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Relações Perigosas - Capítulo 20

Novela de Felipe Porto
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VALE A PENA LER DE NOVO: RELAÇÕES PERIGOSAS
 
     
 
 
     
  NO CAPÍTULO ANTERIOR DE "RELAÇÕES PERIGOSAS":

Bernardo — Você que armou pra mãe ser presa com as drogas, não foi?

Heloísa — Ela resolve fazer um bico de traficante e a culpa é minha? Nem todos os problemas do mundo têm o meu dedo, Bernardo. Essa perseguição tá ficando chata.

Bernardo — Todos os problemas do mundo, não. Mas todos os problemas dessa família têm o seu dedo. (Pausa) Aposto que ela ameaçou contar tudo pro Marcelo, acertei?

Bernardo solta Heloísa.

Bernardo — Não importa. Mas se eu fosse você, parava de se preocupar com a mãe e passava a me preocupava com uma coisa muito mais importante: As câmeras de segurança do iate da tia Ana Carolina.

Heloísa reage surpresa.

Heloísa — (Preocupada) Câmeras? Que câmeras?

Bernardo — Aquelas que gravam o iate 24 horas por dia. (Pausa) Mas você não tem nada a esconder. A morte da Clara foi um acidente, não foi?

Em Heloísa tentando disfarçar a preocupação.


...
 

Gregório — O que você vai fazer?

Leandro faz um breve silêncio.

Leandro — (Sombrio) Eu vou matar o Marcelo.

Gregório — (Reage) Que? Tá maluco?

Leandro — Foi você mesmo que deu a ideia, esqueceu? Falou, falou, mas não fez nada. Se você não vai dar um fim nele, eu mesmo vou fazer isso.

Gregório — Leandro, as coisas não são assim.

Leandro — São assim sim! O Marcelo pode ficar com as ações da Barão, com a herança de tia Ana! To nem aí! (Grita) Mas com a Milena não! Eu vou acabar com ele antes disso acontecer.

Em Leandro furioso.

...

Marcelo olha para o interior da gaveta e reage surpreso. Marcelo pega uma foto. Close em Marcelo extremamente surpreso. Tempo e Seu Coisinha vem da cozinha com duas garrafas de cerveja.

Seu Coisinha — Tão trincando de gelada. Achou o abridor?

Marcelo se vira para Seu Coisinha e mostra uma foto em que está: Seu Coisinha, Ana Carolina e Alcides (todos mais jovens). Silêncio. Marcelo e Seu Coisinha se encaram.

Marcelo — O que você tá fazendo com os meus pais nessa foto? Por que você nunca me disse que conheceu eles?

Closes alternados em: Seu Coisinha surpreso e em Marcelo esperando uma resposta.

 
     
 
     
     
     

CAPÍTULO 20
 
     
 

CENA 01. casa de seu coisinha. sala. Interior. Dia.

Continuação da última cena do capítulo anterior. Com a foto de seus pais em mãos, Marcelo encara Seu Coisinha.

Marcelo — Eu to esperando uma resposta. O que você tá fazendo com os meus pais nessa foto?

Seu Coisinha suspira e larga as garrafas de cerveja em cima da mesa.

Seu Coisinha — (Aponta para o sofá) Senta. Eu vou te contar tudo.

Marcelo senta no sofá. Seu Coisinha faz o mesmo.

Seu Coisinha — Eu conheci sua mãe, muito antes do Alcides. Não sei se você sabe, Marcelo, mas a sua mãe não veio de família rica como o seu pai. Antes de conhecer o seu pai, ela morou por essa região.

Marcelo — Então vocês eram vizinhos?

Seu Coisinha — Mais do que isso. Nós éramos grandes amigos. (Tom) Pode me dar a foto?

Marcelo entrega a foto para Seu Coisinha, que sorri.

Seu Coisinha — (Olha para a foto) Eu me lembro desse dia como se fosse hoje. A Ana e o Alcides foram na minha antiga casa e me convidaram pra ser padrinho de casamento. (Pausa) Sua mãe sempre dizia que tinha conhecido o Alcides graças a mim, que insisti pra que ela fosse numa festa lá em Ipanema. E lá ela acabou conhecendo o seu pai.

Marcelo — O que eu não entendo é porque você nunca me disse isso.

