Escolhas da Vida - Capítulo 24


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CAPÍTULO 24
 
     
     
     
     
 
 
 

CENA 01. HOSPITAL. QUARTO. INT. NOITE.

 

Continuação do capítulo anterior. Paula pressiona Fernanda.

 

PAULA: - Eu estou me perguntando agora, até onde eu ainda tenho participação na sua vida. Até onde?!


FERNANDA
: - Paula, você é fundamental para mim! É melhor você se acalmar, não vai ser assim que a gente vai resolver as coisas.


PAULA
: - E vai ser como, então? Com você trazendo essa aproximação com o Diogo pra perto da gente o tempo todo? Ele não tem nada a ver com a nossa história, Nanda. Se não fosse o Matheus me chamar...


FERNANDA
: - Eu achei que você ainda estivesse magoada comigo.


PAULA
: - Estava! E com razão! Mas quando eu acho que vou superar, vem um balde de água fria.


FERNANDA
: - Eu não quero, nunca quis, causar esse estrago todo na nossa relação, Paula.


PAULA
: - O problema é que o estrago já foi feito, Fernanda. E eu não me sinto segura do seu lado. Você precisa realmente decidir o que quer. Aqui ninguém é criança.

 

Silêncio. As duas a se encarar.

 

FERNANDA: - Alguma notícia dos médicos?


PAULA
: - Nada. Seus pais estão ali fora. Eu vou sair.


FERNANDA
: - Não. Fica. Fica, por favor.


PAULA
: - Melhor não, Nanda. Agora quem precisa de um tempo para colocar a cabeça no lugar, sou eu.

 

Paula se retira. Fernanda tenta conter as lágrimas.

 

CORTA:

 

CENA 02. HOSPITAL. SALA DE ESPERA. INT. NOITE.

 

Paula surge por ali, enxugando as lágrimas. Matheus e Roberta a avistam.

 

MATHEUS: - Paula! Onde você esteve?


ROBERTA
: - É, garota. Você deu um perdido na gente.

 

Paula encara os dois, percebe também Norma e Arthur, este a encara com desdém. Paula sai, sem dizer nada. Matheus e Roberta trocam olhares.

 

MATHEUS: - Vou lá com ela.

 

E sai. Roberta volta pro sofá.

 

NORMA: - O que será que aconteceu com ela?


ARTHUR
: - Espero que tenha sido algo bem merecido.


NORMA
: - Pra quê esse rancor, Arthur?


ARTHUR
: - Olha onde nós estamos, Norma! Num hospital, com nossa filha correndo risco. Tudo por causa dessa daí.

 

CORTA:

 

CENA 03. RUA. EXT. NOITE.

 

Paula caminha pela calçada do hospital, procura um táxi, quando Matheus a alcança.

 

MATHEUS: - Nossa, Paula! Você tem asas nos pés?!


PAULA
: - Quem me dera se eu pudesse ter asas. Eu voaria para bem longe daqui.


MATHEUS
: - E levaria a Nanda com você?


PAULA
: - É o meu maior desejo. Mas eu não sei ainda se ela gostaria de voar comigo.


MATHEUS
: - Essa história toda deixou ela confusa.


PAULA
: - Eu sei. Ela vai precisar de um tempo. E eu também. Eu já vou indo pra casa. Qualquer coisa, você me avisa?


MATHEUS
: - Claro, amiga. Pode deixar.

 

Paula faz sinal para um táxi que se aproxima e estaciona, ela entra, o carro sai. Matheus pega o celular, olha o visor.

 

MATHEUS: - Aff, nada ainda...

 

CENA 04. APTO TOMÁS E GUSTAVO. QUARTO. INT. NOITE.

 

Tomás encara o celular de Gustavo no criado mudo. Ele toma coragem e pega o aparelho, abre o app de mensagens. CAM foca no visor o nome de MATHEUS no topo da lista.

 

TOMÁS: - Matheus... Então é você!

 

Tomás escuta barulho do chuveiro sendo desligado. Rapidamente, ele deixa o telefone no criado mudo e volta para a cama. CLOSE em seu olhar vingativo.

 

CENA 05. APTO OSVALDO E REGINA. SALA. INT. NOITE.

 

Regina e Mariana se encaram, após esta levar um tapa da mãe.

 

MARIANA: - Você está louca?!


REGINA
: - Louca está você, Mariana!


MARIANA
: - Você não tem esse direito! Eu faço da minha vida o que eu quiser!


REGINA
: - Eu não vou deixar você estragar a sua vida ao lado desse rapaz que só quer se aproveitar de você!


MARIANA
: - Você não sabe nada do Alex, mãe! Ele me ama de verdade!


REGINA
: - Ama! Ama tanto que mentiu pra você! Escondeu que era garoto de programa!


MARIANA
: - Mas agora não é mais! Acabou isso tudo! A gente se ama e eu vou ficar com ele, a senhora querendo ou não!

 

Regina segura firme o braço de Mariana.

 

REGINA: - Esse negrinho fuleiro não vai entrar para a nossa família!


MARIANA
(soltando-se): - Então eu saio!


REGINA
: - Como é que é?!


MARIANA
: - Isso mesmo! Se eu não posso ficar com o Alex aqui, eu saio de casa.

