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Testemunha de um Crime - Capítulo 10

Novela de Luiz Gustavo
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  CAPÍTULO 10
 
 



*****

A bandeja de prata de cerca de quarenta e cinco centímetros é colocado em cima da cama de casal, o homem deitado abre os olhos e puxa a coberta em torno do corpo nu, observando o café da manhã: suco de uva, pão de queijo, tapioca com recheio de chocolate e biscoitos de polvilho. Frank acomoda-se próximo do parceiro e leva um copo a suas mãos, os dois rostos sorriram, certamente lembrando-se das últimas horas.

- Você que fez tudo isso? – Indaga Bruno espreguiçando-se e ingerindo um pouco da bebida. 
- Sim, querido.
- Parecer estar delicioso. 

Bruno come lentamente um pouco de cada alimento, geralmente não desperta com tanta fome, mas não pode fazer desfeita. Nos últimos meses, Frank tem sido um verdadeiro cavalheiro e ele, alcançado grandes pontos na facção. 

- Bruno. Sei que o clima está legal, mas precisamos conversar.
- Pode falar.
- Em qualquer coisa que você faça, existe um grande sacrifício em tudo. Atualmente sou um dos homens mais bem pagos de Herbert e de alta confiança, consegui isso com anos de esforço, não coloco a vida de ninguém acima da minha, seja de quem for.
- Até a minha?
- Você nunca.

Frank segura as mãos e arqueia as sobrancelhas, como se tivesse procurando as palavras dentro da cabeça.

- Não deve temer as consequências.
- Chega logo no ponto, por favor.
- Herbert irá pedir para finalizar um serviço.
- Matar uma pessoa?
- Sim. Puxa o gatilho sem arrependimentos, caso contrário. 

Frank o encara.

- Eu saio da organização?
- Não, desce no conceito, pode perder promoções futuras.
- Tudo bem.

Em seguida, Bruno levanta-se da cama e escova os dentes. Liga o chuveiro e toma banho. Não há como fugir agora, está tão próximo de tudo e a vida de um assassino, não irá fazer falta nenhuma no mundo. Mas e a sua? Como será depois disso? Acostumou-se a dormir ao lado da fera, como se fundisse um ao outro na selva de pedra.

*****

David desliga a TV.

Sinto-me maior do que imagino, depois dessa manhã, infinito após tocar o corpo de Andressa pela primeira vez, como se chegássemos às estrelas em apenas nos abraçar, entregamos tudo um ao outro, sem arrependimentos. A manhã perfeita, das suas pernas aos cabelos escuros, eu nunca me cansaria de explorar ela, sua pele com gosto de baunilha e seus doces lábios com sabor de mel. Senti os medos afastando-se de mim, voando junto com os meus demônios, eles estão livres. Existe um epilogo para tudo, espero que nunca para nossa relação. A desejo para sempre, me casar, ter filhos e perder a memória ao seu lado, chegar até o fim e jogar essa história pelo tempo em uma trajetória perfeita.

O adolescente segue para o ponto de ônibus com uma alegria transbordando pela face, entra no veículo que segue a caminho para o shopping SP Marketing, aonde salta e contempla Matheus e Jefferson, os dois notam algo diferente no amigo.

- Cara... – Ele olha para os dois lados antes de falar, não tinha ninguém próximo. – Eu e a Andy transamos.
- Como foi isso? – Pergunta Jefferson.
- A gente sabe muito bem como foi né Jeff, eles simplesmente treparam. – Matheus solta a piadinha. – Mas você gostou? 
- Nem se eu tocasse mil punhetas iria de superar essa manhã.

Os três atravessam a avenida e adentram no prédio azul com detalhes de prata, por uma loja de roupas e seguem o trajeto até chegar ao cinema, nenhum longa-metragem os chamaram atenção e eles voltam a andar, comprando alguns jogos para Xbox e lanchando no Mc Donald's.

- Minha mãe mandou uma mensagem, falando que a minha irmã está parindo. – Avisa Jefferson ao comer a última batata frita. – Até mais galera.
- Tchau titio. – Ironiza David.

David e Matheus continuam sentados na mesa, conversando e fitando as pessoas ao redor.

- Sabe cara, eu ainda penso naquela mulher misteriosa.
- A viúva negra da praia?
- O nome dela é Helena.
- Google, quer dizer... Matheus. Sai dessa cara, desencana, essa mulher aí é casada, tem filhos e um passado grande e um futuro ao lado dos netos e você? Não é preconceito, nem nada, mas se entregue a alguém que vai te desejar da mesma forma.

Os dois retornam para o ponto de ônibus, antes das cinco horas da tarde, David chega a residência sozinho depois de 15 minutos. O celular vibra algumas vezes no bolso, era Andressa o chamando para sua morada. Ele desce as escadas e segue para visitá-la.

- Chegou agora? 
- Sim. 
- Você estava aonde amor?
- Com o Google e o Jefferson no shopping. Íamos assistir um filme.

Depois de trocar longas carícias, Andressa percebe algo de estranho na casa do amado, sexto sentido feminino nunca falha. Ela divisa o grande perigo que o sogro está correndo naquele minuto, sua vida por um fio, uma arma apontada contra o peito enquanto outro homem procurava algo em todos os cômodos, certamente em busca de David. Andressa se sente nervosa, tentando se acalmar, obter um controle de seus sentimentos naquele momento de extenuação.

Os dois permanecem escondidos detrás de uma árvore. A rua como de costume está vazia, nem sinal de pessoas ou de carros. David conversa no telefone celular com Marcelo, o investigador, que já se encaminhava para o bairro onde o adolescente reside.

- David. – Andressa nota algo curioso – Os dois homens saíram de dentro da sua casa, entraram em um carro e foram embora. Vamos ir ver como está o seu pai...

Juntos, Andressa e David atravessam a alameda, à porta da casa estava escancarada, ambos se surpreendem ao ver Roberto no pavimento com uma única bala encravada no peito, podia ter morrido no instante que o tiro foi deferido, mas que nem um milagre, continua vivo.

Tudo está mudando, da felicidade para desgraça, agora estou na mira do narcotráfico e do contrabando mundial, pensei que estava protegido pela polícia. Mas nada fizeram. Agora meu pai está correndo risco de vida, pode morrer a qualquer minuto. Daria tudo para estar em seu lugar, pai, sentir sua dor, mas nada posso fazer a não ser rezar e tentar ser forte. Nunca tive costume de chorar, desde que minha mãe veio a falecer, nenhuma lagrima voltou a ser derramada dos meus olhos nos últimos dez anos, mas agora a cada segundo sinto uma sensação diferente, medo de perdê-lo e mais ainda de ficar sozinho.

*****

Amada Lopez caminha olhando para baixo pelas calçadas de São Paulo, depois de visitar David Assunção, adiante em outra esquina algumas amigas na calçada vendendo o próprio corpo. Seus olhos lacrimejam de vergonha, como teve coragem de trilhar este percurso?

Prossegue a andar, seus cabelos ruivos colidem contra o vento leve da capital, infiltra-se numa rua vazia e pega as chaves do portão, transpôs em uma casa de dois cômodos, a única que o salário mínimo comercial consegue pagar adjunto as outras despesas.

Ela deita-se na cama e retira as botas que começam a doer às pernas, pega o controle e liga a televisão, mas não consegue assistir nada daquilo e sim pensar no garoto, sabe que não tem como acontecer nada entre os dois, mas sonhar é a peça para o ensinamento.

- Eu te amo, David. – Amanda assume para si mesma, com um sorriso, mas ele tem namorada da mesma idade e belíssima. Jamais a largaria para ficar com uma ex-garota de programa. Amanda teve repulsa do próprio passado, do seu sangue, da sua família desgraçada. Como a mãe não consegue amar a filha? E o padrasto que a abusava constantemente, um passo de cada vez. Deve transformar esse ódio em amor.

Depois de assear-se e sair debaixo do chuveiro, anda com os pés no chão e se olha no espelho, no corpo existem algumas marcas de abusos, a pior das violências é a psicológica, a humilhação de se enxergar uma simples escrava do pecado. Ela coloca um vestido verde simples e acomoda-se no leito.

*****

Uma picape preta estaciona em um local distante da metrópole de dentro do automóvel saem Frank e Bruno. As portas do Mercedes SLS AMG se elevam rapidamente, o administrador do narcotráfico e do contrabando de armas coloca os pés na areia com e cumprimenta os subordinados, os três aguardaram alguns minutos calados para finalmente o Focus parar um pouco distante. Ricardo Medeiros se aproxima preocupado a adjacente do chefe que demonstra impaciência.

- A missão estava em suas mãos Ricardo e você puxa o gatilho em direção do pai? Você é muito burro, não sei como tive coragem de lhe proteger seu idiota. Filho da puta! – Herbert grita enquanto o homem continua calado, sabe que tem culpa referente ao fracasso do esquema.
- Me desculpe.

Herbert aponta a Beretta 22 em direção do peito de Ricardo, mas não atira apenas deixa com medo, feito uma presa em uma caçada.

- Se você matar esse rato, Bruno, tu farás parte do primeiro escalão junto com o Patrick. Vai querer ou não? A decisão é sua.

Ricardo chora desesperadamente pensando na família. Herbert passa um revolver nas mãos de Bruno, que não têm muitas escolhas a não ser carregar a sequela de uma morte como fardo.

- Parabéns garoto, excelente decisão. – Disse Herbert ao contemplar o óbito de Ricardo, ele faz o sinal da cruz de cristo e regressa no veículo que some na escuridão.

Bruno olha para Frank.

- O que vamos fazer agora?
- Está tudo planejado. – Responde Frank.

Frank puxa um saco de plástico preto e empacota o corpo perfeitamente, como se fosse ser vendido em um açougue e o jogam na caçamba da picape. Os dois adentram no carro e rodam por um longo tempo, chegando ao destino final. Os homens saíram do carro e tiraram o saco com o corpo próximo ao lugar onde ficava localizada uma cratera gigantesca, onde o arremessa sem piedade, um caminhão rapidamente se aproxima beira o buraco e joga toneladas de entulhos sobre o "túmulo" de Ricardo Medeiros.

 





INSPIRADO EM UMA HISTÓRIA REAL

autor:
LUIZ GUSTAVO

elenco
DAVID ASSUNÇÃO

AMANDA LOPEZ
ANDRESSA YAMASHITA

HERBERT VIANA

NICK SMITH
ADAM SMITH

FRANK SALVATORE
BRUNO LIMA

PROFESSORA MARIA
ROBERTO ASSUNÇÃO

MATHEUS
JEFERSON

DONA HILDA
SÁVIO MESSIAS
JUNIOR BRANDÃO

PARTICIPAÇÃO ESPECIAL:

MARCELO MIRANDA
MÔNICA VELARDO

TRILHA SONORA:
SAVE ME - REMY ZERO (abertura)


COLABORAÇÃO:
MÁRCIO GABRIEL
JULIANA CORDEIRO


PRODUÇÃO:
BRUNO OLSEN
CRISTINA RAVELA


Esta é uma obra de ficção virtual sem fins lucrativos. Qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.


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