Seu Coisinha — É complicado, Marcelo. Apesar de tudo, o tempo nos afastou um pouco. Depois que o Alcides sumiu como você, a Ana Carolina ficou muito fechada. Só a Luísa conseguiu ficar mais perto dela. Eu tentei, mas a vida aos poucos foi nos afastando.

Marcelo — Você falou com ela depois que o meu pai foi embora?

Seu Coisinha — Com certeza. Eu infelizmente acompanhei o calvário dela de perto. Eu só me afastei dela depois que eu me casei e abri a Gafieira. Meu tempo ficou curto, a sua mãe distante... Enfim.

Marcelo — Não sabia que você era casado.

Seu Coisinha — Era. Minha esposa morreu há alguns anos.

Silêncio. Os dois se olham.

Marcelo — Se você era próximo dos meus pais, você deve saber por que o meu pai sumiu.

Na surpresa de Seu Coisinha.

CENA 02. casa de ana carolina. sala. Interior. Dia.

Continuação da cena 28 do capítulo anterior. Heloísa e Bernardo.

Heloísa — Como é que você sabe que tem câmeras no iate da tia Ana?

Bernardo — (Sorri) Uma vez eu pedi o iate pra tia. Disse que ia levar uns amigos pra passear e tal... Mentira. Acabei fazendo uma puta festa em alto mar. (Pausa) Uns dias depois ela disse que sabia o que eu tenha feito. Eu neguei e ela me mostrou os vídeos das câmeras de segurança.

Heloísa tenta disfarçar o desconforto.

Bernardo — Agora da licença que eu vou resolver algo mais importante, que é tentar tirar a nossa mãe da cadeia.

Heloísa — Espera! Eu vou junto!

Bernardo sai para a rua e Heloísa vai atrás.

CENA 03. barão do alambique. sala de gregório. Interior. Dia.

Continuação da cena 29. Gregório e Leandro.

Gregório — Vai com calma. É só o que eu te peço.

Leandro — Calma é o cacete! A minha vontade é de ir agora atrás do Marcelo e dar um tiro na cara dele.

Gregório — E parar na cadeia?

Leandro — Não dizem que rico não vai preso no Brasil?

Gregório — As coisas não são bem assim.

Leandro — Vai me dizer que agora você tá preocupado com a integridade física do sobrinho? Não esquece que foi você que cogitou essa hipótese de matar ele.

Gregório — Não, eu não to preocupado com ele. Eu to preocupado com você. Não quero que você faça uma besteira.

Leandro — Pode ficar tranquilo que eu não vou fazer nenhuma besteira. Apesar de ter vontade.

Gregório — Entende uma coisa: se você quer fazer isso, você precisa ser o mais discreto possível, não deixar rastros.

Leandro — Eu sei muito bem disso.

Gregório olha para o celular quebrado.

Gregório — Você vai ter que me pagar um celular novo.

Em Leandro com um olhar distante.

CENA 04. casa de seu coisinha. sala. Interior. Dia.

Continuação da cena 01. Seu Coisinha por fim responde Marcelo.

Seu Coisinha — Eu queria muito te ajudar com isso, Marcelo, mas infelizmente eu nunca soube de nada.

Marcelo — E o que você sabe sobre o Eduardo Coimbra?

Seu Coisinha — O falecido marido da Bianca Giacomelli? Muito pouco. Sei que eles e o Alcides tinham negócios e que ele morreu caindo de uma janela mais ou menos na mesma época que o seu pai desapareceu.

Marcelo — O quão próximos eles eram?

Seu Coisinha — O Alcides e o Coimbra eram bastante amigos. Um frequentava a casa do outro com frequência. Mas aí a Bianca/

Seu Coisinha para de falar. Suspira.

Marcelo — O que tem a Bianca?

Seu Coisinha — Eu não gosto de falar, mas a Bianca sempre foi arrogante. Se acha melhor que os outros só porque tem dinheiro. Eu não conheço ela direito, então é melhor eu ficar quieto.

Seu Coisinha se levanta.

Seu Coisinha — Espera aí. Eu tenho uma coisa pra você.

Seu Coisinha vai para o quarto. Marcelo fica tomando a cerveja, fazendo tempo. Seu Coisinha volta do quarto com uma foto.

Seu Coisinha — É uma das poucas fotos que eu tenho deles, mas acho que você vai gostar de ficar com ela.

Seu Coisinha entrega a foto para Marcelo. Na foto estão: Ana Carolina e Alcides (mais jovens) e Marcelo (criança) no meio dos dois.

