Antologia Violência Urbana | Capítulo 1: Castigo - WebTV - Compartilhar leitura está em nosso DNA

O que Procura?

HOT 3!

Antologia Violência Urbana | Capítulo 1: Castigo

Antologia Violência Urbana | Capítulo 1: Castigo
Compartilhe:
Troque a Fonte Aqui











Castigo
Uma história de May Margret



SINOPSE: Ele é um maníaco estrangulador de prostitutas. Ela uma policial em seu primeiro caso. Eles se encontram. Quem levará a melhor?








Música citada na história:
Jane’s Addiction – Ted, Just Admit It…


It's just like the show before
The news is
Just another show
With sex and violence

Era um lindo dia. Ricardo tomava café na cozinha com a noiva. A noiva era loira, de olhos azuis, magra, sem curvas. Um rosto infantil. Parecia um anjo. E ele nunca faria mal a um anjo. Mas ele também não podia sentir nada por um anjo, além da mais pura e dedicada adoração. Os seus piores sentimentos, ele deixava para as outras.

Noite retrasada. Tinha sido a última vez que ele tinha feito aquilo. Aquilo, que ele não gostava nem de pensar em voz alta, mas quando acontecia tomava conta dele inteiro. A ponto de cegá-lo. Dele não ver mais nada na frente. Nem ninguém. E era tão bom. Ele se sentia vivo ali. Se sentia vingado. Mas quando ele acabava, e olhava em volta de si, se sentia horrorizado. Olhava para o corpo na cama com um certo desespero. Jurava que nunca mais ia fazer de novo. Rezava pra não ser pego. Mas logo ele sentia aquela fome novamente. Precisava. Era o seu vício.

I'll throw away your toothpick
And ask for your giveness
Because of this thing!

O nome da noiva era Jane. Os pais dele moravam em outra cidade. A mãe vivia enchendo o saco dele pelo WhatsApp. Precisou silenciar o grupo por um ano. Tudo acontecia por causa dela.

Jane ligou a TV. E em todos os canais passava a mesma notícia. Mais um corpo tinha sido encontrado em uma casa suspeita na Zona Leste. Mulher, idade entre 25 a 30 anos, cabelos pretos, conhecida por fazer programas. Era o quinto corpo encontrado com sinais de estrangulamento na região. Não havia rastros de esperma, impressões digitais, nada. O assassino aparentemente se desfazia no ar. Os policiais se sentiam como baratas tontas. Os peritos passavam dias e dias investigando cada centímetro do local do crime. E nada. Nem os legistas tinham mais sorte. A única coisa que tinham conseguido descobrir é que, fora o estrangulamento, não havia sinais de violência sexual. Seja lá o que for que estivesse acontecendo, até o momento da morte, era consentido. O delegado quebrava a cabeça tentando imaginar. Os interrogatórios não estavam ajudando. As meninas sempre contavam histórias de clientes estranhos. Com desejos bizarros. Mas era o ganha-pão delas. Era se submeter ou não haveria leite para o Junior. Ou não teriam com o que pagar outras dívidas. Drogas, por exemplo. Algumas faziam até faculdade. O delegado estava desanimado. Não haveria pista alguma vindo dali. E como as meninas sempre ficavam com vários clientes, e algumas trabalhavam drogadas, não tinham tempo de reparar quem estava freqüentando a cama da coleguinha. Essas vadias.

Como já era o quinto corpo encontrado e não havia mais jeito de abafar, a imprensa já estava falando em assassinato em série. Sim, havia um maníaco à solta. As pessoas estavam assustadas. As meninas que trabalhavam na rua e como garotas de programa, ainda mais que as outras. Porque elas eram o alvo. As cinco que tinham morrido, por exemplo. Eram todas prostitutas, e isso não podia ser ignorado por nenhuma delas. É verdade que não eram da mesma cidade. Mas eram cidades próximas. Estavam todas no círculo de ação do assassino. E ninguém sabia qual delas seria a próxima. Qual seria o cliente que lhes traria a morte nas mãos.

Venham me pegar, seus otários.