 

Osvaldo chega da rua, percebe o clima.

 

OSVALDO: - O que está acontecendo aqui?


REGINA
: - A sua filha, Osvaldo, está de novo com aquele delinquente!


OSVALDO
: - Isso é verdade, Mariana? Esse rapaz não é para você, filha!


MARIANA
: - Quem disse? Ele é o amor da minha vida! A gente se ama, muito! Eu senti isso ontem... A cada beijo, a cada toque...

 

Em Regina, incomodada com os dizeres de Mariana.

 

MARIANA: - Não foi ilusão, não foi mentira. Eu senti que ele estava falando a verdade. Ele largou essa vida de garoto de programa, se mostrou arrependido.


REGINA
: - É mentira!


MARIANA
: - Ele me beijava com tanto carinho, com tanto afeto...

 

Regina acerta mais um tapa em Mariana. Osvaldo segura a esposa.

 

OSVALDO: - Regina, pare!


REGINA
: - Você só pode estar doente, Mariana! Doente! Se envolvendo com esse preto imundo!


MARIANA
: - Imunda é sua alma preconceituosa, mãe! A doente aqui é você!

 

Mariana se retira.

 

OSVALDO: - Regina! O que foi isso?!


REGINA
: - Ela me tira do sério! É inacreditável que você não faça nada para impedir que a nossa filha destrua a vida dela desse jeito!


OSVALDO
: - Nós vamos fazer alguma coisa, mas não podemos perder a cabeça assim! Calma! Eu vou tomar um banho, depois falamos melhor.

 

Osvaldo sai. Regina senta-se no sofá.

 

REGINA: - Se ninguém vai fazer nada, eu vou.

 

CENA 06. JOQUER. SALA DIOGO. INT. NOITE.

 

Diogo sentado em sua mesa, sonolento. Rick o observa.

 

RICK: - Está tudo bem, meu amigo?


DIOGO
: - Está sim. Só acho que eu bebi demais.


RICK
: - Bebeu pouco, por incrível que pareça.


DIOGO
: - Mas, sei lá. Sensação estranha.

 

Diogo tenta levantar, desequilibra, se apoia na mesa.

 

RICK: - Melhor você ficar sentadinho aí.

 

Carla entra no local.

 

RICK: - Olha quem chegou! Temos visita!


DIOGO
: - Carla? O que você está fazendo aqui?


CARLA
: - Estava passando pela Joquer, resolvi entrar, dar um oi. Pelo visto, a festa foi boa aqui também.


DIOGO
: - Teve festa nenhuma, só uns goles com o Rick. Mas você pode ir, não está convidada.


CARLA
: - Nossa, Diogo... Você já foi mais educado e afetuoso comigo.


DIOGO
(levanta): - Você ultimamente não tem sido educada nem afetuosa comigo também.

 

Diogo cai na cadeira novamente. Rick e Carla trocam olhares, cúmplices.

 

RICK: - Acho melhor eu te levar pra casa.


CARLA
: - Não, Rick. Você precisa ficar aqui para tomar conta da Joquer. Deixa que eu levo o Diogo pra casa.


DIOGO
: - Eu não preciso de ajuda.


RICK
: - Diogo, deixa de ser teimoso. A Carla tem razão. Ela te deixa em casa, de boa.


CARLA
: - Vem, vem comigo, Diogo. Prometo não fazer nada com você. A menos que queira!

 

Diogo resiste mas vai, se apoia em Carla, que sorri, satisfeita para Rick. Os dois saem da sala.

 

RICK: - Essa história vai dar o que falar.

 

CENA 07. HOSPITAL. QUARTO. INT. NOITE.

 

Fernanda recebe Matheus, Roberta, Arthur e Norma.

 

FERNANDA: - Que bom ter vocês aqui comigo.


NORMA
: - Melhor ainda saber que você e o bebê estão bem e que amanhã mesmo você recebe alta!


ROBERTA
: - Não entendo porque os médicos demoram tanto para dar essas informações. A gente fica com coração na mão!


MATHEUS
: - Como você está se sentindo, Nanda?


FERNANDA
: - Fisicamente, estou bem. Mas aqui dentro, no meu coração, está tudo tão bagunçado.


ARTHUR
: - No coração, na cabeça...


NORMA
(repreende): - Arthur, por favor!


ARTHUR
: - E não é?


FERNANDA
: - É, mas não dessa forma como o senhor está pensando, papai. Aliás, fico feliz de ver você. Depois de tanto tempo.

 

Arthur esboça um sorriso.

 

ROBERTA: - Vamos indo, Matheus? Vamos deixar a Nanda com os pais.


MATHEUS
: - Vamos sim. A gente se fala amanhã, meu amor.


FERNANDA
: - Obrigada! Obrigada por tudo! Amo vocês!

 

Roberta e Matheus se despedem. Norma senta-se ao lado da filha na cama, abraça Nanda.

 

NORMA: - Ah, meu bebê... Não importa quantos anos tiver, vai ser sempre o meu bebê, minha boneca, minha princesa.


ARTHUR
: - Princesas casam-se com príncipes, só para lembrar.


FERNANDA
: - Princesas são felizes, papai. Independente de quem estiver com elas.

