Papo com o Autor - 1x01


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PAPO COM O AUTOR - 1x01
 
 
 

GABO: Hoje começa um desafio. Apresentar o novo talk show do mundo virtual. O programa Papo com o Autor é uma conversa cheia de descobertas e uma dose de pimenta! Para estreia, convidei a dinossaura do mundo virtual. Nossa loira, Hebe, Xuxa, Eliana, ou melhor, a Zizão Faíscão. Loira, chega junto que vamos tocar o terror no programa de hoje.

Zih entra dançando. Gabo levanta da cadeira e vai dançar ao seu lado.

ZIH: DJ aumenta o som.

CAM foca na Ritinha mexendo no som e dançando ao fundo.

Gabo e Zih se abraçam.

ZIH: Gabo, achei que não ia conseguir chegar a tempo.

GABO: Estamos no prazo.

Zih olha para os lados procurando por alguém.

GABO: Está procurando por alguém?

ZIH: Sim, Gabo. Hoje é a estreia.

GABO: Posso saber quem você está esperando?

ZIH: O entrevistado do programa.

GABO (sem entender): Zih, mas você será a entrevistada.

ZIH (surpresa): Eu?

GABO: Sim, você não leu o script?

ZIH: Gabo, eu sou a apresentadora.

Gabo começa a rir sem parar.

ZIH: Oxi, tô vendo que alguém exagerou na dose do LoucaZihpan.

Rafael Oliveira entra no estúdio. Zih corre para abraçá-lo.

ZIH: Quer me matar do coração, rapaz?

RAFAEL: Zih, que bom que você já está no estúdio. Estou atrasado. Gabo, você veio para assistir minha estreia?

ZIH E GABO: Sua estreia?

RAFAEL: Sim, vou apresentar o Autor com Papo... Papo Autor... Ahhhh, to nervoso, nem lembro mais o nome certo. Hoje é a estreia, acho que vou gaguejar.

GABO: Galera, vamos parar com a brincadeira. Eu vou apresentar o programa e o auditório está aguardando.

ZIH: Gabo, a Ritinha disse que eu ia apresentar e Rafael seria o convidado.

RAFAEL: Ué, ela disse que eu ia apresentar, Zih, e por incrível que pareça você seria a entrevistada.

GABO: Não acredito, ela trollou a gente. Ela disse que eu fui efetivado e a Zih era a convidada de estreia.

Ritinha entra no estúdio.

RITINHA: Oi, o que vocês estão fazendo aqui? Vão pra cozinha preparar a comida e a bebida. O meu talk show vai começar.

Os três olham furiosos para Ritinha. Alguém se mexe atrás da cortina vestindo uma roupa preta e o rosto coberto. Os quatro se olham assustados. Eles correm e saem do estúdio. A pessoa sai por trás do traje e revela ser....


Vem comigo no passinho que hoje é estreia Brasiilll!!!
 

CARLOS LIRA: D-E-S-P-A-C-I-T-O.... Quiero respirar tu cuello despacito (peguei a letra no pai Google, porque não sou obrigado) ... lá, lá, lá, lá... Coorrta esse som produção, porque tenho certeza que ficou horrível (risos) Me segura, que estamos chegando Brasil!!! Gente do céu que emoção... Boa noite meu povo! Eu estou sentado porque não tenho condições de ficar de pé, depois que o piloto desse “pograma” foi aprovado pela WebTV. Socorro!!! E é com o coração a mil, respiração ofegante que estreamos o meu, o seu, o nosso talk show mais badalado do momento... (Gente que mer** foi essa?!) Desprezem esses momentos de fraqueza desse apresentador “mortadela” ... Vamos deixar de lero-lero, e partir para o que interessa, vamos lá! [...] Aqui no “Papo com o Autor” vamos tirar nossas curiosidades sobre os autores desse mundo virtual, queremos saber T-U-D-O! E claro, não poderia faltar muita confusão, gritaria e muito choro... Aqui vamos remexer vários pontos, e colocar assunto nas páginas do face. Queremos colocar fogo na rede (risos)... E para estrear com “banca” de patrão, e fazer uma estreia de “rexpeito”, vamos bater um papo daqueles, com nada mais, nada menos, que: Édy Dutra meu povo! Se “aprochegue”, Édy. Seja muito bem-vindo!