Marcelo — (Sorri/Emocionado) Eu não tinha uma foto assim: como nós três juntos.

Seu Coisinha — É sua.

Marcelo — Obrigado. (Se levanta) Agora eu preciso ir.

Seu Coisinha acompanha Marcelo até a porta e a abre.

Seu Coisinha — Agora que você já sabe de tudo: apareça mais vezes aqui.

Marcelo — Você também aparece lá em casa. Você já sabe o caminho, né?

Seu Coisinha — Sim.

Marcelo já do lado de fora da casa.

Seu Coisinha — Marcelo. Nunca se esqueça que apesar de tudo que aconteceu, tanto o seu pai quanto a sua mãe, te amar incondicionalmente... Nunca duvide disso.

Marcelo — Eu nunca duvidei.

Marcelo sai e Seu Coisinha fecha a porta.

CENA 05. delegacia. sala do delegado. Interior. Dia.

Delegado Nogueira (55 anos, baixo e um pouco careca) assinando alguns papéis. Perceu entra.

Perceu — Delegado. Tem duas pessoas querendo falar com o senhor. Parece que são filhos daquela mulher que foi presa com cocaína.

Nogueira — Pode mandar entrar.

Perceu abre a porta e entram Heloísa e Bernardo.

Bernardo — Boa tarde, nós somos filhos da Luísa Toledo. Eu sou Bernardo e essa é a minha irmã Hel/

Heloísa pigarreia.

Heloísa — (Corta) Clara. Podemos sentar?

Nogueira — Por favor.

Heloísa e Bernardo sentam.

Bernardo — Então delegado...

Nogueira — Nogueira. Delgado Nogueira.

Bernardo — E então Delegado Nogueira. Como é a situação da minha mãe?

Nogueira — (Para Perceu) Perceu. Traz o auto do flagrante.

Perceu entrega alguns papéis para Nogueira.

Nogueira — A mãe de vocês foi pega com uma quantia considerável de cocaína.

Bernardo — Considerável quanto?

Nogueira — Dois tabletes.

Bernardo olha para Heloísa, com um pouco de raiva.

Bernardo — E qual é o valor da fiança? Eu quero tirar a minha mãe daqui o mais rápido possível.

Nogueira — Acho que não. Trafico de drogas é crime inafiançável.

Bernardo — (Surpreso) Não é possível isso! Então quer dizer que a minha mãe vai ficar presa?

Nogueira — E fique feliz que a gente não tá lá pros lados da Indonésia, Tailândia, esses países que a pena pra tráfico de drogas é a morte. Aqui no Brasil a pena é mais branda.

Bernardo — E será que eu posso ver a minha mãe?

Nogueira — Podem. Um de cada vez.

Heloísa — (Se levanta) Eu vou primeiro.

Bernardo — Não! Você/

Nogueira — Deixa a moça ir. Depois você vai. (Pra Perceu) Perceu, leva a moça pra salinha e depois leva a meliante.

Perceu olha para Heloísa de cima a baixo, com malícia. Heloísa percebe. Os dois saem.

CENA 06. delegacia. sala de visita. Interior. Dia.

Uma mesa no centro com duas cadeiras, uma em cada ponta. Perceu abre a porta para Heloísa.

Perceu — Espera aí que eu vou trazer a sua mãe.

Perceu sai.

Heloísa — Safado. Acha que eu não percebi você manjando a minha bunda?

Heloísa dá uma risada. Perceu abre a porta e Luísa entra.

Perceu — Cinco minutos.

Perceu fecha a porta.

Luísa — Você? Ah não! Não quero falar com você.

Heloísa — Mas vai falar sim. Senta.

Heloísa e Luísa se sentam.

Luísa — Foi você que armou essa palhaçada toda de drogas, não foi?

Heloísa — (Firme) Foi. E eu fiz muito mais. (Pausa) Sabe como eu tenho certeza que a Clara morreu? Porque eu matei ela.

Luísa — (Incrédula) Não. Você não fez isso.

Heloísa — Fiz sim. E eu vou te contar como tudo aconteceu.

Em Luísa perplexa.

CENA 07. casa de giancarlo. quarto de milena. Interior. Dia.

Milena entra e se joga na cama com um sorriso no rosto. Tempo e Yasmin entra.

Yasmin — Posso saber o porquê esse sorriso?

Milena — (Senta na cama) Por que eu to amando como eu nunca amei, maninha.

