Desígnios: Capítulo 13 - WebTV - Compartilhar leitura está em nosso DNA

O que Procura?

HOT 3!

Desígnios: Capítulo 13

Novela de Débora Costa
Compartilhe:



DESÍGNIOS - CAPÍTULO 13


 

Cena 1/Ext./Mansão Monteiro Diniz/Jardim/Dia.

Elisa está com raiva de Álvaro, o encarando.

ELISA

(firme) Eu nunca mais quero te ver, Álvaro!

CLARA

Elisa/

Roberto segura Clara com delicadeza.

ROBERTO

Não se mete.

ÁLVARO

(encara Elisa) Não vou levar em consideração, porque estou vendo que você está fora de si. Quando você se acalmar nós conversamos.

ELISA

(nervosa) É para levar em consideração!

Elisa tira a aliança de noivado, joga em Álvaro.

ELISA

(tom alto) Entendeu, agora? Acabou! Não tem mais casamento!

Elisa entra, Sérgio está com vontade de ir atrás dela, se contém. Álvaro está sem jeito e com raiva.

CLARA

(em choque) Eu vou tentar falar com ela.

ROBERTO

Não... Deixa Elisa em paz e você, Álvaro, tire o dia de folga; depois nos falamos.

ÁLVARO

Roberto, eu não fiz nada para magoar Elisa. Eu a amo muito.

ROBERTO

Eu sei... Fique tranquilo.

Álvaro encara Sérgio.

ÁLVARO

Talvez, possa ter alguém fazendo a cabeça de Elisa contra mim.

CLARA

Isso é impossível, querido. Elisa jamais terminaria um noivado por influência de outra pessoa.

ÁLVARO

Eu sei... Eu volto mais tarde.

ROBERTO

Não. (pausa) Elisa disse que não quer te ver e se você vier será como invadir o espaço dela. Eu te falo quando puder vir.

ÁLVARO

(inconformado) Mas, Roberto, isso só vai afastar Elisa de mim.

ROBERTO

E você insistir em conversar quando ela não quer, também. Eu a conheço e sei o que estou falando.

ÁLVARO

(raiva contida) Está bem. Mas que fique claro que eu quero conversar com a minha noiva o quanto antes.

Álvaro pega a aliança que Elisa jogou nele, guarda no bolso, sai. Roberto encara Sérgio.

ROBERTO

Eu não sei o que está acontecendo entre Elisa e Álvaro, mas quero saber... Vi que ela se acalma quando você está perto. Pode ir falar com ela, Sérgio.

SÉRGIO

Sim, senhor. Com licença.

Sérgio entra; Maya, com raiva, entra, também.

CLARA

(inconformada) Roberto, por que você deixou Sérgio ir falar com a Elisa e eu não?

ROBERTO

(pensativo) Porque ele não vai piorar as coisas, Clarinha; já, você, pode fazer isso. Depois eu que vou falar com a nossa filha.

Corta Para:

Cena 2/Int./Mansão Monteiro Diniz/Cozinha/Dia.

Elisa está sentada, chorando, Berta se aproxima dela, entrega um copo com água.

BERTA

Aqui, querida, toma um pouco de água, que vai te fazer bem.

Elisa toma um pouco de água, coloca o copo com o restante em cima da mesa.

BERTA

Foi impossível não ouvir, daqui, o que aconteceu. Saiba que estou do seu lado e fiquei muito feliz por você ter tido coragem de enfrentar o Álvaro.

ELISA

(enxuga as lágrimas, cansada) Eu lavei minha alma, Berta. Álvaro sempre fez isso comigo. É muita crueldade disfarçada de proteção... carinho... cuidado... Tudo mentira! Ele faz para me ferir, e o pior... Consegue!

Sérgio entra.

SÉRGIO

Desculpe interromper...

BERTA

Não interrompeu, Sérgio... Agora, que você está aqui, fico mais tranquila para fazer uma coisa... Com licença.

