ATENÇÃO: As imagens de artistas utilizadas no vídeo de abertura e na arte de divulgação deste capítulo possuem caráter meramente ilustrativo, sendo usadas apenas para representar os personagens e a narrativa, sem fins lucrativos ou vínculo oficial com os artistas citados.

CENA 01. SHOPPING GALERIA. LOJA DE DANIELA. INTERIOR.
TARDE
CONTINUAÇÃO DO CAPÍTULO
ANTERIOR. DANIELA ASSUSTADA COM A ATITUDE DE SUZETE.
DANIELA:
Senhora, por favor! Eu não estou entendendo toda essa
atitude grosseira. A senhora é a mãe do Ademar?
SUZETE:
Sou a mãe dele sim. E a vó de seu filho. Eu vim aqui
para você me explicar o porquê de ter escondido esse
menino durante anos. Você é louca? Não pensou em meu
filho na hora que essa criança nasceu?
DANIELA ENCARA TAVINHO COM
RAIVA.
TAVINHO:
Eu fui procurar a minha vó, mãe. Eu queria conhecer a
minha família. Eu tenho esse direito.
SUZETE:
Direito que ela privou desde que você nasceu.
DANIELA (nervosa):
Vamos conversar em meu escritório, senhora. Por favor. É
logo ali.
SUZETE: É
melhor.
DANIELA, SUZETE E TAVINHO
SEGUEM PARA O ESCRITÓRIO. DELSINHO, VIVIANE, RAÍSSA E
TIARA OBSERVAM.
DELSINHO:
Estou chokita com essa situação, gente.
TIARA:
Vocês conseguiram ouvir alguma coisa?
VIVIANE:
A Daniela tentou colocar panos quentes.
DIEGO ENTRA.
DIEGO: A
dona Suzete chegou aqui com o filho da Daniela?
RAISSA:
Chegou meu amor.
DELSINHO:
Com certeza é sobre o Ademar. A dona Suzete é
barraqueira, deve estar sabendo de tudo. Ela chegou aqui
com o Tavinho.
TIARA: O
garoto deve ter procurado a avó.
DIEGO:
Vó?
RAISSA: A
Daniela teve um caso com o Ademar há anos. Coisa antiga!
Já passou.
VIVIANE:
Até que enfim alguém pra dizer umas poucas e boas na
cara da Daniela.
EM VIVIANE.
CENA 02. CASA DE
SUZETE. SALA. INTERIOR. TARDE
CONTINUAÇÃO. ADEMAR E
ANDRÉ.
ANDRÉ:
Sim, mano, que história é essa de dançar de bota?
ADEMAR SORRI, EM MEIO A
TENSÃO.
ADEMAR: É
um amigo meu. O Vavá que tava procurando uma bota para a
mulher dele. Acredita que ele tem uma fantasia sexual
daquelas bem quentes?
ANDRÉ:
Fantasia sexual? (estranhando) Sei... E o que você tem a
ver com isso?
ADEMAR:
Qual é, mano? Tá me estranhando?
ANDRÉ: Eu
achei essa conversa um pouco estranha.
ADEMAR:
Então para de ouvir atrás da porta que é feio. Vou
subir, tomar um banho que mais tarde vou pro trampo.
ADEMAR SOBE E ANDRÉ FICA
DESCONFIADO.
CENA 03. RUA DA
BORRACHARIA. EXTERIOR. TARDE
CONTINUAÇÃO. VALDSON, O
HOMEM E EDNEUZA, QUE CHORA.
EDNEUZA:
Não tá vendo que isso é mentira desse homem asqueroso,
meu amor? Eu nunca vi esse homem. Nunca fui a forró. Eu
odeio forró.
VALDSON:
Ela é minha mulher, cara. Você está difamando a minha
esposa. Some daqui, filho de uma puta!
HOMEM: Eu to
falando a verdade, amigo. Abre o olho com essa aí.
EDNEUZA:
Eu vou chamar a polícia.
GABRIELA CHEGA. VALDSON
COLOCA O HOMEM PARA CORRER.
EDNEUZA:
Filha!
ELA ABRAÇA A FILHA.
GABRIELA
(preocupada): O que aconteceu, mãe? Você tá
chorando... Quem era aquele homem?
VALDSON SE APROXIMA E OLHA
COM CARA FEIA PARA EDNEUZA.
EDNEUZA:
Eu nunca vi aquele homem na minha vida. Ele tentou me
agarrar, me beijar. Ele me confundiu com uma vagabunda.
VALDSON:
Ele parecia preciso no que dizia.
GABRIELA:
Pai, o senhor não vai dar crédito/
VALDSON:
Claro que não filha. Mas é que/
EDNEUZA:
Você tá acreditando naquele homem, não é Valdson? Eu
nunca fiz nada pra te machucar, eu nunca te traí, meu
amor. Você não tem o direito/
VALDSON ABRAÇA EDNEUZA.
VALDSON:
Eu estava cego, meu amor. Me perdoa. Eu não quero te
culpar. Eu sei que você não tem culpa nenhuma. Desculpa.
