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Relações Perigosas - Capítulo 15

Novela de Felipe Porto
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VALE A PENA LER DE NOVO: RELAÇÕES PERIGOSAS
 
     
 
 
     
  NO CAPÍTULO ANTERIOR DE "RELAÇÕES PERIGOSAS":

Bernardo larga Heloísa. Ela passa a mão no pescoço e recupera o ar.

Heloísa — (Ofegante) Se você quer me ferrar, porque você não conta a verdade pra todo mundo logo?

Bernardo — (Raiva) Porque isso é pouco. Eu quero ver você agonizando. Eu quero que você acorde todo dia com a dúvida se essa sua farsa vai se manter ou não. Eu quero ver o medo nos teus olhos cada vez que eu olhar pra essa sua cara de pau. (Pausa) Eu ia ficar quieto em troca de uma mixaria, comparado ao que você ganhou se casando com o Marcelo. Mas você preferiu tentar me eliminar. Você só tá tendo o que merece.

Heloísa — Você vai sair da minha casa agora!

Bernardo — (Decidido) Não. Nem eu nem a mãe. A gente vai ficar aqui o tempo que eu quiser.

...

Luísa — Clara, tá tudo bem com você?

Luísa pega no braço de Heloísa e delicadamente vira a filha para si. As duas se olham olhos nos olhos. Heloísa um pouco nervosa. Tempo nas duas se encarando em silêncio.

Luísa — Você não é a Clara.

...

Luísa — Quem morreu naquele acidente no iate foi a Clara! Você tá enganando todo mundo Heloísa!

Heloísa — Não, mãe! As coisas não são bem assim!

Luísa — Como não, Heloísa?! Você se casou com o Marcelo fazendo ele acreditar que você é a sua irmã!

Heloísa — Foi por amor!

Luísa — Filha! Isso não é desculpa pra você contar uma mentira dessas!

Heloísa — Essa era a única forma de eu conseguir me casar com o Marcelo. Desde que ele chegou aqui a Clara foi a única mulher que ele conseguiu enxergar.

Luísa — Você não pode enganar ele desse jeito.

...
 

Heloísa — (Angustiada) E então, mãe... Você vai me ajudar?

Luísa — Não. Você tem ate amanhã pra contar toda a verdade pro Marcelo. Se não eu mesma vou fazer isso.

Na surpresa de Heloísa. Heloísa olha incrédula para Luísa. Tempo no silêncio, até que Heloísa por fim fala:

Heloísa — Eu não acredito que você vai fazer isso comigo! Eu sou sua filha!

Luísa — Eu como sua mãe, tenho o dever de te orientar. Isso que você tá fazendo é muito errado, Heloísa.

Heloísa — Por favor! Eu amo o Marcelo! Se ele descobrir que eu to fingindo ser a Clara ele vai me odiar!

Luísa — Só lamento. Tivesse pensado nisso antes. (Pausa) Meu aviso tá dado: Você tem até amanhã pra contar tudo.

Luísa sai do quarto. Heloísa fica ali perambulando pelo quarto, transtornada.

Heloísa — (Revoltada) Vaca! Eu deveria ter te jogado num lugar pior que aquela clínica! Quem você pensa que é pra atrapalhar a minha vida? (Tom) E aquela incompetente da Dra. Regina? Nem sendo subornada aquela cretina conseguiu prender a mãe na clínica. Amanhã mesmo eu vou ter uma conversinha com aquela incompetente.


...
 

Milena — (Lê) Quem muito olha para trás, não consegue enxergar o que está bem diante dos seus olhos. (Devolve o celular) Quem mandou isso?

Marcelo — Não faço ideia. (Tom) Será que tão falando dessa minha investigação sobre o passado dos meus pais?

Milena — Pode ser, mas o que tá bem diante dos olhos que você não enxerga.

Marcelo — Sei lá, Milena. Achei isso muito confuso.

O celular de Marcelo apita e ele olha.

Marcelo — Chegou uma nova mensagem. (Pausa/Lê) Doppelgänger...

Milena — Quê?

Marcelo — (Entrega o celular) Lê aí. Sabe o que significa?

Milena pega o celular de Marcelo e lê.

Milena — Nunca ouvi falar nessa palavra. (Devolve o celular) Vou pesquisar.

Milena mexe um pouco no celular.

Música: Trilha instrumental tensa. [Até o encerramento].

Milena — Ó! Achei... Escuta: (Lê) Doppelgänger é a copia de uma pessoa. Ela deriva das palavras doppel: duplo e gänger: ambulante. É uma lenda alemã que diz que uma pessoa é copiada nos seus mínimos detalhes. (Pausa) Esse fenômeno é diferente da bilocação, pois nesse caso a própria pessoa duplicada controla a cópia. Já com o doppelgänger é diferente: a pessoa copiada, nem se quer sabe da existência dessa duplicação.

