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Crônicas do Despertar - Pesadelo Raro: 1x11

Série de Jonnathan Freitas
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CRÔNICAS DO DESPERTAR - PESADELO RARO



 


1x11 - Um Novo Destino
 



Os moradores da comunidade se recuperam e vão acordando lentamente. Jack vai saindo da casa e sorri ao ver os companheiros ainda vivos e bem.

- Vocês são uns putos de sorte por estarem com o papai aqui. Hahaha.

- Tá ok, senhor sabe tudo. Agora vamos indo que chegou a hora de ir embora, antes que esse pessoal acorde e nasça o dia. – Fala William Carter.

Lorenzo e Nogawa se aproximam. Lorenzo aponta para a cabana onde eles estavam hospedados.

- Vamos embora gente. Lá Carter vai utilizar o broche e nos levar de novo para o “Sonhar”.

Os magos seguem para a outra cabana enquanto veem no horizonte os primeiros raios de sol de um novo dia no interior da Pensilvânia. Um novo dia para aquelas pessoas. Um recomeço de paz para aquela comunidade que vive do trabalho no campo e da fé.

Carter olha para trás enquanto caminha e percebe Heinz saindo da casa e buscando ajudar os outros moradores. Heinz olha para ele e meneia um pouco a cabeça num cumprimento, já entendendo a despedida.

Assim que os magos chegam na cabana se aproximam formando um círculo com as mãos uns nos ombros dos outros. William Carter toca o broche dado pela deusa dos sonhos. Instantaneamente estão de volta ao palácio de Maya, a esposa de Morpheus.

 

- Muito bem, magos. Vejo que foram bem sucedidos na primeira missão. – Fala Maya ao receber os aventureiros.

- Estamos felizes em ajudar, majestade. – Fala Lorenzo se inclinando um pouco para a rainha do “Sonhar”.

- Aqui está a bolsa tomada de seu marido, senhora. E por falar nisso, como ele está? – Pergunta Arslam Koto Nogawa após entregar a bolsa.

- Ele está se recuperando muito bem, graças a vocês. Tenho uma imensa gratidão pelo que fizeram. Agora descansem um pouco. Amanhã poderão partir para o próximo destino.

Os magistas descansam e se preparam para o novo local. Se perguntam intimamente quais serão os perigos a enfrentar desta vez.

Na manhã seguinte após um café da manhã com os pratos prediletos de cada um, decidem reiniciar a jornada. Mas antes, a deusa dos sonhos faz um movimento arcano com uma das mãos e na roupa de cada um dos magos aparece uma marca de um filtro dos sonhos.

- Esta é a marca de Morpheus. Qualquer reino místico entenderá que vocês são embaixadores de Morpheus por causa do símbolo. Lhes desejo sucesso.

- Acho que já estamos prontos. Preparados, senhores? – Indaga Domenico Lorenzo se posicionando em pé no centro do salão das refeições.

Harper dá um gole na xícara de café e pega mais uma torrada a levando na boca.

- A gente nunca sabe quando vai bater a fome de novo, né?

Nogawa olha para ele e depois para Carter, que responde:

- Não olha pra mim, ele sempre dá trabalho mesmo.

Lorenzo ri um pouco e depois diz:

- Vamos então. Carter ligue a bússola de ressonância, vamos ver qual o nosso próximo destino.

Maya concentra energia em suas mãos e, após William Carter ligar o aparelho e lhe transmitir coordenadas, ela abre um portal por onde os quatro aventureiros passam.

 

 

Ao atravessarem o portal, os ocultistas entram num mundo sombrio de pouca luz nas extremidades e abafado, com gritos ao longe. Estão na frente de um caminho de pedra trabalhada. Ao lado veem um campo onde várias almas correm atrás de bandeiras enquanto são picados por vespas e vermes roem suas pernas. Uma placa que parece ser feita de pele humana ressecada tem os dizeres: “Vestíbulo do inferno, lar dos covardes”.

Os magos chegam até a beira de um rio, o Rio Estíge, onde Caronte, o barqueiro, se aproxima deles. Ele tem três metros e está ligado da cintura para cima à proa do navio. Como se fosse uma carranca ou figura de proa demoníaca. O barqueiro tem apenas as órbitas escuras no lugar de olhos num rosto cadavérico e seu corpo é coberto por trapos apodrecidos e correntes enferrujadas.

 Caronte diz:

- Quem sois vós? Mortais não podem adentrar o inferno.

- Somos magos e viemos numa missão em nome de Morpheus. Precisamos falar com o líder deste reino.

Caronte analisa a resposta, depois acha engraçado, iniciando uma grande gargalhada. Então diz:

- Muito bem, logo estarão mortos de toda a forma. Mas não terão escolha senão ficar aqui para sempre. (risos). Em outra ocasião exigiria uma moeda por cabeça para atravessá-los, mas hoje quero me divertir um pouco com vocês. Respondam um enigma.

 

Um homem está preso em uma sala. A sala tem apenas duas saídas possíveis: duas portas. Através da primeira porta há uma sala construída a partir de lentes de aumento. O sol escaldante instantaneamente frita qualquer coisa que entrar. Através da segunda porta há um dragão que cospe fogo. Como o homem pode escapar?

 

- Mais um enigma. Definitivamente o Akidaban deveria estar aqui. Eu iria rir muito. – Comenta Jack.

- Um homem preso numa sala e dois caminhos mortais... Hummm... – Fala Arslam Nogawa enquanto leva a mão ao queixo.

- Já que não conseguem, não poderei ajudá-los, mortais. – Reclama Caronte.

- Espere, Demônio. Nos dê tempo para pensar. – Afirma Lorenzo.

- Humanos. Sempre querendo o que não conseguem. Eu sou eterno, tenho toda a eternidade. Já vocês... morrem como uma brisa. O que lhes faltam é exatamente isso. Tempo.

- Obrigado pela dica, Caronte. – Fala William Carter. – Já descobri a resposta.

- O quê?!

- É só deixar o tempo passar. – Fala Carter.

- Como assim, nerd? – Pergunta Jack Harper.

- Isso mesmo, o homem só precisa esperar cair a noite que poderá sair pela sala das lentes. – Fala Carter triunfante.

- Maldito humano. Acertou. – Reclama Caronte, permitindo que o grupo suba a bordo.

Nogawa ao subir no pequeno navio toca no ombro de Lorenzo e diz baixinho:

- Acho que estamos sendo observados.

 

Começam a travessia. Mas no meio do trajeto para o outro lado, o barco para, e Caronte se vira para dentro do barco e começa a rir novamente.

- Vocês acharam mesmo que iriam chegar do outro lado?

A embarcação começa a afundar rapidamente e almas de corpos apodrecidos, que infestam as águas pútridas do rio Estíge, agarram os magos os tentando puxar para o amaldiçoado ribeirão.



autor
Jonnathan Freitas

elenco
Tom Hardy como Domenico Lorenzo
Rodrigo Santoro como Jack Harper
Lucas Till como William Carter
Hidetoshi Nishijima como Arslam Koto Nogawa
Seu Jorge como Akidaban
Gary Oldman como Morpheus
Aishwarya Rai como Deusa Maya
Thaís Araújo como Calíope
Jeffrey Dean Morgan como Calisto

trilha sonora
The Vikings - Alexander Nakarada

produção
Bruno Olsen
Cristina Ravela


 

Esta é uma obra de ficção virtual sem fins lucrativos. Qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.


REALIZAÇÃO




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