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Estações da Vida - Capítulo 1x28

Novela de Gabo Olsen e Diogo de Castro
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NO CAPÍTULO ANTERIOR DE "ESTAÇÕES DA VIDA":

PATO: Tu tem que devolver, Diego. Vão acabar te pegando.

 

DIEGO: Não se a gente encontrar outro culpado.

 

PATO: Como assim?

 

DIEGO: Coloquei o celular na mochila do Ismael. Tava na hora da gente se vingar desse idiota. Desde que ele chegou nessa escola... Ele só ferrou com a gente! Chegou a hora dele pagar, Pato.

 

PATO: E você acha que essa é a melhor maneira?

 

DIEGO: Qual é, Pato? Não to te reconhecendo.

 

PATO: Isso é muito sério, Diego. O Ismael pode ser acusado por uma coisa que não fez. Ele vai ser expulso do colégio.

 

DIEGO: E todos os nossos problemas acabam. Não é isso que você quer?


...
 

NANÁ: O que vocês querem? Quem são vocês?

 

HOMEM 1: Cala a boca, vozinha. Antes que sobre pra tu também. (ao outro) agilidade, agilidade! Quebra tudo!

 

NANÁ: Não, por favor, eu não tenho nada!

 

Ela vai pra cima dele.

 

HOMEM 1: Já mandei calar a boca!

 

Ele empurra. Ela cai no sofá, chora muito enquanto os homens quebram o que encontram pela frente até não sobrar nada aparente.

 

HOMEM 1: Diz pro teu netinho que esse foi o recado final do chefe. Se ele não pagar o deve...


...

RAMIRO
: Com licença, professora Milena. Vim informar que a partir de agora começará a revista aos alunos.

 

MILENA: Isso é mesmo necessário, Ramiro?

 

RAMIRO: Ordens são ordens, professora.

 

Ramiro invade o recinto e fica em frente a turma.

 

RAMIRO: Atenção, alunos. A revista vai funcionar da seguinte maneira: um a um, de acordo com a ordem da frequência, cada um de vocês deverá se dirigir a sala da diretora Juliana onde acontecerá a revista.


...
 

Ismael oferece a mochila a Ramiro.

 

ISMAEL: Toma, Ramiro. Olha você mesmo se tem alguma coisa aqui dentro. Que foi? Tá com medo? Pois eu te mostro olha só/

 

Ismael vira mochila deixando as coisas caírem no chão. Entre os materiais escolar, CLOSE no celular desaparecido. ABRE PLANO em todo mundo em silêncio. Ismael incrédulo.

 

ISMAEL: Isso não é meu.

 

RAMIRO (sério): Acho que você vai ter que se explicar na direção, garoto.

 

Em Ismael, ofegante.


...
 

JULIANA: Dito isso. Eu lamento informar que você será expulso, Ismael.

 

Pato invade a sala.

 

PATO (firme): Foi eu, diretora! Eu roubei o celular!

 

Juliana e Ramiro se surpreendem.

 

JULIANA: O que você disse?

 

PATO: O que vocês acabaram de ouvir. Eu roubei o celular e coloquei nas coisas do Ismael pra que ele levasse a culpa. Se alguém tem de ser expulso, sou eu!


...


PAULINHA: 
Mais uma vez, desculpa por ter contado a Nanda.

 

Caio balança a cabeça concordando.

 

CAIO: Tá tudo bem, Paulinha. Eu sei que não foi por mal. O lance é que nem eu sei direito como lidar com tudo isso, então acho melhor guardar pra mim.

 

PAULINHA: Não te faz mal?

 

CAIO: Vou levando.

 

...

 

PATO: Que que rolou aqui, cara?

 

DIEGO: Eu to ferrado, Pato! Eles vão vir atrás de mim! Eu to fudido!

 

Diego passa reto pro quarto.


...
 

DIEGO: Explicar o que, cara? Tu não viu lá fora? Eles quebraram tudo. Foi o aviso final. Eu to devendo grana pra uns caras barra pesada, velho. Não tenho como pagar, por que ce acha que eu peguei aquela droga de celular no colégio?

 

PATO (preocupado): Como você foi se meter nisso, velho!

 

DIEGO: É o que menos importa agora.

 

PATO: Fica calmo, eu vou te ajudar.

 

DIEGO: Como?

 

PATO: De quanto você precisa?

 

DIEGO: R$ 10.000.


...

PAULINHA
: Te entendo. Mas, acho que esse nosso namoro de mentira não tem mais sentido né.

 

CAIO: Ce tem razão.

 

No momento em que Heitor chega, carregando sacolas.

 

HEITOR: Que história é essa de namoro de mentira?

 

Em Caio.

 
     
     
     
     

CAPÍTULO 1x28
 
     
   
     
 

CENA 01. CASA CAIO. FACHADA. EXT. NOITE.

 

Continuação do capítulo anterior. Heitor diante de Paulinha e Caio.

 

HEITOR: Estou esperando uma resposta.

 

PAULINHA: É que/

 

CAIO: É coisa nossa, pai.

 

HEITOR: Eu ouvi bem vocês dois falando em terminar o namoro de mentira. Você tava fazendo a gente de bobo até agora e eu quero saber por quê!

 

CAIO (irritado): Será que você pode parar de se meter na minha vida?

 

PAULINHA (preocupada): Calma, Caio.

 

HEITOR: Vê lá como fala comigo, moleque. EU sou teu pai.

