The Circus - 2x11



2x11
 
 
 

CENA 1. TRIBUNAL DE SEATTLE. SALA. INT. DIA.

A tela se abre com as batidas de um martelo. Um juiz se senta em sua poltrona e encara um grande número de pessoas sentadas em sua frente.

JUÍZ – Atenção. Vamos ouvir a sentença.

A câmera dá um giro de 360º e mostra Maureen Prescott na mesa como ré, vestindo um uniforme de presidiária, sentada ao lado de seu advogado. Ela olha para trás e vê Catherine, Dewey e Lucas. Maureen e Catherine sorriem uma para a outra.

MAUREEN – (PARA O ADVOGADO) Eu estou com medo.

JUÍZ – (LÊ) Diante dos poderes que foram a mim impostos por este cargo, eu condeno a ré Maureen Prescott à prisão perpétua pelos assassinatos em série ocorridos na cidade de Endless Town. (BATE O MARTELO) Está encerrada a sessão. Levem-na.

As pessoas da platéia começam a comemorar, afoitas com a sentença. Maureen começa a chorar e é algemada por dois policiais. Eles seguram Maureen e a levam pra fora da sala. Maureen passa pelas pessoas que estão ali e só vê reações de ódio contra ela. Lucas encara Maureen, com raiva, e eles saem do tribunal.

CENA 2. PENITENCIÁRIA DE ENDLESS TOWN. CELA. INT. DIA.

Carcereira abre a cela e Maureen é jogada lá dentro. Ela cai no chão e rola até o pé de sua cama. A carcereira tranca a cela e Maureen se levanta, agarrando-se nas grades.

MAUREEN – (GRITA) Eu sou inocente! Me tirem daqui! Me tirem daqui! (COMEÇA A CHORAR) Eu sou inocente! Vocês não podem fazer isso!

E a tela escurece num baque com os gritos desesperados de Maureen.

 
 
     


 

2x11 - O MISTÉRIO DAS DUAS IRMÃS
 
     

CENA 3. PENITENCIÁRIA DE ENDLESS TOWN. SALA DE VISITAS. INT. DIA.

Catherine e Maureen sentadas frente a frente, separadas por um vidro.

CATHERINE – Como você está? Eles estão te tratando bem aqui?

MAUREEN – Eu estou no inferno, Catherine. Eles tratam a gente como se fosse um animal. Eu não sou mais quem eu sou. Eu perdi minha identidade. Agora sou um número.

CATHERINE – Eu sinto tanto por você estar passando por isso.

MAUREEN – Foi minha culpa. Você me avisou que era uma armadilha, mas eu estava desesperada. Fiz besteira.

CATHERINE – Não, eu podia ter evitado isso.

MAUREEN – Eu sou inocente Catherine. Você sabe disso, não sabe?

CATHERINE – Claro que eu sei! E eu prometo que vou descobrir quem é esse filho da puta que está junto da Christina e vou te libertar, eu prometo.

MAUREEN – Mas isso pode demorar muito tempo Catherine. E eu não posso resistir até lá.

CATHERINE – Fica tranqüila. Hoje mesmo eu vou retomar as minhas investigações e solucionar esse mistério mais rápido possível.

MAUREEN – E meu filho? Alguma notícia do meu filho?

CATHERINE – Nenhuma.

CENA 4. MANSÃO DOS ARMSTRONG. FRENTE. EXT. DIA.

Plano geral da mansão. Em off, sons de batidas na porta.

CENA 5. MANSÃO DOS ARMSTRONG. SALA. INT. DIA.

Viola abre a porta e leva um susto ao encontrar Adrian e um policial. Ela põe a mão no peito e Adrian mostra o distintivo.

ADRIAN – Bom dia. Xerife Adrian Rutherford.

VIOLA – Bom dia. (ASSUSTADA) O que aconteceu?

ADRIAN – Desculpe atrapalhar o seu sossego dona Viola, mas é que recebemos uma denúncia de um desaparecimento.

VIOLA – Desaparecimento?

ADRIAN – Allegra Drake. A moça que trabalha em sua casa. A mãe fez a denúncia de que a filha desapareceu a uma semana. Isso procede?

