ATENÇÃO: As imagens de artistas utilizadas no vídeo de abertura e na arte de divulgação deste capítulo possuem caráter meramente ilustrativo, sendo usadas apenas para representar os personagens e a narrativa, sem fins lucrativos ou vínculo oficial com os artistas citados.

CENA 01. LAPA. RUA PRINCIPAL. EXTERIOR. NOITE
CONTINUAÇÃO DO CAPÍTULO ANTERIOR. ADEMAR CONTINUA A
CAMINHAR INDO EM DIREÇÃO AS RUAS DA PARTE BAIXA DO
BAIRRO. EVELYN AINDA NO CARRO O SEGUINDO.
CENA 02. APARTAMENTO DE DANIELA. SALA. INTERIOR.
NOITE
TAVINHO E DANIELA. O MENINO CHORA.
TAVINHO: A senhora me bateu.
DANIELA: Bati. Bati pra você
aprender a me respeitar. Você não tinha o direito de
mexer no meu passado.
TAVINHO: A
senhora se coloca na frente de tudo e não pensa em mim.
DANIELA: Você está sendo ingrato.
Tudo que fiz foi pensando em você, Tavinho. Eu te
escondi do Ademar, você já tá cansado de saber os reais
motivos, mas não... Preferiu me colocar na parede com a
ameaça daquela mulher, da mãe do Ademar.
TAVINHO: Eu tenho direito de conhecer o meu
pai.
DANIELA: E ele vai querer te reconhecer?
Tem certeza disso?
TAVINHO: A vó
Suzete disse que sim.
DANIELA ANDA PELA SALA, RI,
MEIO NERVOSA.
DANIELA: A vó Suzete disse. Eu conheço o
Ademar bem mais do que você. Aliás, você nem o conhece.
TAVINHO: Por que isso tudo, mãe? Por que fingir
que odeia o meu pai sendo que você o ama?
DANIELA
FICA CALADA.
SONOPLASTIA:
PATIENCE – TAKE THAT.
TAVINHO: Não seria melhor a gente viver em
harmonia? Eu com o meu pai, a gente se dando bem...
Vocês se dando bem? Mas a senhora complica tudo.
DANIELA: Eu não amo o Ademar!
TAVINHO: Ama sim, mãe. A senhora não quer
aceitar isso só porque o papai errou lá no passado, mas
todo mundo tem seu momento de redenção, de perdão. Seu
coração pede que você o perdoe, que você volte a viver
esse amor, mas seu orgulho impede!
DANIELA FICA
UM TEMPO CALADA.
DANIELA: Eu vou pro meu quarto.
TAVINHO: Mãe!
DANIELA FAZ UM
GESTO PARA ELE PARAR.
DANIELA: Estou decepcionada com você.
MÃE E FILHO SE OLHAM. DANIELA VAI PARA O QUARTO. TAVINHO
SENTA NO SOFÁ, PENSATIVO.
CENA 03. RUAS
DE SÃO PAULO. EXTERIOR. NOITE
EVELYN
CONTINUA SEGUINDO ADEMAR. ELE AGORA ESTÁ EM UMA MOTO,
COM UM MOTOBOY.
FECHA NO OLHAR DE EVELYN DENTRO DO
CARRO. O MOTOBOY PARA DE FRENTE A UMA FACULDADE.
CENA 04. CARRO DE EVELYN. INTERIOR. NOITE
ELA PARA O CARRO MAIS ATRÁS.
EVELYN: Então é aqui que você tá
trabalhando.
ELA VÊ ADEMAR PAGAR O MOTOBOY E ENTRAR NA FACULDADE.
EVELYN DESCE DO CARRO E VAI ATRÁS.
CENA 05. BOATE DE VAVÁ. INTERIOR. NOITE
VAVÁ ESTÁ ANDANDO DE UM LADO PARA OUTRO. DADINHO ARRUMA
O PALCO COM ESTELA. JULIÃO COM ELE.
JULIÃO: Oxente, Vavá. Se tu ficar andando de um
lado pro outro vai abrir é um buraco no chão.
VAVÁ: Eu vou abrir é um buraco na
cara do Ademar se ele não chegar aqui na hora combinada.
ESTELA: O pessoal já tá ensandecido
ai fora, querendo entrar para ver o show da Dedê veneno.
VAVÁ OLHA NO RELÓGIO.
DADINHO:
O palco ficou lindo, não ficou mestre?
VAVÁ FAZ
CARA FEIA PARA O PALCO.
VAVÁ: Se
isso que você chama de lindo for igual essa sua araca,
está podre! Ai, cadê o Ademar?
CENA 06. FACULDADE. INTERIOR. NOITE
ADEMAR CAMINHA PELO MEIO DOS ALUNOS DA FACULDAE. MAIS
ATRÁS VEM EVELYN SE BATENDO EM QUEM ESTÁ NA FRENTE PARA
NÃO PERDER DE VISTA ADEMAR. ADEMAR ENTRA EM UM CORREDOR.
SAI INÚMEROS ALUNOS DE UMA SALA DE AULA, E EVELYN ACABA
O PERDENDO DE VISTA.
EVELYN (irritada):
Droga! Droga! Perdi o Ademar de vista por causa desse
bando de cavalos!
ELA TENTA PROCURAR POR ALI, MAS
É INÚTIL.
CENA 07. FACULDADE. FUNDOS.
EXTERIOR. NOITE
ADEMAR ACABA DE DAR
DINHEIRO A UM SEGURANÇA.
ADEMAR:
Olha o nosso trato, hein? Não pode vacilar, meu.
SEGURANÇA: Pode deixar que eu já
sei o que falar quando alguém chegar aqui te procurando.
ADEMAR: É isso aí... Hoje tive uma
leve impressão de que estava sendo seguido. Mas, tudo
bem. Agora vou pro meu outro trabalho! Já sabe.
ADEMAR PULA O MURO. SEGURANÇA VAI EM DIREÇÃO A
FACULDADE.
CENA 08. FACULDADE. ENTRADA.
INTERIOR. NOITE
EVELYN BATE OS PÉS, COM
RAIVA.
EVELYN: Eu tenho que encontrar o Ademar dentro
desta faculdade ridícula.
ELA VÊ O SEGURANÇA
VINDO DO CORREDOR E VAI ATÉ ELE.
EVELYN:
Boa noite.
SEGURANÇA: Em que posso ajudá-la?
EVELYN: Estou procurando um homem
que trabalha aqui nesta faculdade. Ele acabou de entrar,
mas o perdi de vista.
SEGURANÇA: Aqui trabalha tanta gente, minha
senhora. Qual seria o nome de quem a senhora procura?
EVELYN: Ademar. O nome dele é Ademar Dias.
O SEGURANÇA SACA TUDO.
SEGURANÇA:
Ah, Ademar... Ele trabalha aqui sim!
EVELYN (feliz): Então, você pode me dizer em
que setor?
SEGURANÇA:
Infelizmente não posso informar, senhora.
EVELYN: Como não pode me informar? Eu sou
Evelyn Bittar, dona de uma das empresas no ramo de
beleza mais conceituadas deste país de merda. Você vai
me dizer sim.
SEGURANÇA: Tudo bem, senhora. O Ademar trabalha
na área dos laboratórios de medicina. Lá onde ficam os
cadáveres para aulas de anatomia.
EVELYN SE
ASSUSTA.
EVELYN: Cadáver?
SEGURANÇA: Sim. Se a senhora quiser
ir... É só seguir por trás do jardim principal, entra
num beco escuro logo ali atrás e a senhora vai encontrar
um corredor bem grande, com uma luz bem fraquinha. Vai
saber que é ali pelo cheiro!
EVELYN FAZ CARA DE NOJO E ASSUSTADA.
EVELYN: Não, obrigada. Não é preciso. Amanhã eu
volto aqui. Agora não diga a ele que estive por aqui,
por favor! Eu queria fazer uma surpresa, mas...
Obrigada!
SEGURANÇA: Disponha!
EVELYN SAI
APRESSADA.
SEGURANÇA: Vai vendo, safada! Tu é aquela
lá da Espanha! Eu não vou entregar meu amigo pra uma
vagabunda.
O SEGURANÇA VOLTA PARA O INTERIOR DA
FACULDADE.
CENA 09. CROQUETARIA.
INTERIOR. NOITE
DIEGO E ELVIRA.
ELVIRA: Mas
é claro, Diego. A Suzete tá se infiltrando no shopping
galeria para montar lá uma filial da pastelaria. Só pode
ser isso.
DIEGO: Não é nada disso, mãe. Eu vou te
explicar mais uma vez: A Daniela tem um filho com o
Ademar!
ELVIRA: E a Suzete se aproveitou disso para
ir lá pedir um pontinho pra ela. Desgraçada! Querendo
prosperar dentro do shopping. Mas eu não vou permitir.
DIEGO: A senhora não vai fazer nada no
shopping. Lá é meu local de trabalho, e eu sou capaz de
ser demitido se a senhora fizer um dos seus barracos por
lá.
ELVIRA: A Suzete não vai passar por cima de mim
para abrir negócio lá no shopping, não vai mesmo. Eu vou
até lá.
DIEGO: Não vai a canto
nenhum.
ELVIRA: Eu vou... E vou
conseguir meu ponto, ou não me chamo Elvira, a rainha
dos croquetes!
DIEGO PÕE A MÃO NA CABEÇA.
CENA 10. FRENTE DO SALÃO. INTERIOR. NOITE
PEDRO SEGURA A MÃO DE QUITÉRIA.
PEDRO: Você está deslumbrante!
QUITÉRIA (tímida): Obrigada!... Não é pra
tanto!
PEDRO: É sim. Você está
linda, Quitéria. Vamos ter um jantar maravilhoso.
CAROLINA E TÂMIRES ALI.
TÂMIRES:
Aproveita, hein, dona Quitéria... Come tudo que tem
direito.
CAROLINA CUTUCA TÂMIRES.
CAROLINA:
Que falta de educação!
QUITÉRIA MORTA DE
VERGONHA.