Ele até sentia um certo orgulho ao ver as notícias. Era mais esperto que os policiais. Ali tomando seu café, com a noivinha do lado, era um cidadão acima de qualquer suspeita. Trabalhava. Tinha amigos. Era querido no bairro. Sempre prestativo. Ajudava a trocar pneus dos carros dos vizinhos, a instalar chuveiros pras donas de casa e jogava bola na rua com os moleques. Nos churrascos, era o que sabia melhor assar a carne. Todo mundo queria bem ele ali na rua. Botariam a mão no fogo por ele. E ninguém nunca o encontraria.

That's in me
Is it not in you?
Is it not your problem?

Mas às vezes ele se sentia incomodado. Se sentia sujo. Imundo. Errado. As moças que tinham o azar de trombar com ele na rua, não tinham culpa. Ele até tinha uma certa noção disso. Mas o desejo era mais forte que ele. E quando ele sentia aquilo o chamando, nada mais importava. Ele precisava ir. Sim, era uma força dentro dele. Mais forte do que ele. Quase como um demônio.

Ele preferia não sentir nada disso, preferia se contentar com a noiva. Mas a noiva era uma fonte de frustração pra ele. Ele achava que gostava dela. Achava lindo seus cabelos loiros indo até a cintura. Seus olhos azuis tão inocentes. O corpo e o rosto de menina.

Mas infelizmente ele não podia ficar adorando o anjo sem tocá-lo. Ela era muito tímida, é verdade. Mas se ele não fizesse nada com ela, ela iria desconfiar. E já estavam noivos. Morando juntos. Aí ele não tinha desculpa. Durante o namoro foi fácil dizer que a amava como esposa e queria respeitá-la até chegarem ao altar. E ela o amava ainda mais por isso. Por ele a respeitar. Meu Deus, ele não tinha o menor tesão por ela. Era só por isso que ele não queria transar.

Mas foram morar juntos. Jane ficou desempregada, e a mãe dela sutilmente a empurrou para a casa dele. Pra não ter mais uma encostada dentro de casa. Ele morando sozinho, quem vai cuidar dele? Lavar a roupa, cuidar da casa, fazer comida? Vocês já estão noivos. Amigado com fé, casado é. Logo vocês juntam dinheiro e se casam. Não tem problema nenhum. Se ele não concordasse, as pessoas iriam estranhar. Os amigos o invejavam. Uma loira espetacular daquelas. Tá certo.

Mesmo assim ele demorou pra ir pra cama com ela. Armou o esquema com flores e velas. Parecia quase um velório, refletiu. Meu Deus. Fez tudo de maneira automática. Quase como um robô. E pra se excitar, tinha que se lembrar da última vez. Ah, a última vez tinha sido sensacional. A vadia morreu gozando. E a noiva inocente, dizendo que o amava. Quem sabe logo teriam um bebê? Ela se aninhava no peito dele como uma gatinha. Sim, teriam um bebê. Júnior.

E a vida ia passando sem sobressaltos. Mas às vezes ele queria. O demônio acordava. Aí com a noiva morando na casa, ficava mais difícil de passar a noite fora. Mas ele sempre arrumava uma desculpa.

Na delegacia, estava todo mundo nervoso. E o mais nervoso era o delegado. Gritava e esbravejava. Como vocês têm coragem de noticiar que temos um maníaco à solta? Nada foi comprovado. Estou pedindo calma e sigilo para não atrapalhar as investigações. Mas os repórteres também estavam alterados e assustados. Dr. Freitas. É o quinto caso com o mesmo modus operandi. Até quando o senhor pretende omitir essa informação da população? Temos um maníaco, um assassino à solta. Estamos todos em perigo.

Eu não, o delegado refletiu. Eu não sou puta. Mas que inferno. Esse pessoal da imprensa parece mosca rodeando o corpo. E que corpo. Na verdade eram cinco já. E estavam começando todos a feder. Realmente ele não poderia mais esconder isso por muito mais tempo.