Yasmin — (Senta) Mentira! Conta! Quem é?

Milena — Promete que vai ficar na sua?

Yasmin — Prometo, mas até desconfio de quem seja.

Milena — É o Marcelo.

Yasmin — Sabia! (Pausa) Mas ele não é casado?

Milena — Tem esse detalhe. Mas se Deus quiser esse problema vai ser resolvido logo.

Yasmin — Se Deus quiser, não né? Se o Marcelo quiser. É ele que pode pedir o divórcio e não Deus.

Milena — Ah você entendeu o que eu quis dizer.

Yasmin observa Milena muito feliz.

Yasmin — Fazia um tempão que eu não via você feliz desse jeito. Nem com o Leandro. (Põe a mão na boca) Ai, desculpa. Eu falei dele.

Milena — (Sorri) Tudo bem. Hoje eu to tão feliz que você pode falar dele que eu to nem aí.

Milena se joga na cama, Yasmin faz o mesmo.

Milena — E você? Quando vai arrumar um namoradinho?

Yasmin — Nem to procurando.

CENA 08. shopping. joalheria. Interior. Dia.

Funcionários atendem alguns clientes, mostrando as joias. Giovanna observa tudo. Jardel entra e Giovanna vai até ele.

Giovanna — (Surpresa) Jardel? O que você tá fazendo aqui?

Jardel — Precisava muito falar com você. (Baixo) Tava morrendo de saudade.

Giovanna — (Baixo) E tá louco também. Como é que você me aparece aqui?

Jardel — Falei que tava com saudade e você nem diz nada.

Giovanna — É claro que eu também to. Agora vai embora, depois a gente se encontra.

Jardel — Meu carro tá no estacionamento. Bloco G2. Te encontro lá.

Giovanna — Assim que a loja fechar, eu te encontro. Agora vai.

Jardel sai da loja. Giovanna sorri.

CENA 09. pedra do arpoador. ambiente. Exterior. Dia.

Marcelo senta nas pedras e fica observando o mar. Tempo e ele retira a foto em que está ele pequeno junto de Alcides e Ana Carolina.

Marcelo — (Olha para a foto) A gente parecia tá tão feliz nessa foto. O que será que aconteceu pro meu pai fugir comigo?

O celular de Marcelo toca. Ele olha no visor o nome de Rudá. Marcelo rejeita a ligação e volta a olhar para a foto.

CENA 10. delegacia. sala de visita. Interior. Dia.

Música: Instrumental de suspense.

Luísa e Heloísa se encaram. Luísa ainda perplexa.

Luísa — Você não pode tá falando sério.

Heloísa — Quando eu chamei a Clara praquele passeio no iate da tia Ana Carolina, eu já tinha tudo planejado.

Luísa — Meu Deus! Você é louca! Tem que tá presa!

Heloísa — Fica quieta. Eu vou ter o maior prazer de te contar com detalhes o que aconteceu naquela tarde. Isso é pra você saber com quem você tá se metendo.

Insert cena 02 do capítulo 07:

Heloísa com um pedaço de ferro nas mãos e Clara acuada.

Clara — (Assustada) Eu sou sua irmã! Você não pode fazer isso comigo!

Heloísa — Não, Clarinha. Você foi uma maldição na minha vida, uma erva daninha que brotou e estragou tudo que tinha em volta. Mas erva ruim, a gente arranca, corta, faz picadinho.

Clara — A ruim aqui é você. Falsa!

Heloísa — Eu sempre fui uma vítima, que foi preterida por todo mundo, por causa desse seu jeitinho doce e meigo. Ai só de lembrar me dá vontade de vomitar.

Clara — A gente cresceu juntas, fez tanta coisa juntas. Não é possível que você não sinta nada por mim.

Heloísa — Sinto sim. Ódio, desprezo, nojo... E agora, uma vontade louca de quebrar esse pedaço de ferro na sua cabeça.

Clara — (Lágrimas) Você tá falando como uma assassina. Você não é assim, Helô.

Volta à cena.

Luísa escuta tudo perplexa. Heloísa com um sorriso quase psicótico.

Heloísa — Ela ficou ali, acuada, sem ter pra onde fugir. (Pausa) Ela tentou correr, mas não tinha pra onde fugir. Se ela fosse um pouco inteligente teria pulado daquele iate e nadado pra bem longe, mas ela foi burra e tentou gritar. Não adiantou nada, eu peguei ela e bati na cara dela com todas as minhas forças. Cada gota de sangue que saia me dava uma sensação única de prazer.

