Talismã - Capítulo 21



     
 

No capítulo anterior de Talismã:

LÍVIA: - Eu aceito sim namorar com você.

Jonas se enche de felicidade, abraça Lívia. Os dois se beijam, apaixonados. O pessoal vibra.

OSCAR: - Eu vou na cozinha buscar um champanhe! (saindo)

ALAÍDE: - Pega lá Oscar! Vamos comemorar!

...

ALFREDO: - Rafael Magalhães Ferreira, você é o novo presidente da empresa Amaro.

Rafael é aplaudido. Elizabeth está emocionada. Alfredo faz a mesma coisa com Lívia, que assina o documento.

ALFREDO: - Lívia Ribeiro da Silva, você agora é a diretora do setor de Responsabilidade Social da Amaro, além de integrante do conselho.

Lívia está feliz. De longe, agradece à Rosa. Tatiana também à cumprimenta. Paulo, de longe, só observa.

AGDA (cochicha com Elizabeth): - A vadiazinha comemora o sucesso do golpe.

ELIZABETH: - É uma pobre coitada...

...

RAFAEL: - E agora, gostaria de apresentar a nova assistente da assessoria executiva da Amaro. Maria Luísa.

Nesse instante, Marilu entra no auditório. Elizabeth se mostra desconfortável. Agda está totalmente irritada. Lívia se mostra surpresa ao ver Marilu sendo apresentada. Paulo tenta esconder sua satisfação.

Marilu se aproxima de Rafael. Vestida “decentemente”, se faz de boazinha. Ao olhar Lívia, abre um sorriso. Lívia a encara, incrédula.

...


VITÓRIA: - Está tudo bem com você, mamãe?

ELIZABETH: - Na verdade não, filha, mas não há nada que eu possa fazer diante disso.

AGDA: - Como não há nada? Vá lá e acabe com essa palhaçada toda! O Tarcísio, mesmo depois de morto, não deixa de colocar uma amante dele na nossa vida! Temos duas vagabundas na nossa empresa.

Marilu enxerga Paulo, que discretamente, a cumprimenta.

...

ALFREDO: - Então quer dizer que foi pura sorte eu conseguir falar com você pra atender o Rafael?

JORGE: - Estava de malas prontas para o Uruguai. Mas com o seu contato, não tinha como sair do país. Faz tempo que não falamos... Na verdade fiquei pelo reencontro com um velho amigo. E pelo dinheiro também. A vida de investigador não está fácil. (risos)

ALFREDO: - Deixa de ser bobo, Jorge. Sempre teve vida boa.

JORGE: - Mas nem sempre é o suficiente... Ambição faz parte pra gente crescer.

ALFREDO: - Mas já que você ficou, como estão as coisas com a investigação?

JORGE; - Estão um pouco devagar. Estive na polícia, tentei pegar algumas informações, mas eles mantém quase tudo em sigilo. Mas eu estou prestes a iniciar alguns interrogatórios. Nesse pouco tempo em que peguei o caso, já tenho uma lista de pessoas que me despertaram interesse...

...

AGDA: - Esperando alguém, Beth?

ELIZABETH: - Não... Mas deve ser o Rafael ou a Beatriz.

Nice entra na sala, vai atender a porta. Todos estão no aguardo de quem seja. Nice abre a porta. CAM revela Eduardo.

ELIZABETH: Eduardo!

Eduardo sorri. Todos surpresos com a chegada dele.

 
     
     
     
     

CAPÍTULO 21
 
     
 
 
 

CENA 01. MANSÃO TARCÍSIO. INT. NOITE.


Continuação do capítulo anterior. Todos se surpreendem com a chegada de Eduardo na mansão.


ELIZABETH
: - Eduardo?! O que você está fazendo aqui?


EDUARDO
: - Eu voltei, meu amor. E pra ficar.

 

Elizabeth vai ao encontro de Eduardo, o beija. Fabrício, Vitória e Agda se olham, curiosos.

 

AGDA (irônica): - Beth, não vai apresentar o seu mais novo grande amor?


ELIZABETH
: - Claro mamãe. (a Nice) Por favor, Nice, leva as malas do Eduardo pro meu quarto.


NICE
: - Pode deixar, dona Beth.

 

Nice pega as malas, enquanto Elizabeth leva Eduardo, pela mão, até sua família.

 

ELIZABETH: - Gente, este aqui é o Eduardo. Ele é o meu novo namorado. Eduardo, essa aqui é minha mãe, Agda e esta é minha filha, Vitória, com o seu namorado, Fabrício.


EDUARDO
: - Boa noite a todos. E, peço desculpas por chegar assim, sem avisar. Mas é que eu queria fazer uma surpresa.


FABRÍCIO
; - E realmente surpreendeu! (risos)


VITÓRIA
: - E de forma positiva, porque a minha mãe está com um sorriso de orelha a orelha.


ELIZABETH
: - Estou sim... É bom estar do lado de quem a gente gosta.


AGDA
: - Eduardo... Claro, estou reconhecendo você! Você é irmão da Inês, não?


EDUARDO
: - Sou sim.


VITÓRIA
: - Nossa, que coincidência!