 

Alguém BATE à porta, que se abre em seguida. É Gabriel, com um buquê de rosas vermelhas.

 

FERNANDA: - Gabriel?!


GABRIEL
(entrando): - Eu não poderia deixar de vir te visitar, Nanda. Como você está?


FERNANDA
: - Estou bem, obrigada. Como você ficou sabendo?


GABRIEL
: - As notícias correm...


NORMA
: - Eu até já posso saber quem deu a notícia.

 

Norma encara Arthur, que disfarça.

 

ARTHUR: - Vem, Norma, vamos deixar os dois conversarem em paz.


NORMA
: - Tá certo. (a Nanda) Estou ali fora. Qualquer coisa, me chama.


FERNANDA
: - Está tudo bem, mãe.

 

Norma e Arthur saem.

 

GABRIEL: - Onde eu deixo as flores?


FERNANDA
: - Pode colocar ali na bancada.


GABRIEL
(colocando as flores no vaso): - Eu vim o mais rápido que eu pude. Fiquei muito preocupado. (volta-se para Fernanda) Você sabe que eu sempre me preocupei, e muito, com você.


FERNANDA
: - Sim, eu sei. Fico muito agradecida por isso, Gabriel.


GABRIEL
: - E o bebê?


FERNANDA
: - Tudo bem. Com ele e comigo. E você, como está? Faz tempo que não nos vemos. Na última vez, que eu me lembro, você tentou me deixar bêbada no aniversário do meu pai.


GABRIEL
: - Que bela lembrança você guardou de mim.


FERNANDA
: - Eu guardo aquilo que as pessoas me mostram... (risos) Mas, apesar de tudo isso, não guardo mágoa sua não, Gabriel.


GABRIEL
(esperançoso): - Verdade?! Aquela outra não está por aqui não né? Escondida em algum lugar... Porque se ela escuta isso é capaz de me matar só com o olhar.


FERNANDA
: - Aquela outra se chama Paula. Eu sei que você gravou bem o nome dela. Mas ela não está aqui não.


GABRIEL
: - Fiquei sabendo que vocês terminaram.


FERNANDA
: - Nós não terminamos. Você precisa checar melhor a sua fonte de informações.


GABRIEL
: - Então você continua com a Paula?


FERNANDA
: - Sim.


GABRIEL
: - E o Diogo aceita isso numa boa?

 

Fernanda se mostra surpresa.

 

GABRIEL (brinca): - Ele parece tão careta. Não sabia que curtia um ménage à trois.


FERNANDA
: - Como você sabe do Diogo?


GABRIEL
: - Talvez as minhas fontes não estejam tão ruins assim.


FERNANDA
: - Olha só, Gabriel, você não tem nada que ficar cuidando da minha vida, tá legal? Não te diz respeito.


GABRIEL
: - Tudo bem, eu não quero chatear você, neste momento delicado. Mas eu vou te dizer uma coisa, uma única coisa, Nanda: o homem da sua vida sou eu.

 

Os dois ficam a se encarar por um instante.

 

GABRIEL: - Acho que eu vou indo.


FERNANDA
: - É melhor.


GABRIEL
: - Fique bem. Nos falamos.

 

Gabriel sai. Fernanda fica pensativa.

 

CENA 08. CASA MILTON. QUARTO CARLA. INT. NOITE.

 

Carla entra com Diogo, deita ele na cama. Tira as roupas dele e também se despe. Em seguida, faz fotos abraçada nele, como se estivessem juntos após uma noite de amor.

 

CARLA: - Diogo, esteja preparado para o turbilhão de emoções que vai acontecer amanhã.

 

Ela ri, satisfeita.

 

CENA 09. RIO DE JANEIRO. EXT. DIA

 

Takes rápidos da cidade e sua movimentação noturna. Nasce um novo dia.

 

CENA 10. REVENDA DE CARROS. ESCRITÓRIO. INT. DIA.

 

Osvaldo entrega um documento a Siqueira, que analisa.

 

OSVALDO: - Não pensa demais.

 

Siqueira pega uma caneta na gaveta, folheia o documento e assina.

 

SIQUEIRA: - Pronto.


OSVALDO: -
Sábia decisão.

 

Eles dão um aperto de mãos. Alguém BATE na porta.

 

SIQUEIRA: - Entra.

 

Lauro entra.

 

LAURO: - Não sabia que estava ocupado, Siqueira. (encara Osvaldo)


OSVALDO: -
Na verdade nós já terminamos.


SIQUEIRA: -
Entra, Lauro. É bom que esteja aqui.


LAURO
: - Tá tudo bem?


OSVALDO: -
Isso depende.


LAURO
: - Não entendi.


SIQUEIRA: -
É que eu acabei de fechar negócio com o Osvaldo. Ele me fez uma proposta e eu tomei a decisão de vender a revendedora. Você e os demais colaboradores estão sendo dispensados.


LAURO
: - O que?

 

Na surpresa de Lauro.

 

CENA 11. CLÍNICA BERTOLINI. INT. DIA.

 

Olivia trabalhando na recepção com uma colega. Tempo e Paula surge.

 

OLÍVIA (surpresa): - Paula?


PAULA: -
Posso falar com você?