VIOLA – Eu não sei! Não vejo Allegra desde que ela viajou!

ADRIAN – Dona Viola, a gente precisa muito da sua colaboração por que algo sério pode ter acontecido. Allegra não lhe disse nada de estranho antes de partir?

VIOLA – Não! Nada.

ADRIAN – Bom,  vamos continuar investigando e entramos em contato. Muito obrigado e mais uma vez desculpe.

VIOLA – De nada, você foi um amor.

Viola dá um sorriso forçado e os dois vão embora. Ela fecha a porta e fica chocada. Tripp está na beira da escada. Os dois se olham e não trocam uma palavra.

KIRBY – Eu sinto que há alguma coisa fedendo no quintal.

Kirby assusta os dois e desce a escada atrás de Tripp, com ar de provocação.

KIRBY – Vocês não sentiram?

TRIPP – Não.

VIOLA – Alguma coisa de errado, Kirby?

KIRBY – Comigo não. Agora com vocês eu não sei. Algo me soa morto nessa casa. Ou no jardim.

TRIPP – (SEGURA ELA) Vem cá, aonde você quer chegar, hein garota?

KIRBY – Quer me soltar?

Tripp solta Kirby, que arruma os cabelos. Viola e Tripp voltam a se olhar, nervosos.

VIOLA – A brincadeira acabou Kirby. Chega. Você tinha um objetivo nesta casa e não cumpriu. Agora Maureen está presa e ficará longe do meu filho. Eu quero você fora da minha casa.

KIRBY – Tem certeza, Viola?

VIOLA – Absoluta. Imediatamente.

KIRBY – Ok. Eu saio. Mas vou direto na delegacia falar pro xerife vi vocês dois enterrando um corpo no jardim a uma semana atrás.

TRIPP – (SURPRESO) Como ela sabe?

VIOLA – Cala a boca, Tripp!

KIRBY – Mas eu posso reconsiderar isso.... se vocês, claro, me derem uma boa quantia em dinheiro e permitirem que eu fique aqui.

Viola respira fundo e fecha os olhos.

VIOLA – Tudo bem!

KIRBY – Tudo bem o que?

VIOLA – Você pode continuar aqui! Eu pago o necessário! Agora some da minha frente, vagabunda! Some! Tira esse teu corpo imundo do meu campo de visão. Só entenda uma coisa, Kirby.

KIRBY – Hum?

VIOLA – Eu já enterrei um corpo uma vez, não será difícil enterrar outro.

Viola dá um tapinha no rosto dela e sai. Close em Kirby.

CENA 6. CASA DOS RILEY. SALA. INT. DIA.

Hannah sentada no sofá abraçada em Henry. Dewey se senta ao lado deles, cabisbaixo. Catherine em pé, ao lado do sofá.

DEWEY – Eu ainda não consigo acreditar que seja verdade. Por que ela? Por que a Maureen? Por que ela fez isso!

CATHERINE – Você não consegue acreditar por que é uma armação, Dewey. Maureen não é uma assassina.

DEWEY – Bom, ela matou a Lynn.

CATHERINE – Sim, ela matou! Mas não matou os outros. Ela fez isso pelo filho, por que o verdadeiro palhaço ainda está com ele!

DEWEY – Talvez agora eu comece a acreditar de que o sangue dos Prescott é podre.

HANNAH – Graças a Deus, eu sou Riley.

CATHERINE – Vocês estão loucos?

HANNAH – Quem está louca aqui é você Catherine! Caindo na conversa da Maureen de que foi armação. Foi nada! Ela está te enganando assim como enganou todos a todo esse tempo!

HENRY – Será, Hannah? Eu conheço a Maureen, e essa história ainda está confusa.

HANNAH – (EXALTADA) Ela estava vestida de palhaço em cima do corpo da Lynn segurando a arma do crime!

CATHERINE – (GRITA) Beleza! Beleza! Eu estou com ela e vou provar que ela é inocente. Vou fazer que todos vocês acreditem.

Catherine sai da casa. Hannah encosta a cabeça no colo de Henry.

CENA 7. MANSÃO DOS ARMSTRONG. PISCINA.  EXT. DIA.