Marcelo — Isso é mais ou menos como gêmeos. Igual a Clara e a Heloísa, não é?

Milena — Mais ou menos. Pelo que eu entendi, nesse caso do doppelgänger, é uma pessoa se passando por outra, copiando, fingindo ser ela.

Marcelo — (Intrigado) Que história estranha...

Milena — Continuando: (Lê) Um doppelgänger sempre trás consigo coisas ruins.


...
 

Milena — (Lê) Ver o Doppelgänger de outra pessoa é sinal de azar: reza a lenda que ao ver a cópia de uma outra pessoa circulando por aí, significa que a sua vida vai passar uma por um período nebuloso e sombrio.

Acende um clarão no céu e um forte barulho de raio soa no local. Marcelo e Milena se entreolham, um pouco assustados.

 
     
 
     
     
     

CAPÍTULO 15
 
     
 

CENA 01. praça. ambiente. Exterior. Dia.

Continuação da última cena do capítulo anterior. Marcelo e Milena se olham, ainda um pouco impressionados.

Marcelo — (Olha pro céu) Acho melhor a gente ir antes que comece a chover.

Milena — Não, espera. Esse negócio de doppelgänger me deixou arrepiada... Que lenda estranha é essa que eu nunca ouvi falar?!

Marcelo — Nem eu, Milena. E o mais estranho foi alguém ter mandado isso pro meu celular.

Milena — Talvez a pessoa que te mandou isso, queira te avisar sobre alguma coisa.

Marcelo — Sobre o quê? E não seria mais fácil falar na cara? Não sei qual é a graça de ficar com charadinha.

Milena — É... Vai entender.

Estoura um outro raio e Milena se assusta.

Marcelo — (Ri) Você se assustou mesmo com essa história, né?

Milena — Óbvio! Você vem me falar de ser sobrenatural que traz coisa ruim pra vida de quem cruza com ele! Quem me garante que eu não cruzei com essa criatura?

Marcelo — Não sabia que você era supersticiosa.

Milena — Não sou, mas né? Essa história é pesada.

Marcelo — Vai ver é só alguém querendo fazer graça. (Brinca) Ou você acha que a Clara é o doppelgänger que entrou na minha vida pra trazer coisas ruins?

Milena — (Não entende) O que a Clara tem a ver com isso?

Marcelo — Ela tinha uma gêmea, igual esses seres sobrenaturais.

Milena — Não, Marcelo! Mas isso não tem nada a ver com gêmeas!

Marcelo — Eu sei! Foi só um exemplo, o que eu quis dizer é que/

A fala de Marcelo é cortada por um outro raio. Logo em seguida começa a chover de leve.

Marcelo — Acho que daqui a pouco a chuva vai apertar. A gente corre pro carro ou procura um abrigo?

CENA 02. casa de ana carolina. quarto de marcelo. Interior. Dia.

Continuação da cena 32 do capítulo anterior. Heloísa se olhando no espelho. Bernardo entra.

Heloísa — Não sabe bater na porta?

Bernardo — É incrível, Heloísa. Mesmo com a lâmina da guilhotina vindo a toda velocidade pra decepar a sua cabeça, você fica aí: como se nada tivesse acontecendo. No fundo você tá se borrando de medo, não?

Heloísa — (Olha para Bernardo) Você acha que vai me derrubar trazendo a mãe pra cá, não acha?

Bernardo — Todas as máscaras caem um dia, Heloísa. E a sua? A sua minha irmã, eu tenho certeza que tá prestes a cair.

Música: Instrumental de tensão.

Bernardo sai do quarto. Heloísa se olha no espelho com ódio. Ela pega o frasco de um perfume e começa a apertá-lo até que o mesmo se estilhaça em suas mãos. Heloísa olha para a sua mão ensanguentada, mas segue com o mesmo olhar de ódio.

Música: [Fade out].

CENA 03. RUA DA GÁVEA. ambiente. Exterior. Dia.

Continuação da cena 30 do capítulo anterior.

Luísa caída ao chão em frente ao carro. Rogério estende a mão.

Rogério — A senhora consegue se levantar?

Luísa — Acho que sim.

Com a ajuda de Rogério, Luísa se levanta.

Rogério — Acho melhor levar a senhora pro hospital.

Luísa — Não precisa.

Rogério — Eu acho mais prudente. Aí senhora faz alguns exames pra ver se tá tudo bem.

Luísa — Eu não vejo necessidade. Não quebrei nada, mas se o senhor insiste: tudo bem.

Rogério abre a porta do carro para Luísa, que entra. Cai um raio e começa a chover.

CENA 04. PRAIA. QUIOSQUE. Exterior. Dia.

Música: Hoje – Ludmilla.

Chove forte. Algumas pessoas correm e caminham na chuva, outras procuram quiosques para se proteger. Leandro e Juliana estão dentro de um quiosque, aos beijos.

Música: [Fade out].

Leandro — Gosta de chuva?

Juliana — Prefiro sol.

Leandro — Sabe o que é bom de fazer com chuva?

Leandro cochicha no ouvido de Juliana. Ela ri.

Juliana — Safadinho você, hein?

Leandro — (Cochicha) E você sabe que eu posso ser bem mais. Se quiser, eu te deixo mais louca do que qualquer droga que você use na balada.

Ambos ficam se olhando por um tempo, até que Leandro volta a beijas Juliana, com muita intensidade.

Leandro — E aí?

Juliana — Pra onde você quer me levar?

Leandro — Pra missa que não é.

Juliana — To falando sério. Eu tenho 17, não posso entrar em motel.

Leandro — E como é que você entra nas boates?

Juliana — Com identidade falsa, mas eu não to com ela aqui.

Leandro — Relaxa que você passa tranquilo. Ninguém vai pedir documento.

Leandro volta a beijar Juliana. O telefone toca e ela empurra Leandro de leve para atender.

Juliana — Espera. Eu preciso atender.

Juliana se levanta, se afasta de Leandro e atende o celular.

Juliana — (Cel) Que é?

CENA 05. ap de otávio. sala. Interior. Dia.

Giovanna falando ao celular.

Giovanna — (Cel) Que é? Isso é jeito de falar comigo? Onde você tá?

Juliana — (Off) To na rua.

Giovanna — (Cel) Então volta pra casa agora.

Juliana — (Off) Mas por quê?

Giovanna — (Cel) Porque eu sou sua mãe e mando em você... Uma hora.

CENA 06. praia. quiosque. Exterior. Dia.

Juliana falando ao celular.

Juliana — Mas...

Do outro lado da linha, Giovanna desligou. Juliana faz o mesmo e vai até Leandro, que está sentado em uma cadeira.

Juliana — Eu vou ter que ir.

Leandro puxa Juliana e faz com que ela se sente em seu colo.

Leandro — Eu não vou deixar você ir.

E os dois se beijam.

Juliana — Sério, eu tenho que ir. Se não vai dar rolo lá em casa. (Tom) Cê não vai ficar chateado, né?

Leandro — (Beijando-a) Vou, mas você tem que me prometer que amanhã nós vamos continuar exatamente de onde a gente parou.

Juliana — Prometo.

E os dois se beijam mais uma vez, com mais intensidade do que antes.

CENA 07. RIO DE JANEIRO. ambiente. Exterior. Noite.

Junto da forte chuva, chega a noite na cidade.

CENA 08. praça. ESPAÇO COBERTO. Exterior. Noite.

Local aberto, porém com telhado. Marcelo e Milena estão sentados em um enorme banco observando a chuva forte.

Milena — Acho que a gente deveria ter corrido pro carro.

Marcelo — Agora não tem mais jeito, vamos ter que esperar a chuva passar.

Marcelo fecha os olhos e respira fundo.

Marcelo — Tá sentindo, Milena?

Milena — O que?

Marcelo — Isso. A terra molhada, o cheiro de mato. Era disso que eu tava falando! Essa sensação de liberdade, todas essas lembranças da minha infância. Fecha os olhos... Tenta sentir também.

Milena também fecha os olhos. Os dois ficam em silêncio, escuta-se apenas o barulho da chuva.

Milena — Nossa! Você tem razão.

Marcelo — A natureza é incrível.

Milena — (Abre os olhos) Você também é incrível.

Marcelo abre os olhos.

Milena — Eu não conheci direito a sua mãe, mas tenho certeza que ela ia ficar muito feliz em ter você por perto... Apesar de tudo você é uma pessoa de sorte. Sua mãe foi incansável na sua procura... Se eu que tivesse sumido, garanto que a minha mãe não ia dar a mínima.

Marcelo — Não fala isso. Nenhuma mãe deixaria de procurar o filho.

Milena — Você fala isso porque não conhece a minha.

Marcelo — Mas conheço você. (Pega na mão dela) E sei também o quanto você é uma mulher incrível.

Milena sorri e abaixa o olhar por alguns instantes.

Milena — Engraçado como as nossas vidas se cruzaram, não é? Se não fosse pela história dos nossos pais no passado talvez a gente não passasse de conhecidos.

Marcelo — Verdade. Essa é uma das coisas boas de tudo isso: Que eu pude conhecer você melhor.

Os dois ficam se olhando, com um certo clima no ar.

CENA 09. HOSPITAL. CORREDOR. Interior. Noite.

Movimentação rotineira no local. Médicos, pacientes e acompanhantes circulam por ali. Luísa e Rogério saem de uma sala.

Luísa — Eu disse que não tinha acontecido nada comigo.

Rogério — É, mas pelo menos com esses exames a gente teve certeza. (Tom) A confusão foi tanta que eu nem perguntei o seu nome. O meu é Rogério.

Luísa — Luísa.

Rogério — (Pensa) Luísa... Seu rosto me é familiar... Agora esse nome... (Tom) Você não é a mãe do Bernardo?

Luísa — Eu mesma. Você conhece ele?

Rogério — Mais ou menos. O Leandro, noivo da minha enteada é muito amigo dele.

Luísa — (Surpresa) Você é o segundo marido da Bianca?

Rogério — Sim. Você deve ter conhecido o Eduardo Coimbra, primeiro marido dela, né?

Luísa — Muito antes da Bianca conhecer ele. (Tom) Mas eu não queria falar sobre isso... Eu vou chamar um táxi pra me levar para casa.

Rogério — Nada disso. Eu faço questão de levar você.

Luísa — Imagina, você já teve trabalho demais vindo me acompanhar até aqui.

Rogério — Faço questão. Vamos?

Luísa concorda.

CENA 10. PRAÇA. ESPAÇO COBERTO. Exterior. Noite.

Continuação da cena 08. Marcelo e Milena se olham. Ele sorri e tira os sapatos.

Marcelo — (Se levanta) Vem comigo.

Milena — (Sem entender) Pra onde?

Marcelo — Tira os sapatos, anda.

Mesmo sem entender, Milena tira os sapatos e se levanta.

Milena — Você não tá pensando em...

Marcelo — Sim, vem.

Marcelo puxa Milena para fora do espaço coberto.

Milena — A gente vai se molhar!

Marcelo — E daí? Tomar banho de chuva é tão bom!

Marcelo consegue puxar Milena e os dois ficam ali, se divertindo de baixo da forte chuva que cai. Cortes descontínuos dos dois brincando e rindo na chuva.

Milena — (Sorri) To me sentido uma retardada fazendo isso.

Marcelo — Vai me dizer que você nunca tomou banho de chuva quando criança?

Milena — Quando era criança, né Marcelo! Não agora com mais de 20 anos na cara.

Marcelo — (Sorri) Pra que se prender em convenções? A gente tem que fazer aquilo que nos deixa feliz. (Tom) Ou vai me dizer que você não tá feliz agora?

Milena — (Sorri) To. Mas não pela chuva, e sim pela companhia maravilhosa que você é.

Marcelo — Eu também tenho gostado muito de tá com você. Muito... Cada vez mais.

Música: Pede a Ela – Tim Maia.

Os dois se aproximam ainda mais um do outro. A água da chuva escorre sobre o rosto deles. Ambos ficam analisando o rosto um do outro por alguns instantes, até que Marcelo toma a iniciativa e beija Milena. Ela corresponde e se deixa levar pelo beijo. Tempo no close nos dois se beijando e na água da chuva escorrendo sobre o rosto deles.

Música: [Fade out].

CENA 11. CASA DE GREGÓRIO. SALA. Interior. noite.

Sala vazia. Leandro entra da rua com o celular perto do ouvido. Parece que ninguém atende.

Leandro — Por que a Milena não atende?

Leandro mexe no celular e vemos no visor a mensagem que ele enviou para Marcelo: DOPPELGÄNGER.

CENA 12. PRAÇA. ambiente. Exterior. Noite.

Abre em Marcelo e Milena ainda se beijando. Tempo nos dois se beijando até que Milena se afasta. Os dois não se olham, ficam em silêncio por um tempo.

Marcelo — Desculpa, eu...

Milena — Acho que a chuva não vai passar. É melhor eu ir.

Milena vai ir embora, mas Marcelo segura o braço dela.

Marcelo — Espera. Desculpa eu agi no impulso.

Milena — Não precisa se desculpar.

Marcelo solta o braço de Milena e ela sai correndo na chuva. Marcelo fica no meio da praça, parado. Tempo e Marcelo se deita na grama e deixa a água da chuva cair sobre o seu corpo.

CENA 13. casa de giancarlo. frente. Exterior. Noite.

Take do jardim frontal da casa. A chuva já está diminuindo.

CENA 14. CASA DE GIANCARLO. SALA. Interior. Noite.

Yasmin sentada em um dos sofás. Milena entra da rua toda molhada.

Yasmin — Pegou chuva lá onde você foi?

Milena — (Distraída) É peguei sim.

Yasmin — Tá tudo bem?

Milena — Tá sim. (Tom) Pega com a Divinéia uma toalha pra mim?

Yasmin concorda e Milena vai subindo as escadas.

CENA 15. CASA DE GIANCARLO. QUARTO DE MILENA. Interior. Noite.

Milena já de banho tomado, secando o cabelo. Yasmin a observa.

Yasmin — Sério, Milena. Cê tá muito estranha... Onde você foi.

Milena — Obrigada pela toalha, mas vamos deixar a conversa pra depois.

Milena coloca Yasmin pra fora do quarto e fica ali, pensativa.

Insert da cena 10 deste capítulo:

Marcelo toma a iniciativa e beija Milena. Ela corresponde e se deixa levar pelo beijo. Tempo no close nos dois se beijando.

Volta à cena:

Distraída, Milena toca em seus lábios.

CENA 16. casa de ana carolina. sala. Interior. noite.

Marcelo entra da rua, todo molhado e sujo de barro. Heloísa que está por ali, vai em sua direção.

Heloísa — Meu Deus, Marcelo! Andou rolando no chão pra ficar sujo desse jeito?

Marcelo — Mais ou menos.

Heloísa — Por que você demorou pra voltar da Barão?

Marcelo — (Não sabe o que dizer) Eu.../

Heloísa — (Corta) To precisando falar com você.

Marcelo — (Subindo as escadas) Agora? Tava pensando em ir tomar um banho pra tirar essa terra do meu corpo.

CENA 17. casa de ana carolina. banheiro do quarto de marcelo. Interior. Noite.

Marcelo tomando banho, box embaçado com a fumaça. Heloísa do lado de fora. Conversa já iniciada.

Heloísa — Uma vez você disse que tinha ido com a Milena visitar a minha mãe lá na clínica, certo?

Marcelo põe a cabeça pra fora do box.

Marcelo — Por que você tá perguntando isso agora?

Heloísa — Por nada. É que eu queria saber o que a minha mãe disse pra vocês.

Marcelo desliga o chuveiro.

Marcelo — Me alcança a toalha?

Heloísa — (Entrega a toalha) Você me falou na época, mas não ficou muito claro pra mim.

Marcelo sai do box e vai se secando.

Marcelo — A gente foi lá perguntar sobre a morte do Dr. Coimbra, se ela sabia de alguma coisa.

Heloísa — E aí?

Marcelo — Tive a impressão que ela tava meio dopada por causa dos remédios, mas ela disse que não. Ela mal quis comentar o assunto.

Heloísa — Como se tivesse escondendo algo, né?

Marcelo — Isso mesmo. E ainda terminou nos dizendo pra tomar cuidado, ou então era um de nós que ia acabar caindo de uma janela. E não se se você sabe, mas o Dr. Coimbra/

Heloísa — (Corta/Completa) Morreu caindo de uma janela da Giacomelli Exportações... Sim, acho que você já tinha me dito isso.

Marcelo — Mas por que essa curiosidade repentina?

Heloísa — Você não queria que eu me importasse mais com os seus problemas? Que me envolvesse? Então! To tentado fazer isso... Quem sabe eu não possa começar a te ajudar.

Heloísa sorri e dá um beijo em Marcelo.

Heloísa — Te espero lá em baixo pro jantar.

Heloísa sai. Marcelo fica sozinho, pensativo.

Insert da cena 10 deste capítulo:

Marcelo — (Tom) Ou vai me dizer que você não tá feliz agora?

Milena — (Sorri) To. Mas não pela chuva, e sim pela companhia maravilhosa que você é.

Marcelo — Eu também tenho gostado muito de tá com você. Muito... Cada vez mais.

Volta à cena:

Em Marcelo pensativo.

CENA 18. casa de gregório. quarto de leandro. Interior. Noite.

Leandro ao celular. Tempo e atendem do outro lado da linha.

Leandro — (Cel) Milena? To há um tempão tentando te ligar. Por que você não me atendia?

CENA 19. CASA DE GIANCARLO. QUARTO DE MILENA. Interior. Noite.

Milena deitada na cama falando ao celular.

Milena — (Cel) O celular tava no silencioso, nem vi ouvi tocar... Leandro, eu to morrendo de dor de cabeça, a gente se fala amanhã pode ser?... Tchau.

E desliga o celular. Milena fica olhando para o teto.

CENA 20. CASA DE ANA CAROLINA. SALA. Interior. Noite.

Bernardo sentado no sofá. Marcelo e Heloísa vão descendo as escadas. Luísa, com um pouco de dificuldade, entra da rua acompanhada por Rogério. Bernardo vê os dois entrarem.

Bernardo — Rogério? O que você tá fazendo aqui?

Luísa — Um acidente comigo, mas agora tá tudo bem.

Marcelo — Mas o que aconteceu?

Rogério — Eu não consegui frear o carro a tempo e acabei atropelando ela.

Luísa — Foi uma batida de leve.

Bernardo — A senhora foi no hospital pra ver se não quebrou nada?

Luísa — Sim, filho. O Rogério insistiu que a gente fizesse isso. (Pra Rogério) Muito obrigada por tudo.

Rogério — Eu que agradeço por você não querer registrar ocorrência.

Luísa — Não precisa agradecer. (Pra Bernardo) Filho, me ajuda a subir? To um pouco dolorida ainda.

Luísa vai subindo as escadas com a ajuda de Bernardo. Heloísa observa os dois subirem.

Rogério — Parte disso é culpa minha, então qualquer coisa vocês podem me chamar. A Clara tem o meu telefone, não é?

Heloísa olha distraída em direção às escadas.

Marcelo — (Chama) Clara!

Heloísa — (Olha pra Marcelo) Tenho sim. (Pra Rogério) Obrigada, Rogério. Eu te acompanho até a porta.

Heloísa leva Rogério para a porta de saída. Em Heloísa com uma expressão aliviada.

CENA 21. rio de janeiro. ambiente. Exterior. Dia.

Música: I’m happy just to dance with you – The Beatles.

Stock-shot ao amanhecer da cidade do Rio de Janeiro, privilegiando além dos tradicionais pontos turísticos, os bairros da Gávea, São Conrado e Laranjeiras.

Música: [Fade out].

CENA 22. CASA DE ANA CAROLINA. CORREDOR SEGUNDO ANDAR. Interior. Dia.

Heloísa vê Aparecida empunhando uma vassoura e um balde e a chama.

Heloísa — Vem cá. O Marcelo tá lá em baixo tomando café? Não vi ele levantar.

Aparecida — Não senhora. Seu Marcelo já tomou café e foi pra Barão há mais de meia hora.

Heloísa — (Intrigada) E saiu sem nem falar comigo? (Pra Aparecida) Pode ir, Aparecida.

Aparecida desaparece do corredor, rumo ao andar de baixo. Luísa sai do quarto de hospedes. Heloísa está de costas pra ela e ao se virar, acaba levando um susto.

Heloísa — (Susto) Que susto! Parece até uma alma penada!

Luísa — Tá procurando o Marcelo pra contar toda a verdade pra ele?

Heloísa — (Baixo) Fala baixo!

Luísa — Fala baixo nada. Você se safou ontem porque eu me acidentei! Mas hoje, nem que eu seja atropelada pela bateria da Mangueira, você vai escapar de contar a verdade.

Closes alternados. Tensão.

CENA 23. casa de giancarlo. sala de jantar. Interior. Dia.

Milena, Giancarlo e Yasmin tomando o café da manhã. Milena muito distraída. Giancarlo já está falando.

Giancarlo — Eu tava conversando com a sua mãe, Milena e/

Giancarlo percebe que Milena não tá escutando.

Giancarlo — Milena, você não tá escutando nada do que eu to falando, né?

Milena olha para Giancarlo.

Milena — Não.

Giancarlo — O que tá acontecendo com você?

Yasmin — Ih vô, ela tá assim desde ontem. Saiu pra fazer sei lá o que e voltou desse jeito.

Giancarlo — Onde você foi ontem?

Milena — Lugar nenhum. Bobagem dela. (Se levanta) Eu já vou indo pra empresa.

Milena sai da sala de jantar.

Giancarlo — O que será que deu nela?

Yasmin — (Dá de ombros) Vai saber...

CENA 24. casa de ana carolina. jardim. Exterior. Dia.

Heloísa caminha pelo jardim, pensativa.

Heloísa — (Off) Ela tá muito enganada se pensa que vai me colocar contra a parede. Eu vou ganhar dela nessa queda de braço. (Em voz alta) Eu vou ganhar. Eu!

Heloísa percebe que Samuel está olhando para ela.

Heloísa — (Grossa) Perdeu alguma coisa aqui, pivete?

Samuel — Não, senhora.

Heloísa — Então vaza daqui antes que eu te afogue na piscina.

Samuel sai correndo.

Heloísa — (Respira fundo) Calma, Heloísa... Se segura porque a Clara nunca faria isso.

Corte descontínuo: Samuel corre para um outro ponto do jardim e esbarra em Rudá, que acaba de largar os objetos de jardinagem.

Rudá — Tá correndo assim, por quê?

Samuel — Nada não. É que eu to bem atrasado.

Rudá — Tá mesmo, mas a saída é pro outro lado.

Samuel — É que... Eu esqueci minha mochila.

Rudá — Então corre e pega logo. Aquele colégio é caro demais pra você ficar perdendo aula.

Samuel corre para dentro da casa. Rudá pega uma pá e começa a ajeitar uma muda de alguma flor recém plantada.

CENA 25. giacomelli exportações. frente. Exterior. Dia.

Tomada da fachada da empresa.

CENA 26. GIACOMELLI EXPORTAÇÕES. ANTESSALA. Interior. Dia.

Rosa trabalhando. O elevador se abre e Bianca sai dele.

Rosa — Bom dia, dona Bianca. Hoje a senhora/

Bianca — (Corta) Agora não.

Bianca passa por Rosa e entra em sua sala.

Rosa — Ê mulher grossa. Toda elegante, mas não vale o chão que pisa.

CENA 27. giacomelli exportações. sala de bianca. Interior. Dia.

Bianca entra, fecha a porta e vai até a janela envidraçada do chão ao teto. Ela pega o celular e fica um tempo observando a vista. Bianca tecla e leva o celular ao ouvido.

Bianca — (Cel) Alô, Gregório? Quando é que a gente pode se encontrar? Eu preciso muito falar com você.