ELIZABETH
: - Muita, Vitória!... Só pode ter sido coisa do destino. Conheci Eduardo durante minha estada em Nova York.


AGDA
: - Bom saber que minha filha está se relacionando com pessoas bem intencionadas. A Inês deve estar contente também.


EDUARDO
(foge do assunto): - Claro... (a Beth) Querida, a viagem foi um pouco cansativa... se você não se importa, eu queria tomar um banho, relaxar...


ELIZABETH
: - Isso mesmo, meu bem. Vem comigo, que eu levo.


EDUARDO
: - Com licença.

 

Elizabeth leva Eduardo para o quarto.

 

VITÓRIA: - Há muito tempo que eu não via a mamãe feliz assim.


FABRÍCIO
: - Ela não comentou nada você que estava namorando?


VITÓRIA
: - Nada. Guardou segredo direitinho.


AGDA
: - Nem ela, nem a Inês.


VITÓRIA
: - Se é que a Inês também sabe, né, vovó?... Pena o Rafa não estar aqui pra conhecer o Eduardo também.

 

CENA 02. APTO BEATRIZ. INT. NOITE.

 

Rafael e Beatriz conversam, sentados no sofá.

 

RAFAEL: - O dia hoje na empresa foi cheio...


BEATRIZ
: - Então somos nós dois, porque o dia lá na redação também foi complicado.


RAFAEL
: - Foi é?


BEATRIZ
: - Conrado nem apareceu na redação. Deve estar muito abalado com a saída da Isabela da revista. Ele realmente é louco por ela.


RAFAEL
: - Não sabia que a Isabela tinha saído da revista... E agora, quem ta no lugar dela?


BEATRIZ
: - Ninguém ainda. Ela até falou pra mim que me indicou pro Conrado, mas ele não comentou nada comigo... Só sei que a revista sem a Isabela não vai ser a mesma.


RAFAEL
: - E eu que não sabia que ser presidente da Amaro era tão exaustivo...

 

MUSIC ON: Nua – Ana Carolina

 

BEATRIZ (se aproxima de Rafael): - Quer uma massagem, meu amor, pra relaxar?


RAFAEL
: - Você faria esse agradado pro seu noivo aqui?


BEATRIZ
: - Faço isso e muito mais...

 

Os dois se beijam, deitados sobre o sofá.

 

CENA 03. APTO ALMIR. SALA. INT. NOITE.

 

MUSIC OFF. Almir e Carla jantam. Ele serve o vinho para ela.

 

ALMIR: - Do Porto.


CARLA
: - Confesso que eu não entendo muito de vinho, mas o que vier está ótimo.


ALMIR
: - E o jantar, está bom?


CARLA
: - Uma delícia. Você mesmo que fez?


ALMIR
: - Não, pedi de uma cantina aqui do bairro... Eu não sei nem fritar um ovo.


CARLA
: - E como você se vira, morando sozinho?


ALMIR
; - Virando né... Eu geralmente almoço na clínica e/


CARLA
: - Clínica? Você é médico?


ALMIR
: - Sou, sou sim. Clínico geral.


CARLA
: - Nossa, que legal!


ALMIR
: - Você ficou tão surpresa, feliz... Parece até que nunca saiu com médico...


CARLA
: - Não vou mentir. Já saí sim. Mas ninguém, nem médico ou outro cliente, me deu atenção que você está me dando.

 

Os dois ficam a se olhar. De repente, o telefone de Carla toca. Ela vê a chamada, é Breno.

 

ALMIR: - Não vai atender? Não me importo.


CARLA
: - Imagina... Se estou aqui agora, nada lá fora importa. (desliga o telefone)

 

CENA 04. CASA CHARLOTE. SALA DE ESTAR. INT. NOITE.

 

Breno estranha não conseguir falar com Carla.

 

BRENO: - Caixa postal de novo?

 

Demétrio chega no local.

 

DEMÉTRIO: - Cara de preocupação, Breno. Aconteceu alguma coisa no escritório?


BRENO
: - Não, pai... Só não consigo falar com uma pessoa.


DEMÉTRIO
: - Mulher, aposto.


BRENO
: - Como não seria?... Ah, mas eu não consigo falar com ela. Não sei o que fazer. Só dá caixa postal.


DEMÉTRIO
; - Ela não é casada, não é, Breno?


BRENO
: - Não pai, a Carla é solteira.


DEMÉTRIO
: - Carla... Bonito nome.


BRENO
: - Não só o nome... Ela é linda. Achei que nunca fosse dizer isso, mas eu estou apaixonado por ela.


DEMÉTRIO
: - Fico feliz. Só espero não ser avô tão cedo.


BRENO
: - Não se preocupa, pai, porque isso não vai acontecer logo. (risos)

 

CENA 05. CASA ADRIANA. INT. NOITE.

 

Marcos chega na casa de Adriana. Ele feliz em vê-la, ela um tanto nervosa.

 

MARCOS: - Vim correndo, assim que você me ligou. Estava com saudade!

 

Marcos beija Adriana, que pouco corresponde. Ele estranha.