 
     

NO PROGRAMA DE HOJE:

     
 

“Eu não me envolvo muito em grupos, em postagens... Porque tudo vira circo. Eu não quero fazer parte desse circo.” Édy Dutra desabafa na estreia de “Papo com o Autor”

 
     

 

     
 

ÉDY DUTRA: (Risos) Boa noite, Carlos! Fico muito feliz com o convite. E vamos nessa! A noite vai ser boa!

CARLOS LIRA: Vamos fazer o possível... (risos) Então vamos lá, para iniciarmos então o nosso papo, vamos relembrar um pouco sobre sua carreira. Todo mundo tem um início aqui no mundo virtual, o meu por exemplo foi no Recanto das Letras onde inclusive lhe conheci. E o seu?! Onde deu o início da carreira aqui no mundo virtual de Édy Dutra?

ÉDY DUTRA: Eu comecei no extinto Portal Canal1.... 2009. Uma minissérie de época chamada Sons do Amor. O canal saiu do ar sem ninguém saber direito o porquê e aí eu migrei para o Scripland, que também tinha proposta de postar roteiros e tal. Muitos autores do Portal Canal1 foram pra lá. Mas no Scripland também não fui adiante. Foi quando eu descobri o Recanto das Letras. E aí a minha estreia no Recanto foi com Mar da Vida (que chegou a ser reprisada no TVN). No Recanto fiz Mar da Vida (novela), O Apagar da Estrela (minissérie) e Talismã (novela). Foi quando eu encontrei a WebTV e toda magia de uma emissora virtual séria. E aí mandei meu currículo (risos). Graças a Deus fui aceito e estou até hoje, fazendo minha 3ª novela. E feliz da vida.

CARLOS LIRA: Que bacana, Édy. Se não me falha a memória, quando conheci o Recanto e inicie trabalhos por lá, você estava ou já tinha estreado Talismã. Sou falho em datas (Risos)

ÉDY DUTRA: (risos) Talismã foi 2011/2012.

CARLOS LIRA: (risos) foi isso mesmo. Essas questões suas com emissora, foi praticamente igual a minha. Passei por esse fechamento de emissora também... Enfim esses empecilhos.

ÉDY DUTRA: Verdade... Até hoje não concluí a minissérie. (Risos) Quem sabe eu termine num futuro aí...

CARLOS LIRA: Possibilidades (risos)

ÉDY DUTRA: Né? (Risos) [...] Você chegou a participar a premiação que eu criei lá (Recanto das Letras), dos melhores do ano? Lembro que foi um marco, mobilizou a galera das séries, das novelas...

CARLOS LIRA: Você tocando no assunto, acho que lembro da premiação. Mas creio que não cheguei a participar, justamente por problemas em uma trama que estava exibindo... Agora vem cá, no seu currículo... Que sei que já é vasto, nos fale quantas novelas, séries, minisséries, você já escreveu...

ÉDY DUTRA: Não é tão vasto assim (risos) mas vamos lá... Novelas: Mar da Vida, Talismã, Passos da Paixão, Terra da Garoa e Escolhas da Vida (atual). Minissérie: O Apagar da Estrela e Sons do Amor (inacabada). Fiz um Especial também no Recanto. E trabalhei como supervisor de texto na novela Sol e Mar, do meu amigo Henrique Santos. Hoje ele não escreve mais no mundo virtual mas foi uma experiência bacana.

CARLOS LIRA: Modéstia no vasto em... (risos) Fiquei até com vergonha de expor o meu (risos)

ÉDY DUTRA: (Risos) [...] Mas eu não acho grande não, pra mim é normal. São quase dez anos escrevendo, tem gente que já fez muito mais em até menos tempo... Duas novelas por ano. Loucura! (Risos) [...] Eu faço uma obra por ano e olhe lá, não tenho pique... Sou velho né Carlos... Cabelos brancos... (Risos)

CARLOS LIRA: (Risos) Nem tanto vai. É uma carreira, digamos que, talvez não seja de quantidades, mas tenha certeza que é de qualidade, e olha que qualidade...

ÉDY DUTRA: Isso é uma coisa que eu prezo muito. Na qualidade do meu texto. Acho que consegui imprimir uma marca minha no mundo virtual e isso precisa ser mantido. Por isso não escrevo tanto quanto eu gostaria. Porque eu gosto de planejar bem tudo o que eu vou fazer. Cuidar muito bem do que eu estou escrevendo. Pra não fazer tudo a toque de caixa e deixar a quantidade falar mais alto do que a qualidade

CARLOS LIRA: Pois é.... E isso é algo que infelizmente não ocorre muito no mundo virtual, não julgo essa questão de quantidades, porque também já passei por essa fase. Antes, adorava criar histórias. Mal acabava uma e já iniciava outra, ou até tendo alguma em andamento já iniciava. Isso é muito uma questão de tempos, a gente vai aprendendo com as quedas.... (Espero que tenha aprendido (risos)) [...] Vamos seguir... Então pessoas, conhecido o nosso autor de hoje, um pouco de sua caminhada, já vimos que muito temos o que falar, né non?! [...] E então vamos caminhar pelo "pograma" com nossos quadros... Solta a vinheta do nosso primeiro quadro da noite...

ÉDY – Uhuuu...


Édy expressou bem sua animação!

 
     

 

     
   

 

     
 

CARLOS LIRA: Édy, o nosso primeiro quadro é o "REVELA AÊ!". Vamos tirar algumas curiosidades sobre o seu processo de criação... E é sobre esse processo, onde sabemos que pra se ter uma novela, precisamos de história, e pra chegarmos a história, sempre há algum percurso, alguma loucura (bem minha cara essa parte louca). Revela pra gente Édy, como você chega a história de sua trama?

ÉDY DUTRA:
Sabe que eu não sei muito bem como eu chego (risos) fantasiando muito né? (Risos)... Escolhas da Vida talvez seja a novela com a trama central mais "real", digamos assim, que eu já criei. Eu gosto de fazer histórias que sejam possíveis, ou contos de fadas que o público saiba que é fantasia, mas que embarque junto com personagens que possam existir de fato.

CARLOS LIRA:
A gente viaja muito... Eu mesmo tenho várias loucuras que senhor... (Risos) Essa questão de histórias meio que "reais" é bem bacana relatar, meio que curto isso também, afinal, querendo ou não, acabamos criando certas histórias que acontecem sempre mundo a fora...

ÉDY DUTRA:
Exato! Eu tenho um texto numa pegada mais lenta, mais ao natural. Então a história acompanha isso... Mas eu não tenho um caminho muito mirabolante para criar a história. Eu penso se aquilo pode render... Pode ser uma trama interessante... E se eu gostar, escrevo.

CARLOS LIRA:
Realmente um texto mais lento tornasse em um ponto que deixa mais próximo do real.... Boa, Édy. [...] Agora vem cá, depois de montada toda a história da trama, vem algo que eu amo e imagino “N” situações, que é a criação do título do enredo, um nome que vai caracterizar toda a história. O que você busca, ou como você chega a nomear suas tramas?

ÉDY DUTRA:
Sabe que eu tenho dificuldade em colocar nome nas histórias (risos).

CARLOS LIRA:
Sou o contrário então, também faço umas viagens loucas por esses nomes, acabo meio que "amexicanizando" os títulos de minhas tramas, gosto de nomes bem fortes sabe, que traga um ar de curiosidade, e claro tenha total cara da trama.

ÉDY DUTRA:
[...] Mas eu gosto de nomear a história com algo que tenha alguma relação com a trama. Mar da Vida era algo meio filosófico, da comparação da nossa vida com o mar, que às vezes é calmo, às vezes revolto... Que traz fartura, paz, tormenta, plenitude... Já Terra da Garoa era porque se passava em SP mesmo. Com múltiplas histórias, personagens diferentes... Bem como é SP. Então vou escolhendo assim.... Mas é difícil. Escolhas da Vida demorou para bater o martelo com esse nome (Risos).

CARLOS LIRA:
[...] Dando sequência... a gente monta a história, passa por todo o processo de criação de personagens, nomeia a trama, mas sempre a aquele ponto em que queremos dar mais cara as tramas, algo que ocorre pelo fator das escalações fictícias do elenco. Você é adepto as escalações?

ÉDY DUTRA:
Sim. Já crio os personagens pensando nos atores. Não consigo escrever um personagem sem ter a cara dele ali já. Falando, trejeitos... Adoro escalar elenco (Risos)... E claro, tenho minha panelinha de atores especiais.

