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Relações Perigosas - Capítulo 35

Novela de Felipe Porto
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VALE A PENA LER DE NOVO: RELAÇÕES PERIGOSAS
 
     
 
 
     
  NO CAPÍTULO ANTERIOR DE "RELAÇÕES PERIGOSAS":

Marcelo — Eu mal dormi essa noite e to cheio de coisas pra fazer. A gente conversar depois, pode ser?

Heloísa — Pode, né. Mas você poderia ao menos ter atendido as minhas ligações ou ter me ligado.

Marcelo — Me esqueci.

Heloísa se aproxima de Marcelo. Ele suspira fundo.

Heloísa — Não tem problema.

Heloísa beija Marcelo, mas ele não retribui.

Heloísa — Bom trabalho.

Heloísa sai da sala. Marcelo limpa os lábios, com nojo.

Marcelo — Vagabunda, ordinária. (Senta) O que é teu tá guardado e a tua máscara vai ser arrancada na hora certa.

Em Marcelo.

...

Marcelo — (Tel/Corta) Esquece a grama. Eu vou precisar de um favor seu. Você se lembra que dia a Luísa foi presa?

Rudá — (Off) Lembro sim.

Marcelo — (Tel) Então checa todas as câmeras de segurança da casa: jardins, piscina e principalmente garagem.

Rudá — (Off) Mas/

Marcelo — (Tel) Sem perguntas. Faz isso e me avisa se encontrar alguma coisa estranha.

Marcelo desliga o telefone.

...


Heloísa
 — To pensando no que fazer. Ainda não consegui ninguém pra desenhar a merda dessas embalagens por mim.

Leandro — Mas eu consegui.

Heloísa — (Feliz) Sério?

Leandro — Com certeza, Helozinha. Não precisa mais se preocupar com isso.

Heloísa — Que ótimo e quem é a pessoa?

Leandro — Eu vou te passar o contato dela e aí você se vira pra negociar com ela.

Heloísa — Ah, pensei que você já tivesse resolvido tudo.

Leandro — Aí você tá querendo demais, né meu bem? O problema das embalagens é seu. Já fiz um enorme favor em descolar alguém pra te ajudar. Agora você que se vire.

Heloísa — Tá me passa o contato dessa pessoa que eu quero resolver isso o quanto antes.

 
     
 
     
     
     

CAPÍTULO 35
 
     
 

CENA 01. casa de ana carolina. sala da segurança. Interior. Dia.

Sala com várias televisões com o circuito interno de câmeras da parte externa e dos corredores da casa.

Rudá assiste as gravações das câmeras da garagem. Um segurança está escorado na parede.

Segurança — Vou pegar um cafezinho lá na cozinha. Você quer também?

Rudá — Vou querer sim.

O segurança sai da sala.

Rudá — Até porque acho que isso vai demorar/

Rudá se ajeita na cadeira, surpreso e fixa o olhar na televisão.

Na tela: Heloísa entra com uma bolsa, tira dois tabletes de cocaína de dentro e coloca dentro do seu carro.

Rudá — (Surpreso) Meu Deus! Será que isso é o que eu to pensando? (Tom) O Marcelo vai querer saber disso.

Em Rudá olhando para as imagens.

CENA 02. faculdade de arquitetura. corredor. Interior. Dia.

Juliana e Bernardo caminham pelo corredor.

Bernardo — Tá gostando do tur?

Juliana — Tá legal até.

Bernardo — Por que você é tão arredia comigo, hein? Eu nunca te fiz nada.

Juliana — Não foi você, mas sim o seu gênero.

Bernardo — Se algum homem te prejudicou, eu não tenho nada a ver com isso.

Juliana — Claro que tem. Vocês são todos iguais.

Bernardo — Você não pode culpar todos nós, só porque um fez um vídeo que/

Juliana — (Corta) Vamos mudar de assunto? Eu to aqui pra você me falar mais sobre o curso de arquitetura e não pra você ficar dando palpite na minha vida.

Bernardo — Você tá certa... Me desculpa, não foi minha intenção.

Juliana — Tá, vamos continuar com isso.

Os dois seguem caminhando.

CENA 03. restaurante. frente. exterior. Dia.

Abre no PV de uma pessoa dentro de um carro. Ela observa Bianca entrar em um restaurante fino. Ainda em seu PV, a pessoa sai do carro e se aproxima de uma das janelas do restaurante. Ela vê Bianca se aproximando de Gregório. Gregório beija Bianca e os dois sentam.

Corta do Ponto de vista. Seu Coisinha observa Bianca e Gregório pela janela.

CENA 04. restaurante. ambiente. Interior. Dia.

Bianca e Gregório sentados à mesa.

Bianca — Eu acho arriscado a gente fica assim, se beijando em público.

Gregório — Bobagem, Bianca. Ninguém nos conhece aqui.

Bianca — É, mas vai que dá azar de alguém nos ver.

Gregório — Sinceramente eu tenho coisa mais séria com que me preocupar?

Bianca — Tipo as investigações da morte do Eduardo?

Gregório — Ou descobrir quem comprou parte das ações da Barão.

Bianca — (Confusa) Mas não era você quem ia comprar pra ficar com a maioria das ações?

Gregório — Era, mas alguém fez isso antes de mim. Não me pergunte como, mas fizeram.

Bianca — E agora? O que você vai fazer?

Gregório — Fazer de tudo pra me aliar ao novo sócio.

Um garçom se aproxima e entrega o cardápio para os dois. Eles olham o cardápio.

Gregório — (Para Bianca) Gosta de pato?

Bianca — Hummm... Gosto médio. Acho que vou ficar nessa salada aqui.

Gregório faz sinal pro garçom.

CENA 05. DELEGACIA. SALA DE VISITAS. Interior. Dia.

Seu Coisinha diante de Luísa. Conversa já iniciada.

Luísa — Mas você tem certeza que eram eles?

Seu Coisinha — Ah Luísa! E você acha que eu não iria reconhecer aqueles dois? Podem se passar dez, quinze, vinte anos que a cara de pau deles vai continuar igual.

Luísa — Onde você viu o Gregório e a Bianca?

Seu Coisinha — Num restaurante na Barra.

Luísa — Se encontram longe pra não esbarrarem com gente conhecida. Esperto eles. (Tom) Foi bom você ter seguido eles. Eu não imaginava que eles ainda mantivessem um caso.

Seu Coisinha — Aqueles dois se merecem.

Luísa — Quem não merece passar por isso é o Rogério. Um sujeito tão bom, e sendo enganado por aqueles dois cretinos.

Seu Coisinha — Mas quanto a isso a gente não pode fazer nada.

Luísa — (Reage) Claro que pode, Duarte!

Seu Coisinha — Luísa, você tá querendo se meter nessa história de novo?

Luísa — A gente precisa fazer alguma coisa!

Seu Coisinha — Não precisa não!

Luísa — Ela continua enganando as pessoas e nós não podemos nos calar de novo.

Seu Coisinha — Luísa/

Luísa — (Corta/Sutil) Duarte, por favor. Eu to aqui de mãos atadas, mas você não. Você pode alertar o Rogério. Se ele tiver preparado, talvez ele não tenha o mesmo fim do Coimbra.

Seu Coisinha concorda. Closes alternados.

CENA 06. faculdade de arquitetura. frente. Exterior. Dia.

Bernardo e Juliana se sentam em algum banco diante do prédio.

Bernardo — E aí?

Juliana — É... Acho que deve ser legal o curso. Até que você não foi dos piores instrutores.

Bernardo — Fui ótimo. Garanto que você vai se apaixonar pelo curso.

Juliana — Acho que sim. Tava na dúvida, mas agora ela tá indo embora.

Bernardo — Não precisa agradecer.

Juliana — Nem pensei.

Bernardo — Mesmo você sendo um pouco ingrata eu vou continuar te ajudando. Se você quiser saber sobre algum livro ou material relacionado ao curso, você pode falar comigo.

Bernardo estende a mão. Juliana hesita, mas acaba dando o seu celular para Bernardo.

Juliana — Tá, coloca o teu número aí. Mas se você vier com mensagem engraçadinha eu te dou block.

Bernardo digita no celular de Juliana e logo em seguida o devolve para ela.

Bernardo — Relaxa que eu não vou te mandar mensagem. Mas se você quiser mais materiais ou informações sobre o curso, você pode me chamar.

Juliana — Tá bom, obrigada.

Bernardo — Não tem por onde. (Tom) Onde é que vocês combinaram de se encontrar?

Juliana — No mesmo lugar que todo mundo saiu.

Bernardo — (Se levantando) Então vamos lá?

Juliana também se levanta.

CENA 07. barão do alambique. antessala. Interior. Dia.

O elevador principal se abre e Gregório sai de dentro dele. Cruza com Tarsila.

Tarsila — Onde você se meteu? Fui procurar você pra gente almoçar juntos e você sumiu!

Gregório — Ah se você tivesse me avisado antes. Amanhã a gente faz isso, pode ser?

Gregório dá um beijo em Tarsila e se afasta. Antes de Gregório entrar em sua sala, Adelaide se aproxima dele.

Adelaide — Doutor Gregório. Procuraram pelo senhor enquanto estava fora.

Gregório — Quem era?

Adelaide — Não falaram. Era em nome do novo acionista da Barão.

Gregório — (Interessado) Ele não se identificou?

Adelaide — Não. Mas queria marcar uma reunião pra amanhã com todos os acionistas.

Gregório — Pode confirmar, dona Adelaide. Não vejo a hora de conhecer o rosto dessa pessoa.

CENA 08. ap de luísa. sala. Interior. Dia.

Bernardo entra da rua. Wagner vem do quarto.

Wagner — Onde você tava, filho? Passou a noite fora. Poderia ter avisado, né?

Bernardo — Foi mal. Me desacostumei a fazer isso. Virei a noite e depois fui direto pra faculdade.

Wagner — (Curioso) Com alguma gatinha?

Bernardo — Com o Marcelo.

Wagner — (Não entende) Com o Marcelo?

Bernardo — Você tinha razão: eu não podia esconder do Marcelo o que a Heloísa tá fazendo com ele.

Wagner — Então você contou toda a verdade? Contou que a Heloísa não é a Clara?

Bernardo — Contei.

Wagner — E ele? Como reagiu?

Bernardo — Ficou arrasado, mas acho que vai conseguir superar.

Wagner — O que me preocupa é o que ele pode fazer com a sua irmã.

Bernardo — Eu não me preocupo. Tudo que ele fizer, vai ser bem merecido. (Tom) Ah! Ele pediu pra gente ficar em silêncio. Não comentar com ninguém isso.

Wagner — O que ele tá pretendendo fazer?

Bernardo — Não sei. Acho que ele quer desmascarar a Heloísa em grande estilo.

Bernardo vai para o quarto. Em Wagner intrigado.

CENA 09. barão do alambique. sala de heloísa. Interior. Dia.

Heloísa ali. Leandro entra.

Leandro — Helozinha...

Heloísa — Para de me chamar de Helô! Vai que alguém escuta!

Leandro — Desculpa... Clarinha.

Entrega um papel para Heloísa

Leandro — Tá aqui o contato do seu salvador.

Heloísa — (Pega) É a pessoa que vai fazer o design das embalagens?

Leandro — Isso mesmo. Agora é só negociar e correr por abraço.

Heloísa — Que maravilha. Parece que as coisas tão finalmente voltando ao meu favor.

Leandro — E tudo isso graças a mim. Admite.

Heloísa — É... Você ajudou um pouco.

Leandro — Um pouco?! Se não fosse por mim você tava ferrada por causa desses desenhos.

Heloísa — Tá. Obrigada.

Leandro — Só isso?

Heloísa — Muito Obrigada?

Leandro — Nem um beijinho?

Heloísa — Ah vai à merda, Leandro. Não vai rolar nem beijo na testa.

Leandro — Que pena.

Heloísa — Se a Milena sabe que você fica com essas gracinhas, aí sim é que ela não vai te perdoar.

Leandro — O que acontece entre eu e as outras, não tem nada ver com a Milena.

Heloísa — É, mas eu não sou igual a essas aí que você só pega e depois dispensa.

Leandro — Claro que não. (Ri) Você é muito pior.

Heloísa — Você me ajudou muito, mas agora fora daqui. Vai.

Leandro sorri para Heloísa e sai da sala.

Música: Eu Sou Egoísta – Pitty.

Heloísa olha para o papel, feliz.

CENA 10. rio de janeiro. ambiente. Exterior. Noite.

Música continua. Stock-shot de ruas, avenidas e de pessoas e carros circulando por elas. Último take é o da fachada da casa de Ana Carolina. [Música off].

CENA 11. casa de ana carolina. escritório. Interior. Noite.

Marcelo entra com Rudá.

Marcelo — Fez o que eu te pedi, Rudá?

Rudá — Sim. E realmente eu encontrei uma coisa muito estranha nas gravações.

Marcelo — Tipo o quê?

Rudá — E não sei como falar isso, Marcelo. Mas é sobre a dona Clara.

Marcelo — Pode falar. Não precisa se preocupar.

Rudá — Nas câmeras da garagem, ela aparece carregando uma coisa estranha.

Marcelo — Que coisa?

Rudá — Eu não tenho certeza. São dois tabletes de alguma coisa. Ela coloca eles dentro do carro e depois vai embora. Eu não gosto de fazer acusações sem ter certeza, mas pra mim aquilo parecia cocaína.

Marcelo — (Baixo) Prefeito.

Rudá — (Não entende) Como?

Marcelo — (Disfarça) Deixa pra lá. (Tom) Você me consegue essas gravações?

Rudá — Consigo sim. Desculpa me intrometer, mas o que você vai fazer com ela?

Marcelo — Vou analisar bem esse vídeo... E não fala nada pra ninguém sobre essa sua descoberta.

Rudá — Como quiser. Amanhã mesmo a gravação vai tá em suas mãos.

Marcelo concorda.

CENA 12. ap de jardel. sala. Interior. Noite.

Giovanna e Jardel sentados no sofá. Conversa já iniciada.

Jardel — Demitida? Mas por quê?

Giovanna — A mesma desculpa que todo mundo dá: a crise.

Jardel — Tá chateada?

Giovanna — Um pouco. Não esperava que isso fosse acontecer comigo.

Jardel — Ninguém espera, Giovanna. Mas não se preocupa. Logo você vai conseguir um novo trabalho. Você é boa, competente, vai chover gente querendo te contratar.

Giovanna — Deus te ouça, Jardel. Deus te ouça.

Breve silêncio.

Música: Instrumental Suspense.

Giovanna — Sabe... Nada me tira da cabeça que essa minha demissão tenha dedo do Otávio?

Jardel — Do Otávio? Ele é tão influente assim?

Giovanna — Nesse caso especifico, ele é sim. A Marília, dona da rede de joalherias é mulher de um grande amigo do Otávio.

Jardel — Você acha que ele seria capaz?

Giovanna — Não tenho a menor dúvida disso. Posso apostar que ele pediu pro amigo falar com a mulher e me demitir.

Jardel — Burrice dela em demitir uma gerente ótima como você só porque o amigo do marido tá com dor de corno.

Giovanna — É, mas acho que foi isso que aconteceu.

CENA 13. ap de otávio. quarto do casal. Interior. Noite.

Instrumental continua. Otávio falando ao celular.

Otávio — (Cel) Então ela já tá no olho da rua?... Ah que maravilha! Você não sabe o quanto eu fico feliz em escutar essa notícia... Realmente eu não sei como te agradecer. Aquela cretina foi muito ingrata comigo e tá merecendo passar por isso... Muito obrigado mesmo, meu amigo. E já sabe: tendo qualquer processo, funcionário incomodando ou algo do tipo, pode me chamar que eu resolvo essas questões jurídicas pra você... Sim, vamos marcar alguma coisa um dia desses. Grande abraço.

Otávio desliga o celular, eufórico.

Otávio — Que notícia ótima pra terminar o dia... Eu disse que aquela vagabunda não ia ser feliz.

Na alegria de Otávio.

CENA 14. casa de giancarlo. quarto de bianca e rogério. Interior. Noite.

Instrumental continua. Rogério tira o celular do bolso e coloca em cima da cama. Faz o mesmo com o paletó. O celular apita e ele o pega.

Rogério — (Lê) Preste atenção no que você tem em casa. A sua mulher está te traindo.

Rogério guarda o celular no bolso.

Rogério — Bando de gente desocupada. A Bianca não iria fazer uma coisa dessas.

Em Rogério desconfiado. [Instrumental off].

CENA 15. casa de ana carolina. quarto de marcelo. Interior. Noite.

Marcelo se preparando para deitar. Heloísa na beira da cama com uma camisola sensual. Ela se aproxima de Marcelo por trás e massageia os ombros dele. Marcelo faz cara de enojado.

Marcelo — O que você tá fazendo?

Heloísa — Uma massagem no meu amor.

Marcelo tira as mãos de Heloísa de seus ombros e se afasta dela.

Marcelo — Não precisa.

Heloísa — Então vamos deixar de lado as preliminares e vamos logo pro jogo.

Heloísa se enrosca em Marcelo e vai beijando o pescoço dele. Marcelo tenta se livrar de Heloísa.

Marcelo — Eu já disse pra parar.

Heloísa — Eu to cheia de amor pra te dar e você me rejeita assim? O que tá acontecendo?

Marcelo — Ninguém tá rejeitando ninguém. Olha o delírio. E não aconteceu nada também, eu só tó muito cansado, tive um dia estressante na Barão.

Heloísa — (No ouvido) E tem forma melhor de relaxar do que com um orgasmo? Eu juro que vou fazer tudo que você gosta.

Marcelo novamente sai de perto de Heloísa.

Marcelo — (Enfático) Hoje não vai dá. Boa noite.

Marcelo apaga a luz, deixando apenas uma luz de cabeceira acesa, se deita na cama e vira pro lado.

Heloísa — (Decepcionada) Boa noite.

Heloísa também se deita e vira para o outro lado.

Música: Pede a Ela – Tim Maia.

Marcelo de olhos aberto, pensativo.

Insert da cena 10 do capítulo 15:

Marcelo consegue puxar Milena e os dois ficam ali, se divertindo de baixo da forte chuva que cai. Cortes descontínuos dos dois brincando e rindo na chuva.

Milena — (Sorri) To me sentido uma retardada fazendo isso.

Marcelo — Vai me dizer que você nunca tomou banho de chuva quando criança?

Milena — Quando era criança, né Marcelo! Não agora com mais de 20 anos na cara.

Marcelo — (Sorri) Pra que se prender em convenções? A gente tem que fazer aquilo que nos deixa feliz. (Tom) Ou vai me dizer que você não tá feliz agora?

Milena — (Sorri) To. Mas não pela chuva, e sim pela companhia maravilhosa que você é.

Marcelo — Eu também tenho gostado muito de tá com você. Muito... Cada vez mais.

Os dois se aproximam ainda mais um do outro. A água da chuva escorre sobre o rosto deles. Ambos ficam analisando o rosto um do outro por alguns instantes, até que Marcelo toma a iniciativa e beija Milena. Ela corresponde e se deixa levar pelo beijo. Tempo no close nos dois se beijando e na água da chuva escorrendo sobre o rosto deles.

Volta à cena.

Marcelo sorri.

CENA 16. rio de janeiro. ambiente. Exterior. Dia.

Música continua. Stock-short de pontos turísticos do Rio de Janeiro.

CENA 17. casa de ana carolina. sala de jantar. Interior. Dia.

[Música fade out]. Marcelo tomando café da manhã e lendo o jornal. Heloísa entra.

Heloísa — Bom dia. Nem me esperou pra tomar café?

Marcelo continua olhando para o jornal.

Marcelo — (Sério) Não deu. Marcaram uma reunião na Barão na primeira hora do dia. Parece que o novo acionista vai se apresentar.

Heloísa — Tem ideia de quem seja?

Marcelo — Não. (Tom) Olha só, encontraram o corpo de uma mulher na região portuária da cidade.

Heloísa reage surpresa, mas tenta disfarçar. Marcelo encara Heloísa.

Marcelo — É impressionante como existe gente ruim nesse mundo, não é mesmo?

Heloísa — Fico chocada.

Marcelo dá um sorriso falso.

Marcelo — Vai pra Barão, meu bem?

Heloísa — Depois. Antes eu preciso resolver uns problemas.

Marcelo — (Se levanta) Como quiser.

Heloísa — Melhorou do cansaço?

Marcelo — To cem por cento. Nada que uma noite de sono não resolva.

Marcelo sai. Heloísa pega do bolso um papel.

Heloísa — Vamos ver se agora finalmente eu resolvo o problema do design das embalagens.

Em Heloísa ansiosa.

CENA 18. barão do alambique. frente. Exterior. Dia.

Take da fachada da Barão do Alambique.

CENA 19. barão do alambique. antessala. Interior. Dia.

O elevador se abre e Marcelo sai dele. Passa por Adelaide.

Marcelo — Bom dia, dona Adelaide. Já tá todo mundo na reunião.

Adelaide — Ainda não. O novo acionista deve tá chegando logo.

Marcelo entra na sala de reuniões.

CENA 20. barão do alambique. sala de reuniões. Interior. Dia.

Gregório sentado na ponta da mesa. Marcelo entra.

Marcelo — Bom dia, tio.

Gregório — Bom dia, Marcelo.

Marcelo — Então o novo acionista não chegou ainda?

Gregório — Ainda não. E sinceramente eu to tendo quase uma gastrite de ansiedade pra saber quem é essa pessoa.

Marcelo — Relaxa que logo logo ele chega.

Adelaide entra na sala.

Adelaide — O novo acionista chegou.

Marcelo — Ó! Não disse?

Gregório — Acho que tava esperando por você, Marcelo.

Gregório se levanta.

Gregório — (Para Adelaide) Pode mandar ele entrar.

Adelaide sai da sala. Closes alternado na expectativa de Marcelo e Gregório. Alguém entra, mas ainda não se vê quem é. Gregório e Marcelo reagem surpresos.

Música: Chasing Pirates - Norah Jones. [Até o Encerramento].

Gregório — (Incrédulo) Eu não to acreditando no que eu to vendo. Me diz que é mentira.

E então, revelamos Otávio.

Otávio — Não é mentira, não Gregório. Eu sou o novo acionista da Barão.

Closes alternados em: Marcelo surpreso, Gregório perplexo e em Otávio sorridente e superior. Fade Out.

   

 

     



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