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Estações da Vida - 1x24

Novela de Gabo Olsen e Diogo de Castro
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NO CAPÍTULO ANTERIOR DE "ESTAÇÕES DA VIDA":

AMANDA: Aproveita que o Pato que está aqui, Fernanda. Fala pra ele que você alterou a bebida e colocou xixi no nosso perfume, porque está morrendo de ciúmes do nosso namoro. (grita) ADMITA FERNANDA, VAMOS...

Pato encara Nanda.

PATO: Isso é verdade, Nanda?

NANDA: Sua namorada é desequilibrada, onde já se viu eu sentir ciúmes de vocês. Faça me o favor.

PATO: E a bebida alterada?

Diego se aproxima.

DIEGO: Foi você, não foi, Nanda?

MUSIC ON: (WINGS - BIRDY)

NANDA:
Quer saber, sim, fui eu.

 

AMANDA (bate palmas): Finalmente admitiu.

 

PATO (surpreso): Porque você fez isso, Nanda?

 

NANDA: Rapazes, o feitiço virou contra o feiticeiro. O laxante era de vocês, então nada do que mais justo colocar na bebida de vocês. Isso não chega nem perto do mal que vocês queriam me causar. Tudo por causa da inútil aposta entre vocês.

...
 

PATO: Não se preocupe, estou de volta.

 

KÁTIA: Ah é? Resolveu parar de fugir de casa?

 

PATO: Quem sabe...

 

KÁTIA: Achei que era definitivo a sua ida.

 

AMANDA: Nossa que inconveniente.

 

KÁTIA: Alguém pediu sua opinião?

 

PATO: Deixa ela Amanda. Não vale a pena perder tempo. Melhor subirmos.
 

...

PAULINHA:
Prevejo um climão no ar.

 

NANDA: Nós podemos evitar esse clima.

 

PAULINHA: Como?

 

NANDA: Trocando de turno ou de colégio.

 

PAULINHA: Como não havíamos pensado nisso antes?

 

NANDA: É a melhor maneira de esquecermos de uma vez por todas do Pato, Diego e Ismael. Você topa trocar de turno?

 

PAULINHA: Com certeza amiga. Eu sempre vou te apoiar.

 

NANDA: Já te falei que eu te amo?

 

PAULINHA: Own, que fofo.

 

Paulinha faz o símbolo do coração com as mãos. Nanda retribui.


...

Amanda abre a porta.

 

AMANDA: Assim que eu gosto, mando a mensagem e atende o pedido na hora.

 

DIEGO: Sua chamada é uma ordem.

 

AMANDA: Bom saber disso.

 

Amanda puxa a alça do vestido e ele cai no chão.

 

AMANDA: Vai ficar só olhando?

 

Diego entra, fecha a porta, joga a mochila no chão. Eles se beijam.


...

 

Diego coloca a mão no bolso.

 

AMANDA: Procura por algo?

 

DIEGO: Minha carteira.

 

AMANDA: Já olhou dentro da mochila?

 

DIEGO: Ah, é verdade.

 

Diego abre a mochila, revira, deixa cair um saquinho.

 

AMANDA: Hey, isso é droga?

 

Em Diego surpreso.

 
     
     
     
     

CAPÍTULO 1x24
 
     
   
 

CENA 01. APARTAMENTO DE AMANDA. SALA. INT. NOITE. 

Continuação da última cena do capítulo anterior. Amanda encara Diego.

AMANDA: Diego, to esperando uma explicação.

Diego pega o saquinho que caiu da mochila e guarda.

DIEGO (nervoso): Não é da sua conta.

AMANDA: Ah, é? O Pato sabe que você anda mexendo com droga?

DIEGO: É melhor você parar de fazer perguntas.

AMANDA: Vai me ameaçar, querido?

DIEGO: Entenda como quiser.

Diego abre a porta, Amanda empurra a porta, passa a chave e a guarda em seu bolso.

AMANDA: Você não sai daqui enquanto não me der uma explicação, ou prefere que eu ligue para polícia?

Em Diego.

AMANDA: Anda, eu não tenho a noite toda.

Diego se aproxima de Amanda, coloca a mão no bolso dela em busca da chave.

AMANDA: Se afasta de mim.

Diego não dá ouvidos e pega a chave.

AMANDA: Você vai se arrepender se sair por essa porta.

DIEGO: Fica fora disso. É melhor pra você.

Diego abre a porta e sai.

AMANDA: Drogado maldito. Era só o que me faltava.

Amanda bate a porta com força.

CENA 02. RIO DE JANEIRO. EXT. NOITE.

MUSIC ON: (ANIMALS - MARRON FIVE)

Takes pela cidade.

CENA 03. MÉIER. RUA. EXT. NOITE.

Um ônibus para em frente a pracinha. Diego desce e é recebido pelos caras da CENA 13 do CAPÍTULO 15. Diego faz que vai correr, mas os caras o seguram.

JOVEM 1: Tá com pressa, moleque?

DIEGO: Me solta!

JOVEM 2: A gente vai.

JOVEM 1: Mas se correr, já sabe.

Eles soltam Diego. Um dos caras faz sinal para Diego caminhar, ele obedece e os dois vão atrás dele, escoltando.

CENA 04. RIO DE JANEIRO. EXT. NOITE.

Transição de tempo da noite para o dia.

CENA 05. CASA DE NANDA. QUARTO. INT. DIA.

MUSIC OFF.

Nanda deitada com a coberta até a cabeça. Estela em sua frente.