CENA 28. colégio são sebastião. corredor. Interior. Dia.

Alunos circulando pelo local. Yasmin e Juliana caminham juntas em direção à suas salas.

Juliana — Pode chamar a Ludmilla porque é hoje!

Yasmin — É hoje o que?

Juliana — É hoje que eu vou ter uma noite fantástica com aquele cara.

Yasmin — Cês vão transar, é?

Juliana — Aham. Por ele a gente tinha transado já na primeira vez que a gente saiu.

Yasmin — Que novidade...

Juliana — Mas agora vai rolar, gatinha.

Yasmin — Amanhã eu vou querer que você me conte todos os detalhes.

Juliana — Pode deixar que eu vou te contar tudo. Até os mais sórdidos.

Corte descontínuo: Samuel caminha em direção à sua sala quando é abordado por Karina.

Karina — E aí, Samuel! Ainda tá de pé, né?

Samuel — O que? O trabalho?

Karina — É!

Samuel — Tá sim. Só acho que tem que ver com o Marcelo, já que ele é o dono da casa.

Karina — Ele é meu primo e super de boa. Não vai ter problema nenhuma.

Samuel — Mas...

Karina — Eu vou avisar pro resto do grupo que a gente vai fazer o trabalho amanhã, pode ser?

Samuel — Pode. Espero vocês lá.

Karina sorri e se despede de Samuel dando um beijo no rosto dele. Os dois seguem caminhos opostos.

CENA 29. rio de janeiro. ambiente. Exterior. anoitecer.

Stock-shot da cidade ao entardecer.

CENA 30. rio de janeiro. rua. Exterior. anoitecer.

Carro de Leandro parado em uma rua de pouco movimento. Corta para o interior do carro: Leandro e Juliana se beijam com intensidade. Tempo e eles param de se beijar.

Juliana — Vai com calma.

Leandro — Eu já tive bastante calma. E você disse que hoje a gente ia continuar de onde a tínhamos parado ontem. Vai dar pra trás agora?

Juliana — Claro que não.

Os dois voltam a se beijar.

CENA 31. casa de giancarlo. quarto de milena. Interior. anoitecer.

Milena entra no quarto um pouco distraída e deixa a porta aberta. Ela senta na cama.

Insert da cena 10 deste capítulo:

Marcelo toma a iniciativa e beija Milena. Ela corresponde e se deixa levar pelo beijo. Tempo no close nos dois se beijando.

Volta à cena:

Milena — (Pensativa) O que tá acontecendo comigo?

Yasmin — Deu pra falar sozinha.

Milena se assusta ao se dar conta que Yasmin está parada na porta do quarto.

Milena — Que susto, Yasmin!

Yasmin — O que tá acontecendo com você?

Milena — Como assim?

Yasmin — Foi isso que você disse: "o que tá acontecendo comigo"?

Milena — Não tá acontecendo nada.

Yasmin entra e senta ao lado de Milena.

Yasmin — Ah Milena! Nada não! To sacando desde ontem que você tá estranha. Fala pra mim o que aconteceu. Você tá diferente. (Pausa) Onde você foi ontem?

Milena faz uma breve pausa, até que por fim responde.

Milena — Me encontrar com o Marcelo.

Yasmin — Algum assunto em especial?

Milena — O assunto não vem ao caso. O que importa é o que aconteceu lá.

Yasmin — Fala...

Milena — (Receosa) Yasmin, você promete que não vai contar pra ninguém?

Yasmin — Ai, você tá me deixando nervosa. Prometo sim. Fala.

Milena — A gente se beijou.

Na surpresa de Yasmin.

CENA 32. motel. quarto. Interior. anoitecer.

Leandro e Juliana se beijando. Tempo, Juliana se afasta e começa a olhar o quarto.

Leandro — Que foi? Nunca entrou num motel?

Juliana — Não.

Leandro — (Sussurra) Tá bom, me engana...

Juliana — Todas as outras vezes foi na casa de alguém... Ai, desculpa. Tem gente que não gosta que a gente fique falando dos outros peguetes, né?

Leandro — Tá de boa. (Tom) Já que tudo é novidade, vai lá conhecer o banheiro. Esse quarto tem uma banheira que a gente vai usar muito.

Juliana sorri e vai para o banheiro. Leandro tira o celular do bolso.

Leandro — (Baixo) Hoje vai ser tão inesquecível, que eu preciso gravar pra posteridade... Câmera ligada.

Leandro olha para uma cômoda lateral do quarto com um vaso de flores em cima dela.

Leandro — Perfeito.

Leandro coloca o celular escondido no meio das flores.

Leandro — Vem cá, Juliana. A banheira a gente vai usar depois.

Juliana vem do banheiro e vai até Leandro, que está perto da cama. Os dois se beijam. Leandro tira a camisa, joga Juliana na cama e sussurra no ouvido dela.

Juliana — (Sorri) Você quer mesmo isso?

Leandro — Você faz?

Juliana — Nunca fiz, mas vou dar o meu melhor.

Juliana sai de baixo de Leandro e sai de cima da cama. Leandro olha para frente e Juliana fica no seu campo de visão. Leandro liga o rádio do quarto de está tocando You Can Leave Your Hat On - Joe Cocker.

Leandro — Um clássico. Vai lá... Começa o show.

Juliana começa a dançar de forma sensual, no ritmo da música. Leandro tira a calça e joga para o chão. Desviamos para o celular escondido que grava Juliana dançando para Leandro.

Música [Fade out].

CENA 33. hotel. bar. Interior. aNoitecer.

Movimentação rotineira do bar com hóspedes e clientes sendo servidos. Gregório está sentado em uma mesa, tomando um whisky. Bianca entra no local se vai até Gregório, que se levanta.

Bianca — (Olha para o copo na mão de Gregório) Pelo jeito você não tá apreciando a cachaça da sua família.

Gregório — Esse não é o tipo de local que a Barão do Alambique costume frequentar, talvez pra fazer caipirinhas e olhe lá. (Tom) Mas não foi pra discutir o meu gosto etílico ou a distribuição de cachaças que você me chamou aqui, foi?

Bianca — De forma alguma. Eu te chamei aqui porque eu pensei muito em nós dois.

Gregório — (Brinca) Descobriu que não consegue viver sem mim?

Bianca — Exatamente.

Gregório — (Desconcertado) Como é que é?

Bianca — Isso mesmo, Gregório. Depois que tudo aquilo aconteceu, eu juro que tentei me afastar de você. Mas os nossos filhos começaram a namorar e a vida nos aproximou outra vez por várias razões.

Gregório se aproxima mais de Bianca.

Gregório — Por mim, a gente nunca teria se separado e você sabe disso.

Bianca — Foi necessário. Mas agora eu quero ficar com você, porque juntos nós somos muito mais fortes. (Pausa) Me beija! Me beija que nem aquele dia lá em casa. Vai!

Gregório beija Bianca com intensidade.

CENA 34. casa de ana carolina. escritório. Interior. anoitecer.

Marcelo ali pensativo. Escuta-se batidas na porta e Rudá entra.

Rudá — Licença. Marcelo, que eu queria saber se/

Rudá percebe que Marcelo está distraído.

Rudá — Desculpa me intrometer, mas tá tudo bem com você?

Marcelo — Fecha a porta.

Rudá fecha a porta.

Marcelo — Lembra daquela história com a Heloísa?

Rudá — De vocês dois? Lembro sim, deu maior rolo. Mas o que tem ela?

Marcelo — Aconteceu de novo.

Rudá — Como assim?! Ela não tá morta?

Marcelo — Não com a Helô, mas com a Milena.

Rudá — (Surpreso) Vocês dois transaram?

Marcelo — Não! A gente só se beijou.

Rudá — E você pretende contar pra Clara o que aconteceu?

Em Marcelo.

CENA 35. casa de ana carolina. quarto de marcelo. Interior. ANoitecer.

Heloísa olhando pela janela. Luísa entra no quarto.

Luísa — O Marcelo tá lá em baixo?

Heloísa — E daí?

Luísa — E daí que o seu prazo pra contar toda a verdade pro Marcelo acabou.

Heloísa — Eu não sei do que você tá falando.

Luísa — Não começa com gracinha, Heloísa! Se você não for agora contar que você não é a Clara, eu mesma vou fazer isso!

Heloísa vai caminhando até a porta.

Heloísa — Você venceu, vamos lá.

Abre a porta do quarto.

Heloísa — E já que a gente tá num momento de revelações, acho que seria uma boa você também revelar o seu segredo.

Luísa — Que segredo, garota? Eu não escondo nada.

Heloísa — É mesmo? Se você acha que o Marcelo vai ficar chocado quando souber que eu não sou a Clara, imagina só qual vai ser a reação dele ao descobrir o que você sabe sobre a morte do Dr. Coimbra.

Luísa — O Coimbra não tem nada a ver com o Marcelo.

Heloísa — Tudo bem, então você não vai se importar que ele fique sabendo. (Tom) Vamos fazer assim: você conta o meu e eu conto o seu, pode ser?

Heloísa vai sair do quarto, mas é impedida por Luísa que fecha a porta bruscamente.

Luísa — Você tá blefando.

Heloísa — (Ameaçadora) Paga pra ver. Desce lá e contra pro Marcelo tudo o que você sabe sobre mim pra ver o que eu faço com você.

Heloísa abre a porta e faz sinal para Luísa passar. Luísa fica estática, encarando Heloísa.

Heloísa — Tenta falar alguma coisa pro Marcelo que eu te arrasto pro inferno junto comigo.

Na tensão de Luísa. Fade Out.

Música de Encerramento: Alejate de Mí – Camila.

 
     

 

     



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