 

Em Olívia, surpresa.

 

CORTA:

 

CENA 12. CLÍNICA BERTOLINI. COPA. INT. DIA.

 

Olívia serve um café a Paula. Elas estão sentadas em volta de uma mesinha pequena.

 

PAULA: - Desculpa vir assim no seu trabalho sem avisar.


OLÍVIA: -
Tudo bem.


PAULA: -
Você já deve tá de saco cheio de mim. Mas é que eu não sei a quem recorrer.


OLÍVIA: -
Amigo é pra isso mesmo, Paula. Não precisa ficar se explicando. Me conta, o que aconteceu agora?


PAULA: -
Fui visitar a Nanda no hospital, mas pra minha surpresa ela não me queria lá. Mandou chamar o Diogo e não a mim.


OLÍVIA: -
Ela devia achar que você ainda estaria brava com ela.


PAULA: -
Foi o que ela disse. A verdade é que eu fui pra tentar resolver essa história de uma vez por todas.


OLÍVIA: -
O que você fez, Paula?


PAULA: -
Pedi pra ela se decidir.


OLÍVIA: -
E ela?


PAULA: -
Fez o de sempre, tentou colocar panos quentes, adiar o inadiável. Só que pra mim não dá mais, Olívia.  


OLÍVIA: -
Eu te entendo, imagino como deve tá sendo tudo isso pra você.


PAULA: -
E é por isso que eu tomei uma decisão.


OLÍVIA: -
Que decisão.


PAULA: -
Eu vou me separar da Nanda, Olívia.

 

Em Olívia, chocada.

 

CENA 13. BOUTIQUE. INT. DIA.

 

Illana olha uns vestidos na arara quando Regina se aproxima e faz o mesmo. As duas trocam olhares, seguem observando as roupas até o fundo da loja. Elas disfarçam para conversar sem levantar suspeitas.

 

ILLANA: - Poderia ter marcado em algum lugar mais reservado.


REGINA
: - Eu tenho pressa. E sei que você pode me ajudar.


ILLANA
: - Quer um novo garoto?


REGINA
: - Não. Quero o endereço do Alex.


ILLANA
: - Desculpa, Regina, mas isso eu não posso fazer. É contra as regras do meu trabalho.


REGINA
: - Deixa de ser sonsa, Illana. Eu sei muito bem que você tem tudo isso guardado. E eu preciso do endereço do Alex urgente.


ILLANA
: - Eu já falei que não vou dar. Se você quer falar com o Alex, vai precisar contratar o serviço.


REGINA
: - E se você quiser continuar com seu clube de aliciamento de modelos para a prostituição, vai ter que fazer isso dentro da cadeia.

 

Na surpresa de Illana. Clima.

 

ILLANA: - Você está me ameaçando, Regina?


REGINA
: - Estou te dando opção de escolha, meu amor. Me ajuda que eu te ajudo.


ILLANA
: - Que jogo mais baixo esse...


REGINA
: - Se eu fosse você, faria o que é correto. Afinal, deve ser complicado ser cafetina na penitenciária. Seria lindo de ver na imprensa: dona da maior agência de modelos do Rio é presa por prostituição!


ILLANA
: - Você não tem limites.


REGINA
: - Quem não é esperto hoje em dia, fica pra trás, Illana. Você deveria saber. To esperando uma resposta, vai me ajudar ou não?

 

As duas ficam a se encarar.

 

CENA 14. CLÍNICA BERTOLINI. COPA. INT. DIA.

 

Olívia e Paula.

 

OLÍVIA: - Você vai se separar da Nanda?


PAULA: -
E não é só isso, eu pretendo lutar pela guarda do nosso filho na justiça, se necessário.


OLÍVIA: -
Você não acha que tá se precipitando, amiga? Apesar de tudo, você e a Nanda tem uma história linda, pra terminar desse jeito. Não faça nada que possa se arrepender depois.


PAULA: -
Eu não aguento mais essa situação.


OLÍVIA: -
Vai passar. A Nanda tá confusa, mas ela gosta de você, qualquer um consegue ver isso. Você precisa ir com calma antes de tomar qualquer decisão que piore ainda mais o que já não está bom.


PAULA: -
Como sempre, você tem razão.


OLÍVIA: -
Então me promete que vai esquecer essa história de separação e briga judicial, ok?


PAULA: -
Eu não sei.


OLÍVIA (repreende): -
Paula...


PAULA: -
Eu amo a Nanda como nunca amei ninguém na vida, Olívia. Mas eu não vou permitir que me façam de boba o tempo todo. Você pode ter razão quando diz que é precipitado lutar pela guarda de uma criança que ainda nem nasceu, mas eu não vou aceitar ficar em segundo plano nessa história. Não vou mesmo! Obrigada pelo café, você tá sendo incrível.

 

Paula estende as mãos a Olivia, que faz o mesmo.

 

OLÍVIA: - Pode contar comigo. Em nome dos velhos tempos!

 

Olívia sorri, Paula retribui. TOCA um celular quebrando o clima. Paula busca o aparelho na bolsa, observa:

 

PAULA: - É o meu irmão.


OLÍVIA
: - Atende.


PAULA
(ao tel): - Oi, Tito.

