Talismã Capítulo 19



     
 

No capítulo anterior de Talismã:

AGDA: - Eu quero tirar tudo o que essa tal de Lívia ganhou injustamente no testamento. Ela ganhou mais que eu! E ta levando o que é de vocês também!

RAFAEL: - Não, vovó.

AGDA: - Claro que é isso sim, Rafael. Está no testamento! Ela/

RAFAEL: - Não, a senhora não vai fazer isso.

AGDA (surpresa): - O que você disse?

RAFAEL: - Eu disse que a senhora não vai fazer isso. É uma atitude totalmente errada.

...

CARLA (surpresa): - Aos beijos?!

LÍVIA: - Ai Carla, eu tentei resistir, mas o Jonas consegue me envolver de uma tal maneira... Eu fico sem chão perto dele.

CARLA: - Isso é amor, Lívia.

LÍVIA: - Mas será que é possível amar duas pessoas ao mesmo tempo?... Eu sei que parece confuso mas eu amei o Tarcísio e amo o Jonas da mesma forma.

CARLA: - Eu acredito em você amiga. Mas também eu entendo o lado do Jonas. Pra ele deve ser difícil competir com o Tarcísio. Ainda mais agora que ele morreu e te deixou bem de vida.

LÍVIA: - Sabe Carla, que às vezes eu nem penso nisso, nesse dinheiro que o Tarcísio me deixou. Pra mim é totalmente indiferente. Seria até melhor se estivesse com o Tarcísio vivo, sem essa história de dinheiro, herança, sem nada!

...

RITA: - O que você está fazendo aqui, Alexandre?

ALEXANDRE: - Calma!... Eu só vim aqui conversar um pouco e fazer umas perguntas.

RITA: - Eu não tenho nada pra falar com você! Vai embora agora!

Alexandre fecha porta. Encara Rita.

ALEXANDRE: - Tem sim... Você sabe que tem. E eu vou direto ao assunto. Onde ta a Lívia?

RITA: - Eu não sei!

...

ALEXANDRE: - Olha que eu perco minha paciência contigo, piranha!

RITA: - Você não vai encontrar a Lívia, nunca mais!

Rita tenta fugir do apto, mas Alexandre a impede. Ele tranca a porta. Rita empurra Alexandre, que lhe dá um tapa. Rita corre para a sacada, tenta pedir socorro, mas Alexandre a impede.

ALEXANDRE (tapa a boca de Rita): - Cala a boca! Não vai gritar não!

Rita tenta se soltar. Acerta uma cotovelada na barriga de Alexandre. Solta-se dele.

RITA (grita): - Socorro!

ALEXANDRE: - Eu mandei ficar quieta, vadia!

Alexandre empurra Ritinha, que perde o equilíbrio e cai da sacada de seu apartamento, no 4º andar do prédio. Alexandre fica apreensivo diante da cena. Observa o corpo de Rita, caído no chão, na calçada.

...

JONAS: - Olha só, Lívia, desculpa por antes, aquele beijo, eu/

LÍVIA: - Tudo bem, Jonas. Não precisa se desculpar não... Confesso que eu gostei daquilo tudo.

JONAS: - Gostou mesmo?

LÍVIA: - Sim... você é um cara especial. E eu gosto de você. Só acho que devemos ir com calma nisso, sabe? Deixar levar com o tempo.

...

ELIZABETH
: - Encontrei uma pessoa muito especial lá em Nova York.

INÊS: - Ai, meu Deus! Quem, Beth?

ELIZABETH: - Seu irmão, Eduardo.

Inês é surpreendida. Fica sem reação. Tenta esconder sua apreensão.

INÊS: - O Eduardo?!

ELIZABETH: - Sim! E você não sabe da maior. Nós estamos juntos.

Elizabeth se mostra feliz, enquanto Inês está um tanto apreensiva com a revelação da amiga.

 
     
     
     
     

CAPÍTULO 19
 
     
 
 
 

CENA 01. MANSÃO TARCÍSIO. QUARTO / CORREDOR. INT. DIA  

Continuação do capítulo anterior. Elizabeth revela para Inês que está com Eduardo.

ELIZABETH: - Eu e o Eduardo estamos juntos, Inês. Ai, eu me sentia tão bem ao lado dele lá em Nova York. Mas sabe que, eu não lembrava mais dele! Ele foi embora daqui há tanto tempo...

INÊS: - É, foi...

ELIZABETH: - Pra você ver como é o destino. Sempre dá um jeito de colocar as pessoas certas no nosso caminho. O Eduardo foi muito atencioso e soube me respeitar. E quando eu tive a notícia da morte do Tarcisio, ele me deu todo apoio.

Inês está quieta, ainda não acredita no que está ouvindo. Elizabeth estranha.

ELIZABETH: - O que foi, Inês? Está calada... Parece até que não gostou de eu estar namorando o seu irmão.

INÊS: - Eu? Imagina, Beth. Só estou surpresa, só isso. Eu também, faz muito tempo que não vejo nem falo com ele. Foi realmente uma surpresa e tanto isso que você está me dizendo.

ELIZABETH: - Ah, mas se você não vê ele faz tempo, essa história vai acabar. Porque daqui a pouco ele está voltando para o Brasil... Ele pediu pra que eu não contasse nada pra você e pra ninguém. Vai ver ele queria fazer surpresa, mas eu não consigo me controlar. Não vejo motivos de esconder isso de você. É irmã dele e minha melhor amiga.

INÊS: - Ele vem para o Brasil então...

ELIZABETH: - Vem sim. Nós vamos oficializar a nossa relação. Ninguém aqui sabe, nem meus filhos, nem a mamãe. Só você. Mas eu não quero que ele venha apenas para isso não. Eu quero que o Eduardo assuma o controle da minha parte na Amaro.

INÊS (surpresa): - O quê?!

ELIZABETH: - Isso mesmo. Eu nunca fui de negócios. E pelo o que eu vi, o Eduardo sabe lidar com isso muito bem. Tenho certeza que estou tomando a decisão certa. Você não acha?

INÊS: - Eu preciso ir agora, Beth! Perdi a hora na conversa!

ELIZABETH: - Ah, já vai mesmo?

INÊS: - Já sim, amiga. Conversamos outra hora. Beijo!

Inês sai, apressada. No corredor, se mostra totalmente chocada com as notícias.

CENA 02. RESTAURANTE. INT. DIA.

Rafael e Jorge conversam.

RAFAEL: - Ficou espantado?

JORGE: - Surpreso... Seu pai foi um homem muito influente.

RAFAEL: - Eu sei. E talvez essa influência tenha lhe custado a vida. E é isso que eu quero descobrir.

JORGE: - Coincidentemente, eu acompanhei algumas notas que saíram na imprensa sobre o caso. Ele foi vítima de um assalto, é isso?

RAFAEL: - Pelo o que foi dito pelas testemunhas, sim.

JORGE: - Quem são as testemunhas?

RAFAEL: - A mulher que estava com ele naquele instante, Lívia. E o melhor amigo dele, Paulo, que chegou ao local pouco tempo depois.

JORGE: - E os dois deram a mesma versão à polícia?

RAFAEL: - Ainda não foram chamados a depor. E essa demora foi um dos motivos que me fez chegar até você. Eu quero que isso seja resolvido de forma mais rápida possível.

JORGE: - Pode ter certeza, Rafael, que eu farei de tudo para resolver esse caso. Mas saiba que, se tiver gente poderosa envolvida, as coisas podem complicar um pouco. Como eu disse antes, seu pai era um homem influente.

RAFAEL: - Mas meu pai nunca esteve envolvido com gente perigosa, que pudesse causar algum dano à ele.

JORGE: - Só o fato da empresa de vocês ser uma das maiores do país do ramo, já provoca a ira, a inveja de muita gente. No mundo dos negócios, qualquer motivo é suficiente para atacar o inimigo.

RAFAEL: - O Alfredo disse que você precisa trabalhar em parceria com a polícia/

JORGE: - Isso nem sempre será necessário e por vezes possível. A polícia não gosta de interferências.

RAFAEL: - Eu imaginei.

JORGE: - Mas usarei alguns dados sim para poder fazer o meu serviço. (encara Rafael) Posso te garantir que irei resolver esse caso.

RAFAEL: - Ótimo. Assim espero.

Os dois se cumprimentam.

CENA 03. CASA CHARLOTE. SALA. INT. DIA.

Agda e Charlote conversam.

CHARLOTE: - E como andam todos lá na mansão?

AGDA: - Retomando a vida, Charlote. O mundo não pode parar por causa do que aconteceu.

CHARLOTE: - Fiquei com uma pena da vitória. Ela estava tão frágil no velório do pai, depois no enterro...

AGDA: - Mas ela também está voltando a viver. Acredito que a perda do Tarcísio vai fazê-la mais madura agora... Mas quem me surpreendeu mesmo foi o Rafael. Tem tomado atitudes que...

CHARLOTE: - Do que você está falando?

AGDA: - Acredita que ele desaprovou que eu lutasse para tirar a herança que aquela moça ganhou do Tarcísio? Ele disse não!

CHARLOTE: - Eu nem sei o que dizer, Agda. É uma situação complicada.

AGDA: - Rafael perdeu o juízo!... Só o que me faltava ficar igual ao pai, defendendo vadias.

CHARLOTE: - Agda, por favor... Também não é o fim do mundo.

AGDA: - Você fala porque não é o seu dinheiro que está indo parar nas mãos de uma pessoa desconhecida, interesseira.

CHARLOTE: - Eu sei, mas procure compreender as razões dele. Perdeu o pai, assumiu a presidência da empresa. E a questão da herança já está legalizada pela justiça. Entrar numa briga judicial para reaver essa questão demanda muito trabalho, estresse... Talvez ele não queira passar por isso. Talvez não agora.

AGDA: - Que seja. Mas uma coisa é certa e ninguém tira isso daminha cabeça. Essa moça deu um golpe no Tarcísio e depois tratou de tirá-lo do seu caminho.

CHARLOTE: - Agda, pense bem no que você está dizendo. Isso é muito grave...

AGDA: - Eu tenho plena certeza no que eu estou falando, Charlote. Essa tal de Lívia está envolvida até o pescoço na morte do Tarcísio.

Agda fala confiante, enquanto Charlote se mostra um tanto receosa diante dos dizeres da amiga.

CENA 04. CLÍNICA DR FAUSTO. SALA DE REUNIÕES. INT. DIA.

A sala de reuniões está cheia, com alguns médicos e funcionários, aguardando. Sentados um ao lado do outro, estão Fabrício e Adriana.

FABRÍCIO: - Você sabe o motivo dessa reunião?

ADRIANA: - Não... Mas pro Fausto fazer isso agora, deve ser importante.

Gisa entra na sala, senta-se ao lado de Fabrício, encosta sua cabeça no ombro dele. Ela está visivelmente cansada.

ADRIANA: - Nossa, pelo visto a festa foi boa ontem hein!

GISA: - Antes fosse amiga...

FABRÍCIO: - E se a festa não foi boa, ta chegando assim por que então?

GISA: - Meus caros, a festa em si tava boa. Mas pergunta quantas bocas eu beijei.

ADRIANA: - Sei lá... Três?

GISA: - Não cheguei a uma!... Só me restou beber né? E agora essa dor de cabeça me persegue...

FABRÍCIO: - Isso é que dá querer ficar com Deus e o mundo.

GISA: - Mas o problema é que eu não fiquei!

Nesse instante, Almir entra na sala, se aproxima do grupo.

ALMIR: - Bom dia a todos!

GISA: - Só fala baixo, Almir...

ALMIR: - Ih, ta mal de ontem é?

ADRIANA: - Bebeu todas!

ALMIR: - Eu nem fiquei muito tempo lá... Logo fui pra casa... Mas vem cá, alguém sabe o motivo da reunião?

FABRÍCIO: - Nada... Mas o chefe tá chegando aí.

Fausto entra na sala.

FAUSTO: - Bom dia a todos. Eu vou ser breve, até porque tenho outros compromissos... Essa reunião extraordinária foi acionada por mim para que eu pudesse anunciar uma pequena mudança no setor de coordenação da clínica. Já não é a primeira vez que eu preciso me afastar e o Almir, que todos conhecem, fica como responsável no meu lugar. Eu não duvido da sua competência e profissionalismo. E creio que todos aqui também não duvidam. Por isso, eu os reúno todos aqui para que presenciem a nomeação do Almir como coordenador geral da clínica Vasconcellos.

Almir se surpreende. Todos aplaudem. Gisa leva as mãos à cabeça, com um pouco de dor.

ALMIR: - Nossa, doutor Fausto. Eu nem sei o que dizer!

FAUSTO: - Apenas aceite, Almir.

ALMIR: - Aceito sim, com certeza!

Almir é cumprimentado por Fausto e em seguida, pelos colegas de trabalho.

CENA 05. REVISTA FLASH PAULISTA. REDAÇÃO. INT. DIA.

Isabela chega apressada na redação, vai para sua mesa. Beatriz percebe que a amiga não está bem e vai falar com ela.

BEATRIZ: - Chegou feito um furacão!

ISABELA (organizando papéis, arquivos): - Cheguei como um e quero sair da mesma forma, o mais rápido possível!

BEATRIZ: - Mas o que aconteceu, Isabela? Parece até que ta fugindo! Pra quê ta mexendo nessas coisas?

ISABELA: - Eu vou embora, Beatriz.

BEATRIZ (surpresa): - Como é que é?!

ISABELA (para): - Eu vou embora da revista.

BEATRIZ: - Ah não! Pode parar com isso tudo aí e me contar essa história direito. Vai embora por quê? De onde essa idéia?!

ISABELA: - Advinha...

BEATRIZ: - Conrado. Mas o que ele fez de tão grave pra você ficar assim? Ele te agarrou? Te forçou a alguma coisa que/

ISABELA: - Não, nada disso... Dessa vez eu permiti que tudo acontecesse.

BEATRIZ: - Permitiu que acontecesse o que?... Não vai me dizer que vocês dois...!

Isabela baixa a cabeça, consentindo. Beatriz se surpreende.

BEATRIZ: - Amiga! Eu não acredito! Vocês dois transaram!

ISABELA: - Nem eu acredito nessa loucura ainda!... Não deveria ter acontecido, Beatriz. Não deveria. Conrado não é o homem pra mim, a gente não tem nada a ver...

BEATRIZ: - Não fala assim, Isabela.

ISABELA: - É verdade, Beatriz. E a melhor coisa a fazer agora é ir embora daqui.

BEATRIZ: - Você está se precipitando.

ISABELA: - Não, eu estou me protegendo de futuras e desagradáveis decepções.

BEATRIZ: - Eu sei que nada do que eu disser, vai fazer você voltar atrás na sua decisão. Eu só espero que você seja feliz, independente do que fizer.

ISABELA: - Obrigada.

Beatriz se afasta. Isabela fica pensativa por um instante, em seguida, volta a organizar suas coisas.

CENA 06. EMPRESA AMARO. INT. DIA.

Rafael chega na empresa, encontra Lorena e Tatiana.

RAFAEL: - Lorena, Tatiana.

TATIANA: - Olá Rafael!

LORENA: - E então, preparado para a posse, amanhã?

RAFAEL: - Acredito que sim. Na verdade, estou ansioso para tocar os projetos do meu pai, todo o serviço da empresa.

LORENA: - Sabe que pode contar com a gente.

RAFAEL: - Sei sim. Obrigado pelo apoio.

Nesse instante, Paulo se aproxima.

PAULO: - Rafael, bom ver você.

RAFAEL: - como vai Paulo?

PAULO: - Tudo bem... Rafael, eu gostaria de ter uma conversa com você, em particular. É importante.

RAFAEL: - Claro, vamos até minha sala.

Rafael e Paulo saem. Lorena e Tatiana se olham, um tanto desconfiadas. CORTA PARA

CENA 07. EMPRESA AMARO. SALA RAFAEL. INT. DIA.

Rafael e Paulo entram na sala.

RAFAEL: - E então, Paulo, o que quer falar comigo?

PAULO: - Eu não sei nem como começar, Rafael. É um assunto delicado, que envolve seu pai e/

RAFAEL: - Meu pai?

PAULO: - Isso mesmo. Você sabe que eu e o Tarcísio sempre fomos muito amigos e ele sempre me confidenciava boa parte de seus problemas, idéias, enfim...

RAFAEL: - Desculpa, Paulo, mas se você puder ir direto ao assunto...

PAULO: - Claro. Pois bem, dias antes de morrer, nós tivemos uma havia comentado comigo o desejo de ajudar uma moça a ter uma vida melhor, dando à ela um emprego aqui na amaro.

RAFAEL: - Essa tal moça só pode ser a Lívia, que inclusive esteve no testamento.

PAULO: - Aí é que eu quero chegar, Rafael. Essa tal moça que seu pai comentou comigo não se trata da Lívia. Essa moça se chama Maria Luísa.

RAFAEL: - Maria Luísa?

PAULO: - Sim. É aquela moça que acompanhou seu pai na festa da revista Flash Paulista.

RAFAEL: - Aquela moça? Meu pai queria ajudar aquela moça?!

PAULO: - Sei que parece estranho, mas se não fosse verdade, eu não estaria aqui tomando seu tempo. Seu pai sentia um carinho especial por essa mulher. Coitada, moça pobre, mas esforçada... Só precisa de uma oportunidade para viver melhor, aprender, crescer.

RAFAEL: - É realmente algo inusitado.

PAULO: - Como seu pai havia me falado isso tão decidido, mas por causa de tudo o que aconteceu, a ajuda à essa moça ficou esquecida. Recentemente lembrei e tratei de vir falar com você. Eu e seu pai, como eu sempre disse, éramos muito amigos e eu acredito que ele ficaria muito feliz em ver essa moça aqui, levando uma vida digna, num trabalho decente, cercada de boas pessoas como nós.

RAFAEL: - Olha Paulo, eu não posso te dar uma resposta agora sobre isso, mas prometo pensar. Se meu pai comentou isso com você com tanta veemência como você diz, essa moça deveria ser importante para ele.

PAULO: - Faça isso, Rafael, por favor. Estarei no aguardo de uma resposta sua.

RAFAEL: - Você conhece a Maria Luísa?

PAULO: - Não. Na verdade, a vi poucas vezes. Mas eu tenho o contato dela.

RAFAEL: - Assim que eu tiver uma resposta, eu te aviso para que você a comunique.

PAULO: - Obrigado Rafael. Vejo que você tem um bom coração, como o seu pai.

RAFAEL: - Obrigado, Paulo.

Paulo se retira. Rafael fica pensativo.

CENA 08. CLÍNICA DR FAUSTO. SALA ALMIR. INT. DIA.

Almir, Gisa, Fabrício e Adriana na sala que Almir ganhou.

FABRÍCIO: - Agora você ta no comando, hein, Almir!

ADRIANA: - Fabrício, mais respeito! Agora é senhor Almir! (risos)

ALMIR: - Que isso gente!... Não vai mudar nada na nossa amizade, no nosso tratamento. Eu continuo sendo o mesmo.

GISA: - A única coisa que mudou, e pra melhor, foi a conta bancária, né Almir? Deu uma engordada agora. (risos)

ALMIR: - É, alguma coisa tinha que mudar...

ADRIANA: - Bom gente, eu preciso ir porque tenho um paciente esperando.

FABRÍCIO: - Eu te acompanho, Adriana. Também tenho hora marcada.

GISA: - Vamos todos então. Eu quero dar uma descansada na salinha dos funcionários... só assim pra me recuperar de ontem!

Gisa, Adriana e Fabrício saem. Almir caminha de um lado a outro, pensativo, sorridente. Está empolgado com o novo cargo.

ALMIR: - Mas eu preciso comemorar...

Almir pega um jornal, folheia os classificados. Pega o celular e disca um número.

CENA 09. RESTAURANTE EUROPA-BRASIL. INT. DIA.

Breno e Carla almoçam no Europa-Brasil. Carla está maravilhada com o lugar.

CARLA: - Breno! Eu não sei nem como me comportar num lugar assim!

BRENO: - É fácil. Só ser você mesma.

CARLA: - Se eu for eu mesma, deixo você morto de vergonha... Olha esse restaurante, é lindo.

BRENO: - Você merece, Carla.

CARLA: - Eu não. Você merece, Breno. Afinal, pelo o que você me disse, ta ganhando mais responsabilidade no escritório, ta crescendo no emprego. Fico feliz por você.

BRENO: - Obrigado, meu amor... Eu também quero que esse sucesso que eu estou tendo, você também tenha no seu emprego. Aliás, você fala pouco dele.

CARLA: - Ah, é que não tem muito glamour em trabalhar na assistência comercial...

De repente, o celular de Carla toca.

CARLA: - Falando em emprego... (pega o celular) Dá uma licença?

BRENO: - Claro.

Carla se levanta, vai até um espaço reservado.

CARLA (sensual / ao telefone): - Alô?...

ALMIR: - Alô? É a Carla?

CARLA: - É ela sim... Quem fala?

ALMIR: - Aqui é o Almir... eu vi um anúncio seu no jornal e gostaria de marcar...

CARLA: - Hummm... Almir... E quando você queria?

ALMIR: - Hoje mesmo. Hoje à noite, no meu apartamento.

CARLA: - Tá certo...

Enquanto isso, Rafael chega no restaurante para almoçar, com Vitória, Elizabeth e Beatriz. Eles avistam Breno, que acena. Seguem para uma outra mesa. Carla volta.

CARLA: - Pessoal lá da empresa... Não me deixam nem relaxar na hora do almoço. Desculpa pela demora.

BRENO: - Imagina... Nem demorou.

Carla sorri, graciosa.

CENA 10. CONDOMÍNIO PARTICULAR. EXT. DIA.

Louise e Rosa acompanham Lívia e Pedro para escolherem uma nova casa. Estão na sala de estar do imóvel, um lugar espaçoso. Lívia se mostra satisfeita. Pedro corre pelo local, brincando.

ROSA: - Então, Lívia, gostou?

LÍVIA: - Adorei!

LOUISE: - O lugar é ótimo, bem localizado, bairro valorizado.

ROSA: - O Morumbi é um bom bairro. Mas é bom investir em segurança. Ultimamente o sossego tem sido um pouco perturbado. Não quero assustar você, Lívia, mas é necessário.

LÍVIA: - Claro, Rosa, eu entendo.

LOUISE: - Então vou ligar pra corretora, dizer que vai fechar negócio.

LÍVIA: - Faz isso, Louise, obrigada.

Louise se afasta.

ROSA: - Tá feliz?

LÍVIA: - Muito Rosa. Parece que eu to vivendo num sonho... Ver o Pedro assim, feliz, me deixa radiante. Espero que essa felicidade se mantenha.

CENA 11. REVISTA FLASH PAULISTA. REDAÇÃO. INT. DIA.

Conrado chega na redação da revista, vai direto falar com Isabela, que está arrumando suas coisas para ir embora.

CONRADO: - O que você está fazendo?!

ISABELA: - Estou organizando minhas coisas para ir embora.

CONRADO: - Você não está falando sério.

ISABELA: - Tudo o que eu te disse lá no seu apartamento é verdade.

CONRADO: - Isabela, pensa bem!... Você é a editora da revista!

ISABELA: - Se o problema é esse, já está resolvido. Eu indico a Beatriz pra ficar no meu lugar. Ela é competente, uma ótima jornalista e de um profissionalismo ímpar... Coisa que eu perdi.

CONRADO: - Você continua sendo uma ótima profissional.

ISABELA: - Eu preciso é recuperar a minha credibilidade, que foi pro ralo quando fiquei com você. A culpa não é sua, Conrado. É minha.

MUSIC ON: Por Onde Andei – Nando Reis

Isabela continua a organizar suas coisas. Conrado percebe que ela não voltará atrás na sua decisão. Ele vai se afastando aos poucos até sair. Isabela para, fica pensativa.

CENA 12. RESTAURANTE EUROPA-BRASIL. INT. DIA.

MUSIC OFF. Rafael, Vitória, Beatriz e Elizabeth almoçam juntos.

BEATRIZ: - Breno ta acompanhado?

VITÓRIA: - Pelo visto, está sim.

BEATRIZ: - Milagre!

ELIZABETH: - Milagre por que? Ele não é de namorar?

RAFAEL: - Breno sempre foi do tipo que pega, mas não se apega. Mas acho que mudou de conceito.

BEATRIZ: - Deve ser o emprego no escritório do Alfredo. Deixou ele mais responsável, maduro... Mais homem e menos garotão. Até porque, ele já passou dos trinta.

RAFAEL: - Falando em emprego, eu tenho uma coisa para falar com vocês.

VITÓRIA: - O que, Rafa?

RAFAEL: - O Paulo me procurou hoje lá na empresa, para falar sobre um pedido que meu pai teria feito/

ELIZABETH: - Um pedido do Tarcísio?

RAFAEL: - Não foi bem um pedido... era um desejo do papai, segundo o Paulo, de ajudar uma pessoa.

BEATRIZ: - Que pessoa?

RAFAEL: - Uma mulher, chamada Maria Luísa.

ELIZABETH (chocada): - Não acredito!

VITÓRIA: - Quem é essa mulher?

RAFAEL: - É aquela moça que o papai levou na festa da revista.

BEATRIZ: - Meu deus!

ELIZABETH: - Mas isso não pode ser verdade, Rafael. Seu pai, querendo ajudar aquela ordinária! (controla-se) só pode ser palhaçada.

RAFAEL: - Eu também achei estranho, mas o Paulo e o papai sempre foram muito amigos. O Paulo não iria inventar uma história dessas. Ele disse que o papai queria era dar uma oportunidade pra moça viver melhor, ter um emprego, uma vida decente.

ELIZABETH: - Isso é uma pouca vergonha...

BEATRIZ: - E o que você decidiu, Rafael?

RAFAEL: - Eu falei que ia pensar, que ia conversar com vocês pra tomar uma decisão. Mas eu, sinceramente, não vejo problema em ajudar a moça.

VITÓRIA: - Eu também não vejo problema. Se a moça precisa de ajuda e era um desejo do papai, não tem porque não ajudar. O Paulo não ia mentir sobre isso.

ELIZABETH: - Moça... (ri, debochada) Como vocês são engraçados...

RAFAEL: - Mamãe, por favor. O assunto é sério.

ELIZABETH: - Quer saber a minha opinião? Façam o que quiserem. Decidam o que tenha que ser decidido. A empresa é mais de vocês do que minha.

BEATRIZ: - Então essa tal Maria Luísa irá trabalhar na Amaro também.

RAFAEL: - Está decidido. Agora, tem outra coisa que eu quero falar com vocês também, que tem a ver com o papai.

ELIZABETH: - Mais uma ‘moça’ que ele queria ajudar?

RAFAEL: - Não... Amanhã na minha posse, eu vou apresentar para vocês, meu assistente pessoal.

VITÓRIA: - Assistente pessoal?!

BEATRIZ: - Que história é essa que nem eu estou sabendo?

RAFAZEL: - Amanhã vocês saberão. Só posso dizer que ele será importante, não apenas para mim, mas para toda nossa família.

CENA 13. AGÊNCIA ÔNIX. INT. DIA.

Plínio e Jonas conversam, enquanto trabalham.

PLÍNIO: - E aí quando eu fui deixar a mina em casa,eu vi que era a tua casa, mano!

JONAS: - Então quer dizer que você a Tati estão juntos?

PLÍNIO: - É, acho que sim... Me amarrei na dela.

JONAS: - Ta apaixonado!

PLÍNIO: - Ah, para!... Mas sei lá, acho que sim... Mas não sou só eu não! Tu também anda mais feliz, chegou aqui com sorrisão, de orelha a orelha... É a tal da Lívia, não é?

JONAS: - É sim cara. Eu to cada vez mais apaixonado por ela, a cada dia que passa.

PLÍNIO: - E quer tirar onda comigo ainda!

JONAS: - E quer saber de uma coisa, eu to a ponto de cometer uma loucura.

PLÍNIO: - Ih, que isso cara? Não vai fazer bobagem!

JONAS: - Relaxa, Plínio... Tá tudo sob controle. (risos)

Os dois riem. Marcos chega no local.

MARCOS: - Conversa boa aí hein! Quero saber se o trabalho ta rendendo tanto quando o papo de vocês.

PLÍNIO: - Tá sim, chefinho. Já deixei na sua mesa, o layout que você tinha me pedido. Acho que ficou legal.

MARCOS: - Valeu, Plínio. Mas eu quero dar uma notícia ótima pra vocês. Fechamos mais uma conta.

JONAS; - Nossa, que legal!

MARCOS: - Loja de roupas, varejo grande. Acho que dá pra fazer algo bem legal. Eles querem lançar a coleção de inverno em grande estilo.

JONAS: - Bora trabalhar então. Tem o briefing aí?

MARCOS: - Tudo aqui.

Os três se reúnem em volta da mesa, analisando o material que Marcos trouxe.  Jonas diz tomar coragem para fazer algo importante. Marcos chega com uma nova conta.

CENA 14. APTO MARILU. INT. DIA.

Paulo e Marilu juntos. Ele ao telefone falando com outra pessoa, enquanto ela se mostra ansiosa, aguardando uma resposta.

PAULO: - Está certo. Pode deixar que eu entro em contato. Obrigado. (desliga o telefone)

MARILU: - E aí, Paulo?! O que deu?

PAULO: - Pega o champanhe pra gente comemorar. Você vai entrar na Amaro amanhã!

Marilu vibra.

MARILU: - Não acredito! Paulo, você é o cara!

PAULO: - Eu sei.

MARILU: - Eu quero ficar colada naquela vadia da Lívia. aos poucos, eu vou pegando o que é meu... Quero ver ela sem nada!

PAULO: - Calma, Marilu, muita calma... Um passo de cada vez.

MARILU: - É, tem razão. Não dá pra ir com muita sede ao pote.

PAULO: - Não dá mesmo. Tem que ir comendo pelas beiradas, como se faz com mingau.

MARILU: - Mas pode ter certeza, Paulo. Eu vou entrei nessa briga pra ganhar. A Lívia vai ver do que eu sou capaz.

PAULO: - Muitas ameaças até agora, mas nada de ação da sua parte...

MARILU (encara Paulo): - Não duvide de mim, Paulo. Nem mesmo você conhece a minha verdadeira capacidade de agir. Eu sei meter medo quando eu quero. Mas principalmente, eu sei acabar com quem me atrapalha.

Os dois ficam a se olhar.

CENA 15. TRANSIÇÃO DO TEMPO. ANOITECER / RODOVIÁRIA SÃO PAULO. INT. NOITE.

MUSIC ON: Bella Ciao – Alok Bashkar, Jetlag Music e André Sarate Imagens de São Paulo ao anoitecer. Mostra os prédios iluminados, a luz dos carros nas avenidas. CORTA PARA

CENA 16. RODOVIÁRIA DE SÃO PAULO. INT. NOITE.

CAM foca num ônibus que chega. A porta se abre, descem os passageiros. De repente, Alexandre desembarca. Olha em volta.

ALEXANDRE: - São Paulo. Prazer em conhecê-la.

MUSIC FADE/OFF

CENA 17. APTO ISABELA. SALA. INT. NOITE.

Beatriz e Isabela conversam.

BEATRIZ: - Eu? Editora da revista?!

ISABELA: - Sim, Beatriz. Eu indiquei você para o meu lugar.

BEATRIZ: - Ai, Isabela, eu nem sei o que dizer. Você sabe que eu sempre quis um espaço maior na Flash Paulista. Mas não queria que fosse desse jeito. Você saindo para eu ficar.

Charlote entra na sala, trazendo uma bandeja com xícaras de chá.

CHARLOTE: - Eu acho uma tremenda loucura tudo isso. Não por você, Beatriz, que é competente, esforçada. Vai se sair muito bem. Mas você, Isabela... A Flash Paulista é um veículo ótimo, filha!

ISABELA: - Mas não dá, mãe! Eu tenho que ficar longe do Conrado. Eu não ia me sentir bem lá dentro, não adianta... E amanhã mesmo eu já vou entrar em contato com outras revistas, jornais... Pensei até em falar com alguns amigos da TV.

CHARLOTE: - Bom, você sabe bem o que está fazendo. Só espero que isso não pese mais adiante.

ISABELA: - Não vai pesar, mamãe. A partir de agora, vida nova.

BEATRIZ: - Vai ser tão estranho não ter você lá na redação.

ISABELA: - Mas a gente vai estar sempre juntas, amiga. Sempre.

CENA 18. APTO ALMIR. INT. NOITE.

Conrado está no apto de Almir, e os dois conversam. Almir organiza o apartamento, arrumando a decoração, enquanto Conrado está “jogado” no sofá.

CONRADO: - E ela foi embora da revista, Almir. A Isabela foi embora.

ALMIR: - Não era pra menos, não é, Conrado? A moça ficou com vergonha depois de ter dormido com o chefe.

CONRADO: - Não foi simplesmente dormir... Foi a transa dos sonhos!

ALMIR (puxando Conrado do sofá): - É mesmo, que ótimo! (levando-o até a porta) Agora você precisa ir.

CONRADO: - Ei Almir! Tá mandando seu primo embora? É o segundo pé na bunda que eu levo hoje!

ALMIR: - Foi mal Conrado, mas é que eu vou receber visita e preciso terminar a organização aqui.

CONRADO: - Hummm, receber visita é?

ALMIR: - É, então, se não se importa, eu/

CONRADO: - Claro, claro. Eu vou indo nessa... Aproveita bem a sua visita. (ri, malicioso)

Conrado sai. Almir acha graça, fecha a porta. No corredor, Conrado aperta botão no elevador. Aguarda. Desiste, desce pela escada. Tempo depois, o elevador chega. Abre a porta. Carla sai do elevador, deslumbrante. Procura pelo apto de Almir. Encontra.

CARLA: - É aqui... (toca campainha)

ALMIR (abrindo a porta): - O que foi Conrado/ (vê Carla) Pois não?

CARLA: - Você é o Almir?

ALMIR: – Sim.

CARLA (estende a mão): - Prazer Almir. Eu sou a Carla.

Carla, sensual, encara Almir, que está encantado com a beleza dela.

CENA 19. PENSÃO BEM QUERER. INT. NOITE.

Pessoal da pensão reunido na sala. Alaíde, Oscar, Tatiana, Kleber. Rosa está junto para acompanhar Lívia, que se despede do pessoal, junto com Pedro.

LÍVIA: - Gente, eu vou tentar dizer algumas palavras sem chorar aqui na frente de vocês.

ALAÍDE: - Se chorar, vai ser de felicidade, minha filha. Não tem problema.

OSCAR: - Pena o Jonas não estar aqui.

TATIANA: - Nem a Carla...

ALAÍDE: - Jonas deve de ta na agência ainda. E Carla, sabe-se lá Deus onde. Mas deve ta bem.

LÍVIA: - Mesmo assim, transmitam meus abraços e carinho pra eles.

KLEBER: - Ah, Lívia. Saiba que eu vou sentir saudade de ir pro serviço com você, das nossas conversas escondidas do seu Roberto...

LÍVIA: - Eu também Kléber. Você me deu a maior força. Te agradeço muito. Aliás, agradeço a todos vocês... Seu Oscar, dona Alaíde. O que vocês fizeram por mim eu nunca vou conseguir pagar. Não há dinheiro que pague a bondade de vocês.

ALAÍDE: - Lívia, a gente só fez o que achava correto.

ROSA: - Ah, mas eu posso garantir que vocês têm sim um bom coração. Fizeram pela minha mãe o que eu não fiz.

ALAÍDE: - Ai gente! Parem senão quem chora aqui sou eu!

LÍVIA: - Bem, agora que eu estou indo embora daqui, eu quero dizer que vocês podem contar comigo para o que der e vier.

OSCAR: - Obrigado, Lívia. E pode ter certeza que a gente aqui deseja tudo de bom pra você na casa nova.

TATIANA: - Muita paz, alegria! E sucesso também lá na empresa, né, chefe? (risos)

LÍVIA: - Valeu Tati!

ALAÍDE (abraça Pedro): - Mas vai ser difícil é eu me acostumar a ficar longe dessa fofura aqui! Você vai vir me visitar, né Pedrinho?

PEDRO: - Venho sim! (abraça Alaíde)

Nesse instante, Jonas chega em casa, acompanhado de Plínio. Jonas traz um buquê de flores.

OSCAR: - Jonas! Bom que chegou a tempo de se despedir da Lívia.

Jonas se aproxima de Lívia, enquanto Plínio vai até Tatiana.

TATIANA: - Você aqui?!

PLÍNIO: - Trabalho com o Jonas na agência. Peguei uma carona e vim ver você também.

Jonas entrega o buquê para Lívia.

LÍVIA: - São lindas, Jonas! Obrigada.

JONAS: - Você merece.

Lívia olha as flores, maravilhada, quando percebe algo entre elas. Lívia tira uma caixinha de jóia. Olha para Jonas, surpresa.

JONAS: - Abre.

Rosa pega o buquê, enquanto Lívia abre a caixa. CAM mostra um lindo anel. Todos se surpreendem. MUSIC ON: Amado – Vanessa Da Matta 

LÍVIA: - Jonas!...

JONAS (de joelhos): - Lívia, antes de você ir embora, preciso que me responda uma pergunta muito importante... Você aceita namorar comigo?

Lívia e Jonas se olham profundamente.

Encerra com Amado – Vanessa Da Matta
 
     
     


autor
Édy Dutra

elenco
Christine Fernandes como Lívia
Taís Araújo como Marilu
Zé Carlos Machado como Tarcísio
Fábio Assunção como Rafael
Bruno Ferrari como Jonas
Marcos Caruso como Paulo
Renata Domingues como Carla
Júlio Rocha como Breno
Bianca Castanho como Beatriz
Júlia Feldens como Vitória
André Bankoff como Fabrício
Danton Mello como Marcos
Lavínia Vlasak como Isabela
Caco Ciocler como Conrado
Janaína Lince como Sarah
César Mello como Alfredo
Aída Leiner como Inês
Luíza Curvo como Tatiana
Jonathan Haagensen como Plínio
Marco Ricca como Fausto
Sílvia Pfeifer como Lorena
Thaís Vaz como Mayra
Gisele Policarpo como Gisa
Guilherme Leme como Almir
Mônica Martelli como Louise
Sérgio Menezes como Kléber
Cyria Coentro como Nice
Ernesto Piccolo como Moisés
Natália Guimarães como Rita

Atrizes convidadas
Sônia Braga como Elizabeth
Regina Duarte como Rosa
Valquíria Ribeiro como Adriana
Ângela Leal como Agda
Mila Moreira como Charlote
Denise Del Vecchio como Onira
Beatriz Segall como Wanda
Arlete Salles como Alaíde

Atores convidados
Gracindo Júnior como Demétrio
Rodrigo Santoro como Henri
Juan Alba como Alexandre
Nill Marcondes como Eduardo
Roberto Bonfim como Roberto
Floriano Peixoto como Jorge

Participações especiais
Dudu Azevedo como Romão
Elisa Lucinda como Cidália
Antonio Pitanga como Tenório
Vanessa Lóes como Clair
Alexandre Slaviero como Hugo
Lui Mendes como Pereira
Mônica Martelli como Louise
Dudu Azevedo como Romão

Trilha Sonora
Pra Rua Me Levar – Ana Carolina (abertura)
Por Onde Andei – Nando Reis
Bella Ciao – Alok Bashkar, Jetlag Music e André Sarate
Amado – Vanessa da Matta


Produção

Bruno Olsen
Cristina Ravela
Diogo de Castro


Esta é uma obra de ficção virtual sem fins lucrativos. Qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.


REALIZAÇÃO


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Proibida a cópia ou a reprodução

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