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Passos da Paixão - Capítulo 05

Novela de Édy Dutra
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PASSOS DA PAIXÃO - CAPÍTULO 05

 
 
 
 
 
 
NO CAPÍTULO ANTERIOR:
 

ROSANA: - Olha Silvinha, eu não estava roubando, não é nada disso!

SÍLVIA: - Então me fala, Rosana! Por que você estava escondendo os meus desenhos na sua bolsa?

...

ROSANA (vira-se): - Eu nunca tive um dom. Nunca tive um talento, algum destaque que eu pudesse usar ao meu favor... Todas as oportunidades que eu tive na vida, pouco valeram... Lembra da minha entrevista de emprego?

SÍLVIA: - Lembro, claro.

ROSANA: - Era para a GF.

SÍLVIA: - GF... (surpresa) A Gonzales Fashion?!

...

SÍLVIA: - Você?! Mas Rosana, você não desenha... (cai em si) A não ser que você (percebe) Rosana! Você já tinha pego outros desenhos meus?!

ROSANA: - Sílvia, eu precisava!

SÍLVIA: - Mas isso não é certo, Rosana! Os croquis são meus! Tem até o meu nome em baixo de cada desenho!

ROSANA: - Eu apaguei, Silvinha. Apaguei seu nome, coloquei o meu e mostrei os desenhos para o Mauro. Ele ficou encantado com os meus desenhos.

SÍLVIA: - Meus desenhos! Meus!

ROSANA (grita): - Agora são meus!... (volta tom baixo) E eu não posso mais voltar atrás. Ele já deixou marcada uma reunião com toda diretoria. Se eles aprovarem, eu serei esse novo talento que a GF procura, Silvinha. Eu terei a minha grande chance de crescer, de ser alguém! É a minha oportunidade de mudar de vida!

SÍLVIA: - Você vai mudar de vida usando o meu trabalho como se fosse seu, Rosana? Você acha isso certo? Até quando você pretende manter essa mentira?! E quando eles descobrirem a verdade?!

ROSANA: - Ninguém vai descobrir a verdade! A não ser que você conte, porque eu não vou revelar isso nunca! (aproxima-se de Sílvia, segura a mão dela) Por tudo o que a gente já viveu, amiga. Pela nossa amizade, Sílvia. Você sabe o quanto eu desejo mudar de vida, sair daqui... Meu lugar é na Zona Sul, você sabe disso!

SÍLVIA: - Rosana, eu...

ROSANA: - Sílvia, por favor! Deixa eu levar os desenhos... Me ajuda amiga? Por favor! Não destrói essa oportunidade que eu ganhei. Não acaba com o meu sonho...

Sílvia fica a encarar Rosana, sensibilizada.

...

MAURO: - Pois bem pessoal, o que acharam?

GILSON: - Eu não tenho palavras. São peças bonitas e com jogo de cores muito bem feitos.

DIRETORA: - E de muito bom gosto.

GILSON: - A minha opinião é sim.

DIRETORA: - Eu também acho que ela deve ser contratada.

Os demais diretores também concordam.

MAURO: - Sendo assim, Rosana, considera-se a nova contratada da Gonzales Fashion.

...

Júlio se aproxima da casa de Rosana, fica escondido próximo do muro da casa, esperando ela chegar. De repente, um carro importado para em frente à casa. Mauro desde do carro e abre a porta do carona para Rosana, que desce, segurando um buquê de rosas vermelhas.

ROSANA: - Não precisava ter me trazido em casa, Mauro. Já não bastaram essas rosas...

MAURO: - Você merece, Rosana. Eu... Nem sei como explicar. Mas, desde que a gente se conheceu, eu sinto que algo diferente aconteceu comigo.
Rosana coloca o dedo, delicadamente, sobre a boca de Mauro. Ele se cala. Rosana sorri, carinhosa, aproxima-se dele e o beija, sob os olhares fulminantes de Júlio.

 

 

 

 

CENA 01. CASA ROSANA. INT. DIA.

Continuação do capítulo anterior. Mauro e Rosana se beijam sob os olhares de Júlio.  

ROSANA (fingida): - Ai Mauro, desculpa!... Eu não deveria ter feito isso!

MAURO: - Calma, Rosana, tá tudo bem. Você não fez nada demais, foi apenas um beijo.

ROSANA: - Mas não tá certo. Você vai ser meu chefe, a gente não pode...

Rosana vai entrando no pátio de casa.

MAURO: - Rosana, espera!

ROSANA (vira-se): - Desculpa, Mauro. Mas eu preciso ficar sozinha... Nos vemos amanhã?

MAURO: - Claro.

Rosana sorri e entra em casa. Mauro fica a contemplá-la. Em seguida, entra no carro e vai embora. Enquanto isso, dentro de casa, Rosana o observa partir pela janela e vibra.

ROSANA: - Eu não acredito! Ele tá na minha! Finalmente, meu Deus! A chance que eu sempre sonhei pra sair desse buraco! Mauro Gonzales... Você agora está prestes a comer na minha mão.

De repente, alguém bate à porta.

ROSANA: - Deve ser a Silvinha, para saber da contratação.

Rosana abre a porta e surpreende-se com Júlio entrando em sua casa feito um furacão.

ROSANA: - Júlio?! O que você está fazendo aqui?!