 

MARCOS: - O que foi, meu amor? Aconteceu alguma coisa?


ADRIANA
: - Eu não ia contar, mas não vai dar pra ficar escondendo isso de você.


MARCOS
: - Não ia contar o quê?


ADRIANA
: - Sua mãe esteve lá na clínica. Foi falar comigo.


MARCOS
: - A minha mãe? O que ela queria?


ADRIANA
: - Eu nem sei como dizer isso...


MARCOS
: - Fala, Adriana. O que a minha queria com você.


ADRIANA
: - Ela pediu para eu me afastar de você, Marcos.


MARCOS
(surpreso): - O quê?!


ADRIANA
: - Eu juro que na hora não acreditei, mas... Infelizmente a sua mãe se mostrou uma pessoa totalmente diferente daquela que eu conheci no jantar.


MARCOS
: - Mas, o que ela falou, exatamente? Eu não posso acreditar...


ADRIANA
: - Ela disse que eu não era mulher pra você.


MARCOS
: - Mas de onde minha mãe tirou uma coisa dessas?! (aproxima-se de Adriana) Você é a mulher da minha vida! Eu te amo!


ADRIANA
: - Eu sei, Marcos... Mas, como a gente fica, num namoro onde a sua mãe me desaprova, totalmente?


MARCOS
: - Eu vou falar com ela. Ela precisa se desculpar. Ela ta totalmente errada quanto a você/


ADRIANA
: - Será Marcos? Melhor não mexer nisso... Eu sabia que não deveria ter te contado. Agora você vai ficar contra sua mãe.


MARCOS
: - Você fez certo em me dizer isso, Adriana. Minha mãe não poderia ter dito nada pra você. Nada!... Eu te amo, minha flor... Você é minha vida.

 

Marcos beija Adriana, a abraça, confortando-a, enquanto ela fica com expressão um tanto apreensiva.

 

CENA 07. CASA LÍVIA. JARDIM. EXT. NOITE.

 

Lívia e Jonas caminham de mãos dadas pelo jardim iluminado. Os dois estão apaixonados.

 

JONAS: - Você realmente merece tudo isso, meu amor. Tudo. A casa é linda! E esse jardim então?


LÍVIA
: - Eu me sinto num conto de fadas, Jonas... Às vezes nem parece que isso tudo é meu. Sinto que a qualquer hora, eu acordo desse sonho e fico sem nada.


JONAS
: - Que isso! Nem pensa... Não é sonho, é realidade. E eu estou muito feliz em estar perto de você nesse momento.


LÍVIA
: - Ih, de olho no meu dinheiro, é? (risos)


JONAS
; - Claro que, não sua boba! (risos) Dinheiro nunca fez minha cabeça... O que eu quero de você é o carinho, o afeto, a atenção.


LÍVIA
: - Você não existe, sabia?


JONAS
: - Eu sei... (risos)


LÍVIA
: - Convencido!... Mas eu também estou feliz em ter você do meu lado. Me sinto segura, protegida... Amada.


JONAS
: - E isso você será sempre. Minha amada, adorada, tudo!

 

Os dois se beijam, apaixonados.

 

CENA 08. CASA ROSA. SALA DE ESTAR. INT. NOITE.

 

Rosa e Louise conversam.

 

LOUISE: - A Lívia ficou bem faceira com a casa nova.


ROSA
: - E como não ia ficar? Você arrasou, Louise...


LOUISE
: - Ai, obrigada!


ROSA:
- Mas com certeza ela não ficou feliz apenas pela casa... Lívia está amando.


LOUISE
: - Oh, eles são um casal tão lindo! Jovens, bonitos, cheios de vida!... Já senti agora saudade daminha juventude... Você não?


ROSA
: - Não! Tô bem melhor agora do que quando era jovem.


LOUISE
: - Eu não... Pelo menos quando eu era jovem, tinha vários namoradinhos. Agora, to aqui, encalhada. Um pesadelo, Rosa! Um pesadelo!


ROSA
: - Deixa de bobagem, Louise! Você aí, toda bonitona, logo logo arruma alguém.


LOUISE
: - Sim, logo, logo, quando eu estiver com cem anos... Meu bem, meu relógio biológico ta gritando! Eu nem filho tenho ainda!


ROSA:
- Você quer ter filhos? Que legal!


LOUISE
: - Não, não quero ter... Falei no calor do momento. Falando em calor, a noite ta ótima pra sair. Estava pensando em dar uma volta. Vem comigo?


ROSA
: - Ah, amiga... Eu estou mais a fim de jantar fora.


LOUISE
: - Ai que tudo! Vamos. Eu janto com você e depois vou desfilar pela paulicéia!

 

CENA 09. MANSÃO TARCÍSIO. QUARTO ELIZABETH. INT. NOITE

 

Eduardo e Beth conversam. Ele, deitado na cama (já de banho tomado), apenas de roupão. Ela sentada, ao lado dele.

 

EDUARDO: - Nem nos falamos mais depois da morte do seu ex-marido... Como ficaram as coisas por aqui?


