Vale Dicere - 1x07




1x07 - RU
 
     
   
 

Departamento de Polícia, 12h15pm.

O ex-chefe de Cristhian infectado estirava os braços para atacar Ru, quando de repente ela pega o seu tablet e lança no rosto do monstro.

Ru: Sai daqui seu balofo!

Ru se levanta e corre em direção aos outros, Frederico intervém com sua arma para atacá-lo.

Frederico: Ei gorducho! Tome isso!

Frederico dispara na testa da criatura matando-o instantaneamente.

Ru: Ai meu Frederico, me proteja!

As criaturas continuavam tentando arrombar a porta.

Dan: Eles vão entrar a qualquer momento, Agente Leonor, Hillary! Vocês precisam ir até a casa da Lisa proteger a Dra. Fionna e a Emily.

Lisa: O quê? O que aconteceu?

Dan: Ela acabou de me ligar Lisa... A casa foi invadida pelas criaturas.

Lisa: (Levando as mãos até a cabeça) Não pode ser! Minha irmã!

Dan: Escutem! Preciso que vocês duas vão pra lá imediatamente.

Leonor: Tudo bem capitão, mas... Como vamos sair daqui?

Hillary: Leonor, a gente pode sair por essa janela, eu tenho uma corda.

Leonor: É mais inteligente do que pensei Hillary.

Dan: Depressa! Vão! A gente segura a corda.

Hillary joga a corda pela janela, o capitão Dan e o Agente Victor ficam segurando enquanto Hillary vai descendo primeiro, quando esta chega até o chão, ela acena para que Leonor desça.

Dan: Depressa Leonor, desça agora mesmo!

Leonor: Sim capitão!

Leonor também vai descendo pela corda, enquanto isso os monstros estão atacando a porta com toda a fúria.

Brian: Capitão, eles vão entrar!

Victor: Não vai dar tempo de descer todo mundo capitão.

Dan: Droga! Não tem outro jeito.

Dan recolhe a corda de volta, Leonor grita de lá de baixo.

— Capitão, o que está fazendo?

Dan: Não dá mais tempo, corram para a casa da Lisa agora mesmo!

Após a ordem, o capitão vira para os seus agentes e todos apenas o observam. Frederico questiona:

— O que vamos fazer?

Dan: Precisamos correr agora mesmo. No final dos corredores tem uma passagem que vai nos levar para o outro lado do prédio, precisamos ir pra lá.

Ru: Ai minha “Santa Progressiva”! O que estamos esperando? Vamos agora mesmo corazónes!

Ru sai andando na frente, Lisa e May vão atrás dela, neste momento quando os demais estão prestes para se retirarem, as criaturas por fim arrombaram a porta da sala e entraram causando o seu furor.

Dan: CORRAM!

Os monstros infectados avançam para cima das pessoas, os demais se desesperam, um verdadeiro banho de sangue se inicia.

Victor: Capitão! E agora?

Dan: Não dá tempo pra pensar! Venham comigo!

Cristhian e os outros correm juntamente com o Capitão Dan e os outros agentes, enquanto isso tentando seguir Ru que errara o caminho, Lisa, May e Trevor conseguem alcançá-la.

Lisa: Dona Ru espera!

Ru estava correndo e de repente se detém.

Ru: Oh! mi Santo Cielo!

May: O que aconteceu?

Ru: Não dá pra correr direito com esse salto.

Ru tira seus dois saltos e fica com eles nas mãos.

Ru: Agora sim, vamos corazónes!

Lisa e May olham uma para outra e resolvem seguir Ru.

Enquanto isso, do lado de fora, estavam Leonor e Hillary extasiadas com a invasão dentro do departamento.

Hillary: Essa não! Todos eles vão morrer e é culpa nossa Leonor.

Leonor: Escute, precisamos fazer aquilo que nos foi confiado: Proteger a garota e a doutora, então precisamos ir até lá, só assim a morte deles não terá sido em vão.

Hillary: Tudo bem.

Leonor: Então vamos!