JÚLIO: - Eu vi você e aquele cara, se beijando descaradamente aqui na frente.

ROSANA (ri, debochada): - E você é o quê afinal, pra ficar me vigiando? Meu pai?! Acorda, Júlio! Deixa de cuidar da minha vida! Sai daqui, anda logo!

JÚLIO: - Você tá com ele só porque é rico, não é? Se é por isso, eu também posso trabalhar, ficar rico e você fica comigo, Rosana.

ROSANA: - Deixa de falar bobagem, Júlio! Você nunca vai deixar de ser essa ameba que você é!... Só a tonta da Silvinha pra gostar de você.

JÚLIO: - Não fala assim da Silvinha! Ela é uma grande pessoa e que, infelizmente, errou e muito em ficar te ajudando.

ROSANA: - Cala a boca que você não sabe nada da gente. Aliás, eu nem sei por que estou aqui discutindo com você. (empurra Júlio) Vai embora!

JÚLIO (segura Rosana firme pelo braço): - Eu só vou embora depois de me vingar de você.

ROSANA (apreensiva): - Se vingar?!

JÚLIO: - Você me humilhou, me roubou... Isso não vai ficar assim.

ROSANA: - Calma, Júlio! O que você vai fazer comigo?

Júlio encara Rosana friamente, que está visivelmente aflita. Júlio beija Rosana com força. Ela tenta se desvencilhar dele, mas acaba não resistindo e se entrega, correspondendo aos beijos dele.

CENA 02. MANSÃO LINHARES. QUARTO FERNANDO. INT. DIA.

Maria Helena conversa com Raquel no quarto.

MARIA HELENA: - Você me entendeu bem, Raquel? Eu não quero que aquela atitude que você fez ontem, me virando a cara e saindo, me deixando falar sozinha, se repita aqui dentro desta casa.

RAQUEL: - Eu posso não ter agido com respeito, dona Maria Helena. Mas se eu fiz isso mesmo como a senhora está dizendo, motivos eu tive.

MARIA HELENA: - Motivos? E que motivos seriam esses?

RAQUEL: - A senhora estava falando mal da minha melhor amiga, que está passando por um momento difícil.

MARIA HELENA: - Ah, então dizer algumas verdades sobre o comportamento medíocre, vergonhoso da sua amiga é motivo para me destratar? Ai, me poupe, Raquel!...

RAQUEL: - E digo mais! A senhora está tentando controlar a minha vida, com quem eu ando e deixo de andar, falar. Você é manipuladora e isso não pode ser assim!

MARIA HELENA: - Pode. E sabe por que, queridinha? Porque você está esperando um neto meu. E tendo meu sangue correndo nas veias dessa criança, eu tenho todo o direito do mundo de zelar pelo bem dela. Mesmo que pra isso, eu tenha que afastar a mãe dele de más companhias.

RAQUEL: - A senhora deveria se encaixar nesse grupo de más companhias, não acha? Ou será que pensa que está fazendo algum bem agindo desse jeito?

Maria Helena encara Raquel com fúria. Ela levanta a mão para bater no rosto da moça, quando Estér surge na porta do quarto.

ESTÉR (firme, alto): - Não ouse fazer uma coisa dessas, Maria Helena!

Maria Helena para, baixa a mão, surpresa pela chegada de Estér. Raquel a encara, apreensiva. Estér se aproxima de Raquel, encara Maria Helena.

ESTÉR: - Ela não vai ser mais uma vítima da sua petulância, mamãe. Não vai!

MARIA HELENA: - Sai da minha frente, Raquel. (grita) Sai daqui! Agora!

Raquel pega sua bolsa e sai do quarto, apressada. Maria Helena encara Estér.

MARIA HELENA (cínica): - E você, querida filhinha, não deveria estar na empresa?

ESTÉR: - Eu estava, mas tive que voltar pra casa para pegar uns projetos e ouvi a discussão desnecessária de vocês. Como você pode levantar a mão pra Raquel? Ela está grávida!

MARIA HELENA: - Está grávida, mas não está doente. Ela sabe muito bem o que diz. Consequentemente, pode aturar as consequências.

ESTÉR: - Você se acha acima do bem e do mal, não é? Mas no fundo sabe que não passa de pó, terra... Um dia você cai, mamãe, e as pessoas podem pisar em você, assim como você faz com os outros.

MARIA HELENA: - O que eu menos preciso agora é ouvir lição de moral de filha. Ainda mais se a filha é você, Estér, toda estranha...

Maria Helena sai do quarto. Estér fica pensativa por um tempo e logo sai do quarto também.

CENA 03. CASA ROSANA. INT. DIA.

Rosana e Júlio deitados no chão. Ele apenas de cueca. Ela, calcinha e sutiã. Rosana levanta-se rapidamente.

ROSANA: - Canalha! Não era pra gente ter feito isso, Júlio!

JÚLIO: - Claro que ela! Eu e você, juntos de novo... A gente tava a fim!

ROSANA: - Eu não queria! E você sabe disso.

JÚLIO (sacana): - Não foi o que me pareceu...

Rosana dá um tapa no rosto de Júlio.

ROSANA: - Você nunca mais vai entrar aqui na minha casa. Nunca mais vai tocar um só dedo em mim, está ouvindo?

