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Perfume - Capítulo 51

Novela de Luiz Gustavo
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CAPÍTULO 51 - ESCURIDÃO
 
     
   
 

- Você quer falar a respeito daquele desgraçado? 
- Sim, ele pereceu de uma maneira misteriosa.
- E a polícia está investigando? 
- Este é o nosso trabalho, Claudia. 
- É a verdade que deseja saber? 
- Preciso escutar dos seus preciosos lábios. 
- Irá manter em absoluto segredo? 
- Que nem a identidade. Ainda tem dúvidas? 
- Nenhuma, mas preciso saber com quem estou conversando, com o investigador ou o meu amigo. 

O sol das doze horas ilumina a costa baiana e divide a manhã da tarde, naquela segunda-feira abafada, como uma labareda. Pamela permanece andando na calçada próxima da praia ao lado do investigador, que mantém uma feição de poucos amigos, não se sente mais à vontade ao lado daquela mulher, os desejos parecem ter cessado, finalmente ou, pode ser um devaneio do coração, eles finalmente pararam, apreciando a vista das ondas. 

- O mar é simplesmente magnífico, um recanto de mistérios, assim como uma alma humana, ninguém conhece por completo, nem mesmo os maiores estudiosos do mundo. – A dama começa a explanar, enquanto o homem observa durante algumas vezes aquele belo corpo no biquíni. – Você não sente mais nada por mim? 
- Você abandonou a nossa relação. 
- Você virou a página. 
- Você queria que eu ficasse parado te esperando? 

Ela se aproxima daquele corpo másculo, só queria encontrar os seus lábios no dele, mas Tomaz pertence à outra, jamais a abandonaria por uma mulher daquele nível, ele conhece cada um dos seus pecados, certamente a atração já não é mais um mantra. 

- Viemos aqui por um motivo. – Ele disse. – Conte a sua versão. 
- Eu acordei e percebi que estava presa dentro do porta-malas de um veículo, o que pertencia a minha família, escutando as ameaças daquele ordinário, enquanto as lágrimas caiam dos meus olhos, ele dizia um milhão de maldades e me senti como na minha primeira vez, quando ele retirou a minha inocência, o meu paraíso. Soube que não era um pesadelo, as chamas eram reais, mas ele não havia fechado aquela parte direito, eu acabei saindo e...
- O matou? 
- Você no meu lugar o deixaria vivo?

Tomaz fica alguns segundos calado, antes de responder. 

- Não, pra ele tentar o mesmo futuramente? 
- Nisto que pensei. 

Ao se despedir de Tomaz Brayton, Pamela simplesmente perdeu completamente a vontade de dar um mergulho na praia, pensando no irmão, Levi pode recuperar a memória a qualquer momento e isso significa a sua sentença de prisão perpétua. Ela retorna para a morada e troca de roupa, colocando um vestido longo cobrindo todo o seu corpo, calçando um salto de dez centímetros, estava pronta para fazer compras no shopping em Porto Seguro. Ela roda a chave ligando o motor do veículo, seguindo para a balsa, havia recebido algumas mensagens de Fagner Lima, ignorando por completamente aquelas sujeiras. O carro para no estacionamento coberto do centro de compras, Pamela salta rapidamente, andando em direção do elevador, subindo em direção das lojas. 

Pamela permanece completamente ansiosa, não tinha nenhuma “Síndrome de Becky Bloom”, mas neste momento o tempo precisa ser gasto, assim como o dinheiro que mantém em sua opulenta conta bancária, passou por diversos estabelecimentos, mas pouco se interessava por vestimentas femininas, acaba por comprar brinquedos e roupinhas de bebês para o pequeno David, estava com cinco sacolas nas mãos. Ela avista uma butique especializada em produtos de Rock, entrando na mesma, avistando um relógio de parede do Pearl Jam no formato de um disco de vinil, com os cinco integrantes da banda, um excelente presente para o irmão, que com certeza iria de pendurar no seu quarto, junto com sua coleção de discos, ela introduziu o cartão na maquininha, enquanto sentia os olhares do vendedor logo adiante, a admirando com suas esferas claras, era um belo rapaz com um porte físico invejável, mas ela ao menos continuou no ambiente para escutar uma cantada, não estava interessada em transar com uma pessoa sem nenhum tipo de sentimento envolvido, não anseia em ser apresentada como um troféu. 

Pamela nem sentiu as horas passando naquela tarde, estava pronta para ir embora, mal consegue apertar o botão no elevador devido às sacolas que estava segurando, depois de alguns segundos as portas prateadas são descerradas, Pamela anda em direção do carro de luxo, outro da família Monteiro. O ambiente permanece desguarnecido e escuro, o que a mulher estranhou em primeiro instante, um frio começa a surgir em seu estômago de uma maneira umbrosa, não estava sozinha naquele local, o seu sexto sentido feminino nunca falha, é o extinto de sobrevivência da selva humana. Pamela entra no veículo rapidamente, colocando as sacolas no banco do carona, ela arruma o espelho retrovisor, contemplando um vulto rapidamente na retaguarda do automóvel, suas dúvidas nunca falham. 

Pamela tenta ligar o veículo, no entanto, o escapamento solta uma fumaça escura que se transforma em uma neblina. Medo é uma coisa que apenas as pessoas com limitações sentem, ela é capaz de destruir qualquer um adiante ou seduzir que nem uma abelha rainha. Ela salta lentamente, denegrindo aquele estágio, o barulho do seu salto pode ser escutado a milímetros de distância, assim como as batidas de sua respiração, ela pega o aparelho celular a procura de alguém para poder ligar, mas não se sentiu capaz de colocar a vida de mais outra pessoa nesta jogada, certamente quem está envolvido nesta abstração não almeja nenhum atestante. 

Um automóvel entra torrencialmente no estacionamento, um BMW série 3, o som da buzina a incomoda, mas ela não consegue fitar ninguém graças aquela vidro fumê, Pamela não quis continuar parada, saberia a sequência daquela ação, aquela ainda não era sua sentença, não tão facilmente, sem ao menos lutar. Ela corre em direção do elevador, desesperada, acionando o botão diversas vezes, o veículo continua a se aproximar, finalmente a porta do ascensor é aberta, dando-lhe um pingo de alívio no meio desta areia movediça, a entrada e fechada. A máquina se movimenta bruscamente para cima, um baque é escutado e a escuridão toma conta do lugar.

 
     

 

     

Inspirada na música Perfume de Britney Spears

autor:
Luiz Gustavo

personagens:
Levi Monteiro
Pamela Monteiro

Barbara Novak
Tomaz Brayton

Tony Federline
Amália Monteiro

Jonathan Sampaio
Miguel Xavier
Alice Jones

Olga Novak
Neide Alencar
Marcos Ribeiro

Evelyn
Hugo Rafael
Fagner Lima

Valentim

participações especiais:
Jake Fremont
Tyler
Claúdia Alencar

as crianças:
David Novak
Kevin Jones
Douglas

trilha sonora:
Summertime Sadness - Lana Del Rey (abertura)

colaboração:
Thiago Machado
Márcio Gabriel

agradecimentos:
Juliana Cordeiro
Victor Marçal
William Araújo
Rodrigo Ferreira

produção
Bruno Olsen
Cristin Ravela

Esta é uma obra de ficção virtual sem fins lucrativos. Qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.


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