 

CAIO: Não precisa me lembrar disso a cada cinco minutos. Que saco! Eu não aguento mais essa marcação cerrada em cima de mim. Por que você não me deixa em paz?

 

Selma surge na porta.

 

SELMA: Gente, que que tá acontecendo aqui? Dá pra ouvir os gritos de vocês lá da cozinha.

 

HEITOR: Seu filhinho inventou um namoro de mentira com essa garota e agora eu descobri. Você sabia disso, Selma?

 

SELMA: Eu não. Caio, isso é verdade?

 

CAIO (implora): Por que vocês não me deixam em paz?!

 

Caio entra em casa.

 

HEITOR: Essa conversa não acabou, Caio.

 

Heitor também entra.

 

PAULINHA: Acho melhor eu ir.

 

SELMA: É melhor. Depois vocês conversam.

 

Paulinha sai apressada. Selma ENTRA

 

CAIO (falando alto): Eu não aguento mais essa sina de perseguição. Você precisa entender que no seu tempo as coisas funcionavam de uma maneira, hoje em dia, o mundo mudou. As pessoas mudaram, evoluíram.

 

SELMA: Mas, por que você tá tão irritado, Caio?

 

CAIO: Porque meu pai só bate na mesma tecla! Ele não muda. Eu acho melhor eu sair de casa. Só assim pra essa comparação ridícula acabar.

 

SELMA: Não fala isso nem por brincadeira Caio Alencar.

 

CAIO: Vai ser melhor, mãe.

 

HEITOR: Tudo isso por causa de uma pergunta?

 

CAIO: Está decidido, hoje mesmo eu vou embora daqui.

 

HEITOR: E vai viver de quê, posso saber?

 

CAIO: Eu me viro.

 

HEITOR: Se vira coisa nenhuma! Você não sabe nada da vida, rapaz.  

 

SELMA: Parem de brigar vocês dois! Não podemos ter uma conversa tranquila?

 

HEITOR: A única coisa que eu quero saber até aqui é por que você e aquela garota inventaram um namoro de mentira. E aí, vai nos contar ou ficar enrolando?

 

Em Caio, encurralado.

 

CENA 02. CASA DE PAULINHA. SALA DE JANTAR. INT. NOITE.

 

Mirtes e Rubens estão jantando. Eles ficam em silêncio por um bom tempo.

 

MIRTES: Você não vai dizer nada a noite toda?

 

Rubens não responde, continua comendo.

 

MIRTES: Fingir que tá tudo bem não ajuda em nada.

 

RUBENS: O que você sugere, então? Pedir a opinião da Paulinha? Afinal ela quem decide as coisas por você, não é?

 

MIRTES: Talvez você não enxergue isso porque nunca olhou direito pra nossa filha, mas a Paulinha é muito mais madura do que você pensa.

 

Ele ri nervoso, solta os talheres.

 

RUBENS: Então você continua com essa ideia absurda de separação? Essa garota manipula você, Mirtes!

 

MIRTES: Você sabe bem que nossos problemas conjugais vão muito além do que a Paulinha acha. Do contrário, não teria me pedido pra reatar.

 

RUBENS: O que eu sei é que ao invés de ficar do meu lado, você fica dando ouvidos a nossa filha inconsequente, mimada e que nunca fez nada que nos desse orgulho! Cadê ela que não está em casa agora? Hein? Essa garota nunca vai tomar jeito se você não parar de mimá-la!

 

É a vez de Mirtes soltar os talheres.

 

MIRTES: Tava demorando né? Você vive me responsabilizando pelo comportamento da Paulinha, mas é incapaz de analisar suas próprias atitudes em relação a ela. Você sempre se isentou de suas responsabilidades como pai.

 

RUBENS: Eu sempre dei o que vocês precisavam.

 

MIRTES: Essa conversa não vai dar em nada. Já vi esse filme.

 

RUBENS: O que quer dizer?

 

MIRTES: As coisas nunca vão mudar nessa casa, se não mudarmos de postura. Já que da sua parte isso não vai acontecer, vou tomar a iniciativa.

 

Levanta-se e vai em direção ao quarto.

 

RUBENS (confuso): Espera, o que você vai fazer…

 

E vai atrás dela.

 

CORTA PARA

 

CENA 03. CASA DE PAULINHA. QUARTO MIRTES E RUBENS. INT. NOITE.

 

Mirtes puxa uma mala de cima do guarda roupas jogando na cama. Coloca roupas dentro, quando Rubens ENTRA.

 

RUBENS (chocado): O que que você tá fazendo?

 

MIRTES: Saindo dessa casa.

 

RUBENS: Você não pode fazer isso.

 

MIRTES: Ah não? E eu posso saber por que?

 

RUBENS: Não podemos jogar fora um casamento de tantos anos por causa de uma briguinha boba.

 

MIRTES: Você sabe muito bem que não é só isso.

 

RUBENS (preocupado): Mirtes, não vai, por favor.

 

MIRTES: Já passou da hora de acabarmos com isso.

 

Rubens pega a mala e joga no chão, mudando totalmente o comportamento.

 

RUBENS (bravo): Você não vai a lugar algum.

 

MIRTES: Você ficou louco?

 

Ele se aproxima e pega ela pelo braço, prensa contra a parede.

 

MIRTES: Ai, você tá me machucando!

 

RUBENS: Você nunca vai se separar de mim, tá ouvindo?

 

MIRTES: Me solta!

 

RUBENS: Eu nunca vou deixar você sair da minha vida. (aperta o pescoço dela) Está claro?

 

MIRTES (engasga): Me larga!

 

RUBENS: Tudo bem. Mas, seja uma boa garota.

 

Ele a solta e de imediato ela corre, mas ele a puxa pelo cabelo. Ela geme de dor.

 

RUBENS: Aonde você pensa que vai?!

 

MIRTES (grita): Socorro!

 

A conduz pelo cabelo e a joga na cama.

 

MIRTES: Você ficou maluco, Rubens?

 

Rubens vai até a porta do quarto, tranca.

 

MIRTES: O que você tá fazendo?

 

Se aproxima enquanto desafivela o cinto.

 

RUBENS: Agora você vai aprender a não desobedecer seu maridinho.

 

Ele vai tirando a roupa.

 

MIRTES: Fica longe de mim!

 

Em Mirtes, apavorada.

 

CENA 04. CASA CAIO. SALA. EXT. NOITE.

 

Continuação da cena 01.

 

CAIO: Eu e a Paulinha chegamos a conclusão de que não devemos misturar amizade com namoro. A gente acabou vivendo uma mentira porque confundimos as coisas. Então, pra não estragar a amizade, decidimos romper e ser só amigos. Satisfeitos?

 

HEITOR (desconfiado): Foi isso mesmo?

 

CAIO: É claro que é.

 

SELMA: Vocês formavam um casal tão bonito.

 

CAIO: Que seja.

 

SELMA: Mas fico feliz que esteja tudo certo entre vocês.

 

CAIO: Posso ir pro meu quarto agora?

 

SELMA: Claro, filho.

 

CAIO: Obrigado.

 

E sai imediatamente.

 

HEITOR: Acreditou nessa história?

 

SELMA: O Caio não teria porque mentir sobre isso.

 

HEITOR: Ah Selma, por favor né! O garoto faz um escândalo a toa com toda essa história, ameaça ir embora de casa e tudo por causa de uma pergunta inocente? Tem mais coisa aí.

 

SELMA: Você também não colabora né, Heitor.

 

HEITOR: Agora é culpa minha? Escuta bem o que eu vou te dizer: nosso filho esconde alguma coisa da gente. E eu vou descobrir o que é!

 

Heitor se retira. Em Selma, pensativa.

 

CENA 05. CASA DE NANDA. QUARTO. INT. NOITE.

 

MUSIC ON: (NOT DAY - IMAGINE DRAGONS)

 

Nanda deitada na cama. Ela passa a mão em seus lábios.

 

NANDA: Isso não deveria ter acontecido. Eu e o Ismael (T) Não... Não... e não.

 

O celular emite um som. Nanda pega o aparelho no criado-mudo. No visor aparece o nome “Paulinha”, ela atende.

 

EM TELA DIVIDIDA.

 

Paulinha está dentro do carro, no banco detrás, enquanto o motorista dirige.

 

PAULINHA: Socorro, amiga!

 

NANDA: Que houve?

 

PAULINHA: Deu ruim pro Caio.

 

NANDA: Que? Como assim?

 

PAULINHA: O pai dele pegou a gente falando sobre o namoro de mentira.

 

NANDA (exagera): Mentira! E aí?

 

PAULINHA: E aí eu não sei porque saí fugida de lá.

 

NANDA: Mui amiga você hein.

 

PAULINHA: Ai, eu fiquei nervosa! O Caio se exaltou, o pai dele também. Não fiquei lá pra ver. Mas, espero que tenha dado tudo certo. Depois mando mensagem pra ele.

 

NANDA: Nossa, tomara que termine tudo bem. Agora que as coisas estavam melhorando!

 

PAULINHA: É. Mas me conta, o que foi aquilo na Seven?

 

NANDA: Aquilo o que?

 

PAULINHA: Não faz a sonsa que eu to sem tempo, garota! Eu to falando do beijo que o Ismael te deu!

 

NANDA: Ah, aquilo? Já nem lembrava mais.

 

PAULINHA: Nossa, foi ruim assim?

 

NANDA: ahã, nem tanto.

 

PAULINHA: Então você gostou?!

 

NANDA: É. Ele não beija mal.

 

PAULINHA: Uuuui. E o Pato, como fica nessa história?

 

NANDA: Amiga, falando no Pato, você acredita que ele comentou que sente falta do grupo e que ele percebeu que gosta de mim, mais do que como amigos?!

 

PAULINHA: Como assim? Quando vocês conversaram?

 

NANDA: Quando fomos visitar a Lua.

 

PAULINHA: Ah sua traíra e você só me conta agora?

 

NANDA: Desculpa, amiga. São tantas coisas acontecendo que eu to pirando. To tipo, perdida dentro da minha própria história!

 

PAULINHA: Mas, e aí, rolou o que mais?

 

NANDA: Foi isso. Apesar do Pato ser um cara muito inconsequente, ele tem um coração bom.

 

PAULINHA: E pelo visto ele gosta de você mesmo.

 

NANDA: Ce acha?

 

PAULINHA: Eu acho. Mas, hein, agora você tem uma difícil decisão a tomar, garota.

 

NANDA: Que decisão?

 

PAULINHA: Se vai ficar com o inconsequente do Pato, ou com o inconsequente do Ismael!

 

Elas riem e continuam a conversa enquanto o áudio vai diminuindo junto com a música.

 

CENA 06. CASA CAIO. QUARTO. INT. NOITE.

 

Caio está deitado na cama. Alguém bate na porta.

 

CAIO (grita): Eu quero ficar só.

 

A porta se abre. Selma entra.

 

SELMA: A gente precisa conversar.

 

CAIO: Se for sermão, deixa pra amanhã.

 

Ela senta na beira da cama.

 

SELMA: Filho, você e seu pai precisam se entender. 

 

CAIO: Nossa relação fica cada vez mais complicada. Por isso falei que ia sair dessa casa, tá difícil conviver.

 

SELMA: Você não vai fazer isso. Não consigo nem imaginar como seria viver longe de você.

 

CAIO: Eu não quero fazer você sofrer.

 

SELMA: Eu também não quero que você sofra. E seu pai também não. Eu sei que ele tem um jeito durão, às vezes perde a cabeça, mas no fundo ele quer o melhor pra você.

 

CAIO: Meu pai não me entende.

 

SELMA: Você também não se abre, filho. Sempre que perguntamos sobre a sua vida, você demonstra irritação, como se não estivesse confortável em falar a respeito. Eu quero que você confie na gente.

 

CAIO: Eu, eu confio. Mas tem coisas que são difíceis de falar.

 

SELMA: No seu tempo, eu espero que você consiga. Enquanto isso, nunca se esqueça que eu e seu pai amamos você, independente de qualquer coisa. Tá?

 

CAIO: Tá bom.

 

Selma beija a testa do filho.

 

CAIO: Eu te amo, mãe.

 

Eles se abraçam.

 

CENA 07. APARTAMENTO DIEGO. SALA. INT. NOITE.

 

Naná e Juliana estão sentadas no sofá quando Diego chega. Há malas no centro da sala.

 

NANÁ: Até que enfim você chegou, meu filho!

 

DIEGO: Que malas são essas?

 

JULIANA: Suas e da sua vó.

 

DIEGO: Isso eu sei, mas, pra que isso?

 

JULIANA: Bom, Diego, você melhor do que ninguém deve saber que o que aconteceu aqui foi muito grave. Entraram no apartamento, quebraram tudo e ameaçaram você. Por isso, me surpreende a sua tranquilidade.

 

DIEGO: Eu já to resolvendo.

 

JULIANA: E eu posso saber como?

 

DIEGO: Cuida da sua vida, diretora. Aqui nessa casa você não manda nada.

 

NANÁ (repreende): Diego!

 

JULIANA: Tudo bem, Naná. Tudo bem. Eu só quero que você saiba, Diego, que eu estou aqui como sua amiga e pra ajudar. É por isso que eu ofereci meu apartamento pra vocês morarem, enquanto as coisas se resolvem.

 

DIEGO: Você tá chamando a gente pra morar na sua casa?

 

JULIANA: É um AP pequeno, mas cabe vocês.

 

NANÁ: Nós não temos pra onde ir, filho. É perigoso ficarmos aqui.

 

JULIANA: Só estávamos esperando você chegar pra irmos.

 

Em Diego.

 

CENA 08. MANSÃO LAMBERTINI. SALA DE ESTAR. INT. NOITE.

 

Kátia e Leonardo sentados à mesa. Pato entra.

 

LEONARDO: Posso saber aonde você estava?

 

PATO: Por aí...

 

LEONARDO: E por que não atendeu o celular?

 

PATO: Foi mal.

 

LEONARDO: Foi mal? É isso que você tem pra me dizer? Eu recebi uma ligação da diretora.

 

PATO: Então já está sabendo?

 

LEONARDO: Que você aprontou mais uma? É claro que já!

 

KÁTIA: Isso é inadmissível.

 

PATO: Alguém pediu a sua opinião? (T) Pelo visto não. É melhor não se intrometer.

 

LEONARDO: Você não respeita ninguém mesmo, não é?

 

PATO: Se ela continuar falando, vai continuar levando patada.

 

Kátia encara Pato.

 

LEONARDO (bravo): Você foi expulso do melhor colégio do Rio de Janeiro pelo roubo de um celular e se acha no direito de ditar regras nessa casa? Por que você fez isso? Você não precisa roubar nada de ninguém porque tem tudo que precisa aqui. Qual era o plano dessa vez? O que você pretende com isso, seu moleque?

 

PATO: Foi só uma brincadeira.

 

LEONARDO (muito bravo): BRINCADEIRA? É isso que você tem pra dar como resposta?

 

Pato dá de ombros. Leonardo se levanta, altamente irritado.

 

LEONARDO: CHEGA! Chega dessa sua petulância descabida! Você vai aprender a me respeitar por bem, ou por mal!

 

PATO: Eu já disse que foi uma brincadeira. Eu admito que vacilei, ok? Quer que eu peça desculpas?

 

LEONARDO: Pra você tudo parece muito simples né? Mas dessa vez não, Patrício. Agora você vai aprender que a vida não é tão simples como você pensa. Essa história foi a gota d’água pra mim.

 

PATO: O que quer dizer?

 

LEONARDO: Quero dizer é que a partir de agora, já que você foi expulso da escola e muito provavelmente nenhuma outra vai te aceitar, você vai ter que começar a trabalhar pra se manter.

 

PATO: Como é que é?

 

LEONARDO: É isso mesmo que você ouviu! A partir de agora você não tem mais cartão de crédito e muito menos mesada. Se quiser comer e ter o que vestir, vai ter que trabalhar pra conseguir, porque do meu dinheiro você não vai ver mais um real.

 

PATO: Você não pode tá falando sério.

 

LEONARDO: Eu nunca falei tão sério em toda minha vida. Inclusive, vou ligar agora mesmo pro gerente do banco e solicitar o cancelamento do seu cartão. A vida boa acabou pra você.

 

Leonardo se retira. Kátia ri do enteado.

 

KÁTIA: Acho que alguém vai perder a namorada.

 

PATO: A Amanda não é interesseira que nem você, sua bruxa! Ela tá comigo porque gosta de mim.

 

Ela ri ainda mais, toma um gole de vinho.

 

KÁTIA: Como você é engraçado, enteado!

 

PATO: Vaca!

 

E sai fumaçando de raiva. Kátia continua rindo, se divertindo com a situação.

 

CENA 09. AP DE AMANDA. INT. NOITE.

 

MUSIC ON: (ANIMALS - MARRON FIVE)

 

Amanda analisa uns papéis em cima da mesa e os joga no chão, impaciente. Vai até a geladeira, retira uma jarra com água e se serve num copo.

 

AMANDA: Preciso agilizar meus planos com os Lambertini. O que vier primeiro é lucro. Não dá mais pra ficar vivendo de migalha. Eu mereço mais. Quer saber? Acho que vou fazer uma visita ao meu Patinho. Depois daquela droga de acampamento nosso relacionamento deu uma esfriada. Não posso deixar minha galinha dos ovos de ouro escapar.

 

Amanda pega a bolsa e a chave em cima do balcão e sai.

 

MUSIC OFF.

 

CENA 10. CASA ISMAEL. SALA DE JANTAR. INT. NOITE.

 

Abdias, Ismael e DJ saboreiam a sobremesa. Judith está em pé atrás de Abdias.

 

ABDIAS: Obrigado por esse manjar dos deuses, Judith.

 

DJ: Tá uma delícia.

 

ISMAEL: Verdade, mandou bem.

 

JUDITH: Obrigada, meninos. Se não precisarem de mais nada, peço licença pra me retirar.

 

ABDIAS: Aqui nesta casa você sabe que não precisa pedir licença pra nada. Mas, fique a vontade.

 

JUDITH: Boa noite pra vocês.

 

Eles respondem. Ela sai.

 

DJ (imita): “Aqui nesta casa você sabe que não precisa pedir licença pra nada. Mas, fique a vontade.”

 

ABDIAS: Ué, que foi? Não se pode mais ser cavalheiro com uma donzela?

 

DJ: Ah, pai, quando você vai pedir a mão dela em casamento?

 

ISMAEL: Ela já é praticamente nossa mãe mesmo.

 

Eles riem.

 

ABDIAS: Eu tenho um grande carinho pela Judith sim, ela sempre esteve conosco, nos melhores e piores momentos, mas isso não significa que eu queira me casar com ela, a esta altura da vida.

 

DJ: Eu acho que nunca é tarde. Certeza que a mamãe apoiaria.

 

ISMAEL: Também acho.

 

ABDIAS: Não está nos meus planos me casa de novo, rapazes. Vocês sabem que meu trabalho me obriga a ficar ausente por muito tempo. Nenhuma mulher suportaria isso.

 

ISMAEL: Por isso estamos treinando a Judith, não é mesmo?

 

DJ: Isso aí.

 

Eles riem.

 

ISMAEL: Água mole em pedra dura tanto bate até que fura! Eu que o diga.

 

DJ: Ih não vai me dizer que conseguiu pegar a Nanda?

 

ISMAEL: Mais respeito, rapaz. A Nanda não é pra pegar. É pra namorar.

 

DJ: Quer dizer então que rolou?

 

ISMAEL: Digamos que a gente deu um passo importante.

 

ABDIAS: Esse é meu garoto.

 

DJ: Só eu que não saio do lugar.

 

ISMAEL: Isso porque a mina mora aqui do lado!

 

DJ: Valeu pela força!

 

ABDIAS: Não desanime, rapaz. Siga o exemplo do seu irmão, vá a luta!

 

DJ: Tenho medo de levar toco.

 

ISMAEL: Faz parte. Mas se não tentar, nunca vai saber.

 

ABDIAS: O não você já tem.

 

DJ: Olhando por esse lado, vocês estão certos. Afinal, o que pode acontecer de tão ruim? Vou fazer uma visita pra Lua!

 

ISMAEL: Demorou!

 

CENA 11. CASA DE PAULINHA. QUARTO MIRTES E RUBENS. INT. NOITE.

 

Mirtes está deitada na cama, enrolada, chorosa. Rubens veste as calças e volta a se aproximar dela. Fala no ouvido.

 

RUBENS: Você foi maravilhosa hoje, meu amor. Foi incrível.

 

Beija no rosto dela, que limpa imediatamente.

 

RUBENS: Não fica assim, vai. Eu sei que também foi bom pra você.

 

MIRTES: Você é nojento.

 

RUBENS: Ok. Vou dar o tempo que você precisa pra se recuperar. Mas melhora essa cara, a Paulinha não pode te ver assim.

 

Ele pega a blusa em algum lugar e veste. Sai do quarto.

 

CORTA PARA

 

CENA 12. CASA DE PAULINHA. SALA DE ESTAR. INT. NOITE.

 

Rubens entra no mesmo tempo em que Paulinha chega. Ele senta-se no sofá.

 

RUBENS: Olha só quem resolveu aparecer.

 

PAULINHA: Cadê minha mãe?

 

RUBENS: Ficou indisposta depois do jantar e se recolheu.

 

PAULINHA: Vou ver como ela tá.

 

RUBENS: Ela pediu pra não ser incomodada.

 

PAULINHA: Vou pro meu quarto, então.

 

E sai de imediato. Rubens passa a mexer no celular.

 

CENA 13. MANSÃO PATO. JARDIM. EXT. NOITE.

 

Lua e Pato boiam na piscina, conversando.

 

PATO: Baixinha, fico feliz que você saiu do quarto.

 

LUA: Não está sendo fácil superar essa barra, mas eu vou conseguir. Que que tava rolando lá dentro?

 

PATO: O de sempre. Você já deve saber.

 

LUA: Mas qual o motivo da treta dessa vez?

 

PATO: Fui expulso da escola.

 

LUA: Sério? Mas o que você fez, Pato?

 

PATO: Nada demais, foi só uma brincadeira boba que acabou tomando proporções gigantescas, o que resultou na minha expulsão.

 

LUA: Credo, Pato. Isso vai ser péssimo pro seu histórico.

 

PATO: Tanto faz. Pra piorar fiquei sem o cartão de crédito, mesada. Resumindo, eu vou ter que trabalhar. Castigo.

 

LUA (surpresa): Tá brincando? Pato Lambertini trabalhando?

 

PATO: Nem eu to acreditando nessa parada. Espero que o senhor Leonardo reveja essa ideia idiota.

 

LUA: Conhecendo meu pai, ele dificilmente vai voltar atrás.

 

PATO: Mas deixa comigo, eu vou reverter essa parada.

 

LUA: Não vai se meter em mais confusão, Pato. A coisa já tá bem ruim pro seu lado.

 

PATO: Relaxa. Sei o que to fazendo.

 

LUA: E o namoro com a Amanda? Nunca mais a vi por aqui. Não que eu quisesse muito vê-la por aqui.

 

Eles riem.

 

PATO: Ce não vai com a cara dela né?

 

Lua confirma com a cabeça.

 

PATO: Mas, respondendo sua pergunta. Tá indo.

 

LUA: Não senti animação.

 

PATO: Estamos um pouco distantes, desde o fim do acampamento.

 

LUA: Você não gosta mais dela?

 

PATO: Gosto, baixinha. Mas aconteceram umas coisas aí que me deixaram confuso. Parece que minha vida virou de pernas pro ar.

 

LUA: Então me conta tudo, e não esconda nada, temos a noite toda.

 

PATO: Espertinha (risos).

 

LUA: Sempre (risos).

 

PATO: Você percebeu que a galera sumiu aqui de casa?

 

LUA: Percebi que no dia que vieram me visitar tava um clima meio estranho. O que aconteceu?

 

PATO: Eu fui um otário. Vacilei com a Nanda e a galera ficou brava comigo e todo mundo se afastou.

 

LUA: Poxa, Pato. O que aconteceu?

 

PATO: É uma longa história, mas já acabou.

 

LUA: Bem ou mal?

 

PATO: Poderia estar melhor. E o pior é que tudo o que rolou me fez enxergar o que eu não via.

 

LUA: O que?

 

PATO: Depois que a Nanda se afastou de mim, percebi que ela faz muita falta na minha vida.

 

LUA: Tipo, muita falta?

 

Ele confirma com a cabeça.

 

MUSIC ON: (NAKED - JAMES ARTHUR)

 

LUA: VOCÊ TÁ APAIXONADO POR ELA! QUE FOFO!

 

PATO: Para de bobeira!

 

LUA: Que bobeira que nada! Tá na sua cara, Patrício Lambertini!

 

PATO: Não sei, pode ser.

 

Lua pula da boia e começa a jogar água nele.

 

LUA: O Pato tá amando, o Pato tá amando!

 

PATO: Cala essa boca!

 

MUSIC OFF.

 

Ele sai da bóia e os dois ficam jogando água um no outro. CAM abre plano na aproximação de Ismael e DJ. Pato para a brincadeira quando percebe a presença de Ismael.

 

PATO: Tá fazendo o que aqui?

 

Lua se vira.

 

LUA: DJ?

 

DJ: Oi.

 

ISMAEL: Só vim trazer meu irmão.

 

PATO (sério): Pra que?

 

DJ: Lua, a gente pode bater um papo?

 

LUA: Tá.

 

Lua vai saindo da piscina, Pato também.

 

CENA 14. APARTAMENTO DE JULIANA. QUARTO. INT. NOITE.

 

Diego retira as roupas da mala e coloca sobre a cama. Naná as guarda no armário.

 

DIEGO: Quanto tempo vamos ficar nessa prisão?

 

NANÁ: Meu filho, serão só alguns dias.

 

DIEGO: Aff, não sou seu filho. E espero que esteja falando a verdade. Não to afim de ficar muito tempo aqui não.

 

NANÁ: Você não percebeu ainda que não temos escolha, Diego? Tem gente perigosa atrás de você. A Juliana gentilmente cedeu a casa dela pra gente ficar, você poderia demonstrar um pouco mais de gratidão.

 

DIEGO: Eu não pedi nada. Além do mais já to resolvendo esse problema aí. Logo logo não vai ter ninguém atrás de mim. Agora pode deixar que eu termino de guardar as roupas.

 

NANÁ: No que você se meteu, meu filho?

 

DIEGO: Eu já disse que não sou teu filho, caramba! Se você não entendeu, vou repetir, eu quero ficar sozinho. Posso ter um pouco de privacidade?

 

NANÁ: Desculpe. Vou te deixar só.

 

Naná sai do quarto. Diego pega o celular o bolso.

 

DIEGO (digitando): Você vai conseguir me ajudar? Vai pegar a grana no cofre?

 

Diego aperta na opção “enviar”.

 

CENA 15. CASA DE CAIO. QUARTO. INT. NOITE.

 

Caio deitado conversando ao celular com Grego. A tela é dividida.

 

CAIO: Fiquei encurralado. Por um momento achei que eles iam descobrir algo.

 

GREGO: Seu anjo da guarda não te abandonou.

 

CAIO (rindo): Seu bobo.

 

GREGO: Ué, você é um rapaz de sorte.

 

CAIO: Sou?

 

GREGO: Claro, você me conheceu.

 

CAIO: Que modesto.

 

GREGO: Tô brincando. Tão bom ouvir sua voz antes de dormir.

 

MUSIC ON: (FLASHLIGHT - JESSIE J)

 

CAIO: Confesso que eu precisava conversar contigo, desabafar. O começo da noite foi punk, agora tô mais calmo.

 

GREGO: E no fim, suas amigas sabem da gente. Como você se sente em relação a isso?

 

CAIO: Ainda não sei. Mas acho que tá tudo bem, afinal, elas tão do nosso lado. Só não podemos esquecer que temos que manter tudo no sigilo.

 

GREGO: Isso quer dizer que temos oficialmente uma relação?

 

CAIO: Talvez.

 

Grego sorri com a resposta.

 

MUSIC OFF.

 

CENA 16. MANSÃO PATO. JARDIM. EXT. NOITE.

 

MUSIC ON: (I WON’T GIVE UP - JASON MRAZ)

 

Lua enrolada em uma toalha, sentada na espreguiçadeira. DJ próximo.

 

DJ: Sei que todo sufoco que você passou não deve ter sido fácil, mas pode contar comigo.

 

LUA: Obrigada DJ.

 

DJ: E como tem sido as consultas na psicóloga?

 

LUA: Ela tem me ajudado bastante. No início foi traumatizante, hoje eu já consigo me sentir um pouco melhor.

 

DJ: Que bom que você está melhorando. Tô torcendo por você.

 

Lua sorri.

 

DJ: Eu sinto sua falta... Quer dizer... No colégio. Todo mundo sente sua falta.

 

LUA: Também sinto falta da galera. Não sei se to preparada pra voltar.

 

MUSIC OFF.

 

CAM procura por Ismael sentado na cadeira. Pato chega com duas bebidas. Entrega uma à Ismael.

 

ISMAEL: Por essa eu não esperava. Tá tentando se redimir?

 

PATO: Sai fora.

 

ISMAEL: Ok então.

 

PATO: Muita cara de pau sua vir aqui depois do que rolou no colégio.

 

ISMAEL (irônico): Eu não guardo ressentimento.

 

PATO: Já eu não posso dizer o mesmo.

 

ISMAEL: A diretora não voltou atrás na decisão?

 

PATO: Até parece que ela faria isso.

 

ISMAEL: Sei lá, seu pai é influente, poderia falar com ela.

 

PATO: Meu pai seria a última pessoa no mundo que faria isso.

 

ISMAEL: Por que?

 

PATO: Ele se aproveitou disso tudo pra me punir. É sempre assim.

 

ISMAEL: Quer que eu sinta pena de você?

 

PATO: Quero mais é que tu se exploda, velho.

 

Silêncio. Ismael toma um gole.

 

ISMAEL: Então, um brinde a sua expulsão do colégio?!

 

Eles erguem as garrafas, brindam.

 

ISMAEL: Tu não parece muito preocupado com isso.

 

PATO: Tô nem aí. Foi até melhor pra mim. O clima já tava pesado.

 

ISMAEL: Eu não queria tá na tua pele.

 

PATO: É foda.

 

ISMAEL: Mas tem um lado bom.

 

PATO: Qual?

 

ISMAEL: Finalmente conseguiu se livrar de mim. Não era o que queria?

 

PATO: Não dessa maneira. Além do mais, olha tu aqui na minha casa.

 

ISMAEL: Só vim pelo meu irmão, já disse. Ele queria ver a Lua. Acho que tá a fim dela.

 

PATO: Se ele encostar nela eu acabo com a raça de vocês dois.

 

ISMAEL: Acho que a Lua sabe se defender sozinha.

 

PATO: Com a minha irmã ninguém mexe.

 

ISMAEL: Legal isso.

 

PATO: O que?

 

ISMAEL: O jeito que cuida dela. Geral na escola ficou sabendo que tu enfrentou o pedófilo pra salvar a Lua.

 

PATO: Ela é a pessoa mais importante da minha vida.

 

ISMAEL: Mais que a Nanda?

 

Pato se surpreende com a pergunta. Amanda se aproxima.

 

AMANDA: Oi, gatinho!

 

Pato se levanta.

 

PATO: Amanda?

 

AMANDA: Feliz em me ver?

 

PATO: Eu não sabia que você vinha.

 

AMANDA: Você parece surpreso. Aconteceu alguma coisa?

 

ISMAEL: Ah aconteceu sim/

 

PATO: Não aconteceu nada não. Acho que já deu tua hora né, Ismael? Eu e a Amanda temos coisas mais importante pra fazer, se é que me entende.

 

ISMAEL: Beleza.

 

PATO: Vamo subir?

 

AMANDA: Vamos.

 

Pato vai na frente, Amanda dá tchauzinho para Ismael e vai logo em seguida. Ismael balançando a cabeça negativamente.

 

CENA 17. MANSÃO LAMBERTINI. QUARTO LEONARDO E KATIA. INT. NOITE.

 

Kátia sentada de frente para a penteadeira, se olha no espelho escovando o cabelo. Leonardo, deitado na cama, puxa assunto.

 

LEONARDO: Essa é minha última tentativa com o Patrício.

 

KÁTIA: Fiquei orgulhosa de você. O Pato precisa de um pai rigoroso que faça ele aprender pela dor, já que pelo amor já sabemos que ele não aprende.

 

LEONARDO: É que eu me sinto muito culpado.

 

KÁTIA (indo pra cama): Ai, nem começa, meu amor! Cadê aquele homem firme de algumas horas atrás? Nossa aquilo me deixou tão excitada!

 

LEONARDO: Deixou é?!

 

KÁTIA: Eu gosto quando você faz aquela cara de mau e fala grosso. Fico toda arrepiada!

 

LEONARDO: Vem cá então!

 

MUSIC ON: (SOMETHING JUST LIKE THIS - THE CHAINSMOKERS & COLDPLAY)

 

Katia monta em cima de Leonardo e os dois começam a se beijar intensamente.

 

CORTA PARA

 

CENA 18. MANSÃO LAMBERTINI. QUARTO PATO. INT. NOITE.

 

Takes descontínuos de Pato e Amanda transando até que chegam ao ápice. Ele sai de cima dela. Ambos ofegantes.

 

AMANDA: Estava com tanta saudade de ser dominada.

 

O celular apita. Pato pega o celular, Amanda o joga longe.

 

AMANDA: Esqueça o mundo externo. Agora é só você e eu.

 

PATO: É importante.

 

AMANDA: O que pode ser mais importante do que eu?

 

PATO: Você tem razão.

 

Eles tentam recomeçar quando um novo som é emitido do celular.

 

PATO: Eu preciso responder a mensagem.

 

AMANDA: Aff, Pato, eu não acredito nisso. Vai me trocar pela porcaria de um celular?

 

PATO: É rápido.

 

Amanda revira os olhos.

 

Pato procura pelo celular no chão. Ele desbloqueia.

 

PATO (lendo): E aí mano, me responde, deu certo?

 

Pato mexe no celular.

 

PATO (digitando): Fica tranquilo, daqui a pouco eu entro em ação.

 

Pato volta a cama.

 

PATO: Pronto.

 

AMANDA: Posso saber quem era o empata foda?

 

PATO: O Diego.

 

AMANDA: Vocês já não conversam o dia todo?

 

PATO: Eu sei, mas é um lance que estamos resolvendo.

 

AMANDA: Lance?

 

PATO: Coisas do colégio.

 

AMANDA: Há essa hora?

 

PATO: Já passou. Bora curtir o momento?

 

AMANDA: Finalmente, não é mesmo?

 

PATO: To louco pelo segundo round.

 

AMANDA: Adoooro. To doida pra te sentir. Me possua, gato.

 

Pato beija Amanda com gosto. A imagem vai se afastando e o barulho de prazer de Amanda fica intenso.

 

MUSIC OFF.

 

CENA 19. APARTAMENTO DE JULIANA. QUARTO. INT. NOITE.

 

Diego joga o celular no chão, irritado.

 

DIEGO: Se o Pato der pra trás eu to ferrado.

 

Alguém bate na porta.

 

JULIANA (O.S): Diego, posso entrar?

 

DIEGO (alto): A casa é sua né.

 

Juliana abre a porta e entra.

 

JULIANA: Durante o tempo em que estiverem aqui, a casa também é de vocês.

 

DIEGO: Por que tá fazendo isso? Você não tem obrigação nenhuma com a gente. Qual é o lance?

 

JULIANA: Eu gosto muito da sua vó, de você também. Sua mãe foi uma grande amiga. Estudamos juntas na faculdade. Eu não poderia fechar os olhos para o que está acontecendo com vocês.

 

DIEGO: Quer que eu agradeça?

 

JULIANA: Prefiro que você se abra comigo. A forma como invadiram o apartamento e ameaçaram você e sua vó… Vocês estão correndo perigo, Diego. Você precisa contar o que está acontecendo pra que eu possa ajudar.

 

DIEGO: O que você podia fazer pra ajudar, já tá fazendo. Mas não pense que só porque você colocou a gente dentro da sua casa, vou abrir minha vida pra você. Se esse for o preço a pagar, eu prefiro ir pra rua.

 

Juliana respira fundo.

 

JULIANA: Tudo bem. Mas, esse assunto não termina aqui.

 

Juliana se retira. Diego bufa.

 

CENA 20. MANSÃO LAMBERTINI. QUARTO PATO. INT. NOITE.

 

Amanda e Pato adormecidos na cama. Tempo e Pato levanta, cautelosamente, verifica se Amanda está dormindo. Vai em direção a porta, sai. Amanda levanta de uma vez

 

AMANDA: Aonde é que esse garoto vai?