JÚLIO: - Você sempre diz isso, mas sempre acaba cedendo.

ROSANA: - Acontece que agora as coisas mudaram, Júlio. Eu não sou mais aquela Rosana de antes. A partir de hoje, uma nova mulher está surgindo. Mais firme, decidida e disposta a tudo para conseguir o que quer.

JÚLIO (vestindo a roupa): - Quanta bobagem...

ROSANA: - Pode dizer o que quiser, Júlio. Você agora é o tapete onde eu vou pisar.

JÚLIO: - Para de falar bobagem, Rosana... Você não tem noção do que tá falando. Parece até que ficou louca.

ROSANA: - Louca eu estava quando deixei você entrar aqui dentro. Pode esquecer tudo isso, Júlio. Você não representa nada pra mim.

Júlio fica surpreso com as palavras de Rosana, que fala tudo decidida.

ROSANA: - Você não é nada! Nunca vai ser. Agora vai embora. Eu preciso ficar sozinha.

JÚLIO: - É por causa daquele cara não é? Do ricaço.

ROSANA (firme): - Vai embora, Júlio, antes que eu grite! Sai!

Júlio encara Rosana.

JÚLIO: - Você pensa que me humilha...

ROSANA: - E você pensa que eu não consigo.

Júlio vai embora.

CENA 04. APTO SANDRA. SALA DE ESTAR. INT. DIA.

Sandra está no sofá, lendo uma revista. Tarso entra na sala apressado, se aproxima para beijar Sandra, mas esta vira o rosto, se desvencilhando.

TARSO: - O que foi? Não vai me dar um beijo de bom dia?

SANDRA: - Depois de ontem você ainda tem a coragem de me pedir um beijo, Tarso?... Bom, já fez isso tantas vezes que realmente deve haver um poço de coragem dentro de você.

TARSO: - Sandra, não aconteceu nada ontem! Não sei de onde você tirou essa ideia de que (pausa)

SANDRA: - Eu vi, Tarso. Não me faça de idiota porque eu vi tudo!

TARSO: - Você anda vendo coisas demais... Coisas que nem existem. Assim, vai ficar difícil né, Sandra? A situação vai ficar difícil...

De repente, uma menina (5 anos, cabelos escuros, compridos) entra na sala, se aproxima de Sandra.

MENINA: - Mamãe, você e o papai estão brigando?

SANDRA: - Não, minha filha. A mamãe só está conversando com o papai.

TARSO: - Aline, minha filha, hoje a mamãe vai levar você pra escola, porque o papai tá atrasadíssimo pro trabalho.

Tarso sai, sem nem ao menos se despedir. Sandra abraça Aline, segurando as lágrimas.

CENA 05. ÁUREA CALÇADOS. SALA FERNANDO. INT. DIA.

Estér apresenta seus projetos para Fernando.

ESTÉR: - E esta aqui é uma sandália. Salto não muito alto, mas a aposta é o designer. Acho que vai ficar super bacana.

FERNANDO: - Você acha? Eu tenho certeza!... São belos desenhos.

ESTÉR: - Se tudo der certo, começamos os protótipos essa semana.

FERNANDO: - Por mim, tá ok! Já mostrou pro papai?

ESTÉR: - Ainda não.

FERNANDO (saindo): - Então vamos lá...

ESTÉR: - Fernando, espera. Eu preciso falar com você.

FERNANDO: - O que foi?

ESTÉR: - Hoje quando eu voltei pra casa, pra buscar os desenhos, eu escutei uma discussão vindo do seu quarto.

FERNANDO: - Do meu quarto?

ESTÉR: - Sim. A mamãe e a Raquel, discutindo feio.

FERNANDO: - Mas... Discutindo por quê?

ESTÉR: - Não sei direito, só sei que eu cheguei a tempo de evitar que a dona Maria Helena desse um tapa no rosto da sua noiva.

FERNANDO (chocado): - Como é que é?! Não pode ser verdade!

ESTÉR: - A Raquel, coitada, parecia um animalzinho indefeso!... A mamãe gritou com ela, e ela saiu.

FERNANDO: - Como assim, saiu? Foi pra onde?

ESTÉR: - Eu não sei...

FERNANDO: - A mamãe passou dos limites. Aposto que a discussão deve ter sido por causa da Valquíria. Ontem mesmo a mamãe falou que a Val não era boa companhia pra Raquel.

ESTÉR: - Ela quer controlar a vida de todo mundo naquela casa! A Raquel não pode sofrer por isso.

Fernando vai saindo da sala apressado.

ESTÉR: - Fernando, aonde você vai?

FERNANDO: - Falar com a mamãe!

Estér fica pensativa na sala.

CENA 06. BAR DO NOEL. INT. DIA.

Laerte conversa com Janice e Alceu numa das mesas do bar.

ALCEU: - E quando você pode começar a reforma aqui, Laerte?

LAERTE: - Quando vocês quiserem, Alceu. Vão trocar o quê? Apenas a fiação elétrica ou vai precisar de algum serviço hidráulico?

JANICE: - Acho que vamos precisar sim. Os canos aqui estão todos num estado crítico! Não dá nem pra lavar a louça direito, a água não desce.

ALCEU: - Você entende de encanamentos, Laerte?