Luísa — (Com lágrimas nos olhos) Você é um monstro Heloísa.

Heloísa — Eu só fiz aquilo que era de meu interesse. O melhor pra minha felicidade.

Luísa — E pra isso, você matou a sua irmã! Quem deveria estar aqui nessa cadeia era você.

Heloísa — Pra você ver como o mundo é injusto. Mas eu não te contei tudo isso pra falar das injustiças do mundo e sim pra te dizer que você vai ficar calada em relação a tudo isso.

Luísa — Eu vou te denunciar, te colocar presa.

Heloísa — Não vai não, sabe por quê? Por que eu tenho os meus contatos e se você fizer alguma coisa, quem vai pagar por isso vai ser o Bernardo.

Luísa — (Reage) Você não vai fazer nada contra o meu filho!

Heloísa — Não. Não vou fazer... Isso se você cumprir direitinho com o nosso trato, caso isso não aconteça, antes de eu ir presa, o Bernardo vai acabar igual a Clarinha: com a cabeça arrebentada de tanto levar porrada, no fundo do mar.

Silêncio. Luísa e Heloísa se encaram.

Luísa — (Perplexa) Como é que você tem coragem de falar isso tudo como se tivesse comprando alguma coisa. Isso que você tá fazendo é diabólico.

Heloísa — Grande novidade. Não foi você mesmo que disse que eu era o diabo? Pois bem, mãezinha. O demônio tá diante de você, sem máscaras, mostrando a sua verdadeira face. E agora o que você vai fazer? Vai vender a sua alma pro diabo e continuar viva ou vai virar as costas pra ele e correr o risco de se dar mal nessa história?

Na tensão de Luísa. Música off.

CENA 11. shopping. estacionamento. Interior. Dia.

Carro de Jardel estacionado. Corta para o interior do carro: Jardel e Giovanna se beijam com muito desejo.

Jardel — Eu to louco pro você, sabia?

Giovanna — Eu também. Mas agora vamos sair daqui.

Jardel — Tudo bem. É melhor mesmo a gente ir prum lugar mais reservado.

Os dois se beijam mais uma vez e Jardel liga o carro.

CENA 12. casa de ana carolina. sala. Interior. Dia.

Marcelo entra da rua. Rudá vem apressado da cozinha, faz menção de falar algo, mas Marcelo fala por cima.

Marcelo — (Feliz) Olha só o que eu consegui, Rudá! Uma foto minha, do meu pai e da minha mãe.

Rudá — (Olha) Onde você conseguiu ela?

Marcelo — Com o Seu Coisinha. Você sabia que ele era amigo da minha mãe?

Rudá — (Surpreso) O Seu Coisinha da Gafieira? Nunca imaginei.

Marcelo — Pra você ver! Eu também fui pego de surpresa.

Rudá — Então se prepara porque eu tenho outra surpresa pra você. Eu tentei ligar pro seu celular, mas ninguém atendia.

Marcelo — Eu desliguei e acabei esquecendo de ligar de novo. O que aconteceu?

Rudá — A dona Luísa foi presa.

Marcelo — (Surpreso) Presa? Como isso aconteceu?

Rudá — Parece que ela tava com drogas, não sei direito. A dona Clara e o seu Bernardo foram até a delegacia.

Marcelo — Você tem o endereço?

Rudá — Tenho anotado aqui.

Rudá tira um papel do bolso e entrega para Marcelo.

Marcelo — Eu vou até lá.

Marcelo vai sair, mas volta até Rudá.

Marcelo — Rudá, me faz um favor?

Marcelo entrega a foto para Rudá.

Marcelo — Você consegue mandar ampliar e emoldurar essa foto? Eu vou querer pendurar ela na parede da sala, em cima da lareira.

Rudá — Consigo sim.

Marcelo — Obrigado.

Marcelo sai para a rua.

CENA 13. casa de giancarlo. quarto de milena. Interior. Dia.

Porta do quarto aberta. Milena deita na cama, falando ao celular.

Milena — (Cel) Marcelo? (Pausa) Não, nada. Liguei pra dizer que tava com saudade.

CENA 14. casa de ana carolina. Jardins. Exterior. Dia.

Marcelo fala ao celular e abre a porta do seu carro.

Marcelo — (Cel) Milena, agora eu não posso falar.