CARLOS LIRA:
Gente, igualzinho a minha pessoa (risos)... Adoro escrever cenas imaginando determinado ator/atriz falando... Quanto a panelinha, confesso que também tenho a minha (risos)... Pra gente finalizar esse primeiro quadro, acho que deve ocorrer muito com os autores, pelo menos comigo ocorre muito. Que é justamente o seguinte, apesar de fecharmos a história e escrever determinados capítulos há uma certa mudança, seja em rumos da história, seja o futuro e/ou presente de tal personagem... Isso realmente ocorre, ou nunca lhe ocorreu tal situação?

ÉDY DUTRA:
Nunca precisei mudar a história de um personagem por pedido ou até rejeição do público. Até porque, eu tenho a história pronta até a metade. Sempre. Monto a sinopse a história até a metade. Dali em diante, nem eu sei como vai seguir a trama (risos)... Aí vai dependendo das situações em que os personagens estão inseridos. Se precisar ir embora, ele vai. Se precisar morrer, vai morrer. Mesmo sem estar previsto na sinopse. [...] Escolhas da Vida eu sei tudo o que vai acontecer até a metade. Até o ponto X. Depois, só Deus sabe... (risos)

CARLOS LIRA:
Gente!!! Comigo é diferente então, tem capítulo que vejo que o personagem não vai render mais, e trato logo de matar, mas claro sem prejudicar a trama...

ÉDY DUTRA:
Eu não consigo matar por matar. Se for morrer, tem que ter um contexto ou vou mantando mesmo por pena... (Risos)

CARLOS LIRA:
(Risos) Eu gosto de sangue... (mentira, detesto, mas mato mesmo (risos)). Bom, então algumas das revelações iniciais de Édy nós obtivemos nesse quadro Brasil.... E olha que ainda vem muito mais... SEGUE A VINHETE DIREÇÃO, vamos que ainda tem chão...

ÉDY DUTRA:
Boraaaa...

 
     

 

     
   

 

     
 

CARLOS LIRA: Édy, saímos do Revela, onde conhecemos um pouco do seu processo de criação e afins. E chegamos então ao nosso segundo quadro da noite, o "Me Identifico?!" [...] No "Me identifico?!" a pergunta é única e o espaço é todo livre pra você. Nesse quadro, você tem o espaço pra fazer uma comparação sua com algum autor de telenovela ou série de TV. Fica a seu critério. Aqui você vai comparar, e claro nos falar um pouco dessa sua comparação. E como a gente é curioso... Lógico que vamos querer saber qual trama e qual personagem do autor você mais gosta, já adianto que seja de preferência vilã/vilão que a gente é do crime (risos)... Brincadeira. Enfim, o espaço é todo seu, rasga tudo que tem pra rasgar, e nos conte essa “comparação”, porque tô louco pra saber...

ÉDY DUTRA:
Vamos nessa! [...] Me identifico... Três autores: Manoel Carlos, Lícia Manzo e Gilberto Braga. Manoel e Lícia pelos textos maravilhosos. Sou devoto deles. É algo tão natural que s gente se sente parte da história. Como se fosse da vida de alguém próximo. Me inspiro neles. E Gilberto Braga pela criação dos personagens também. Principalmente aqueles de caráter duvidoso (risos) Beatriz e Laura (Celebridade), Branca (Por Amor), Alice (Paraíso Tropical), Helena (Mulheres Apaixonadas), Olavo (Paraíso Tropical), Renato (Celebridade), Eva (A Vida da Gente), Pedro (Sete Vidas), Miguel (Sete Vidas), Laila (Sete Vidas) ... E tantos outros... Bebel (Paraíso Tropical), Marta e Alice (Páginas da Vida) vilãs incríveis. [...] Escolhas da Vida é a novela mais próxima deste autores que citei, principalmente Lícia porque não há um vilão ou vilã. Existem personagens que tomam atitudes erradas mas não pelo gosto de fazer mal a alguém. Todos têm seus motivos ali. E a história vai rolando... Diferentemente das outras tramas que eu já escrevi onde havia o vilão ou a vilã principal e que fazia tudo pra atrapalhar a vida dos mocinhos. Está sendo diferente escrever dessa forma (risos)... Mas estou gostando do resultado.

CARLOS LIRA:
Uma comparação e tanto, em! Gente do céu... Fechou, fechando com esses três grandes autores. Quando você me relatou que gosta do texto numa pegada mais lenta, de cara me veio o Maneco na cabeça. Considero a Lícia um Maneco da nova geração. Ambas as tramas dos dois são parecidíssimas na levada. Amo "A Vida da Gente". Quanto ao Gilberto, esse homem é um monstro das vilãs/vilões, se tem uma coisa que ele sabe é trazer isso pra gente (Lógico que retirando a desastrosa Babilônia, que pra mim não merece nem ser lembrada... Só acho!) [...] Conhecido mais uma curiosidade do Édy, partimos então para o próximo quadro. Quadro esse que vamos voltar às origens do autor...

ÉDY DUTRA:
Opa!!!


Édy passando na sua timeline todo beleza!

 
     

 

     
   

 

     
  CARLOS LIRA: Menino que nem chamei o quadro e já apareceu... Te cuida que a direção está com pressa... (risos) Esse nosso próximo quadro é o “Revirando o Baú”.

ÉDY DUTRA:
Uiaa...

CARLOS LIRA:
Calma Édy... O revirando o baú é mais ou menos isso que você deve estar pensando... Vamos revirar o seu passado... Mas pode respirar aliviado, e deixe de suar, calma que não são seus podres, by: TV Fama... (Risos) Vamos revirar o baú da sua primeira trama, conhecer um pouco dos personagens, do que teve de babado, lógico! [...] Então segue o fluxo... Édy, nos conte qual era o título de sua primeira trama.

 

 

 


Bora revirar esse báu de “Sons do Amor”!


ÉDY DUTRA:
TV Fama (risos)... A primeira de todas foi Sons do Amor... Minissérie de época que misturava fatos reais com ficção. Uma coisa meio Maria Adelaide...

CARLOS LIRA:
Então é isso meu povo e minha pova. É o baú de "Sons do Amor" que vamos revirar. Vamos relembrar algumas coisas da trama...


Logo de “Sons do Amor” – Arquivo Pessoal do autor
 

CARLOS LIRA: Como relatei antes, a gente é do crime mesmo, nascemos pra ser carga pesada... (Cancela isso... Sem confissões comprometedores em épocas de lava jato (risos)) [...] Bom... É nessa pegada que queremos saber quem foi que aprontou todas em "Sons do Amor", quem foi o bandido(a) da trama?

ÉDY DUTRA:
Sons do Amor tinha como mocinhos Maria Helena e Inácio. Nas vilanias, tinha Úrsula. Muito amargurada e invejosa. E o Jerônimo, pai de Maria Helena.

CARLOS LIRA:
Conta aqui pra gente quem aprontava mais, Úrsula ou Jerônimo?

ÉDY DUTRA:
Jerônimo! O romance de Maria Helena e Inácio era proibido. Porque era inter-racial. Ela descendente de alemães. Ele, negro mas rico pois era filho de um poderoso fazendeiro. Então Jerônio aprontou poucas e boas... Armou casamento da filha com outro rapaz por interesses comerciais.../

CARLOS LIRA:
Gente... Já ia perguntar uma armação de Jeronimo... (risos) Pensamos juntos!

ÉDY DUTRA:
(risos) [...] Pela época da história ele era muito machista, a esposa era submissa. Como a história não foi concluída não deu tempo dele aprontar mais. A Úrsula era vilã secundária que invejava a família de Jerônimo. Ela estava uma classe mais baixa e isso pra ela era uma humilhação. Culpava o marido. Projetava na única filha, Valentina, toda a sua esperança de estar e ser uma das mais ricas e prestigiadas mulheres da sociedade...

CARLOS LIRA:
Jeronimo então é um vilão bem "Benedito Ruy Barbosa"... Gosto também de criar vilões com esses trejeitos...

ÉDY DUTRA:
Siiiim... Bem ao estilo Benedito.

CARLOS LIRA:
Conhecidos os protagonistas e os cachorrões da trama. A gente sempre escreve um personagem ao qual acabamos nos apegando, e que se torna uma espécie de Protagonista dois. Em "Sons do Amor" quem era esse personagem?

ÉDY DUTRA:
Quitéria... (Risos) Era escrava na família do Jerônimo, melhor amiga e confidente da Maria Helena. Era animada, inquieta, intrépida... Gostava de escrever as cenas dela.

CARLOS LIRA:
Esses personagens assim, sempre é um prazer de escrever... Agora Édy, quero saber de você qual foi a cena que marcou, enquanto você escreveu e depois chegou a rever no capítulo de "Sons do Amor"?!

ÉDY DUTRA:
A entrada no Inácio na Sociedade Orpheu. A Sociedade Orhpeu existe de verdade. É o clube social mais antigo do Brasil em atividade. Em 2018 completa 160 anos. Era uma sociedade voltada para os brancos, alemães. Então na história (que é verídica), D. Pedro II visita a sociedade junto com a Princesa Isabel. Uma grande festa. Jerônimo é o presidente da sociedade e tal. É um momento importante. Eis que chegam na festa, Augusto (pai de Inácio, fazendo poderoso) acompanhado de Inácio. Negro. O único negro que não era escravo na festa. Foi muito bacana escrever essa sequência.

CARLOS LIRA:
Então, se o autor nos fala que foi uma cena inesquecível, lógico que queremos rever... Então como a gente tenta fazer um “programa de rexpeito”, conseguimos essa exclusiva pra vocês, Segue a cena Brasil:

~Espaço cena especial~

OBS: Nesse espaço disponibilizamos a cena, a qual o autor comentou ser inesquecível escrever. Infelizmente por se tratar de uma obra que foi finalizada a alguns anos, o autor Édy Dutra esforçou-se para nos disponibilizar e assim conferir tal cena, mas o mesmo não encontrou nos seus arquivos. Uma pena! A Equipe do programa agradece toda a atenção que o autor nos deu e todo o esforço do mesmo para nos ajudar com esse “extra” no nosso conteúdo.

CARLOS LIRA:
Seguimos o bonde do “Revirando” ... Bom Édy, Acho que quando a gente chega a finalizar, ou com um tempo, rever o que foi escrito em cada capítulo da trama, deve bater aquele pontinho de mudança em algum rumo da trama... Uma cena diferente, ou mais forte, ou mais leve. Mudança como um todo. Em "Sons do Amor", você chegaria a mudar algo?

ÉDY DUTRA:
Eu ainda não sei se mudaria. Como eu disse anteriormente, é muito difícil eu mudar rumo de personagem ou história... Eu gosto de ir no projeto até o fim. Na mesma ideia. Até porque eu sou muito metódico. Eu gosto de fazer tudo certinho como planejei. Se tem que mudar já me preocupa... (Risos)

CARLOS LIRA:
(Risos) ótimo Édy! [...]O papo estava maravilhoso, reviramos um pouco o baú de “Sons do Amor”, mas precisamos dar seguimento ao programa, porque temos horário a cumprir gente... Socorro! [...] Estava tudo muito bom, tudo muito bem, muito pacifico até... (Risos) Mas precisamos colocar o “pograma” na boca do povo... Por isso resolvemos idealizar esse quadro um pouco mais bombástico, porque eu quero ver é a coisa pegando fogo. Então, roda ai a vinheta do próximo quadro...

ÉDY DUTRA:
Bomba???

CARLOS LIRA:
Esperamos que muitas... É tiro, porrada e BOMBA!

 
     

 

     
 

 
 
     
 

CARLOS LIRA: É nessa pegada de desejo por muito fuzuê que começamos o “Não sou obrigado a nada!”. Nesse quadro a intenção é tentar arrancar uma faísca pra pegar fogo nesse programa... (Risos) Nem tanto, vai... Mentira! Queremos é incendiar mesmo... (Risos)


É “casos de família” SIM!


ÉDY DUTRA: (Risos) Briga! Briga!

CARLOS LIRA: Bom! Vamos lá... Édy, nesse quadro você terá espaço livre, assim como no “Me identifico?!”. Você pode falar mal de uma pessoa, uma obra, uma emissora... O espaço é todo seu... Queremos confusão e gritaria mesmo, que é pra ter audiência... (Cancelaaaaaa) (risos) [...] Queremos ver as páginas do face bombardeadas de comentários... Me ajude nesse fuzuê, e a bola é toda sua Édy...

ÉDY DUTRA: (Risos) Pois bem... Eu vou botar a boca no trombone pra reclamar da futilidade do mundo virtual hoje. Não falo de ninguém especificamente, falo de uma forma geral. Há tempos venho pensando nisso. O MV tem gente talentosa. Gente que faz trabalhos primorosos, dignos de profissionais. Mas tem muita gente que está aqui só pra atrapalhar. Pra fazer merda mesmo. Muita gente querendo ser lacradora mas que não sabe nem fazer o seu trabalho direito. Carlos... Você esteve no Recanto comigo. Lembra o que tínhamos de audiência? ... De leituras, Feedbacks... Fizemos o auge da sessão de roteiros. Lembra?