Lucas sentado na beira da piscina, molhando as pernas. Ele olha seu reflexo na água e chora. Kirby sai da mansão e se senta ao lado dele.

KIRBY – Pensando?

LUCAS – É, eu ando fazendo isso bastante nos últimos tempos. (LIMPA AS LÁGRIMAS).

KIRBY – Não chora Lucas. Aquela assassina não merece suas lágrimas. Ela merece é seu desprezo!

LUCAS – Tá difícil, Kirby. Por que tinha que ser ela? Uma pessoa que eu confiei, que eu dediquei minha vida!

KIRBY – As vezes a vida nos prega peças tão grandes que a gente não consegue entender. Basta virar a página.

LUCAS – Não é tão simples assim. Eu tinha uma vida com a Maureen, Kirby. A gente construiu muita coisa juntos, e descobrir que estive enganado sobre ela esse tempo todo não é fácil. Eu preciso de ajuda.

KIRBY – Eu estou aqui pra te ajudar.

LUCAS – Você?

KIRBY – Eu sou a mãe do seu filho, Lucas, e uma pessoa que você pode confiar de olhos fechados.

LUCAS – Você faria isso por mim?

KIRBY – O que eu não faria por você, querido?

LUCAS – Obrigado Kirby!

KIRBY – De nada, docinho.

Kirby aproxima os lábios das bochechas de Lucas, que se vira e lhe dá um selinho. Kirby põe a mão na boca, surpresa, mas feliz.

CENA 8. ENDLESS TOWN. RUA. EXT. DIA.

Adrian sai de um café trazendo um cesto com rosquinhas e se encosta no capô de seu carro. Dewey caminha na calçada contrária e o vê do outro lado. Enfurecido, Dewey atravessa a rua e joga as rosquinhas de Adrian no chão.

ADRIAN – Ei! Ficou maluco? Eu ia comer!

DEWEY – Seu cafajeste, seu bandido miserável, filho de uma prostituta!

ADRIAN – Ei, ei, retire suas palavras imediatamente. Você sabe quem eu sou? Eu posso te colocar na cadeia!

DEWEY – Tô cagando pra quem você é! Seu filho da puta! Você não merece a porra do distintivo que carrega no peito! Você achou o que, que ia pegar a minha mulher e que eu deixaria como está? Não vou mesmo! Vou te dar o que você merece!

Dewey dá um soco no rosto de Adrian. Close em Adrian.

CENA 9. DELEGACIA DE ENDLESS TOWN. CENA. INT. DIA.

Dewey entra na sala e a porta é trancada por Adrian. Close em Dewey.

CENA 10. MANSÃO DOS ARMSTRONG. JARDIM. EXT. DIA.

Billie Dean caminhando pelo jardim da mansão acompanhada de Viola.

BILLIE DEAN – Tripp disse que você precisava falar comigo. Mais problemas?

VIOLA – (DIRETA) Você acredita no diabo, Billie?

BILLIE DEAN – Que pergunta é essa, Viola? Você está bem?

VIOLA – Pois eu acredito que ele exista. Na verdade, eu tenho certeza.

BILLIE DEAN – Calma, me conta direito o que aconteceu, do que você está falando?

VIOLA – (ENCHE OS OLHOS DE LÁGRIMAS) Você precisa ajudar a Madison. Não sei o que deu errado, mas... Mas ela está com o diabo no corpo. O demônio.

BILLIE DEAN – (FECHA OS OLHOS) Eu continuo sentindo uma força muito profunda nas paredes dessa casa.

VIOLA – Ajude-a Billie Dean!

BILLIE DEAN – Primeiro você precisa me dizer, Viola!

VIOLA – Eu não posso!

BILLIE DEAN – Por que não pode? Que segredo é esse que eu não posso saber?

VIOLA – (BAIXA A CABEÇA) Desculpa, Billie Dean.

Billie Dean ergue os olhos e vê Allegra as observando da janela de um dos quartos. As duas trocam olhares.

BILLIE DEAN – (EM OFF/OLHANDO PARA ALLEGRA) Eu sinto muito pelo que aconteceu com você.