Milena — (Off) Nossa! Que seco.

Marcelo — (Cel) Eu também tô. Desculpa se eu fui seco. É que a Luísa foi presa e eu to indo agora pra delegacia ver o que aconteceu.

CENA 15. casa de giancarlo. quarto de milena. Interior. Dia.

Milena se senta na cama. No corredor, Rogério passa.

Milena — (Cel) Presa? Por quê?

Marcelo — (Off) Parece que tava com drogas. Depois a gente se fala, agora eu tenho que desligar. Beijo.

Milena desliga o celular. Rogério entra.

Rogério — Aconteceu alguma coisa?

Milena — A dona Luísa foi presa.

Rogério — A mãe do Bernardo?

Milena — Ela mesma.

Em Rogério intrigado.

CENA 16. delegacia. sala do delegado. Interior. Dia.

Nogueira e Bernardo. Perceu abre a porta e entra seguido de Heloísa.

Bernardo — Posso ir agora, delegado?

Nogueira — Pode. (Pra Heloísa) E você, vai lá pra fora que aqui não é sala de espera.

Perceu conduz Bernardo e Heloísa para fora da sala.

CENA 17. delegacia. sala de visita. Interior. Dia.

Luísa sentada à mesa. Perceu abre a porta e Bernardo entra.

Perceu — Cinco minutos.

Perceu fecha a porta. Luísa se levanta e abraça Bernardo.

Bernardo — Tá tudo bem com a senhora?

Luísa — Tá sim, filho.

Ambos se sentam.

Bernardo — Foi a Helô que fez isso, não foi? (Raiva) Eu vou acabar com ela!

Luísa — Você não vai fazer nada.

Bernardo — Mas mãe! Ela te colocou na cadeia! Que ela enfie o dinheiro dela onde ela quiser, mas eu não vou compactuar com isso.

Luísa — Nem eu quero isso. Só peço que você se afaste da sua irmã, ela é louca e pode te fazer algum mal.

Bernardo — Ela te ameaçou?

Luísa — (Mente) Não! Mas ela é desequilibrada, tenho medo do que ela pode fazer. (Suplica) Sai daquela casa, volta por nosso apartamento, por favor.

Bernardo — E você? Vai continuar presa?

Luísa — Eu vou conseguir um bom advogado e sair daqui. Não se preocupe.

Bernardo — Tá, bom. Eu vou sair da casa do Marcelo. E vou ver se consigo um advogado pra tirar você daqui.

Luísa — Toma cuidado com a sua irmã.

Bernardo — Pode ficar tranquila que eu sei lidar com ela.

CENA 18. motel. quarto. Interior. Dia.

Giovanna e Jardel deitados na cama nus, enrolados no lençol e abraçados.

Jardel — Por que você não larga o Otávio?

Giovanna — As coisas não são assim, Jardel. Tem a Juliana e/

Jardel — (Corta) Não vem com essa. A sua filha não é mais criança, não vai sofrer nenhum trauma com a separação.

Giovanna — Eu sei, mas por pior que esteja, um casamento de anos não se desfaz assim. É preciso fazer tudo com calma.

Jardel — Calma é o que eu não tenho, Giovanna. (A beija) Eu quero poder dormir e acordar com você todos os dias, quero não precisar me encontrar escondido com você.

Giovanna — Eu também quero muito isso, mas deixa eu preparar as coisas. Pelo menos pra Ju. (Tom) Você sabe que se a gente ficar juntos, ela vai vir morar com a gente, pelo menos até ela fazer 18 anos. Eu não vou deixar ela com o Otávio.

Jardel — Eu imaginava. Por mim tudo bem, pra te ter do meu lado pode vir filha, gato, cachorro...

Música: Say You Say Me – Lionel Richie.

Giovanna sorri e os dois se beijam.

Giovanna — A gente pode dormir e acordar juntos antes que você possa imaginar.

Jardel — Ah é? Como?

Giovanna — Vamos passar um final de semana só nós dois. Serra, praia, sei lá. Eu invento uma desculpa pro Otávio e vamos só nós.

Jardel — (Sorri) Adorei a ideia.

Os dois se beijam novamente, agora com mais intensidade. Música off.

CENA 19. delegacia. corredor. Interior. Dia.

Movimentação rotineira da delegacia, com pessoas e policiais circulando pelo local. Heloísa sentada em uma cadeira. De longe, Perceu olha para Heloísa de cima a baixo. Ela percebe e dá um sorriso discreto. Perceu se aproxima.

