Escolhas da Vida - Capítulo 18


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CAPÍTULO 18
 
     
     
     
     
 
 
 

CENA 01. BARZINHO. INT. NOITE. 

Continuação do capítulo anterior. Carla pressiona Rick.

CARLA: - Você vai me dizer tudo, Rick! Tudo!

RICK: - Eu já falei que não sei de nada, Carla. Por favor, não complica pro meu lado.

CARLA: - Você e o Diogo são amigos. É óbvio que ele deve ter contado algo pra você. Ele sabia que eu queria ter um filho e não fez isso comigo! Resolveu deixar para outras pessoas! Vamos, pode falar! Senão você não vai sair deste bar!

RICK: - Você não vai desistir né?

CARLA: - Você sabe que não.

Rick respira, impaciente.

RICK: - Tá legal. Mas por favor, o Diogo não pode saber que eu te contei. Ninguém mais sabe disso. E eu não quero perder a amizade dele.

CARLA: - Fica tranquilo, Rick. Minha boca é um túmulo. Agora fala, vai.

Rick começa a falar fora do áudio, sob a atenção de Carla.

CENA 02. APTO FERNANDA E PAULA. QUARTO. INT. NOITE.

Paula e Fernanda deitadas na cama, lado a lado.

PAULA: - Falei com a minha mãe.

FERNANDA: - Jura? E aí?

PAULA: - Ela que me ligou, na verdade. Nos convidando para almoçar na casa dela. Depois de amanhã. Eu aceitei.

FERNANDA: - Que ótimo, Paula! Nossa... Eu nunca pensei nisso, agora. Da gente estando em paz na casa da sua mãe. Queria que na minha fosse a mesma coisa.

PAULA: - Com tempo, vai ser, Nanda.

FERNANDA: - Aliás, faz tempo que eu não falo com a minha mãe. Estou precisando mesmo conversar com ela.

PAULA: - Ah é? Sobre o que?

FERNANDA (nervosa): - Ah, sobre, sobre tudo. O que quero dizer é que precisamos colocar o papo em dia.

PAULA: - Entendi. Vocês sempre foram tão amigas, não é? A relação de vocês é muito bonita.

FERNANDA: - Muito. E agora que a minha vida está em transformação, eu gostaria de ter a presença dela mais constante. Mas também compreendo que ela não vem muito por causa do meu pai.

PAULA: - Esse aí vai demorar até aceitar a realidade.

FERNANDA: - Mas eu não desisti dele, sabe? Eu tenho ainda uma pontinha de esperança de que ele, um dia, vai compreender tudo isso e aceitar.

PAULA: - Assim seja. Agora vamos dormir, porque amanhã eu volto cedo pro mercado e você também, não é? De volta ao batente!

FERNANDA: - É verdade! Sabe que eu já estava morrendo de saudades da galera do escritório!

PAULA: - Imagino.

Elas riem, se beijam.

PAULA: - Boa noite.

FERNANDA: - Boa noite.

Paula apaga a luz do abajur.

CENA 03. CASA DIOGO. SALA DE ESTAR. INT. NOITE.

Diogo chega e se depara com Tereza, no sofá.

DIOGO: - Acordada ainda, mamãe?

TEREZA: - Precisava dar os últimos telefonemas do dia, meu filho. Amanhã será minha grande noite.

DIOGO: - É verdade! O lançamento do livro!

TEREZA: - Nem parece que eu já lancei outros livros antes. É sempre esse friozinho na barriga.

DIOGO: - E se um dia você deixar de sentir, não terá valido a pena o seu esforço.

TEREZA: - É verdade. Mas e você, chegando a essa hora também...

DIOGO: - Fui jantar. Com uma amiga.

TEREZA: - Amiga é? Sei.

DIOGO: - Vou levá-la ao lançamento amanhã. Posso?

TEREZA: - Claro! Ficarei muito feliz em conhecer sua nova amizade. (risos)

DIOGO: - Bom, vou dormir.

TEREZA: - Vá. Também já estou indo.

Diogo sai sob o olhar da mãe.

CENA 04. RIO DE JANEIRO. EXT. NOITE

MUSIC ON: (Maracutaia - Karol Conka)

Takes rápidos da cidade a noite. Tomadas mais lentas mostram um novo dia que vai chegando. O sol vai surgindo no horizonte. Corta para a fachada do prédio onde moram Paula e Fernanda.

CENA 05. APTO FERNANDA E PAULA. SALA. INT. DIA.

MUSIC OFF.

Fernanda abre a porta. CAM enquadra Norma, do lado de fora.

FERNANDA (O.S/tensa): - Que bom que você veio, mãe!

NORMA (entrando):-  Você me ligou tão cedo! Presumi que era mesmo uma emergência! Está tudo bem com você? Com o bebê?

FERNANDA: - Com o bebê está sim, tudo ótimo. O problema é comigo mesmo.

NORMA: - O que foi, Nanda? Por favor, não me deixa assustada!

FERNANDA: - Calma, senta aqui.

As duas sentam-se no sofá.

FERNANDA: - Eu nem sei por onde começar. É um assunto muito delicado e parece que eu estou vivendo tudo novamente.

NORMA: - Que assunto?

FERNANDA: - Eu e a Paula.