ESTELA: Filha, se você não levantar agora vai chegar atrasada.

NANDA: Mãe, eu não vou pro colégio.

ESTELA: Como não, Fernanda? O que está acontecendo?

NANDA: Nada.

ESTELA: Nada?

Nanda descobre a cabeça.

NANDA: Não aconteceu nada.

ESTELA: Já que não aconteceu nada, levante-se. Eu fiz um café da manhã delicioso.

NANDA: Tô sem fome.

ESTELA: Fernanda, o que tá pegando? Ontem você não jantou, agora não quer tomar café e nem ir pro colégio.

NANDA: To cansada. O acampamento foi exaustivo.

ESTELA: É só isso mesmo?

NANDA: Sim.

ESTELA: Então, se é só isso, pode levantar. Você vai pro colégio sim senhora.

NANDA (reclama): Mãaaaaaae!

ESTELA: Sem essa de mãaaaae, mamãe, maezinha! Vou fazer um café preto sem açúcar. Levanta até defunto.

Nanda volta cobrir a cabeça. Estela puxa a coberta.

ESTELA: Não vou falar novamente mocinha.

Nanda bufa.

CENA 06. MANSÃO DE PAULINHA. SALA DE ESTAR. INT. DIA.

Rubens lendo jornal, enquanto bebe o café na xícara. Mirtes passa a manteiga no pão e Paulinha concentrada no celular.

MIRTES: Paulinha, você não vai comer?

PAULINHA: Daqui a pouco.

RUBENS: Paula, largue o celular e nos acompanhe.

Paulinha mexendo no celular.

RUBENS: Paula, não vou falar novamente.

Paulinha deixa o celular na mesa.

PAULINHA: Estou sem apetite.

MIRTES: Filha, o pão de queijo está um sonho.

PAULINHA: Pai?

RUBENS: Diga.

PAULINHA: A Nanda vai começar um curso de Francês e eu também queria fazer.

MIRTES: Acho ótimo aprender uma nova língua.

PAULINHA: Só tem um probleminha.

MIRTES: Qual, filha?

PAULINHA: Só tem o curso pela manhã.

RUBENS: E o colégio?

PAULINHA: Eu posso estudar a tarde.

RUBENS: E dormir até o meio-dia nos dias que não tem o curso?

Paulinha e Mirtes encarando Rubens.

PAULINHA: Eu posso, pai?

RUBENS: Não. Quando abrir vaga a tarde, podemos conversar.

PAULINHA: Por favor, pai?

MIRTES: Reconsidere, Rubens. Vai ser bom pra Paulinha.

RUBENS (olha para o relógio): Não tenho tempo pra continuar essa conversa agora.

PAULINHA: Isso quer dizer que existe uma possibilidade?

RUBENS (levanta): Quer dizer que tenho coisas mais importantes pra resolver.

Rubens se retira.

PAULINHA: Tá vendo como ele me trata?

MIRTES: Eu vou conversar com ele, filha.

PAULINHA (irritada): Pra que? Você já sabe que não vai adiantar. Pra ele nossa opinião não tem importância. Eu odeio meu pai!

Ela sai, irada. Em Mirtes, que respira fundo, frustrada.

CENA 07. APARTAMENTO DIEGO. QUARTO DELE. INT. DIA.

Naná abre a porta e entra, se surpreende. Close na cama de Diego, arrumada.

NANÁ: Não dormiu em casa. Onde será que esse menino se meteu, meu Deus!

Na aflição de Naná.

CENA 08. COLÉGIO. QUADRA DE ESPORTES. INT. DIA.

Emílio cruza a quadra carregando uma bolsa de academia.

CORTA PARA

CENA 09. VESTIÁRIO MASCULINO. INT. DIA. 

Ele entra no ambiente, estranha. Alguém está na área dos chuveiros, tomando banho.

EMÍLIO: Tem alguém aí?

A pessoa desliga o chuveiro. Tempo e Diego (olho roxo) surge enrolado em uma toalha.

DIEGO: E aí, fessor!

EMÍLIO: Diego? O que faz aqui tão cedo?

A conversa rola enquanto trocam de roupa.

DIEGO: Não dormi em casa. Achei melhor emendar com a escola. Aproveitei pra tomar uma ducha.

EMÍLIO: E por onde você andou? O que aconteceu com seu olho?

DIEGO: O rolê foi meio louco.

EMÍLIO: Sei. E sua vó, sabe onde você tá?

DIEGO: Qual é, professor. Não sou mais nenhuma criança.

EMÍLIO: Enquanto for menor de idade vai ter que da satisfação pros seus responsáveis. Pai sempre se preocupa com filho, Diego. Ainda mais sua vó, uma senhora de idade. Você não deveria fazer isso.

DIEGO: Caramba! Por que todo mundo acha que pode me dar lição de moral? Só porque não tenho pai e mãe? Que saco!

EMÍLIO: Calminha, rapaz. Não precisa se armar contra mim. É meu dever como professor da escola orientar aos alunos. Não precisa ficar irritado. Falo pro teu bem! Apesar do seu comportamento rebelde no colégio, eu gosto de você e não quero que nada de mal aconteça.

DIEGO: Hum.

EMÍLIO: A gente se vê na aula.

Emílio se retira. Diego vai atrás, verificando se ele saiu de fato.

Volta até o armário e o abre: CLOSE em dois saquinhos com um pó branco lá dentro. Diego fica encarando o material por um tempo. Pega um dos saquinhos, vai direção ao

RESERVADO,

Onde abre o saquinho e despeja em cima da tampa do vaso sanitário, organizando o pó branco em uma linha fina. Ele começa a cheirar a substância e dentro de alguns minutos começa a alucinar, se deixa cair no chão, ri sentindo prazer.

Enquanto está sob efeito da droga, lembra os acontecimentos da noite anterior,

FLASHBACK,

BOCA DE FUMO. INT. NOITE.

O ambiente é um barraco caindo os pedaços com móveis velhos e garrafas de bebida espalhas, mal iluminado.

Diego diante de um homem alto, magro, muitas tatuagens pelo corpo, armado. Atrás deles os dois caras que esperaram Diego no ponto de ônibus.

DIEGO: Eu já disse que vou te pagar.

TRAFICANTE: Qual foi, moleque, tu acha que eu sou otário? Tá escrito otário aqui na minha testa, moleque?

O traficante dá um soco em Diego que cai no chão com o impacto.

TRAFICANTE: Eu to começando a perder minha paciência contigo, seu pela.

DIEGO: Me dá mais uns dias, cara. Eu juro, eu juro que vou dá um jeito de te pagar.

TRAFICANTE: Eu acho bom tu cumprir o que tá dizendo, se não quiser amanhecer com a boca cheia de formiga.

DIEGO: Eu vou te pagar, dou minha palavra.

TRAFICANTE: Então vaza.

DIEGO: Mas antes, libera mais um aí pra mim.

O traficante olha pros comparsas.

TRAFICANTE: Ae rapazeada, quê que ces acha? Libera mais um pro viciadinho?

Eles debocham de Diego.

DIEGO: Por favor, cara!

TRAFICANTE: Mas tu é um ‘viciadinho’ de merda mesmo né! Essa aqui vai sair pelo dobro do preço tá ligado?

O traficante entrega e Diego pega no desespero.

DIEGO: Eu pago.

TRAFICANTE: Agora se manda daqui.

Diego sai meio atordoado. Os traficantes ficam rindo da situação.

CENA 10. CASA NANDA. COZINHA. INT. DIA.

Celo e Estela conversam enquanto desfazem a mesa do café.

CELO: Ela fez isso, é? Estranho.

ESTELA: Estranho, não. Estranhíssimo!!! Nossa filha adora ir pra escola, agora, do nada, fica inventando desculpas pra não ir? Sem falar nessa história de querer trocar de turno. Tem caroço nesse angu.

CELO: Deve ter acontecido alguma coisa nesse acampamento e ela não quer nos contar.

ESTELA: Eu acho que deveríamos ir ‘no’ colégio falar com a diretora.

CELO: Será? Não sei. A Nanda detesta quando a gente aparece lá de surpresa.

TOCA um celular. Estela retira o aparelho do bolso. Verifica quem é.

ESTELA (surpresa): É do colégio!!!

CELO: Atende!!!

ESTELA: Alô! (T) A diretora? Claro, vamos sim. (T) Tudo bem então. obrigada.

Desliga.

CELO: E aí?

ESTELA: Meu faro de mãe nunca se engana!

Em Celo, interessado.

CENA 11. CARRO. INT. DIA.

Pato dirige. No carona, Lua concentrada no celular.

PATO: Mal começa o dia e você enterrada nesse celular.

LUA: Ai, Pato. Não vem querer bancar o irmão responsável agora que eu sei muito bem que tu passa a noite online no computador. sabe-se lá fazendo o que!

PATO: Não vem ao caso. Mas, deixa eu advinhar. Tá falando com o tal do Iago.

LUA: Aham. A gente finalmente vai se encontrar.

PATO: Quer que eu vá junto?

LUA: Ce tá brincando né?

PATO: Sim e não.

LUA: Que?

PATO: Eu sei que é chato ter o irmão mais velho na cola, mas você nem conhece esse cara direito. (brinca) Vai que é um aliciador de menores!

LUA: Credo, Pato. Às vezes você viaja!!! O Iago é legal, e é de verdade! A gente se fala há um tempo.

PATO: Tudo bem. Mas, se quiser que eu vá junto, posso fazer esse sacrifício.

LUA: Relaxa. Vou te poupar de segurar essa vela.

CENA 12. COLÉGIO FRAN VICENTINI. ESTACIONAMENTO. EXT. DIA.

TOCA a sirene sinalizando o início das aulas, no momento em que o carro de Pato chega ao estacionamento. Movimentação intensa entre os alunos. Ramiro circula entre eles com seu apito, conduzindo os mais dispersos à entrada. Caio vai entre os alunos quando Grego apressa o passo para se aproximar dele.

GREGO: E aí!

CAIO: E aí.

GREGO: Tudo bem a gente sentar junto?

CAIO: Melhor não forçar a barra, Grego.

GREGO: Mas eu pensei que/

CAIO (bravo): Pensou o que, cara?

Eles param, tensão.

CAIO: O que você quer de mim?

GREGO: Nada. Esquece.

Grego segue caminho quando Paulinha e Nanda se aproximam de Caio.

PAULINHA: Quem é o namorado mais fofo desse mundo?

Ele força o riso, trocam uma bitoca.

NANDA: Aconteceu alguma coisa, Caio?

PAULINHA: É. Ce tá meio estranho.

CAIO: Não, não. Tá tudo bem. Vamo?

PAULINHA: Vamos.

Caio sai na frente, Paulinha e Nanda se olham.

CENA 13. COLÉGIO. SALA DOS PROFESSORES. INT. DIA.

Professores reunidos por ali.

MILENA: Mas você acha que ele passou a noite no colégio, Emílio?

EMÍLIO: Não. Acho que passou a noite perambulando por aí até a escola abrir.

MILENA: Deve ter se desentendido com a avó.

EMÍLIO: E provavelmente se envolveu em briga de rua. Tá com um hematoma bem feio no olho, como se tivesse levado um soco.

VANICE: Esse garoto sempre foi um problema. Não sei porque a Juliana o protege tanto.

LÚCIA: Talvez porque seja a missão da instituição não desistir de seus alunos não, é, Vanice?

VANICE: Não podemos salvar o mundo, Lúcia. Isso aqui não é uma ONG.

LÚCIA: Que comentário mais desagradável.

Vanice faz pouco caso da resposta.

EMÍLIO: A questão é que essa atitude do Diego me deixou preocupado.

ALFREDO: Esse garoto é um caso a ser estudado.

MILENA (pondera): Os alunos não são ratos de laboratório para servirem de experimento, Alfredo.

ARNALDO (todo bobo): Professora Milena como sempre muito sensata.

ALFREDO (sério): E você caidinho por ela!

Constrangimento entre os professores.

ARNALDO (disfarça): Bom, acho que já está na hora de irmos, não?

TOCA o segundo sinal. Ramiro entra.

RAMIRO: Detesto atrapalhar, mestres. Mas, esse sinal é o de vocês.

ALFREDO (a Arnaldo): Salvo pelo gongo!

Os professores começam a sair. Quando todos saem, Ramiro começa a arrumar a mesa que contém xícaras de café pela metade, alguns restos de comida. Ramiro organiza tudo com certa fixação.

RAMIRO: Quanta bagunça!

CENA 14. COLÉGIO FRAN VICENTINI. SALA DE AULA. INT. DIA.

Caio, Paulinha e Nanda entram na sala. Eles passam reto entre as cadeiras de Pato e Diego.

PATO: Que gelo!

DIEGO: Ce esperava outra coisa? A Nanda tá com ódio da gente.

PATO: Poxa, eu sei que a gente mandou mal, mas eu tinha esperanças que ela voltasse atrás.

DIEGO: E o Caio hein, mó vacilão.

PATO: Claro que ele vai ficar do lado da mina dele né.

DIEGO: Otário.

No fundão, Ismael levanta da cadeira e vai em direção a Nanda. Diego sinaliza pra Pato a ação de Ismael, que passa a observar.

ISMAEL: Nanda... 

NANDA: Me erra, garoto.

ISMAEL: A gente precisa conversar.

NANDA: Eu não vou falar outra vez.

ISMAEL: Eu só queria/

PATO (interrompe): Você não ouviu o que ela disse, cara?

ISMAEL: Não se mete.

PATO (levanta e chega junto): É você quem vai me impedir?

Os dois se armam pra briga, quando o professor Alfredo entra, escandaloso.

ALFREDO: Vocês estão sentindo esse cheiro?

Os alunos se assustam. Pato e Ismael recuam.

DIEGO: Fumou uma, fessor?

Os alunos riem.

ALFREDO: Engraçadinho você né, Diego. Esse cheiro, é cheiro de revisão! Abram a apostila na página 42.

Os alunos reclamam. CAM vai buscar Nanda e Paulinha.

PAULINHA: Miga, ce viu o olho do Diego?

NANDA: Sim. Um horror. Nem pra passar um pozinho!

PAULINHA: Que será que aconteceu?

NANDA: Ai amiga não sei e nem quero saber. Desencana desse boy.

PAULINHA: Tem razão.

CENA 15. TRÂNSITO. EXT. DIA.

Um carro para no sinal. CORTA PARA SEU INTERIOR, Mirtes no volante. O celular dela começa a chamar. Ela aperta um botão no computador de bordo do carro.

MIRTES: Oi, Juliana. Algum problema com a Paulinha?

JULIANA (O.S): Oi, Mirtes. Em partes. Estou convocando uma reunião emergencial com alguns pais de alunos pra tratar de questões ligadas ao acampamento no último fim de semana.

MIRTES: Entendi.

Mirtes começa a trafegar com o carro.

JULIANA (O.S): Você pode comparecer a escola agora?

MIRTES: Sim, claro. Chego já.

JULIANA (O.S): Obrigada. É importante sua presença.

MIRTES: To indo.

JULIANA (O.S): Te espero.

MIRTES: Desliga, por favor, to no trânsito.

JULIANA (O.S): Até logo.

A chamada cai.

MIRTES: Ah Paulinha, o que você aprontou dessa vez!

CENA 16. SALA FUNDAMENTAL. INT. DIA.

Arnaldo ministra a aula sob a atenção dos alunos.

ARNALDO: Os gêneros textuais são classificados de acordo com as características comuns que os textos apresentam em relação a sua linguagem e conteúdo. Existem muitos gêneros textuais, os quais promovem uma interação entre os interlocutores, ou seja, emissor e receptor, de determinado discurso.

De seus lugares, Lua, Andréia e Larissa cochicham.

LUA: Fim do mistério, meninas. Hoje eu vou conhecer o Iago.

ANDRÉIA: Lua, não é melhor você ir com alguém?

LARISSA: Claro que não né, Andréia. Ninguém merece segurar vela.

LUA: O Pato disse a mesma coisa. Mas eu confio no Iago. Duvido que ele seja fake.

ANDRÉIA: Sei lá, amiga. Eu acho arriscado.

LARISSA: Você é uma medrosa. Eu te apoio incondicionalmente, amiga. Já passou da hora de conhecer esse crush!

Elas riem alto, chamando a atenção do professor. DJ observa.

ARNALDO: Algum problema, meninas? A euforia de vocês está atrapalhando a aula.

ANDRÉIA: Desculpa, professor.

ARNALDO: Menos desculpas e mais atenção tá?

O professor retoma o assunto. DJ ri da bronca que elas levaram, Lua percebe e não gosta.

CENA. 17. COLÉGIO FRAN VICENTINI. SALA DOS PROFESSORES. INT. DIA.

Juliana, Vanice e Ramiro estão diante dos pais de Nanda, Paulinha e Diego.

JULIANA (a Ramiro): O pai do Patrício Lambertini não vem?

Alguém bate a porta, Ramiro se apressa em atender. É Leonardo que vai entrando.

LEONARDO: Desculpem o atraso. estava em uma reunião importante.

JULIANA: Tudo bem, o importante é que agora estão todos aqui.

MIRTES: Qual o motivo dessa convocação afinal?

JULIANA: Conforme adiantado por telefone, eu convoquei essa reunião emergencial para tratar sobre alguns acontecimentos do acampamento no último fim de semana.

NANÁ (preocupada): Meu neto fez algo?

RAMIRO: Se estão aqui é porque seus filhos tem culpa no cartório.

ESTELA (afrontosa): Epaa! Minha filha não é nenhuma criminosa pra ter culpa no cartório.

JULIANA (repreende): Ramiro! Ponha-se em seu devido lugar.

RAMIRO: Desculpe, diretora.

JULIANA: Desconsiderem a fala do inspetor, por favor.

VANICE: Mas o Ramiro não está de todo errado. Ele estava lá, assim como eu, e não só pudemos presenciar, como fomos vítimas das “brincadeiras” de mau gosto provocadas por seus filhos.

ESTELA (afrontosa): E você quem é?

Vanice olha com desprezo para Estela.

JULIANA: A professora Vanice foi uma das responsáveis por acompanhar a turma durante o passeio. Ela pode dar mais detalhes do ocorrido.

LEONARDO (impaciente): Mas será que podemos parar de dar voltas e ir direto ao ponto?

MIRTES: Concordo.

JULIANA: Vanice, prossiga, por favor.

VANICE: Bom, os alunos Patrício Lambertini, Diego Medeiros, Paula Trindade e Fernanda Menezes protagonizaram um verdadeiro show de horrores. Tudo começou quando...

A conversa continua fora do áudio. Enquanto Vanice fala, os pais esboçam algumas reações.

CENA 18. COLÉGIO FRAN VICENTINI. SALA DE AULA. INT. DIA

Arnaldo escreve no quadro enquanto os alunos se dispersam. Ismael arranca um pedaço de papel do caderno e escreve algo. Entrega a folha dobrada para o aluno da frente, que passa para o próximo até que a folha chega em Nanda, que abre. Na folha, está escrito:

“Não desisti de você, quero muito poder me explicar. Ass: Ismael”.

Nanda revira os olhos. Amassa o papel, mira na lixeira próxima do professor, joga e acerta. Arnaldo vira-se pra turma e todo mundo finge anotar no caderno. Ele volta a escrever no quadro.

CENA. 19. COLÉGIO FRAN VICENTINI. SALA DOS PROFESSORES. INT. DIA.

Continuação da cena 17. Ramiro entrega um copo com água a Vanice. Ela toma.

JULIANA: Bom, diante de todas as situações pontuadas pela professora Vanice e confirmadas pelos demais professores e alunos que participaram do passeio, o núcleo gestor entendeu as condutas dos jovens como quebra do código de ética da instituição, considerando as atitudes como uma falta grave.

ESTELA: Isso quer dizer o que?

JULIANA: Quer dizer que os alunos envolvidos nos episódios do acampamento estão suspensos. Espero que compreendam que essa é uma medida disciplinar necessária para que episódios como estes não voltem a acontecer. Contamos com o apoio de todos vocês.

MIRTES: Mas por quanto tempo essa suspensão?

JULIANA: Pelo resto da  semana.

NANÁ: Tudo bem, Juliana. Você está fazendo o que é certo.

LEONARDO: Bom, se era só isso, eu preciso ir agora. Obrigado por tudo, Juliana.

TOCA o sinal do intervalo.

JULIANA: Aproveitem o intervalo pra levarem seus filhos pra casa.

Leonardo concorda com a cabeça e sai. Mirtes se despede de todos e vai também, assim como Estela que sai encarando Vanice.

JULIANA: Naná, espero que você me entenda.

NANÁ: Imagina, filha. Apoio sua decisão, você não tem que me pedir desculpas. Eu sei que é pro bem dele.

Elas se despedem sob os olhares de Vanice e Ramiro. Naná sai.

RAMIRO: Não sabia que a diretora era tão apegada a avó do aluno do Diego.

JULIANA: E eu não sabia que você era pago pra se intrometer onde não é chamado! Anda, Ramiro, vai monitorar os alunos! Vai!

Ramiro sai. Vanice ri.

CENA 20. COLÉGIO FRAN VICENTINI. LANCHONETE. INT. DIA.

Grego abocanha um sanduíche no momento em que Caio senta-se a seu lado, no balcão.

CAIO (ao atendente): Me vê um suco de laranja, por favor.

Grego mastiga a comida.

CAIO: Oi.

Grego observa ao redor.

MUSIC ON: (FLASHLIGHT - JESSIE J)

GREGO: É comigo?

CAIO: Claro. Eu vim me desculpar por hoje de manhã.

GREGO: Não precisa. Eu te entendo.

CAIO: É que tá bem complicado pra mim, sabe.

O atendente serve o suco a Caio.

GREGO: Pra mim também.

CAIO: Você também tem um pai que fica de marcação cerrada?

GREGO: Como assim?

CAIO: Ele quis saber se eu transei com a Paulinha no acampamento.

GREGO: Sério, cara? Não converso essas coisas com meu pai.

CAIO: Nem eu! Mas ele insiste!

GREGO: Que invasivo.

CAIO: E o pior é que eu me sinto muito mal por mentir.

GREGO: Mas você escolheu isso.

CAIO: Tu não entende.

Grego encara Caio.

GREGO: É sério isso?

Caio ri.

CAIO: É que, não sei, parece que pra você é mais fácil lidar com toda essa situação.

GREGO: Por que diz isso?

CAIO: Eu travo uma batalha diária comigo pra tentar entender, lidar melhor com toda essa coisa e isso me deixa triste, frustrado, com raiva. Tem dias que acho que vou surtar. Tem dias que eu quero surrar todo mundo! E você não, tá sempre tão de boa. Qual é o segredo?

GREGO: Ah, cara. Sei lá. Acho que o fato de sempre ser o alvo preferido dos valentões do colégio, aprendi a ser mais forte. É uma teoria.

CAIO: Eu te admiro muito por isso.

GREGO (brinca): Por sofrer bullying calado desde os dez anos?

CAIO: Por ser de verdade. Você é você. Sem fachada, sem mentira. Como eu gostaria de ser.

Grego recebe o impacto das palavras de Caio. Ficam constrangidos.

MUSIC OFF.

CAM vai buscar em outro ponto da lanchonete Lua, Larissa, Andréia e Ricardo. Todos, exceto Larissa, comem alguma coisa.

ANDRÉIA: Não vai comer nada, Lari?

LARISSA: Já comi uma barra de cereal.

ANDRÉIA: Você e suas dietas malucas.

Lua mexe no celular.

LARISSA: Ai, não comecem. O foco aqui hoje é a Lua.

RICARDO: Por que?

LARISSA: Ela vai conhecer o crush virtual dela.

RICARDO: Hum. Boa sorte.

LUA: Obrigada. Aliás, to achando estranho. Ele não falou mais comigo.

ANDRÉIA: Será que desistiu?

LARISSA: Ou está se preparando para o momento. A gente acha que só nós meninas nos preparamos pra isso, mas os caras também não querem fazer feio no primeiro encontro. Fala aí, Ricardo.

Ricardo dá de ombros.

LUA: Vou ao banheiro. Vem comigo, Lari?

LARISSA: Claro.

As duas saem.

RICARDO: Tá tudo bem?

ANDRÉIA: To preocupada com a Lua. Ela tá tão empolgada com esse encontro.

RICARDO: E por que a preocupação?

ANDRÉIA: Não sei direito. Algo me diz que isso é uma roubada.

RICARDO: Onde eles marcaram?

ANDRÉIA: No shopping. 

RICARDO: Se você quiser, a gente pode ir junto.

ANDRÉIA: A gente já se ofereceu. Ela não quer.

RICARDO: Ela não precisa saber.

Andréia olha pra ele, achando a ideia boa.

CENA 21. COLÉGIO FRAN VICENTINI. BANHEIRO FEMININO. INT. DIA.

Larissa se admira no espelho. Lua sai do reservado.

LARISSA (preocupada): Miga, ce acha que eu to gorda?

LUA (brinca): Acho.

LARISSA (paranoica): Sério? Droga. Preciso parar de comer aquelas porcarias.

LUA: Eu to brincando, Larissa. Você tá ótima. É a menina mais bonita do colégio.

LARISSA: Até parece. As meninas do ensino médio são perfeitas!

Elas começam a retocar a maquiagem.

LUA: Você também é.

LARISSA: Opinião de amiga não vale.

LUA: Então pra que perguntou?

LARISSA: Tá ansiosa?

LUA: Muito. Não sei como vai ser, nem o que fazer.

LARISSA: Qualquer coisa grita!

LUA: Ah loca gritando no meio do shopping!

Elas riem enquanto recolhem as coisas de maquiagem, se prepara para sair.

CENA 22. COLÉGIO FRAN VICENTINI. BANHEIRO. EXT. DIA.

Lua e Larissa saem do banheiro no mesmo momento em que Beto e DJ. Larissa agarra o braço de Lua apressando-a.

LARISSA: Passa reto, miga. Não dá confiança.

BETO: Ow, não precisa fugir. Como você tá?

LARISSA: Nunca estive melhor!

LUA: Ai, Lari, deixa de ser grossa vai.

Lua faz ela parar e voltar para falar com Beto. Larissa bufa. Dj não para de olhar para Lua.

LARISSA: O que você quer?

BETO: Nada, ué só saber como você tá.

LARISSA: Se era só. Já teve sua resposta. Tchau.

E sai andando.

LUA: Desculpa, meninos. (e vai atrás)

DJ: Por que ela tá te evitando?

BETO: Deve tá com vergonha. Outro dia ela desmaiou no shopping eu ajudei.

DJ: Salvou a vida da garota e é assim que ela retribui?

BETO: Pra tu ver como elas são.

DJ: Mais ou menos né. A Lua foi mó educada com a gente.

BETO: Eu bem vi que tu não tirou os olhos dela.

DJ: Confesso. To amarradão.

BETO: Vai se declarar?

DJ: Na hora certa.

BETO: Quando conseguir me dá uma força com a Larissa.

Eles seguem conversando enquanto caminham.

CENA 23. COLÉGIO FRAN VICENTINI. PÁTIO. EXT. DIA.

Movimentação de alguns alunos por ali. Nanda e Paulinha estão sentadas.

NANDA: Quer dizer que ele não permitiu?

PAULINHA: Como sempre. Meu pai só serve pra atrapalhar minha vida.

NANDA: Então vou ter que mudar de turno sozinha.

PAULINHA: Mas e eu? Isso aqui não vai ter a menor graça sem você.

NANDA: Eu sei que você me ama!

Elas riem. Diego e Pato se aproximam.

PATO: Nanda.

NANDA: Você de novo?

PATO: A gente precisa trocar uma ideia sobre o que aconteceu.

NANDA: O que você tem pra dizer que eu ainda não sei?

DIEGO: Escuta, Nanda.

PATO: A gente se arrependeu, tá legal? Sério mesmo. Eu e o Diego pensamos na besteira que fizemos.

PAULINHA (debochada): Olha só, Nanda, eles pensam!

DIEGO (irônico): Que engraçada você!

NANDA: Tarde demais pra arrependimento.

PATO: Poxa, Nanda. Releva vai! Nossa amizade não pode acabar por essa bobagem.

NANDA (exalta-se): Bobagem? Vocês fizeram uma aposta nojenta pra me embebedar e transarem comigo a força! (baixo) O que vocês chamam de bobagem eu chamo de estupro!

PATO: Eu nunca faria isso com você.

PAULINHA: Mas não era isso que tava em jogo seus dementes?

PATO (ignora): Nanda, por favor, por tudo que a gente já passou juntos. Me perdoa.

NANDA: Não dá. É difícil demais pra mim. Tudo que eu quero nesse momento é sair de perto de vocês dois.

Leonardo, Estela, Mirtes e Naná se aproximam.

LEONARDO: Seu pedido será prontamente atendido, garota.

PATO (surpreso): Pai? Tá fazendo o que aqui?

NANDA E PAULINHA: Mãe!

DIEGO: Vó!

NANDA: Que é isso, gente?!

LEONARDO: A diretora nos convocou pra um reunião de urgência.

DIEGO: Que que tá rolando?

MIRTES: Vocês estão bem encrencados, meninos.

NANDA: Como assim?

MIRTES: A Juliana suspendeu todos vocês.

ESTELA: Viemos para buscá-los.

Surpresa nos alunos.

CENA 24. SALA DOS PROFESSORES. INT. DIA.

Professores, inclusive Juliana, reunidos a mesa fazendo um lanche.

JULIANA: Não foi uma decisão que me deixou feliz, mas era o que tinha que ser feito.

VANICE: Você está corretíssima em sua postura, Juliana. Esses meninos precisam de um corretivo, às vezes.

ARNALDO: Concordo em partes com a Vanice. Alguns dos alunos envolvidos nos acontecimentos já têm histórico de condutas inadequadas.

ALFREDO: Sem falar nas notas baixas em Física.

JULIANA: De certa forma o nome da escola estava em jogo. Já imaginaram se esse se espalha por aí?

VANICE: Se é que já não se espalhou, não é? Por que em tempos de internet as notícias correm rápido.

LÚCIA: Vocês sabem o que penso a respeito disso. Não acho que devemos educar pelas vias da punição.

MILENA: Por isso os alunos te adoram.

LÚCIA: Eles também adoram você.

RAMIRO (insinua): Mas não pelo mesmo motivo né, professora.

Milena esconde o constrangimento. Arnaldo dá um peteleco em Ramiro.

JULIANA: Eu também acho que não devemos educar pela punição, Lúcia. Você sabe. Mas, em determinados momentos faz-se necessário tomar medidas mais drásticas.

EMÍLIO: A verdade é que essa molecada precisa por a cabeça no lugar.

LÚCIA: E nós estamos aqui pra ajudá-los com isso, não é mesmo?

Eles concordam, exceto Vanice, incomodada com as palavras de Lúcia.

MUSIC ON: (CÉU AZUL - ANA GABRIELA)

LUA (O.S): Quando estamos perto de conseguir algo que tanto queremos, bate aquele frio na barriga, é uma sensação de nervosismo com angústia. Mas no fim, precisamos acreditar que tudo vai dar certo.

CENA 25. SEQUÊNCIA DE CENAS

1. Professora Milena em sala de aula ministrando sua disciplina sob os olhares atentos dos alunos. Os meninos encantados com a beleza dela.

2. Caio olha para Grego estranhando a ausência de seus amigos na sala.

3. O carro de Pato saindo do estacionamento. Logo atrás, Leonardo em seu carro o segue.

4. Ramiro inspecionando os corredores da escola. Encontra uma sujeira no chão. Abaixa-se, analisa minuciosamente, retira uma flanela do bolso e limpa a sujeira. Pega a flanela com nojo e joga na lixeira mais próxima.

5. Estela dirige a Kombi. Nanda no carona, olhar tristonho. Chega uma mensagem em seu celular. Ela desbloqueia. CAM detalha a tela com a mensagem de Paulinha:

PAULINHA: E agora?

Nanda digita:

NANDA: Foi melhor assim.

Paulinha responde:

PAULINHA: Conta comigo.

6. Juliana na solidão de sua sala. Sentada na cadeira, pensativa.

MUSIC OFF

TOCA o sinal sinalizando o fim da aula. 

CORTA PARA

CENA 26. COLÉGIO FRAN VICENTINI. EXT. DIA

Os portões se abrem os alunos começam a sair eufóricos. O volume de alunos vai diminuindo. CAM vai buscar Lua, Andréia, Larissa e Ricardo que se aproximam da calçada. Conversam enquanto caminham.

LUA: Chegou a hora, meninas! To tão ansiosa!

LARISSA: Eu também. Até parece que sou eu que vai se encontrar com o crush.

ANDRÉIA: Onde vocês marcaram mesmo?

LUA: No shopping. Desejem-me sorte.

Ela faz sinal para o primeiro táxi que aparece. O táxi para, Lua manda beijo e entra. O carro vai. Ricardo repete a ação de Lua parando outro carro. Entram no veículo, apressados.

LARISSA: Ué, pra onde é que cês vão? Ei!

O táxi já saiu.

LARISSA: Que pressa é essa, gente!

Larissa fica sem entender.

CENA 27. SHOPPING. EXT. DIA.

Um táxi para em frente a entrada do estabelecimento. Lua sai do carro e caminha em direção a entrada. Sempre com o celular na mão. Outro táxi para no mesmo lugar que o anterior. Andréia e Ricardo saem apressados a tempo de ver Lua entrando no shopping. 

CORTA PARA

CENA 28. SHOPPING. PRAÇA DE ALIMENTAÇÃO. INT. DIA.

Lua caminha mexendo no celular.

LUA (digita): Cadê você?

IAGO (mensagem): Fui no banheiro, mas meu tio está sentado em frente ao subway.

LUA (digita): Como ele está vestido?

Andréia e Ricardo observam Lua de longe.

IAGO (mensagem): Jaqueta de couro, camiseta xadrez, tem barba e óculos de sol.

Lua procura por alguém com essas caracterísitcas. Ele está mexendo no celular.

LUA (digita): Você vai demorar?

IAGO (mensagem): Não, já estou saindo.

LUA (digita): Vou te esperar, então.

IAGO (mensagem): Poxa, gatinha, meu tio tá sozinho. Faz companhia pra ele enquanto eu chego.

LUA (digita): Eu sou tímida.

IAGO (mensagem): Ele é de boa kkk.

LUA (digita): Ok.

Lua chega de frente para o homem, que está de costas para ela. Ela respira fundo. CAM procura por Andréia e Ricardo. 

ANDRÉIA: Quem é aquele homem?

RICARDO: Não parece um jovem de 17.

ANDRÉIA: Eu sabia que isso era uma roubada. Vamo lá.

Ricardo a segura.

RICARDO: Espera. Pode não ser nada. Vamos ficar aqui mais um pouco.

CAM volta em Lua.

LUA: Oi.

O homem se vira, revelando seu rosto (50 anos, cabelos grisalhos).

LUA: Você que é o tio do Iago? (ele sorri) Ele me pediu pra fazer companhia enquanto não volta do banheiro. Tudo bem com você? 

IAGO: Melhor agora, gatinha.

LUA (estranha): Do que você me chamou?

IAGO: Gatinha. Não era assim que eu te chamava, ou melhor, o Iago te chamava?

LUA: Quem é você?

IAGO: Você já vai descobrir.

O homem mostra de dentro da jaqueta, uma arma. Lua fica apavorada.

Encerra com a música Wings - Birdy.

 
     

 

     

autores
GABO OLSEN
DIOGO DE CASTRO

colaboração
IGOR FEIJÃO

elenco
NICOLAS PRATTES como PATO
ALICE WEGMANN como NANDA
JOSÉ VICTOR PIRES como DIEGO
LETÍCIA NAVAS como PAULINHA
JOÃO VITHOR OLIVEIRA como CAIO
LARISSA MANOELA como LUA
ERIBERTO LEÃO como LEONARDO
TALITA CASTRO como KÁTIA
JUAN ALBA como HEITOR
CAROLINA FERRAZ como SELMA
ÂNGELA LEAL como NANÁ
JANDIR FERRARI como MARCELO
ÂNGELA DIP como ESTELA
DALTON VIGH como RUBENS
LUCIANA VENDRAMINI como MIRTES
FILIPE BRAGANÇA como GREGO
LUCAS COTRIM como DJ
RAISSA CHADDAD como LARISSA
NICHOLAS TORRES como RICARDO
HESLAINE VIEIRA como ANDRÉIA
GABRIEL SANTANA como ISMAEL
CARLA FIORONI como JULIANA
MARCELLO AIROLDI como ARNALDO
VERA ZIMMERMANN como LÚCIA
SANDRA PÊRA como VANICE
WAGNER SANTISTEBAN como ALFREDO
MARISOL RIBEIRO como MILENA
JIDDÚ PINHEIRO como RAMIRO
FERNANDO PAVÃO como EMÍLIO
MARIANNA ARMELLINI como LULU
HALL MENDES como BETO

participação especial

PAULO GORGULHO como IAGO

trilha sonora
NEVER LET ME GO - ALOK, BRUNO MARTINI, ZEEBA (abertura)
ANIMALS - MARRON FIVE
FLASHLIGHT - JESSIE J
CÉU AZUL - ANA GABRIELA
BIRDY - WINGS

produção

BRUNO OLSEN
CRISTINA RAVELA


Esta é uma obra de ficção virtual sem fins lucrativos. Qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.


REALIZAÇÃO


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