GABRIELA:
Esse homem é um louco.
VALDSON:
Eu não acreditei em nada do que aquele cara disse. Eu
sei que você é uma mulher de respeito, uma mãe de
família... Incapaz de me trair.
EDNEUZA:
Eu nunca vou te trair.
VALDSON:
Eu sei. Fica calma.
ELES SE ABRAÇAM. CLOSE
NELA, COM MEDO. E NELE PENSATIVO.
CENA 04. CASA DE
IRLANDA. FRENTE. EXTERIOR. TARDE
IRLANDA, NERVOSA, CONVERSA
COM GEISA.
GEISA:
Por que você não me deixa entrar em sua casa, amiga?
IRLANDA:
Eu já falei que dedetizaram a casa. Tá fedendo lá
dentro.
GEISA:
Menina, você já tá sabendo que o filho da Ana Bela
chegou, né?
IRLANDA:
Fiquei sabendo. Chegou com um bonitão.
GEISA:
É... O Arthur! Dois pedaços de mal caminho. Pois então,
já vieram ver o galpão... Lá o lugar onde vão inaugurar
a boate.
IRLANDA:
Aí meu Deus! Nossas noites de sono vão para o espaço com
essa boate.
GEISA: Não
podemos deixar essa barulheira invadir o nosso bairro.
IRLANDA:
Quando a boate inaugurar a gente liga pra prefeitura e
acabamos com a festinha deles.
GEISA E IRLANDA SORRIEM.
GEISA: Ai
amiga, você é ótima! Fico passada em Cristo com você!
ELAS RIEM. IRLANDA OLHA
PARA DENTRO DE CASA.
GEISA: O
que tanto você olha pra dentro de casa?
IRLANDA:
Nada não. Vendo se a Francisca já tá na sala.
CENA 05. CASA DE
IRLANDA. QUARTO DE SABRINA. INTERIOR. TARDE
SABRINA E FRANCISCA.
SABRINA:
A amiga da mamãe não pode me ver?
FRANCISCA:
Pode sim, meu anjo. É que sua mãe prefere atender o
pessoal lá fora. Deve ser alguém que trabalha na
sorveteria.
SABRINA:
Quero conhecer a sorveteria da mamãe.
FRANCISCA:
Qualquer dia eu te levo lá.
SABRINA:
Você só promete! Nunca cumpre o que diz.
FRANCISCA SENTA NA CAMA.
FRANCISCA:
Você sabe que a tia cumpre o que ela fala. Então, se eu
prometi que vou te mostrar o mundo é porque vou. É só
ter paciência e esperar. Sua mãe não pode saber, tá
certo?
SABRINA:
Um segredo só nosso. Meu, seu e do meu maninho.
FRANCISCA ALISA O ROSTO DA
SOBRINHA E SORRI.
FRANCISCA:
Tá certo, meu anjo.
SABRINA:
Te amo tanto tia.
ELA ABRAÇA A TIA.
SABRINA:
Porque você não é a minha mãe, hein? Por quê?
VEM LÁGRIMAS NOS OLHOS DE
FRANCISCA.
CENA 06. SHOPPING
GALERIA. ESCRITÓRIO. INTERIOR. TARDE
SUZETE DISCUTE COM
DANIELA. TAVINHO ALI.
SUZETE:
Você não tinha essa direito, Daniela.
DANIELA:
O filho é meu. O Ademar nunca se interessou por nada.
Ele sempre disse pra mim que não queria ter filhos.
SUZETE:
Ele era imaturo. Você deveria ter me contando, ter feito
alguma coisa.
DANIELA:
Se fosse por ele eu teria abortado esse menino. O Ademar
me traiu muito, dona Suzete. Ele não tem moral nenhuma
para reclamar por eu ter escondido o Tavinho.
TAVINHO:
Mas eu sempre quis conhecer a minha família paterna.
DANIELA:
Maldita a hora que eu te mostrei aquela foto com o
endereço do Ademar.
SUZETE:
Você é desequilibrada, Daniela. O menino tem o direito
de saber quem é o pai dele.
DANIELA:
Ele sempre soube quem era o Ademar.
TAVINHO:
Mas a senhora me escondeu muitas coisas a respeito dele.
DANIELA:
Vai ficar contra mim agora? Vai ficar contra a sua mãe
que sempre te deu tudo nessa vida?
SUZETE:
Deu tudo porque escondeu de meu filho. Se tivesse dito
que ele era pai, tenho a plena certeza, como dois e dois
são quatro, que o Ademar não ia te desamparar!
DANIELA
(gargalhada): Faz-me rir, dona Suzete. Teu
filho sempre gostou de vadiar, de orgia... Eu amei o
Ademar!
SUZETE:
Pelo que eu me lembre o relacionamento de vocês dois não
deu certo porque a sua mãe não queria um pobretão com a
filhinha dela.
DANIELA:
E eu a agradeço por ter me livrado de um homem como o
seu filho.