NORMA: - O que tem vocês duas? Vocês brigaram?

FERNANDA: - Não, não é isso. Muito pelo contrário. Nós estamos nos dando cada vez melhor. Depois da gravidez, ficamos ainda mais parceiras uma da outra.

NORMA: - Então qual é o problema? Eu não estou entendendo, Fernanda.

Fernanda se cala. Norma a observa, tentando entender.

FERNANDA (firme): - Eu conheci uma pessoa, mãe. Um rapaz. E acho que estou apaixonada por ele.

NORMA (surpresa): - Fernanda...

FERNANDA (tensa): - Eu sei, mãe. É loucura. Eu to muito confusa. Não sei o que fazer.

NORMA: - Mas como isso foi acontecer? Você e a Paula estavam indo tão bem.

PAULA: - E continuamos! Até o momento eu não consigo perceber nenhuma mudança em relação ao que eu sinto pela Paula. Ela é maravilhosa. Eu gosto da companhia dela. Ela me faz feliz. Mas, por outro lado, quando eu to na presença do Diogo... Eu não sei explicar o que acontece comigo. É como se eu perdesse o controle das minhas ações. O que que eu faço, mãe?

NORMA: - Primeiro você se acalma.

FERNANDA: - Tá ficando cada vez mais difícil conviver com esse dilema. Ontem eu quase me entreguei pra Paula.

NORMA: - Você precisa agir com cautela pra acabar não magoando ninguém, ou se magoando. A Paula sempre esteve com você nos principais momentos da sua e vida e talvez seja cedo pra você tirar qualquer conclusão em relação a esse rapaz.

FERNANDA: - A gente se beijou.

NORMA: - E o que você sentiu?

FERNANDA: - Foi maravilhoso.

NORMA: - Cuidado, minha filha. Você pode estar indo por um caminho complicado. Lembre-se que no fim das contas, o mais importante é você ser honesta consigo mesma, com seus sentimentos, e com os outros envolvidos nisso.

Fernanda pensa um pouco nos dizeres da mãe.

FERNANDA: - Você tem razão.

Norma segura as mãos de Nanda.

NORMA: - Que bom que você recorreu a mim. Isso mostra que apesar das dificuldades que temos tido com seu pai, você continua confiando em mim.

FERNANDA: - Nunca duvide.

Elas sorriem. Se abraçam.

FERNANDA: - Obrigado por vir. Agora, eu preciso ir pro escritório.

CENA 06. CLÍNICA DR. BERTOLINI. EXT. DIA.

PLANO GERAL destaca a fachada da clínica onde um casal entra. CAM se aproxima de um carro estacionado na calçada contrária ao estabelecimento e foca em Carla, de óculos escuros e atenta a movimentação.

CARLA: - Então foi aqui que o Diogo veio congelar nossos filhos.

Ela abre a porta do carro e SAI, retirando os óculos e indo em direção a entrada.

CORTA:

CENA 07. CLÍNICA DR. BERTOLINI. INT. DIA.

Carla vai entrando quando enxerga Olívia na recepção. Ela se aproxima.

CARLA:-  Com licença, bom dia!

OLÍVIA (simpática): - Bom dia! Em que posso ajudar?

CARLA: - Essa aqui é uma clínica de fertilização, isso? Reprodução assistida.

OLÍVIA: - Exatamente. Você tem interesse? Já conhece nossos serviços?

CARLA: - Não, não tenho interesse não... Não nos serviços, é claro. Na verdade, eu estou aqui porque eu quero saber algumas informações e talvez você possa me ajudar.

OLÍVIA: - Que tipo de informações você deseja? Se é algo mais relacionado aos procedimentos médicos, você pode marcar uma consulta com o doutor Túlio. Ele é o dono da clínica e pode te explicar tudo.

CARLA: - Não, não vai ser necessário. O que eu gostaria de saber é sobre a doação de material genético. Na verdade, sobre doadores.

OLÍVIA: - Sobre doadores? Tem interesse em doar?

CARLA: - Não, eu tenho interesse em saber quem doa ou quem doou aqui. Você pode me fornecer essas informações, por favor?

OLÍVIA: - Infelizmente eu não posso. O nosso banco de doadores é sigiloso. Nós assinamos um termo de responsabilidade com eles, onde em hipótese alguma, é revelada a identidade do doador para qualquer outra pessoa.

CARLA: - Mas nem em casos de extrema urgência?!

OLÍVIA: - Qual seria a sua urgência?

CARLA (impaciente): - Mas por que você faz tantas perguntas?

OLÍVIA (firme): - Só estou cumprindo com o meu trabalho, o meu dever. E se você veio até aqui para saber se algum namorado, ou seu marido, doou alguma coisa, terá que perguntar diretamente para ele. Porque pelo visto é isso mesmo que você veio saber. Mas, infelizmente, eu não poderei ajudar.

Carla não reage, mas não gosta da resposta de Olívia.

OLÍVIA: - Mais alguma coisa que queira perguntar?

CARLA: - Não. Muito obrigada.

OLÍVIA: - Passar bem.

Carla sai, apressada.

OLÍVIA: - Cada uma que me aparece...

Olívia volta para o seu serviço na recepção.

CENA 08. RUA. EXT. DIA.

Lisa e Pedro caminham por uma calçada enquanto conversam animados. Muitas pessoas transitam por ali. Pedro carrega algumas sacolas de compras.

LISA: - Só você mesmo pra me tirar do fundo da minha cama no estado em que me encontro pra fazer compras no shopping.

PEDRO: - Sabia que você não ia resistir.

LISA (cabisbaixa): - Pena que nada disso apaga meus problemas né?

PEDRO: - Você não pode se dá por vencida, Lisa. Seu futuro tá só começando.

LISA: - Ah, claro. Começando muito bem por sinal, grávida e sem emprego. Futuro promissor, hein?

Pedro para Lisa no meio da calçada e a segura.

PEDRO: - Para de pensar negativo, ok? O filho que você tá esperando não representa o fim da sua carreira como modelo. E você sabe que pode contar comigo sempre, né?

LISA: - Você não tem que fazer isso.

PEDRO: - Eu quero. Será que você ainda não entendeu? O que é que tá faltando, afinal? (tom) Todo mundo saber?

Pedro começa se afastar dela e falar mais alto.

LISA (repreende): - Pedro...

PEDRO (alto): Ae pessoal... Essa mulher aqui oh (aponta/grita) É A RAZÃO DO MEU SORRISSO. EU AMO ESSA MULHER, ENTENDERAM?

LISA (envergonhada): Pedro, para!

PEDRO (a Lisa): Eu quero que o Rio todo escute o que eu tenho pra dizer, pra ver se assim você entende de uma vez por todas. (grita) EU TE AMO, LISA!!!

Ela ri da atitude dele. As pessoas que passam observam o gesto, gostam do que veem, alguns filmam. Pedro se aproxima de Lisa e a beija por um tempo.

PEDRO: Tá claro agora?

LISA: - Seu louco!

Ela dá tapinhas no peito dele e os dois voltam a caminhar. Bruno que vinha no sentido contrário os encontra.

BRUNO: - Lisa... O que é que você tá fazendo com esse cara?

LISA: - Bruno...

BRUNO: - A gente mal terminou e você já se engraçou com outro?

LISA: - O Pedro é meu amigo.

PEDRO: - Por que você ainda dá satisfação pra esse cara?

BRUNO: - E você não se mete.

PEDRO (de dedo): - VOCÊ é que não vai mais se meter na vida da Lisa, entendeu? Ela já sofreu demais na tua mão, então fica longe. Ou então/

BRUNO: - Ou então o que? O que que o playboy vai fazer?

LISA: - Para, Bruno! O Pedro tem razão. Eu não tenho mais nada pra falar com você. O que tinha pra dizer já foi dito e a partir de agora, eu quero você longe da minha vida. Fui clara?

Bruno não responde.

LISA: - Vamos embora, Pedro.

Pedro fica encarando Bruno. Lisa pega no braço dele o puxando pra longe dali.

CENA 09. ESCRITÓRIO O&K. INT. DIA.

Fernanda é recebida pelos colegas do escritório. O local está enfeitado com uma faixa de boas-vindas e alguns balões.

FERNANDA (feliz): - Nossa, gente! Eu não esperava tanto carinho assim. Muito obrigada!

WALTER: - Sentimos muito a sua falta aqui, Nanda. Mas sabemos que foi por um motivo maravilhoso.

FERNANDA: - Eu também senti falta daqui, Walter. Eu adoro meu trabalho, vocês todos.

Laisla se aproxima, entrega uma caixinha de presente para Fernanda.

LAISLA: - Espero que você goste, amiga. Comprei com muito carinho.

FERNANDA: - Obrigada, Laisla!

Fernanda abre a caixa. São sapatinhos de bebê, em crochê amarelo.

FERNANDA (derrete-se): - Ai, que amor!

LAISLA: - Comprei amarelinho, porque nessa fase a gente ainda não sabe se é menino ou menina.

FERNANDA (abraça Laisla): - Amei, amiga! Obrigada, de coração!

LAISLA: - Vendo você assim, feliz com a gravidez, até me deu vontade de ser mãe também. (risos) Mas aí eu penso no choro da criança à noite, trocar fralda cheia de caca, aí a vontade passa.

Todos riem, menos Danilo, que está em sua mesa, afastado. De longe, ele observa a recepção à Fernanda. Ela o percebe, ele desvia o olhar. Walter se aproxima de Fernanda.

WALTER: - Pode curtir mais um pouco com o pessoal aí o seu retorno. Mas logo mais eu quero você na minha sala. Tenho dois projetos para te mostrar.

FERNANDA: - Maravilha! Pode deixar que eu vou sim.

Walter sorri, vai saindo quando Fernanda segura sua mão.

FERNANDA: - Walter, obrigada. Obrigada por me manter aqui, por segurar tudo pra mim. Eu não tenho palavras.

WALTER: - Eu jamais perderia uma profissional como você. E que também é minha amiga. Como eu já disse antes, logo que você chegou, é bom ter você por perto. Bom ter você aqui, de volta com a gente.

Os dois se abraçam. Walter sai. Fernanda volta a conversar com os outros colegas.

CENA 10. APTO MATHEUS. SALA. INT. DIA.

Matheus, ansioso, caminha de um lado a outro pela sala. Seu celular sobre a mesa. Matheus o encara, hesitando.