Berta sai, Sérgio se abaixa em frente a Elisa, segura suas mãos, a olha nos olhos.

SÉRGIO

Elisa, não imaginas o quanto me controlei para não partir para cima do Álvaro

ELISA

(sorri um pouco) Eu também, Sérgio, mas o importante é que não sujamos nossas mãos com ele.

SÉRGIO

(acaricia o rosto de Elisa) Estás bem?

ELISA

(fecha os olhos, sentindo o carinho) Sim... Muito melhor. (olha Sérgio) parece que eu tirei uma tonelada de dentro de mim, estou me sentindo leve. (sorri).

SÉRGIO

(sorri) Fico feliz por saber isso, meu amor.

ELISA

(gosta de como Sérgio a chamou) E eu fico feliz por ter você ao meu lado.

Sérgio e Elisa se beijam.

ELISA

Agora estou livre, Sérgio, podemos ficar juntos.

Sérgio se levanta, Elisa se levanta, também.

 

SÉRGIO

É o que mais quero, mas se não se importa, gostaria que esperássemos até eu voltar de Portugal. Acabaste de terminar um noivado, vais precisar lidar com a tua família e eu não quero que enfrentes tudo isso sozinha. O que me dizes? Esperas por mim?

ELISA

(sorri) Claro que espero. (pausa) Meu amor!

Sérgio e Elisa se beijam. Malu entra, não sabe se vai ou se fica, mas acha linda a cena.

MALU

(feliz) Desculpa, gente, mas vocês me pegaram de jeito, agora. Coisa linda, vocês.

Sérgio e Elisa acham graça.

ELISA

(sorri) Malu, você não pode contar para ninguém o que viu, me promete?

MALU

(sorri) Claro que prometo, Elisa. E aproveitem aí, porque o povo fala que o proibido é mais gostoso.

Sérgio e Elisa acham graça, se abraçam.

Corta Para:

Cena 3/Int./Mansão Monteiro Diniz/ Quarto de Sérgio/Dia.

Maya entra, está nervosa, começa a procurar alguma coisa, está ansiosa, vê o baú preto, tenta abrir, percebe que a fechadura é eletrônica.

MAYA

(nervosa) Droga! Eu preciso saber quem é essa Manuela. (pausa, pensativa) Tenho certeza que ela não é uma pessoa qualquer. (fria) E se eu estiver certa...? pode ser exatamente o que preciso para tirar o Sérgio da vida da Elisa.

Corta Para:

Cena 4/Int./Padaria Camões/Dia.

Benício está colocando cardápios nas mesas, com má vontade. Lívia se aproxima, está tomando café.

LÍVIA

(tom de brincadeira) Ânimo, Beny, desse jeito vai espantar os fregueses do seu Manuel.

BENÍCIO

(sério, aponta para o próprio rosto) Está vendo? Não tem graça, palhaça.

LÍVIA

(acha graça) Tem sim.

BENÍCIO

(joga o último cardápio na mesa) Não sei até quando vou ter que ficar aqui.

LÍVIA

Você começou ontem.

BENÍCIO

Não era para ter começado nunca! Este não é o meu lugar, Lívia. Eu não preciso trabalhar.

LÍVIA

Esse é o ponto que seu pai quer que você veja, Beny... Você precisa trabalhar, sim. Você é um homem! Não pode ser um vagabundo só porque é rico.

 

BENÍCIO

(pensativo) Eu sei, Lívia... O problema é que não me vejo enfiado em um escritório, usando terno e gravata. Não gosto dessas coisas.

LÍVIA

E do que você gosta, Beny?

BENÍCIO

(sorri pensativo) Correr... Adoro correr, Lívia! Quando eu estou atrás do volante, a sensação é incrível.