SUZETE:
Meu filho é um homem digno/
DANIELA:
Tão digno que estuprou uma mulher lá na Espanha. É... O
poder subiu a cabeça! Ele se achava o rei do futebol.
Pensa que eu não ficava sabendo das farras que ele fazia
lá na Espanha? Que tipo de pai o meu filho tem? Que tipo
de espelho a senhora queria que meu filho tivesse?
SUZETE: O
Ademar é fanfarrão sim, gosta de se divertir, agora
aquele estupro foi uma farsa.
DANIELA:
A senhora é mãe, lógico que vai defender o Ademar.
(pausa) Eu não quero saber dele, eu não quero que o meu
filho se aproxime dele.
TAVINHO:
Eu tenho idade suficiente para escolher o que quero. Eu
quero conhecer o meu pai profundamente.
SUZETE: E
a vontade dele é a que prevalece. Depois de grande vai
privar o menino de conviver com o Ademar?
DANIELA SE CALA, ANDA PELA
SALA. OLHA PARA TAVINHO.
DANIELA:
Você não poderia ter feito isso.
TAVINHO:
A senhora nunca deixaria eu me aproximar dele.
DANIELA:
Mas não deveria ser de outro jeito. Agora estou sendo
humilhada por esta senhora por sua causa.
SUZETE: A
culpada disso tudo é você, que fez o que fez escondendo
esse menino. Agora que ele já sabe de tudo o certo é o
Ademar ficar sabendo que tem um filho.
DANIELA:
Não. O Ademar não pode saber.
SUZETE:
Ah, mas eu vou contar sim. Aliás... Quem vai contar é
você!
DANIELA:
Eu?
TAVINHO:
A senhora sim, mãe.
TAVINHO VAI PARA O LADO DE
SUZETE.
SUZETE:
Você vai contar toda a verdade para o meu filho ou eu
farei ele tirar de você a guarda do Tavinho. Você
escolhe, Daniela. Ou conta a verdade ou o Ademar toma o
menino.
TAVINHO:
E eu vou ficar com o meu pai, mãe.
DANIELA SENTA NA CADEIRA.
ELA ESTÁ DESESTRUTURADA COM O QUE ACABA DE OUVIR.
CENA 07. FÁBRICA
LA VITTA. EXTERIOR. TARDE
TOMADA DE LOCALIZAÇÃO.
CENA 08. FÁBRICA
LA VITTA. RECEPÇÃO. INTERIOR. TARDE
EVERTON OLHA NO RELÓGIO.
CATARINA EM PÉ, RETOCA A MAQUIAGEM.
EVERTON:
Será que o barão vai te atender mesmo? Tá demorando
demais.
CATARINA:
Lógico que vai. Eu tenho o Jamal aqui, na palma da minha
mão.
EVERTON:
E por que a demora?
CATARINA (cínica):
Deve estar contando à bolada que vai me dar daqui a
pouco.
OS DOIS RIEM.
CENA 09. FÁBRICA
LA VITTA. SALA DE JAMAL. INTERIOR. TARDE
JAMAL ESTÁ REVOLTADO.
RENATA COM ELE.
RENATA:
Ela disse que só sai daqui quando o senhor atendê-la.
JAMAL:
Que droga! Manda essa múmia entrar.
RENATA VAI ATÉ A PORTA.
RENATA:
Pode entrar, senhora.
RENATA SE RETIRA DA SALA E
CATARINA ENTRA, PODEROSA.
CATARINA:
Pensei que estava se escondendo de mim, Jamal, querido.
JAMAL (sem paciência): Diz logo o que você
quer.
CATARINA:
Ai que grosso. Você já foi mais educado.
JAMAL:
Diz que eu não tenho tempo a perder. Como você sabe, eu
trabalho, ao contrario de você e de seu amante de vinte
e poucos anos.
CATARINA:
Não precisa me ofender. Olha lá como você fala comigo.
Eu acabo com você, seu desgraçado.
JAMAL:
Quanto...?
CATARINA:
Três mil reais.
JAMAL ASSINA UM CHEQUE.
ENTREGA A ELA.
CATARINA:
Você é um homem tão bom. Seu lugar no céu será um dos
melhores, Jamal, querido.
ELA VAI SAINDO, MAS
RETORNA.
CATARINA:
Ah, e não se preocupa que nem eu, nem a Mara vamos falar
pra Ana Bela que foi você quem seqüestrou a menina.
JAMAL VAI ATÉ ELA, BRAVO.
JAMAL:
Essa história tem que ser esquecida. Apaga isso de sua
memória. Põe aí nessa cabeça de vento que eu não tenho
nada a ver com essa história.
CATARINA SORRI PARA ELE E
SAI DA SALA. JAMAL BUFA DE ÓDIO.
CENA 10. SÃO
PAULO. GERAIS. EXTERIOR. TARDE
TOMADA DE SÃO PAULO.
CENA 11. ESPAÇO DE
DANÇA. SALA 1. INTERIOR. TARDE
PETER E ANA BELA
CONVERSAM.