CARLOS LIRA: Super lembro. Um Tempo Maravilhoso, de obras maravilhosas.... Havia uma harmonia (até certo ponto), leituras magníficas... Gente eram leitores, cerca de 400 ou mais de leitores por post de cada autor... Havia um respeito entre todos, o que é mais importante. O Pessoal sabia respeitar as tramas dos colegas...

ÉDY DUTRA: Limpar as pragas que só querem mídia e que são uns merdas. E mostrar os trabalhos sérios que temos aí... Gente, ninguém no país faz o que a gente faz. Ninguém. Temos TUDO para ter uma visibilidade estrondosa, mas eu vejo que o objetivo se perde por briguinhas de " Fake A falou da história do Fake B", "Autor Z era na verdade Y e enganou todo mundo". Fake que faz crítica sem nunca ter obra relevante. Isso é outra coisa que atrapalha. Crítico tem que mostrar a cara!!!! Eu só vejo os críticos escrevendo (na maioria das vezes) palavras negativas... Não vejo uma crítica de incentivo, um panorama sobre o MV. Os críticos deveriam ser os primeiros a promover nossas obras. Idem os blogs, os sites de notícias.... Senão a gente vai acabar. E vamos acabar com obras grandiosas sendo comparadas de forma errônea com novelas/series de qualidade muito duvidosa. Falta humildade... Falta interesse em aprender, em respeitar os trabalhos... Você vê que eu não me envolvo muito em grupos, em postagens... Porque tudo vira circo. Eu não quero fazer parte desse circo. Eu entrei aqui acreditando fazer parte de um movimento inovador que já tem ANOS de história mas que queria crescer ainda mais. Mas ficamos perdidos no meio de uma briga de egos sem fim. A emissora mais poderosa, o autor mais lacrador, o crítico mais temido. É complicado. Por isso também que escrevo a minha última novela. Eu não tenho tempo devido aos compromissos da minha vida, enfim. Mas também não quero ficar me esforçando, criando histórias para que fiquem em segundo plano diante de brigas inúteis. Ou o MV amadurece mesmo ou ele acaba. Não vejo outro caminho.

CARLOS LIRA: Tô falando... É disso que o povo gosta! Édy tô te aplaudindo de pé, porque realmente você arrebentou nesse comentário, falou e tocou na "ferida" que apodrece o MV. Uma pena ser sua última trama, esperamos que possa mudar de ideia, enfim... vamos dar uma equilibrada agora. (Risos) A gente quer ver fogo, mas logo jogamos agua fria no furdunço.


Édy merece todos os aplausos!


ÉDY DUTRA: Desabafei... Estava engasgado!

CARLOS LIRA: Super te entendo nesse ponto. É por essas e outras que perdemos grandes nomes no MV... E seguindo o nosso programa, vamos, que vamos...

 
     

 

     
   

 

     
 
Esse quadro é só amor!
 

CARLOS LIRA: Meu povo, meus queridos e amadinhos desse mundo virtual, a gente também é do bem, tá?! [...] E é por isso que criamos o “ESSA É PRA VOCÊ!”. Édy, Já que você nos recordou algo que sempre ocorre em todo ramo que seguimos, nesse quadro a gente quer mostrar que sempre há coisas melhores nesse meio virtual, do que absurdos como o exposto por você. E nesse quadro, você também terá o espaço livre pra homenagear uma trama, um colega... O Espaço é todo seu. É o momento fofura do nosso bate papo...

ÉDY DUTRA: Vou falar dos autores que me marcaram de forma muito positiva. Wesley Alcântara. Mas que eu chamo de Leley. Adoro esse cara. Um carinho enorme pela pessoa que ele é, pelo profissional. E claro, pelo autor. Fiz muita torcida pra ele ir pra WebTV hehehe Escreveu "Poderosa", que foi uma baita novela!! E é um exemplo de dedicação. Leley, love you. [...] Falo também de Cristina Ravela. Impossível falar de mundo virtual sem falar de Raiza. Um marco na história da dramaturgia virtual. Todas as reverências do mundo pra ela. [...] Rynaldo. Esse sim é o ÚNICO que pode ser LACRADOR. Esse pode ter o carimbo de lacre. Um autor de mão cheia e um exemplo para mim também. Todo sucesso do mundo Ryna!!! Divo! [...] E por mim, mas não menos importantes... Bruno Olsen e Diogo de Castro. Meus fiéis escudeiros da WebTV. Eu AMO esses caras. De verdade. Eles são pessoas magníficas. Viramos amigos mesmo. Tenho uma honra incrível de poder contar com eles nessa minha trajetória no MV. Meninos, vocês são fodásticos.