Ao dar os primeiros passos, as agentes não esperavam que fossem encontrar vários humanos infectados no local, era um terreno baldio e as duas saídas estavam sendo bloqueadas pelas criaturas. As moças ficam uma com as costas encostadas na outra, cada uma virada para um lado.

Leonor: Quantos eles são?

Hillary: Do meu lado tem 7.

Leonor: Do meu lado também tem 7.

Hillary: Então ao todo são 14, 7 pra mim e 7 pra você. Você tá pronta Leonor?

Leonor: Eu já nasci pronta querida.

As habilidosas agentes se separam uma da outra e partem para cima das criaturas, altamente treinadas elas utilizam as suas habilidades de luta para eliminá-los. Hillary saca sua pistola e atira na testa de uma das criaturas que estava a sua frente, de repente outro tenta ataca-la por trás e ela se abaixa, gira um chute derrubando o monstro no chão, em seguida pega a sua arma e atira na testa do mesmo.

Hillary: Hoje não querido!

Da mesma maneira Leonor é cercada por duas criaturas, ela pega o seu bastão e acerta na cabeça de um deles deixando-o desorientado e assim dando-lhe o tempo necessário para chutar o estômago do segundo. Aproveitando que ambos estavam vulneráveis, Leonor pega a sua arma e atira na cabeça dos dois.

Após matá-los, um terceiro estava em cima de um container atrás de Leonor e ele pula para cima dela, mas rapidamente ela vira de costas, chuta-o ainda no ar impedindo o seu ataque, ao vê-lo caído no chão, Leonor se aproxima dele com sua pistola.

Leonor: Tentando me atacar por trás? Que coisa mais feia!

Leonor atira na cabeça do monstro. Ainda no local, Hillary estava sendo cercada por três criaturas.

Hillary: Querem brincar? Então vamos brincar!

Hillary tira duas adagas de sua cintura e começa a correr atraindo-os para uma parede, ao chegar ali, ela mira os dois primeiros que estavam vindo na frente e lança as adagas na direção de cada um acertando o olho de ambos. O terceiro estava vindo ainda mais rápido, Hillary ficou imóvel esperando ele chegar, ao chegar bem próximo da mesma, ela desvia fazendo-o bater contra a parede e cair no chão, neste momento ela pega sua pistola e aponta para o monstro.

Hillary: A brincadeira acabou pra você.

Ela atira no monstro matando-o enquanto Leonor estava sendo cercada por mais duas criaturas. Ela olha para um lado, olha para o outro, e quando as duas criaturas partem para ataca-la, ela choca a cabeça de um com a do outro, quebra o pescoço do primeiro e depois pega sua arma e atira na cabeça do segundo. Só restavam 4 criaturas, duas de um lado e duas do outro.

Leonor: Hillary, quantos tem aí pra você?

Hillary: Tenho dois e você?

Leonor: Dois também, que tal trocarmos?

Hillary: Você que manda!

Leonor: Então vamos!

As duas começam a correr em direção à outra, ambas as criaturas dos dois lados estavam seguindo-as, quando Hillary e Leonor cruzam o caminho automaticamente trocando de lugar, Leonor dá uma cambalhota e atira no primeiro monstro que perseguia Hillary, da mesma maneira esta última salta dando um belo chute giratório na criatura que estava perseguindo Leonor e após o chute, ela dispara no monstro. Restando apenas um deles de cada lado, as duas mulheres se juntam novamente esperando que as criaturas se aproximassem. Ao ver que já estão prestes para atacá-las, elas ficam uma virada de frente para outra, cada uma apontando a arma para criatura que estava vindo atrás.

Leonor: 1, 2, 3!

Ambas atiram nos dois monstros e assim exterminando a todos que estavam naquele local.

Hillary: Formamos uma dupla e tanto Leonor!

Leonor: Confesso que você é bem melhor que a orgulhosa da Peggy.

Hillary: Como vamos chegar à casa da tal Lisa a tempo?

Leonor: Bom, na verdade...

Leonor avistou uma moto na entrada do terreno.