PETER: A
minha idéia é basicamente essa, juntar todos os ritmos
com a dança em meio ao mundo tecnológico. Deu pra
senhora compreender?
ANA BELA:
Bem diferente, inovador... Mas uma ótima idéia!
PETER:
Então, tem como a senhora começar a treinar as meninas e
os meninos para a inauguração da boate?
ANA BELA:
Já está tudo encaminhado. A Gabriela e a Tatiana abrirão
a coreografia. Já falei com o seu Juca da fanfarra.
PETER:
Perfeito, mãe. Quero que saia tudo como combinamos.
ANA BELA:
Vai sair.
PETER:
Tava olhando pra esse lugar e lembrando-me do quanto a
senhora lutou pelo seu sonho de ter uma escola de dança.
ANA BELA:
Foram anos de decisões, até construir esse espaço. Eu
amo a dança, amo ensinar essas crianças, esses jovens
que chegam aqui todos os dias com disposição de conhecer
a arte!
PETER: E
não pensa em abrir espaço nesse coração para um novo
amor?
ANA BELA:
Meu único amor é pra você e para a Tatiana, filho. E o
espaço que sobra é para procurar a minha filha perdida!
PETER:
Você ainda tem esperanças, mãe? Já se passaram tantos
anos.
ANA BELA:
Coração de mãe não se engana. Quando eu digo que vou
encontrar a minha filha é porque vou encontrar.
EM ANA BELA.
CENA 12. SHOPPING
GALERIA. PRAÇA DE ALIMENTAÇÃO. INTERIOR. TARDE
TIARA E RAISSA TOMAM UM
SUCO.
RAISSA:
Já pensou se vai mesmo procurar saber de seu passado?
TIARA: É
o que eu mais penso neste momento de minha vida. Eu sei
que tenho uma história, eu tenho que resgatá-la, tenho
que saber quem me gerou, quem são meus pais biológicos.
RAISSA: E
vai começar por onde?
TIARA:
Ainda não sei. Peço a Deus toda noite que me dê uma luz.
RAISSA:
Sua mãe, antes de falecer, não te deixou nenhuma dica?
TIARA:
Ela falava algumas coisas, mas a mamãe já estava
esclerosada, eu não levava muito a serio o que ela
falava.
RAISSA:
Cê vai ter que tentar se lembrar.
VIVIANE CHEGA ALI.
VIVIANE:
Enquanto as duas bonitinhas ficam de papo por aqui eu e
a viada temos que trabalhar lá naquela loja. Cadê a
Daniela, hein?
RAISSA:
Está no escritório conversando com a mulher lá.
VIVIANE:
Vamos lá pra loja! Depois quando eu falo que vocês duas
são acomodadas, acham ruim.
TIARA LEVANTA, IRRITADA.
TIARA:
Vai te catar, sua insuportável!
VIVIANE:
Olha só, ela tá irritadinha. Tomou gardenal hoje não sua
louca?!
RAISSA SAI E DEIXA VIVIANE
SOZINHA.
VIVIANE:
Um dia me livro de vocês duas, suas nojentas.
FECHA NELA.
CENA 13.
APARTAMENTO DE EVELYN. SALA. INTERIOR. TARDE
EVELYN, MARCELA E MELISSA.
EVELYN:
Agora que eu já sei aonde o Ademar mora, graças a ajuda
de minha amiga Marcela, vou começar a persegui-lo. Hoje
a noite mesmo vou saber o que ele anda fazendo.
MELISSA:
Você não deixa esse homem em paz!
EVELYN:
Eu amo o Ademar e você sabe muito bem disso.
MARCELA:
Mesmo depois de tudo que ele te fez?
EVELYN COMEÇA A RIR.
EVELYN:
Como vocês são inocentes, ou tão se fazendo?
MARCELA:
Hello! Juro que não estou entendendo.
EVELYN: O
Ademar não fez nada comigo. Tudo não passou de um plano
perfeito meu pra fisgá-lo naquela noite e acabei
fisgando coisa melhor: o dinheiro dele.
AS AMIGAS FICAM PASSADAS.
MELISSA:
Gente, preciso aprender com você!
MARCELA:
Adorei, amiga! Você é divina! Sabe como enganar até a
justiça.
EVELYN:
Não pensem que foi fácil. Não foi não. Eu gosto do
Ademar, tenho uma atração por ele. Aquele homem é tudo
de bom!
MELISSA:
E o sexo dele, como é?
EVELYN:
Ainda não provei. Mas posso afirmar que me aproveitei o
quanto pude daquele corpo. Ainda me aproveitei dele.
Idiota! Homens são realmente uns idiotas!
MARCELA:
Amiga, já que você conseguiu tudo o que queria, não é
melhor você procurar um cara que te ame, que te queira
de verdade? Você vai acabar se metendo em outra
confusão.
EVELYN:
Que nada. Não vai ter confusão nenhuma. Eu sei o que
estou fazendo.