ELIZABETH
: - Foi um momento bem difícil. A empresa está passando por um momento de pequenas mudanças, mas as pessoas que entraram não são nada dignas de estarem lá... E aqui em casa, vamos seguindo... O Rafael foi muito forte, mesmo sendo bastante ligado ao pai. Fiquei um pouco com medo pela Vitória. Ela me pareceu muito frágil diante da perda do pai. Mas agora está bem melhor. Ta planejando até uma nova coleção de jóias da empresa!


EDUARDO
: - Mas a empresa vai bem nos negócios?


ELIZABETH
: - Vai sim! Fechamos contratos importantes. Graças a Deus nossos lucros são altíssimos.

 

Eduardo pensativo.

 

ELIZABETH: - E eu acredito muito que o Rafael vai conseguir manter a Amaro no topo, como o Tarcísio sempre fez.


EDUARDO
: - Seu filho é o novo presidente?


ELIZABETH
: - É sim. Tarcísio deixou o cargo no testamento... Mas não vamos ficar falando na empresa agora. Você chegou de viagem a poucas horas, precisa descansar. Falamos sobre isso amanhã.


EDUARDO
: - Sem problemas...


ELIZABETH
: - To tão feliz de ver você!... Imagina a Inês, então! Ela deve ficar radiante!

 

Eduardo muda expressão, sério.

 

EDUARDO: - Você não falou nada para Inês sobre a gente, não falou?


ELIZABETH
: - Nossa, Eduardo... Por que você ficou desse jeito?


EDUARDO
(firme): - Falou ou não?!


ELIZABETH
: - Falei, quer dizer, comentei com ela sim.


EDUARDO
(levanta-se / um tanto irritado): - E o que eu pedi pra você, Beth? Esqueceu?!


ELIZABETH
: - Eu não esqueci não. E também não estou entendo porque você fica assim toda a vez que a gente fala sobre sua irmã. Tem alguma coisa que você está escondendo de mim, Eduardo?! Fala!


EDUARDO (carinhoso):
- Não, meu amor, claro que não... (aproxima-se de Beth, a abraça) Eu só não quero que a gente vá rápido demais, atropele as coisas. Eu ia falar com a Inês, mas não tão cedo. Mas se você já falou com ela, não tem problema...


ELIZABETH
: - Que bom, meu querido... Às vezes fico confusa com isso.


EDUARDO
: - Mas não precisa mais ficar confusa. Está tudo bem agora.

 

Eduardo sorri. Inês o abraça, aliviada. Eduardo muda expressão, fica sério, pensativo.

 

CENA 10. CASA FAUSTO. SALA DE JANTAR. INT. NOITE.

 

Lorena, Fausto e Mayra jantam.

 

LORENA: - E agora tem mais uma moça que vai trabalhar conosco na direção, prestando uma espécie de assistência.


MAYRA
: - Olha aí ó! Todo mundo trabalha lá na Amaro, menos eu...


LORENA
: - Tá louca, Mayra? Eu e você na mesma empresa...


FAUSTO
: - E quem é essa moça?


LORENA
; - Lembra daquela mulher que o Tarcísio levou na festa da revista?


MAYRA
: - Aquela prostituta?!


LORENA
: - Mayra, por favor!


MAYRA
: - Desculpa, mãe, mas estava na cara que ela era do ramo...


LORENA
: - Não me interessa saber... Mas ela, de vulgar, não tem nada.Se mostrou muito atenciosa às instruções, interessada... Até um pouco ingênua algumas vezes.


MAYRA (ri):
- Tá bom, mãe, ingênua?! Aí forçou né?


FAUSTO
: - Mayra, as pessoas mudam, minha filha. Nem todo mundo é a mesma coisa a vida inteira. Você mesma, quando criança, era um anjinho.


MAYRA
: - Quer dizer que eu cresci e/


FAUSTO
: - Isso mesmo.


MAYRA
: - Sem graça, pai...


FAUSTO
: - Mas Lorena, como se chama essa moça? Ela vai trabalhar diretamente com você?


LORENA
: - Se chama Maria Luísa. E, de certa forma, vai trabalhar bastante comigo sim. A Tatiana foi cedida para auxiliar a Lívia na nova direção. Aliás, a Lívia é uma pessoa adorável. Vai ser uma ótima colega de trabalho.

 

O celular de Mayra toca.

 

MAYRA: - Ih, é o Conrado! (atende / sai da mesa): - Fala, meu gostoso!


LORENA
; - Mas isso é jeito de falar?...


FAUSTO
: - Essa menina anda cada vez mais rebelde...

 

Lorena e Fausto continuam o jantar.

 

CENA 11. RESTAURANTE EUROPA-BRASIL. INT. NOITE.

 

Rosa e Louise jantam. Roberto vem cumprimentá-las.

 

ROBERTO: - E então, as damas estão gostando? Precisam de mais alguma coisa?


ROSA:
- Está tudo ótimo.


LOUISE
: - Vou te falar uma coisa... Seu restaurante é muito falado em Paris, sabia?


ROBERTO
: - Em Paris? Nossa, que coisa boa!


LOUISE
; - Sim. Morei lá por muitos anos e sempre ouvia falar no Europa-Brasil, um dos nomes mais conceituados de restaurantes... Parabéns. Sucesso merecido.