Leonor: ...Será que a sorte está ao nosso favor?

Hillary: Mas... E se ela tiver dono?

Leonor: Veja, as chaves ainda estão aqui e até os capacetes, estão manchados de sangue.

Hillary: Então o nosso motoqueiro deve está morto.

Leonor: Exato! Vamos vingar a morte dele utilizando o seu veículo para chegar até a casa da Lisa.

Leonor monta em cima da moto, coloca o capacete e em seguida pega o outro capacete oferecendo para Hillary.

Leonor: Então... Vai querer me acompanhar?

Hillary: Adoro aventuras!

Hillary pega o capacete, sobe na moto e ambas saem daquele local. Enquanto isso lá em cima uma verdadeira zona de guerra estava acontecendo, as criaturas continuavam a perseguir os nossos heróis.

Victor: Mas que droga! Eles não se cansam nunca!

As criaturas começam a atacar todas as pessoas que estavam naquele local, pouco a pouco o número de pessoas vivas vai diminuindo e consequentemente o número de pessoas infectadas vai aumentando. Ainda correndo, Cristhian questiona Dylan:

— Dylan, você viu a Lisa?

Dylan: Não, ela saiu correndo com a May e a dona Ru.

Cristhian: Merda! Eu acho que elas foram para o outro lado, espero que estejam bem.

No meio da confusão, uma mulher que estava correndo atrás de Cristhian tropeça, ele tenta ajudá-la e uma das criaturas aparece bem na hora e puxa a mulher para trás abocanhando o seu pescoço.

Cristhian e Dylan: Aaahh!!

Peggy: Moleques! Saiam daqui agora!

Peggy pede para que Cristhian e Dylan sigam caminho e ela pega duas pistolas e vai disparando contra os monstros que estavam vindo pelo corredor.

Peggy: Eu vou ser o maior pesadelo da vida de vocês seus malditos!

Após eliminar uma parte das criaturas, Peggy segue seu caminho. Por outro lado estavam Lisa, May, Ru e Trevor correndo por outra parte do departamento.

Ru: Ai mi Santo Cielo! Eu acho que nós erramos o caminho, precisamos dar a volta.

May: Veja, tem uma outra entrada aqui, deve parar direto no outro corredor.

Lisa olha para as placas de identificação que fica no teto.

Lisa: Verdade, aqui é o Corredor 2, creio que todos estão indo pelo Corredor 3, esse departamento de polícia é maior do que eu pensei.

May: Então vamos por aqui, depressa!

Elas estão correndo até que o garoto Trevor tropeça e cai no meio do corredor.

May: Trevor, você tá bem?

Trevor: Estou, eu apenas...

De repente um dos monstros aparece de uma vez na porta que estava ao lado e tenta avançar em cima de Trevor.

Trevor: Ahhhh!

May: Trevor, não!

Ru: Eu não vou deixar!

Ru pega um de seus saltos e bate na cabeça da criatura.

Ru: Não se atreva a tocar em nós seu nojento!

May: Ru, não deixa ele te morder!

O monstro ao ouvir May, vira em direção a ela e ao garoto Trevor.

Trevor: Não!

Ao ver o ataque, Ru tira um de seus acessórios de cabelo e pula nas costas da criatura e começa a perfurá-lo.

Ru: Pega isso! Morre seu monstro fedorento!

Ru fica perfurando as costas da criatura diversas vezes, May também tenta deter o monstro com cautela para não ser mordida, Lisa se encontrava imóvel no corredor assistindo a cena.

May: Lisa, faça alguma coisa!

Lisa: Ai meu Deus!

Lisa fica sem saber o que fazer até que ela viu um extintor de incêndio pendurado na parede e ela toma o objeto em mãos, rompe o lacre e se prepara para utilizá-lo.

Lisa: May, Ru, saiam da frente!

Lisa utiliza o extintor de incêndio na criatura deixando-o completamente desorientado, ao terminar ela levanta o objeto com as duas mãos e acerta a cabeça do monstro.

May: Isso!