MELISSA:
Eu concordo com a Marcela. O Ademar, dessa vez, está
mais esperto. Ele não vai cair de qualquer maneira em
sua rede.
EVELYN:
Isso é o que vocês pensam. Eu conheço bem os homens e
sei bem como seduzi-los.
NELA.
CENA 14. SÃO
PAULO. RUAS. EXTERIOR. TARDE
EVERTON E CATARINA FAZEM
COMPRAS. MUITAS COMPRAS.
CATARINA:
Aí como é bom gastar. Eu amo comprar tudo que eu quero,
todas as roupas, todos os cremes. Uma mulher como eu não
vive sem ir às compras.
EVERTON:
Não imaginava que o tiozinho lá era tão idiota.
CATARINA:
Ali come aqui... Na palma da minha mão. Ele não é nem
maluco de não me dar à grana que eu pedir. Eu acabo com
a carreira dele, acabo com a vida pessoal dele.
EVERTON:
Você e seus segredos.
CATARINA:
Vamos parar de papo que ainda tenho que ir à massagista,
no cabeleireiro, no shopping! Ih, hoje você vai cansar!
EVERTON:
O que eu não faço por você, hein? Me diz?
CATARINA:
A frase fica melhor assim: O que você não faz por
dinheiro?!
ELES DÃO GARGALHADAS E
SAEM ABRAÇADOS PELAS RUAS DE SÃO PAULO.
CENA 15. FÁBRICA
LA VITTA. SALA DE JAMAL. INTERIOR. TARDE
JAMAL ESTÁ IRRITADO COM A
VISITA DE CATARINA.
JAMAL:
Vagabunda! Maldita a hora que eu pedi ajuda a essa
trambiqueira, safada. Ela vai acabar me denunciando
depois de tantos anos. Eu tenho que dar um jeito
naquela/
RAFAEL E PEDRO ENTRAM SEM
BATER. JAMAL ENCARA ELES COM RAIVA.
JAMAL:
Quantas vezes eu falei que se bate na porta antes de
entrar?
RAFAEL:
Desculpa seu Jamal, é que/
PEDRO IMPEDE QUE RAFAEL
TERMINE.
PEDRO: A
culpa foi minha. Eu vim entregar essa documentação que o
senhor pediu e... Desculpa!
JAMAL:
Coloque em cima de minha mesa e saiam já daqui!
RAFAEL:
Algum problema, seu/
JAMAL (grita):
Saiam já daqui. Não entenderam?
PEDRO COLOCA A
DOCUMENTAÇÃO SOBRE A MESA E SAI LOGO COM RAFAEL.
JAMAL:
Ainda mais esses dois idiotas! Preciso de férias,
preciso fugir disso tudo! Mas antes tenho que pensar em
uma maneira de me livrar das ameaças de Catarina. Essa
mulher ainda vai me dar muito problema! Ela sabe de
coisas que não deveria!
EM JAMAL.
CENA 16. CASA DE
VALDSON. SALA. INTERIOR. TARDE
EDNEUZA CHORA OLHANDO PARA
A RUA. GABRIELA COM PENA DA MÃE.
GABRIELA:
Já passou mãe. O papai não caiu na pilha daquele imbecil
que acusou a senhora.
EDNEUZA:
Será mesmo filha?
GABRIELA:
Claro! Ele sabe bem a mulher que tem. Para de paranóia.
Eu te conheço e sei que a senhora não é disso.
EDNEUZA:
Eu, uma mulher que vive para o trabalho, ser confundida
com uma vagabunda, uma rameira, uma mulher da vida? É
inadmissível, filha. Eu deveria ter dado uma queixa
daquele homem asqueroso.
GABRIELA:
Isso ia feder mais ainda.
EDNEUZA PARA E PENSA.
SENTA NO SOFÁ.
EDNEUZA:
Você tem razão. Daqui a pouco esses vizinhos fofoqueiros
estariam sabendo. É melhor esquecer.
GABRIELA CONCORDA COM A
CABEÇA.
CENA 17. ÔNIBUS.
INTERIOR. TARDE
O ÔNIBUS PARA NO PONTO.
BRENO AJUDA SIVUCA COM AS SACOLAS.
BRENO:
Consegue levar até em casa Sivuca?
SIVUCA:
Tá achando que eu sou inválido, Breno?
BRENO: O
que é isso, Sivuca. Não é nada disso.
SIVUCA SORRI.
SIVUCA:
Eu me viro sozinho. Boa viagem, meu filho!
BRENO ENTRA NO ÔNIBUS QUE
SEGUE.
CENA 18. RUA DA
LAPA. EXTERIOR. TARDE
TÂMIRES VEM SE REQUEBRANDO
PELA RUA, DANDO OUSADIA A QUEM PASSA.
TÂMIRES:
Mais tarde tou pela área, viu gato?
OS HOMENS SORRIEM PARA
ELA. SIVUCA VEM DO OUTRO LADO DA RUA CHEIOS DE SACOLAS.
TÂMIRES:
Quer ajuda, Sivuca?
