(SEGUNDA-FEIRA, 4 DE MAIO DE 2026)
Nada de leveza, porque o que tá rolando mudou completamente o jogo. As tensões aumentaram, as atitudes começaram a falar mais alto que qualquer discurso e tem muita coisa vindo à tona que ninguém esperava.
Chega mais, senta aqui e me conta, vocês também estão com a sensação de que isso tudo tá prestes a explodir? Porque do jeito que as coisas caminham, nada mais vai ser como antes. Vem comigo, Gigi. O Giro Virtual chegou, menina.
RITINHA: Amores, senta aqui que hoje o papo é daqueles que todo autor precisa ouvir. Porque escrever não é só ter ideia boa, personagem marcante e história envolvente. Escrever é se comunicar. E comunicação, meu bem, precisa de resposta.
O autor cria, planeja, pensa em cada detalhe, mas quando a história vai ao ar, começam as reações. E é aí que entra o feedback. É o público dizendo o que sentiu, o que funcionou, o que não bateu, o que poderia ser melhor.
E isso tem um peso enorme. Porque nem sempre o que o autor imagina é o que realmente chega pra quem está lendo. Tem cena que parecia forte e passa batida. Tem personagem que cresce mais do que o esperado. Tem história que pede outro ritmo e só dá pra perceber quando vem o retorno.
Mas vamos falar a verdade. Nem sempre é fácil ouvir. Tem crítica que incomoda, tem comentário que parece injusto, tem opinião que dá vontade de ignorar. Só que, quando certas coisas começam a se repetir, não é implicância. É sinal.
Autor que ignora completamente o público acaba se fechando. Fica preso na própria visão e perde a chance de evoluir. E escrever é evolução constante. Sempre dá pra melhorar, ajustar, afinar.
Agora, também não é pra virar refém. Nem todo comentário ajuda. Tem gente que critica por impulso, tem opinião vazia, tem exagero. O segredo está em filtrar. Entender o que faz sentido, o que se repete e o que realmente pode contribuir.
E tem um lado que muita gente esquece. O feedback positivo. Porque não é só crítica, não. Tem elogio, tem apoio, tem gente que acompanha de verdade. E isso motiva. Motiva a continuar, a se dedicar mais, a entregar melhor.
Quando o autor percebe que tem público envolvido, esperando, reagindo, isso dá energia. Dá vontade de fazer mais, de caprichar mais, de surpreender.
Além disso, cria conexão. O público deixa de ser distante e passa a se sentir parte do processo. E isso fortalece a obra, aumenta o interesse e mantém a história viva.
No fim das contas, é equilíbrio. Ouvir sem se perder. Ajustar sem abrir mão da própria identidade. Crescer sem abandonar aquilo que torna a história única.
Porque escrever é entrega. E quem entrega precisa saber ouvir o que volta.
CONFESSO QUE O PRIMEIRO SENTIMENTO FOI DE FRUSTRAÇÃO. ERA UM ESPAÇO ONDE MUITOS DE NÓS ESTÁVAMOS DESENVOLVENDO NOSSAS HISTÓRIAS, TROCANDO IDEIAS, APRENDENDO, diz FERNANDO RICOBONI
Ele mora em Araçatuba. Sua trajetória no mundo virtual começou no Orkut, através da comunidade da Tv Destino, com a publicação da novela “Infidelidade”. Com o fim da plataforma, Fernando Gibeli Ricoboni encontrou no Facebook um novo espaço criativo e conheceu o Megapro. Lá, publicou uma nova versão de "Infidelidade" e a série “Pandorum” com três temporadas. Atualmente, segue sua jornada no Estúdio.Webs, onde transformou “Infidelidade” em série, lançou a série “Homem com H” e a série “451”. Para Ricoboni, escrever é seu prazer e descanso; nesse processo, ele encontra paz e viaja no mundo que criou. Fernando, seja bem-vindo ao Diário do Autor.
FERNANDO: Muito obrigado pelo convite e pela apresentação tão generosa. É um prazer participar do Diário do Autor e poder compartilhar um pouco da minha trajetória.
GABO: Fernando, como aconteceu o seu encontro com o MV no Orkut e de que maneira esse ambiente influenciou seus primeiros passos como autor?
FERNANDO: Na época do Orkut, as comunidades eram verdadeiros pontos de encontro para quem gostava de criar e compartilhar histórias. Foi nesse ambiente que conheci o MV. Eu já escrevia por prazer, mas encontrar um espaço onde outras pessoas também produziam novelas, séries e acompanhavam as histórias umas das outras foi algo muito estimulante.
O MV acabou se tornando uma espécie de laboratório criativo para mim. Ali eu pude publicar meu primeiro trabalho, receber comentários, críticas e perceber como o público reagia aos personagens e às tramas. Essa troca foi muito importante para o meu desenvolvimento como autor, porque me ensinou não só a contar histórias, mas também a entender melhor quem estava lendo.
GABO: Publicar Infidelidade na TV Destino marcou o início da sua trajetória autoral. O que essa experiência significou para você naquele momento?
FERNANDO: Publicar Infidelidade na TV Destino foi um momento muito especial para mim, porque representou o primeiro passo real da minha trajetória como autor. Até então, escrever era algo muito pessoal, mas quando comecei a publicar a novela e ver pessoas acompanhando a história, comentando os capítulos e se envolvendo com os personagens, percebi que aquilo tinha um alcance muito maior do que eu imaginava.
Foi também uma fase de muito aprendizado. Eu estava descobrindo minha forma de narrar, entendendo o ritmo de uma história em capítulos e aprendendo a lidar com o retorno do público. Essa interação foi fundamental para meu crescimento criativo.
A TV Destino acabou sendo, de certa forma, a porta de entrada para tudo o que veio depois. Foi ali que percebi que queria continuar escrevendo, criando mundos e contando histórias para as pessoas.
GABO: Que tipo de retorno do público você recebia no Orkut e como isso influenciava sua motivação para continuar escrevendo?
FERNANDO: O retorno do público no Orkut era muito direto e muito próximo. As pessoas comentavam nos tópicos, davam opiniões sobre os personagens, diziam o que estavam achando da história e até criavam teorias sobre o que poderia acontecer nos próximos capítulos. Para quem estava começando, como eu, isso era muito motivador.
Eu sempre digo que naquela época eu era — e ainda me considero — um autor em constante aprendizado. No Orkut, nós éramos muito amadores no sentido mais verdadeiro da palavra: pessoas que escreviam por amor àquilo. Havia uma troca muito rica entre os autores. A gente conversava, trocava ideias, discutia formas de contar melhor uma história e aprendia muito uns com os outros.
Esse contato com o público e com outros criadores foi fundamental para a minha motivação. Cada comentário, cada incentivo e até mesmo as críticas construtivas ajudavam a melhorar a história e me davam vontade de continuar escrevendo e evoluindo como autor.
GABO: Quando a Tv Destino chegou ao fim, qual foi seu primeiro sentimento: frustração, medo ou recomeço? Você chegou a pensar em abandonar a escrita?
FERNANDO: Quando a TV Destino chegou ao fim, confesso que o primeiro sentimento foi de frustração. Era um espaço onde muitos de nós estávamos desenvolvendo nossas histórias, trocando ideias, aprendendo. De certa forma, parecia que um ciclo estava se encerrando de forma inesperada.
Mas, ao mesmo tempo, aquilo também acabou despertando em mim um sentimento de recomeço. A escrita já fazia parte da minha vida, então abandonar não era exatamente uma opção. Talvez houvesse um momento de pausa ou de dúvida, como acontece com qualquer autor, mas a vontade de continuar contando histórias sempre falou mais alto.
GABO: Como aconteceu sua chegada às web emissoras do Facebook, especialmente ao Megapro?
FERNANDO: Minha chegada às web emissoras no Facebook aconteceu de forma bastante natural, acompanhando a migração que muitos criadores fizeram quando o Orkut chegou ao fim. Quem gostava de escrever e acompanhar histórias continuou buscando espaços onde fosse possível publicar e interagir com o público, e o Facebook acabou se tornando esse novo ambiente.
Foi nesse contexto que conheci o Megapro. O projeto me chamou a atenção porque mantinha aquele espírito criativo e colaborativo que existia nas comunidades do Orkut, mas agora em uma nova plataforma. Ali encontrei novamente um espaço para publicar minhas histórias e continuar desenvolvendo meus trabalhos.
No Megapro tive a oportunidade de revisitar Infidelidade em uma nova versão e também de criar a série Pandorum, que acabou ganhando três temporadas. Foi uma fase muito importante da minha trajetória, porque mostrou que, mesmo com as mudanças das plataformas, a essência continuava a mesma: pessoas apaixonadas por contar histórias e compartilhar.
GABO: O que mais te chamou atenção ao entrar em um ambiente diferente do Orkut? Quais foram as principais diferenças que você sentiu entre escrever no Orkut e escrever em uma emissora fora de lá?
FERNANDO: O que mais me chamou atenção ao sair do Orkut e entrar em um ambiente como as web emissoras do Facebook foi a estrutura. No Orkut, tudo era muito mais informal: publicávamos os capítulos em tópicos das comunidades e a interação acontecia ali mesmo, de forma bem espontânea. Já nas web emissoras havia uma proposta mais organizada, quase como uma programação, com horários, estreias e uma identidade própria para cada projeto.
Outra diferença importante foi a forma de apresentar as histórias. Nas emissoras, havia uma preocupação maior com divulgação, artes, identidade visual e com a construção de uma “grade” de conteúdos. Isso acabava aproximando um pouco mais do formato televisivo, mesmo sendo um projeto totalmente independente.
GABO: A segunda versão de Infidelidade já mostrava um autor diferente do início?
FERNANDO: Sem dúvida. A segunda versão de Infidelidade já refletia um autor diferente daquele que começou a escrever a história no início. Quando escrevi a primeira versão, eu ainda estava descobrindo minha forma de contar histórias, aprendendo sobre ritmo, construção de personagens e desenvolvimento de trama.
Com o tempo, a experiência e o contato com outros autores e com o público, fui amadurecendo minha escrita. Quando revisitei Infidelidade, procurei enxergar a história com um olhar mais crítico e mais consciente da narrativa. Foi uma oportunidade de ajustar pontos da trama, aprofundar personagens e trabalhar melhor alguns conflitos.
De certa forma, essa nova versão também foi um exercício de olhar para trás e perceber o quanto eu havia evoluído como autor. É interessante revisitar uma obra e perceber que, junto com a história, quem também mudou foi quem a escreveu.
GABO: O que muda para quem já acompanhou a versão original quando você apresenta uma nova versão da mesma história?
FERNANDO: Quando apresento uma nova versão de uma história como Infidelidade, a ideia não é simplesmente repetir o que já foi feito, mas revisitar aquele universo com um olhar mais maduro. Para quem acompanhou a versão original, algumas bases da história continuam ali — os conflitos centrais, os personagens e a essência da trama —, mas muitos elementos acabam sendo aprofundados ou ajustados.
Com o tempo, a gente evolui como autor, passa a entender melhor o ritmo da narrativa, o desenvolvimento dos personagens e até a forma de construir determinados conflitos. Então, a nova versão acaba trazendo camadas diferentes, diálogos mais trabalhados e, às vezes, até novos caminhos para a história.
GABO: Como nasce uma história para você: da ideia, do personagem ou do conflito?
FERNANDO: Para mim, uma história pode nascer de várias formas, mas geralmente começa com uma ideia central ou um conflito forte. Às vezes surge uma situação que me faz pensar: “E se isso acontecesse?”. A partir daí começo a imaginar quem são os personagens envolvidos, como eles reagiriam e quais caminhos aquela história pode seguir.
Em outros momentos, tudo começa com um personagem. Um perfil, uma personalidade ou até um dilema que aquela pessoa carrega. Quando isso acontece, a história vai se construindo ao redor dele, conforme vou entendendo melhor suas motivações e os conflitos que enfrenta.
GABO: Onde você costuma buscar inspiração para suas histórias? Você costuma planejar tudo antes ou deixar a narrativa fluir?
FERNANDO: Minha inspiração costuma vir de muitos lugares diferentes. Às vezes surge de uma notícia, de uma situação cotidiana, de um filme, de um livro ou (como eu já disse) até de uma simples pergunta que fica na cabeça: “E se isso acontecesse?”. Gosto muito de observar comportamentos, conflitos humanos e imaginar como essas situações poderiam se transformar em histórias.
Sobre o processo de escrita, eu gosto de ter uma base planejada. Normalmente penso na ideia central da história, nos principais personagens e em alguns pontos importantes da trama. Isso me ajuda a ter uma direção.
Mas, ao mesmo tempo, também gosto de deixar espaço para a narrativa fluir. Muitas vezes, durante a escrita, os próprios personagens acabam levando a história para caminhos que eu não havia imaginado no início. Essa mistura entre planejamento e liberdade criativa é algo que eu considero muito importante no meu processo como autor.
GABO: Qual personagem que você criou mais te marcou até hoje?
FERNANDO: Essa é uma pergunta difícil, porque todo personagem que a gente cria acaba carregando um pouco da nossa dedicação e do nosso tempo. Eu tenho um carinho muito grande por vários personagens das histórias que escrevi.
Mas, hoje, um personagem que me marca muito é o Rael, da série 451. Ele é um personagem que tem muitas camadas. Não é alguém simples de definir, porque carrega conflitos internos, dilemas e uma complexidade emocional que me instiga muito como autor.
GABO: O que você prefere escrever: série ou novela?
FERNANDO: Hoje eu prefiro escrever séries. Gosto muito da dinâmica que esse formato oferece, principalmente pela liberdade de trabalhar histórias em temporadas e desenvolver os personagens com mais profundidade ao longo dos episódios.
A série também permite explorar melhor determinados conflitos e construir arcos narrativos que vão evoluindo com o tempo. Isso me atrai muito como autor, porque posso trabalhar diferentes camadas da história e surpreender o público ao longo da jornada.
A novela tem um charme próprio e uma tradição muito forte na dramaturgia, mas o formato de série acaba combinando mais com a forma como gosto de construir minhas histórias atualmente.
GABO: Quem é Fernando fora do mundo virtual?
FERNANDO: Fora do mundo virtual, eu sou uma pessoa bastante dedicada ao meu trabalho. Atuo no segmento de eventos, especialmente com noivas, que é um universo muito intenso e cheio de responsabilidades. Existem períodos em que a rotina fica bastante corrida, com muitos compromissos e dias em que praticamente não sobra tempo para mim.
Mas, mesmo com essa correria, eu sempre procuro encontrar um espaço para respirar e desestressar. E muitas vezes esse momento vem justamente através da escrita. Criar histórias acaba sendo uma forma de descanso mental para mim, um momento em que posso desacelerar um pouco e mergulhar em um universo diferente.
GABO: Agora é o momento do nosso bate bola. Preparado?
FERNANDO: Preparadíssimo
BATE-BOLA:
TV DESTINO: Começo ROTEIRO: Liberdade ESCREVER: Prazer LER: Aprendizado INFIDELIDADE: Origem PANDORUM: Evolução MEGAPRO: Recomeço ESTÚDIO.WEBS: Casa FRASE: “Escrever é viajar por mundos que nascem da imaginação.” FERNANDO POR FERNANDO: Um contador de histórias em constante aprendizado.
GABO: Fernando, obrigado pela participação no Diário do Autor. Fica o espaço para as considerações finais.
FERNANDO: Eu que agradeço pelo convite e pelo espaço para compartilhar um pouco da minha trajetória. É sempre muito especial poder falar sobre escrita e sobre esse universo das histórias que acompanham a gente ao longo do tempo.
Também quero agradecer a todas as pessoas que, de alguma forma, acompanharam e continuam acompanhando meus trabalhos. Cada leitura, cada comentário e cada incentivo sempre tiveram um significado muito grande para mim.
Ainda tenho muitas ideias e novidades vindo por aí. Aproveito também para convidar quem ainda não conhece a acompanhar 451, série que recentemente encerrou sua primeira temporada no Estúdio.Webs.
Muito obrigado pelo convite e pela oportunidade de fazer parte do Diário do Autor.
GABO: Obrigado, Fernando pela participação no Diário do Autor. A 13ª temporada do BV chega ao fim. Na próxima edição novos integrantes na estreia da 14ª temporada. Abraço virtual e até lá.

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