Um “Bitmoji” especial do Édy pra todos vocês!
 

CARLOS LIRA: Boa, Édy! Assim você nos prova realmente que o mundo virtual graças a deus não está empestado de “embustes”, e sim, podemos colher e atribuir pessoas magnificas nas nossas vidas, advindas das redes sociais. O Respeito, carinho e amizade não se restringem ao pessoal... Muito belo o seu gesto e suas palavras... E é assim que vamos se aproximando do fim, segue a vinheta do próximo quadro...

 
     

 

     
   

 

     
 
Estamos chegando ao fim!
 

CARLOS LIRA: Estamos chegando ao fim do nosso programa, mas antes de despedir, a gente precisa acrescentar mais ao programa, não é “meixmo” ?! Bom, queremos exclusiva! Sabemos que você está ao ar com "Escolhas da Vida", mas queremos saber de novos projetos, ou o que esperar de babado, confusão e muito fuzuê em "Escolhas da Vida"?

ÉDY DUTRA: (Risos) Escolhas da Vida é sim a última novela. Não irei escrever mais para o MV.
Talvez projetos menores mas não vejo isso com tanta certeza. Por ser a última novela, ela tem todo um carinho especial. Estão no ar capítulos importantes da história, que tem como protagonistas um casal homossexual (Fernanda e Paula). Elas decidem por ter um filho através de reprodução assistida. Só que a Fernanda vai acabar se apaixonando pelo Diogo, o doador do material genético para a fertilização. Basicamente a trama é essa... A sinopse vai até ali. (Risos) E eu cheguei na parte de escrever dali adiante... Então tem muita água pra rolar... O que vai ser desse triângulo amoroso tão inesperado? [...] Fernanda vai abandonar a Paula? [...] Paula vai deixar a Nanda ir embora com outro cara? [...] Como vai ser essa relação? [...] Será que eles não Serão amigos? [...] Eu mesmo me questiono dos caminhos que a história pode seguir e vou me surpreendendo com as respostas. Espero que vocês acompanhem tudo porque está sendo feito com muito carinho. Uma produção primorosa da WebTV, com novo layout... Divino!

CARLOS LIRA: Ok! Ok! Ok! É exclusivo Brasil! Então é isso gente. Supriu as expectativas do furo (risos)... Édy foi um enorme prazer contar com você nessa estreia. Um papo maravilhoso, espero que tenha gostado, e que o público também tenha curtido.

ÉDY DUTRA: Mas já acabou??? Não tem mais um quadro? [...] Passou rápido!!!

CARLOS LIRA: Gostaria. Mas por enquanto foi o que deu pra montar com o orçamento liberado... (Risos) Estamos num momento de crise, e além do mais, depois do presida gastar rios de “bufunfa” com o novo site... Ai, ai... Édy, um enorme prazer ter tido esse papo...

ÉDY DUTRA: Carlos, muito obrigado de coração pelo espaço, pela oportunidade. Eu fico feliz em participar dos programas. Gosto de contribuir para este entretenimento também. Sempre que precisar pode chamar. Valeu mesmo!

CARLOS LIRA: Eu que agradeço, foi maravilhoso o papo. Nossa, superou todas as minhas expectativas, foi gostoso debater com você. É de um prazer enorme contar com um autor talentosíssimo como você na estreia. [...] Sei que devem estar tristes, se esperneando, mas o nosso tempo acabou meu povo... Uma boa noite pra você leitor, um “xeru nos zói” e até o próximo programa se assim o diretor nos permitir, a audiência satisfazer... E antes de finalizar um último recadinho: O “pograma” acaba aqui, mas por inês brasil, cloe, neyde e todos os memes da internet, espero que curtam, comentem, metam crítica, mas pelo amor de deus falem do programa... (Risos) Valeu...


Tchau pessoal, até a próxima vez!.

 
     

 

     

apresentação
Carlos Lira

convidado
Édy Dutra

produção
Bruno Olsen
Cristina Ravela

entretenimento

contatoredewtv@gmail.com


REALIZAÇÃO


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Proibida a cópia ou a reprodução
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