ELE NÃO AGUENTA LEVÁ-LAS.
SIVUCA:
Não. Obrigado!
ELA PASSA. SIVUCA VAI
LEVANDO COM DIFICULDADE E COMEÇA A SENTIR UMA DOR FORTE.
AS SACOLAS CAEM DE SUA MÃO E ELE CAI NO CHÃO. TÂMIRES
OLHA PARA TRÁS E VÊ O VELHO CAÍDO. ELA CORRE ATÉ ELE.
TÂMIRES
(preocupada): Seu Sivuca! Pelo amor de Deus...
Fala comigo!
SIVUCA:
Tá doendo... Meu coração... Muita dor!
ELE SENTE UMA FORTE DOR NA
REGIÃO DO CORAÇÃO. EM TÂMIRES DESESPERADA.
CENA 19. CASA DE
SIVUCA. QUARTO DE SIVUCA. INTERIOR. TARDE
SIVUCA DEITA NA CAMA COM A
AJUDA DE PEDRO. TÂMIRES PREOCUPADA.
PEDRO:
Agora ele tá medicado.
TÂMIRES:
Graças a Deus não teve nada demais.
PEDRO: É
que meu pai é muito teimoso. Ele acha que ainda tem
vinte anos e que não precisa tomar remédio. Ele sabe que
tem problemas cardíacos e fica nessa. Muito obrigado,
Tâmires.
TÂMIRES:
Qualquer coisa estou no salão.
TÂMIRES SAI DO QUARTO.
PEDRO SENTA NA CAMA AO LADO DO PAI.
SIVUCA:
Precisava me dar bronca na frente dela?
PEDRO:
Precisava sim porque o senhor é teimoso. Sabe que não
pode fazer muito esforço. Já me basta treinar essa
cambada de moleque aí fora todo dia.
SIVUCA: É
o que eu gosto de fazer, Pedro. E você não vai me
impedir.
PEDRO:
Não vou impedir não, mas o senhor tem que ter moderação.
Não é tudo que você pode fazer, pai.
SIVUCA:
Até parece que eu virei o filho e você o pai.
PEDRO SORRI.
PEDRO:
Ah, velho Sivuca. Você não muda mesmo. Para de rabugice
e toma vergonha cara. Não quero mais saber do senhor
saindo sem tomar a medicação. (pausa) Hoje a noite vou
sair com a Quitéria.
SIVUCA:
Conseguiu fisgar o coração dela?! Até que enfim vai
desencalhar!
PEDRO (ri):
Estou quase lá pai. Essa noite vai ser muito especial.
SIVUCA:
Que tudo dê certo!
EM PEDRO.
CENA 20. SALÃO DE
QUITÉRIA. EXTERIOR. TARDE
QUITÉRIA E TÂMIRES.
TÂMIRES:
Eu que acudi o velho caindo lá na ruinha debaixo.
QUITÉRIA:
Agora que o pai dele está doente será que ele vai adiar
o jantar?
TÂMIRES:
Acredito que não. O Sivuca já está bem melhor.
QUITÉRIA:
Eu esperei tanto por esse jantar. Mas se não tiver, foi
por uma questão de saúde, não é?
TÂMIRES ANIMA A PATROA.
TÂMIRES:
Mas vai ter jantar sim, e você vai beijar muito naquela
boca carnuda.
QUITÉRIA BATE EM TÂMIRES.
QUITÉRIA:
Ó o respeito, moleca! Eu te ponho no olho da rua.
ELAS RIEM.
CENA 21. BOATE DE
VAVÁ. SALÃO. INTERIOR. TARDE
HOMENS ABASTECEM O FREZZER
DE BEBIDAS. DADINHO SE JOGANDO.
DADINHO:
Podem colocar tudo aqui dentro, meus amores. (rindo)
Cada um mais gostoso do quê o outro. Na semana passada
mandaram os canhões desta empresa, mas graças a Jah,
mandaram dessa vez vocês.
VAVÁ CHEGA DA RUA COM
JULIÃO.
VAVÁ: Ai!
Estou exausta!
DADINHO JÁ VEM COM ÁGUA
GELADA. VAVÁ SNETA-SE E CRUZA AS PERNAS.
VAVÁ:
Agora? Agora que vieram trazer as bebidas?
DADINHO:
Sim, mestre. Eu falei que o senhor queria isso mais
cedo.
VAVÁ:
Falou nada sua bibinha. Aposto que tava de sassarico com
os bofes. E a Estela, cadê, Estela?
DADINHO:
Estela saiu e não voltou até agora.
VAVÁ:
Maldita a hora que eu aceitei aquela puta do norte aqui
na minha casa de shows! Eu, um bailarino famoso/
DADINHO:
A banda de forró que o mestre dançava era famosa?
VAVÁ FICA IRRITADO.
VAVÁ: Não
me lembre daquela banda de forró. Eu não quero me
lembrar do meu passado negro. Nunca dancei em banda
nordestina.