The T.V.'s got them images
T.V.'s got them all
It's not shocking

O governador na televisão prometia mundos e fundos. Sim, o assassino seria encontrado. E seria punido exemplarmente, com todos os rigores da lei. A polícia civil e militar do estado inteiro estava ajudando nas investigações. E as dos outros estados também. Trocavam informações. Fotos das vítimas apareciam na TV, na internet e nos jornais. Todas garotas de programa. Todas morenas, de corpo bem-feito, cabelos longos. Algumas eram mães. E o pior de tudo era que aparentemente, não tinha só esses cinco casos na conta do maníaco. Outros corpos, em outros lugares, também tinham sido achados em situação semelhante, mas os policiais ainda não tinham ligado uma coisa à outra. Mas se fossem todas vítimas do mesmo assassino, ele já tinha pelo menos umas 15 mortes nas costas. E nenhuma das mulheres que passou por ele tinha sobrevivido pra contar a história. O filho da puta era eficiente.

Jaque ouvia tudo isso quieta na sua mesa. Era uma policial novata. Louca para entrar em ação, mas ainda tinha muito que aprender. O olhar do delegado, passeando pela sala a esmo, esbarrou nela. E o coração dele parou. Ali estava ela bem na sua frente. A vítima perfeita. Bonita. Cabelos pretos e longos. Quanto tempo iria demorar para o assassino botar os olhos nela? Ele achava arriscado demais. Mas se fizessem as coisas bem feitas, Jaque não se machucaria. E todos ali sairiam ganhando. Menos aquele filho de uma mãe.

A portas fechadas, Freitas, Jaque e mais uma dúzia de policiais escolhidos a dedo pela sua competência e sigilo, debateram o plano. Jaque ficou empolgada. Seu primeiro caso sério! E tudo dependia dela. Ela seria vigiada de perto, eles nunca ficariam sozinhos. E no primeiro sinal de ameaça, os policiais invadiriam o quarto. Ela ficaria segura. Bastava não ter medo. Mas ela não tinha medo. Pelo contrário.

O primeiro mês foi entediante. Havia uma moça com Jaque, essa sim garota de programa, que fazia as honras com os clientes. E estava sendo muito bem paga por isso. O trabalho de Jaque era atrair, ouvir e ficar atenta. Qualquer movimento suspeito, ela avisaria. Mas estava ficando muito chato. E nojento. Como os homens eram nojentos. Sim, ser mulher e hetero não era uma escolha. Meu Pai amado.

Os jornais tinham parado de falar a respeito do maníaco. Uma vez ou outra, um daqueles programas policiais ainda falava dele, e que as investigações não tinham dado em nada. Ele estava se sentindo seguro pra tentar outra vez. A fome estava aumentando.

Um dia, tinha chegado bêbado em casa. Tropeçou no sofá e dormiu por ali mesmo. E viu aquilo. A mãe. Sim, ela estava com outro. Transando com outro. Ali na sala. O pai dormindo. O outro era o vizinho. Ele ouvia e espiava aquilo, e ficava confuso. A bebida não o deixava raciocinar. Se sentia excitado, mas aquilo era errado. Errado demais. Ela não podia estar ali. Ela não podia estar fazendo aquilo. A sua própria mãe. Queria matá-la. Queria matá-la e com ela, matar aquilo que ele estava sentindo. Aquele desejo misturado com aquela dor e aquela confusão. Sentia pena do pai. Como ele era enganado. Como todos eles eram enganados. As mulheres não prestavam. Nenhuma delas. Eram todas umas vadias. Todas elas mereciam morrer. Esses demônios de cabelos pretos que caiam pelas costas. Que tinham vindo pra terra pra ser a perdição dos homens. Ele ia dar um jeito nisso. Ah, se ia.