LAERTE: - Entendo um pouco... Pra falar a verdade, quem sabe mais disso é o Júlio. Ele me ensinou algumas coisas...

ALCEU: - O Júlio? Não quero saber desse rapaz aqui dentro.

JANICE: - Calma, Alceu. Laerte só tocou no nome do rapaz e você já fica assim...

LAERTE: - Não falei por mal, Alceu... A verdade, é que o cara não é esse monstro que dizem não. Ontem veio me pedir ajuda lá em casa.

JANICE: - Ajuda?

Nesse instante, Sílvia vai entrando no bar, mas não é vista pelo grupo.

LAERTE: - Sim, Janice. O Júlio não tem pra onde ir. Mas uma coisa que me deixou com a pulga atrás da orelha, é que ele falava em vingança.

ALCEU: - Viu só como ele é um bandido?

LAERTE: - Mas não é nada relacionado a crime não... Pelo o que ele disse, tem a ver com mulher.

JANICE: - Com mulher?

LAERTE: - Dor de amor, Janice. E nada me tira da cabeça que é por causa da Rosana.

ALCEU: - Rosana? Mas eles (pausa)

LAERTE: - Eles tiveram um namorico, coisa de adolescente. Mas ele nunca a esqueceu.

Sílvia se mostra surpresa, entristecida. Sai do bar sem ser vista e anda apressada pela rua. (fade in trilha “Doce Castigo” – Nana Caymmi)

CENA 06. CASA SÍLVIA. INT. DIA.

Sílvia chega em casa, chorando. Caminha pela sala, lembra da conversa no bar.

LAERTE (VOZ OFF): Dor de amor, Janice. E nada me tira da cabeça que é por causa da Rosana... Eles tiveram um namorico, coisa de adolescente. Mas ele nunca a esqueceu.

Sílvia vai até o seu quarto, pega a pasta dos desenhos. Volta para a sala, senta-se à mesa. Retira alguns papéis, lápis, canetas. Ela pega uma folha em branco, começa a rabiscar, concentrada, um tanto emocionada. (fade out trilha “Doce Castigo” – Nana Caymmi)

CENA 07. AGÊNCIA DE MODELOS. ESTÚDIO. INT. DIA.

(sobe trilha “My Life” – Robin Thicke) Ivan prepara sua máquina para o seu primeiro ensaio fotográfico. Fábio chega ao estúdio. (baixa trilha, fundo)

FÁBIO: - Fala Ivan!

IVAN: - Olá, Fábio!

FÁBIO: - E então, preparado pra primeira seção?

IVAN: - Um pouco nervoso... Essas fotos vão para uma revista importante.

FÁBIO: - Mas você é bom, cara. Vai dar tudo certo. Eu só estou com um pouco de pressa. Marquei um cinema com uma gata, não posso demorar aqui, senão...

IVAN: - Tô sabendo...

FÁBIO: - A mulher é um avião... Loira, linda, estilo surfista, sabe? Curte mulher assim?

IVAN: - Eu?...

FÁBIO: - É? Curte mulher assim, bronzeada pelo sol...

IVAN: - É... acho bonita... (se afasta, ajusta a luz do cenário)

FÁBIO: - Bonita é pouco! Eu quero ver ela depois, lá no meu apê... Hoje a noite promete!

Ivan dá um sorriso amarelo. Fábio tira a camisa e a bermuda que estava usando, ficando apenas de sunga branca. Ivan disfarça o olhar.

FÁBIO: - Diz aí, Ivan, o que seria de nós homens sem as mulheres?

Nesse instante, uma modelo entra no estúdio. Ela é magra, alta, morena, cabelos cacheados, longos. Ela chega vestindo um maiô amarelo.

FÁBIO: - Até que enfim, Rita! Vamos lá!

RITA: - O pessoal demorou pra fazer minha maquiagem.

IVAN: - Ok pessoal. Vamos começar a seção? Moda praia.

Ivan dá orientações para Fábio e Rita, que fazem as poses para as fotos. (fade in “My Life” – Robin Thicke)

CENA 08. CASA MAURO. INT. DIA.

(fade out trilha anterior) Mauro abre a porta de casa. Vira-se para fora.

MAURO: - Pode entrar. Bem-vinda à sua nova casa.

Uma linda menina (6 anos, cabelos escuros, lisos, olhos claros) entra na casa, devagar, olhando todo ambiente, maravilhada. Leocádia entra logo em seguida, trazendo uma pequena mala.

LEOCÁDIA: - E então, Celeste, o que achou?

CELESTE: - É linda, tia.

Leocádia se aproxima de Celeste, agacha-se em frente à Celeste, ficam cara a cara.

LEOCÁDIA: - Não precisa me chamar de tia... (emocionada) Pode me chamar de mamãe. (sorri, meiga)

Celeste sorri, risonha e abraça Leocádia, que não segura as lágrimas.

CELESTE: - É linda a casa, mamãe.

Mauro observa tudo, sorridente, feliz.

LEOCÁDIA: - Aqui você vai ser muito feliz.

MAURO (aproxima-se): - Nós seremos muito felizes.
CELESTE: - Você é meu irmão?

MAURO: - Sou sim!

CELESTE: - Eu sempre quis ter um irmão. (sorri)

LEOCÁDIA: - Viu, que coisa boa? Agora você tem um irmão e uma mãe. Uma família linda!

Leocádia se abraça a Celeste e Mauro abraça as duas.

CENA 09. MANSÃO LINHARES. SALA DE ESTAR. INT. DIA.

Maria Helena conversa com Sandra. As duas sentadas no sofá.

SANDRA: - Ela desafiou você?

MARIA HELENA: - Colocou as asinhas de fora. Me fez perder a cabeça, acredita? Por pouco não dou uns bons tapas nessa criança. Pra aprender com quem está lidando.

SANDRA: - Maria Helena, eu nunca vi você assim!

MARIA HELENA: - O que me deixa com mais raiva é que a Estér chegou bem na hora. Poxa, não poderia deixar eu resolver o assunto sozinha? Ela teve que se meter, e ainda tirou partido da Raquel. Francamente...

Nesse instante, Fernando entra na sala, sério.

MARIA HELENA: - Fernando? Não deveria estar na empresa agora?

FERNANDO: - E a senhora não deveria respeitar a vida das pessoas?

Maria Helena se surpreende com resposta de Fernando.

FERNANDO: - Não vai me responder?

MARIA HELENA: - Você esqueceu sua educação na empresa ou perdeu no meio do caminho? Isso é jeito de falar com sua mãe?

FERNANDO: - Muito fácil mostrar poder sobre alguém indefeso. Mas agora a conversa é comigo, mãe. (firme) Eu e a senhora.

SANDRA: - Gente, por favor, vamos manter a calma...

MARIA HELENA: - Já vi que a sua irmãzinha foi fazer fofoca pra você sobre o que aconteceu hoje.

FERNANDO: - E você não tem nem vergonha disso?

MARIA HELENA: - Vergonha do quê? De falar umas verdades para a sua noiva mal criada? Não tenho, vergonha nenhuma. Ela é que deveria ter vergonha de me desafiar.

FERNANDO: - Discutindo por motivos tolos, mãe. A Raquel está grávida!

MARIA HELENA: - Se você não se preocupa com o bem-estar do seu filho, eu me preocupo, Fernando. Aliás, só eu que me preocupo nesse casamento de vocês. A Sandra veio até aqui trazer as provas dos docinhos e sua noiva nem aí...

SANDRA: - Se vocês preferirem, eu posso vir outro dia e a gente faz as provas todos juntos.

MARIA HELENA: - Nem pensar! Se a Raquel é irresponsável e não se interessa pelo casamento, não temos culpa disso. O bufê será aquilo que eu desejar servir, já que os noivos não se mexem pra nada.

FERNANDO: - Tem razão, não é mãe? Afinal, esse casamento é mais seu do que meu e da Raquel.

MARIA HELENA: - Está arrependido de ter feito um filho?

FERNANDO: - Estou arrependido de ter que seguir as suas regras, as suas leis, os seus mandamentos. Esse casamento é um deles. Tudo como você quer. Não importando sem se a gente está feliz ou não com isso.

MARIA HELENA: - Você sempre esteve feliz com as minhas escolhas, Fernando...

FERNANDO: - Você pelo visto está tão preocupada com o casamento, que esqueceu de conhecer melhor o seu filho.

Maria Helena baixa o olhar. Fernando sai. Sandra fica sem jeito diante da situação.

SANDRA: - Maria Helena, não precisava esse desgaste.

MARIA HELENA: - Bando de mal agradecidos. Fernando ta igual à Ester, brigando e brigando comigo... Mas se não é eu, Sandra, estar ali, ajudando, empurrando eles pra frente, duvido que estariam onde estão hoje. E o pior é que eu faço isso sozinha mesmo, porque nem o Orestes se presta a ajudar.

SANDRA: - Eu só acho que você precisa ser mais flexível. Deixa que eles escolham os rumos da própria vida.

MARIA HELENA: - E joguem fora tudo o que eu e o Orestes construímos nesses anos todos? Fernando já começou a partir do momento que essa Raquel deu o golpe da barriga... Não, Sandra! Não posso deixar que isso aconteça. Jamais!... Meu neto vai nascer e eu vou mostrar pra ele tudo o que é mais importante na vida. Que não se vive apenas de amor, de ideais... (levanta-se) Quem não age, é engolido pelos outros, é passado pra trás. Por isso, Sandra, que eu tenho tudo o que tenho. Eu faço o possível e o impossível pra chegar onde quero. Você vai ver... Eu vou conseguir muita coisa ainda.

CENA 10. PRAIA DE IPANEMA. EXT. DIA.

Raquel e Valquíria caminham pelo calçadão, conversando.

VALQUÍRIA: - Eu não acredito que ela fez isso com você, Raquel! Essa Maria Helena é uma louca!

RAQUEL: - Ai Val... Eu fiquei totalmente sem reação quando ela levantou a mão pra me dar um tapa. A minha sorte foi quando a Estér surgiu no quarto.

VALQUÍRIA: - Ela defendeu você?

RAQUEL: - Ainda ficou brigando com a mãe dela...

VALQUÍRIA: - Tudo isso por minha causa... Maldita hora que eu fui ver o Marcelo naquela festa.

RAQUEL: - Relaxa, amiga. A Maria Helena é que acha que pode fazer o que quiser com a vida das pessoas. Nada, nem ninguém vai nos separar.

(sobe trilha “Love You I Do” – Jennifer Hudson)

CENA 11. TRANSIÇÃO DO TEMPO. ANOITECER / CASA ROSANA. INT. NOITE.

Imagens do Rio de Janeiro ao anoitecer. (fade out trilha “Love You I Do” – Jennifer Hudson) Corta para casa de Rosana. Ela sai do banheiro, de vestido, enxugando os cabelos, quando a campainha toca. Rosana deixa a toalha no banheiro e vai atender. Surpreende-se ao ver Mauro.

ROSANA: - Mauro?!

MAURO: - Desculpa vir sem avisar... Posso entrar?

ROSANA: - Claro, entra... Não repara a bagunça.

Mauro entra. Rosana fecha a porta, totalmente sem reação.

ROSANA: - Aceita um café, uma água...

MAURO: - Nada não, obrigado. Na verdade, eu vim aqui pra falar com você sobre duas coisas. A primeira foi sobre o beijo de hoje.

ROSANA: - Olha Mauro, eu sei que eu me precipitei, que o que eu fiz não foi o correto. Peço mil desculpas pra você e (pausa)

MAURO: - Ei, calma!... (risos) Eu gostei do seu beijo.

ROSANA (fingindo inocência): - Gostou?...

MAURO: - Gostei muito. Hoje foi um dia especial pra mim, sabia? Primeiro pelo o que aconteceu entre a gente. Depois, porque hoje minha irmã adotiva chegou para morar lá em casa.

ROSANA: - É mesmo?! Parabéns!

Rosana abraça Mauro, forte. Os dois trocam olhares fulminantes.

ROSANA (afasta-se): - E qual era o outro assunto que você gostaria de falar?

MAURO: - Claro... Eu andei pensando, acho melhor a gente fazer uma coleção nova para o seu lançamento na grife.

ROSANA: - Coleção nova? Não gostou dos desenhos é isso?

MAURO: - Eu gostei, já falei várias vezes que seus croquis são magníficos. Mas acho que você poderia criar algo novo pra dar o pontapé inicial no seu novo momento. O que acha?

ROSANA: - Eu nem sei o que dizer, mas acho que vai ser tudo de bom!

MAURO: - Tem papel, caneta por aí? Você pode fazer uns desenhos pra mim, porque eu também tive umas ideias e (pausa)

ROSANA (apreensiva): - Eu? Desenhar agora?!

MAURO: - Sim, por quê? Algum problema?

ROSANA: - Sabe o que é, Mauro, eu tenho todo um processo de criação muito complexo, sabe? Eu só desenho quando estou sozinha, concentrada, inspirada... Essa sua notícia de fazer uma nova coleção me pegou de surpresa. Eu preciso pensar um pouco antes de colocar qualquer coisa no papel.

MAURO: - Claro. Desculpa, Rosana. Acho que eu me empolguei em vir aqui, falar com você... Na verdade, eu queria mesmo era te ver. Estou feliz por ter te conhecido.

Rosana sorri.

MAURO: - Bom, vou deixar você descansar. Nos vemos amanhã então?

ROSANA: - Sim, amanhã!

MAURO: - Se der, já leva uns desenhos pra gente ir trabalhando, ok? Tecidos e tudo mais.

ROSANA: - Claro...

Rosana acompanha Mauro até a porta, abre. Os dois trocam olhares. Aproximam-se como se fossem se beijar, mas Rosana vira o rosto.

ROSANA: - Até amanhã, Mauro.

Mauro sorri, a beija no rosto e vai embora. Rosana fecha a porta.

ROSANA (apreensiva): - Meu Deus, cara louco! ‘Faz uns desenhos aí’. Se ele soubesse que eu não sei fazer nem uma casinha, me tira a pele fora!... Preciso de uma ajudinha da minha querida amiga boba, Sílvia!

CENA 12. CASA MARÍLIA. QUARTO. INT. NOITE.

Marília e Gustavo conversam no quarto dela.

GUSTAVO: - E o que você acha da gente casar no forte de Copacabana?

MARÍLIA: - No Forte?! Mas pode?

GUSTAVO: - Claro que pode... Tenho bons amigos lá. Eles podem reservar o espaço pra gente. Só que não pra muitos convidados.

MARÍLIA: - Ai amor, seria lindo!

Os dois se abraçam e se beijam. No corredor, do lado de fora, Amália escuta toda conversa.

MARÍLIA: - Amor, vamos jantar fora hoje? Quero aproveitar esse tempo com você. Não é sempre que eu tenho meu namorado livre pra mim.

GUSTAVO: - Tem razão. Estou sempre tão envolvido nos negócios lá na empresa. Estamos faturando muito.

MARÍLIA: - Mas dinheiro não dá pra só juntar e não aproveitar né? (risos) Eu li numa revista que inaugurou um restaurante ótimo no Leblon. Vamos?

GUSTAVO: - Vamos sim, no Prato Cheio. Conheço o dono de lá, o Durval, ótima pessoa.

Amália, do lado de fora, escuta a conversa.

AMÁLIA: - Casar no Forte, jantar fora... E eu, Meu Deus? Quando a minha vez vai chegar? Essa criança que atrapalha meus planos!...

De repente, Amália é surpreendida por Ilza.

ILZA: - O que você está fazendo aqui, Amália? Escutando a conversa da sua irmã?

AMÁLIA: - Ai que susto, mãe! Sabia que eu não posso me assustar? A criança pode nascer a qualquer momento...

ILZA: - Então vai para o seu quarto e para de ficar ouvindo a conversa dos outros. Anda logo.

AMÁLIA: - Eu vou até a cozinha beber água, depois eu vou pro quarto.

Amália chega à sala, pega o telefone e disca um número.

AMÁLIA (ao telefone): - Alô? Bruno? (pausa) É Amália... (pausa) Já tem programa pra essa noite? (pausa) Não? Pois então, a Marília e o Gustavo vão sair para jantar, no restaurante novo que inaugurou no Leblon... Acho que eles vão gostar de ter companhia... (ri, cínica)

CENA 13. CASA IVAN. INT. NOITE.

Cristóvão arruma uns sapatos na prateleira, quando Ivan chega em casa.

IVAN: - Boa noite, pai!

CRISTÓVÃO: - Boa noite, meu filho! E então, como foi o primeiro dia na agência?

IVAN: - Já foi de responsabilidade grande, pai. Fiz umas fotos pra uma revista de moda. Vai rodar o Brasil.

CRISTÓVÃO: - Coisa boa, filho! Assim que começa... as pessoas se interessando pelo seu trabalho. As mulheres também...

Ivan dá um sorriso amarelo.

CRISTÓVÃO: - Você já é quase um homem feito. Quando é que vai me apresentar uma namorada?

IVAN: - Quando alguém se interessar por mim, pai.

CRISTOVÃO: - Mas tem tanta negrinha bonita por aí... Vai à luta, filho! Não fica esperando não!

IVAN: - Pode deixar que eu sei o caminho que estou seguindo pai... Vou pro banho.

CRISTÓVÃO: - Pode ir que o jantar está quase pronto. Fiz um macarrão do jeito que você gosta.

Ivan se retira. Cristóvão volta para os arrumes na prateleira.

CENA 14. CONDOMÍNIO LUXO. EXT. / INT. NOITE.

Mostra imagens de um condomínio luxuoso. (sobe trilha “Talismã” – Paulinho da Viola) Tereza vai chegando com seu carro. O porteiro abre o portão para que ela entre. Ela para o carro. (baixa trilha, fundo)

PORTEIRO: - Boa noite, dona Tereza.

TEREZA (simpática): - Boa noite, José. Como vai?

JOSÉ: - Não trago boas notícias...

TEREZA(surpresa): - Como? Mas o que aconteceu?

JOSÉ: - O dono do condomínio estava procurando pela senhora. Não estava com caras de poucos amigos.

TEREZA: - É mesmo? Mas o que será que ele quer comigo? Não disse nada?

JOSÉ: - Só mandou eu entregar isso.

José entrega um envelope para Tereza, que abre e retira um documento. Ela lê e se impressiona.

TEREZA: - Ordem de despejo?! Mas isso é um absurdo!

JOSÉ: - Ele mandou colocar até um recado no mural do condomínio.

TEREZA: - Mas isso é demais! Só porque eu estou devendo um mês...

JOSÉ: - Dois...

TEREZA: - É, dois meses...

JOSÉ: - Dois anos, dona Tereza.

TEREZA: - José! Fala baixo!... Como você sabe disso?

JOSÉ: - O povo comenta, né, dona Tereza...

TEREZA: - Ai meu Deus, será que eu vou ter mesmo que sair do meu apartamento chiquérrimo? O que eu faço, José?!

JOSÉ: - Pague o que deve.

TEREZA: - Não pedi sua opinião!

José se mostra confuso. Tereza aflita no volante.

TEREZA: - Ai, meu santinho, me ajude! Não posso estar ficando pobre... Não posso...

(fade out trilha “Talismã” – Paulinho da Viola)

CENA 15. RESTAURANTE PRATO CHEIO. INT. NOITE.

Gustavo e Marília na mesa do restaurante, bebendo vinho. O local está com bom movimento.

GUSTAVO: - E então, o que achou?

MARÍLIA: - Realmente é fantástico. O nome é que é estranho né? Prato Cheio não combina com um restaurante chique. (risos)

GUSTAVO: - Pelo o que eu conheço do Durval, a ideia dele foi justamente não combinar, sair do convencional. (ri)

Nesse instante, Durval se aproxima.

DURVAL: - E então, meus amigos, estão gostando? Está bom o vinho?

GUSTAVO: - Estamos gostando sim!

MARÍLIA: - Está tudo ótimo. O restaurante é muito bonito. Parabéns.

DURVAL: - Obrigado! Honra ter pessoas como vocês frequentando o meu restaurante. Espero vê-los mais vezes. Já fizeram o pedido?

GUSTAVO: - Já sim. Lagosta.

DURVAL: - Uh lalá! Bela escolha.

GUSTAVO: - E seu filho, Durval, como ele está?

DURVAL: - Guilherme, está bem... Aos poucos se recuperando, na verdade, se acostumando. Eu também. Mas a vida segue, não é?

GUSTAVO: - Claro...

DURVAL: - Bem, vou deixá-los curtir um pouco. Fiquem à vontade. (se afasta)

MARÍLIA: - Do que ele estava falando?