May, Trevor e Ru se levantam enquanto Lisa fica perplexa com o que ela mesma acabara de fazer.

Lisa: Ai meu Deus! O que eu fiz?

Ru pega as mãos de Lisa e diz:

— Realizou o nosso sonho... Deixou de ser tonta querida.

Ru segue caminho juntamente com May e Trevor, Lisa ainda extasiada os acompanha. No laboratório da casa de Lisa, a Dra. Fionna estava recolhendo sangue de Emily em um tubo.

Emily: Pra quê a senhora precisa do meu sangue doutora?

Fionna: Porque talvez o teu sangue seja a cura de todo esse mal que está acontecendo Emily, por isso eu preciso fazer alguns exames e ver o que eu posso fazer através disso, quero desenvolver um antídoto através do teu DNA.

Emily: Se a senhora fizer isso, eu vou sarar?

Fionna: Claro que sim minha querida. Eu prometo.

Neste momento, a Doutora Fionna recebe uma chamada, era o capitão Dan tentando se comunicar.

Dan: Dra. Fionna, está na escuta?

Fionna: Estou sim capitão, o que aconteceu?

Dan: Escute, duas de minhas agentes estão indo até aí para dar o suporte necessário para vocês.

Fionna: Graças a Deus capitão! Assim eu fico mais aliviada.

Dan: A Emily está bem?

Fionna: Sim, ela está bem.

Dan: Não queria tirar o teu alívio Fionna, mas o departamento foi invadido pelas criaturas, e um dos teus colegas, Philip... Está morto.

Os olhos de Fionna se enchem de lágrimas naquele instante.

Fionna: Não, não pode ser!

Emily: O que houve doutora?

Dan: Escuta Fionna! Fionna! Mantenha o foco!

Fionna: Eu não vou aguentar isso tudo.

Dan: Sei que não é nada fácil perder um amigo nesse momento, mas você precisa se concentrar e se manter forte, lembre-se que tem uma garotinha de 9 anos aí contigo que pode ser a salvação da humanidade e que está tão assustada quanto você, mas ela é uma criança ainda! Você é uma mulher adulta e inteligente, então haja como tal, entendido?

Fionna: (Enxugando as lágrimas) Entendido capitão.

Dan: Preciso desligar, as criaturas vão chegar a qualquer momento. Até logo!

Fionna: Até!

Fionna desliga a chamada e tenta disfarçar sua aflição virando de costas para Emily.

Emily: O que foi? Aconteceu alguma coisa com minha irmã?

Fionna: (Disfarçando a tristeza) Não minha linda, tua irmã está bem, mas infelizmente um de meus colegas faleceu.

Emily: Por quê? Como?

Fionna: Isso não importa agora. Duas policiais estão vindo até aqui e vão ficar com a gente, certo?

Fionna tentava tranquilizar Emily, mas no fundo ela estava completamente arrasada.

Departamento de Polícia, 12h50pm.

Trevor e as moças continuavam correndo pelo departamento tentando escapar das criaturas.

Lisa: Olha, deu certo! Nós estamos no corredor 3.

May: Ótimo, vamos conseguir encontrar os outros.

Elas ouvem o barulho das criaturas se aproximando, de repente Ru para no meio do corredor e parece ter ido uma ideia.

Ru: Um momento!

Lisa: O que foi Ru?

May: O que você pensa que tá fazendo? Volta aqui!

Ru: Uma dama como eu sempre anda prevenida.

Ru arranca seus três colares de pérolas do pescoço e as espalha no chão do corredor. May, Lisa e Trevor ficaram boquiabertos diante do que Ru acabara de fazer.

May: Nossa!

Ru: Isso aqui vai atrasá-los por um tempo.

Lisa: De onde você tirou essa brilhante ideia?

Ru: Ah, por favor, querida! Eu sou uma estrela e tenho os meus truques, a propósito quero encontrar todos vocês na cerimônia do Oscar, agora vamos embora!

Ru mais uma vez sai na frente deixando Lisa, May e Trevor boquiabertos. No final do corredor 3 todos os nossos heróis chegam até um certo local, porém percebem que aquela saída estava isolada e não tinha como passar.

