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Flor-de-Cera: Capítulo 06

Novela de Carlos Mota
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CENAS DO CAPÍTULO ANTERIOR:

– Ah, antes que me esqueça, seu digníssimo esposo pediu para recepcioná-lo, à noite, com aquele Valentino rosa que lhe deu.
– Só? – debocha.
– Não se esqueça das taças de vinho do Porto, hein? Hum! Acho que nada aconteceu nessa casa! Para ele não aconteceu mesmo – certifica-se a mucama. – Ô bicho ruim! Se eu fosse a senhora...
–...o colocaria para correr! – completa Catharine. – Já me disse isso, Ernestina.
– Pois repito!
As horas se passam...
A lua se nega a dançar balé no céu anuviado. É o prenúncio da chegada do vereador à mansão.
A porta da limusine se abre, George atravessa o hall de entrada e chega à sala de jantar.
– Boa noite, George! – saúda a mulher. O vereador a fulmina com os olhos.




FLOR-DE-CERA - CAPÍTULO 06






Catharine estranha a atitude do marido.
– Aconteceu alguma coisa, George?
– Onde arrumou este colar? – esbraveja ao notar a joia no pescoço da mulher. – Responda-me!
Catharine balbucia, teme outra reação agressiva do marido.
– VOU REPETIR: ONDE ARRUMOU ESTA... ESTA PORCARIA?
O colar que ela usava era um presente de escola dado por Alana. O último. Um singelo cordão de prata com um pingente em formato de coração em cuja superfície era visível o nome da menina. Um ornato de baixo valor financeiro, mas de grande valor sentimental. É óbvio que destoava do Valentino – uma relíquia aos olhos dos invejosos. E o que isso importava? Ela estava feliz com aquele mimo e resolveu usá-lo em homenagem à memória da filha. Isso era algum crime? Se fosse, ela o estava cometendo com gosto. Por isso, com as forças ressurretas por um milagre divino, fixou fria e vagarosamente os olhos do vereador e respondeu:
– Foi um presente de Alana! Algum problema?
– Não percebeu que este vestido não combina com joias de valor duvidoso? Ele é um Valentino! Daqueles que as mulheres pagariam qualquer coisa para ter...
–...Eu não! – entrecortou-o.
– Você não? – puxa o colar com força, arrebentando-o. – VOCÊ NÃO? – insiste.
– Devolva-me, por favor! Foi o último presente que recebi de nossa filha. Por favor!
– A-LA-NA! – lê o nome da filha no pingente. – Hum! – esnoba.
– Cadê o colar exclusivo de pérolas brancas que lhe dei para usar com este belo exemplar da alta-costura?
– Está lá em cima! Dê-me o colar... – pede! – Ele é meu!
– Sabe quanto custou aquele colar que lhe dei? Vinte mil! Sabe o que são vinte mil? Daria para pagar o salário de um ano daquela empregadazinha que insiste em manter debaixo de nosso teto. E sabe quanto custou isso? – pergunta, olhando o colar com um misto de escárnio e desprezo. – No máximo, um décimo do que paguei. Mesmo sabendo disso, optou por usá-lo? – franze a testa. – Queria me desafiar?
– George, por favor, devolva-me... – os olhos marejados denunciam quão está entristecido o seu âmago. – Não quis desafiar ninguém, quis apenas expor meu amor por nossa filha. Isso é algum crime?
– Ainda pergunta? Troca uma peça valiosa por uma...
– E quem disse que essa também não é? – interrompe-o. – Para mim, é a peça mais valiosa do mundo, porque foi feita com amor e pela pessoa que mais me amava: MINHA FILHA. MINHA ÚNICA FILHA. Não percebe! Pode não ter valor de mercado, mas possui um valor sentimental inestimável. É isso que importa! Sinto-me honrada por usá-la!
– Isso... isso é motivo de honra?
– Sim! – declara a mulher. Ele gargalha.
– Você me causa asco! Hum! Sempre teve tudo do bom e do melhor, nunca precisou de nada, não sabe sequer o valor de um caviar, de um bom cálice de vinho; bastava estalar os dedos para que tudo caísse do céu como num passe de mágica. Se tivesse sofrido um pouco, passado por alguma dificuldade, saberia distinguir o valor que há entre esta... coisa e o que eu lhe dei! Você precisa aprender muito comigo ainda.
– Pelo contrário, é VOCÊ quem precisa aprender muito comigo, seu verme! – esbraveja, soltando todo o ódio que há dentro dela.
George revida a agressão verbal com uma bofetada que a joga ao chão.
– NUNCA MAIS FALE COMIGO NESSE TOM! – quebra o colar em pedacinhos e retorce o pingente; ao jogá-lo no chão, pisa com força. – O seu “mimo” está debaixo de meu sapato, assim como você – sua frieza impressiona por se tratar da própria esposa.
Dirige-se à escadaria, quando é interpelado pela mulher.
– O que ganhou com tudo isso? – machucada por dentro, verte- se em lágrimas.
– PRAZER! – profere, olhando-a com fervor.
Sobe as escadarias como se nada tivesse acontecido. Em prantos, Catharine arrasta-se sobre o piso frio. Chama Ernestina, mas sua voz, esmorecida, não chega à criada. Chama de novo, dessa vez, com as últimas forças que lhe restam.
– ER-NES-TIII-Naaaa – desfalece.
Ao ouvir seu nome, a empregada se desfaz da rotina do lar e corre auxiliá-la. Quando adentra a sala de jantar, encontra a patroa caída num canto, desacordada, com sangue escorrendo pelo rosto. Abalada, berra por socorro. 



autor
Carlos Mota

A novela "Flor-de-Cera" é remake de "Venusa Dumont - da memória à ressurreição" de Carlos Mota
 
elenco
Grazi Massafera como Catharine Dumont
Thiago Lacerda como George Dumont
Ricardo Pereira como Joaquim
Elisa Lucinda como Ernestina
Carlos Takeshi como Tanaka Santuku
Miwa Yanagizawa como Houba Santuku
Jesus Luz como Pietro Ferrara
Lucinha Lins como Franceline Legrand Dumont
Lima Duarte como Dilermando Dumont
Herson Capri como Doutor Rubens Arraia
Tonico Pereira como Moacir
Werner Schünemann como Paineiras Ken
Rosi Campos como Adelaide
Humberto Martins como Alberto Médici
Cauã Reymond como Ricardo
César Troncoso como Zé dos Cobres
Ilva Niño como Josefa
Selton Mello como Zelão
Matheus Nachtergaele como Meia-noite
Caio Blat como Delegado de Vila Bonita
Caio Castro como Leandro
Alexandre Borges como Doutor Jaime
Caroline Dallarosa como Carmem
Fernanda Nobre como Stela

participação especial
Stênio Garcia como Doutor Lúcio
Drica Moraes como Desirê
Marco Nanini como Chico Santinho

atores convidados
Ary Fontoura como Doutor Tobias
Alexandre Nero como Júlio Avanzo
Elizangêla como Maria

a criança
Valentina Silva como Alana

trilha sonora
Lágrimas da Mãe do Mundo - Sagrado Coração da Terra (abertura)


desenhos
Andrea Mota

produção
Bruno Olsen
Cristina Ravela

Esta é uma obra de ficção virtual sem fins lucrativos. Qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.


REALIZAÇÃO




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