LÍVIA

Já pensou em ser um profissional? Seu pai iria gostar por dois motivos: primeiro porque ele veria que você tem salvação e não vai ficar na cola dele o resto da vida e, segundo que, sendo um piloto, o risco de você matar alguém é muito baixo. (ri debochada).

BENÍCIO

(joga um pano de prato em Lívia, sorri) Tá muito engraçadinha hoje.

LÍVIA

(sorri) Tudo bem, chega de papo. Agora você tem que lavar a louça.

BENÍCIO

(desanimado) Não acredito nisso.

Benício vai saindo, Lívia acha graça.

Corta Para:

Cena 5/Int./Apartamento de Álvaro/Sala/Dia.

Álvaro entra, está sério, olhar frio. Se encara no espelho, num acesso de fúria e descontrole, grita, pega um objeto, joga no espelho, que quebra, começa a quebrar e chutar toda a sala, enquanto grita, extravasando tudo o que está sentindo. Em determinado momento, se cansa, se senta no sofá, coloca as mãos na cabeça, chora de forma breve, tira as mãos da cabeça, fica sério, olhar sombrio.

 

ÁLVARO

(frio, para si mesmo) Você pode ter ganhado a batalha, (ódio) maldito português, (calma sombria) mas eu... eu vou ganhar a guerra, e meu espólio... vai ser Elisa. (olhar fixo).

Corta Para:

Cena 6/Int./Mais Tarde - Mansão Monteiro Diniz/Ateliê/Dia.

Elisa está olhando pela janela, Roberto bate na porta, entra.

ROBERTO

(sorri) Você está ocupada, querida?

ELISA

(sorri) Não.

ROBERTO

Podemos conversar?

Elisa pega uma cadeira, coloca perto de Roberto.

ELISA

Claro que sim, papai.

Roberto e Elisa se sentam.

ROBERTO

Filha, faz tempo que venho observando o seu comportamento... Estava esperando você vir até mim e conversar, mas como isso não aconteceu... Estou aqui. Eu quero saber o que está acontecendo.

ELISA

(respira fundo) Acho que, realmente, agora é a hora de falar... Papai, quando Bruno morreu... Foi como se meu chão se abrisse e eu caísse no mais profundo abismo. Você sabe o quanto nós nos amávamos. Ele era tudo para mim e, de repente, o que era tudo virou nada, em frações de segundos. (triste) Perdi tudo naquele acidente... Meu amigo, meu namorado, meu companheiro, meu futuro marido, o homem que eu queria para ser pai dos meus filhos, o amor da minha vida! (as lágrimas escorrem) Ele se foi para sempre... (enxuga as lágrimas, se recompõe) Você e a mamãe viram todo o meu sofrimento e aí acharam que, colocando outro no lugar de Bruno, as coisas seriam resolvidas. Daí, vocês escolheram Álvaro para isso, como se a missão fosse substituir o irmão dele na minha vida, talvez, achando que eles eram iguais. (pausa) Mas não são... Bruno e Álvaro são com água e vinho. (se lembrando e imitando alguém) “Álvaro vai ser um excelente homem de negócios. Álvaro é o homem ideal para ocupar a presidência do grupo.” (olha Roberto nos olhos) Mas e marido?... Companheiro?... Vocês se perguntaram isso? Eu respondo, papai. Não, vocês não pensaram! Álvaro não é bom para se casar comigo e tenho pena da coitada que, um dia, disser sim para ele. Em todos esses anos, papai, ele me atormentou e me culpou pela morte do Bruno... E foi um acidente, eu não tive culpa de nada... Mas ele fazia questão de me culpar; ele sabia que isso iria me atingir e fazia de propósito. Por algum motivo que desconheço, Álvaro gostava de me ver mal e vulnerável. Mas isso acabou... Não dá mais, meu limite chegou ao fim, assim como esse noivado absurdo. Acabou, papai.

Elisa abaixa a cabeça, Roberto se levanta, se aproxima de Elisa, a levanta delicadamente, a abraça.