And then he came
Now sister's
Not a virgin anymore
Her sex is violent

Uma semana depois disso, cruzou com a primeira prostituta. Ele não conseguia parar de olhar pra ela. Ela o atraía. Sorria pra ele, de um jeito que prometia tudo. Sim, ela iria lhe dar tudo. E nem sabia o quanto. Em cima dela, começou a apertar-lhe o pescoço. Cada vez mais forte. A vadia, ao invés de gritar e pedir socorro, o deixava fazer. Devia estar achando excitante. Mas ele estava apertando cada vez mais. E logo, ela nem que quisesse conseguiria mais gritar. Não tinha mais ar pra isso. E ela morria ao mesmo tempo que ele gozava. Dois corpos repentinamente imóveis. E um deles nunca mais iria se levantar. Sua desgraçada. É isso que você merece. Pra aprender a não ser puta.

Ele sabia o que estava fazendo. Usava camisinha. Descartava tudo com o maior cuidado. Limpava tudo onde tinha tocado pra apagar as impressões digitais. Até se depilava. Procurava não beijar, para não deixar rastro de saliva. Usava um boné. E ele parecia um cara tão comum ali no meio das outras pessoas. Ninguém prestava atenção nele.

Saía discretamente, e até encontrarem o corpo sem vida na cama, ele já estava longe. E ia quase feliz. Ela tinha morrido. Pra pagar o que fez. Uma vadia. Todas elas. Menos a noiva.

Jaque olhava aquele cara de boné parado na esquina. Era como uma pomba olhando pra uma cobra. Ele tinha alguma coisa no olhar, que a paralisava. Ele era moreno claro, alto, um rosto bonito. E tinha os olhos verdes. E que olhar era aquele meu Deus. Ele olhava pra ela de um jeito que ela até sentia o corpo esquentar. Por favor, venha falar comigo.

E ele veio.

Acertaram o programa. A outra moça esperava no quarto. Mas hoje Jaque queria sair da rotina. Ela queria brincar um pouco também. E hoje seria um ótimo dia. Como já fazia tempo que estavam ali e nunca acontecia nada, naquela noite só havia um policial de guarda. E ele tinha saído pra comer. Tou varado de fome, disse. Você segura a onda aí menina? Sim, João, pode ir. A Cati está comigo, não vai acontecer nada. Acho que logo vamos embora. Beleza.

Ela entrou no quarto e pediu para a Cati esperar do lado de fora. Nunca tinha feito isso antes. Cati estranhou. Mas também, que diabo, uma trepada não matava ninguém. Ou matava? Ao passar pelo homem, entendeu a colega. Uau, com esse aí eu fazia até de graça. Ele não esperava que tivesse outra mulher por ali. E se sentiu incomodado.

Mas a fome era maior.

Entraram no quarto. Ele olhou pra ela. Tinha alguma coisa errada ali. Ela não tinha jeito de puta. Sorria até meio tímida. Uma puta tímida. Nem que eu cortasse meu pau. Sem contar a outra que tinha saído do quarto antes deles entrarem. Muito estranho. E o quarto era limpo. A cama arrumada. Aparentemente, ninguém tinha passado por ali antes dele. Aquelas horas. Que estranho.

He tells you everyone is stupid
That's what he thinks!

Sentou na cama refletindo. O que fazer? O instinto lhe dizia que tinha alguma coisa ali. E o que tinha ali não era bom pra ele. Mas ela sentou do lado dele na cama. E misericórdia, ela era linda. Que sorriso. Que cabelos. Que corpo. Só um idiota não aproveitaria. Ela olhou pra ele sorrindo e esperava. Bom, já que estavam ali, ele iria continuar. Sairia bem depressa. Ninguém mais o veria. E a outra puta devia estar chapada. Elas sempre estão chapadas. Não se lembraria dele.

