Sei que ainda pode ser cedo, mas você não pensa em se relacionar novamente, Durval?

DURVAL: - Agora, exatamente, não. Mas eu não estou fechando meu coração definitivamente. Não nasci para viver sozinho...

TEREZA: - E você é um homem bom. Com certeza chegará alguém pra te fazer feliz.

DURVAL: - Tomara!... Mas falando em chegar, hoje eu tive uma notícia boa. Minha irmã está vindo do interior pra cá, para concluir os estudos. O bom é que vai me ajudar a cuidar do Guilherme.

TEREZA: - Sua irmã é? Eu nem sabia que você tinha irmã, Durval!

DURVAL: - Tenho sim, mais nova. Geórgia. Vive num colégio de freiras.

TEREZA: - E vai ser freira mesmo?

DURVAL: - Não... Quer ser administradora. E inteligente como ela é, vai conseguir com certeza.

TEREZA: - Que ótimo!... Bom saber que tudo está se ajeitando. Menos a minha fome... Será que rola um prato especial pra mim hoje, Durval?

DURVAL: - Ih, sabia que tinha alguma coisa a mais nessa conversa...

TEREZA: - Amanhã eu acerto com você, prometo.

DURVAL: - Tudo bem, jantar especial.

TEREZA: - E vinho, por favor.

Durval ri, sai. Tereza sente-se sofisticada, sentada à mesa do restaurante, que está com bom movimento.

CENA 14. PASSAGEM DO TEMPO / BAR DO NOEL. INT. DIA.

Imagens do Rio ao amanhecer. (fade in trilha “Com Que Roupa eu Vou?” – Zeca Pagodinho e Caetano Veloso) Mostra o cotidiano da cidade, o trânsito, o vai e vem de pessoas pelas ruas, nas avenidas, na praia, as mudanças urbanas na paisagem do Rio.

Legenda na tela: MESES DEPOIS...

Corta para o Bar do Noel, muitas pessoas presentes na festa de aniversário de Alceu. Janice segura um bolo com velas acesas e Alceu sopra. Os dois se beijam, felizes.

(fade out trilha “Com Que Roupa eu Vou?” – Zeca Pagodinho e Caetano Veloso)

TEREZA: - Alceu fez os pedidos?

ALCEU: - Fiz sim!... Pedi saúde, paz e harmonia para todo mundo!

As pessoas vibram, aplaudem.

JANICE: - Gente segue o samba!

A roda de samba formada por alguns rapazes começa a tocar. As pessoas sambas, alegres. Sílvia e Laerte estão próximos à porta do bar.

LAERTE: - Eu não troco esse clima de festa por nada. Só em Vila Isabel.

SÍLVIA: - Eu adoro esse lugar...

LAERTE: - E pensar que gente que não gosta. Rosana é um exemplo.

SÍLVIA: - É...

LAERTE: - Você ainda fala com ela?

SÍLVIA: - Às vezes só.

LAERTE: - Impossível acreditar que ela, sendo sua amiga, não te convidou para o casamento dela.

SÍLVIA: - Não vou dizer que não fiquei chateada, mas já passou. A Rosana seguiu a vida dela.

LAERTE: - Ela nunca me enganou. Sempre achei a Rosana duas caras.

Janice se aproxima, trazendo bolo para o casal.

JANICE: - Desculpa me meter na conversa, mas eu também sempre achei a Rosana um pouco falsa. (entrega bolo para Sílvia)

SÍLVIA: - Eu sempre a tive como amiga. A gente se conhece há muitos anos.

LAERTE: - Às vezes acontece da pessoa não ver os defeitos da outra, porque gosta demais...

JANICE: - Rosana casou e nem pra convidar os amigos... Cansei de servir almoço de graça pra ela aqui... Só espero que ela consiga vencer mesmo na vida. Que não termine na pior, como o Júlio. Pobre coitado (se afasta)

SÍLVIA: - Eu nunca mais fui lá ver o Júlio. Deve estar arrasado.

LAERTE: - Ele está pagando pelo o que fez... Foi condenado e agora deverá cumprir a pena.

SÍLVIA: - Mais de vinte anos na cadeia... Será que ele supera?

LAERTE: - Silvinha, deixa de pensar nos outros um pouco, e pensa em você, no que a vida pode te trazer agora... (segura a mão de Sílvia) Eu estou aqui do seu lado, sempre.