ROBERTO
: - Eu é que agradeço pela presença de vocês... com licença.

 

Roberto se afasta.

 

ROSA: - Realmente, tudo é delicioso. O clima, o cardápio, a música...


LOUISE
: - Falando em música, o que é a beleza do músico?

 

Louise fica de olho em Kléber, que toca seu sax, dando a música ambiente ao local.

 

ROSA: - De olho no músico, Louise?


LOUISE
: - Mas ele é a coisa mais querida, Rosa... E olha como ele pega no sax! Que beleza!

 

Rosa acha graça. Kleber termina de tocar. É aplaudido. Louise aplaude, empolgada. Kleber agradece, começa a guardar suas coisas.

 

LOUISE: - Ele vai embora?


ROSA
: - Pelo visto, vai...


LOUISE
; - Ah, mas eu não posso perder isso!...

 

Kléber vai embora.

 

LOUISE; - Amiga, você acerta tudo aí? Depois eu te dou o dinheiro. Eu preciso falar com esse bofe!


ROSA
; - Vai, Louise! Pode deixar...

 

Louise pega a bolsa e sai apressada do restaurante. Rosa continua na mesa, jantando.

 

CENA 12. APTO ALMIR. QUARTO. INT. NOITE.

 

Carla se arrumando para ir embora do apto de Almir. Almir, que estava deitado na cama, se levanta.

 

ALMIR: - Desta vez eu te acompanho até a porta.


CARLA
: - Não precisa Almir.


ALMIR
: - Precisa sim. Hoje é diferente.


CARLA
: - Como assim?

 

Almir pega a carteira e tira uma grande quantia de dinheiro e entrega para Carla.

 

CARLA: - Olha que eu vou ficar mal acostumada, viu? Você me pagando muito mais...


ALMIR
: - Eu já falei que você merece...


CARLA
: - Vou indo nessa então.


ALMIR
: - Calma. Só mais uma coisa.

 

Almir vai até o guarda-roupas, abre. Retira uma pequena caixinha e entrega para Carla.

 

CARLA: - Almir... O que é isso,cara?


ALMIR
: - Abre, Carla. Abre e vê.

 

Carla um tanto receosa, abre a caixinha. CAM mostra um lindo anel.

 

CARLA (surpresa): - Almir! É lindo!


ALMIR
; - Que bom que gostou. Achei muito bonito e a moça da loja disse que ele já era o alvo de muita gente. Então eu tratei logo de comprar e dar pra você.


CARLA
: - Eu não posso aceitar, Almir. Não ta certo isso.


ALMIR
: - Não ta certo, por quê?


CARLA
: - Porque a gente não é nada um do outro!...


ALMIR
: - Mas Carla, rola tanta coisa entre a gente, que eu pensei que/


CARLA
: - Pensou errado, Almir. É só sexo e pronto. Nem dá pra ter outra coisa além... Eu tenho namorado.


ALMIR
: - E ele sabe que você faz programa?


CARLA
: - Não. Mas vai saber. E eu não posso falar pra ele com anel de outro homem no dedo...

 

Carla entrega a caixinha para Almir. Almir retira o anel da caixa, pega a mão de Carla e coloca o anel no dedo dela. MUSIC ON: Amor, meu Grande Amor - Frejat

 

ALMIR: - Se você não aceitar, quem não vai ficar certo é o meu coração... Não tenho culpa por ter me apaixonado por você, Carla. Por favor... (segura a mão de Carla) Acho que, pelo visto, essa seja a última vez que a gente se vê. Quero te tenha uma lembrança. Só isso.

 

Carla olha profundamente para Almir.

 

CARLA: - Ninguém foi tão carinhoso comigo, durante todo esse tempo... Eu também não quero ser culpada de nada.


ALMIR
: - Culpada por quê?


CARLA
: - Por poder estar me sentindo envolvida também.

 

Almir e Carla ficam a se olhar. Aos poucos, ela vai soltando a mão dele e sai do quarto, indo embora. Almir, pensativo. Carla sai do apartamento apressada, um tanto balançada com tudo o que aconteceu. CAM mostra o anel na mão dela. MUSIC OFF.

 

CENA 13. BAR. INT. NOITE.

         

Kléber entra num bar e vai ao encontro de Plínio e Tatiana, que estão em uma das mesas.

 

KLÉBER: - Fala pessoal! Desculpa a demora, mas esse trânsito...


PLÍNIO
: - Nem esquenta, mano. Tá tudo certo.


TATIANA
: - O bom é chegar, né, Kleber? (risos)


KLÉBER
: - E então, já pediram alguma coisa?...

 

Numa outra mesa, a chegada de Kléber chama atenção de Gisa, que está acompanhada de Fabrício e Vitória.

 

VITÓRIA: - Mas eu acho que o Eduardo vai dar mais alegria pra mamãe. Foi visível isso.


FABRÍCIO
: - E ele parece ser um homem bem estruturado, inteligente, bom caráter.


VITÓRIA
: - Você precisa ver ele, Gisa.

 

Gisa, nem presta atenção na conversa, com os olhos vidrados em Kléber.