ROBERTO

(triste) Eu sinto muito, mesmo, minha filha. Desculpa por não ter visto seu sofrimento, por ter me metido na sua vida. A intenção era te fazer bem, meu amor.

 

ELISA

(emocionada) Eu sei, papai.

ROBERTO

(olha Elisa nos olhos) Por mais que eu goste de Álvaro, você é minha filha e, se a sua decisão é, realmente, terminar esse noivado, tem toda a minha aprovação.

ELISA

(feliz, abraça Roberto) Obrigada, papai. Te amo!

ROBERTO

Também te amo, minha filha!

ELISA

(olha Roberto) Papai, eu quero te pedir uma coisa... Uma coisa que estou precisando muito.

ROBERTO

Pode falar, filha.

ELISA

Faz muitos anos que não vou até a fazenda e eu estou precisando sair daqui, um pouco. Quero passar o final de semana lá.

ROBERTO

Nem precisa pedir, meu amor, a fazenda é sua, também. Pode ir a hora que quiser.

ELISA

(sorri) Obrigada... Mas eu não quero ir sozinha. Sabe que eu mal dirijo e, quem dirá, pegar a estrada sozinha.

ROBERTO

(pensativo) Verdade... Eu não vou poder ir, porque a inauguração do novo supermercado é neste fim de semana e sua mãe já se comprometeu em ir comigo. Acredito que não vou precisar de Sérgio este fim de semana, então, se você quiser, peço para ele te levar.

ELISA

(sorri um pouco, disfarça) Eu ia pedir para você ir comigo, mas se não pode, aceito que Sérgio me leve.

ROBERTO

(sorri) Então, tudo certo, meu amor. A única coisa que eu quero é te ver feliz.

Roberto e Elisa se abraçam.

Corta Para:

Cena 7/Int./Padaria Camões/Dia.

Benício está varrendo, Estela entra.

BENÍCIO

(estranha) Tia? O que você está fazendo aqui?

ESTELA

(altiva) Eu vim falar com a portuguesinha, ela está?

BENÍCIO

Depende, porque aqui tem duas... a mãe e a filha.

ESTELA

(impaciente) É claro que estou falando da mocinha.

BENÍCIO

O que você quer com a Sol?

ESTELA

É assunto meu, menino, vá logo chamar ela.

Sol entra, Estela a mede com o olhar de cima a baixo.

ESTELA

Menina, eu vim falar com você.

SOL

A senhora começou errado... Meu nome é Sol e eu quero ser chamada assim.

ESTELA

(altiva) Não vou demorar, garota. Eu vim até aqui, neste... fim de mundo..., falar para você sumir da vida do meu filho.

SOL

(incrédula) Como é?

ESTELA

É surda? Fui clara, mas repito... Eu quero que você suma da vida do meu filho! Ou, então, você terá muitos problemas.

Benício olha Estela como se não aprovasse a atitude dela. Sol encara Estela.


Novela escrita por
Débora Costa

Releitura da Novela
Antônio Maria de
Geraldo Vietri

Revisão de Texto
Eduardo Gouvêa

Elenco
Elisa
António Sérgio
Álvaro
Maya
Roberto
Clara
Manuela
Gonçalo
Benício
Lívia
Dante
Sol
Manuel
Leonor
Berta
Gustavo
Malu
Diana
Bruno (in memoriam)

Núcleo
Entretenimento em Foco

Trilha Sonora
Canção do Mar - Dulce Pontes

Produção
Bruno Olsen


Esta é uma obra de ficção virtual sem fins lucrativos. Qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.



REALIZAÇÃO

Copyright © 2026 - WebTV
www.redewtv.com
Todos os direitos reservados
Proibida a cópia ou a reprodução


Compartilhe:

Capítulos de Desígnios

Desígnios

No Ar

Novela

Novelas

Comentários:

0 comentários: