THE CIRCUS - 2x06



2x06
 
 
 

CENA 1. MANSÃO DOS ARMSTRONG. FRENTE. EXT. DIA. 

Plano geral da mansão da família Armstrong. 

CENA 2. MANSÃO ARMSTRONG. SALA DE ESTAR. INT. DIA.

Viola, com a região das costelas enfaixada, está sentada no sofá da sala tomando chá com uma bela mulher de cabelos claros e roupas bem modestas, e as duas demonstram amizade.

VIOLA – Billie, querida, eu estou muito preocupada. Preciso da sua ajuda

BILLIE DEAN – Me fale o que está havendo Viola. Não consegui entender quando você me ligou, mas como era urgente cancelei todas as minhas palestras e vim até você. O que aconteceu com você? Está machucada?

VIOLA – É a minha filha, Billie. Madison, minha pequena Madison.

BILLIE DEAN – Há algo de errado com a sua filha, então?

VIOLA – Eu não sei como te explicar o que está acontecendo, mas... eu acho que tem alguma coisa perseguindo a minha filha. Um espírito.

BILLIE DEAN – (INTERESSADA) Fale-me mais sobre isso.

VIOLA – A Madison sempre foi uma menina exemplar. Sempre foi bem na escola, teve muitos amigos, foi carinhosa. Mas tudo isso mudou quando ela conheceu a Amanda.

BILLIE DEAN – Amanda é uma amiga de escola da sua filha?

VIOLA – Não. Amanda é o nome do espírito que está atormentando ela. De um tempo pra cá ela deu para se comunicar com essa Amanda. Amanda fez com que a Madison perdesse toda a alegria e pureza. Minha filha tem feito coisas horríveis Billie Dean.

BILLIE DEAN – (FECHANDO OS OLHOS) Eu sei... Eu posso sentir!

VIOLA – Ela tentou me matar Billie. Me jogou da sacada do quarto e só não me matou porque eu cai por cima de arbustos. Eu quebrei uma costela e é por isso que estou enfaixada, saí do hospital hoje cedo. (PAUSA) O que quer que seja esse demônio chamado Amanda, ele quer a destruição da Madison. E é por isso que eu quero a sua ajuda. Nós temos que livrar a minha menina dessa maldição!

Tripp entra pela porta principal e se dirige até as duas. Viola se levanta e apresenta Billie Dean.

TRIPP – Bom dia, está com visitas Viola?

VIOLA – Querido, eu preciso lhe apresentar Billie Dean Treadwell, uma amiga. Ela veio nos ajudar em relação à Madison.

TRIPP – Então ela é a vidente?

BILLIE DEAN – (SE LEVANTA) Médium. Eu sou uma médium.

TRIPP – Viola, você sinceramente acha que precisa disso tudo? De uma médium? A nossa filha está passando pra fase da puberdade, é normal esse comportamento.

VIOLA – Normal? É normal uma filha querer matar a mãe? Isso é normal, me diga Tripp!

BILLIE DEAN – Você não precisa temer Tripp. Eu não sou nenhuma charlatã. Sou uma profissional conhecida. Faço palestras sobre o assunto a mais de 15 anos.

TRIPP – E o que você pode fazer pela nossa filha?

BILLIE DEAN – Eu entendo a Madison. Ela deve estar confusa pelo que vê. Foi assim comigo. Imaginem vocês, aos 20 anos de idade, ver o corpo de sua avó que havia falecido a 5 anos no espelho de seu banheiro? Madison tem um dom, Tripp. Um dom que, se não for usado da maneira correta, pode levar a loucura.

VIOLA – Nos ajude Billie Dean.

BILLIE DEAN – (ERGUE A MÃO) Eu vou ajudar.

Billie Dean anda em volta da sala analisando o ambiente e, por detrás dela, vemos que está Amanda, com a feição furiosa. Billie Dean para por um instante.

BILLIE DEAN – (FORTE) Ela está aqui. Amanda está aqui.

Quando Billie Dean se vira, Amanda não está mais lá.

BILLIE DEAN – Eu sinto muita dor dentro dessa casa. Um sentimento de vingança. Medo. Possessão. Madison sofre um grande perigo. Amanda está possuindo o corpo da menina para fazer as piores coisas possíveis. Precisamos agir rápido.

VIOLA – O que podemos fazer?

BILLIE DEAN – Eu aconselho que sejam instaladas câmeras de segurança em toda a casa. Nos quartos, nos banheiros, em todas as salas. Nós precisamos tentar captar qualquer atividade paranormal que esteja acontecendo dentro da casa de vocês. Antes que seja tarde.