 

VITÓRIA: - Gisa!


GISA:
- Ai gente, desculpa... Mas é que eu vi um deus de ébano, que minha nossa...

 

Nesse instante, Louise chega no bar. Para na porta, procura por Kléber. Ao vê-lo, escolhe uma mesa próxima de onde ele está.

 

LOUISE: - Reunião com amigos... Adoro gente bem relacionada.

 

Tanto Louise, quanto Gisa, não tiram os olhos de Kléber, que nem percebe ser alvo dos olhares das duas.

 

CENA 14. APTO CONRADO. INT. NOITE.

 

Mayra consola Conrado.

 

MAYRA: - Só você mesmo pra me fazer sair de casa a essa hora pra vir aturar tua dor de cotovelo, né, Conrado?


CONRADO
: - Saiba que você foi a segunda opção. Eu ia ligar para o Almir, mas ele estava ocupado.


MAYRA
: - Segunda opção?! Que legal, meu amigo. Muito obrigada.


CONRADO
: - Ah, Mayra, não briga comigo também... Eu estou tão carente.


MAYRA
: - Tô vendo... Parece uma criança que ficou sem sobremesa no jantar. Por que dessa tristeza toda?


CONRADO
: - Isabela...


MAYRA
: - Por que eu não pensei nisso antes... Ela maltratou seu pobre coração.


CONRADO
: - Ela não quer me ver nem em ouro. Saiu da revista, ignora minhas ligações. Eu não sei o que fazer. Eu sou apaixonado por essa mulher!


MAYRA
: - Sabe o que eu acho, Conrado?


CONRADO
: - O que?


MAYRA
: - Que você deveria dar um tempo.


CONRADO
: - Como assim?


MAYRA
: - Quando o homem corre muito atrás da mulher, ela acostuma a ter ele sempre aos seus pés e por isso ela se faz de difícil, porque sabe que ele vai estar sempre ali, feito um cachorrinho... Você deveria era dar um tempo com a Isabela. Não liga mais, não procura... Eu aposto que em pouco tempo, vai ser ela quem vai estar ligando pra você, te procurando.


CONRADO
: - Será?


MAYRA
: - Claro! Ela vai sentir falta e vai querer sua atenção. E aí você chega com tudo e conquista ela de vez.


CONRADO
: - Mayra, é isso! Vou inverter o jogo!... Minha nossa, você é demais!


MAYRA
: - Ai querido, obrigada!


CONRADO
: - Eu nem sei como agradecer...


MAYRA
: - Mas eu sei. Sou sua amiga sim, mas esses favores eu vou cobrar mais tarde.


CONRADO
: - Dar um tempo... A Isabela vai ficar louquinha atrás de mim.

 

Conrado pensativo.

 

CENA 15. RESTAURANTE EUROPA-BRASIL. INT. NOITE.

 

Rosa degusta um vinho no restaurante, quando, de repente, Jorge se aproxima.

 

JORGE: - Boa noite.


ROSA
: - Boa noite.


JORGE
: - Você é a Rosa, não é?


ROSA
: - Sou... Como sabe disso?


JORGE
: - Eu sou Jorge, assistente pessoal do Rafael, presidente da Amaro. Te conheço de lá.


ROSA
: - Ah, claro. Você também foi apresentado junto, na posse da Lívia.


JORGE
: - Isso mesmo... Pensei que ela estivesse aqui com você. Soube que são muito amigas.


ROSA
: - Somos amigas sim, mas ela não está aqui.


JORGE
: - Posso então te fazer companhia?


ROSA
: - Claro.

 

Jorge senta-se à mesa.

 

ROSA: - Nem vi você aqui no restaurante.


JORGE
: - Cheguei a pouco. Na verdade, é a primeira vez que venho aqui.


ROSA
: - Eu também!... O lugar é ótimo.


JORGE
: - Estou vendo. Ainda mais pelas pessoas que frequentam. Deixam tudo mais especial.

 

Jorge olha, sedutor, para Rosa, que sorri, desviando olhar.

 

ROSA: - Então Jorge, você conhece a família Ferreira há quanto tempo?


JORGE
: - Há algum tempo, não sei dizer quanto exatamente. Mas eu e o Rafael temos uma relação bem estreita. Por isso mesmo dele me escolher como assistente pessoal. E você e a Lívia?


ROSA
: - Nos conhecemos pelas manobras do destino.


JORGE
: - Você acredita no destino?


ROSA
: - Eu acredito.


JORGE
: - Acredita então que ele pode aproximar pessoas que aparentemente não tem nada a ver uma com a outra?


ROSA:
- Claro. Veja eu e a Lívia... Não tínhamos nada a ver e, de repente, somos totalmente parecidas.


JORGE
: - E no sentido amoroso? Acredita na influência do destino?


ROSA
: - Confesso que me surpreende esse seu interesse no destino amoroso...


JORGE
: - Acontece que eu acho que ele está exercendo sua influência sobre mim. Agora.

 

MUSIC ON: Body and Soul - Tony Bennett e Amy Winehouse


Rosa olha surpresa para Jorge, que a encara. Rosa fica sem reação.

 

JORGE: - Desculpe se deixei você envergonhada...


ROSA
: - É, eu realmente não estava preparada para uma resposta dessas.


JORGE
: - Então, desculpa minha deselegância. Eu não tive a intenção de/


ROSA
: - Imagina, não precisa se desculpar não... Mas, infelizmente, vamos ter que deixar nossa conversa para outra ora. Eu preciso ir agora.


JORGE
: - Eu levo você/


ROSA
: - Não, não precisa, obrigada. (levanta-se)


JORGE
(levanta-se): - Nos veremos então, em breve?


ROSA
: - Acredito que sim.

 

Os dois trocam olhares. Rosa vai embora. Jorge fica pensativo.

 

CENA 16. BAR. INT. NOITE.

 

MUSIC OFF. Gisa e Louise de olho em Kléber.

 

VITÓRIA (a Fabrício): - Mas ela não tira o olho dele... (risos)


FABRÍCIO
: - Ei, Gisa. Manda um bilhetinho pra ele. Pede pro garçom.


GISA
: - Ai, que coisa mais brega, Fabrício! Mandar bilhetinho por garçom. Não é festa de quermesse nem nada, pra ter correio do amor.


VITÓRIA
: - Ah, então vai lá e fala com ele, Gisa.


GISA
: - Não! A mulher não pode chegar no cara. É ele que toma a iniciativa. Mas pelo visto, ele ta mais interessado em conversar com os amigos do que procurar a alma gêmea.


FABRÍCO
: - Será que é porque ele já tem uma alma gêmea?


GISA
: - Vira essa boca pra lá, Fabrício! Um homão desses tem que ser solteiro, pelo menos pra mim!

 

Na outra mesa, Louise escreve um bilhete e chama o garçom.

 

LOUISE (ao garçom): - entrega para aquele bonitão ali daquela mesa, por favor? Mas não fala que sou eu, pra dar um mistério...

 

O garçom pega o bilhete e vai até a mesa de Kléber. Gisa percebe o movimento do garçom e procura pelo bar para ver quem foi que mandou o bilhete. Da sua mesa, ela observa Louise, que está ansiosa pela reação de Kléber.

 

GISA: - Mas tem gente na área interessada também... Vitória, papel e caneta, rápido!


FABRÍCIO
: - Ué! Não era brega escrever bilhete?


GISA
: - Questão de emergência, meu amor!

 

Kléber lê o bilhete de Louise.

 

KLÉBER: - “Coisa linda você, negro da cor do pecado”. Nossa, to com moral aqui no bar... Kléber procura pra ver quem mandou, mas não enxerga Louise. (Le o bilhete) “Pega meu telefone e liga, bonitão.  


PLÍNIO
: - Mano, você ta podendo hein! Até telefone das gatas ta ganhando!


TATIANA
: - Tá com inveja, Plínio?


PLÍNIO
: - Que isso, minha loirinha. Tô só por você. (abraça Tatiana)

 

O garçom chega, trazendo outro bilhete para Kléber.

 

KLÉBER; - Outro?... (lê) “Eu vou enfeitar a noite pra te dar. Me manda um alô, me chama de amor... me liga, pelo amor de Deus!”.

 

Kléber ri.

 

KLÉBER: - Tem alguém enlouquecida por mim.


TATIANA
: - Mas é a mesma pessoa?


KLÉBER
; - A letra é diferente... O bom é que enviaram os telefones. O ruim é que não se identificaram.


PLÍNIO
: - Liga para elas. Marca um encontro. Ou melhor, dois encontros e conhece elas. Podem ser pessoas legais.


KLÉBER
: - É, tem razão... E eu to precisando mesmo conhecer gente nova...

 

Da sua mesa, Louise toma coragem para ir falar com Kléber. Porém, quando levanta da mesa, esbarra no garçom, que vira um copo de suco em seu vestido.

 

LOUISE; - Ai meu Deus! E agora?!


GARÇOM
: - Desculpa, dona!


LOUISE
: - Eu não posso ir falar com o bofe cheirando a maracujá!

 

Louise vai para o banheiro. Gisa, do outro lado, comendo um petisco, ri da cena.

 

GISA: - Coitada da girafona!... Agora deixou o caminho livre pra mim.


VITÓRIA
; - Vai lá, Gisa! Joga seu charme.


GISA
: - E eu vou mesmo!


FABRÍCIO
: - Mas, você vai ir com esse verde nos dentes?


GISA
: - Como assim?!

 

Gisa pega um espelho na bolsa e se espanta ao ver que está com um verde no dente.

 

GISA: - Minha nossa! Preciso tirar isso aqui! Senão ele vai achar que minha boca é a floresta amazônica!

 

Gisa sai da mesa. Nesse instante, Kléber se despede de Plínio e Tatiana e vai embora. Louise volta e não encontra Kleber.

 

LOUISE: - Não acredito! Ele foi embora!... Tomara que me ligue, pelo menos...

 

Gisa volta à mesa.

 

GISA: - Pronto, agora eu posso ir lá e/ Cadê ele?


FABRÍCIO
; – Acho que foi embora.