JULIÃO:
Oxente! E me conheceu como?
VAVÁ:
Isso não vem ao caso!
ESTELA CHEGA SALTITANTE.
ESTELA:
Consegui! Consegui!
VAVÁ:
Conseguiu o quê amapôa louca?
JULIÃO:
Coisa boa não deve ser. Fale logo, rapariga.
ESTELA:
Rapariga é a tua mãe aquela anta do agreste! Eu sou uma
mulher de respeito.
DADINHO:
Respeito agora, porque ontem mesmo tava se ralando nas
coxas de um monte de velhote caindo aos pedaços.
ESTELA (por cima):
Enfim... Estou realizada, feliz da vida! Vou conseguir
realizar o meu maior sonho que é cantar! Me inscrevi em
um show de calouros!
VAVÁ: Ai,
meu Deus do céu! Testaram sua voz antes?
ESTELA:
Não é preciso. Minha voz é divina!
VAVÁ CAI NA GARGALHADA COM
DADINHO.
VAVÁ:
Quero só ver essa apresentação.
DADINHO:
Leva um protetor querida, porque vão lhe jogar tomate,
ovo e tudo que essa voz péssima tem direito.
ESTELA FAZ CARA FEIA. ELES
SORRIEM.
CENA 22.
CROQUETARIA. INTERIOR. TARDE
ELVIRA ESTÁ FAZENDO
ANOTAÇÕES E CONTAS. GEISA CHEGA.
GEISA:
Depois que o Diego começou a trabalhar lá no shopping
galeria o atendimento aqui ficou péssimo.
ELVIRA:
Tá falando mal do meu atendimento, querida?
GEISA:
Estou achando ruim o atendimento, confesso. Acho que vou
comer um pastel lá na Suzete.
GEISA VAI SAINDO, MAS
ELVIRA INTERROMPE A SAIDA DELA.
ELVIRA:
Você não é louca. Você vai deixar de comer meu croquete
para comer aquele pastel cheio de gordura?
GEISA:
Gordura por gordura... Não sei qual é o mais ensopado!
ELVIRA:
Venenosa! Vem aqui só pra jogar veneno em mim! Sai já
daqui, vai! Vai procurar o que fazer.
GEISA: E
ainda me agride!
ELVIRA:
Vai que estou bolando meu plano para derrubar a promoção
da de lá. (ri) Vou lançar uma mega-promoção tão boa,
mais tão arrebentadora que a outra vai pedir arrego.
GEISA:
Vocês duas são terríveis! Conta pra mim, qual o motivo
de tanta guerrinha?
ELVIRA: É
que... (ela corta o que ia contar) Não lhe interessa.
Não suporto aquela jararaca, e ponto final. Agora sai e
me deixa bolar meu plano!
GEISA VAI SAINDO. EM
ELVIRA.
CENA 23. SÃO
PAULO. STOCK-SHOTS. EXTERIOR. NOITE
SONOPLASTIA:
POKER FACE – LADY GAGA.
TOMADA DE SÃO PAULO À
NOITE.
CENA 24. CASA DE
SIVUCA. QUARTO DE PEDRO. INTERIOR. NOITE
ABRE EM PEDRO QUE TERMINA
DE SE ARRUMAR. SIVUCA COM ELE.
SIVUCA: O
seguinte é: ser galã. Mostrar toda a educação que eu te
ensinei durante anos.
PEDRO:
Pode deixar pai. Eu sei o que fazer, né? Não sou mais
uma criança.
SIVUCA:
Mas não era você que tava me dando advertência hoje à
tarde? E de mulher eu entendo, siga meus conselhos.
PEDRO OLHA PARA O RELÓGIO.
PEDRO:
Será que ela já está pronta?
CENA 25. CASA DE
QUITÉRIA. SALA. INTERIOR. NOITE
ABRE EM QUITÉRIA PRONTA
PARA SAIR. TÂMIRES DÁ OS ÚLTIMOS AJUSTES NO CABELO DELA.
CAROLINA ALI.
CAROLINA:
Está linda, mãe! Uma mulher moderna.
TÂMIRES:
Pelo menos tirou aquelas roupas bregas.
QUITÉRIA:
Minhas roupas não são bregas, querida. Apenas não são
justas e devassas como as suas.
TÂMIRES:
Prontíssima para arrasar o coração do Pedrão. Vai
desencalhar agora! Com fé em Deus!
QUITÉRIA:
Encalhada aqui é você, sua piriguete. (sorri) Será que
ele vai gostar?
CAROLINA:
Ele vai amar. Agora o que a senhora tem que se atentar
são as maneiras de comer. Tudo com delicadeza, leveza,
educação... Como eu te falei!
QUITÉRIA:
Já decorei tudo. Pode deixar que essa noite eu vou
mostrar meu lado dondoca! Finíssima!
TÂMIRES:
É isso aí!
EM QUITÉRIA SE OLHANDO NO
ESPELHO.
CENA 26. BARZINHO.
EXTERIOR. NOITE
DELSINHO, TIARA E RAISSA.