Brian: E agora? Como vamos sair dessa?

Cristhian: Gente, vocês viram a Lisa?

Dan: Como assim? Ela não estava com vocês?

Dylan: Não, ela se perdeu da gente.

Cristhian: Não só ela, como a May, a dona Ru e aquele garoto também não estão aqui.

Dan: Droga!

Victor: Capitão será que...?

Dan: ... Nem sequer pense nessa hipótese Agente Victor. Como deixamos isso passar batido?

Frederico: Olhem lá no final do corredor! São elas e o garoto!

Ru: Aqui Frederico mi amor!

As garotas e Trevor chegam onde todos estão reunidos.

Cristhian: Graças a Deus, onde vocês estavam?

Lisa: É uma longa história!

Peggy: Capitão, aquelas coisas estão vindo a qualquer momento.

Ru: Eles terão um pequeno atraso corazón, porque neste momento eles devem está caindo e tropeçando nas minhas pérolas.

Neste momento a cena foca nas criaturas vindo pelo início do corredor onde Ru espalhou as pérolas e eles escorregam e ficam se debatendo um no outro dificultando o seu percurso, em seguida a cena volta a focar nos heróis novamente.

May: Acreditem ou não, mas a Ru atrasou essas coisas pra dar tempo da gente pensar. Como sairemos daqui?

Dan: Não sabemos.

Vasculhando o local, Cristhian percebeu uma entrada de tubulação no teto.

Cristhian: Olhem! Tem uma passagem ali, podemos passar pela tubulação.

Dan: Deixe-me averiguar.

Dan retira a grade da entrada da tubulação e verifica o local.

Dan: O garoto tem razão, a passagem é grande o suficiente para passar um adulto, rápido! Nós ajudamos vocês a subirem.

O capitão Dan e os outros agentes vão ajudando os nossos heróis e algumas pessoas que ainda estavam ali com eles. Todos vão passando pela tubulação um por um, quando estava chegando nas últimas pessoas, o cano da entrada da tubulação começa a fragilizar. Todos já haviam subido e só restavam Cristhian, Ru e o Agente Frederico.

Frederico: Rapaz, suba primeiro, eu vou ajudar a senhorita a subir depois.

Cristhian: Pode deixar.

Cristhian sobe para o cano e vai se afastando, ele percebe que a entrada já está comprometida e aquele cano poderia ceder há qualquer momento.

Cristhian: Venham depressa! O cano da entrada vai cair e não vamos conseguir passar com todo mundo.

Os primeiros que entraram já estão bem mais a frente da tubulação e longe do perigo, enquanto isso, o Agente Frederico pula para a entrada da tubulação e estende os braços para Ru.

Frederico: Venha senhorita, eu te ajudo a subir.

Ru estende os braços para ele, mas depois ela recolhe suas mãos novamente e se afasta da entrada.

Ru: Eu... Eu não posso ir.

Frederico: O quê? Do que você tá falando? Venha!

Neste momento a parede que firma a entrada da tubulação começa a rachar.

Ru: Eu não posso, se eu subir aí a entrada dessa tubulação vai cair e todos vocês vão morrer.

Cristhian, Lisa, Dylan e May ainda estavam no começo do cano de tubulação, este primeiro reage.

Cristhian: Ru, não é momento pra fazer brincadeiras! Suba na droga desse cano agora mesmo!

Ru: Me desculpem corazónes... Mas eu não posso.

Frederico: Ru, por favor, não faça isso.

Ru: Meu amado Frederico, queria muito ter tido mais tempo disfrutando o amor ao teu lado, vocês sempre me viram como uma mulher egoísta e cheia de si, mas pela primeira vez eu poderei fazer algo com o que eu me orgulhe... Salvarei a vida de todos estes niños.

Lisa: Ah não! Alguém tira ela dali pelo amor de Deus!

Dylan: Ru, não faz isso!