Viola e Tripp trocam olhares de tensão com Billie Dean. Close na médium.

 
 
     
 

2x06 - ATIVIDADE PARANORMAL
 
     

CENA 3.  HOSPITAL DE CARIDADE DE ENDLESS TOWN. QUARTO. INT. DIA. 

Ouvem-se batidas de porta. Henry se ajeita na cama para ficar sentado. Hannah se levanta da poltrona ao lado da cama, assustada. Maureen, Christopher e Lucas entram no quarto. Henry sorri ao ver Maureen e Maureen enche os olhos de lágrimas, com o filho dos dois no colo. Lucas e Hannah trocam olhares. Maureen se aproxima com Chris na cama de Henry. 

HENRY – (FELIZ) Maureen! Você veio! 

MAUREEN – Henry, eu fiquei muito feliz quando soube que você finalmente acordou. Como está? 

HENRY – Confuso. Eu ainda nem acredito que fiquei esse tempo todo em coma. (SE EMOCIONA) Esse... Esse é o nosso filho?

MAUREEN – (DEIXA LÁGRIMAS ESCORREREM) Sim. Christopher.

HENRY – Eu posso pegá-lo?

MAUREEN – Claro que pode!

Maureen entrega Christopher e Henry pega o filho pela primeira vez no colo. Ela beija o pequeno e Maureen continua emocionada.

HENRY – (PARA O BEBÊ) Ei garotão, tudo beleza com você? Sou eu. O papai! Eu queria tanto ver o seu rosto. (PARA MAUREEN) Ele é lindo. Puxou a mim.

MAUREEN – (SORRI) Tem os seus olhos.

HENRY – Eu nunca mais quero ficar afastado de você Maureen. Eu quero resgatar o nosso tempo perdido.

MAUREEN – (SÉRIA) Henry, tem uma pessoa que você precisa conhecer.

Henry não entende. Lucas se aproxima de Maureen e dá as mãos para ela.

MAUREEN – Este é Lucas Armstrong. Meu namorado.

HENRY – (SURPRESO) Namorado?

LUCAS – Muito prazer Henry. (SECO) Fico feliz que voce tenha voltado do coma. Todos torcemos muito pra você.

Close em Henry, realmente surpreso com o que acabou de ouvir.

CENA 4. HOSPITAL DE CARIDADE DE ENDLESS TOWN. FRENTE. EXT. DIA.

Hannah sai do hospital mexendo no celular e Maureen sai atrás dela, agarrando-a pelo braço.

MAUREEN – Espera Hannah!

HANNAH – Eu preciso ir Maureen. Tenho uma entrevista de emprego pra daqui a pouco.

MAUREEN – Nós precisamos terminar nossa conversa.

HANNAH – Nós não temos nada pra conversar.

MAUREEN – Ah, nós temos sim. Eu sou vou fazer uma pergunta e quero uma resposta bem objetiva de você.

HANNAH – (IRRITADA) Já chega!

MAUREEN – Você está apaixonada pelo Henry?

HANNAH – (SURPRESA) O que?

MAUREEN – A recepcionista me disse que você vem visitá-lo em todos os dias desde que ele entrou em coma. Você está gostando dele Hannah?

HANNAH – Não!

MAUREEN – Pois não parece.

HANNAH – Não, querida, não parece. Você sabe por que eu visito o Henry? Por você! Você o abandonou numa cama de hospital e foi tentar a vida em Seattle. Eu me senti responsável por ele e cuidei dele esse tempo todo.

MAUREEN – Eu não o “abandonei”. Eu pensei que ele estivesse morto.

HANNAH – Isso e o que você diz! E tem mais Maureen, e se eu estivesse mesmo apaixonada por ele? Hum? Qual o problema? Você está com Lucas, não está? Ama o Lucas. Se eu estivesse apaixonada pelo Henry seria problema meu e dele.

MAUREEN – O Henry ainda é parte de mim, você sabe.

HANNAH – Está na cara que você não deixou de gostar dele. É uma pena, por que se eu estiver apaixonada, eu vou lutar para ficar com ele. Até se for contra você.

Hannah encara Maureen e vai embora.

MAUREEN – Hannah! Espera!

Mas ela já foi. Close em Maureen.

CENA 5. APARTAMENTO DE MARILYN. COZINHA. INT. DIA.

É a primeira vez que vemos esse ambiente na série. A cozinha do apartamento onde vive Marilyn e sua filha Ashley é luxuoso, decorado com ladrilhos coloridos e eletrodomésticos de última geração. Mãe e filha estão almoçando juntas na mesa.

ASHLEY – Eu ainda estou horrorizada pela morte da Beverly. Claro que eu achava ela insuportável, mas jamais pensei em vê-la morta.