Allegra se vira e desaparece. Billie Dean olha para Viola, com dó.

BILLIE DEAN – Eu vou te ajudar.

Billie Dean dá as mãos para Viola.

CENA 11. CASA DOS RILEY. QUARTO DE HANNAH. INT. DIA.

Hannah sentada no pé da cama, com uma caixa de papel nas mãos. Henry bate na porta e entra.

HENRY – Hannah, quer dar uma volta?

HANNAH – Não, agora não, Henry. Obrigada.

HENRY – (SE SENTA) Que cara é essa?

HANNAH – Eu acho que descobri uma coisa Henry, e eu ainda não consigo acreditar.

HENRY – (ASSUSTADO) Nossa, o que você descobriu?

HANNAH – Eu acho que tô grávida!

HENRY – (RI) O que?

HANNAH – (SE LEVANTA) Eu não tenho certeza, mas fiz o exame de farmácia e deu positivo.

HENRY – Como que você pode estar grávida se a gente só fez uma vez?

HANNAH – Não sei Henry! Mas se esse exame estiver certo, nós vamos ter um filho!

Henry se anima e abraça Hannah, que estranha a reação do namorado.

HENRY – A gente vai ter um filho Hannah? Um filho!

HANNAH – Eu não esperava essa reação de você.

HENRY – Eu também não!

CENA 12. DELEGACIA DE ENDLESS TOWN. SALA DE ADRIAN. INT. DIA.

Adrian sentado em sua poltrona, com aspecto calmo. Catherine na frente dele, exaltada, enfiando o dedo na cara dele.

CATHERINE – Você ficou louco? Eu exijo que você tire o Dewey dessa cadeia! Exijo!

ADRIAN – Não vou fazer isso. Ele me agrediu Catherine.

CATHERINE – Com razão! Se fosse sem razão tudo bem, mas você fez por merecer!

ADRIAN – Pode gritar o quanto quiser. Ele continuará preso até quando eu quiser.

CATHERINE – Seu sádico maluco! Você não pode estar ocupando o cargo de xerife dessa cidade. É um incompetente!

ADRIAN – Incompetente? Fui eu que prendi o palhaço assassino, a sua querida e amada Maureen Prescott. Eu! A cidade me considera um herói!

CATHERINE – Herói do avesso, por que prendeu a pessoa errada. Maureen é inocente, e eu tenho algumas coisas pra te dizer.

ADRIAN – Chega Catherine, eu sei que você se envolveu muito nessa investigação, mas acabou. O mistério terminou.

CATHERINE – Não terminou. Você está cometendo um grande erro. Enquanto a Maureen sofre naquela cadeia, o verdadeiro assassino está a solta!

ADRIAN – Não seja delusional Catherine!

CATHERINE – Diga isso pra você!

ADRIAN – De qualquer forma essa delegacia já encerrou o caso e o ministério público já julgou.

CATHERINE – Então eu acho que não é lugar pra mim. (TIRA O DISTINTIVO) Eu me demito, Adrian.

ADRIAN – Você não pode fazer isso, não pode deixar essa delegacia.

CATHERINE – Não fico aqui mais nenhum instante. Vou provar pra você que estou certa e trazer a cabeça do real assassino na sua mesa.

Catherine joga o distintivo contra Adrian e sai da sala.

CENA 13. PENITENCIÁRIA DE ENDLESS TOWN. SALA DE VISITAS. INT. DIA.

Lucas sentado, esperando para falar com Maureen. Maureen chega trazida por uma carcereira e encara Lucas.

MAUREEN – Eu achei que você não viesse.

LUCAS – E eu não viria.

MAUREEN – Por que mudou de ideia?

LUCAS – Por que eu precisava te ver. Precisava saber se você estava bem.

MAUREEN – Está vendo que eu estou.

LUCAS – Legal.

MAUREEN – Você deve estar com raiva de mim, não é?

LUCAS – Não sei.

MAUREEN – Então por que você mal olha no meu olho?

LUCAS – Por que eu estou com vergonha de ter ficado com você. Com uma assassina.

MAUREEN – Lucas, você realmente acha que eu fiz o que disseram que eu fiz? Que eu matei todas aquelas pessoas?

LUCAS – Você matou a Lynn, Maureen! Existem testemunhas!

MAUREEN – Ok, eu matei sim a Lynn, mas não matei o restante das vítimas. Foi uma armação para que alguém se livre da culpa, Lucas!

LUCAS – Mas você matou uma pessoa Maureen! Você é sim uma assassina! E ficará o resto da vida marcada por culpa disso! E com esse fardo eu não posso lidar.

MAUREEN – Você acha que eu matei a CeCe? Que eu seqüestrei meu próprio filho? É isso?

LUCAS – (RESPIRA FUNDO) Acho.

MAUREEN – Então pra mim essa conversa acaba aqui. Agora sim eu vejo que tudo que vivi com você foi mentira.

Maureen se levanta e sai, escoltada pela carcereira. Close em Lucas.

CENA 14. MANSÃO DOS ARMSTRONG. SALA DE ESTAR. INT. DIA.

Viola fecha todas as cortinas e deixa o local escuro. Billie Dean está sentada na ponta de uma grande mesa e na frente de alguns apetrechos, como velas vermelhas e pretas, e algumas pedras.

BILLIE DEAN – Pode se sentar Viola. Nós vamos começar.

VIOLA – O que exatamente vamos começar?

BILLIE DEAN – Se prepare, pois será uma experiência e tanto pra você. Quero que me dê sua mão e feche os olhos.

Viola obedece e dá a mão para Billie Dean. Billie Dean fecha os olhos e mexe nas pedras. Ela começa a falar num dialeto que não conhecemos, e o fogo de acende nas velas.

AMANDA – Não precisa me chamar. Eu já estou aqui.

As duas abrem os olhos e vêem Amanda na outra ponta da mesa, olhando para elas. Viola leva um susto.

AMANDA – O que vocês querem comigo.

VIOLA – É ela... É a Amanda...

BILLIE DEAN – Eu só quero conversar com você, Amanda.

AMANDA – (GROSSA) Conversar o que? Eu não tenho nada pra conversar com você!

BILLIE DEAN – Eu quero entender por que você ainda está aqui, perturbando essa família. Você não pertence a esse lugar.

AMANDA – Eu não tenho que dar satisfação nenhuma pra você, Billie Dean!

BILLIE DEAN – Eu sinto muita raiva vinda de seus olhos. O que te prende aqui, Amanda? Você precisa encontrar a luz.

AMANDA – (COMEÇA A CHORAR) Eu não posso... eu quero, mas eu não posso antes de...

BILLIE DEAN – Antes de?

AMANDA – (FICA SÉRIA) Eu tenho que ficar aqui!

BILLIE DEAN – Vá embora Amanda. Siga seu caminho. Não faça mais nenhum mal a essa menina. Ela não merece/...

AMANDA – (PÕE AS MÃOS NA CABEÇA) Para! Para de dizer isso! Eu não vou seguir caminho nenhum. Eu preciso terminar o que eu tenho pra terminar!

Billie Dean congela e olha dentro dos olhos de Amanda. Billie Dean entra em uma espécie de transe e volta a si, afoita.

BILLIE DEAN – (NERVOSA) Oh meu Deus...

VIOLA – O que foi, querida?

BILLIE DEAN – Eu tive uma visão.

Bilie Dean se levanta e vai até Amanda. Amanda a encara e Billie Dean põe a mão no colo dela, acusadora.

BILLIE DEAN – Agora eu sei por que você está tão confusa. Farsante!

Close em Amanda, surpresa.

CENA 15. ENDLESS TOWN. CENAS PANORÂMICAS. EXT. NOITE.

Anoitece em Endless Town.

CENA 16. CASA DE TATUM. QUARTO DE TATUM. INT. NOITE.

Tatum deitada em sua cama, usando deu notebook no colo. Ouve-se o som da campainha tocando.

TATUM – (ALTO) Dolly, você pode atender?

A campainha toca novamente e ninguém responde a Tatum.

TATUM – Deve ter ido na vizinha. (SE LEVANTA/GRITA) Tô descendo!

Tatum põe os chinelos e sai do quarto.

CENA 17. CASA DE TATUM. SALA. INT. NOITE.

Tatum desce a escada e abre a porta principal. Ela dá uma olhada lá fora e vê que não tem ninguém lá dentro. Uma sombra escura passa rapidamente por trás de Tatum. Tatum fecha a porta.

TATUM – Estranho. Eu jurei que havia tocado.

Quando Tatum se vira, ela dá de cara com uma figura vestida de palhaço assassino e dá um grito. A pessoa pressiona sua boca com a mão, mas Tatum lhe dá um soco e sai correndo. Ela tenta abrir a porta, mas é puxada novamente pelo palhaço, que tira um facão da cintura e vai acertá-la no pescoço. Tatum consegue desviar mais uma vez e entra na primeira porta que vê pela frente.

CENA 18. CASA DE TATUM. ARMÁRIO. INT. NOITE.

Tatum entra no armário e tranca a porta. Ela olha pela fresta e não vê mais o palhaço assassino. Ela tira o celular do bolso e disca alguns números?

TATUM – Alô, é da polícia?

Uma pessoa começa a bater na porta e Tatum deixa o celular cair.

TATUM – Droga! Onde acende a luz?

Tatum tateia e acha um interruptor ao lado da porta. Ela acende a luz, mas vê sangue pingando, se vira e vê o corpo de uma mulher totalmente mutilada, com as partes do corpo cortadas e órgãos a mostra. Tatum dá um berro de horror e a porta atrás dela é arrombada.

CENA 19. ENDLESS TOWN. RUA. INT. NOITE.

O carro de Catherine está parado na frente de um prédio. Lá dentro, ela escuta uma música no rádio. Sonoplastia: Last Love Song – ZZ Ward. Catherine encosta a cabeça na direção enquanto a música toca e começa a chorar, bastante nervosa. Alguém bate no vidro do veículo e Catherine se levanta, assustada. É Billie Dean. Catherine destrava o carro e Billie Dean entra.

BILLIE DEAN – Desculpa! Te assustei?

CATHERINE – Não, eu estava distraída, só isso.

BILLIE DEAN – Você estava chorando?

CATHERINE – Nada que você precise se preocupar.  Coisas minhas.

BILLIE DEAN – Acho que você me conhece, sou Billie Dean Treadwell, a médium.

CATHERINE – Claro, nos vimos na festa do Christopher Prescott.

BILLIE DEAN – Isso mesmo.

CATHERINE – Você quer falar comigo?

BILLIE DEAN – Muito. Você não vai acreditar.

CATHERINE – Bom, pode falar.

BILLIE DEAN – Eu fiz uma descoberta muito importante e acho que você é a pessoa certa para compartilhar.

CATHERINE – Descoberta do que?

BILLIE DEAN – O espírito que se comunica com Madison Armstrong não é Amanda Manson!

CATHERINE – Espírito? Que história é essa? Eu não sei de espírito nenhum!

BILLI DEAN – Eu tenho uma suspeita.

As duas se olham.

CENA 20. MANSÃO DOS ARMSTRONG. INT. NOITE.

Viola sai de seu quarto e fecha a porta. Kirby sai da porta da frente e aborda Viola.

KIRBY – Quero conversar com você.

VIOLA – Mas eu não quero conversar com você. Quero ficar longe dessa sua cara vagabunda de mercenária.

KIRBY – Eu quero saber quando vou ter o meu dinheiro. Eu quero dar o fora Viola! Mas preciso do meu dinheiro.

VIOLA – Eu não tenho nesse momento, Kirby!

KIRBY – Mas vai ter que ter! Senão eu vou contar pro Lucas que você me contratou pra separar ele da Maureen e ainda enterrou o corpo da Allegra no quintal!

VIOLA – Fala baixo!

KIRBY – Eu não tenho a vida inteira, Viola. Uma semana! Uma semana ou eu vou expor os podres da sua família pra todo mundo.

VIOLA – Ei, Kirby.

KIRBY – Sim?

VIOLA – Vai a merda. (SORRI) Sempre tive vontade de dizer isso pra você.