SÍLVIA: - Obrigada, Laerte. Eu nem sei como agradecer.

LAERTE: - Me deixa ficar junto de você. Só isso que eu peço.

Sílvia sorri, graciosa, se afasta, indo para dentro do bar. Laerte, na porta, fica pensativo.

CENA 15. CASA MAURO. INT. DIA.

(sobe trilha “Me Segura” – Eduardo Dussek) Rosana dá entrevista, em casa, para um programa de TV. Mauro e Leocádia observam.

APRESENTADORA: - A coleção do amor ainda está sendo o maior sucesso da GF. Você esperava isso?

ROSANA: - Sinceramente, eu esperava sim. A GF fez um trabalho incrível. Eu me dediquei muito e a prova está aí, esse sucesso em todo o Brasil e nas semanas de moda.

APRESENTADORA: - E então, Rosana, o telespectador está vendo que você está gravidíssima! Quais os cuidados que você está tendo para manter a saúde durante a gravidez?

ROSANA: - Ai, minha querida, eu cuido muito bem da minha alimentação. Mantenho os hábitos saudáveis que eu já tinha antes... Mas o que mais me ajuda mesmo é o amor do meu marido, Mauro Gonzales.

APRESENTADORA: - A gente vê o brilho nos seus olhos quando você fala no Mauro. Está mesmo apaixonada...

ROSANA: - Eu tenho o maior prazer em dizer que o Mauro é minha grande razão de viver, agora ao lado do nosso bebê.

Rosana olha para Mauro, sorri. Em seguida, faz pose para a câmera.

Corta para um outro momento, Mauro se despedindo da apresentadora na porta de casa. Rosana e Leocádia sentadas no sofá.

LEOCÁDIA: - Quando passa o programa?

ROSANA: - No próximo final de semana... Mas eu não sabia que gravar um programa fosse tão cansativo.

MAURO: - É que você está grávida também, amor. E mesmo contra a minha vontade, continua trabalhando.

ROSANA: - Mauro, os desenhos não me atrapalham em nada... (levanta-se)

MAURO: - Aonde você vai?

ROSANA: - Eu vou dar uma volta, preciso comprar umas coisas no shopping.

MAURO: - Pode deixar que eu levo você.

ROSANA (firme, rápida): - Não, não precisa, querido. Eu vou sozinha.

LEOCÁDIA: - Rosana, não dá pra sair na rua com esse barrigão, sozinha.

ROSANA: - Gente, eu estou com oito meses, ta tudo ótimo. Não precisa se preocupar. E eu preciso ficar um pouco sozinha... Busco inspiração para as criações. (pega a bolsa no sofá) Beijos! Não demoro!

Rosana sai.

MAURO: - Eu não gosto quando ela sai sozinha assim. Me preocupo.

LEOCÁDIA: - Não há de acontecer nada, meu filho. Rosana sabe se cuidar melhor do que nós dois juntos...

(fade out trilha “Me Segura” – Eduardo Dussek)

CENA 16. APTO FERNANDO E RAQUEL. INT. DIA.

Fernando e Raquel discutem.

FERNANDO: - É impossível eu ter um dia de paz? Desde que nós chegamos daquela lua de mel, só o que a gente faz é brigar e brigar, Raquel!

RAQUEL: - Eu também quero paz, Fernando, mas com você implicando com tudo o que eu faço é impossível mesmo.

FERNANDO: - Eu implicando com você?

RAQUEL: - Sim, você mesmo!... Já não basta a sua mãe se metendo na nossa vida!

FERNANDO: - Não precisa tocar na minha mãe não, ela só faz o que faz, mas com a melhor das intenções.

RAQUEL: - Você chega a ser patético dizendo uma coisa dessas.

FERNANDO: - Patética é você, querendo jogar nos outros a culpa por algo que está só aqui, entre a gente.

Raquel sente as contrações. Fernando se aproxima, apreensivo.

FERNANDO: - O que foi Raquel?

RAQUEL: - Tá doendo!... Acho que são as contrações...

FERNANDO: - Respira fundo, calma... Eu vou pegar suas coisas e a gente vai pro hospital. Já está na hora!

Raquel senta-se no sofá, respira fundo.

CENA 17. CASA SÍLVIA. INT. DIA.

Sílvia chega em casa, vai direto para o quarto. Retorna para a sala, com um envelope e coloca o objeto sobre a mesa. A campainha toca. Sílvia abre a porta. É Rosana.