MARILYN – Você a achava insuportável? Curioso, por que eu tenho uma impressão totalmente diferente de você. Eu sempre achei a Beverly simpática.

ASHLEY – Pode até ser mãe, talvez pelo fato dela se juntar a chata da Lynn tenha a tornado chata também. Se eu tivesse conhecido a Beverly, talvez mudaria de opinião.

MARILYN – Ashley, a sua amiga, Maureen, não te contou nada de eles encontraram alguma pista do assassino?

ASHLEY – Não, nada, ela está bem desinformada. Está arrasada, coitadinha. Por que o interesse mãe?

MARILYN – (NERVOSA) Interesse? Nenhum! Apenas quis saber.

ASHLEY – Ok, calma, não precisa tremer feito vara verde.

MARILYN – Eu só estou nervosa com essa situação Ashley! Quando aquele inferno ocorrido no ano passado acabou, achei que a cidade passaria por cima disso e seguiria em frente, mas me enganei.

ASHLEY – E mais uma pessoa do elenco do filme do Cliff foi assassinada... Eu estou com medo mãe! A próxima pode ser eu!

MARILYN – Próxima? Não vai ter próxima Ashley! Não pensa nisso.

ASHLEY – Eu penso sim!

Marilyn balança a cabeça negativamente e toma um gole de suco.

CENA 6. MANSÃO DOS ARMSTRONG. SALA DE ESTAR. INT. DIA.

Viola e Tripp juntos, na sala, observando um homem de macacão instalar uma câmera de segurança na parede do local.

TRIPP – Tem certeza mesmo que isso é necessário Viola? Câmeras, por todos os lugares? Onde fica nossa privacidade?

VIOLA – É claro que eu tenho certeza. Se a Billie Dean disse é o correto a se fazer, nós vamos fazer. Além do mais ninguém a não sermos de nós e ela terão acesso ás filmagens.

TRIPP – Eu não confio nessa médium. Ela me pareceu muito esperta pro meu gosto, um ar de superioridade.

VIOLA – Você é muito desconfiado Tripp, não confia nem pra própria sombra. De onde já se viu desconfiar de Billie Dean Treadwell? Uma mulher com o dom reconhecido em todo mundo. Querido, ela já fez seminários no Brasil! Ganha rios de dinheiro!

TRIPP – Você colocou câmera até no nosso quarto?

VIOLA – Inclusive nos banheiros.

TRIPP – E no quarto da Madison?

VIOLA – Aproveitamos que ela foi ao mercado com a Allegra e instalamos lá também. Todo cuidado é pouco, ela não pode desconfiar do que estamos fazendo.

TRIPP – Eu tenho medo de brincar com essas coisas, me dá uma sensação ruim.

VIOLA – Você é um medroso, Tripp. Pois eu estou disposta a tudo para salvar a Madison. Nem que pra isso eu tenha que ir ao extremo da insanidade, o que não é muito difícil no estamos em que estou.

Tripp respira fundo e sai, em direção a seu escritório. Viola continua a observar o homem instalado a câmera.

CENA 7. SANATÓRIO MUNICIPAL DE ENDLESS TOWN. EXT. DIA.

Plano geral.

CENA 8. SANATÓRIO MUNICIPAL DE ENDLESS TOWN. QUARTO. INT. DIA.

Cliff e Monica sentados frente a frente, separados por uma mesa. Ele segura a mão dela, triste.

CLIFF – Eu vim aqui por que eu precisava te agradecer muito pela ajuda que me deu durante esses meses Monica. Muito obrigado mesmo! Por mais errada que você seja, eu gosto de você.

MONICA – (SORRI) Eu também gosto de você Cliff, e lamento que seu filme tenha sido cancelado. Você estava tão animado.

CLIFF – Mas faz parte da vida querida. Tudo que você me contou, das coisas que você fez e arquitetou me ajudaram muito na elaboração do filme. No início eu fiquei com medo, achei que você fosse perigosa. Mas agora eu sei que você é uma pessoa boa.

MONICA – Eu não sou louca como todos eles pensam Cliff. Eles me colocaram aqui achando que iriam me “curar”, veja só. Eu sou uma assassina, sim, mas não uma atormentada. Eu tinha que ter ido pra cadeia, ter sofrido pra cobrar os meus pecados.

CLIFF – Monica, o que você sabe sobre a morte dessas duas meninas?

MONICA – (SURPRESA) Eu? Nada!

CLIFF – A pessoa que matou as duas está usando o seu personagem e a foto do seu marido. A sua filha está passando pelo mesmo inferno novamente. Tem certeza que você não sabe nada?

