THE CIRCUS - 2x05



2x05
 
 
 

CENA 1. ENDLESS TOWN. ARRANHA-CÉU. EXT. NOITE. 

Sonoplastia: Clown – Emeli Sandé. Tomada aérea mostrando a cidade de Endless Town. 

CENA 2. SANATÓRIO MUNICIPAL DE ENDLESS TOWN. RECEPÇÃO. INT. NOITE. 

Maureen na recepção, no balcão junto da senhora recepcionista. 

RECEPCIONISTA – Você já pode entrar. 

MAUREEN – (SORRI) Obrigada. 

RECEPCIONISTA – Só um aviso. Ela está lá.

MAUREEN – Ela quem?

RECEPCIONISTA – Amanda.

Close em Maureen.

CENA 3. SANATÓRIO MUNICIPAL DE ENDLESS TOWN. CORREDOR. INT. NOITE.

Cliff Holiday sai pela porta do quarto de Monica carregando uma mochila, onde estão seus equipamentos. Ele dá de cara com Maureen, que acaba de cruzar o corredor no mesmo instante.

MAUREEN – Você?

Cliff fica sem ter o que dizer ao ver Maureen. Os dois se encaram.

CLIFF – (NERVOSO) O que você está fazendo aqui?

MAUREEN – Eu é que te pergunto. O que você está fazendo aqui, saindo do quarto da minha mãe? Hum?

CLIFF – Isso não te interessa. Eu não que dar satisfações à você a você nem a nenhum outro.

MAUREEN – Ah, mas você tem. Você tem muito a me responder!

CLIFF – Pergunta pra sua mãe. E não me diga o que fazer.

MAUREEN – Então... Você é “Amanda”?

CLIFF – Do que você está falando, sua maluca?

MAUREEN – De que você neste sanatório usando o nome da minha falecida amiga pra ninguém saber de você. É isso. Não se faça de desentendido.

CLIFF – Eu não estou entendendo as suas acusações Maureen. Seja o que for que esteja pensando, eu não estou aqui por nenhum motivo ruim.

MAUREEN – Então me diga qual é!

CLIFF – Eu não posso.

MAUREEN – A polícia vai saber disso.

CLIFF – Tanto faz!

MAUREEN – Toma cuidado Cliff. O seu castelinho de areia está vindo abaixo. Pra mim, você é muito suspeito. Se foi você que machucou a CeCe com a ajuda da minha mãe, pode apostar que eu vou descobrir.

Maureen encara Cliff e sai da instituição. Close em Cliff, nervoso.

 
 
     
 

2x05 - ARRASTA-ME PARA O INFERNO
 
     

CENA 4. MANSÃO DOS ARMSTRONG. FRENTE. EXT. NOITE. 

Plano geral da bela casa da família. 

CENA 5. MANSÃO DOS ARMSTRONG. SALA DE JANTAR. INT. NOITE.

Viola, Tripp e Madison sentados em volta a mesa, jantando. Allegra serve um copo de água para Viola e se posiciona ao lado da mesa.

VIOLA – O que foi Allegra? Virou estátua?

ALLEGRA – Não dona Viola, eu só estou fazendo meu serviço.

VIOLA – Você não é governanta, querida. Você é acompanhante da Madison. Não precisa ficar parada atrás de mim como uma assombração. Eu me sirvo, não sou uma socialite pateta. Vai pro seu quarto.

ALLEGRA – Claro, com licença.

Allegra sobe a escada rapidamente.

VIOLA – (PARA TRIPP) Tive uma conversa com a Maureen na minha sala hoje. Uma adorável conversa sobre o Lucas.

TRIPP – Pelo amor de Deus Viola, o que você colocou na cabeça da menina?

VIOLA – Nada Tripp. Apenas disse que queria ela longe do meu filho porque considerava ela perigosa pra ele. Só isso.

TRIPP – Eu já te falei que você não tem o direito de se meter na vida do Lucas assim.

VIOLA – Tenho sim. Tenho porque sou mãe dele e o amo. E o dever de uma mãe é proteger sua cria, que é o que estou fazendo. Não defenda aquela mulher.

TRIPP – Torça para que o Lucas não saiba disso.

VIOLA – Não estou nenhum pouco preocupada. Por mim que saiba. Eu tenho é que arrumar um jeito de afastar essa Maureen de perto do meu lugar.

MADISON – Você não pode fazer isso, é a vida deles. Não se brinca com a vida das pessoas.

VIOLA – (SORRI) Madison, minha filha querida, amada, adorada e salve salve, que mal lhe pergunte, quem lhe chamou na conversa? Hum?

MADISON – Eu não vou deixar você se intrometer na vida do meu irmão.

VIOLA – (RI) Mas veja só Tripp. Uma menina de 11 anos dizendo pra mim o que eu devo ou não fazer. (ENCARA) Escuta uma coisa garota dos infernos. Se você piar qualquer coisa que for no ouvido do seu irmão, eu prometo pra você que coloco você num sanatório na Suíça! Daqueles em que você vai ser obrigada a entrar numa lagoa nua, em pleno inverno de -5 graus!

MADISON – (COMEÇA A CHORAR) Porque você é tão má?

Madison se levanta e vai embora correndo. Viola põe a mão na cabeça, decepcionada.

TRIPP – Viu o que você fez? É assim que você quer que a nossa filha seja normal?

VIOLA – Foda-se você. Não me amola!

CENA 6. CASA DOS RILEY. SALA. INT. NOITE.

Maureen entra no local e larga sua bolsa em cima do sofá. Catherine vem da porta da cozinha em direção a Maureen.

CATHERINE – Maureen, que bom que chegou.

MAUREEN – Você não pode acreditar no que eu descobri Catherine! Eu estou passada! Sabe quem eu vi saindo do quarto da minha mãe? Cliff Holiday! É ele Catherine!

CATHERINE – Eu realmente gostei de saber disso, mas tenho que te interromper. Acabei de receber uma ligação do hospital. Você precisa se preparar.

MAUREEN – Me preparar pra que? O que houve?

CATHERINE – O Henry. Ele está acordando do coma Maureen. E os médicos acham que foi depois da sua visita a ele.

Close em Maureen, surpresa.

CENA 7. HOSPITAL DE CARIDADE DE ENDLESS TOWN. QUARTO. UTI. INT. NOITE.

P.V. de uma pessoa acordando. Sua visão começa turva, sem saber onde está. Aos poucos, a visão vai ficando nítida e, quando finalmente a pessoa consegue enxergar, vê o rosto de Hannah, olhando-o fixamente.

HANNAH – Henry?

A câmera então revela Henry, acordado do coma, com uma expressão de insegurança, olhando para Hannah. Hannah sorri.

HANNAH – Eu sabia que você acordaria, meu amor. Eu estive do seu lado esse tempo todo velando o seu sono, esperando que esse momento chegasse. Você voltou, Henry, voltou pra mim!

HENRY – (CONFUSO) Maureen?

Close em Hannah, surpresa com a declaração de Henry.

CENA 8. CASA DOS RILEY. QUARTO DE HÓSPEDES. INT. NOITE.

Maureen, Ashley e Tatum reunidas no quarto de hóspedes onde a primeira está vivendo.

ASHLEY – (SURPRESA) Ele está acordando? O seu ex-namorado está acordando do coma?

MAUREEN – Agora vocês entendem o motivo do meu desespero? Eu jamais pensei que isso fosse acontecer. Ainda mais com o meu retorno! Eu tinha que ter escutado o Lucas. A gente nunca devia ter voltado pra essa cidade.

TATUM – E o Lucas, como está se sentindo no meio desse furacão? Por que querendo ou não ele é como se fosse pai do Christopher. O Henry acordando muda tudo.

MAUREEN – Ele ainda não sabe. E não ficará sabendo de nada. O Lucas ama o Christopher como um pai e não vai admitir perder ele pro Henry.

ASHLEY – Posso te fazer uma pergunta bem sincera Maureen?

MAUREEN – Pode, claro.

ASHLEY – Você ainda é apaixonada pelo Henry? Eu digo, porque você foi embora de Endless Town apaixonada por ele.

MAUREEN – Eu não sei Ashley. Essa é uma pergunta que eu mesmo tenho me feito todas as noites. Ao mesmo tempo que eu sinto um tremor quando ouço o nome do Henry, eu sou louca pelo Lucas e não conseguiria perdê-lo.

TATUM – Digamos que você está numa sinuca de bico. E vai ter que se decidir.

MAUREEN – Não tem nenhuma decisão a ser feita. Eu vou ficar com o Lucas. O Henry que lide com isso.

Ashley e Tatum se olham desconfiadas.

CENA 9. DELEGACIA DE ENDLESS TOWN. SALA DE ADRIAN. INT. NOITE.

Catherine joga a foto de Jimmy Prescott suja de sangue dentro de um saco plástico na mesa de Adrian.

CATHERINE – Tai a foto que foi deixada na cena do crime. Igualzinho a morte da CeCe, só que dessa vez o filho da mãe foi menos cruel.

ADRIAN – Menos cruel? Ele enfiou uma faca de cozinha na vagina daquela garota, Catherine! Você acha isso menos cruel?

CATHERINE – Bom, CeCe Reynolds foi mutilada e usada em rituais de magia negra. De qualquer forma, estamos diante de um psicopata, e precisamos agir logo antes que outra pessoa seja assassinada.

ADRIAN – Isso não vai acontecer Catherine. A morte da Beverly pode não ter relação com a morte da CeCe.

CATHERINE – Como que não Adrian? Vai acontecer outra vez sim e você sabe disso.

ADRIAN – Quem matou a Beverly pode ter usado a cena do crime da CeCe para parecer que existe um assassino em série e anular a sua culpa.

CATHERINE – Você é um profissional de muitas qualidade Adrian, não venha pagar de cego por que você não é. (PAUSA) O esfaqueamento na vagina nos leva a hipótese de algum namorado. Ela tinha?

ADRIAN – (LÊ NUMA FOLHA) Jeremy Randall. Foi esse o nome que alguns jovens da escola deram pra mim.

CATHERINE – (PENSATIVA) Jeremy Randall... Ele estava no meu casamento, é amigo do namorado da Ashley. Vou falar com ele. Mas antes, preciso fazer uma visita à mãe de CeCe.

Catherine pega o saco com a foto de Jimmy e sai da sala.

CENA 10. MANSÃO DOS ARMSTRONG. QUARTO DE MADISON. INT. NOITE.

Viola entra no quarto e vê a filha acessando o notebook em cima da cama. Viola agarra o notebook e tira das mãos da filha.

MADISON – Mãe! Eu tava acessando!

VIOLA – Pois o tempo da lan house terminou. Acabou! Ainda não engoli sua empáfia no jantar ontem. Vai ficar de castigo! Durma e pense em seus atos.

MADISON – Eu tenho que terminar um trabalho de aula! É sério!

VIOLA – Voltou a se preocupar com os estudos? Pede pra Amanda fazer pra você, ela não é sua única amiga?

Viola sai com o notebook e fecha a porta. Madison se levanta, corre até a porta e tenta abri-la, mas está trancada.

MADISON – (BATE NA PORTA) Me tira daqui! Quero sair!

CENA 11. MANSÃO DOS ARMSTRONG. CORREDOR. INT. NOITE.

Viola coloca a chave da porta do quarto da menina no bolso e sorri ao ouvi-la gritar.

VIOLA – Grite querida, grite o mais alto que puder. Ninguém vai ouvir.

E Viola sai.

CENA 12. MANSÃO DOS ARMSTRONG. QUARTO DE MADISON. INT. NOITE.

Madison bate na porta e chora, para tentar sair.

MADISON – Me tira daqui, pelo amor de Deus, não faz isso comigo.

AMANDA – Ela não merece uma filha como você Madison.

Madison se vira assustada e vê Amanda. As duas se encaram.

MADISON – Eu não quero falar com você agora Amanda. Sai do meu quarto! Eu não quero!

AMANDA – Eu faço parte de você agora Madison. Eu nunca vou me afastar de você.

MADISON – (GRITA) Vai embora!

Madison pega um vaso de flores e joga em direção de Amanda. Amanda desaparece e o vaso se quebra na parede. Amanda surge atrás de Madison.

AMANDA – Eu estou aqui.

Madison se vira e joga a mesa de seu computador no chão, com raiva. Amanda ri da cara de Madison e deixa a menina possessa. Close em Madison.

CENA 13. ENDLESS TOWN. FLORESTA ESTADUAL. EXT. DIA.

Sonoplastia: Lonely Boy – The Black Keys. O sol nasce em meio as árvores da floresta e ilumina todo o local. Plano geral da floresta.

CENA 14. PREFEITURA MUNICIPAL DE ENDLESS TOWN. EXT. DIA.

Plano geral do moderno prédio da prefeitura.

CENA 15. PREFEITURA MUNICIPAL DE ENDLESS TOWN. SAGUÃO. INT. DIA.

Continua a música da cena anterior. Viola entra pela porta principal da prefeitura e retira os óculos de sol. Ela os guarda em sua bolsa e segue caminhando até uma escadaria. Viola sobe a escadaria.

CENA 16. PREFEITURA MUNICIPAL. GABINETE DO PREFEITO. RECEPÇÃO. INT. DIA.

Viola adentra em uma grande sala, com dois belos sofás de couro e tapetes persa pelo chão. Ela se aproxima de uma bela moça sentada atrás de uma mesa, no fundo do local.

SECRETÁRIA – Bom dia.

VIOLA – Bom dia, o Guy está aí?

SECRETÁRIA – Ele acabou de chegar, mas está muito ocupado. A senhora tem hora marcada? Qual o nome?

VIOLA – Hora marcada? Eu sou Viola Armstrong, docinho, desde quando eu preciso de hora marcada.

SECRETÁRIA – Mas senhora/...

E Viola entra na sala do prefeito.

CENA 17. PREFEITURA MUNICIPAL DE ENDLESS TOWN. GABINETE DO PREFEITO. INT. DIA.

Guy, um homem alto, de terno, cabelo grisalho, está preparando um drink no pequeno bar em sua sala. Viola entra no local e joga a bolsa em cima da poltrona do prefeito.

VIOLA – Guy meu querido, quer dizer que o “muito ocupado” significa “bebendo a little”?

GUY – (IGNORA O QUE ELA DISSE) Viola, que surpresa você aqui logo cedo! Como vai? Presumo que nada bem, decorrente da segunda aluna de sua escola assassinada.

VIOLA – A polícia cuidará disso.

Os dois trocam três beijinhos. Guy oferece uma bebida à Viola.

VIOLA – Não, obrigada. Não costumo beber durante a manhã. Você sabe que isso é sinal de alcoolismo, não sabe?

GUY – Fico grato que se preocupe comigo. Mas vamos nos sentar, estou louco para ouvir o que você tem a me dizer.

VIOLA – Não, não será necessário que nos sentamos. É bom que você fique de pé pra ouvir o que eu tenho pra te dizer, vai durar apenas um minuto.

GUY – (OLHA PRO RELÓGIO) 60, 59, 58...

VIOLA – Eu preciso da ajuda sua pra... um assunto particular meu.

GUY – (DESCONFIA) Que assunto particular, Viola?

VIOLA – Eu quero que você ache uma pessoa.

GUY – Que pessoa?

VIOLA – Uma velha amiga nossa. Kirby Carter. (IRÔNICA) Conhece?

GUY – Kirby? É claro que eu conheço. Você fez questão que eu defenestrasse a pobrezinha da cidade há um tempo atrás. Pra que desenterrar esse passado?

VIOLA – Não interessa o motivo. Vá atrás da Kirby onde quer que ela esteja e a traga para Endless Town o quanto antes.

GUY – E se eu disser que não vou fazer o que você está gentilmente me pedindo?

VIOLA – (SORRI) Eu já imaginava.

Viola retira uma foto de dentro da bolsa e mostra para Guy. Guy engole a seco quando vê a fotografia. A câmera foca na imagem e vemos Guy dentro de um carro, entrando num motel com uma moça morena, cujo rosto não dá pra ver.

VIOLA – Essa é a apenas uma amostra do vasto dossiê contra você que eu tenho em minhas mãos. Pode ficar com ela. Faça o que estou pedindo Guy! A doce Savannah não gostaria de receber essa foto.

Viola dá um tapinha no rosto de Guy, pega  a bolsa e se retira da sala. Guy amassa a foto e arremessa dentro do lixo. Close em Guy.

CENA 18. CASA DOS RILEY. SALA. INT. DIA.

Dewey está com todos os móveis da sala fora do lugar, tentando instalar uma televisão nova que acaba de chegar. Catherine desce do quarto arrumada em direção a porta.

DEWEY – Ei, Catherine! Amor, onde você vai?

CATHERINE – Trabalhar não é Dewey? As coisas estão ficando a cada dia mais quentes naquela delegacia.

DEWEY – É que você nem viu a televisão nova que eu comprei. O que achou?

CATHERINE – Linda, agora eu tenho que ir.

DEWEY – Catherine, espera.

Dewey larga o que está fazendo e vai até a esposa. Ele pega no braço dela.

DEWEY – Acho que a gente precisa conversar.

CATHERINE – Conversar sobre o que Dewey? Eu estou atrasada! Não dá pra ser a noite?

DEWEY – Depois que você foi trabalhar com aquele xerife não liga mais pro nosso casamento. Estamos oficialmente juntos e menos de um mês e você não passa tempo comigo!

CATHERINE – (MEIGA) Oh, meu amor, me desculpa! É que a morte da CeCe está me deixando maluca. Eu prometo que passaremos mais tempo juntos. Prometo!

DEWEY – Promete mesmo?

CATHERINE – Prometo! Agora eu preciso ir. Amei a TV, amor.

Catherine dá um beijo em Dewey e sai. Dewey respira fundo e volta a instalar a TV.

CENA 19. TRAILER DE CLIFF HOLIDAY. FRENTE. EXT. DIA.

Cliff parado em frente a seu trailer, chorando nos braços de Ohana, vendo todos os seus equipamentos de filmagens serem recolhidos pela polícia. Ohana acaricia o cabelo do namorado.

CLIFF – (DEVASTADO) Tudo se foi Ohana! Tudo! A minha vida inteira dedicada ao cinema se foi. Eles não tinham o direito de fazer isso comigo! Ela não tinha o direito de morrer no meu cenário!

OHANA – Eu estou tão chocada quanto você Cliff. O que vai ser de nós agora?

CLIFF – (OLHA PRA ELA) Acabou Ohana. Se não bastasse a morte da CeCe, outra pessoa do meu elenco morre. A minha carreira terminou aqui. A gente precisa sair da cidade.

OHANA – Não podemos! Estamos sob investigação policial, esqueceu? Se a gente sair vai dar bandeira! Precisamos ficar até que o assassino seja descoberto.

CLIFF – Quem você acha que faria isso?

OHANA – (PREOCUPADA) Alguém com uma mente bem poluída, certeza!

Cliff abraça a namorada, bastante nervoso.

CLIFF – Ohana... Por que?

OHANA – (NÃO ENTENDE) Oi?

CLIFF – Por que quando a Catherine veio me perguntar o que eu estava no dia da morte da CeCe, você mentiu? Mentiu dizendo que estávamos juntos.

OHANA – Eu fiz aquilo pra te proteger Cliff.

CLIFF – Proteger do que? Você acha que eu matei a CeCe? Eu jamais faria isso!

OHANA – Não ponha palavras da minha boca. Cliff, eles iam começar a investigar você, iam fazer nossa vida virar um inferno. Eu e você somos inocentes nessa história e eu apenas uni o útil ao agradável.

CLIFF – Onde voce estava naquele dia?

OHANA – Eu?  Fui ao shopping fazer umas compras.

CLIFF – O shopping mais próximo é em Seattle. Você foi até Seattle apenas fazer compras?

OHANA – Fui! Peguei o táxi e fui. Eu hein, assim parece que você está desconfiado de mim. Estamos passando por um momento difícil. Por favor!

Ohana encara Cliff e sai. Close em Cliff.

CENA 20. MANSÃO DOS ARMSTRONG. ESCRITÓRIO. INT. DIA.

Tripp e Lucas sentados em volta de uma mesinha, tomando café e conversando.

TRIPP – Lucas, eu estou sentindo você meio desanimado. O que foi que houve?

LUCAS – Nada pai. Ainda!

TRIPP – O que você quer dizer com “ainda”?

LUCAS – Ah, essa história aí do pai do Christopher, aquele cara que a Maureen namorava antes de mim, que está em coma no hospital.

TRIPP – O que tem ele?

LUCAS – O que eu estou sentindo pode ser horrível pai, mas eu acho que estou com ciúmes dele. Não sei, mas desde o momento que a Maureen descobriu que ele estava vivo, senti que ela mudou.

TRIPP – E você acha que ela ainda gosta dele, acertei?

LUCAS – Acho que sim. Quer dizer, ela diz que me ama, mas os olhos dela dizem o contrário.

TRIPP – Posso ser bem sincero filho? Acho que essa preocupação é bobagem. A Maureen já provou por a + b que te ama, ela optou ficar contigo. Se ela amasse mesmo esse cara, teria esperado por ele.

LUCAS – Então porque eu me sinto tão mal?

TRIPP – O nome disso é insegurança. Seja forte Lucas, este é um momento delicado em que a Maureen precisa de você. Vamos supor que um dia ele acorda, o que é improvável, e que a Maureen demonstre gostar dele. Lute por ela!

LUCAS – Pai, como se faz pra lutar contra algo que ainda não representa perigo, mas pode representar no futuro?

TRIPP – Espere o futuro chegar meu filho! É a melhor opção!

CENA 21. CASA DOS RILEY. FRENTE. EXT. DIA.

Plano geral da casa da família Riley.

CENA 22. CASA DOS RILEY. COZINHA. INT. DIA.

Hannah sentada na bancada da cozinha, comendo um sanduíche e usando seu notebook. Maureen entra pela porta da cozinha com sua mochila e a coloca na bancada, ao lado da irmã.

HANNAH – Maureen! Vai sair? Como está na escola?

MAUREEN – (SÉRIA) Está difícil Hannah. Não sei se você soube, mas uma menina foi assassinada noite passada. Beverly, conhece?

HANNAH – Não! Nunca ouvi falar.

MAUREEN – Você não precisa mudar de assunto comigo, por que eu acho que a gente tem muito o que conversar.

HANNAH – Sobre o que?

MAUREEN – Sobre o que eu vi no hospital. Você e o Henry.

HANNAH – Maureen, não há nada pra ser conversado. Eu soube que ele reagiu e fui visitá-lo. Qual problema?

MAUREEN – O problema é que ele é o pai do meu filho, e você tinha o direito de me dizer o que estava acontecendo.

HANNAH – Sabe Maureen, eu acho engraçada essa sua surpresa em me ver visitando o Henry. Sabe o que parece? Que você ainda gosta dele.

MAUREEN – Eu não gosto mais dele.

HANNAH – Então porque me fazer perguntas sobre algo que não tem nada a ver?

MAUREEN – (DESCONVERSA) Eu vou pra escola, mas a gente ainda vai terminar essa conversa.

Maureen pega a mochila e sai da cozinha. Close em Hannah.

CENA 23. ENDLESS TOWN HIGH SCHOOL. CAMPUS. EXT. DIA.

Maureen e Tatum sentadas em um banco na área externa da escola. Maureen olha para Tatum curiosamente.

TATUM – Já contou pro Lucas?

MAUREEN – Ainda não. E nem sei se vou contar. Tenho medo da reação dele, o Lucas é muito inseguro.

TATUM – E porque você não tira os olhos de cima de mim? Assim vou achar que quer trocar ele por mim.

MAUREEN – (RI) Não é isso, é que eu apenas me lembrei de uma coisa que eu vi.

TATUM – Eu posso saber o que é?

MAUREEN – Pode sim, alias tem a ver com você. No primeiro dia de aula eu vi quando você abriu o seu armário e aquelas... coisas caíram de lá de dentro. Aquelas velas.

TATUM – Qual o problema? Cada um tem a sua religião Maureen, você é preconceituosa?

MAUREEN – Não é que... eu relacionei na mesma hora com a cena do crime da CeCe. Ela foi morta num ritual de magia negra Tatum, com velas parecidas com aquelas.

TATUM – Ok, agora você está me acusando de matar a CeCe? Tudo bem que eu odiava ela, mas matar? Jamais!

MAUREEN – Não quis dizer isso Tatum, me desculpe se te ofendi. Mas foi uma coisa que veio na minha cabeça.

TATUM – Ocupe sua cabeça com coisas mais produtivas então.

Tatum se levanta e sai. Em off, ouve-se o barulho de uma campainha e funde com:

CENA 24. CASA DOS REYNOLDS. FRENTE. EXT. DIA.

Uma mulher alta, morena, com os olhos arregalados abre a porta de sua casa e encontra Catherine.

MEREDITH – Bom dia.

CATHERINE – Bom dia, posso falar com Meredith Reynolds?

MEREDITH – Sou eu mesma.

CATHERINE – Meredith, sou Catherine Riley e trabalho na delegacia. Posso conversar com você sobre o crime da sua filha CeCe?

Meredith e Catherine se encaram.

CENA 25. CASA DOS REYNOLDS. SALA. INT. DIA.

Meredith sentada junto de Catherine no modesto sofá da sala da casa. Catherine olha em volta e vê que o local é bastante humilde.

MEREDITH – CeCe sempre foi uma filha adorável. Desde criança ela só deu alegrias a mim e ao pai dela. Eu nunca precisei bater ou ralhar a minha menina, pois ela sempre teve um comportamento exemplar. Claro que ela sempre teve aquele defeito de inventar demais as coisas. Mas é adolescente né? Eles estão naquela fase em que vale tudo. Quando o pai da CeCe morreu, Graham, meu marido, ela me deu muita força. Eu achei que ia desmoronar com a morte dele, que ia perder tudo. Mas a CeCe me deu a esperança de continuar. A minha filha era perfeita, Catherine.

CATHERINE – Se a sua filha era tão perfeita assim Meredith, porque você acredita que ela foi assassinada?

MEREDITH – Eu não sei Catherine. Muitas vezes eu penso que a CeCe tinha mais segredos do que eu imaginava. Talvez eu não conhecesse a minha filha da maneira que eu achava que conhecia. (PAUSA) Eu ainda não acredito que ela partiu. Estou meia anestesiada sabe? Pra mim a minha filha está passando as férias na casa a avó na Califórnia. Ainda não tive a oportunidade de chorar. Talvez a ficha vá cair quando eu me der conta que a vó dela morreu a muitos anos e que não conhecemos ninguém na Califórnia.

CATHERINE – (SEGURA NA MÃO DELA) Eu sinto muito Meredith. Eu conhecia a CeCe, ela era muito fã dos meus livros. E pelo pouco que conheci ela, já vi o quanto era adorável.

MEREDITH – (COMEÇA A CHORAR) Eu sei que ela era. Era muito!

CATHERINE – Chora querida, pode chorar. Coloca tudo pra fora.

Meredith seca as lágrimas com os dedos.

MEREDITH – O que eu puder fazer pra colocar aquele sádico psicopata que matou ela na cadeia eu vou fazer.

CATHERINE – A senhora não tem alguma coisa que possa nos ajudar a desvendar a morte dela? Alguma pista do assassino.

MEREDITH – Espere um segundo.

Meredith se levanta e sai. Catherine vê porta-retratos de CeCe com a família em todos os cantos da casa e sorri, emocionada.

CATHERINE – (LAMENTA) Ela era somente uma garota sozinha... incompreendida...Mas eu vou descobrir CeCe. Eu vou!

Meredith volta com algo que podemos ver que é um pen drive. Ela entrega para Catherine.

CATHERINE – Um pen drive?

MEREDITH – Contém algumas coisas da CeCe que eu acho que seriam interessantes serem vistas pela polícia.

Close em Catherine.

CENA 26. ENDLESS TOWN. CENAS PANORÂMICAS. NOITE.

O sol vai se pondo em Endless Town.

CENA 27.  DELEGACIA DE ENDLESS TOWN. SALA. INT. NOITE.

Adrian, Catherine e Lloyd reunidos numa pequena sala com um retroprojetor. Catherine mostra o pen drive a eles.

CATHERINE – Foi o que eu consegui com a mãe da CeCe. Por algum motivo ela queria que a gente visse isso.

ADRIAN – Então coloque no computador, vamos ver.

Catherine pluga o pen drive no notebook e abre uma pasta onde está um vídeo chamado “DOC LIFE”. Os três se olham. Catherine dá o play no vídeo e eles assistem. O vídeo começa com CeCe andando de bicicleta pelo parque, sorridente, feliz, sendo a menina boa que sempre foi. Em seguida, várias imagens da menina com a mãe, os amigos na escola, numa espécie de documentário. A última parte do vídeo mostra CeCe num local da floresta, em frente a câmera.

CECE – (NO VÍDEO) Eu já disse pra você que você é a pessoa mais importante pra mim no mundo?

CeCe sorri e vira o rosto, envergonhada. Ela ergue parte da saia que está vestindo e mostra as coxas para a pessoa que está filmando.

CECE – (SAFADA) Eu sei que você quer me beijar.

Uma mão de luvas vermelhas alisa o rosto de CeCe e, do nada, o vídeo termina. Lloyd liga a luz e Catherine olha pasma para Adrian.

CATHERINE – Eu não acredito no que a gente acabou de ver Adrian! A CeCe tinha um amante! Um amante que pode ter matado ela!

LLOYD – Jeremy Randall?

Os três se olham, ainda estupefatos pelo que acabaram de ver.

CENA 28. MANSÃO DOS ARMSTRONG. QUARTO DE MADISON. INT. NOITE.

Ouve-se o barulho da porta sendo destrancada. Viola entra no quarto.

VIOLA – O castigo acabou Madison. Espero que tenha refletido muito essa noite.

Viola olha em volta se depara com tudo revirado e destruído. O colchão está rasgado, as colchas no chão, as cortinas arrancadas e os objetos quebrados.

VIOLA – (PASMA) Meu Deus... O que é isso!

Viola escuta um grunhido e vê Madison de joelhos no canto do local, abalada, tremendo.

VIOLA – (ALTO) O que você fez com seu quarto, delinqüente? Em que monstro você se tornou minha filha?

Madison se levanta, transformada, com os cabelos embaraçados, e avança pra cima de Viola, mordendo o braço da mãe. Viola berra de dor e tenta afastar a menina.

VIOLA – (GRITA) Socorro! Ela tá descontrolada!

Viola empurra Madison e se aproxima da janela do quarto. Madison late feito um cachorro para a mãe e deixa Viola assustada.

VIOLA – Eu vou te internar, garota!

Madison pula nos pés da mãe e Viola se desequilibra, despencando em câmera lenta para fora da janela. Madison se aproxima da borda da janela e vê a mãe estirada lá embaixo, em cima de arbustos, imóvel. Close em Madison.

CENA 29. HOSPITAL DE CARIDADE DE ENDLESS TOWN. EXT. NOITE.

Som de ambulância. Plano geral do hospital.

CENA 30. HOSPITAL DE CARIDADE DE ENDLESS TOWN. RECEPÇÃO. INT. NOITE.

Tripp assinando alguns papéis na recepção. Lucas e Maureen entram nervosos e vão até Tripp.

LUCAS – Pai!

TRIPP – Lucas, Maureen, que bom que vocês vieram.

LUCAS – (NERVOSO) Como ela está pai? A mamãe tá bem? Me diz a verdade, ela vai morrer?

TRIPP – Não filho, fica tranqüilo, foi um acidente, ela já está acordada e tomando medicamentos.

MAUREEN – Que coisa terrível Tripp, como foi acontecer?

TRIPP – Não sabemos direito. Parece que ela caiu da janela do quarto da Madison, não entendi muito bem.

LUCAS – E a Madison?

TRIPP – Está bem, Allegra ficou com ela.

LUCAS – Eu preciso ver a minha mãe.

TRIPP – Claro, eu te levo até o quarto.

Lucas concorda e sai acompanhado de Tripp. Close em Maureen.

CENA 31. HOSPITAL DE CARIDADE DE ENDLESS TOWN. QUARTO. INT. NOITE.

Viola deitada na cama hospitalar, com uma boa aparência, apesar da apatia por parte dos remédios. Lucas de pé ao lado da cama da mãe, segurando na mão dela.

VIOLA – Lucas... Obrigada por ter vindo meu filho! Eu fiquei com tanto medo de ir embora sem te dizer que eu te amo.

LUCAS – Não pensa nisso agora mãe, você está bem, e o médico disse que amanhã mesmo voltará para casa.

VIOLA – Eu quero ir embora logo desse hospital xexelento! Seu pai saiu e me abandonou aqui feito uma indigente. Detesto hospital.

LUCAS – Ele está assinando alguns papéis. Agora, mãe, como a senhora foi cair daquela altura? O quarto da Madison estava destruído!

Viola para por um instante e olha para o filho, com medo.

VIOLA – Eu tô com medo Lucas.

LUCAS – Medo? A senhora?

VIOLA – Eu sei, pode parecer até cômico, justamente eu, que nunca temi nada nem ninguém confessar estar com medo. Mas... eu estou com medo da sua irmã.

LUCAS – O que aconteceu?

VIOLA – Ela tentou me matar Lucas. A Madison tentou me matar!

LUCAS – (SURPRESO) Matar?

VIOLA – Ela está fora de si meu filho, completamente louca. Se você visse o que eu vi, ficaria com medo também.  Eu tenho que tomar uma providência o mais rápido possível pela vida dela.

Viola e Lucas se olham.

CENA 32. MANSÃO DOS ARMSTRONG. QUARTO DE MADISON. INT. NOITE.

Madison está na frente de sua penteadeira, que está com o espelho rachado. Allegra está organizando a bagunça do quarto com uma vassoura e balde.

MADISON – Como está a mamãe?

ALLEGRA – Muito bem graças a Deus. Foi só uma queda querida, ela retornará amanhã de manhã para casa.

MADISON – Você sabe como ela caiu Allegra?

ALLEGRA – Eu ainda não entendi direito tudo o que houve Madison, e você também não precisa entender.

MADISON – Ela caiu porque eu empurrei.

Close em Allegra, surpresa com a afirmação de Madison.

CENA 33. CASA DE KIRBY. FRENTE. EXT. NOITE.

Kirby abre a porta de sua casa ao ouvir a campainha e encontra com Guy. A garota morena, jovem, bonita e de roupas modestas fica surpresa ao ver o prefeito de Endless Town ali.

KIRBY – Guy?

GUY – (SORRI) Eu disse que te achava.

Os dois trocam olhares ameaçadores. A imagem escurece.
 

SÉRIE DE:
Jota Pê 

ESTRELANDO:
CHRISTA B. ALLEN – Maureen Prescott
SARAH MICHELLE GELLAR – Catherine Riley
KEEGAN ALLEN – Henry Sheldon
ERIC WINTER – Lucas Armstrong
MICHELLE FORBES – Monica Prescott
RICHARD BURGI – Dewey Riley
ELIZABETH MCLAUGHLIN – Hannah Riley
LESLEY FERA – Viola Armstrong
DAVID JAMES ELLIOT – Tripp Armstrong
BAILEE MADISON – Madison Armstrong
ALEXIA FAST – Amanda Manson
BILLIE JOE ARMSTRONG – Cliff Holiday
JAMIE ANNE ALLMAN – Christina Martin

ELENCO RECORRENTE:
VANESSA RAY – Marilyn Becker
AIMEE TEEGARDEN – Ashley Becker
JACK DEPEW – Tim Allerton
SKYLER DAY – Lynn Wellington
BIANCA LAWSON – Tatum McCarthy
SHANE COFFEY – Jeremy Randall
ANDREA BOWEN – Allegra Drake
JOEL KINNAMAN – Adrian Rutherford
MEGHAN ORY – Ohana Rowland
NAYA RIVERA – Angelina de Los Reyes
RAMÓN FERNANDES – Mickey Hargensen
MACKINLEE WADDELL – Beverly Scott
ASHLEY JOHNSON – Kirby Carter
LIAM JAMES – Ian Carter
MARISOL NICHOLS – Heather Murphy

PARTICIPAÇÃO ESPECIAL:
VICTORIA JUSTICE – CeCe Reynolds
SARAH WAYNE CALLIES – Meredith Reynolds
CHAD LOWE – Guy Wellington
MICHAEL ARDEN – Garret Lloyd

MÚSICAS DO EPISÓDIO:

CLOWN – Emeli Sandé
LONELY BOY – The Black Keys
BAD KARMA – Ida Maria

PRODUÇÃO

Bruno Olsen
Diogo de Castro
Rafael Oliveira
   

 Esta é uma obra de ficção virtual sem fins lucrativos. Qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.


REALIZAÇÃO


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Proibida a cópia ou a reprodução

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