QUITÉRIA: Não leve a sério o que essa
mentecapta diz, por favor, Pedro. Agora vamos, antes que
ela resolva soltar alguma coisa.
PEDRO ABRE A
PORTA DO CARRO PARA QUITÉRIA E ELA ENTRA. TÂMIRES PISCA
O OLHO PARA ELE E DIZ.
TÂMIRES:
Manda brasa na coroa!
PEDRO SORRI E ENTRA NO CARRO.
CAROLINA:
Isso é jeito de falar com a minha mãe?
TÂMIRES: Ah, para com isso. A dona Quitéria tá
subindo pelas paredes, com um bofão destes tem é que
mandar brasa mesmo!
CAROLINA SORRI.
CENA 11. CASA DE D’ARTAGNAN. SALA. INTERIOR.
NOITE
É A PRIMEIRA VEZ QUE MOSTRAMOS A
CASA DE DART E MARCELA. É TUDO MUITO BREGA.
D’ARTAGNAN JÁ ESTÁ IMPACIENTE E ARRUMA A GRAVATA DE
FRENTE AO ESPELHO.
D’ARTAGNAN:
Vamos logo Marcela. Vamos chegar atrasados!
MARCELA (off): Já vou meu amor. Estou
procurando um par de saltos.
D’ARTAGNAN:
Você sempre se atrasa quando eu resolvo sair.
LENINHA PULA EM CIMA DO SOFÁ.
D’ARTAGNAN: Sai daqui cadela feia.
LENINHA ROSNA PARA D’ARTAGNAN. MARCELA SAI DO QUARTO
TODA PRODUZIDA.
MARCELA: Achei
esse salto lindo, todo cravejado no brilhante. O que
achou, mozão?
D’ARTAGNAN (sem dar importância): Tá lindo.
Agora vamos, senão chegamos atrasados no restaurante!
MARCELA: Pela primeira vez você tá me levando
em um restaurante chiquérrimo. Tô tão feliz, mozão!
D’ARTAGNAN BEIJA A ESPOSA. LENINHA COMEÇA A CHORAR.
MARCELA: Oh, minha filhinha... Mamãe volta
loguinho, tá? Fica tristinha não.
D’ARTAGNAN (impaciente): Vai ficar bajulando
cachorra uma hora dessas? Tô morto de fome.
MARCELA: Ultimamente você tá grosso com a nossa
filhinha.
ELES VÃO SAINDO.
D’ARTAGNAN: Eu não tenho filha cachorra. Já te
disse isso.
ELES SAEM DISCUTINDO.
CENA 12. SÃO PAULO. GERAIS. EXTERIOR. NOITE
SONOPLASTIA: THERE'S SOMETHING ON YOUR
MIND – BB KING AND ETTA JAMES.
TOMADA GERAL DA
CAPITAL.
CENA 13. BARZINHO. INTERIOR. NOITE
CATARINA E EVERTON SE BEIJAM.
CATARINA:
Tá vendo como é bom gastar o dinheiro do pastelão? O
Jamal vai me dar muito mais.
EVERTON:
Só você pra me proporcionar uma noite gostosa como essa,
minha tigresa.
CATARINA: Uau...
Tigresa? Adoro!
ELA SORRI E BEBE UM DRINQUE.
EVERTON LEVANTA. O CARRO DE EVELYN PARA ALI NA FRENTE DO
BAR.
EVERTON: Vou ao banheiro.
CATARINA (fazendo biquinho): Não demora que
ainda vamos naquele motel onde o colchão é de água...
Quero fazer o pula-pula!
EVERTON FAZ CARA DE
SACANA E VAI PARA O BANHEIRO.
CENA 14.
CASA DE VALDSON. SALA. INTERIOR. NOITE
EDNEUZA SERVE A JANTA. GABRIELA SENTA-SE NA MESA.
GABRIELA: O papai tá no mundo da
lua. Olha lá... Tem mais de uma hora que tá daquele
jeito.
EDNEUZA OLHA PARA O MARIDO QUE ESTÁ
DEITADO NO SOFÁ. ELA VAI ATÉ ELE.
EDNEUZA: A janta tá na mesa, marido. Vem comer.
VALDSON SE LEMBRA DA CENA DO HOMEM DIZENDO QUE EDNEUZA É
UMA VAGABUNDA.
EDNEUZA:
Valdson.../
VALDSON: Oi...
ELA LEVANTA.
EDNEUZA: A janta...
Tá na mesa!
VALDSON: Porque você
não foi trabalhar hoje, como faz todas as noites?
EM EDNEUZA.
CENA 15. BARZINHO. BANHEIRO MASCULINO.
INTERIOR. NOITE
EVERTON ACABA DE URINAR
E VAI LAVAR AS MÃOS, QUANDO VAI SAINDO EVELYN INVADE O
BANHEIRO E O AGARRA DANDO UM BEIJO DE TIRAR O FÔLEGO.
EVERTON: Como me encontrou aqui sua
louca?
EVELYN: Eu sinto o teu
cheiro de longe. Cheiro de macho safado, de garoto cheio
de tesão.
ELA O ENCOSTA NA PAREDE.
EVERTON: Aqui é um banheiro masculino, se
alguém entrar aqui e te ver.../
EVELYN:
Deixa. É mais excitante!
ELA O BEIJA MAIS UMA
VEZ.
EVELYN: Quem é aquela velha
lá fora que está com você?
EM EVERTON.
CENA 16. RESTAURANTE. INTERIOR. NOITE
MÚSICA AMBIENTE. PEDRO CHEGA COM QUITÉRIA. ELA OLHA PARA
O LOCAL E VÊ QUE É AGRADAVEL. OUTROS CASAIS EM SUAS
MESAS. MAIS ATRÁS CHEGA MARCELA E D’ARTAGANAN. MARCELA
EUFÓRICA.
D’ARTAGNAN: Não me faz passar vergonha.
Contenha-se!
ELES ENTRAM, OLHANDO PARA OS LADOS E
MARCELA SE BATE COM QUITÉRIA. ELAS SE ENCARAM.
QUITÉRIA: Não, não pode ser. Até aqui?
D’ARTAGNAN: Olha, olha... Quem eu vejo por
aqui! Minha Quiqui, com o filho do Sivuca. Tá pegando um
homem mais novo agora, é Quiqui?
EM QUITÉRIA
EXPLODINDO DE ÓDIO.
QUITÉRIA: Eu
não vou discutir com você hoje, Dart, em consideração ao
Pedro, que me convidou para esse restaurante fino. Agora
dá licença.
D’ARTAGNAN: Então você sempre esteve de
olho em minha mulher.
MARCELA: A
sua mulher sou eu.
D’ARTAGNAN: Ele entendeu o que eu quis
dizer.
PEDRO: A Quitéria é uma grande amiga. Eu
resolvi chamá-la para jantar, como amigos... E nada
mais.
QUITÉRIA: É, e você não tem nada a ver com
isso.
D’ARTAGNAN: Não tem vergonha de estar
saindo com uma mulher mais velha que você, Pedro? Porque
a Quitéria tem idade de ser a sua mãe.
PEDRO: E a Marcela de ser sua filha.
MARCELA: Pelo menos estou com tudo
em cima. Sou bonita, gostosa e inteligente.
QUITÉRIA: Olha... Eu não vou fazer o barraco
que você tá querendo que eu faça, Dart. Não vou te dar
esse gostinho.
O GARÇOM SE APROXIMA.
PEDRO: A nossa mesa.
QUITÉRIA:
uma que seja bem distante da mesa deste casal
insuportável!
MARCELA: Eu é que
quero ficar longe de você, sua suburbana.
QUITÉRIA DESCE DO SALTO.
QUITÉRIA:
Quê que é, hein? Sua trambiqueira, safada/
PEDRO
CONTROLA QUITÉRIA.
PEDRO: Vamos
para nossa mesa. Não revide.
QUITÉRIA (se
controla): Fica longe de mim, sua horrorosa. E
você, Dart... Pra você eu tenho uma surpresa! Espera que
logo, logo você vai saber.
QUITÉRIA E PEDRO VÃO PARA A MESA ACOMPANHANDO O
GARÇOM.
D’ARTAGNAN: Uma mulher
velha com um garotão... Que coisa ridícula.
MARCELA: Dart! Às vezes acho que você ainda
gosta dessa Maria alisante.
D’ARTAGNAN: Está enganada! Eu gosto é de
você, meu amor... Mas a Quitéria... Passou dos limites!
EM D’ARTAGNAN OLHANDO PARA QUITÉRIA E PEDRO. CORTE PARA
A MESA DE QUITÉRIA E PEDRO.
QUITÉRIA:
Me desculpa pelo vexame.
PEDRO:
O que é isso... Eu tava me controlando para não dar um
murro na cara do Dart. (ri)
QUITÉRIA:
E eu para não arrancar o mega-hair mal colocado daquela
víbora.
PEDRO TOCA AS MÃOS DE QUITÉRIA.
PEDRO: Quero que essa noite seja
muito especial! Pra nós dois... Sem ninguém para nos
azucrinar.
QUITÉRIA SE DERRETE.
QUITÉRIA: você fala coisas tão lindas.
PEDRO: São só palavras lindas que
você merece ouvir.
ELE A ENCARA, ROMÂNTICO.
QUITÉRIA FICA TIMIDA.
CENA 17. CASA DE
VALDSON. SALA. INTERIOR. NOITE
VALDSON, EDNEUZA E GABRIELA JANTANDO.
EDNEUZA: Eu pedi para a Glorinha ficar em meu
lugar hoje à noite. Ainda estou abalada com tudo aquilo
que aquele homem falou.
GABRIELA:
De novo essa história gente? Esquece isso.
VALDSON: Também acho melhor você esquecer,
Neuza. Vamos passar uma borracha naquele episodio.
EDNEUZA: Tudo bem meu amor.
GABRIELA TERMINA DE JANTAR E LEVANTA.
EDNEUZA: Já vai sair?
GABRIELA:
Vou dar um role por aí com a galera.
VALDSON: Olha lá com que você tá andando, hein
menina? Não quero saber de você metida com esses
vagabundos aqui do bairro.
GABRIELA:
Vou sair com as meninas da escola de dança, pai. Que
saco!
GABRIELA SAI DE CASA. EDNEUZA SORRI PARA VALDSON,
AINDA SEM GRAÇA. ELA VOLTA A COMER E ELE A ENCARA SEM
ELA PERCEBER.
CENA 18. BOATE DE VAVÁ.
INTERIOR. NOITE
MUITA BADALAÇÃO. MUITOS
CASAIS CURTINDO A MÚSICA NA PISTA DE DANÇA. CORTE PARA A
DIVERSÃO DE TODOS. A CÂMERA CIRCULA POR CIMA. AS LUZES
DA BOATE SÃO A SENSAÇÃO SOBRE OS QUE DANÇAM.
ADEMAR ENCARNA A DEDÊ VENENO NO PALCO E ARRASA NUMA
DUBLAGEM. ELE CADA DIA MAIS ESTÁ SUPERANDO OS
PRECONCEITOS E ENTRANDO DE CABEÇA NO MUNDO DAS DRAGS
QUEEN.
CENA 19. BARZINHO. BANHEIRO
MASCULINO. INTERIOR. NOITE
EVELYN E
EVERTON.
EVERTON: O que você
quer falar comigo?
QUANDO ELA VAI FALAR ENTRAM
DOIS HOMENS.
HOMEM 1: Até que
esse banheiro anda bem freqüentando.
HOMEM 2: Até mulher gostosa temos aqui.
EVELYN PUXA EVERTON PARA FORA DO BANHEIRO.
CENA 20. BARZINHO. CORREDOR. INTERIOR. NOITE
EVELYN E EVERTON.
EVELYN: Escuta bem o que eu vou dizer:
quero que você faça um servicinho pra mim.
EVERTON: Que tipo de serviço?
EVELYN: Vou lhe pagar bem, muito bem.
ELE SE ASSANHA E ENCOSTA NELA.
EVERTON: Eu sei que você paga bem pelos meus
bons serviços.
ELA SE DESVENCILHA DELE.
EVELYN: Não é disso que preciso.
Por agora não. (ri safada) Gostoso! Mas na real, preciso
que você faça um trabalho pra mim, é coisa simples.
EVERTON: Tô encarando todo tipo de
serviço. Diz aí qual é.
EVELYN:
Agora não dá, mas me procure amanhã. Você sabe onde me
encontrar.
EVERTON: Beleza!
ELA VAI SAINDO, ELE A AGARRA E LHE DÁ UM BEIJO.
SONOPLASTIA: STEREO LOVE – EDWARD MAYA
feat. VIKA JIGULINA.
EVELYN MORDE OS LÁBIOS DELE
BEM DEVAGAR E VAI SAINDO. ELE ATRÁS.
CENA
21. BARZINHO. INTERIOR. NOITE
EVERTON
SENTA AO LADO DE CATARINA QUE VÊ EVELYN INDO EMBORA.
CATARINA: Eu conheço aquela mulher.
EVERTON: Conhece?
CATARINA: É a Evelyn, a sobrinha do Jamal. Nem
sabia que ela estava por aqui.
EVERTON:
Nunca a vi na minha vida. Agora vamos voltar ao que não
terminamos, minha tigresa.
CATARINA AGARRA
EVERTON.
CENA 22. LAPA. PRAÇA PRINCIPAL.
EXTERIOR. NOITE
DARINHO E DAVIDSON ESTÃO
EM UM GRUPO DE AMIGOS. GABRIELA CHEGA.
GABRIELA: Preciso falar com você, Dario.
DARINHO: A coisa parece ser séria pra ela estar
me chamando de Dario. Diz aí, mina. Qual é a onda?
GABRIELA: Eu exijo que você diga que o
Wallace é inocente na história do cigarros.
DARINHO RI COM OS AMIGOS.
DAVIDSON:
A mina tá maluca.
GABRIELA: Cala a boca que não estou falando com
você, seu pivete.
DAVIDSON:
Pivete é a mãe.
DARINHO: Eu não vou desmentir nada. O Sivuca
pegou os cigarros na mochila dele, o que eu posso fazer?
GABRIELA: Mas foi você quem colocou lá.
DARINHO: Você tem como provar?
Quero ver as provas. Já que você me acusa disso... Vamos
lá, Gabi... Prova!
GABRIELA: Cínico, idiota.
DARINHO: Se você tá querendo defender seu
amorzinho, procure provas, coisa que você não vai achar.
EM GABRIELA.
CENA 23. CASA DE IRLANDA.
SALA. INTERIOR. NOITE
DELSINHO CHEGA EM CASA.
DELSINHO:
Estou morta de cansaço! Até que enfim cheguei na minha
casinha!
FRANCISCA VEM CORRENDO LÁ DO QUARTO DE SABRINA.
FRANCISCA: A Sabrina tá ardendo em febre.
DELSINHO E FRANCISCA CORREM PARA O QUARTO.
CENA 24. CASA DE IRLANDA. QUARTO DE SABRINA.
INTERIOR. NOITE
SABRINA QUEIMA DE FEBRE EM CIMA DA CAMA.
DELSINHO ACABA DE TIRAR A TEMPERATURA DA IRMÃ.
FRANCISCA: E ai...?
DELSINHO: Precisamos medicá-la, antes que ela
dê uma convulsão.
FRANCISCA: Ai
meu Deus!
CENA 25. SORVETERIA DE IRLANDA.
INTERIOR. NOITE
IRLANDA FOFOCA COM
GEISA.
IRLANDA: Eu tava sabendo
que o seu Juca da fanfarra tava pegando a mulher da
padaria.
GEISA: E logo ela que se dizia tão religiosa...
Quem vê cara não vê coração.
IRLANDA:
Eu que não caio mais nesse golpe da religiosa. O que ela
é na verdade é uma meretriz/
GEISA:
Só Jesus na causa!
DELSINHO ENTRA APRESSADO NA SORVETERIA.
GEISA: O que foi menino? Tá fugindo da policia?
DELSINHO: Mãe... A Sabrina tá
ardendo em febre. Precisamos do remédio de febre que
acabou.
IRLANDA FICA MUDA, INERTE.
GEISA: Quem é Sabrina?
DELSINHO:
É a.../
IRLANDA: É uma sobrinha
que tá lá em casa.
GEISA: E
chegou quando que não vi?
IRLANDA: Ela chegou de madrugada. A coitadinha
é caseira.
DELSINHO: Para de
falatório e me dá logo o dinheiro pra comprar o remédio
pra garota, mãe?
IRLANDA DÁ DINHEIRO PARA DELSINHO QUE SAI CORRENDO.
IRLANDA VAI PARA A PORTA, PREOCUPADA.
GEISA: Tô te achando preocupada demais.
IRLANDA: É só impressão sua, minha
amiga.
EM GEISA DESCONFIADA.
CENA 26. BOATE DE VAVÁ. INTERIOR. NOITE
ESTELA CANTA NO PALCO. COM UMA VOZ DESAFINADA.
VAVÁ: Ai meu Deus! Que voz de taquara rachada!
ADEMAR: Ela não tem nenhum talento.
O
PESSOAL COMEÇA A VAIAR. ELA COMEÇA A CHORAR.
ESTELA: vocês não merecem escutar minha voz.
Seus ridículos, feios.
CORTE PARA VAVÁ E DADINHO.
VAVÁ: tira essa louca do palco,
Dadinho.
DADINHO VAI TIRAR.
VAVÁ:
Eu estava louca quando permiti que essa amopôa subisse
no palco.
JULIÃO RI. ESTELA CHEGA COM DADINHO.
ESTELA: Eles não gostam de mim,
gente.
VAVÁ: Não, ninha. É sua
voz que é horrorosa mesmo. Nem Deus dá jeito nisso ai.
DADINHO: Também não precisa humilhar, mestre.
VAVÁ: um choque de realidade não faz mal a
ninguém.
EM ESTELA CHORANDO NO OMBRO DE DADINHO.
CENA 27. SÃO PAULO. STOCK-SHOTS. EXTERIOR. NOITE
SONOPLASTIA: E AGORA NÓS? – SORRISO
MAROTO E IVETE SANGALO.
TOMADA DAS ESTAÇÕES DE
METRÔ. CORTE PARA AS RUAS. ÚLTIMA TOMADA NO PRÉDIO DE
DANIELA.
CENA 28. APARTAMENTO DE DANIELA.
BANHEIRO. INTERIOR. NOITE
MÚSICA DA CENA ANTERIOR. DANIELA PASSA CREME NO
ROSTO. PÁRA UM POUCO E OLHA PARA O ESPELHO. NO ESPELHO
ENTRA UM
FLASH-BACK,
DANIELA SAI RÁPIDO, CHEIA DE RAIVA, BATENDO O PÉ.
ADEMAR: Ela não vai sair assim,
não, tá pesando o quê?
ADEMAR CORRE ATÉ DANIELA, A PEGA PELO BRAÇO E PUXA PARA
SI.
ADEMAR: Você não vai sair
assim não.
DANIELA: O que você ainda quer de mim?
ADEMAR E DANIELA SE ENCARAM, DESEJANDO UM AO OUTRO.
ADEMAR: Quero sentir teus lábios.
Quero o teu beijo.
ADEMAR BEIJA DANIELA, DEIXANDO-A SEM FÔLEGO. ELA LUTA
PARA SAIR DE SEUS BRAÇOS, MAS SE DEIXA SER BEIJADA.
FIM DO FLASHBACK,
DANIELA
RESPIRA FUNDO E VAI PARA O QUARTO.
CENA
29. APARTAMENTO DE DANIELA. QUARTO DE DANIELA. INTERIOR.
NOITE
MÚSICA CONTINUA. DANIELA DEITA-SE
NA CAMA E PENSA.
FLASH-BACK, CENA 06,
CAP. 12
SUZETE: A
culpada disso tudo é você, que fez o que fez escondendo
esse menino. Agora que ele já sabe de tudo o certo é o
Ademar ficar sabendo que tem um filho.
DANIELA: Não. O Ademar não pode saber.
SUZETE: Ah, mas eu vou contar sim.
Aliás... Quem vai contar é você!
DANIELA: Eu?
TAVINHO: A
senhora sim, mãe.
TAVINHO VAI PARA O LADO DE SUZETE.
SUZETE: Você vai contar toda a verdade para o
meu filho ou eu farei ele tirar de você a guarda do
Tavinho. Você escolhe, Daniela. Ou conta a verdade ou o
Ademar toma o menino.
TAVINHO: E
eu vou ficar com o meu pai, mãe.
FIM DO
FLASHBACK,
DANIELA CHORA, ENXUGA AS
LÁGRIMAS.
DANIELA: Eu não posso perder o meu filho.
Eu vou contar toda a verdade para o Ademar, é melhor. É
melhor esclarecer toda essa história de uma vez.
TAVINHO ABRE A PORTA DO QUARTO, COLOCA O ROSTO E VÊ A
MÃE CHORANDO.
TAVINHO: Mãe...
DANIELA OLHA PARA O FILHO.
TAVINHO:
Me perdoa?
DANIELA ABRE UM SORRISO E ABRE OS BRAÇOS. TAVINHO ENTRA,
FECHA A PORTA E
ABRAÇA A MÃE. ELE DEITA COM ELA.
DANIELA: Eu te amo tanto, meu filho...
Tanto!
TAVINHO: Eu também, mãe. Me desculpa!
DANIELA BEIJA A CABEÇA DO FILHO. DÁ CARINHO A ELE.
CENA 30. GIBI.
A IMAGEM DA
CENA ANTERIOR SE TRANSFORMA EM HQ. AS FOLHAS DA HQ SE
PASSAM.
A IMAGEM
DA CENA SEGUINTE ESTÁ EM FORMATO DE HQ. NUM EFEITO VOLTA
AO FORMATO NORMAL.
CENA 31. SÃO PAULO.
STOCK-SHOTS. EXTERIOR. AMANHECER
A
PRIMEIRA IMAGEM É A DO SOL SURGINDO POR TRÁS DOS GRANDES
PRÉDIOS. TOMADA AÉREA DE SÃO PAULO.
CENA
32. CASA DE SUZETE. EXTERIOR. DIA
TOMADA DE LOCALIZAÇÃO.
CENA 33. CASA
DE SUZETE. COZINHA. INTERIOR. DIA
ANDRÉ
E FABIANE TOMAM CAFÉ DA MANHÃ COM SUZETE.
FABIANE: E a senhora acha mesmo que a Daniela
vai contar tudo para o Ademar?
SUZETE:
Ela tá sob ameaça, se não contar...
ANDRÉ: Acho muito difícil.
SUZETE: O Tavinho está disposto a ser
registrado pelo Ademar, a ser reconhecido como filho.
ANDRÉ: E não vão fazer nenhum exame
de DNA?
SUZETE: Isso é entre o
Ademar e a mãe do garoto, mas tenho certeza que ele é
filho do Ademar sim. Algo naquele menino me diz isso.
FABIANE: Que história maluca.
SUZETE: Agora, peço a vocês: não contem nada ao
Ademar. Deixa que mãe, pai e filho se entendam!
FABIANE: Eu não vou dizer nada.
ANDRÉ: Minha boca é um túmulo.
SUZETE: Sei bem que tipo de túmulo
é sua boca.
ANDRÉ FICA SEM GRAÇA.
CENA 34. CASA DE YOLANDA. SALA. INTERIOR. DIA
WALLACE ESTÁ DEITADO NO SOFÁ ASSISTINDO TELEVISÃO.
YOLANDA O OBSERVA DA COZINHA.
CENA 35.
CASA DE YOLANDA. COZINHA. INTERIOR. DIA
BRENO E YOLANDA CONVERSAM.
BRENO: O Wallace anda tão desligado do mundo
depois que foi expulso do time do Sivuca.
YOLANDA: Não é pra menos. Ele foi acusado
injustamente.
BRENO: E já tem
ideia de quem seja o vagabundo que colocou aquelas
porcarias lá?
YOLANDA: Ninguém
sabe ainda.
YOLANDA VÊ WALLACE ELVANTAR.
YOLANDA: Não vem tomar café filho?
WALLACE: Estou sem fome mãe.
ELE SAI DE
CASA. YOLANDA OLHA PARA BRENO, TRISTE.
CENA 36. ESPAÇO DE DANÇA. SALA 1. INTERIOR. DIA
ANA BELA TREINA AS GAROTAS. TATIANA E GABRIELA ENTRE
ELAS. PETER OBSERVA AS MENINAS DANÇANDO FREVO COM OUTROS
GAROTOS. TOCA-SE “FREVO MULHER”. CORTE DESCONTINUO PARA
AS MENINAS E MENINOS MOSTRANDO A HABILIDADE NAS PERNAS
PARA DANÇAR O FREVO. CORTE PARA O FIM DO ENSAIO. PETER
APLAUDE.