Monica se levanta e caminha pelo quarto.

MONICA – Lógico que não. Eu não cometeria esse mesmo erro duas vezes. Quem quer que seja o novo palhaço, não tem ligação alguma comigo. Dessa vez eu sou inocente, Cliff. Inocente!

CLIFF – Posso te fazer uma pergunta que tenho vontade de fazer a muito tempo?

MONICA – Você sabe que você pode.

CLIFF – Por que um palhaço?

Monica ri e vira o rosto. Cliff espera a resposta.

CLIFF – Por que você criou esse personagem para matar aquelas pessoas? Por que justamente um palhaço?

MONICA – É uma história muito antiga Cliff. Na verdade isso começou desde quando eu era menina, sabe? Eu sempre fui fascinada por circos, sempre. Quando chegava um circo na cidade eu insistia para que meus pais me levassem até lá, por que eu queria muito assistir o espetáculo. (RI) Quando eu brigava com meus irmãos eu dizia que iria fugir com um circo e virar mulher barbada. Acredita nisso?

Cliff sorri, enquanto ouve Monica contar sua história.

MONICA – Só que a pior hora pra mim era a hora do palhaço. Quando aquela criatura estranha, com o rosto pintado aparecia no picadeiro, eu entrava em pânico. Morria de medo. E eu cresci com esse medo de palhaço. E nunca entendi por que eu sempre tive tanto medo de uma criatura que foi feita pro bem, para espalhar alegria. E quando eu me dei conta disso, eu passei a admirar muito a figura do palhaço. (PAUSA) Quando eu decidi matar a Amanda, eu sabia que não podia fazer de cara limpa. Eu tinha que fazer atrás de uma máscara, e escolhi o palhaço. Muitas pessoas tem medo de palhaço, e também há de se concordar que o que eu fiz foi um verdadeiro circo.

A câmera foca num dos olhos de Monica, com a pálpebra tremendo.

CENA 9. SANATÓRIO DE ENDLESS TOWN. FRENTE. EXT. DIA.

Cliff sai do local carregando um capacete e sobe em cima de sua moto, estacionada na calçada. Adrian atravessa a rua em direção à Cliff.

ADRIAN – Cliff Holiday?

Cliff fica surpreso ao ver o xerife.

ADRIAN – Você é Cliff Holiday?

CLIFF – (DESCE DA MOTO) Sou eu sim xerife. É por causa da moto? Eu já estou saindo.

ADRIAN – Não, não é por causa da moto. Eu preciso falar com você. Vamos comigo até a delegacia.

CLIFF – O senhor tem um mandato? Se não tiver eu não sou obrigado a lhe acompanhar.

ADRIAN – Não tenho um mandato, mas se realmente não tem nada a esconder, não vai evitar conversar comigo. Certo?

Close em Cliff.

CENA 10. ENDLESS TOWN. RUA QUALQUER. EXT. DIA.

Jeremy caminha tranquilamente por uma calçada da cidade, levando sua bicicleta, quando ouve o soar da sirene da polícia. Catherine, que acabara de estacionar seu carro metros dali, se aproxima de Jeremy, que estranha a situação.

CATHERINE – Boa tarde. Jeremy Randall?

JEREMY – Ele mesmo. E você é Catherine, a escritora de livros. Acertei?

CATHERINE – Mais ou menos. Escritora de livros e investigadora polícia. Como vai Jeremy?

JEREMY – Muito bem, apesar da morte de uma amiga minha, Beverly. Você conhecia?

CATHERINE – (FALSA) Beverly? É claro que eu conhecia. Eu era muito amiga da Beverly. E é por ela que eu vim atrás de você.

JEREMY – Como assim?

CATHERINE – Um dia antes dela morrer ela me contou do caso de vocês. Do romance que tinham. Ela disse que gostava muito de você Jeremy.

JEREMY – (TRISTE) E eu também gostava muito dela.

CATHERINE – Você não tem nenhuma pista de quem possa ter a matado?

JEREMY – Acho que não. Estão dizendo que a mesma pessoa que matou a Beverly matou a CeCe, sabe? A Beverly era amiga de todo mundo.

CATHERINE – Se ela era amiga de todo mundo, por que a matariam?

JEREMY – Não sei.

CATHERINE – Onde você estava na noite da morte dela, em torno das dez horas?

JEREMY – Eu estava em casa, dormindo. Por que? Desconfia de mim?

CATHERINE – Por que você está mentindo, Jeremy. Acabei de falar com a sua mãe, ela me disse que você não passou a noite em casa.

JEREMY – (IRRITADO) Ela não tinha o direito de te falar isso!

