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Perfume - Capítulo 04

Novela de Luiz Gustavo
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CAPÍTULO 04 - SEM REGRAS
 
     
   
 

Música: Make Me - Britney Spears

Aqueles dois corpos em pleno o oceano atlântico, fazem amor sem medo de os encontrarem cometendo este delito, o risco é a peça chave para o deleite e o alimento da libido da dama, edificando aquele fetiche insano. Os sentimentos perseveram a flor da pele, êxtase límpido. As unhas pintadas de violeta escura começam a arranhar as costas do homem, que consegue fazer uma única coisa, beijá-la milhares de vezes seguidas aqueles lábios carnudos, dando algumas mordidas de leve. As caricias fortalecem as emoções naquela relação salgada, alcançado o objetivo principal, o orgasmo.

Pamela esboça um sorriso encantador, dentro de algumas horas, não seria mais escrava de Xavier. Finalizar o noivado na última noite, seria uma lástima e uma falta de respeito ao noivo, mas agora, não pode segurar mais uma mentira. É quase nove horas da manhã, havia saído de casa bem cedo, do carro de Jonathan indo para a praia e posteriormente aos delírios.

- Poderíamos ficar assim pelo resto da vida. Ainda bem que não precisa se casar com outro homem, seria difícil continuar a respirar, carregando o fardo de não ter o amor da minha vida ao meu lado.
- Sim, graças ao meu irmão, estamos livres.
- Não vamos mais viver escondidos, feito dois adolescentes.
- Mas preciso conversar com o Miguel, antes de mais nada.
- Porquê?
- Não posso feri-lo dessa maneira, ele sempre foi uma pessoa legal comigo.
- Ele é um psicopata.
- Não, Jonathan, ele é humano.
- Que queria te comprar?
- Nós fomos apresentados um ao outro, minha mãe armou tudo isso.

Pamela recua, para arrumar o conjunto de biquíni estampado verde claro no corpo e começou a andar contra a correnteza, o rapaz de corpo másculo ajeita a sunga da Calvin Klein e segue a amante rapidamente, segurando os seus braços macios, enquanto saiam da água, que batiam nos seus pés e não mais no pescoço.

- Está chateada comigo?
- Não, é só com a situação mesmo.
- Prometo não te deixar mais nervosa, desculpe-me em tocar neste assunto.
- Vamos ter uma vida inteira pela frente, Jonathan, um universo completo.
- Com certeza.
- Uma terá que saber ouvir o outro.

O vento está agradável naquela manhã. Os dois olhos se encontram primeiro e depois os lábios. Permanecem no final da praia de Pitinga, um dos maiores cartões postais do Brasil, próximos as falésias e a emenda com a do Taipe, um pouco escondidos do centro.

- Nós dois temos uma história. – Ele disse.

Pamela e Jonathan, demoram cerca de uma hora para chegarem no estacionamento, agora, parecem dois amigos mantendo o disfarce e escondendo-se através da socapa. Um homem com as barbas crescidas, roupas rasgadas e olhos esbugalhados eclodiu e disse diversas vezes: “Aproveite seus últimos dias garota. ” Logo depois saiu correndo deixando-os assustados.

- O que será que ele quis dizer com isto? Ele deve ter nos vistos!
- Não tem como, onde estávamos não havia ninguém. Deve ser só um lunático.
- Será mesmo querido?
- Não seja insegura, Pamela.

Jonathan queria tirar todos os medos da amada, mas no momento consegue apenas confortá-la. Eles entram no Eco Sport prata no começo do estacionamento. Jonathan deixa uma mão no volante e a outra aconchegando aqueles cabelos negros e úmidos, demora menos de vinte minutos para chegarem ao palacete da família Monteiro e se despedirem, sem beijos.

O veículo continua a fazer sua rota, finalizando minutos depois.

Jonathan caminha pelo píer de Arraial D’ Ajuda, divisando diversos estilos de embarcações, no entanto, tudo permanece plácido. Ele desce até as vísceras do iate da família, um modelo antigo e pequeno, apenas utilizado para lazer. O forte cheiro de lichia vermelha apodera-se do ambiente. No pavimento, um cadáver, com marcas no pescoço, aparentemente de enforcamento e uma ameaça de morte na parede, composta de sangue. Nos minutos seguintes, o corpo é jogado no pélago e o jovem começa a limpar o cenário do crime com uma esponja e pano, deixando-o perfeitamente higienizado e com o aroma de desinfetante de eucalipto. O aparelho celular vibra no bolso, em seguida, lê a mensagem.

Pamela...

Ele retorna a área externa um pouco assustado, onde liga para a amante, contando detalhes sobre o ocorrido.

- O que estava escrito? – Indaga Pamela.
- “Se afaste das coisas que não lhe pertencem...”
- Está falando a respeito de nossa relação, Jonathan.
- Como assim? Ninguém sabe! – Disse abruptamente.
- Alguém está jogando com a gente.
- Só pode ser o Miguel Xavier.
- Ele não seria capaz, Jonathan.
- Não acredito na inocência de mais ninguém.
- Querido, me encontre em quarenta e cinco minutos na Bróduei.
- Certo. Eu te amo, Pamela.

A linha fica completamente muda. Pamela não confirma seus sentimentos. Com as lagrimas nos olhos verdes e brilhantes, Jonathan anda pensativo, com a preocupação do pior acontecer. Ele entra no automóvel, seguindo o trajeto para Bróduei, um ponto turístico da cidade, uma rua com o chão de cerâmica preta e branca, cercada de bares e lojas. O estudante de administração aciona o aquecedor, chove fraco e segundo o jornal da cidade, o clima pode persistir pelas próximas semanas de julho. Ao acelerar o carro, acaba perdendo o controle dos freios, notando que não funcionam, deixando o rapaz em tremendo pânico.

As tentativas de parar o veículo são frustradas, que por fim sai da pista batendo na entrada de um supermercado.

Pamela se aproxima, não consegue acreditar que as coações se concretizavam. Em lástima, enxerga o amante completamente machucado e com o rosto todo sujo de sangue. As sirenes da ambulância junto com a da polícia, acerca a paragem, afastando todos os curiosos de plantão. O corpo do rapaz de 25 anos é colocado na maca, adentrando da ambulância.

- Tudo isso é minha culpa. – Pamela sussurrou sozinha.

Ás escolhas começaram a transparecer no olhar da mulher, que adentro do Land Rover e chega à emergência do hospital em Porto Seguro, em uma hora. Na sala de espera, Pamela é a companhia de Dona Hilda, mãe do paciente. Uma conforta a outra, partilham das mesmas dores.

- Ainda bem que Jonathan, tem uma amiga tão querida. – Ela se expressa sem saber que os dois mantém uma relação amorosa ilícita.

Os minutos se passam e um homem caucasiano, vestindo uma roupa casual surge na saleta e chama à senhora de cabelos grisalhos para uma conversa.

- Sou delegado da polícia militar. – No crachá, o nome: Pedro Valentim.
- Vocês descobriram alguma coisa? – Pergunta Hilda.
- Não, mas preciso da sua ajuda. Seu filho tinha algum inimigo?
- Não. O Jonathan sempre foi um garoto de ouro.
- Dona Hilda, a principal hipótese é que o carro tenha sido sabotado.

Uma pessoa escondida em uma das passagens no corredor escuta o diálogo, Pamela ligava os pontos, toda aquela desgraça estava acontecendo por uma única razão e ela tem nome: Miguel Xavier. A dor e o remorso tomam conta de todo o intelecto, sendo coberta por uma culpa devastadora.

 
     

 

     

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