PETER: muito lindo! Imagine quando colocarmos
essa música misturada com o tecno. Vai ficar show de
bola!
GABRIELA: Estou ansiosa para a inauguração
da boate.
PETER: Todos nós,
Gabi.
GABRIELA SE AFASTA. WALLACE APARECE NA
PORTA E FAZ SINAL PARA TATIANA SEM GABRIELA VER. ELA SAI
COM O GAROTO.
CENA 37. FRENTE DO ESPAÇO DE DANÇA. EXTERIOR.
DIA
WALLACE E TATIANA.
WALLACE:
Eu vim aqui te agradecer pelo seu empenho em estar me
ajudando a desvendar esse crime. Porque considero aquilo
com crime.
TATIANA: Faço isso porque gosto de você.
SONOPLASTIA: ESTOY LOCO – CHIQUITITAS.
WALLACE ABRAÇA TATIANA. GABRIELA SURGE DA JANELA E VÊ A
CENA. ELA NÃO GOSTA DO QUE VÊ.
GABRIELA:
Essa garota de novo?
WALLACE: Tu
é a mina que tá em meu coração!
TATIANA:
Meu nino lindo!
ELA FAZ UM CARINHO NO ROSTO DE
WALLACE. OS DOIS SE OLHAM. GABRIELA SAI DA JANELA.
WALLACE DÁ UM BEIJO LEVE EM TATIANA.
WALLACE: Te amo!
ELE SAI E DEIXA TATIANA
SORRIDENTE.
CENA 38. ESPAÇO DE DANÇA.
INTERIOR. DIA
PETER E ANA BELA.
ANA BELA: A morte de Teobaldo ainda
é um mistério.
PETER: O Jamal
falou na época que algum bicho o pegou na floresta
quando eles iam em busca daquela erva.
ANA BELA: E você acredita nisso?
PETER: Tem algo por trás que eu não saiba?
ANA BELA: Com certeza foi ele quem
matou o irmão. Nada nem ninguém vai tirar isso da minha
cabeça.
CENA 39. FÁBRICA LA VITTA. SALA
DE JAMAL. INTERIOR. DIA
JAMAL E RENATA.
JAMAL: Até hoje a Ana Bela acha que
mandei matar o meu irmão.
RENATA:
E não mandou?
JAMAL: Claro que não! Naquele dia, naquela
floresta, ele se matou por conta própria.
JAMAL
RI.
RENATA: Ai, credo!
Você ainda rir!
JAMAL: E você queria que eu chorasse? Aquele
desgraçado teve um caso com a mulher que eu mais amei
nessa vida. Ele ainda teve uma filha com ela. Uma filha
fruto do pecado!
EM JAMAL.
CENA
40. APARTAMENTO DE DANIELA. COZINHA. INTERIOR. DIA
MARA E MARISINHA. MARA COZINHANDO. MARISINHA ANDA DE UM
LADO PARA O OUTRO.
MARA: Para de ciscar, galinha de terreiro.
MARISINHA: Estou aqui pensando no que vou lhe
perguntar.
MARA: Lá vem
história! Não pense que engoli aquilo que vi, não.../
MARISINHA ENCOSTA MARA NO FOGÃO.
MARA:
Você vai me queimar, sua maluca.
MARISINHA: Me conta logo. Que segredo é esse
que você guarda e que tem a ver com a dona Catarina? Diz
ou eu te queimo, sua velha maldita!
EM MARA.
CENA 41. RUA DA LAPA. EXTERIOR. DIA
FABIANE E RAFAEL SAEM DE UM BEIJO. ELES OLHAM PARA O
LADO.
RAFAEL: Aqui ninguém vai
ver a gente.
FABIANE: Tenho
medo. Já pensou se cai na boca de minha mãe?
RAFAEL: A minha me mata. Mas vamos combinar de
sairmos hoje?
TÂMIRES VEM CAMINHANDO E AVISTA
RAFAEL PERTO DE FABIANE, SORRINDO, CONVERSANDO. ELE TOCA
NO CABELO DELA.
TÂMIRES: Não posso acreditar no que estou
vendo! Meu Rafael e a Fabiane... Juntos?!
EM
TÂMIRES.
CENA 42. PASTELARIA. INTERIOR. DIA
DANIELA ENTRA COM TAVINHO.
TAVINHO:
É aqui a pastelaria da vovó.
ELA OBSERVA O LOCAL.
DANIELA: Quanto tempo.
SUZETE SAI DA COZINHA COM ANDRÉ.
SUZETE: Daniela? Tavinho!
DANIELA SE
APROXIMA DE SUZETE.
DANIELA:
Cadê o Ademar? Vamos logo acabar com essa história toda.
Vim contar para ele que Tavinho é nosso filho!
CLOSES ALTERNADOS EM SUZETE, ANDRÉ, TAVINHO E, POR FIM,
DANIELA.
EFEITO: A IMAGEM DE DANIELA SE
TRANSFORMA EM IMAGEM DE HQ.
“Os créditos sobem ao som de: Estoy Loco - Chiquititas”

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