ROSANA: - Pensei que ainda estivesse na festinha do Alceu.

SÍLVIA: - Nós tínhamos combinado, não?

Rosana entra na casa. Sílvia fecha a porta, vai até a mesa e entrega o envelope para Rosana.

SÍLVIA: - Os desenhos, como me pediu.

ROSANA: - Ai, que ótimo!... Semana que vem eu mostro esses pra diretoria. Estou mostrando aos poucos, pra fingir que tenho bastante trabalho. Até porque, com essa barriga toda é cansativo ficar desenhando.

SÍLVIA: - Como está o bebê?

ROSANA: - Está bem. Essa semana estive no hospital, fazendo uns exames de rotina. Tudo ok com a menina.

SÍLVIA (surpresa): - É uma menina?

ROSANA: - Não viu nas revistas de fofoca? Não sei como descobriram... A Zoraide deve ter dado com a língua nos dentes.

SÍLVIA: - Quem é Zoraide?

ROSANA: - Minha amiga lá do hospital. É ela que vai me ajudar na morte do bebê.

SÍLVIA: - A criança não vai morrer, Rosana!

ROSANA: - Modo de dizer, Silvinha... (sente algo nas pernas)

SÍLVIA: - O que foi?

ROSANA: - Estranho. Estou me sentindo molhada nas pernas.

SÍLVIA: - Rosana é a bolsa! Estourou!

ROSANA: - Impossível! Eu não completei nove meses!

SÍLVIA: - Mas está na hora, Rosana! O bebê vai nascer!


Rosana fica um tanto surpresa.

 



autor:
Édy Dutra

elenco:
Malu Galli como Sílvia
Eduardo Lago como Júlio
Bruna Lombardi como Rosana
Domingos Montagner como Mauro
Marcello Antony como Fernando
Isabel Fillardis como Marília
Maria Fernanda Cândido como Raquel
Nill Marcondes como Bruno
Maria Luísa Mendonça como Valquíria
Adriana Garambone como Estér
Ana Lúcia Torre como Leocádia
Rafaela Mandelli como Celeste
Jonathan Haagensen como Vitinho
Maria Padilha como Sandra
Eduardo Galvão como Tarso
Erika Mader como Aline
Rafael Almeida como Talles
Paulo Figueiredo como Gilson
Denise Del Vecchio como Sophia
Iran Malfitano como André
Gabriela Durlo como Paula
Mário Gomes como Durval
Paulo Nigro como Guilherme
Luiza Tomé como Heloísa
Marcello Airoldi como Adônis
Gustavo Leão como Diogo
Lázaro Ramos como Ivan
Leonardo Vieira como Renato
Francisca Queiroz como Geórgia
Paulo Gorgulho como Laerte
Maria Ceiça como Tereza
Amanda Ritcher como Melissa
Bianca Comparato como Duda
Letícia Colin como Gaby
Luma Costa como Marcinha
Léa Garcia como Ilza
Valquíria Ribeiro como Amália
Antonio Pitanga como Cristóvão
Rocco Pitanga como Gustavo
Joana Foom como Janice
Roberto Bonfim como Alceu
Amandha Lee como Karina
Marcello Melo Jr. como Pedro
Gabriel Braga Nunes como Walter/Waleska
Guilherme Winter como Fábio
Lavínia Vlasak como Bia
Eva Wilma como Maria Helena
Othon Bastos como Orestes

participações especiais - 1ª fase
Maria Flor como Sílvia
Caio Blat como Júlio
Regiane Alves como Rosana
Rafael Cardoso como Laerte
Cauã Reymond como Fernando

Ana Sophia Folch como Raquel
Sophia Abrahão como Valquíria
Tainá Müller como Estér
Vergniaud Mendes como Adônis

Alex Gomes como Bruno
Caio Castro como Fábio
Élida Muniz como Marília
Quelynah como Amália
Darlan Cunha como Ivan
Armando Babaioff como Mauro

trilha sonora:
This Love - Marron Five (abertura)
Doce Castigo – Nana Caymmi
Com Que Roupa eu Vou? – Zeca Pagodinho e Caetano Veloso
Me Segura – Eduardo Dussek

produção:
Bruno Olsen
Diogo de Castro
Joey Anderson



Esta é uma obra de ficção virtual sem fins lucrativos. Qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.


REALIZAÇÃO


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