Snapshots
Make a girl look cheap
Like a tongue extended
A baby's to a mother

Ela o beijou. Caralho, não era pra beijar. Mas que delícia. Os beijos da noiva eram delicados. Suaves. Essa beijava e mordia. Logo ele a derrubou na cama. Tirou-lhe as roupas. Que engraçado. Não parecia roupa de puta. Nada de shortinho curto, lingerie vermelha. Mas aquele corpo não o deixava pensar. Quente e macio, tinha sido feito para que ele mordesse. Apertasse. Deixasse marcas. Ele não podia fazer isso. Estava deixando rastros. E perdendo a cabeça. E a ouvia gemer. Não parecia fingimento. Aquilo o deixava louco. Quando a tocou entre as pernas, ela estava molhada. Então, a vadia estava com tesão. Que delícia. Ia ser uma bela trepada. Que bom que você está gostando querida, porque não terá outra. Subiu em cima dela. Ela abriu as pernas pra ele. E ele meteu. Tinha até esquecido da camisinha. Uma, duas metidas, e ela gemia alto. Se contorcia embaixo dele. E ele começou a tocar-lhe o pescoço. Logo começou a apertar. Então Jaque olhou pra ele com um ar assustado. Ela tinha percebido. Mas ele estava com todo o peso do corpo em cima dela. E ela se debatia em desespero. Mas não conseguia mais gritar. Nem pedir ajuda. E ele apertava cada vez mais forte. Ver o desespero dela o deixava ainda mais excitado. Você vai ter o que merece vadia. E ele metia nela com mais força. A vista dela estava começando a escurecer. Meu Deus, é ele. O assassino.

E aí ela se lembrou.

O botão, meu Deus. Preciso alcançar o botão, senão eu vou morrer.

Os policiais tinham instalado um botão de emergência, escondido na cabeceira da cama. Tinha outro no pé da cama, perto do estrado. E tinha mais dois, colocados dos lados. Jaque tinha deitado várias vezes na cama e tentado alcançá-los de todas as formas. Cati também. Para ter certeza que conseguiriam apertá-los em caso de necessidade. Em um caso como aquele.

Ao apertar o botão, o alarme disparava. E foi o que aconteceu. O barulho o surpreendeu. Saiu de um salto de cima dela. Jaque arfava. A dor era muito forte. O ar era tão precioso. Tão puro. Ela parecia que nunca mais ia conseguir respirar o bastante. Ainda estava atordoada. Mas a vista estava clareando. Ela olhava pra ele com medo dele querer agredi-la. Mas ele, se sentindo encurralado, só pensava em fugir. Tentava se vestir, mas o desespero o atrapalhava. Até caiu ao tentar vestir a calça. Mas de qualquer jeito, ele não iria muito longe. Logo a casa estava rodeada de policiais. Tinha uma ambulância para Jaque. E um camburão para ele.

Jaque e o delegado estampavam as principais manchetes dos jornais no outro dia. O governador estava satisfeito. As garotas de programa respiravam mais aliviadas. Literalmente. E ele estava preso. Ia ter um castigo exemplar. E do castigo exemplar, os presidiários do lugar para onde ele estava indo se encarregariam. Vai ser um prazer dar um jeito nesse vagabundo. Deixa ele com a gente só umas horinhas.

Do outro lado da cidade, Jane chorava sentada na mesa da cozinha. O exame de gravidez nas mãos dela. Sim, era positivo. E agora, meu Deus? Era pra ser o momento mais feliz da vida dela. E ela só queria morrer de tristeza. Os vizinhos estavam todos espantados. Não era possível. Vivia aqui com a gente. Era um moço bom. Estava noivo. Não tinha motivo. Realmente, quem pode dizer que conhece as pessoas? Pois é vizinha. Coitada da Jane. Moça tão boa.

Showed me everybody
Naked and disfigured
Nothing's shocking

Uma semana depois, mais notícias. Assassino é encontrado morto na sua cela. Mas Jaque ainda ia ter pesadelos com isso por muito tempo. Ainda acordava de noite sentindo aquelas mãos no seu pescoço. E aquele corpo sobre o dela. Ela nunca mais ia esquecer. Nunca mais.


Fim.

conto escrito por
May Margret

produção
Bruno Olsen
Cristina Ravela


Esta é uma obra de ficção virtual sem fins lucrativos. Qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.


REALIZAÇÃO


Copyright
© 2019 - WebTV
www.redewtv.com
Todos os direitos reservados
Proibida a cópia ou a reprodução
Compartilhe:

16 anos

Antologia

Capitulos da Antologia Violência Urbana

Contos Contemporâneos da Violência Urbana

Policial

Comentários:

0 comentários: