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Perfume - Capítulo 45

Novela de Luiz Gustavo
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CAPÍTULO 45 - A FLOR DE LOTUS
 
     
   
  Música: Lotus - Christina Aguilera

Uma relação de dois corações pode ser escrita com o tempo, ás vezes o amor é à primeira vista e outros construídos como um templo de devoção. Tomaz e Alice parece que foram feitos um para o outro, o detetive naquela manhã de segunda-feira acordou bem cedo para levar o enteado a praia, aproveitando a folga no trabalho, um menino inteligente e gentil. Kevin depois de brincar de futebol foi ao banheiro, ele não era tão branco quanto a matriarca, mas os olhos eram azuis como o oceano. A mulher morena com o corpo coberto pela canga, aparece próxima a Tomaz, sentando em um quiosque tomando uma cerveja. 

- Leva jeito para ser pai. – Ironiza Pamela com um sorriso no rosto.
- Claudia. – Ele se levanta, encarando a moça, seus pés permanecem sujos de areia, por ter tomado banho no mar, o dela, no entanto, continua completamente limpo, como se não tivesse pisado na costa do litoral baiano.  
- Faltam poucos dias para o carnaval, essa cidade está uma loucura!
- Turista por todos os lados. 
- Eu vou indo, Tom. Se quiser sexo, sabes onde me encontrar. 
- Acabou tudo, estou bem com a Alice. 
- Ela não chega aos meus pés, em questão de beleza e muito menos na cama. 

Pamela morde os lábios. 

- Não perca o seu precioso tempo.

Ele não estava deixando mais ser controlado e isso é um erro, para a dama. Ela caminha em direção do estacionamento, cercado de veículos de todos os modelos, se assustando quando foi puxada para próximo de um rosto horrendo para ela e encantador para outras mulheres, aquele demônio estava de volta à cidade e pior, sabia da verdade, certamente ele é o desgraçado que mandava essas mensagens misteriosas, ter jogado o celular fora e trocado de número, não a deixaria livre de Hugo Rafael. Não existe farsa o suficiente para encarar o seu maior demônio, tornando aquela felina insaciável em um gatinho manhoso. Hugo certamente tem uma ficha policial tão extensa quanto sua idade, roubos, tráficos de drogas, contrabando de armas e assassinato a sangue frio, no entanto, nunca passou uma noite atrás das grades. 

- Sempre o centro das atenções Pamela Monteiro, não acredito como conseguiu enganar Arraial D’ Ajuda inteira, se bem que não precisa ser uma princesa da mitologia grega para lograr este fato. Uma irmã gêmea? Uma ideia tão banal, mas vejo que tudo velho é novo ao mesmo instante. 
- O que irá fazer? Contar a polícia? – Ela pergunta. 
- Não poderia fazer alguma coisa melhor? 
- No que está pensando Rafael? 
- Faz tempo que uma cadela não me chama com esse nome, clamando por dor quando enfio todo meu membro lá dentro. – Ele se aproximou, a segurou pela cintura, consegue sentir as vibrações do corpo de Pamela e as batidas do seu coração. – Foi uma longa abstinência, primeiro você vai engolir tudo e depois, vai gritar como na sua primeira vez, quando saiu chorando pelos corredores da escola. 

Ela não sabia mais o seu lugar, não sabia ao menos o seu destino e muito menos o que fazer, está sujeita a ser submissa a um homem para o resto da vida? Eles dominam os seus segredos, procedem a sua alma e veneram o seu corpo. O hotel tinha uma bela cama, ela segurou a madeira da cabeceira quando sentiu o pênis de Hugo Rafael a penetrar literalmente e doía mais do que na primeira vez, sua alma estava ferida e pela primeira vez pensou na flor de lótus e em Tomaz, ele realmente a amava, soube se comportar como um cavalheiro, mesmo detestando toda a cordialidade envolvida, é tarde demais para voltar atrás? 

Rafael é o único que a transforma em um verdadeiro material descartável. Ela não quis ir para a casa dos Monteiros, passando o resto da tarde na ilha, mas não conseguia alimentar um fardo completamente sozinha, tudo está borbulhando pela sua cabeça como um champanhe em uma taça de cristal. Ela entra numa lancha, chegando a costa, para entrar novamente no seu veículo, mas a cada mudança de rota, sente uma sensação estranha de estar sendo seguida, talvez pela própria sombra. Pamela estaciona em uma rua sem saída, saltando do Hilux. 

Ela caminha lentamente em direção da morada e por um instante parou adiante do hall de entrada, não podia simplesmente tocar a campainha, Tomaz está cansado disso, se ao menos entrar naquele ambiente, tinha que revelar algo para ganhar a confiança do detetive que certamente, poderia revelar tudo ou simplesmente não, poderia respeitar a história da vítima, precisa se colocar nesta posição, a de vítima, mesmo não sendo tão inocente. Ela aperta o botão, ele abriu a porta. Pamela então se enlaçou naquele corpo. 

- Precisamos conversar, por favor. 
- Claudia, tudo isso chegou ao epilogo. 
- Não se trata mais da gente. Deixa-me entrar. 
- É só uma conversa? 
- Sim. 

Tomaz fecha a porta principal, tinha acabado de preparar um chá de camomila, dando uma xicara a Pamela que a coloca na mesa de centro, esperando esfriar, o homem assopra algumas vezes a sua e tenta dar leves bicadas. 

- Este chá... – Ela deu um leve suspiro. 
- A Pamela não gostava muito de chá. 
- E eu continuo não gostando, Tom. 
- Você está se comparando a ela? 
- Não, eu sou a Pamela. 

Ela revelou, derrubando algumas lágrimas do rosto. 

- Não pode ser, mas quem morreu na igreja? 
- A Claudia.
- Fomos enganados? Mas por qual motivos? 
- Eu tinha que me proteger, eu preciso me proteger. – Ela tentou segurar as mãos de Tomaz, mas ele recuou, ela tentou novamente, conseguindo. – Guarde este segredo, por favor, não conte a ninguém, nem com as luzes apagadas, nem dentro dos seus maiores pesadelos. 
- Isso que você está fazendo é crime, posso te prender a qualquer momento. 
- Você não faria isto, Tomaz Brayton. 
- Por qual motivo? 
- A nossa flor de lótus. 
- Não era apenas carne? 
- E a nossa amizade e tudo que construímos além da fantasia? 
- Claudia... 
- Pode me chamar de Pamela. 
- Não, se eu quiser guardar esta mentira, precisa começar a engolir ela. 
- Lembra do Hugo Rafael? 
- Você me contou essa história, quando namoramos naqueles tempos. 
- Ele me estuprou e tirou a minha virgindade. 
- O que tem este cara com o agora? 
- Ele é o agora, que está tentando me aniquilar de qualquer jeito. 
- Ele está de volta? 
- Sim. 

Os acontecimentos informados com urgência na televisão atrapalham o diálogo daqueles dois indivíduos na sala. Nove corpos foram encontrados próximos às montanhas na costa do município de Arraial D’ Ajuda, apenas dois foram identificados o de Miguel Xavier e Jonathan Sampaio, intactos como se não tivessem participado daquela explosão na aeronave, Pamela guardou tudo aquilo em um silêncio profano.
 
 
     

 

     

Inspirada na música Perfume de Britney Spears

autor:
Luiz Gustavo

personagens:
Levi Monteiro
Pamela Monteiro

Barbara Novak
Tomaz Brayton

Tony Federline
Amália Monteiro

Jonathan Sampaio
Miguel Xavier
Alice Jones

Olga Novak
Neide Alencar
Marcos Ribeiro

Evelyn
Hugo Rafael
Fagner Lima

Valentim

participações especiais:
Jake Fremont
Tyler
Claúdia Alencar

as crianças:
David Novak
Kevin Jones
Douglas

trilha sonora:
Summertime Sadness - Lana Del Rey (abertura)
Lotus - Christina Aguilera

colaboração:
Thiago Machado
Márcio Gabriel

agradecimentos:
Juliana Cordeiro
Victor Marçal
William Araújo
Rodrigo Ferreira

produção
Bruno Olsen
Cristin Ravela

Esta é uma obra de ficção virtual sem fins lucrativos. Qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.


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