MATHEUS: - Ligo ou não ligo? Ligo ou não ligo? Não ligo! Vai que ele esteja trabalhando, nem me atende... E eu fico parecendo um idiota, correndo atrás.

Ele SAI. Tempo e Matheus volta apressado, pega o telefone.

MATHEUS (discando): - Liga, por que você não aguenta de vontade de ouvir aquela voz!

Matheus põe o celular no ouvido, esperando.

CORTA:

CENA 12. HOSPITAL. CORREDOR. INT. DIA.

Gustavo caminha quando o celular toca. Retira do jaleco e atende sem ver quem é.

GUSTAVO: - Alô?

A PARTIR DAQUI A TELA SE DIVIDE MOSTRANDO OS DOIS AMBIENTES.

MATHEUS (animado): - Oi, Gustavo! (se controla) É o Matheus. Lembra de mim?

GUSTAVO: - Oi, Matheus! Claro que lembro. Como você está?

MATHEUS: - Tudo bem, tudo ótimo. Praticamente recuperado já.

GUSTAVO: - Que maravilha! Fico feliz em ouvir isso!

MATHEUS (carinhoso): - E eu fico feliz em ouvir sua voz.

Gustavo sorri, satisfeito. Os dois ficam em silêncio.

GUSTAVO: - Matheus?

MATHEUS: - Oi! Estou aqui.

GUSTAVO: - Então, qual o motivo da ligação?

MATHEUS: - Ah é que eu estava morrendo de sauda... Quero dizer, eu estava aqui pensando... O dia está tão bonito e a noite promete também ser bem agradável. Aí eu lembrei de te chamar para a gente sair hoje. Sei lá, uma volta no calçadão, um barzinho na Lapa... Pra conversar. O que acha?

GUSTAVO: - Nossa, eu vou adorar! Justo hoje que eu não fico à noite. Vai ser muito bom relaxar a cabeça tendo você como companhia.

MATHEUS: - Sério?! Que ótimo!

GUSTAVO: - Bom, você escolhe o lugar que a gente vai e me manda por mensagem. Eu preciso desligar aqui porque tem um paciente me esperando.

MATHEUS: - Claro, pode deixar. Eu digo o local e a hora.

GUSTAVO: - Combinado então. Até à noite!

MATHEUS: - Tchau! (desliga / incrédulo)Eu vou ter um encontro com aquele boy dos deuses!

Ele se joga no sofá, feliz, empolgado.

CENA 12. APTO OSVALDO. EXT. DIA.

Alex esconde-se próximo do prédio de Osvaldo, por entre alguns arbustos. Ele fica a cuidar a saída do prédio, quando vê Osvaldo saindo de carro da garagem. Regina sai pela portaria, conversando com o porteiro, indo em direção ao carro.

Alex aproveita que a portaria está vazia e vai chegando próximo do prédio, sem ser visto. Quando Regina entra no carro, Alex consegue entrar na portaria.

CORTA:

CENA 13. APTO OSVALDO. SALA. INT. DIA.

A campainha TOCA. Tempo e Mariana surge para atender a porta. Abre. De seu POV, Alex do lado de fora. Ela vai fechar, mas ele é mais forte, impede e ENTRA.

MARIANA: - O que é que você veio fazer aqui?

ALEX: - Você precisa me ouvir, Mariana.

MARIANA: - Será que você não tem um pingo de vergonha na cara?

ALEX: - Eu te amo.

MARIANA: - Sai daqui, Alex. Por favor.

ALEX: - Acredita em mim, Mariana. Eu te amo.

MARIANA: - Quem ama não mente como você mentiu pra mim, Alex. A minha mãe tinha razão. Você não passa de um aproveitador barato!

ALEX: - A sua mãe não é quem você pensa.

MARIANA: - Como é que é?

Alex se contém.

ALEX: - Olha, me perdoa. Eu sei que errei contigo, mas o que eu sinto por você é verdadeiro.

MARIANA: - O que você pretendia com isso tudo, afinal? Dá um golpe na minha família?

ALEX: - Claro que não!

MARIANA: - Então o que? Que foi que eu te fiz pra você me enganar assim? (chora) Eu não merecia isso, Alex. Eu era apaixonada por você.

ALEX: - Assim como eu ainda sou apaixonado por você. Me dá uma chance.

MARIANA: - Eu quero que você saia da minha casa.

ALEX: - Eu não vou sair daqui até você me perdoar.

MARIANA: - Isso não vai acontecer.

Alex perde a paciência e agarra Mariana. Tenta beijá-la. Ela começa a se debater.

MARIANA: - Me solta!

Ela consegue se desvencilhar.

ALEX: - Me desculpa. Desculpa, é que eu perco o controle perto de você!

MARIANA (convicta): - Eu tenho nojo de você.

Alex sente o baque das palavras dela, sai logo em seguida. Mariana desaba no chão da sala, chora muito.

CENA 14. RESTAURANTE. INT. DIA.

Tito e Bia almoçam.

TITO: - E então agora eu estou fazendo as ilustrações desta campanha de publicidade que vai sair daqui a quatro meses! Os caras estão fazendo tudo bem adiantado!

BIA: - Que ótimo, meu amor!

TITO: - Vai render uma boa grana. E sabe que eu pensei? Em pagar um curso novo que está pra sair, de desenho.

BIA: - Faz muito bem, Tito. Tem que investir na sua carreira.

TITO: - E com o que sobrar, eu vou guardar pra gente fazer uma viagem juntos. O que acha?

BIA:-  Uma viagem?! Eu acho um máximo!

TITO: - Nada muito longe, não é? Mas dá pra pegar uma pousada legal em Búzios ou Angra. Que tal?

BIA: - Acho tudo maravilhoso! Qualquer lugar com você está perfeito, meu amor!

Os dois trocam um selinho. Ao fundo, Gabriel e Verônica entram, sentando-se em uma das mesas reservadas.

VERÔNICA: - Poderia ter me chamado para um restaurante melhor, Gabriel. Esse é tão comum.

GABRIEL: - Comum só na aparência, Verônica. O menu daqui é excelente. E olhe bem para mim... Acha mesmo que eu levaria você para comer em qualquer lugar?

Verônica sorri, graciosa.

GABRIEL: - Eu queria que a Carla estivesse conosco, mas ela não atendeu as minhas ligações.

VERÔNICA: - Eu estou um pouco preocupada. Estou achando a Carla um pouco rebelde demais. Você precisa fazer alguma coisa, Gabriel.

GABRIEL: - Eu estou tentando! Mas a sua filha tem um gênio e tanto! Pelo menos ela prometeu não atentar contra a vida de ninguém, o que já é um ganho pra gente.

VERÔNICA: - Sabe que eu acharia super fofo vocês dois juntos?

GABRIEL: - É mesmo?

VERÔNICA: - Você é um rapaz tão bom, bem conceituado, tem porte. O Diogo já fez a Carla sofrer demais.

GABRIEL: - Eu também acho. Sua filha está obcecada por um homem que não quer vê-la nem pintado de ouro.

VERÔNICA: - E tendo você, todo bonitão, do lado... Carla só pode estar doente.

GABRIEL: - Obrigado pelo bonitão. (risos)

VERÔNICA: - Eu gosto de falar o que é verdade, Gabriel. Ah, se eu tivesse a idade da Carla... Você não me escaparia!

Os dois riem, enquanto Verônica flerta com ele.

CENA 15. ESCRITÓRIO O&K. INT. DIA.

Fernanda sai da sala de Walter e vai seguindo para sua mesa, quando percebe um buquê de rosas no local.

FERNANDA: - Flores para mim?

LAISLA (se aproxima): - Motoboy veio deixar. Lindas! Rosas vermelhas... É paixão! Tem dois cartões juntos ali.

FERNANDA: - Nossa, a Paula sabe mesmo se deixar cada vez mais encantada!

Fernanda abre o cartão, se mostra um tanto surpresa, mas disfarça.

LAISLA: - Então, a Paula te pegou mesmo de jeito com essas rosas, não é?

FERNANDA: - Sim! Estou... Sem palavras!

Laisla se afasta. Fernanda senta, ainda com o cartão em mãos. O lê.

DIOGO (V.O.): - Essas flores estão aí por dois motivos: primeiro para te desejar um ótimo retorno ao seu trabalho. E o segundo é um convite para ir ao lançamento do livro da minha mãe, comigo. O convite está junto com o cartão. Te pego no seu apartamento mais tarde. Um beijo. Amo você. Diogo.

Fernanda tenta disfarçar o sorriso no rosto pelas flores e o convite.

CENA 16. ESTÚDIO DE PILATES. INT. DIA.

Regina faz aula com Tomás.

TOMÁS: - Segue dessa forma, Regina. Cuidado a postura.

O telefone de Tomás toca.

TOMÁS: - Dá uma licencinha, Regina.

REGINA: - Fica à vontade.

Tomás se afasta. Atende.

TOMÁS (ao telefone): - Oi amor! (T) Sim, estou em aula. (T) Ah, jura? Plantão? Tudo bem né. (T) Sim, eu sei que você chega tarde. (T) Está certo. Amo você. (desliga)

REGINA: - Pelo visto, alguém vai ficar sozinho hoje.

TOMAS (aproxima-se): - Meu médico tem plantão. Faz parte. Bora retomar aquele outro exercício.

Tomás orienta Regina

CENA 17. RIO DE JANEIRO. EXT. NOITE

Imagens da cidade ao anoitecer. Mostra o Cristo Redentor iluminado, os prédios, a Central do Brasil.

CORTA:

CENA 18. MERCADO. INT. NOITE.

Movimentação rotineira de consumidores no local. Carla surge com um vidro de azeitonas indo em direção ao caixa onde Paula está atendendo.

PAULA: - Boa noite.

CARLA: - Oi.

Carla olha para Paula fingindo ter uma vertigem. Paula percebe.

PAULA: - Tá tudo bem?

CARLA: - Eu acho que vou desmaiar.

Paula sai detrás do balcão para ajudar e impede que Carla caia.

PAULA: - Quer me chame um médico?

CARLA: - Não precisa. Foi só uma tontura repentina.

PAULA: - Você tá grávida?

CARLA: - Não. Deve ter sido queda de pressão. Em todo caso, obrigada pela ajuda. Qual seu nome?

PAULA: - Paula.

CARLA: - Prazer. O meu é Charlotte!

PAULA: - Prazer, Charlotte! Vou passar sua azeitona.

CARLA: - Obrigada.

Paula retorna a seu posto de trabalho. Pega o vidro de azeitona e passa no leitor digital. Carla a observa, enigmática.

CENA 19. LIVRARIA. INT. NOITE.

Lançamento do livro de Tereza. O espaço está decorado com flores para a realização do evento. Alguns garçons servem bebida e comida pro público. Há alguns jornalistas cobrindo o evento. Tereza está atrás de uma mesa autografando os exemplares dos leitores que formam fila. Atrás dela um grande banner com a capa do livro. Diogo chega junto com Fernanda. Eles observam a fila, relativamente grande.

DIOGO: Que sucesso hein, dona Tereza!

Ela pede licença aos leitores e vai cumprimentar os dois.

TEREZA: - Filho! Que bom que vieram!

DIOGO: - Essa aqui é a Fernanda.

TEREZA: - Prazer, querida.

FERNANDA: - O prazer é meu. Parabéns pelo sucesso!

TEREZA: - Fiquem à vontade, preciso voltar!

DIOGO: - Não deixe seus fãs esperando.

Eles riem. Tereza vai voltar a seu lugar quando é interrompida por uma voz feminina.

MULHER (O.S): Você poderia nos conceder uma entrevista?

Tereza se volta em direção a voz. CAM enquadra uma mulher loira, de olhos azuis, vestida de preto. Tereza sorri.

TEREZA: - Cristina Ravela, que honra!

CRISTINA: - Eu não poderia deixar de comparecer no lançamento do mais novo livro de Tereza Troiani, uma das mulheres mais lidas deste país!

TEREZA: - Eu quero ler a sua crítica no blog hein! Já deixei seu exemplar separado. As suas críticas me dão sorte!

CRISTINA: - É o seu talento, minha querida! Mas agora me diga... Da onde surgiu a ideia para este livro? Escolhas da Vida... Achei o nome bem original e tão íntimo também.

TEREZA: - Mas é isso mesmo. A ideia é ser íntimo, é provocar as pessoas à reflexão dos caminhos que cada um segue em sua vida. Nós fazemos escolhas todos os dias e vamos vivendo as consequências dessas escolhas também.

As duas seguem a entrevista, sob o olhar do público presente.

CENA 20. MERCADO. EXT. NOITE.

Paula atende o último cliente no caixa. Ela coloca a plaquinha de “fechado” em cima do balcão. Carla se aproxima com um singelo ramalhete de flores.

PAULA: - Oi, você por aqui de novo? Esqueceu alguma coisa?

CARLA: - Eu tinha que retribuir o que você fez por mim hoje mais cedo.

Carla oferece as flores.

PAULA (surpresa): - São pra mim?

CARLA: - Espero que não pareça demais. É que agradecer não apareceu suficiente. Aceita?

Paula pega as flores, sorri.

PAULA: - Claro. Obrigada. Mas não precisava disso.

CARLA: - É, talvez não. Mas é que hoje em dia é tão raro vê alguém disposta a ajudar um desconhecido que eu achei que era o mínimo que eu poderia fazer.

PAULA: - Obrigada.

CARLA: - Bom, era isso.

Paula pensativa, olhando as flores. Carla vai sair.

PAULA: - Espera!

Carla volta.

PAULA: - Eu não costumo fazer isso, com ninguém, pra falar a verdade. Mas como você mesma disse, é tão raro a gente ver gestos gentis assim, como você fez comigo.

CARLA: - O mundo está carente de amor e respeito ao próximo.

PAULA: - Você não quer ir lá em casa, tomar alguma coisa? Assim a gente conversa mais.

CLOSE em Carla, satisfeita com a proposta.

CENA 21. LIVRARIA. INT. NOITE.

Diogo e Fernanda conversam, caminhando por entre as ilhas de livros.

FERNANDA: - Sabe que, olhando agora, eu acho que eu já li um livro da sua mãe.

DIOGO: - Sério?

FERNANDA: - Sim! Um livro de capa vermelha.

DIOGO: - Corações em Chamas.

FERNANDA: - Isso mesmo! Um romance e tanto!

DIOGO: - Corações em chamas é um título bem sugestivo para o momento em que eu estou agora.

FERNANDA: - Diogo... (risos) Pode parar.

DIOGO: - Mas é assim que eu me sinto quando eu estou perto de você, oras. Você não sente nada quando está perto de mim?

FERNANDA: - Claro que eu sinto. Mas é que/

DIOGO: - Então! Não tem porque a gente ficar escondendo isso um do outro.

FERNANDA: - A gente não pode é avançar o sinal. Eu não posso me deixar levar assim, pela emoção das coisas...

Os dois ficam se olhar. Cristina Ravela se aproxima.

CRISTINA: - Eu posso fazer uma foto de vocês pro blog? São um casal tão lindo.

Eles se entreolham rindo.

DIOGO: - Claro.

FERNANDA: Não sei se é uma boa ideia, Diogo.

DIOGO: - O que tem demais numa foto?

Diogo puxa Nanda pra perto, passa a mão por sua cintura, como se fossem um casal. Cristina faz o registro.

CRISTINA: - Lindos!

DIOGO: - E eu espero você lá na Joquer, Cristina!

CRISTINA: - A titia aqui não anda com tempo para mais nada, Diogo. Mas farei um esforço sim. Quero conhecer a casa noturna mais badalada do Rio de Janeiro! (risos)

DIOGO: - Será um prazer!

Cristina se aproxima de Fernanda.

CRISTINA: - Muito linda você. Aliás, vocês formam um belo casal.

FERNANDA: - Obrigada, mas somos apenas amigos.

CRISTINA: - A frase preferida das celebridades quando querem abafar os casinhos por aí, a loira aqui ninguém engana... (risos) Até a próxima, queridos!

Cristina se afasta.

FERNANDA: - Eu não deveria ter permitido isso. Ela vai publicar a nossa foto como se fôssemos um casal. Isso não é bom, Diogo.

DIOGO: - Relaxa, Fernanda. Não vai acontecer nada. Vem, vamos achar minha mãe para ela autografar um livro seu.

Diogo pega Fernanda pela mão, saem andando pela livraria.

CENA 22. BARZINHO. INT. NOITE.

Matheus e Gustavo conversam, bem à vontade, em um barzinho.

MATHEUS: - E aí, quando ele chegou com o chicote, dei uma desculpa e saí correndo!

GUSTAVO (aos risos): - Você é louco!

MATHEUS: - Louco era ele! Imagina, eu não tenho vocação para 50 Tons de Cinza!

Os dois riem.

GUSTAVO: - Sabe que eu não tenho muitas histórias assim, de quando eu era solteiro. Na verdade, eu sempre fui muito calmo, digamos assim, com os meus relacionamentos.

MATHEUS: - Muito namorador?

GUSTAVO: - Não, pouco. Eu era bem jovem quando falei para os meus pais que era gay.

MATHEUS: - Seu pai deve ter surtado!

GUSTAVO: - Que nada. Quem ficou mais pirada com a história foi minha mãe. (risos) Meu pai foi bem tranquilo, entendeu a minha situação. Minha mãe ainda nutria o sonho de me ver entrando na igreja e casando com uma mulher. Mas com o tempo ela compreendeu do que eu realmente gostava. E eles sempre me deram liberdade, sabe? Eu não me sentia sufocado.

MATHEUS: - Isso é ótimo. Eu perdi meus pais muito cedo. Tive que me virar na vida, sozinho. Quero dizer, em termos, porque aquelas minhas amigas lá é que são minha família. Então eu não sofri barreiras familiares por ser gay. Mas a gente sofre na sociedade como um todo. E por mais que as pessoas digam que o mundo avançou, tem coisas que não mudam. Eu não posso te dar um beijo aqui na mesa, que é capaz de virar um escândalo. Mesmo se for um selinho.

GUSTAVO: - É, tem muita coisa para ser esclarecida e aceita pela sociedade.

No mesmo bar, Illana chega acompanhada de Alex, escolhe uma mesa.

ILLANA: - Você não pode ficar enfrentando a Mariana desse jeito, Alex! Respeita a posição dela!

ALEX: - Mas ela está com uma impressão errada sobre mim, Illana. Eu não posso deixar isso desse jeito.

ILLANA: - Ela descobriu que você fazia programa. Isso é verdade ou mentira?

ALEX: - É verdade, mas/

ILLANA: - Então ela não está com impressão errada sobre você. O que você precisa entender é que tudo isso só vai se digerir com o tempo. Não tem como apagar o que passou, Alex. E é por isso mesmo que eu chamei você aqui, pra gente conversar sobre o seu futuro e também e encontrar uma solução para essa história.

ALEX: - Meu futuro? Como assim?

ILLANA: - Eu tenho alguns contatos fora do país. A agência não vai perder você. É um cara bonito, tem porte, pode fazer muito sucesso em campanhas e passarelas. Por isso eu entrei em contato com alguns conhecidos. Argentina, México, Canadá e, é claro, Estados Unidos.

ALEX: - Você quer que eu saia do país, é isso?!

Na outra mesa, Matheus e Gustavo conversam.

MATHEUS: - Mas você parece bem feliz com seu marido.

GUSTAVO: - Eu e o Tomás nos conhecemos há um bom tempo. Tínhamos amigos em comum. Aí aconteceu.

MATHEUS: - Mas vocês casaram mesmo? No civil e tal?

GUSTAVO: - Não, isso não. Mas moramos juntos, como se fôssemos um casal.

MATHEUS: - Eu sempre morei sozinho. Não sei se conseguiria dividir meu espaço com mais alguém.

GUSTAVO: - Mas quando é com alguém que você tem afinidade, e principalmente, respeito e ideal de seguir uma vida juntos, você encara isso numa boa.

MATHEUS: - Pois então eu tenho mais esse empecilho. Encontrar alguém que tenha todos esses interesses também... É tão difícil.

GUSTAVO: - Mas você é um cara tão gente boa, alegre, inteligente, de bom coração... E bonito, é claro. Não vai ser difícil achar alguém que te admire tanto.

MATHEUS: - Nossa, Gustavo! Que lindo! Muito bom ouvir isso de você...

Matheus coloca a mão sobre a mão de Gustavo. O gesto dele é notado por Illana, na outra mesa.

ILLANA: - Ih, ferrou...

ALEX: - Ferrou o quê? O que foi?

ILLANA: - Nada não, Alex. Não é nada com você.

ALEX (vira-se): - Que tanto você olha pra lá...

ILLANA (puxa Alex): - Não é nada, esquece. Olha só, eu quero sim que você saia do país. Vai ser bom para você, vai ser bom para a Mari se ver longe de você. Depois você retorna, a poeira já vai ter baixado, e aí tudo se ajeita para vocês se acertarem. Que tal?

ALEX: - Não!

ILLANA: - Não?!

ALEX: - Não! Eu não posso sair do país agora! Justo agora que eu estou tão perto e/

ILLANA: - Tão perto de quê? O que você está aprontando, Alex?

Illana o encara, aguardando resposta.

CENA 23. APTO FERNANDA E PAULA. COZINHA. INT. NOITE.

Paula serve lasanha no prato para Carla.

PAULA: - Espero que você goste.

CARLA (falsa): - Tenho certeza que vou adorar. Eu te ajudo com isso.

Ela se levanta e novamente finge uma tontura. Paula a ampara de imediato.

CARLA: - Eu não to bem.

PAULA: - Charlote, não é melhor a gente ir ao hospital?

CARLA: - Não. Detesto hospital. Isso deve ser porque eu não tomei meu remédio. Esqueci de comprar... Olha Paula, eu sei que é pedir demais, mas você se importaria de/

PAULA: - Não, claro que eu compro. Tem uma farmácia aqui perto.

CARLA: - Por sorte eu ando com a receita na bolsa.

PAULA: - Então vamos buscar.

Elas se retiram.

CORTA:

CENA 24. APTO FERNANDA E PAULA. SALA. INT. NOITE.

Paula e Carla entram. Carla pega a bolsa no sofá e retira um papel de dentro.

CARLA: - É esta aqui a receita. Eu vou com você, é melhor.

PAULA (pega o papel): - Eu vou. Você fica.

CARLA: - Mas Paula, eu/

PAULA: - Nada disso, Charlote. Você não está bem. É melhor ficar aí e aguardar. Eu vou rapidinho.

CARLA: - Tudo bem. Muito obrigada!

Paula se apressa em sair. Bate a porta. Carla comemora.

CARLA: - E o Oscar de melhor atriz vai para...!

Ela ri, sozinha.

CARLA: - Agora vamos ver o que esse muquifo esconde sobre o Diogo.

Carla vai rumo a dentro.

CORTA:

CENA 25. APTO FERNANDA E PAULA. QUARTO. INT. NOITE.

Carla abre a porta e entra feito um furacão.

CARLA: - Deve ter alguma coisa por aqui.

Ela observa o quarto e começa a vasculhar o local. Abre as gavetas da cômoda, uma a uma, verifica o conteúdo.

Na última gaveta ela para. Retira uma pasta de dentro. CAM detalha a pasta personalizada da clínica Bertollini. CAM abre plano em Carla que lê o documento. CLOSE no rosto dela.

CARLA: - O Rick tava certo. O Diogo é o pai do filho da Fernanda.

CLOSE na tensão de Carla.

   
     
https://1.bp.blogspot.com/-THGgcgJaA-8/WSe3hz1c09I/AAAAAAAAAy0/X7OeM66FNY4tkrkCUzQuQeFSgDL74pElACPcB/s1600/Escolhas%2Bda%2BVida%2BCr%25C3%25A9dito.jp
autor
Édy Dutra

colaboração
Diogo de Castro

elenco
Rafaela Mandelli como Fernanda
Andrea Horta como Paula
Henri Castelli como Diogo
Francisca Queiroz como Carla
Caetano O’Maihlan como Rick
Gabriela Durlo como Roberta
Sidney Sampaio como Matheus
Marcello Melo Jr como Bruno
Aisha Jambo como Lisa
Paulo Gorgulho como Arthur
Sônia Braga como Norma
Maria Ceiça como Isaura
Milton Gonçalves como Solano
Maurício Gonçalves como Lauro
Eliete Cigarini como Eliane
Léo Rosa como Gabriel
Bernardo Mesquita como Tito
Juliana Lohmamm como Bia
Roberto Bomtempo como João
Giuseppe Oristânio como Walter
Cinara Leal como Laisla
Felipe Folgosi como Danilo
Fernanda Nobre como Ivete
Eduardo Lago como Dr. Túlio
Aline Borges como Olívia
Cissa Guimarães como Verônica
Jonas Bloch como Milton
Gisele Fróes como Selma
Odilon Wagner como Humberto
Totia Meirelles como Tereza
Zecarlos Machado como Cristóvão
Zezé Motta como Helena
João Gabriel Vasconcellos como Pedro
Daniel Erthal como Vini
Maria Maya como Illana
José de Abreu como Osvaldo
Malu Galli como Regina
Luma Costa como Mariana
Jonathan Haagensen como Alex
Antônio Pitanga como Dionísio
Guilherme Winter como Gustavo
Pierre Baitelli como Tomás

participação especial
Cristina Ravela

trilha sonora
Amanhã ou Depois - Nenhum de Nós (Abertura)
Maracutaia - Karol Conka

produção
Bruno Olsen
Cristina Ravela


Esta é uma obra de ficção virtual sem fins lucrativos. Qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.


REALIZAÇÃO


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