E Viola sai. Kirby cruza os braços, furiosa. Em segundo plano, Lucas ouve toda a conversa atrás de uma parede, pasmo.

CENA 21. FLORESTA ESTADUAL DE ENDLESS TOWN. INT. NOITE.

P.V. de alguém acordando. A visão turva aos poucos revela o cenário da floresta. A pessoa vê em sua frente Christina, e leva um susto.

CHRISTINA – Dormiu bem, boneca?

TATUM – Quem é você?

Tatum está amarrada no tronco de uma árvore e tenta se soltar, mas não consegue.

TATUM – Me tira daqui!

CHRISTINA – Pode tentar o quanto quiser, duvido que você consiga cair. A não ser que tenha dentes de aço.

TATUM – Minha tia! O que você fez com a minha tia?

CHRISTINA – (SORRI) Matei.

TATUM – (CHORA) Não! Não faz nada comigo!

CHRISTINA – (SE APROXIMA) Matei e agora vou matar você garota. (SEGURA O ROSTO DELA) E vai ser pior!

TATUM – Por que? O que eu fiz? Eu não fiz nada pra você!

CHRISTINA – Sabe que sempre me fazem essa pergunta? “Por que?” É tão subjetivo, querida. Mas vamos encurtar a conversa e debelar você de uma vez?

TATUM – (CHORA MAIS) Por favor...

CHRISTINA – Ai que menina insuportável! É por isso que ninguém ligava pra você naquela escola. Chata!

Christina pega uma lata de álcool escondida atrás de um arbusto e derrama álcool por cima de Tatum, que começa a berrar.

TATUM – (GRITA) Socorro! Socorro!

CHRISTINA – (TIRA UM ESQUEIRO DO BOLSO) Queima vagabunda. Queima!

Em câmera lenta, Christina acende o fósforo e o joga contra Tatum. O fogo consome o corpo da menina e começa a queimá-la em questão de minutos. Christina pega o galão de álcool e se embrenha na mata. Num plano geral, vemos toda a árvore incendiada.

CENA 22. PENITENCIÁRIA DE ENDLESS TOWN. CELA. INT. NOITE.

Maureen deitada em um colchão, acordada, olhando a foto de Christopher. Uma carcereira abre a cela e Maureen se vira.

CARCEREIRA – Visita pra você, Maureen.

MAUREEN – Mais uma?

CARCEREIRA – Vocês vão pro reservado. Foi pedido por ela.

MAUREEN – Ela?

CENA 23. PENITENCIÁRIA DE ENDLESS TOWN. SALA. INT. NOITE.

Maureen entra na sala e encontra uma mulher loira, de olhos azuis, sentada na frente de uma mesa. Maureen se assusta ao reconhecê-la.

MAUREEN – Sally? Sally Manson?

SALLY – (SORRI) Boa noite Maureen.

MAUREEN – (SE SENTA) Você aqui? Confesso que estou surpresa! Não nos vemos a mais de 1 ano.

SALLY – Eu precisava falar com você.

MAUREEN – Nossa, estou realmente surpresa. Achei que ninguém dessa cidade fosse querer falar comigo.

SALLY – Eu vim por que sei que é inocente.

MAUREEN – Sabe? E como?

SALLY – Por que eu sei quem é o assassino. E vim aqui para te falar toda a verdade.

Sally encara Maureen.

CENA 24. LAN HOUSE. INT. NOITE.

Catherine sentada em uma das cabines de computador com vários sites abertos. Ela digita e faz pesquisas. Abre sites de jornais, lê notícias e continua pesquisando.

CATHERINE – (PENSA) Qual era o nome... (RÁPIDA) Já sei.

Catherine digita Amanda Manson e abre um site de um jornal muito antigo, onde vê uma matéria cujo título é: Tragédia em Storybrooke: menina mata colega e é internada em hospício. Catherine passa o olho no texto e lê o nome de Rachel Manson. Abaixo, está uma foto da menina, que é idêntica a Amanda, e Catherine leva o maior susto.

CATHERINE – É Amanda Manson?

A legenda da foto é a seguinte: Rachel Manson (foto) matou colega de escola com 20 facadas.