Perceu — Se eu puder ajudar a senhora em alguma coisa...

Heloísa — (Sorri) Tô ótima. Obrigada.

Marcelo entra da rua e vai até Heloísa.

Marcelo — Clara, como é que a sua mãe tá?

Heloísa se levanta e beija Marcelo.

Heloísa — Presa, né! Parece que pegaram ela com cocaína.

Marcelo — Eu nunca imaginei que a sua mãe/

Marcelo para de falar ao ver Bernardo se aproximando.

Marcelo — Será que eu posso falar com ela também?

Heloísa vai falar algo, mas Perceu se adianta.

Perceu — Tem que ver se o delegado Nogueira deixa.

Nogueira sai de sua sala com uns papeis em mãos.

Perceu — (Chama) Delegado, esse senhor quer falar com a detenta que foi pega com cocaína.

Nogueira — (Se aproxima) Nada disso. A minha delegacia não é a casa da mãe Joana. Hoje não tem mais visitas. Outro dia você pode vir, mas hoje chega.

Nogueira se afasta.

Marcelo — Tudo bem, eu falo com ela outro dia. (Para Heloísa) Vamos?

Heloísa concorda com a cabeça e sai para a rua com Marcelo. Tempo em Bernardo olhando tudo em volta e por fim também sai.

CENA 20. ap de otávio. sala. Interior. noite.

Otávio sentado no sofá mexendo no tablet. Giovanna entra da rua com um sorriso no rosto.

Giovanna — (Vê Otávio) Já em casa?

Otávio — Não sei se você percebeu, mas já anoiteceu. (Tom) Demorou tanto na loja por quê?

Giovanna — Tive que resolver uns problemas da contabilidade.

Otávio — Não sabia que você gostava tanto de conta.

Giovanna — Quem disse que eu gosto?

Otávio — Pra tá com esse sorriso estampado no rosto...

Giovanna — Não. Isso é outra coisa. É que umas amigas me chamaram pra passar um fim de semana na Serra.

Otávio — Quando isso? Não é qualquer fim de semana que eu posso e/

Giovanna — (Corta) Quem disse que você foi convidado? Elas me chamaram. Coisa de mulher.

Otávio — Ah entendi! Clube da Luluzinha. Ok, e vai ser nesse fim de semana?

Giovanna — Acho que não. A gente ainda ta vendo uma casa pra alugar. (Tom) Cadê a Juliana?

Otávio — Trancada no quarto, pra variar.

CENA 21. rio de janeiro. ambiente. Exterior. Noite/dia.

Música: Dia Especial – Tiago Iorc.

Stock-shot da cidade do Rio de Janeiro. Noite: As luzes iluminam a cidade, transito intenso de carros nas ruas. Estabelecimentos como bares e restaurantes, recebendo clientes. Na praia: a lua reflete no mar e logo em seguida o sol vai nascendo, indicando um novo dia. Pessoas e ciclistas começam a circular pela orla da praia. O transito nas ruas flui. Última tomada é da frente da Barão do Alambique. Música [fade out].

CENA 22. barão do alambique. antessala. Interior. Dia.

Adelaide trabalhando. Entram pelo elevador: Gregório, Tarsila e Leandro.

Gregório — Dona Adelaide, a senhora conhece a Tarsila, minha mulher, né?

Adelaide — Conheço sim. (Para Tarsila) A senhora veio fazer uma visita na Barão?

Gregório — Não, ela veio trabalhar mesmo.

Adelaide — (Surpresa) o quê?!

Adelaide pigarreia e se contém.

Adelaide — Digo, seja bem-vinda à empresa.

Tarsila — Obrigada, querida. Sinceramente eu não sei o que eu vou fazer aqui e/

Gregório — (Corta) Vamos deixar a dona Adelaide trabalhar? Vem que eu vou te mostrar a sua sala, Tarsila.

Leandro — Eu to te esperando na sua sala, pai.

Tarsila e Gregório vão para a nova sala de Tarsila e Leandro vai para a sala de Gregório.

CENA 23. iate clube. píer. Exterior. Dia.

Heloísa caminha pelo píer em direção ao iate de Ana Carolina. Heloísa olha para o iate por um tempo, vê um funcionário por perto e vai até ele.