GISA
: - Ai Jesus! Quando eu encontro o bofe, acontece alguma coisa.


VITÓRIA
; - Relaxa amiga, bebe mais um pouco... E reza pra ele te ligar.


GISA
; - Se é que ele guardou o bilhete né, Vitória... Ai, como eu sofro no amor!

 

CENA 17. TRANSIÇÃO DO TEMPO

 

Imagens de São Paulo ao amanhecer. Mostra a marginal Pinheiros, o fluxo do trânsito enquanto o sol surge na cidade.

 

CENA 18. AMANHECER. EMPRESA AMARO. INT. DIA.

 

Lívia caminha em direção a sua sala, quando é interrompida por Marilu.

 

MARILU: - Que belo dia, não, Lívia?


LÍVIA
; - O que você quer, sua cobra?


MARILU
: - Calma!... Não precisa ficar nervosa não...


LÍVIA
: - Fala logo o que você quer e me deixa em paz, Marilu... Eu juro que eu não sei o que você fez pra entrar aqui, mas saiba que não vai durar muito tempo.


MARILU
; - Aí é que você se engana. Eu e você nos veremos por muito tempo aqui dentro. E tem mais. Eu sempre subindo e você, indo cada vez mais para o chão... Você e o seu bastardinho, filho da/


LÍVIA (pega Marilu pelo braço)
: - Lave bem essa boca suja pra falar do meu filho, sua ordinária!

 

Nesse instante, Rafael se aproxima.

 

RAFAEL: - O que está acontecendo aqui?

 

Rafael encara Marilu e Lívia.

 

CENA 19. PENSÃO BEM QUERER. EXT. DIA.

 

Alexandre ronda as ruas, quando vê Carla saindo da pensão.

 

ALEXANDRE: - Mas hoje é meu dia de sorte!

 

Carla sai caminhando pela calçada. Alexandre a segue. No cruzamento de uma outra rua, Carla para, aguardando o sinal para pedestres. Alexandre se aproxima.

 

ALEXANDRE: - Quanto tempo, não, Carla?

 

Carla olha incrédula para Alexandre.

 

ALEXANDRE: - Sentiu saudades de mim?


CARLA
: – Alexandre? O que você está fazendo aqui, seu cachorro?!


ALEXANDRE
: - Eu quero saber da Lívia.

 

O sinal abre. Carla vai atravessar, mas Alexandre a segura firme pelo braço.

 

ALEXANDRE; - Vai aonde, Carla? Fugir?


CARLA
: - Me solta, senão eu grito!


ALEXANDRE
(firme): - Cala a boca! Você vai me falar onde a Lívia está ou não, sua vadia?!

 

Os dois ficam a se encarar. Encerra com Pra Rua Me Levar – Ana Carolina
 
     
     


autor
Édy Dutra

elenco
Christine Fernandes como Lívia
Taís Araújo como Marilu
Zé Carlos Machado como Tarcísio
Fábio Assunção como Rafael
Bruno Ferrari como Jonas
Marcos Caruso como Paulo
Renata Domingues como Carla
Júlio Rocha como Breno
Bianca Castanho como Beatriz
Júlia Feldens como Vitória
André Bankoff como Fabrício
Danton Mello como Marcos
Lavínia Vlasak como Isabela
Caco Ciocler como Conrado
Janaína Lince como Sarah
César Mello como Alfredo
Aída Leiner como Inês
Luíza Curvo como Tatiana
Jonathan Haagensen como Plínio
Marco Ricca como Fausto
Sílvia Pfeifer como Lorena
Thaís Vaz como Mayra
Gisele Policarpo como Gisa
Guilherme Leme como Almir
Mônica Martelli como Louise
Sérgio Menezes como Kléber
Cyria Coentro como Nice
Ernesto Piccolo como Moisés
Natália Guimarães como Rita

Atrizes convidadas
Sônia Braga como Elizabeth
Regina Duarte como Rosa
Valquíria Ribeiro como Adriana
Ângela Leal como Agda
Mila Moreira como Charlote
Denise Del Vecchio como Onira
Beatriz Segall como Wanda
Arlete Salles como Alaíde

Atores convidados
Gracindo Júnior como Demétrio
Rodrigo Santoro como Henri
Juan Alba como Alexandre
Nill Marcondes como Eduardo
Roberto Bonfim como Roberto
Floriano Peixoto como Jorge

Participações especiais
Dudu Azevedo como Romão
Elisa Lucinda como Cidália
Antonio Pitanga como Tenório
Vanessa Lóes como Clair
Alexandre Slaviero como Hugo
Lui Mendes como Pereira
Mônica Martelli como Louise
Dudu Azevedo como Romão

Trilha Sonora
Pra Rua Me Levar – Ana Carolina (abertura)
Nua – Ana Carolina
Amor, Meu Grande Amor – Frejat
Body And Soul - Tony Bennett e Amy Winehouse


Produção

Bruno Olsen
Cristina Ravela
Diogo de Castro


Esta é uma obra de ficção virtual sem fins lucrativos. Qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.


REALIZAÇÃO


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Proibida a cópia ou a reprodução

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