GUSTAVO: - Durval perdeu a esposa, estava doente. Ele teve um filho com ela. Agora cria o menino sozinho.

MARÍLIA: - Nossa, que triste. E de onde você conhece ele?

GUSTAVO: - Durval trabalha com comida há anos. Ele trabalhou no refeitório da empresa. Na verdade, eu o incentivei muito para que abrisse seu próprio negócio.

MARÍLIA: - Meu amor ajudando as pessoas a construírem seus sonhos! Meu lindo!

Marília beija Gustavo.

MARÍLIA: – Te amo.

GUSTAVO: - Eu também amo muito você.

Os dois sorriem. Neste instante, Bruno se aproxima.

BRUNO: - Mas que bela coincidência! Olha só quem eu encontro... Meu amigo Gustavo e sua bela noiva Marília.

Marília fecha o sorriso. Gustavo cumprimenta Bruno, que encara Marília.

CENA 16. CASA SÍLVIA. INT. NOITE.

Sílvia conclui um dos croquis que estava desenhando. CAM mostra sobre a mesa, um desenho que ela já fez: um vestido vermelho, com flores. Abaixo do desenho, a assinatura dela e logo abaixo a escrita: A PAIXÃO POR JÚLIO.

CAM mostra Sílvia com o desenho que ela concluiu em mãos. Foca no desenho: vestido preto, com rendas trabalhadas em vermelho e rosa.

SÍLVIA: - Mais um para minha coleção Amores e Sensações...

Sílvia assina o desenho e coloca o título: A DOR DE AMAR.  A campainha toca. Sílvia arruma os desenhos na mesa, atende a porta. Rosana entra no local.

ROSANA: - Silvinha, preciso de mais uma ajuda sua.

SÍLVIA: - O que você precisa, Rosana?

ROSANA; - O Mauro pediu mais uns desenhos porque ele quer uma coleção nova. Eu não sei de onde posso tirar inspiração, então eu pensei que...

Rosana vê os desenhos sobre a mesa, se impressiona com a beleza dos mesmos.

ROSANA: - Minha nossa, Silvinha! Que desenhos são esses! Era disso que eu precisava, amiga!

SÍLVIA: - Mas esses desenhos não serão seus, Rosana.

ROSANA: - Como não? Está aqui! A minha nova coleção para a GF está aqui!

SÍLVIA: - Sua coleção? Os desenhos são meus, Rosana. E essa coleção não vai sair daqui de casa.

Rosana encara Sílvia com certa ira no olhar.

 

 



autor:
Édy Dutra

elenco:
Malu Galli como Sílvia
Eduardo Lago como Júlio
Bruna Lombardi como Rosana
Domingos Montagner como Mauro
Marcello Antony como Fernando
Isabel Fillardis como Marília
Maria Fernanda Cândido como Raquel
Nill Marcondes como Bruno
Maria Luísa Mendonça como Valquíria
Adriana Garambone como Estér
Ana Lúcia Torre como Leocádia
Rafaela Mandelli como Celeste
Jonathan Haagensen como Vitinho
Maria Padilha como Sandra
Eduardo Galvão como Tarso
Erika Mader como Aline
Rafael Almeida como Talles
Paulo Figueiredo como Gilson
Denise Del Vecchio como Sophia
Iran Malfitano como André
Gabriela Durlo como Paula
Mário Gomes como Durval
Paulo Nigro como Guilherme
Luiza Tomé como Heloísa
Marcello Airoldi como Adônis
Gustavo Leão como Diogo
Lázaro Ramos como Ivan
Leonardo Vieira como Renato
Francisca Queiroz como Geórgia
Paulo Gorgulho como Laerte
Maria Ceiça como Tereza
Amanda Ritcher como Melissa
Bianca Comparato como Duda
Letícia Colin como Gaby
Luma Costa como Marcinha
Léa Garcia como Ilza
Valquíria Ribeiro como Amália
Antonio Pitanga como Cristóvão
Rocco Pitanga como Gustavo
Joana Foom como Janice
Roberto Bonfim como Alceu
Amandha Lee como Karina
Marcello Melo Jr. como Pedro
Gabriel Braga Nunes como Walter/Waleska
Guilherme Winter como Fábio
Lavínia Vlasak como Bia
Eva Wilma como Maria Helena
Othon Bastos como Orestes

participações especiais - 1ª fase
Maria Flor como Sílvia
Caio Blat como Júlio
Regiane Alves como Rosana
Rafael Cardoso como Laerte
Cauã Reymond como Fernando

Ana Sophia Folch como Raquel
Sophia Abrahão como Valquíria
Tainá Müller como Estér
Vergniaud Mendes como Adônis

Alex Gomes como Bruno
Caio Castro como Fábio
Élida Muniz como Marília
Quelynah como Amália
Darlan Cunha como Ivan
Armando Babaioff como Mauro

trilha sonora:
This Love - Marron Five (abertura)
Doce Castigo – Nana Caymmi
My Life – Robin Thicke
Love You I Do – Jennifer Hudson
Talismã”– Paulinho da Viola

produção:
Bruno Olsen
Diogo de Castro
Joey Anderson



Esta é uma obra de ficção virtual sem fins lucrativos. Qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.


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