Heloísa — Com licença, eu não sei se o senhor pode me ajudar. Meu marido é dono desse iate e ele tem câmeras de segurança. Será que o senhor sabe onde ficam guardados os vídeos dela?

Funcionário IC — Olha, senhora. Deve tá na firma responsável pela segurança.

Heloísa — E o senhor me conseguiria o endereço dela?

Funcionário IC — Posso tentar. Só um instante.

O funcionário se afasta e Heloísa fica ali esperando.

CENA 24. barão do alambique. sala de gregório. Interior. Dia.

Leandro sentado, com cara amarrada. Gregório entra.

Gregório — Pronto. Sua mãe já tá instalada na sala dela. (Senta) Que cara é essa?

Leandro — To segurando a minha vontade de socar a cara do Marcelo.

Gregório — Isso mesmo! Segura bem ela, porque criar desafeto com o seu primo não é nada bom.

Leandro — E ele me cornear é ótimo, né?

Gregório — Esquece a Milena. Tem tanta mulher no mundo!

Leandro — Mas que quero ela! Eu amo ela!

Gregório — Então não tivesse colocado um par de chifres na cabeça dela. Ela só devolveu na mesma moeda.

Leandro — Você tá do lado deles, então?

Gregório — Não é isso. Ah esquece. Eu só peço pra você se segurar em relação ao Marcelo. Quando a gente faz as coisas com a cabeça quente, geralmente dá merda. Falo isso por experiência própria.

Leandro — (Curioso) O que você já fez que se arrependeu depois?

Gregório — Muitas coisas, mas isso não vem ao caso.

CENA 25. barão do alambique. antessala. Interior. Dia.

Marcelo entra do elevador e vai até Adelaide.

Marcelo — Bom dia Adelaide.

Adelaide — Bom dia Doutor Marcelo. (Tom) A sua tia tá aqui na Barão.

Marcelo — Visitando?

Adelaide — Não. Trabalhando.

Em Marcelo intrigado.

CENA 26. barão do alambique. sala de tarsila. Interior. Dia.

Marcelo em pé, diante de Tarsila sentada.

Marcelo — Eu fiquei surpreso quando a Adelaide disse que você veio trabalhar aqui.

Tarsila — Pois é Marcelo. Eu precisava ocupar a minha cabeça com alguma coisa. (Tom) E a primeira coisa com que eu vou me ocupar é em mudar a decoração dessa sala, ela tá muito over.

Marcelo — (Sorri) É bom dar um toque pessoal na nossa sala mesmo... Bom, então seja bem-vinda.

Tarsila — Obrigada.

Leandro entra.

Leandro — Mãe, eu/

Leandro para de falar ao ver Marcelo. Os dois se encaram. Em Leandro tentando segurar a raiva.

CENA 27. delegacia. cela. Interior. Dia.

Perceu se aproxima da cela de Luísa e a abre.

Perceu — Visita pra madame.

Luísa — Pra mim? Quem é?

Perceu — Disse que é um amigo.

CENA 28. delegacia. sala de visita. Interior. Dia.

Luísa entra e a porta é fechada. Luísa olha para a visita, surpresa.

Luísa — (Incrédula) Você?

Luísa se senta à mesa, e revelamos Seu Coisinha na outra ponta. Ele sorri e pega nas mãos de Luísa.

Seu Coisinha — Há quanto tempo a gente não se vê, hein minha amiga?

Closes alterados em Seu Coisinha e Luísa.

CENA 29. Empresa de segurança. ambiente. Interior. Dia.

Heloísa esperando em pé, perto de um balcão de atendimento. Um funcionário vem do interior da empresa.

Funcionário #1 — Não existe nenhum registro de vídeo na data indicada pela senhora.

Heloísa — (Aliviada) Isso quer dizer que não teve gravação das câmeras de segurança nesse dia?

Funcionário #1 — Não. Isso quer dizer que alguém já retirou a cópia dessa gravação e ela foi deletada do nosso sistema.

Música: Instrumental de Suspense.

Heloísa — (Nervosa) Como assim? Você consegue me dizer quem pegou essas imagens?

Funcionário #1 — Só um instante. Vou ver se tem anotado aqui.

O funcionário revira alguns papéis. Música off.

Funcionário #1 — Aqui tá dizendo que as imagens foram retiradas semana passada por: Clara Toledo Vargas... A senhora conhece?

Em Heloísa perplexa. Fade Out.

Música de Encerramento: Baby, I’m yours – Breakbot.

 
     

 

     



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