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Desígnios: Capítulo 03

Novela de Débora Costa
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DESÍGNIOS - CAPÍTULO 03

 

Cena 1/Int./Mansão Monteiro Diniz/Sala/Noite.

Álvaro está encarando Elisa e Sérgio, com sua raiva contida.

ÁLVARO

Elisa você disse que ia a um concerto sozinha; não que teria companhia.

ELISA

E foi exatamente isso, Álvaro. Eu fui até a Sala São Paulo sozinha e encontrei Sérgio, por acaso, lá.

SÉRGIO

Exactamente! E eu, também, estava sozinho e, por isso, perguntei à Elisa se poderíamos assistir ao concerto juntos. Ela aceitou e, agora, trouxe-a para casa.

ÁLVARO

(irônico) Além de herói é um cavalheiro... (indo até a porta) Agradeço por trazer a minha noiva. Boa noite, Sérgio!

Álvaro abre a porta para Sérgio sair, Elisa fica inconformada e envergonhada. Sérgio sorri um pouco, está indiferente à atitude de Álvaro.

ELISA

(inconformada) Álvaro, que atitude é essa? Você ouviu quando Sérgio disse que fez a gentileza de me trazer em casa?

SÉRGIO

Não se preocupe, Elisa, eu já estava de saída. Amanhã darei minha resposta ao seu pai. (vai saindo, olha para Elisa) Não se esqueça do nosso acordo. (sorri) Boa noite.

ELISA

(sorri um pouco) Boa noite.

Sérgio sai, Álvaro se aproxima de Elisa.

ÁLVARO

(se controlando) Que acordo é esse?

ELISA

(nervosa) Não interessa! Mas a sua atitude ridícula interessa e muito! Isso é jeito de tratar alguém?

ÁLVARO

Elisa, eu conheço de longe quando alguém está tentando de alguma forma se dar bem; e esse português/

ELISA

Nem perca seu tempo... Não é a primeira vez que você é grosseiro com alguém, e por nada.

Álvaro respira fundo, se contém.

ÁLVARO

(calmo) Tem razão... Desculpa, isso não vai mais acontecer.

ELISA

Não é para mim que você tem que pedir desculpas, é para o Sérgio.

ÁLVARO

Vou fazer isso... Mas hoje eu não vim para brigar; eu vim para fazer as pazes com você. Nosso casamento está perto e precisamos estar unidos como sempre fomos.

ELISA

Nós nunca fomos unidos... Nós somos próximos, Álvaro; mas somos diferentes o suficiente para não sermos unidos.

ÁLVARO

Que seja... Como falei, tenho uma surpresa para você.

Álvaro entra no escritório, Elisa observa. Álvaro sai do escritório trazendo um buquê de flores, entrega para Elisa.

ÁLVARO

(carinhoso) Eu vi essas flores e foi impossível não lembrar de você.

ELISA

(desconcertada, sorri um pouco) Obrigada, são lindas.

ÁLVARO

(sorri) E, claro, achei que não seria o suficiente, então, eu trouxe isto, também.

Álvaro entrega uma caixinha para Elisa, ela abre, dentro tem um anel.

ÁLVARO

Espero que você goste.

ELISA

(sorri) Eu adorei. Não precisava tudo isso.

Álvaro se aproxima por trás de Elisa e encaixa o braço ao redor de seu pescoço, num abraço possessivo e afetuoso ao mesmo tempo.

ÁLVARO

(no ouvido de Elisa) Claro que precisa, meu amor... Meu comportamento esses dias não tem sido dos melhores, então, fiz uma reserva para nós naquele restaurante que você adora. Tudo que faço é para te ver feliz.

Elisa se afasta delicadamente de Álvaro, o que o incomoda.

ELISA

(pensativa) Álvaro... Esses dias que tivemos esse desentendimento me fizeram pensar se... Se não é cedo demais para a gente se casar.

Álvaro fica com raiva, disfarça, o olhar dele é frio, ele se aproxima de Elisa, a olha nos olhos.

ÁLVARO

(calmo, tom triste) Eu sei que você ainda sofre pela morte de Bruno.

Elisa fica desconcertada ao ouvir o nome de Bruno.

ÁLVARO

Meu irmão era um homem incrível, sempre o admirei. (sorri, saudoso) Eu lembro perfeitamente como ele estava feliz por causa do casamento de vocês, parecia uma criança. Aquela criança que eu vi crescer e... (voz embargada) vi morrer... perdi a minha metade, Elisa. (chora) Nós unimos nosso amor e dor pelo Bruno. (sorri entre as lágrimas) Ele me deixou você... (acaricia o rosto de Elisa) Eu tenho certeza que me casar com você é o certo. Amo você! Sem você eu nem sei o que seria de mim. Obrigado por estar ao meu lado.

Álvaro beija Elisa, a abraça, Elisa chora. Álvaro sorri de forma maldosa e satisfeito.

Corta Para:

Cena 2/Ext./Mansão Monteiro Diniz/Noite.

Sérgio está saindo da mansão, Roberto e Clara, estão saindo do carro deles. Roberto está nervoso falando ao celular, Clara está preocupada.

ROBERTO

(nervoso) Em que hospital ele está, Maya? (ouve Maya) Eu estou indo praí.

Roberto desligar o celular.

CLARA

(aflita) Roberto, o que está acontecendo? Quem está no hospital?

ROBERTO

(preocupado) Beny... Sofreu um acidente de carro.

Clara perde o chão, chora, Roberto a segura, Sérgio se aproxima.

SÉRGIO

Desculpem intrometer-me, mas ouvi o que aconteceu. Se precisarem de ajuda, contem comigo.

ROBERTO

Vou precisar sim, Sérgio... Aliás, o que você está fazendo aqui? Veio me dar a resposta?

CLARA

(nervosa) Isso não é hora de falar de negócios! Eu vou ver o meu filho!

ROBERTO

Calma, acho melhor você ficar em casa e eu te mando notícias.

Álvaro sai da mansão.

ROBERTO

Álvaro, que bom que você está aqui, eu quero que você peça para seu tio me encontrar no hospital. Beny sofreu um acidente de carro... Pelo que Maya me falou, foi ele que causou...

ÁLVARO

(finge preocupação) Ele está bem?

ROBERTO

Não sei, Maya está nervosa demais para falar qualquer coisa. (para Sérgio) Sérgio, me leva até o hospital, por favor. Do jeito que estou prefiro não dirigir.

SÉRGIO

Concordo, eu levo-o, sim

ÁLVARO

Não precisa, eu acompanho o meu sogro.

ROBERTO

Não, você vai ficar aqui. Preciso que fale com seu tio. Cuide para que Clara não fale nada perto de Elisa, eu prefiro contar para ela quando souber como Beny está.

ÁLVARO

Elisa foi dormir, eu posso ir com você.

CLARA

(nervosa) Eu prefiro que você fique comigo, Álvaro. Estou muito nervosa para ficar aqui, sozinha.

Álvaro fica com raiva, disfarça.

ÁLVARO

Eu fico, então...

ROBERTO

Ótimo, liga para seu tio. (para Sérgio) Vamos lá.

Roberto e Sérgio entram no carro de Sérgio, saem, Clara fica aflita, Álvaro fica sério com o olhar distante.

Corta Para:

Cena 3/Int./Hospital/Sala de Espera/Noite.

Maya e Dante estão sentados, aflitos, preocupados.

DANTE

(ansioso) Tá demorando muito para chamarem a gente.

MAYA

Isso é bom... Sinal que Beny está vivo.

DANTE

(preocupado) Você viu como o pai da Alice estava furioso...

MAYA

Vi... Mas Alice sabia dos riscos quando Beny e ela entraram naquele carro, completamente bêbados.

O médico se aproxima, Dante e Maya se levantam.

MAYA

Como meu irmão está, doutor?

MÉDICO

Ele está sendo operado agora. Fraturou algumas costelas e quebrou o pé esquerdo.

DANTE

Mas o Beny está fora de perigo?

MÉDICO

Está sim, mas o estado dele ainda merece atenção, por isso ele vai para a U.T.I..

Roberto e Sérgio entram na sala de espera.

ROBERTO

(nervoso) Como está, meu filho?

MAYA

Calma, papai, o doutor acabou de falar que Beny está fora de perigo, apesar de ter se machucado bastante.

MÉDICO

Ele está passando por uma cirurgia no pé, agora. Depois eu volto com mais notícias.

O médico sai, Roberto encara Maya, está sério.

ROBERTO

(firme) Você deveria ter tomado conta do Beny. Sabe como ele é irresponsável!

MAYA

(inconformada) Papai, Beny não tem cinco anos! Ele vai fazer dezoito em poucos meses! Eu fui para fazer o meu trabalho e me divertir, não tenho culpa do que aconteceu!

ROBERTO

Eu quero que você e seu primo vão para casa, agora. A imprensa já está aí fora, saiam pelos fundos. Em casa nós conversamos. E não falem para Elisa o que aconteceu; eu mesmo quero falar para ela e, assim, a tranquilizar.

MAYA

(raiva/quase chorando) Claro... Como sempre, Elisa é a pessoa que merece toda a atenção e os cuidados... E eu que me dane!

Maya sai, Dante vai atrás dela, Roberto fecha os olhos, passa a mão na cabeça, está chateado.

SÉRGIO

Roberto... O senhor foi muito duro com sua filha.

ROBERTO

(arrependido) Eu sei, Sérgio... Eu sei! Depois eu peço desculpas para ela.

Corta Para:

Cena 4/Int./Mansão Monteiro Diniz/Corredor dos quartos/Noite.

Elisa sai de sua suíte, caminha lentamente, para em frente a uma porta, Berta se aproxima.

ELISA

(pensativa) Faz muito tempo que eu não entro aí, Berta...

BERTA

Eu sei, minha querida. (pausa) Aí você só entrava quando estava muito feliz ou precisando de um tempo sozinha.

ELISA

(com vontade de chorar) Eu fechei muitas portas na minha vida depois do que aconteceu com o Bruno... Às vezes, eu procuro a Elisa que eu era e não encontro... Não tenho forças para isso.

Berta acaricia o rosto de Elisa.

BERTA

Só de você estar aqui e pensando desse jeito, a Elisa que você quer voltar a ser já está aqui, meu amor... É só abrir a porta.

Elisa abraça Berta.

ELISA

(as lágrimas escorrem) É difícil para mim. Aí dentro tem muito do que vivi. (enxuga as lágrimas, se contém) Mas eu preciso reagir, Berta.

BERTA

(sorri) Você já está reagindo, Elisa, e isso é muito bom! Mas, minha querida, o que te fez pensar nessas coisas, agora?

ELISA

(sorri um pouco) Um amigo novo, Berta... Ele quer ver meus quadros.

BERTA

Não sei quem ele é, mas já gosto dele, por ele estar te trazendo de volta, Elisa.

Elisa e Berta se abraçam.

Corta Para:

Cena 5/Int./Hospital/Sala de Espera/Noite.

Roberto está sentado, preocupado, o pai de Alice entra, está nervoso.

PAI DE ALICE

(tom alto/aponta o dedo para Roberto) O seu filho quase matou a minha filha!

Roberto se levanta.

ROBERTO

Fique calmo, estamos em um hospital e meu filho também poderia estar morto mas, felizmente, os dois estão bem!

PAI DE ALICE

(nervoso) Bem, coisa nenhuma! A minha filha só não está paralitica por um milagre! Tiveram que operar a coluna dela e a recuperação vai ser lenta! Minha filha é uma jovem de muita energia, alegre, gosta de sair... E, agora? Como vai ficar o psicológico dela?

Sérgio entra trazendo um copo de café, observa a discussão.

ROBERTO

Eu entendo perfeitamente a sua dor; eu também estou sofrendo por causa do meu filho... Mas o policial me falou que os dois estavam bêbados e o carro que Beny bateu era de Alice. Meu filho ainda é menor de idade e não tem carro.

PAI DE ALICE

(tom alto) E nem deve ter!

ROBERTO

Concordo com você, e o que eu posso fazer é pagar todo o tratamento de Alice.

PAI DE ALICE

(raiva) Felizmente, não preciso do seu dinheiro. Eu só quero que você mantenha esse moleque longe da minha filha... Porque se eu voltar a ver ele perto de Alice, o mato!

O pai de Alice sai, Roberto se senta, está chateado, triste. Sérgio se senta ao lado dele, entrega o copo de café.

SÉRGIO

Já teve notícias do seu filho?

ROBERTO

Já... O médico disse que eu posso falar com ele rapidamente na U.T.I., e eu estava, aqui, me acalmando, para não brigar com ele... Mas você viu o que aconteceu... Não tiro a razão desse homem.

SÉRGIO

Quer um conselho?... Deixe a reprimenda para depois. Neste momento, o seu filho precisa de se sentir acolhido.

ROBERTO

Essa é a função da minha esposa, Sérgio... Benício precisa acordar para a vida e não que passem a mão na cabeça dele. Eu não entendo... Ele sempre teve de tudo, parece que faz coisas ruins de propósito.

SÉRGIO

Vai ver que ele precisa de uma coisa que nunca teve... conquistar as coisas pelo próprio esforço.

ROBERTO

(pensativo) É... Realmente, ele tem a sorte de ser menor de idade. Meu advogado já está cuidando para que Beny não precise ficar internado. A punição deverá ser convertida em pagamento de umas cestas básicas.

SÉRGIO

A punição que, na verdade, pode ser disciplina, é o trabalho, senhor Roberto. Não conheço o seu filho mas, pelas coisas que o senhor me diz... pode ser uma solução.

ROBERTO

(sorri gostando) Beny trabalhando... Até imagino como ele vai receber a notícia.

Corta Para:

Cena 6/Int./Apartamento de Álvaro/Sala/Noite.

Diana está sentada, mexendo no celular, Álvaro entra, bate a porta, Diana se assusta. Álvaro começa a chutar os móveis, está com raiva.

DIANA

(calma) Já sei... Os Monteiro Diniz.

ÁLVARO

(raiva/nervoso) Eu tenho ódio! Ódio, Diana!

Diana se aproxima de Álvaro, tentando acalmá- lo.

DIANA

Eu sei, isso é o que você mais fala.

 

 

ÁLVARO

(ofegante/Tentando se acalmar) Eu odeio Roberto, Clara! Aquele mimado nojento e, agora, vem do inferno esse maldito português, que está rondando (tom alto) a minha noiva! (tom normal) E pior... Ela está com dúvidas sobre o casamento.

DIANA

(tentando entender, confusa) Que português é esse?

ÁLVARO

(raiva/olhar distante) Alguém que, se atravessar o meu caminho e meus planos... Vai se arrepender!

Diana se afasta de Álvaro, se senta no sofá.

DIANA

(entediada) Seus planos... Você... É isso que te importa! Eu já cansei de ficar aqui, sem fazer nada! Te pedi mil vezes para me colocar dentro do grupo Monteiro Diniz e, até agora, nada!

ÁLVARO

(nervoso) Agora não é hora disso, Diana! Minha cabeça está a mil! Eu ainda consigo controlar a situação, mas não gosto de sentir que posso perder. (olhar distante/murmura) Me livrei do meu irmão... Elisa já é minha. Mas ainda falta o resto...

DIANA

(curiosa) Resto...?

ÁLVARO

(sorri de lado, olhar frio) O lugar dele... (pausa) A fortuna, a confiança do Roberto e o poder... Não apenas obedecer a ordens ridículas e fazer as vontades daquele imbecil... Tudo... Tudo, Diana... E vou ter! Isso eu garanto!

Diana e Álvaro sorriem maldosos.

Corta Para:

Cena 7/Int./Dia Seguinte/Mansão Monteiro Diniz/Sala de jantar/Dia.

Malu está colocando a mesa para o café da manhã, Berta se aproxima.

BERTA

Malu, coloca mais um lugar na mesa. Seu Roberto acabou de ligar, avisando que vai trazer alguém.

MALU

Nossa, visita cedo assim?!

BERTA

Deixa de ser enxerida e faz o que eu mandei.

MALU

Tá bom, tô indo, eu hein! Cedo assim e já de mau humor!

Malu vai para a cozinha.

Corta Para:

Cena 8/Int./Mansão Monteiro Diniz/Sala/Dia.

Maya desce as escadas, Dante desce em seguida.

DANTE

Prima, minha mãe só não comeu o meu fígado, ontem, porque disse que passamos a noite no hospital com o Beny.

MAYA

A tia Estela, perto do sermão do meu pai, não é nada. Ele me trata como se eu fosse uma criança e eu odeio isso! O acidente do Beny não foi minha culpa; foi culpa só dele.

Elisa desce as escadas, se aproxima.

ELISA

(sorri) Bom dia. Papai já foi trabalhar?

MAYA

(pensativa/maldosa) Não... Você ainda não sabe o que aconteceu com o Beny?

DANTE

Maya...

ELISA

(preocupada) Não, ninguém me falou nada. O que aconteceu?

MAYA

(encara Elisa) Beny sofreu um acidente de carro e está no hospital.

Elisa fica em choque, se senta. Dante se senta ao lado dela, está preocupado.

ELISA

Ele está bem?

DANTE

Está sim, prima, fica calma.

Roberto e Sérgio entram, Elisa se levanta se aproxima de Roberto.

ELISA

(visivelmente abalada) Beny está bem, papai?

Roberto encara Maya, que sorri maldosa.

ROBERTO

Está sim, Elisa. Foi um susto mas, felizmente, aquele irresponsável está bem. Claro... Ele fez uma cirurgia no pé, fraturou algumas costelas... mas está se recuperando no hospital.

ELISA

(aliviada) Que bom, papai.

Maya olha Sérgio, sorri.

MAYA

Sérgio... Impressão minha ou está sendo comum te ver por aqui?

SÉRGIO

(sorri) Bom dia, senhorita Maya.

Álvaro entra.

ROBERTO

Eu pedi para Sérgio vir aqui, agora, porque quero apresentá-lo a todos. A partir de hoje, ele fará parte do quadro de funcionários daqui de casa. Será nosso novo motorista.

Álvaro fica com raiva, Maya sorri gostando, Sérgio e Elisa se olham com cumplicidade, sorriem.

A NOVELA DESÍGNIOS SERÁ EXIBIDA TODA SEMANA. NÃO PERCA OS CAPÍTULOS INÉDITOS, TODA SEXTA, SÁBADO E DOMINGO, AQUI NA WEBTV.


Novela escrita por
Débora Costa

Releitura da Novela
Antônio Maria de
Geraldo Vietri

Revisão de Texto
Eduardo Gouvêa

Elenco
Elisa
António Sérgio
Álvaro
Maya
Roberto
Clara
Manuela
Gonçalo
Benício
Lívia
Dante
Sol
Manuel
Leonor
Berta
Gustavo
Malu
Diana
Bruno (in memoriam)

Núcleo
Entretenimento em Foco

Trilha Sonora
Canção do Mar - Dulce Pontes

Produção
Bruno Olsen


Esta é uma obra de ficção virtual sem fins lucrativos. Qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.



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