CATHERINE – Onde você estava, Jeremy? Onde você passou a noite? Foi com a Beverly?

JEREMY – Não! Se a sua intenção é me acusar da morte dela, pode tirar o cavalo da chuva. Eu jamais faria isso.

CATHERINE – Então me diga, onde esteve?

JEREMY – Você não é metida a esperta, a detetive? Descubra sozinha! Enquanto não tiver uma ordem judicial, eu não abro a minha boca.

CATHERINE – Uma última pergunta... Além da Beverly, você mantinha algum relacionamento com CeCe Reynolds?

JEREMY – Você não está me perguntando isso, está?

Jeremy encara Catherine e sai. Catherine cruza os braços.

CATHERINE – São muitas pessoas que “jamais fariam isso” pro meu gosto. Esse garoto esconde alguma coisa!

CENA 11. DELEGACIA DE ENDLESS TOWN. SALA. INT. DIA.

Sala de interrogatório. Adrian e Cliff sentados em uma mesa, tendo uma conversa.

CLIFF – Isso é uma injustiça Adrian. Enquanto você vem tirar satisfações de um homem inocente, o verdadeiro assassino da Beverly e da CeCe está solto! E pode cometer mais um crime!

ADRIAN – Como você sabe que a Beverly e a CeCe foram mortas pela mesma pessoa? Está bem informado, não Cliff?

Cliff fica em silêncio. Adrian respira fundo.

ADRIAN – Você anda fazendo muitas visitas ao sanatório da cidade, não anda Cliff? Devo imaginar que tenha algum parente internado lá.

CLIFF – Vocês não tem o direito de se meter nessa história.

ADRIAN – A nossa conversa, Cliff, pode ser rápida e objetiva. É você me dizer quem anda visitando no sanatório. Esta é a pergunta.

CLIFF – Pra que, se você já sabe a resposta? Hum? Ela te contou, não foi? A Maureen te contou.

ADRIAN – Não interessa quem me contou, o que interessa é que eu quero saber o motivo de você estar visitando Monica Prescott. Uma psicopata sádica e perigosa que deveria ser defenestrada da sociedade.

CLIFF – (SORRI) Vocês realmente são patéticos.  Sabia que meu sonho sempre foi ser uma estrela xerife? Sempre tive o desejo de ter meu talento para a escrita valorizado. Quando eu descobri que tinha que ser diretor de cinema, eu sempre procurei pela melhor história para brilhar, como a estrela que eu sempre quis ser, e eu descobri essa história, xerife. A história dessa cidade.

ADRIAN – Como?

CLIFF – Eu fiquei sabendo por um amigo editor do livro de Catherine e tratei de comprar os direitos do livro para fazer o filme. Eu realmente me encantei com a história. Todo o mistério, os crimes, o palhaço... Realmente me fascinou.

ADRIAN – E onde a Monica entra nessa história?

CLIFF – Eu achava que apenas ler o livro não era suficiente. Eu precisava viver essa história, precisava saber dos detalhes mais sórdidos. Por isso eu procurei Monica naquele hospício. Eu me tornei amigo dela e arranquei dela toda a verdadeira história dos crimes não contada nos livros. Monica foi minha maior inspiração, caro xerife. Eu soube coisas que você daria o mundo pra saber. Eu soube da verdadeira motivação. Foi aí que percebi que a Monica não é uma psicopata.

ADRIAN – Ela é uma psicopata, Cliff. Ela arquitetou e assassinou friamente quase 20 pessoas.

CLIFF – (SE LEVANTA) Não me interessa sua opinião xerife. Já esclareci a sua dúvida. Se quiser falar mais comigo, venha com uma intimação.

Cliff sorri e sai da sala. Adrian bate na mesa, pensativo.

CENA 12. ENDLESS TOWN. CENAS PANORÂMICAS. EXT. NOITE.

Sonoplastia: A Little Taste – Skyler Stonestreet. Anoitece em Endless Town. Câmera mostra os arranha-céus da cidade, as ruas iluminadas e as avenidas cheias de carros.

CENA 13. MANSÃO DOS ARMSTRONG. QUARTO DE MADISON. INT. NOITE.

Viola entra em passos silenciosos no quarto de Madison e vê a menina dormindo placidamente em sua cama, com uma cara angelical. Viola respira aliviada e sai do quarto, fechando a porta. Assim que a mãe sai, Madison arregala os olhos. Câmera foca na câmera de segurança filmando Madison.

CENA 14. MANSÃO DOS ARMSTRONG. QUARTO DE VIOLA. INT. NOITE.

Tripp já deitado na cama, lendo um livro. Viola entra no quarto e fecha a porta. Se deita na cama.

TRIPP – Como ela está?

VIOLA – Dormindo como um anjo. (BEIJA O MARIDO) Boa noite, amor.

TRIPP – (DESCONFIADO) Boa noite...

Viola acomoda a cabeça no travesseiro e fecha os olhos. Tripp olha para as câmeras no quarto, preocupado.

CENA 15. MANSÃO DOS ARMSTRONG. QUARTO DE MADISON. INT. NOITE.

Madison continua dormindo feito um anjo. A câmera filma todo o quarto. De repente, a menina abre os dois olhos e tira o cobertor do corpo com força. O armário do ambiente treme, do nada. Madison se levanta e anda em direção à porta do quarto.

CENA 16. MANSÃO DOS ARMSTRONG. CORREDOR. INT. NOITE.

Sonoplastia de suspense. Madison sai da porta de seu quarto em estado de transe. Ela está com os olhos arregalados, como se estivesse sem os seus sentidos. A menina caminha pelo corredor, atravessa a porta dos outros quartos até o quarto de Viola e Tripp. Assim que Madison passa por uma mesa com abajur, o objeto de decoração se apaga. As câmeras filmam tudo.

CENA 17. MANSÃO DOS ARMSTRONG. QUARTO DE VIOLA. INT. NOITE.

As luzes apagadas. Viola e Tripp dormem em sono profundo, cada um virado para um lado. A porta do quarto se abre sozinha e Madison entra, ainda em transe, e caminha até a beira da cama. A menina fica paralisada observando o sono dos pais, com a mesma expressão de rosto da cena anterior.

CENA 18. ENDLESS TOWN. ESTRADA. EXT. NOITE,

Sonoplastia de suspense. A câmera acompanha o rolamento de quatro rodinhas de skate pelo asfalto da cidade. A rua está vazia, e uma pessoa, cujo rosto não vemos, passeia com seu veículo tranquilamente, subindo e descendo da calçada. Uma forte luz surge do fim da rua e a pessoa de skate para. Tira um capuz do rosto e se revela ser Jeremy. Jeremy vê que as luzes são faróis de um carro que se aproxima dele. Quando ele vê que o carro não vai parar, sobe do skate e continua descendo na estrada. O carro de aproxima de Jeremy rápido, com intenção de atropelá-lo, e Jeremy acelera o passo, nervoso. Jeremy perde o controle do skate, bate no meio fio da calçada e cai de bruços ali mesmo. O carro estaciona e uma pessoa, que também não revelamos quem é, salta do veículo e se aproxima de Jeremy, que lentamente começa a se levantar. Jeremy põe a mão na cabeça e, quando se vira, dá de cara com o palhaço assassino, que ergue uma arma e lhe dá uma coronhada. Jeremy cai desmaiado. O palhaço tira a máscara e se revela ser Christina. Christina guarda a arma no bolso e puxa o corpo de Jeremy pelos braços, em direção do porta-malas do carro.

CENA 19. RODOVIÁRIA DE ENDLESS TOWN. DESEMBARQUE. INT. DIA.

Um ônibus grande, com tons de azul, estaciona na plataforma 6 da rodoviária. Pouco a pouco os passageiros começam a descer, e umas das últimas pessoas são a bela e jovem Kirby Carter, agora junto de seu filho adolescente Ian Carter. Eles pegam suas malas e Kirby olha um endereço num papel.

IAN – Pra onde nós vamos mãe?

KIRBY – (DETERMINADA) Você já vai saber.

Kirby olha em volta e respira fundo, nervosa.

KIRBY – Eu voltei Endless Town. Eu voltei!

Close em Kirby.

CENA 20. DELEGACIA DE ENDLESS TOWN. SALA DE ADRIAN. INT. DIA.

Adrian se serve de café e rosquinhas. Tranquilamente, ele coloca os dois pés sobre sua mesa e relaxa. Catherine entra com uma sacola e chama a atenção de Adrian.

CATHERINE – Bom dia xerife.

ADRIAN – (BEBE CAFÉ) Bom dia. Tão cedo assim Catherine?

CATHERINE – É, eu demorei pra dormir essa noite. São tantas coisas acontecendo...

ADRIAN – Alguma evolução com o namorado da tal Beverly?

CATHERINE – Nenhuma, mas eu acho que encontrei uma bela pira do assassino da CeCe.

ADRIAN – (CURIOSO) Encontrou onde?

CATHERINE – Nas coisas dela, que já estão na perícia. O objeto que eu tenho dentro dessa sacola foi encontrado junto com as outras coisas.

Catherine joga a sacola na mesa de Adrian.

CATHERINE – Veja com seus próprios olhos!

Adrian larga a xícara de café e pega a sacola. Tira de lá de dentro um cartão, retangular, com um código de barras, onde está escrito “Prefeitura Municipal de Endless Town”.

ADRIAN – Prefeitura?

CATHERINE – Elementar meu caro Adrian. Um cartão da prefeitura nas coisas de CeCe Reynolds. Agora eu lhe pergunto: por que CeCe Reynolds teria um cartão da prefeitura?

Adrian observa o objeto encontrado, curioso.

CENA 21. MANSÃO DOS ARMSTRONG. ESCRITÓRIO. INT. DIA.

Imagem abre na gravação de Madison passando pelo corredor da casa na noite anterior e a luz do abajur apagando. Corta para a menina de pé, na frente da câmera dos pais. Uma mão feminina acelera as imagens e Madison continua lá. A mão é de Billie Dean, que está mostrando a gravação para Viola e Tripp de seu notebook.

BILLIE DEAN – E ela passou a noite inteira assim, na frente da cama de vocês, como se estivesse num transe.

VIOLA – (ANDA PELO LOCAL) Você viu Tripp? A nossa filha não está normal! Ela está com problemas! A luz daquele abajur se apagou sozinho!

TRIPP – (PARA BILLIE DEAN) Eu estou ficando com medo Billie. O que está acontecendo nessa casa?

BILLIE DEAN – (SE LEVANTA) O caso é mais sério do que eu imaginava. Uma grande força sobrenatural está possuindo o corpo da filha de vocês por algum motivo pendente quando essa alma ainda era viva.

VIOLA – Amanda Manson!

BILLIE DEAN – Só há um jeito de nos livrarmos desse espírito e salvarmos Madison.

TRIPP – Que jeito?

BILLIE DEAN – Um exorcismo. É a única maneira. Vocês dois tem que se preparar, por que a filha de vocês está possuída por um demônio.

Viola e Tripp olham com medo para Billie Dean. Close na médium.

CENA 22.  MANSÃO DOS ARMSTRONG. SALA DE ESTAR. INT. DIA.

Lucas e Maureen sentados no sofá. Ele mostra alguma coisa para ela numa revista.

MAUREEN – Foi tudo bem, não foi? Com o Henry?

LUCAS – (SORRI) Tudo tranqüilo. Eu gostei dele.

A campainha toca. Allegra desce a escadaria e atende, enquanto Lucas e Maureen continuam conversando. Quando Allegra abre, Kirby e Ian entram feito um furacão.

KIRBY – Lucas?

LUCAS – (SE LEVANTA) Kirby? Você? De volta?

MAUREEN – (ESTRANHA) Quem é essa mulher, Lucas?

KIRBY – (SORRI) Estou de volta sim, e agora para ficar. Surpreso em me ver?

LUCAS – Muito! Fazem tantos anos...

KIRBY – É, mas vejo que continua lindo. (OLHA PARA MAUREEN) E ela?

MAUREEN – (SEM GRAÇA) Ah, Maureen Prescott, sou namorada dele.

KIRBY – Maureen Prescott? Famoso nome, não? Acho que já li em algum jornal.

LUCAS – Mas então Kirby, que motivos levaram você a voltar? E quem é esse garoto? Seu irmão?

KIRBY – Eu voltei para acertar contas com o passado, e ele não é meu irmão. Ele é seu filho.

LUCAS – (EM CHOQUE) Ele o que?

KIRBY – Conheça seu filho, Lucas, Ian Carter!

Closes descontínuos entre Lucas, Maureen e Kirby. Ian encara Lucas, que não acredita no que descobriu. Kirby sorri, vitoriosa.

CENA 23. LOCAL ABANDONADO. INT. DIA.

Câmera abre numa cabana misteriosa, feita de madeira, com várias fotos de Maureen Prescott coladas na parede e matérias sobre a vida da mocinha. Ouvem-se gemidos masculinos e, no centro da sala, está Jeremy, preso numa cadeira, nu, suando muito, e de olhos vendados. Christina entra na cabana.

JEREMY – (ALTO) Quem está aí? Onde eu estou? Por favor!

CHRISTINA – Sou eu, docinho.

Christina baixa a venda de Jeremy e os dois se olham.

JEREMY – Quem é você?

CHRISTINA – Eu sou o seu maior pesadelo. Mas também posso ser a sua melhor fantasia.

JEREMY – Me solta! Não faz nada comigo, eu juro que eu sou uma pessoa boa, eu não sei de nada. Eu não vou contar de você pra ninguém.

CHRISTINA – (SÉRIA) Eu tenho ordens pra te matar, garoto. Sabe o que é isso, matar? (PAUSA) E eu vou fazer isso. Mas antes eu vou usufruir desse seu corpinho lindo.

Christina passa a mão no órgão genital de Jeremy, que fecha os olhos, nervoso.

CHRISTINA – (SORRI) Uma mulher como eu, que não tem contato íntimo com um corpo masculino a muito tempo, tem suas necessidades.

Christina põe a mão ao lado da cadeira de Jeremy, roda uma rosca e empurra o rapaz para trás, deitando a cadeira. Ela sobe em cima dele e põe suas mãos no peito do garoto.

CHRISTINA – Não vai doer nada, menino. Eu te prometo que não vai doer. Eu vou fazer de um jeito que você não sinta nada. A não ser que você queira um pouco de dor.

JEREMY – (BAIXO) Eu não quero.

CHRISTINA – (RI) Eu sabia que você não ia resistir... Não fala nada... Fica quietinho... Apenas sente.

Christina puxe seu vestido para cima e fica de calcinha e sutiã em cima de Jeremy. Ela desabotoa o sutiã e o joga no chão, ficando com os seios à mostra. Ela puxa sua calcinha pro lado e penetra sua vagina no pênis de Jeremy. Christina sorri de prazer e começa a fazer movimentos de vai-vem em cima do garoto, que começa a gemer de prazer. Christina aumenta os movimentos e começa a gritar alto, chegando a dar tapas na cara de Jeremy.

CHRISTINA – (COM FORÇA) Isso, geme garoto. Geme, vai... Geme!

JEREMY – (COM PRAZER) Oh meu Deus...

CHRISTINA – (GRITA) Eu mandei gemer, seu filho da puta!

Christina puxa uma faca de cozinha de baixo da cadeira e, enquanto está transando com Jeremy à força, a envolve nas duas mãos no objeto e enfia com tudo no peito do rapaz. Jeremy não tem tempo de gritar e morre na hora, se esvaecendo em sangue. Christina permanece na mesma posição que estava: só de sutiã, montada em cima de Jeremy, e segurando a faca com as duas mãos. Ela se levanta, pega o sutiã que havia caído no chão e o recoloca, sorridente. Ela olha para o corpo de Jeremy.

CHRISTINA – Tão lindo e gostoso. Uma pena ter que acabar morrendo dessa maneira. Mas ordens são ordens. (LAMENTA) Não cheguei ao menos a ter um orgasmo.

Christina começa a dar gargalhadas e a câmera se aproxima do corpo nu e assassinado de Jeremy. A risada psicótica de Christina ecoa pela cabana e a imagem escurece num baque.
 

SÉRIE DE:
Jota Pê 

ESTRELANDO:
CHRISTA B. ALLEN – Maureen Prescott
SARAH MICHELLE GELLAR – Catherine Riley
KEEGAN ALLEN – Henry Sheldon
ERIC WINTER – Lucas Armstrong
MICHELLE FORBES – Monica Prescott
RICHARD BURGI – Dewey Riley
ELIZABETH MCLAUGHLIN – Hannah Riley
LESLEY FERA – Viola Armstrong
DAVID JAMES ELLIOT – Tripp Armstrong
BAILEE MADISON – Madison Armstrong
ALEXIA FAST – Amanda Manson
BILLIE JOE ARMSTRONG – Cliff Holiday
JAMIE ANNE ALLMAN – Christina Martin

ELENCO RECORRENTE:
VANESSA RAY – Marilyn Becker
AIMEE TEEGARDEN – Ashley Becker
JACK DEPEW – Tim Allerton
SKYLER DAY – Lynn Wellington
BIANCA LAWSON – Tatum McCarthy
SHANE COFFEY – Jeremy Randall
ANDREA BOWEN – Allegra Drake
JOEL KINNAMAN – Adrian Rutherford
MEGHAN ORY – Ohana Rowland
NAYA RIVERA – Angelina de Los Reyes
RAMÓN FERNANDES – Mickey Hargensen
MACKINLEE WADDELL – Beverly Scott
MARISOL NICHOLS – Heather Murphy
ASHLEY JOHNSON – Kirby Carter
LIAM JAMES – Ian Carter

ATRIZ CONVIDADA:
LILY RABE – Billie Dean Treadwell

MÚSICAS DO EPISÓDIO:

A LITTLE TASTE – Skyler Stonestreet

PRODUÇÃO

Bruno Olsen
Diogo de Castro
Rafael Oliveira

   

 Esta é uma obra de ficção virtual sem fins lucrativos. Qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.


REALIZAÇÃO


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Proibida a cópia ou a reprodução

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