CATHERINE – (PÕE A MÃO NA BOCA) Meu Deus... Não pode ser verdade o que eu descobri... Se isso for real, eu tô chocada!

Close em Catherine.

CENA 25. CABANA MISTERIOSA. INT. NOITE.

Christina entra na cabana e vê uma pessoa misteriosa brincando com Christopher no berço.

CHRISTINA – Está feito chefe. Ela está morta.

VOZ – (COM MODULADOR) Ótimo. Agora precisamos decidir o que fazer com o menino.

CHRISTINA – Você disse que eu ia ficar com ele, não disse?

VOZ – (COM MODULADOR) Mudei de ideia. Eu vou ficar com ele.

CHRISTINA – Mas você não pode fazer isso!

VOZ – (COM MODULADOR) Sim, eu posso. Eu sou o chefe, esqueceu? Eu mando, você obedece.

CHRISTINA – Eu achei que nós éramos uma dupla.

VOZ – (COM MODULADOR)  Você sabe Christina, li uma frase outra vez, é assim: “Duas pessoas só podem guardar um segredo se uma delas estiver morta”.

CHRISTINA – O que você quer dizer com isso?

A pessoa misteriosa se revela usando uma máscara do palhaço e tira uma espada ninja das costas. Close em Christina.

CHRISTINA – Você não pode fazer isso!

VOZ – (COM MODULADOR) Por que não?

CHRISTINA – Por que não pode me descartar feito lixo usado! Você não seria nada sem mim!

VOZ – (COM MOCULADOR) Eu aprecio a sua colaboração Christina, mas está na hora de você morrer. Te encontro no inferno!

O palhaço ergue sua espada e surpreende Christina cortando sua cabeça. O corpo de Christina cai para um lado e a cabeça da moça rola nos pés do palhaço. O palhaço guarda a espada ninja e se aproxima da câmera. Sonoplastia: Bad Karma – Ida Maria. Ele envolve a máscara com as mãos e a retira, se revelando para o público: é Amanda Manson! Amanda joga os cabelos ao vento, pisca para a câmera e a tela escurece num baque.
 


SÉRIE DE:
Jota Pê 

ESTRELANDO:

CHRISTA B. ALLEN – Maureen Prescott
SARAH MICHELLE GELLAR – Catherine Riley
KEEGAN ALLEN – Henry Sheldon
ERIC WINTER – Lucas Armstrong
MICHELLE FORBES – Monica Prescott
RICHARD BURGI – Dewey Riley
ELIZABETH MCLAUGHLIN – Hannah Riley
LESLEY FERA – Viola Armstrong
DAVID JAMES ELLIOT – Tripp Armstrong
BAILEE MADISON – Madison Armstrong
ALEXIA FAST – Amanda Manson
BILLIE JOE ARMSTRONG – Cliff Holiday
JAMIE ANNE ALLMAN – Christina Martin

ELENCO RECORRENTE:

VANESSA RAY – Marilyn Becker
AIMEE TEEGARDEN – Ashley Becker
JACK DEPEW – Tim Allerton
SKYLER DAY – Lynn Wellington
BIANCA LAWSON – Tatum McCarthy
SHANE COFFEY – Jeremy Randall
ANDREA BOWEN – Allegra Drake
JOEL KINNAMAN – Adrian Rutherford
MEGHAN ORY – Ohana Rowland
NAYA RIVERA – Angelina de Los Reyes
RAMÓN FERNANDES – Mickey Hargensen
MACKINLEE WADDELL – Beverly Scott
MARISOL NICHOLS – Heather Murphy
ASHLEY JOHNSON – Kirby Carter
LIAM JAMES – Ian Carter

ATRIZES CONVIDADAS:

LILY RABE – Billie Dean Treadwell
FELICITY HUFFMANN – Sally Manson
LUCY HALE – Ann

MÚSICAS DO EPISÓDIO:

LAST LOVE SONG – ZZ Ward
BAD KARMA – Ida Maria

PRODUÇÃO:
Bruno Olsen
Rafael Oliveira


Esta é uma obra de ficção virtual sem fins lucrativos. Qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.


REALIZAÇÃO


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Proibida a cópia ou a reprodução

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