Cristhian: Ru, escuta aqui! Eu posso te chamar de chata, de bruxa e de qualquer outra coisa, mas nem por isso eu vou permitir que você faça isso, sobe aqui agora!

Começam a rolar lágrimas dos olhos de Ru.

Ru: Eu sinto muito cariño, mas a minha hora chegou.

Ru se afasta ainda mais da entrada e fica de frente para o corredor, ela fica com os seus dois braços abertos, e as criaturas se aproximavam sedentas por sangue no final do corredor.

Ru: Obrigada pelos doces e agradáveis momentos que passamos juntos corazónes, me despeço de vocês para que vocês vivam e sejam muito felizes, meu Frederico... Espero que você seja muito feliz mi amor, nunca se esqueçam de mim por el Santo Cielo!

Todos os que estavam na entrada se enchem os olhos de lágrimas, Cristhian chorando se desespera e começa a gritar.

Cristhian: Não! Ru! Volta aqui, não deixem ela morrer! Alguém ajuda ela!

As criaturas continuavam correndo até alcançar Ru.

Ru: Gracias a todos!

Frederico: Para trás agora!

Os monstros atacaram Ru e se aglomeraram no corpo da mesma enquanto os garotos dentro da tubulação vão para o fundo completamente desesperados, ao sair da zona de risco, Cristhian para e começa a se debater.

Cristhian: Não! Não! A culpa é toda minha!

Lisa: Calma Cristhian!

Cristhian: Não! Ela morreu por minha culpa, foi tudo minha culpa! Eu por várias vezes falava o quanto gostaria que ela morresse e veja o que aconteceu? Eu nunca vou me perdoar por isso, nunca!

Lisa: Calma Cristhian! Calma!

Lisa viu que Cristhian estava totalmente desesperado, então ela não encontra outra solução e o esbofeteia.

Lisa: Já chega Cristhian!

Todos reagem espantados com a atitude da moça. Cristhian estava com a mão no rosto e Lisa segura firme em seus ombros olhando profundamente nos seus olhos.

Lisa: Escuta aqui! Isso não foi culpa tua entendeu? Nunca foi e nem será! Ela morreu para salvar a todos nós aqui, é assim que você vai retribuir o sacrifício dela? Se culpando e agindo igual uma criança mimada? É assim que vai resolver as coisas Chris? Não! Lembre-se que você tem um irmão que te ama e ele tá bem aqui perto de você, mas e eu? A minha irmã está servindo de cobaia num laboratório dentro da minha própria casa e provavelmente eu nem a verei mais, pois também não sei se vou sair viva disso aqui. Mas eu tenho uma coisa que talvez muitos aqui não tem... Eu tenho fé! (Começa a chorar) E eu cansei de me desesperar a toa. Você é egoísta e prepotente, só se preocupa consigo mesmo e esquece que todos aqui estão com medo! Chega! Está na hora de amadurecer e seguir em frente, pois eu conheci um homem e não um moleque.

Todos ficam impactados ante a reação de Lisa enquanto seguiam seu caminho pela tubulação.

Dylan: Ela não merecia morrer assim, não mesmo.

May: Ela se sacrificou pra salvar a todos nós, vocês entendem a gravidade disso? Se ela não tivesse ficado para morrer nenhum de nós estaríamos aqui agora. Pobre Ru, ela podia ter suas imperfeições, mas era uma boa pessoa.

Frederico: Sim, estou tão impactado quanto vocês. Mas vamos seguir em frente!

Nossos heróis conseguiram chegar até o final da tubulação onde sairia na parte de trás do departamento, o capitão Dan utilizou a mesma corda que as agentes Hillary e Leonor haviam usado.

Dan: Vamos pessoal, desçam um por um. Agente Victor desça primeiro e ajude os civis que vierem depois.

Victor: Deixa comigo capitão!

Todos vão descendo um por um pela corda até que todos chegam lá embaixo.

Dan: Ótimo, as viaturas estão do outro lado. Precisamos ir até a casa da Lisa agora mesmo e depois eu decido o que faremos.

Todos concordam com a ordem do capitão Dan e ao saírem, Peggy avistou de longe uma família correndo pelas ruas e estavam sendo perseguidos pelos monstros, era um casal com um garoto de aparentemente 10 anos.

Peggy: Droga! Tem uma família em perigo ali, vou ajudá-los.

Dan: Agente Peggy, o que pensa que está fazendo?

Peggy: Eu vou ajudar aquela família, podem ir na frente, eu me viro depois.

Dan: Agente Peggy, volta aqui! Agente Peggy!

Peggy ignora a ordem do capitão Dan e sai correndo para ir de encontro com a aquela família deixando Dan sem reação.

Frederico: Capitão, precisamos ir logo, conhece a Peggy, ela não vai mudar nunca.

Dan: Tem razão, vamos!

O capitão Dan e os outros se retiram do local.

Exterior da Casa de Lisa, 13h00.

As agentes Leonor e Hillary acabaram de chegar em frente da casa de Lisa — as moças descem da moto e vão andando em direção à porta, quando neste momento Leonor percebe algo estranho.

Leonor: Hillary, eu estou acima do peso ou estou tendo a sensação que o chão está tremendo?

Hillary: Tremores de terra? Isso não pode ser possível.

E realmente as moças começaram a sentir pequenos tremores que balançavam a frente da casa de Lisa, o barulho vai ficando cada vez mais forte e uma sombra aparece por detrás das moças e elas se viram lentamente.

Leonor: O que... É isso?

Lá embaixo no laboratório, Emily começa a respirar ofegante e deita na maca se debatendo e gritando.

Emily:         NÃO! NÃO! NÃO DEIXA ELE ME PEGAR DOUTORA! NÃO DEIXA, POR FAVOR!

Fionna: Emily, o que tá acontecendo? Fique calma!

No posto do Dr. Addan um alarme dos computadores começaram a bipar e Naraj percebe que algo estava errado.

Naraj: Dr. Addan, tem alguma coisa errada, os computadores identificaram um corpo estranho aqui na cidade.

Addan: O quê? Isso não pode ser possível.

Naraj: Seria aquilo que estamos pensando?

Addan: Depressa! Acesse todas as Câmeras de Circuito Fechado de TV desta maldita cidade e descubra de onde está vindo, se for o que estamos pensando... Precisamos agir!

Naraj e os agentes do Dr. Addan hackearam o sistema de CCTV da cidade e conseguiram as filmagens de todos os lugares.

Addan: Procurem! Tem que está ali em algum lugar.

E enquanto isso na frente da casa de Lisa, Hillary e Leonor olham para cima completamente impactadas diante do que estavam vendo.

Hillary: Leonor... O que é essa coisa?

Eis que surge uma criatura completamente desconhecida pela espécie humana, com aproximadamente mais de 3 metros de altura ele estava parado em frente à casa de Lisa. A criatura tinha uma aparência assustadora, seus pés e mãos eram enormes e seus braços extremamente compridos para a altura proporcional de seu corpo, seus olhos eram avermelhados e utilizava um traje de pano que estava rasgado e cobria apenas uma parte do seu corpo áspero e cheio de deformações.

Hillary e Leonor ficaram totalmente imóveis e lá embaixo Emily não parava de gritar. Olhando pelos computadores, Naraj e o Dr. Addan conseguiram acessar a câmera de circuito fechado que ficava no local e puderam avistar pelos monitores a criatura.

Naraj: O que nós mais temíamos aconteceu... Aragon se levantou!

 
     

 

     

autor
Melqui Rodrigues

elenco
Jaydan como Cristhian
Sidney Santiago como Dylan
Rogelio Guerra como Dr. Addan
Celine Reymon como Dra. Fionna
Osvaldo de León como Agente Victor
Juan Carlos Espinoza como Dr. August
Juan Luís Esparza como Dr. Philip
Stephen Lang como Capitão Dan
Ailee como Lisa

produção
Bruno Olsen
Cristina Ravela


Esta é uma obra de ficção virtual sem fins lucrativos. Qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.


REALIZAÇÃO


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