A conversa segue fora do áudio entre os dois sob os olhares atentos de Olívia.

 

CENA 15. APTO MATHEUS. SALA. INT. DIA.

 

Matheus entra seguido por Nanda, Norma, Artur e Roberta.

 

NANDA: - Lar doce lar!


ARTUR
: - Essa não é sua casa.


MATHEUS
: - Mas é como se fosse. Aliás, na minha casa sempre cabe mais um ta seu Artur? Inclusive o senhor, sempre que quiser. Com todo respeito, dona Norma.

 

Todos riem da brincadeira, exceto Artur.

 

ARTUR: - Dispenso. Vamos indo, Norma?


NORMA
: - Vamos. Filha, fica bem tá? Qualquer coisa, pode me ligar, a qualquer hora, tá bem?


NANDA
: - Eu sei, mãe. Mas não precisa se preocupar.


MATHEUS
: Não mesmo. Eu cuido dela.


ROBERTA
: - Eu também vou indo, Nanda. Faço minhas as palavras da sua mãe.


NANDA
: - Obrigada, Roberta.


ARTUR
: - Vamos ou não?

 

Norma e Roberta se despedem de Matheus, que dá um tchauzinho para Artur, que faz um gesto de cabeça a contragosto. Os três saem logo em seguida. Matheus conduz Nanda ao sofá.

 

NANDA: - Você não existe Matheus. Meu pai ficou super sem graça.


MATHEUS
: - Ele precisa de um choque de realidade né, amiga?


NANDA
: - E o Diogo?


MATHEUS
: - Não deu notícias. Mandei mensagem pra ele com meu endereço, como você me pediu, mas até agora não se manifestou.


NANDA
: - Estranho.

 

TOCA um telefone. Matheus saca do bolso e olha no visor, fica feliz ao ver quem é. Atende.

 

MATHEUS: - Hi, Gus! Gostou do meu inglês?

 

CORTA:

 

CENA 16. APTO TOMÁS E GUSTAVO. SALA. INT. DIA.

 

Gustavo sentado no sofá, ao telefone.

 

GUSTAVO (rindo): - Inglês fluente, parabéns.


MATHEUS
(O.S): - A que devo a honra?


GUSTAVO
: - Eu tava pensando da gente tomar um café. Ando precisando esfriar a cabeça. Topa?


MATHEUS
(brinca/O.S): - Com café? Não seria melhor uma água?


GUSTAVO
(ri): Você entendeu.


MATHEUS
: - Entendi. Mas olha, eu vou ter que ver viu. Ando meio ocupado, cheio de compromissos. Vou ver na minha agenda e te retorno.


GUSTAVO
: - Tudo bem então.


MATHEUS
: - To brincando, bobo. É claro que eu topo, já topei.


GUSTAVO
: - Ah que bom, que bom. Pode ser naquela cafeteria em Copacabana, às 10h00, o que acha?


MATHEUS
: - Marcado.


GUSTAVO
: - Te espero.


MATHEUS
: - Vou estar lá.

 

Gustavo desliga. Sorri.

 

GUSTAVO: Maluquinho. Deixa eu ir tomar um banho.

 

Gustavo coloca o celular na mesinha de centro e se retira. Tempo e Tomás entra. Vai em direção ao celular.

 

TOMÁS: - Ah Gustavo... Você não podia ter feito isso comigo!

 

Sentado no sofá, Tomás pega o celular e começa a digitar uma mensagem.

 

CORTA:

 

CENA 17. APTO MATHEUS. SALA. INT. DIA.

 

Matheus vibrando de felicidade sob os olhares de Nanda.

 

NANDA: - Quem é esse Gustavo, Matheus?


MATHEUS: -
Ce não lembra? O médico que cuidou de mim quando fui baixar no hospital.


NANDA: -
Vocês estão saindo?


MATHEUS: -
A gente tá se conhecendo, nada demais.


NANDA: -
Pra ele né? Porque pelo jeito, você já tá mais que empolgado.


MATHEUS: -
Ce acha?


NANDA: -
Matheus! Olha pra você!

 

O celular de Matheus sinaliza uma mensagem. Ele se apressa pra pegar o aparelho. Nanda ri. Matheus lê a mensagem.

 

MATHEUS (lendo): - Oi, lembrei que tenho umas coisas pra fazer. Podemos adiantar nosso encontro em uma hora?

 

Matheus olha para Nanda.

 

MATHEUS: - O que eu digo?


NANDA
: - O que seu coração quer dizer.


MATHEUS
: - Tá.

 

Matheus digita no celular.

 

CORTA:

 

CENA 18. APTO TOMÁS E GUSTAVO. SALA. INT. DIA.

 

Chega a notificação de mensagem. Tomás com o celular na mão. CAM detalha o visor do aparelho mostrando a resposta de Matheus:

 

“Como você preferir” att. Matheus

 

TOMÁS: - Você não perde por esperar.


Tomás continua mexendo no celular.

 

CENA 19. AGÊNCIA R3. SALA ILLANA. INT. DIA.

 

Illana entra e se depara com Lauro sentado na sua cadeira.

 

ILLANA: - Você?


LAURO: -
Me deixaram entrar.


ILLANA: -
To vendo. Pode me dar licença?


LAURO: -
Claro, desculpa.

 

Lauro sai da cadeira para Illana sentar.

 

ILLANA: - To morta.

 

Ela se acomoda na cadeira, apoia as pernas na mesa.

 

LAURO: - Posso te fazer uma massagem, se quiser.


ILLANA: -
Quero. Mas quero ainda mais saber a razão dessa... Visita inesperada?

 

Lauro começa a massagear os ombros de Illana, que fecha os olhos, concentrada.

 

LAURO: - Na verdade eu não sei bem o que me trouxe aqui, talvez a certeza de ser bem recebido, não sei.


ILLANA: -
Aconteceu alguma coisa?


LAURO: -
Aconteceu. Osvaldo Monteiro comprou a revendedora e o Siqueira demitiu todo mundo.


ILLANA (abre os olhos): -
Sério?


LAURO: -
Sim.


ILLANA: -
E agora?

 

Lauro dá a volta na mesa e senta numa das cadeiras de frente pra Illana.

 

LAURO: - Não sei ainda. Não contava com o desemprego a essa altura da vida.


ILLANA: -
Como assim?


LAURO: -
Ah Illana, eu não sou mais nenhum garoto, não é? As coisas estão difíceis, agora então...


ILLANA: -
Que papo mais pessimista.


LAURO: -
To sendo realista.

 

Ela se levanta da cadeira, vai se aproximando dele.

 

ILLANA: - A realidade tá meio cruel, não tá?


LAURO: -
Como você pode ver.


ILLANA: -
A gente pode dar um jeito nisso.


LAURO: -
O que tem em mente?

 

Illana senta no colo de Lauro, agarrando a blusa dele.

 

LAURO: Illana...


ILLANA
(sussurra no ouvido): Nem que seja por um momento, vou te fazer esquecer de tudo.

 

MUSIC ON: (Amante não tem lar - Marília Mendonça)

 

Lauro fecha os olhos, se deixando levar. Illana investe beijando o pescoço dele. Ele a agarra pela cintura e a senta na mesa do escritório, joga as coisas no chão. Se beijam com fervor. Ela tira a blusa dele. Ele, a dela, a deita na mesa em seguida. Cortes descontínuos dos dois se entregando ao prazer.

 

CENA 20. CASA MILTON. SALA DE ESTAR. INT. DIA.


MUSIC OFF.

 

Verônica e Milton estão no sofá, quando escutam barulho na rua.

 

VERÔNICA: - Está acontecendo alguma manifestação na rua?


MILTON
: - Estranho... Aqui no bairro nunca teve isso.

 

Verônica vai até a janela.

 

VERÔNICA: - Milton! É a imprensa! Aqui na frente de casa!


MILTON
: - A imprensa aqui?!


VERÔNICA
: - Sim, vem ver!

 

Milton se aproxima.

 

MILTON: - Minha nossa! Mas o que será que aconteceu?


VERÔNICA
: - Vamos lá fora.

 

CORTA:

 

CENA 21. CASA MILTON. EXT. DIA.

 

Milton e Verônica vão recepcionar os jornalistas que se aglomeram em frente a casa.

 

MILTON: - Mas o que está acontecendo aqui?


REPÓRTER
01: - Nós queremos uma declaração da sua filha, Carla Ferreto.


VERÔNICA: - Mas por que todo esse alvoroço?


REPÓRTER 02:
- Vocês também foram pegos de surpresa?


VERÔNICA
: - Que surpresa, gente?!


REPÓRTER
02: - As fotos vazadas do celular da sua filha, onde ela está na cama com o dono da danceteria Joquer.

 

Verônica e Milton se surpreendem.

 

REPÓRTER 03: - As fotos estão circulando em todos os sites, revistas, jornais. Queremos uma declaração dela para explicar como isso aconteceu.


MILTON
: - Mas isso é uma loucura!

 

Os repórteres se agitam, querem declarações, diante do espanto de Verônica e Milton.

 

CORTA:

 

CENA 22. CASA MILTON. QUARTO CARLA. INT. DIA.

 

Carla observa o agito pela janela, acha graça, enquanto Diogo, aos poucos, vai acordando.

 

CARLA: - Deu certo! Deu certo!


DIOGO
: - O que aconteceu? Carla?! O que eu estou fazendo aqui?


CARLA
: - Diogo, meu amor! Já acordou?


DIOGO
: - O que eu estou fazendo na sua cama?! Pelado!


CARLA
: - Ah, Diogo... Deixa de ser bobo... Ora... A gente fez amor.


DIOGO
: - Como é que é?!


CARLA
: - Sim! Nós transamos, mas aconteceu uma tragédia!


DIOGO
: - Carla, por favor!


CARLA
: - Nós fomos vítimas de um ataque cibernético! Roubaram as fotos do meu e-mail e elas caíram na rede.


DIOGO
: - Fotos? Que fotos?!


CARLA
: - As fotos que tiramos ontem, meu amor... Você não deve estar lembrando... (aproxima-se) Estava tão sedento pelo meu corpo que esqueceu tudo o que pediu para que eu fizesse pra você.


DIOGO
: - Que barulho é esse?

 

Diogo se levanta da cama enrolado no lençol, olha pela janela, vê a movimentação dos jornalistas na rua.

 

DIOGO: - Carla, isso é um absurdo!


CARLA
: - Não se preocupa, meu amor. Nós vamos juntos dar uma declaração na imprensa. Ninguém tem nada a ver com a nossa intimidade.


DIOGO
: - Para de me chamar de meu amor! Nós não temos nada!


CARLA
: - Não é o que as fotos mostram, Diogo. E contra fatos, ou melhor, fotos, não há argumentos.


DIOGO
: - Que fotos são essas? Onde estão?!


CARLA
: - Olha ali, na internet.

 

Ela aponta para o computador ligado. Diogo vai até lá e observa as inúmeras matérias sobre o caso.

 

DIOGO: - Meu Deus! Meus pais devem estar loucos! A Nanda! O que ela vai pensar de mim!


CARLA
: - A Nanda! A Nanda! Essa vadia vai pensar o que é certo! Se você está comigo nas fotos é porque tem ainda algum resquício de paixão guardado. Diogo, esquece essa mulher! Essa Fernanda não é para você! Eu sou a mulher da sua vida!


DIOGO
(juntando as roupas): - Chega! Eu preciso sair daqui.

 

Ele vai catando as roupas no chão e segue para o banheiro. Carla comemora.

 

CARLA (fala baixinho): - Essa vagabunda vai ficar com tanto ódio dele, que a solução para o Diogo vai ser se render aos meus encantos de vez... (ri)

 

Diogo sai, já vestido. Carla disfarça.

 

CARLA: - Onde você vai?


DIOGO
: - Eu vou embora!


CARLA
: - E a imprensa?! Você precisa falar com eles!


DIOGO
: - Eu não vou falar com ninguém!

 

Diogo sai. Carla se joga na cama, satisfeita.

 

CENA 23. CASA MILTON. EXT. DIA.

 

Diogo se aproxima do grupo de jornalistas.

 

MILTON: - Diogo! Que história é essas de fotos suas com a Carla?!


VERÔNICA
: - Eles estão perguntando tudo!


DIOGO
: - Eu não sei de nada, Milton. Eu só preciso ir embora.


REPÓRTER
01: - Diogo, você e a Carla voltaram?


REPÓRTER 02:
- Vocês estavam de casamento marcado há um tempo. Resolveram reatar e assumir o romance?


DIOGO
: - Eu não quero falar nada, por favor, me deixem passar!

 

Diogo vai passando, sem falar com os jornalistas.

 

MILTON: - Eu nem sabia que o Diogo estava aqui em casa!


VERÔNICA
: - Então é verdade! Eu preciso falar com a destrambelhada da nossa filha.

 

Verônica volta para dentro de casa, acompanhada por Milton.

 

CENA 24. CAFETERIA. INT. DIA.

 

Matheus aguarda por Gustavo. Tomás chega e senta na mesa do outro.

 

MATHEUS: - Pois não?


TOMÁS
: - Você é o Matheus, não é?


MATHEUS
: - Sim, sou eu.


TOMÁS
: - O Gustavo não vem. A conversa agora é entre eu e você sua bicha oferecida!

 

Os dois ficam a se encarar.

 

CENA 25. DELEGACIA DE APOIO À MULHER. INT. DIA.

 

Paula chega na delegacia, está movimentada. Ela procura por alguém, quando encontra Tito e Bia.

 

PAULA: - Onde ela está?


TITO
: - Está fazendo uns exames.


PAULA
: - Por que ela deixou chegar nesse ponto?


BIA
: - Foi difícil convencer a dona Eliane a vir prestar queixa, Paula. Eu e o Tito insistimos muito.


PAULA
: - E o desgraçado do João?


BIA
: - Ele não estava em casa.


TITO
: - Ela está bem machucada, Paula. Eu nunca tinha visto a mamãe dessa forma. Me senti impotente.

 

Paula abraça Tito, confortando-o.

 

PAULA: - Nós vamos superar mais essa, meu irmão. Vamos ser fortes.

 

O policial chega, trazendo Eliane. Ela, visivelmente debilitada, com machucados pelo rosto e no corpo. Eliane se emociona ao ver os filhos. Paula se aproxima.

 

PAULA: - Mãe...


ELIANE
(fala com dificuldade): - Eu só quero ser feliz, filha. Ter o direito de ser feliz. Sem medo.

 

As duas se abraçam, emocionadas.

 

PAULA: - E você será muito feliz, mãe. Eu, o Tito, a Bia, estamos juntos com você.

 

CENA 26. JOQUER. INT. DIA.

 

Bruno está em uma das mesas, no salão, fazendo anotações, quando percebe a presença de alguém. Ele olha. É Lisa.

 

BRUNO: - Lisa? O que você está fazendo aqui?


LISA
: - Será que a gente pode conversar?

 

Os dois ficam a se olhar.

 

CENA 27. APTO ALEX. SALA. INT. DIA.

 

A campainha TOCA. Tempo e Alex surge do interior do apto. Ele abre a porta e se surpreende com a entrada de Regina no local.

 

ALEX: - O que você está fazendo aqui?


REGINA
: - Então é aqui que a minha filha veio se refestelar... Nessa sua senzala urbana.


ALEX
: - Se você veio até aqui para me insultar, por favor, pode ir embora.


REGINA
: - Você deveria era ter vergonha na cara, Alex! Depois de tanto tempo comigo, me levando pra cama... Agora está de caso com a minha filha!


ALEX
: - O que eu sinto pela Mari é amor, Regina. Amor.


REGINA
: - Duvido que você não sentisse nada por mim... Duvido!

 

Regina se aproxima de Alex, o agarra.

 

REGINA: - Duvido que você não sente saudade do meu cheiro, do meu corpo... (beija o pescoço dele) Dos meus lábios percorrendo o seu corpo.

 

Alex a empurra.

 

REGINA: - Canalha!


ALEX
: - Vai embora, Regina, por favor!


REGINA
: - Preto sujo!... Não sei onde eu estava com a cabeça quando comecei a me envolver com você!


ALEX
: - Você tem que entender que acabou. Não existe mais a gente. Já chega!


REGINA
: - Onde é que vocês dormiram? Onde? Onde transaram? Aqui na sala? Não! No quarto! Eu quero ver! Eu quero ver!

 

Regina caminha seguida de Alex. CAM segue os dois por trás até que ENTRAM no QUARTO dele.

 

Alex agarra Regina pelo braço.

 

ALEX: - Você vai embora daqui, agora!


REGINA
(soltando-se): - Me solta!

 

Ela observa o quarto.

 

REGINA: - Então foi aqui... Nessa cama!

 

Regina se joga na cama.

 

REGINA: - Tem seu cheiro aqui... Cheiro de sexo.


ALEX
: - Você só pode estar louca.


REGINA
: - Estou sim! To louca sim! E só você pode ser o remédio para curar essa loucura, Alex. Vem, faz amor comigo! Eu quero você me amando como você amou a Mariana! Eu quero sentir isso também! Vem! (começa a tirar a roupa)


ALEX
: - Não! Regina, sai daí!

 

Ele vai pegar a mão de Regina e ela o puxa para cama. Alex cai sobre ela, que o prende com os braços.

 

REGINA: - Vamos! Só eu você aqui, Alex! Transa comigo! Como nos velhos tempos! Vamos reviver isso! Vamos!

 

Mariana ENTRA flagrando os os dois.

 

MARIANA: - Eu não posso acreditar no que eu estou vendo!

 

Alex e Regina se surpreendem. CLOSE na expressão de Mariana.

 

CENA 28. APTO MATHEUS. SALA. INT. DIA.

 

Fernanda olha a notícia na TV das fotos de Diogo e Carla. TOCA a campainha. Ela atende a porta. É Diogo.

 

DIOGO: - Nanda!


FERNANDA
: - Eu acabei de ver na televisão.


DIOGO
: - Nanda, eu posso explicar/


FERNANDA
: - Você não me deve explicações, Diogo. Mas nós, realmente, precisamos ter uma conversa muito séria. E definitiva.

CLOSE final em Diogo, encurralado.

 
     
     
https://1.bp.blogspot.com/-THGgcgJaA-8/WSe3hz1c09I/AAAAAAAAAy0/X7OeM66FNY4tkrkCUzQuQeFSgDL74pElACPcB/s1600/Escolhas%2Bda%2BVida%2BCr%25C3%25A9dito.jp
autor
Édy Dutra

colaboração
Diogo de Castro

elenco
Rafaela Mandelli como Fernanda
Andréia Horta como Paula
Henri Castelli como Diogo
Francisca Queiroz como Carla
Caetano O’Maihlan como Rick
Gabriela Durlo como Roberta
Sidney Sampaio como Matheus
Marcello Melo Jr como Bruno
Aisha Jambo como Lisa
Paulo Gorgulho como Arthur
Sônia Braga como Norma
Maria Ceiça como Isaura
Milton Gonçalves como Solano
Maurício Gonçalves como Lauro
Eliete Cigarini como Eliane
Léo Rosa como Gabriel
Bernardo Mesquita como Tito
Juliana Lohmamm como Bia
Roberto Bomtempo como João
Giuseppe Oristânio como Walter
Cinara Leal como Laisla
Felipe Folgosi como Danilo
Fernanda Nobre como Ivete
Eduardo Lago como Dr. Túlio
Aline Borges como Olívia
Cissa Guimarães como Verônica
Jonas Bloch como Milton
Gisele Fróes como Selma
Odilon Wagner como Humberto
Totia Meirelles como Tereza
Zecarlos Machado como Cristóvão
Zezé Motta como Helena
João Gabriel Vasconcellos como Pedro
Daniel Erthal como Vini
Maria Maya como Illana
José de Abreu como Osvaldo
Malu Galli como Regina
Luma Costa como Mariana
Jonathan Haagensen como Alex
Antônio Pitanga como Dionísio
Guilherme Winter como Gustavo
Pierre Baitelli como Tomás

trilha sonora
Amanhã ou Depois - Nenhum de Nós (Abertura)
Amante não tem lar - Marília Mendonça

produção

Bruno Olsen
Cristina Ravela


Esta é uma obra de ficção virtual sem fins lucrativos. Qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.


REALIZAÇÃO


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Proibida a cópia ou a reprodução
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