DELSINHO:
Estou com pena da Dani. O Tavinho armou feio pra ela,
hein?
TIARA:
Mas o menino tinha direito de saber quem era o pai,
conhecer a família. Não tiro a razão dele.
RAISSA:
Mas o que o Delsinho tá querendo dizer é da forma em que
ele fez tudo. Escondido da Dani.
DELSINHO:
Aquele erê é mais esperto que nós três juntas, meus
amores!
TIARA: Pelo que eu conheço de minha amiga ela
não vai deixar essa história parada. O Tavinho que se
prepare.
CENA 27.
APARTAMENTO DE DANIELA. SALA. INTERIOR. NOITE
DANIELA ENTRA PEGANDO
TAVINHO PELO BRAÇO. MARA VEM DA COZINHA.
TAVINHO:
Eu não sou mais uma criança, mãe. Para com esse papelão.
DANIELA:
Senta aí.
MARA: O
jantar já está pra sair/
DANIELA:
Eu não quero saber de jantar, Mara.
TAVINHO LEVANTA.
TAVINHO:
Mas eu quero. Estou morto de fome.
DANIELA SENTA O GAROTO,
AGRESSIVA.
DANIELA:
Você não vai a lugar nenhum. Não vai comer nada até a
gente terminar essa conversa. (para Mara) Nos deixe a
sós.
MARA SE RETIRA.
TAVINHO:
O que foi que a senhora não entendeu até agora, hein? Se
a senhora não contar a verdade para o meu pai eu mesmo
conto. Já tenho o apoio de minha avó e vou morar com ele
sim.
ELE LEVANTA E ENFRENTA A MÃE.
TAVINHO:
Eu vou morar com o Ademar. Ele é meu pai e você não vai
me impedir.
DANIELA:
Ingrato.
E DÁ UM TAPA NA CARA DO
FILHO. EM TAVINHO SENTINDO O TAPA.
CENA 28.
PASTELARIA. INTERIOR. NOITE
WALLACE SERVE AS MESAS.
SUZETE CHEGA.
WALLACE:
Dona Suzete, o André a Fabiane já estavam preocupados
com a senhora.
ANDRÉ E FABIANE SAEM DA
COZINHA E SE APROXIMAM DA MÃE. WALLACE VOLTA A SERVIR.
ANDRÉ: A
gente ligou pro seu celular e a senhora nada de atender.
FABIANE:
A senhora foi aonde com aquele garoto?
SUZETE RESPIRA FUNDO.
SUZETE: O
Ademar... Onde tá o meu filho?
FABIANE:
Deve estar em casa tomando banho para ir trabalhar. O
que tá acontecendo mãe?
SUZETE:
Preciso contar algo a vocês, mas que não saia daqui, que
não chegue aos ouvidos do Ademar, por enquanto.
ANDRÉ:
Pode confiar.
SUZETE:
Aquele garoto, o Tavinho... Ele é filho do Ademar!
FABIANE E ANDRÉ EM CHOQUE.
ANDRÉ:
Aquele molecão? Caracas... O leke daquela idade! Ademar
já é pai!
EM SUZETE QUE CONFIRMA.
CENA 29.
CROQUETARIA. INTERIOR. NOITE
DIEGO VEM CHEGANDO DO
TRABALHO. ELVIRA ALI.
DIEGO:
Mãe... Não sabe da maior!
ELVIRA: O
que foi?
DIEGO:
Sabe quem apareceu lá no shopping galeria causando a
maior confusão?
ELVIRA:
Eu tava lá por algum acaso?
DIEGO:
Não.
ELVIRA:
Então como vou saber menino? Desembucha logo, miséria!
DIEGO:
Tá, vou falar. A dona Suzete aí da frente!
ELVIRA: A
Suzete? O que essa vaca velha aprontou por lá?
EM DIEGO.
CENA 30. LAPA. RUA
PRINCIPAL. EXTERIOR. NOITE
UM CARRO SE APROXIMA BEM
DEVAGAR DA PASTELARIA. CORTE PARA ADEMAR QUE ACABA DE
SAIR DE CASA E VAI CAMINHANDO PELA CALÇADA. CORTE PARA O
CARRO QUE PARECE SEGUIR ELE BEM DEVAGAR. ADEMAR OLHA
PARA TRÁS, SEM DESCONFIAR. DENTRO DO CARRO EVELYN, QUE
VAI SEGUINDO-O.
EVELYN:
Mais uma vez te perseguindo, meu amor. E dessa vez quero
saber pra onde você vai. Que lugar você vai essa noite?
(ri) Eu vou te acompanhar!
PV DE EVELYN: ELA OBSERVA
ADEMAR SEGUINDO SEU CAMINHO.
NO OLHAR MISTERIOSO DA
VILÃ.
EFEITO: A
IMAGEM DO OLHAR DE EVELYN SE TRANSFORMA EM IMAGEM DE HQ.
“Os créditos sobem ao som de: Na Estrada – Marisa Monte”

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